Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A VIAGEM



A viagem

Quando ficamos mais velhos, vemos a vida passar muito rápido. Nem sempre observamos tudo que vamos vendo pelo caminho. Só as noticias boas ou ruins vão sendo absorvidas, muitas vezes de maneira diferente do que desejamos. Nossos sonhos ainda persistem. Pensamos sempre no futuro como o vemos em nossa mente. Mas no fundo sabemos que breve deixaremos esses sonhos e iremos mudar de paisagem.

Porque escrevo isso? Não sei. Quem sabe pelas ultimas noticias captadas aqui e ali. Um amigo que se despediu, outro que não conhecemos e também partiu. Ficaram as saudades. Muitos deram seus pesares de forma amiga e fraterna. Outros só tomaram conhecimento. Mas sempre pensando que perdemos alguém. Não sei. Penso diferente.

Alguém me disse um dia que sempre compramos um bilhete para uma viagem longa. Na estação subimos a escadinha que nos leva ao vagão do trem e partimos em direção ao nosso destino. Lá no vagão onde vamos viajar, iremos escolher nossos amigos, parentes, e vamos viver com eles a grande viagem. Teremos nosso livre arbítrio para decidir como será a viagem. Poderá ser como programamos em nossa cidade de origem ou não. Vai depender de nós.

Durante essa viagem veremos muitos descer do trem. Em cada estação alguns irão ficar e outros irão subir. E a viagem vai continuar. Muitos dos que desceram são conhecidos ou parentes próximos. Outros não tivemos a alegria de conhecer a não ser que estávamos na mesma viagem. No mesmo trem da vida. No vagão nós podemos fazer uma boa viagem ou uma má viagem. Tudo depende de nós. Podemos rir chorar, cantar, ajudar aos outros que ali estão e quem sabe embalar sonhos que podem ou não se transformar em realidade.

Mas sempre é uma viagem boa. Escolhemos esse vagão porque precisávamos aprender muito. Sempre aprendendo. Neste vagão iremos compartilhar incríveis aventuras e incríveis amizades que serão mais que um simples contato. Quase todos que ali estão também escolheram este vagão, pois já viajaram conosco em outras viagens do passado. Nem sempre fizemos boas viagens. Agora é diferente. Todos estão imbuídos que devemos fazer tudo para que possamos nos sentir mais alegres, mais irmãos e que a união de todos é importante para fazer esta longa viagem.

Vai chegar o dia que vários de nós irão descer do trem. Afinal compramos um bilhete que dizia onde deveríamos descer. Não adianta querer continuar a viagem. O condutor do trem não deixará que continuemos ali no vagão. Claro, iremos ficar tristes com aqueles que desceram. Muitos deles foram amigos próximos outros íntimos e vamos sentir falta.

Importante lembrar que nós também vamos descer qualquer hora. Todos descem.  Mas iremos voltar a nossa terra de origem. Onde moramos. Sabemos que foi só uma viagem. E os que ali estiveram conosco no vagão também irão procurar sua cidade e quem sabe é a nossa que moramos? Irão descer na estação, olhar ver e sorrir – Eu voltei não me esqueci de você minha linda cidade!

Portanto meus amigos, quando alguém descer do trem, não fiquem tristes. Ele está voltando para sua cidade. Devemos pensar e se possível sorrir e dizer – Seja feliz meu amigo, agora você está no meio dos seus. E o melhor agora Deus está com você para sempre! 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

FOGO DE CONSELHO



FOGO DE CONSELHO

O dedo em riste do "Velho" Escoteiro não era em tom de desaforo, mas sim de uma maneira peculiar quando queria discordar de algum tema em discussão. - Eu sei que o mundo é outro e já nos aproximamos de um novo século - dizia o "Velho" Escoteiro. Mas isto não significa que os jovens também querem mudar. Eles estão aceitando o que lhes oferecem, e na falta de algum melhor, aceitam qualquer coisa. Afinal o outro lado não lhes foi oferecido.

 Não é bem assim "Velho" Escoteiro. - Quem falava era um membro da Equipe de Formação, um dos poucos a visitar o "Velho" Escoteiro esporadicamente. Quando aparecia, já sabia das opiniões e sempre sobrava para ele às mudanças porque passava o Movimento Escoteiro. Ele era um daqueles abnegados, Cirurgião Dentista, que largava seu Consultório para ajudar e ao mesmo tempo era um dos poucos que se animava a falar com o "Velho" Escoteiro. Muitos o achavam ultrapassado e “chato”.

- Tenho participado de alguns Cursos Técnicos de Fogo de Conselho, e você sabe da minha experiência do passado. - Conheço como você como surgiu e como BP deu significado a esta atividade noturna. Lembro que Baden-Powell em suas andanças observou que os nativos da Ásia, da África e da América e até os colonizadores brancos, reuniam-se, à noite, em torno do fogo que com sua luz e calor, espantavam a treva, o frio e os animais selvagens. Era o momento em que se encontravam para conversar, cantar, contar histórias, realizar cerimônias religiosas, planejar caçadas, guerra ou a paz.
            - Sei que o Fogo de Conselho, - Continuou - Como muitas outras atividades que caracterizam a mística e a ambientação do Programa de Jovens, tem sua origem nas observações do Fundador sobre os costumes, valores e tradições culturais dos muitos povos que conheceu durante suas viagens.

Era uma discussão das boas. Não fazia nem dois meses que havia participado do Curso Técnico de Fogo de Conselho e minha pesquisa tinha dado uma diretriz, que não caminhava em direção a usual, ou seja, a rotina do que hoje todos denominam Fogo de Conselho.

- O "Velho" Escoteiro riu e como sempre deu sua “pitaca”. Olhe se você der minhoca aos jovens para pescar lambaris em uma lagoa infestada de jacarés eles vão ficar o dia inteiro e não vão reclamar. Estão acreditando que ali tem lambaris, pois o Chefe “falou”. - disse o "Velho” Escoteiro. Aprenderam assim. Mas será que isto vai ajudar na formação? - Tenho ouvido de muitos a necessidade de mudança, mas esta não pode ser feita desta maneira. O Fogo de Conselho faz parte da mística, da tradição. Pode até não parecer, mas é muito importante na formação do jovem.

- Continuava o "Velho" Escoteiro - O Fogo de Conselho é uma extensão da atividade em que o jovem participou nos dias de acampamento. Lembro que fui convidado diversas vezes para montar cursos de Fogo de Conselho. Nunca acreditei nisso. O que hoje querem é um espetáculo teatral. Já criaram temas, normas, nomenclaturas que dou risadas quando vejo. - Ele (o Fogo de Conselho) tem que ser criativo e para isto não pode ser para uns poucos que se sobressaem na arte de representar ou então para o chefe que é mestre na área de Animador de Fogo de Conselho.

- A ideia de BP não foi essa. Você já disse que conhece como eu como surgiu e o que vemos foi criado depois. Hoje alguém com alguma criatividade vão à frente com um programa escrito, quem sabe uma bela manta cheia de distintivos, (nada contra) e pobre dos participantes. Vão assistirem réplicas de representações antigas ou vistas em alguns programas cômicos de TV. Canção, a patrulha tal para a palma, ou canção ou apresentação. Depois outra Patrulha e assim vai. E o tal Animador que sempre é um adulto a se exibir e nem sabe se agrada a não ser pelos aplausos e sorrisos.

É isso o Fogo de Conselho? - Continuava o "Velho" - Acredito que existe a necessidade deste espetáculo teatral, desde que seja bem montado e destinado para pais e visitantes em situações “esporádicas”. Repito ocasiões especiais.  A pirotecnia ali até que pode valer à pena, mas esta é a única exceção que admito. O fogo é para os jovens, dirigido pelos jovens e lembrado no futuro pelos jovens.

- O melhor é aquele fogo da tropa, que ela decidiu o que, onde, como e quando. Que ela (a tropa) sabe o que vai fazer. Que pode ser um simples bate papo, mas o fogo, este sim está ali em volta, e todos sentem o mesmo calor e participam em conjunto espontaneamente. Aceso com um ou dois palitos, onde alguém até pode fazer sua promessa, e como no passado receber seu nome de guerra saltando a fogueira de olhos vendados. (pena isso não existe mais)

Acredito que até alguns ingredientes são bem vindos e devemos até motivar os nossos jovens com instrumentos musicais. É um fogo dos jovens para os jovens. Diga-me, no passado quando as tribos indígenas se reunião em volta do fogo, tudo estava escrito e detalhado o que cada um ia fazer? Tinha normas? Horários para cada um se apresentar? O "Velho" Escoteiro deu uma pausa.

O Chefe DCIM aprovou a deixa para mudar de assunto. Conversaram mais algumas amabilidades e logo apareceu a Vovó com seu café fumegante e seus biscoitos maravilhosos. Fiquei analisando a conversa dos dois e fico com o "Velho” Escoteiro. O Fogo de Conselho tem tradições que foram criadas e estas não podem ser alteradas a bel prazer.

É delicioso fazer uma fogueira simples, alimentá-la à medida que se torna necessário, sentir o calor dos amigos, um bate papo legal, uma canção espontânea, uma imitação ou uma historia de improviso, um fato pitoresco, um bom café ou chá. Umas batatas na brasa. Boas risadas das dificuldades ou aventuras do dia ou dos tempos no Escotismo. E claro, sempre acompanhada com as tradições, a invocação dos ventos, a canção do fogo, o quebra coco, uma bela historia contada e que marcará para sempre, a Canção da Despedida, a oração. E depois, e depois... Deitar na relva e ver as estrelas! Isso sim, para mim é o verdadeiro Fogo de Conselho.

Os jovens, os chefes, todos eles ali são amigos. Não há ordem de sequência e nem repetitividade. Este sim seria o meu fogo ideal. Já participei de dezenas, centenas talvez, mas não tive o prazer de assistir e participar de um desse. Felizes são os jovens. Pena que os adultos não pensem assim. Sempre decidindo o que é bom para eles. Não consultam e ainda dizem que fazem tudo para ajudar. É prefiro não comentar sobre isso. Já comentei muito.

- Senti o "Velho" Escoteiro bater a mão no meu ombro, me dar um olhar enigmático, sorrir e dizer - Também concordo com você. Participei de mais de três centenas de Fogo de Conselho assim. Belos tempos meu amigo, belos tempos.

Deus do céu! - pensei. O "Velho" Escoteiro agora também lê pensamentos?

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O UNIFORME ESCOTEIRO



O uniforme Escoteiro

De novo? Desculpem. De novo. Todo sábado faço uma pesquisa de visitantes e o que leem em meus blogs. E me surpreendo sempre. Lá está entre os mais lidos, artigos e historias sobre o uniforme Escoteiro. Eu me pergunto por quê? Em um blog com mais de 15.000 paginas visitadas, o artigo do Uniforme Escoteiro está em primeiro lugar. Não entendo. Você entende? Alguém pode explicar?

Afinal o uniforme hoje é um emaranhado de arranjos e muitas vezes ficam a escolha do adulto dirigente. E claro, os jovens o seguem. Afinal ele não é o exemplo?  POR? Fui lá. Li e não gostei. Muitas aberturas. Isto fez com que cada um escolhesse o tipo de chapéu, o tipo de cor, como colocar o lenço e virou uma confusão que não entendo nada. Vocês podem ver nos próprios cursos de formação. Tentem ver uniformização ali. E olhem. É onde aprendemos!

Perguntei um dia a um Escotista – Amigo você exige na promessa o uniforme completo. Depois cada um vem com o traje que escolher. O chapéu ou o boné que achar mais bonito. Para isso é só dar uma “amarradinha” na ponta do lenço. Para que ele gastou em fazer seu uniforme? Risos. Uma resposta que não comento aqui. Não vale a pena. E então volto ao tema. Porque tantos se preocupam com o uniforme?

 Digo preocupam, pois estão lendo e muitos os artigos que escrevo. São os mais lidos.
Claro, tem aqueles que dizem, - Olhe aqui é frio, ou aqui é quente, ou a comunidade não aprova. Ou então para que ele não fique sujo! Caramba! E os demais que se uniformizam? Os militares, os colégios? Esqueci. Os escoteiros são diferentes. Interessante que nesse caso cada um decide por si, mas quando é para participar e contestar atos que no seu grupo, ou no seu distrito ou na sua região e até na Direção Nacional se calam. (nem todos desculpem)

Pergunto: - Quantos sabem que nossos dirigentes deram uma “colher de chá” para que possam dar “pitadas” no POR? E quantos enviaram sugestões? Claro sei que estas sugestões em sua maioria não serão levadas em conta (e nem dá para reclamar depois), mas não vale a pena tentar?

Expliquem-me. Estou tendo um transe de amnésia. Não estou entendo porque tantos leem sobre o uniforme e tudo continua na mesma. E olhe, conheço com a palma de minha mão os que discordam. Mas muitos não são da UEB. Claro, como diz o Dr. Spock no filme Jornada nas Estrelas. Isto e completamente ilógico!

Acho que precisamos urgente de um pouco de lógica de Jornada nas Estrelas. Vejam o que disseram seus idealizadores sobre como deve proceder à tripulação da nave:

Seja ousado. Questione as regras;
Esteja preparado mesmo que digam que você não está;
Esteja atento aos detalhes;
Provoque emoções;
Os melhores em seus lugares;
Exerça a compaixão;
Ponha a lógica de lado, faça o que é certo;
Audaciosamente, vá onde nunca esteve;
Permita-se curtir.

Esta turma é da pesada. Eu gosto deles! Risos. Quem sabe um dia nós escoteiros seremos assim?

sábado, 18 de fevereiro de 2012

VOCE TEM VALOR NO SEU GRUPO ESCOTEIRO?



Você tem valor no seu Grupo Escoteiro?

            Entrei no assunto que estava na minha mente a semana toda. Conversava com o "Velho" Escoteiro. Dizia a ele – Estive lá no Grupo Escoteiro do meu amigo. Aquele que lhe falei. Não gostei do que vi. Para não ser severo com tudo, voltei lá mais duas vezes. Não adiantou. A primeira impressão ficou. Notei lá "Velho" Escoteiro, que os chefes estão desamparados. O Diretor Técnico mesmo sendo um bom homem não tem condições de liderança, não sabe arregimentar. Os chefes que ainda ficaram estão à deriva. Tentam de tudo. Não existe apoio.

            O "Velho" Escoteiro me olhou de soslaio e como aquele olhar peculiar ficou pensativo não sabendo na hora o que responder. Passaram-se minutos. Não disse nada. Era o "Velho" Escoteiro que conhecia. Alguns minutos depois ele falou devagar, baixo, e tive que prestar uma enorme atenção ao que ele dizia. – Sempre achei meu amigo - disse – E sempre afirmei que não é possível desenvolver nenhuma programação com os jovens quando o Chefe da Sessão responsável não tem o aval de todo o Grupo Escoteiro. Não se pode fazer nada se o Diretor Técnico não for competente na sua área.
  
             Continuou - Ele hoje responde por todo o grupo e também pela sua diretoria. Faz a ligação e orienta os escotistas na sua lida semanal. Um bom Grupo Escoteiro se desenvolve quando aqueles que são responsáveis pelos escotistas do grupo, dão a eles condição de desenvolver seu trabalho, provê-los dos meios necessários e estar ao lado deles sem influir em seu trabalho. Um bom Diretor Técnico tem de ter carisma. Não digo que é um dom nato. Mas pode ser adquirido.

             Continuou o "Velho" Escoteiro – Se os Escotistas não estiverem bem assessorados, tanto na parte material, nos cursos de formação (obrigação do Grupo Escoteiro arcar com as despesas, inclusive de transporte) e sempre receber um sorriso e um muito obrigado do Diretor Técnico, poucos, mas muito poucos iram querer assumir como voluntários no Grupo Escoteiro. O Diretor Técnico tem de saber da sua responsabilidade. Ele não deve esperar elogios. Ele tem é a obrigação de elogiar seus escotistas. Assim como os chefes devem elogiar seus assistentes.

            Uma das maiores decepções de um chefe é saber que não tem nenhum apoio por parte daqueles que o dirigem. Todos precisam deste apoio. Eles são necessários para que exista uma diretriz e um trabalho harmônico. É necessário ver que os escotistas de sessões esperam sempre um incentivo, pois só assim irão saber que são importantes no trabalho que realizam.

             Se isso não acontece não vale à pena continuar a jornada. O Diretor Técnico é o único responsável pelo abandono e desistência por parte dos voluntários do grupo. Nos cursos de formação ele deve na medida do possível participar de todos. Precisa conhecer o terreno onde está pisando. Procure ver os Grupos Escoteiros mais bem organizados e estruturados, com efetivo acima da media, um bom número de escotistas participantes e vais ver que ali tem um Diretor Técnico que agrada a todos e faz seu trabalho com perfeição, abnegação e altruismo.

              Os Grupos Escoteiros que sentem dificuldade no seu crescimento, que não conseguem manter um corpo de Escotistas para seu desenvolvimento quantitativo e qualitativo, a responsabilidade única é do Diretor Técnico. Se for ele quem espera elogios o caminho está errado. Shakespeare dizia que o ouvido humano é surdo aos conselhos e agudo aos elogios. Uma verdade sem sombra de dúvida.

             Quando entramos como voluntários no movimento escoteiro, esperamos que haja algum tipo de agradecimento. Este agradecimento tem muitas formas e meios para ser efetuado. No sorriso de um jovem, num “tapinha” nas costas, e o melhor, o sorriso do nosso líder acompanhado do famoso “muito obrigado”. “Muito bom o seu trabalho”. “O Grupo Escoteiro se orgulha em contar com sua colaboração!” Já pensou nisto? E claro você iria retribuir dizendo, obrigado, se não fosse você eu não faria nada!

             É muito importante o Diretor Técnico chegar e elogiar e abraçar seus chefes. Um distrital chegar ao Grupo Escoteiro e elogiar o Diretor Técnico. O dirigente regional fazer o mesmo com seus distritais. E os dirigentes nacionais elogiando os regionais.  Afinal quem não gosta de um elogio?

Se além dos elogios viessem acompanhadas de merecimentos aí sim, o objetivo vai ser alcançado facilmente. Vejam o caso das condecorações. Muitos pensam que se trata de um privilegio e não um direito. Ora, se você fez sete anos, quinze ou vinte e cinco, tem o direito na medalha de bons serviços. E isso não se discute. Agora se você se sacrifica e ninguém lembra que seu trabalho é importante, então não justifica continuar no sacrifício. Isso mesmo. Sacrifício.

Infelizmente acontece em nosso país que os membros das nossas lideranças recebem mais amiúde condecorações certificados e os escotistas de sessão não. Para dizer a verdade acho que o trabalho deles (os escotistas) é bem mais importante que os outros. Eu sempre dou belas gargalhadas com dirigentes que olham para você como se eles estivessem se sacrificando, que não gostariam de estar ali, e entra ano e sai ano lá estão eles. Firmes em seu cargo. Há! E quem não gosta de um “taquinho” a mais? Risos.

             O "Velho" parou de falar, ouvimos vozes. A Vovó e sua filha chegando. Hora de ir embora. Quarta feira gorda. Amanhã é outro dia. Pela rua quase deserta eu como sempre ruminava tudo o que o "Velho" disse. Concordava. Não tinha como ser contrário. Um carro passou por mim buzinando. O orvalho da madrugada molhava as flores que brotavam em todos jardins. A lua era quarto crescente. Um vento sul leve agitava meus cabelos e acariciava meu rosto. Ah! Que sono. "Velho" Escoteiro, você sempre me trás conhecimentos. Obrigado "Velho". 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CARTA PREGO



CARTA PREGO

(Uma instrução para a Patrulha, escrita e envelopada, com datas e horários pré-estabelecidos fixados no envelope e explicitada em carta aos responsáveis. Cofia-se que a matilha ou Patrulha irá cumprir as determinações).

Feito este preambulo acima, acredito que todos sabem e muitos conhecem. Inclusive sua importância na formação da patrulha, na sua liberdade de ação e na sua emancipação da chefia. Digo emancipação no sentido de não ter os chefes sempre como observadores diretos e estarem desde agora, rumo ao livre arbítrio, que irão exercer quando adultos. Também já as usei quando chefe de alcatéia, claro bem diferente que para os escoteiros e seniores, mas com bons resultados.

Muitos fazem Carta Prego durante as reuniões, para formação, adestramento e desenvolvimento de alguma atividade conforme o programa elaborado. Aqui iremos comentar como se desenvolveria uma Carta Prego fora da sede, desde o início até que a Patrulha estivesse em condições de realizar uma grande atividade aventureira.

      Toda ela deve ser desenvolvida com atividades fora da sede escoteira ou imediações (máximo de dois quarteirões) – pode ser em uma reunião de tropa, em alguns minutos e até de horas. Vá aos poucos expandindo o território, até chegar a um bairro distante e finalmente um acampamento de fim de semana.  – Neste caso o tempo é maior.

Algumas sugestões iniciais:

Comece sugerindo aos monitores (em reunião de monitores ou na Corte de Honra), como é e o que seria a Carta Prego. Importante dizer que a postura dos escoteiros quando ausentes da vista do chefe e da importância na observação daqueles que estarão a sua volta. Da responsabilidade da patrulha, da ordem, da disciplina etc.

      Quando sentir que a Patrulha está bem preparada, combinar com um Grupo Escoteiro amigo e faça uma como destino visitarem o mesmo. Com o tempo, se houver local apropriado e fácil locomoção fazer um acampamento de fim de semana. Neste caso é necessário ver se o Monitor é capaz, se a Patrulha é unida, se as ordens dadas são obedecidas. A Carta Prego neste caso deve ser desmembrada em várias. Ex. uma para a ida, outra para a atividade da manhã. Outra para a tarde e assim sucessivamente.

Como cada cidade tem sua característica diferente, cabe aos chefes da sessão verificar como, quando e onde. Todos os cuidados necessários devem ser tomados. Algumas preocupações com a carta prego:

- Nenhuma Carta Prego com saída da sede deve ser feita sem uma reunião da Patrulha na semana, para separar o material (lista fornecida pelo chefe ao monitor) e saber quais os gastos necessários. O destino, programa, hora de retorno etc. não será comentado verbalmente. Tudo isso estará incluso no envelope que o chefe entregou ao monitor, onde se encontrarão horários, e importante. Patrulhas incompletas devem considerar a carta prego cancelada.  Esses detalhes devem ser definidos em Corte de Honra.

      O mais importante na carta prego são os escoteiros fazendo proselitismo. Portanto devem ser bem adestrados na sua apresentação, no garbo e na boa ordem. Escoteiros bens uniformizados são motivo de orgulho para a organização. O público vai estar presente e pode ter uma boa ou má impressão do escotismo.

Com a Alcatéia, pode-se fazer com as matilhas, em volta da sede ou abrangendo mais quarteirões, tendo em cada ponto, um Escotista ou pais, que só irão intervir em caso de emergência ou necessidade. Não deve ensinar ou mesmo mostrar o rumo após a saída da sede. Para se tornar uma melhor aventura para os lobinhos, os pais são excelentes instrutores e observadores. É importante que os lobinhos (as) achem que estão sempre dirigindo a si mesmos.

A Carta Prego pode abranger uma reunião de tropa ou alcatéia, um sábado ou domingo completo, ou um fim de semana.

Para lobinhos deve ser bem simples, curto, sem muitas explicações, tais como: Abra à carta as x horas. Leiam e cumpram as determinações. Exemplo simples de uma: - Vá até a rua tal... Lá verás um Escoteiro que mora próximo. (não sabemos o numero), conversem com ele, descubram a casa dele. Conversem com seus pais. Façam um relatório de tudo, inclusive contando como agiram no caminho, tópicos que acharam interessante ou alegre.

É só uma ideia. Cabe aos monitores, a Corte de Honra e a alcateia definirem os programas prováveis. Mas o chefe e seus assistentes são quem irão  programar e preparar. Lembrando sempre que o elogio no final da atividade é muito importante. Erros vão existir. Afinal não é assim que se aprende a fazer fazendo?

Como sugestão, leiam no blog  http://historiasescoteiras.blogspot.com o conto O TESOURO DO CONDOR. Um grande jogo todo ele feito com uma carta prego. Mas neste caso, foram patrulhas muito bem adestradas.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

BOAS AÇÕES, GRANDES RESULTADOS




Pequenas (Boas) Ações, Grandes Resultados!

(desculpem o plágio de grandes empresas pequenos negócios)

Sobre as boas ações

Não sei se hoje as boas ações são presentes nos programas escoteiros como no passado. Será que os chefes ainda lembram aos jovens sobre boas ações? O que os jovens dizem? Será que isto já é ultrapassado na vida da tropa ou da Alcateia? Mas só falar e comentar sem ir a fundo da questão?

Vejamos – No passado quando fazíamos a inspeção, perguntávamos a cada jovem a viva voz se ele tinha feito sua boa ação. Bastava ele dizer sim ou não. Na reunião de Patrulha ela decidia qual a melhor e mais marcante. Na inspeção final era comentada pelo Escoteiro que a fez. (confiávamos no Escoteiro e sempre lembrávamos que o escoteiro tem uma só palavra e sua honra vale mais que sua própria vida).

No cerimonial de bandeira, o Escoteiro com a melhor boa ação era ovacionado com uma palma escoteira.

Porque isto? Ora, se desejamos formar jovens para uma perfeita integração na sociedade, para que ele seja capaz tanto de participar como colaborar com todos, nada mais natural que desenvolver nele desde o início o hábito da boa ação.

Fico em dúvida se ainda fazem isso nas reuniões de tropa ou alcateia. Claro, sem esquecer também a boa ação coletiva da patrulha. Era estimulada sua realização pelo menos uma vez por mês. No passado isto era feito antes da reunião. A patrulha se reunia em local determinado (tinha planejado durante a semana o que fazer, quando e onde) e desenvolvia uma boa ação que era sempre admirada pelos adultos do bairro, e com isto angariando simpatias, fazendo com que ficássemos mais conhecidos e os escoteiros eram sempre comentados como exemplo.

 E a boa ação da tropa? A cada seis meses e a do Grupo Escoteiro anualmente. Muito? Risos. Não sei. Mas aqueles que participaram deram o valor ao que aprenderam e hoje vivem em comunidade ajudando e sendo ajudados. E sempre acreditei que era uma das melhores formas de fazer proselitismo e Marketing

Quem sabe, não tenho certeza, mas acho que hoje estamos sendo motivo de depreciação por parte de autoridades e da na imprensa, simplesmente porque não estamos presentes como deveríamos estar. Li em algum lugar que agora somos considerados no domínio da Educação, como atrasados e ineficazes. Isto não é verdade, mas como provar ou mostrar o contrário? Só com atividades escoteiras bem planejadas podemos atingir a meta que mudará tudo ao nosso respeito.

 A moeda da boa ação, o nó no lenço, ou no bolso, era motivo de orgulho para nós escoteiros. Ajudar a velhinha a atravessar a rua hoje é motivo de piadas, mas de grande orgulho para nós. Isto desapareceu? Não vale mais? Vocês podem responder. Se estão fazendo, se estão incutindo na mente dos seus jovens a importância da boa ação, então o caminho para o sucesso está sendo percorrido.

Boas ações, grandes resultados! Se ainda não está fazendo, convido a você para começar já. E depois vão ver que os resultados foram mais do que os esperados.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O VAGALUME QUE NÃO SABIA VOAR



O Vagalume que não sabia voar

O que você está fazendo Naldinho? Olhando esse vagalume chefe. Veja, não é interessante? Parece que é. Mas e sua patrulha? Onde foi? Disseram que iam cortar madeira para fazer uma mesa. Foram todos, achei que não precisava ir. Mas veja, aproveitei bem o tempo. O senhor sabia que o vagalume só voa nas primeiras horas da noite? Não sabia. – Pois é ele é reconhecido pelo brilho esverdeado, continuo, e vive mais entre vegetação das regiões tropicais e temperadas. Em alguns lugares o chamam de pirilampo.

Olhe chefe, pode não acreditar, mas esse vagalume me disse que ele mora muito longe daqui. Pensou que eu poderia ajudar. Está tentando falar com seus irmãos e não consegue – Pensei com meus botões - Esses jovens e seus sonhos impossíveis. Vivem criando histórias e mais histórias muitas vezes para não fazer nada. – Naldinho abaixou a cabeça, fingiu que ouvia o vagalume e me disse – Ele está dizendo que eu não tenho sonhos. E ele disse também que não estou criando histórias chefe!

Arregalei os olhos! O que? Repita que não entendi. Ora chefe, ele diz que é verdadeiro, que eu sou verdadeiro e só não fui com a patrulha porque o Lídio monitor disse que não precisava. Estava ali olhando para Naldinho e pensando o que dizer e fazer com ele. Essas invencionices já estavam passando da conta. Naldinho riu. Sabe o que ele está dizendo chefe? Que o senhor acha que eu estou inventando. Ora Naldinho deixa disso. Não vai querer que eu acredite que você conversa com um vagalume.

Quer uma prova chefe? Olhe – Pimaisdois, dê um pulo – O vagalume deu. Você soprou nele, eu disse. Está bem chefe – Pimaisdois, agora cinco pulos. O vagalume deu cinco pulos. Porque Pimaisdois? É o nome dele chefe. O menino estava me fazendo de bobo. Estou perdendo o meu tempo aqui. Olhe vou lhe mostrar o que faço com um vagalume falador – Peguei meu sapato e ia esmagá-lo quando Naldinho pediu. Não chefe, não. Não faça isso. Ele se comunica com os outros. Poderiam vir milhares aqui e nos carregar para a cratera negra.

Já estava cheio daquilo. Deu uma pancada com o sapato no tal Pimaisdois. Ele pulou. Corri atrás. Ele pulou. O danado só me escapava. Ouvi um grande zumbido. Olhei para trás, centenas de milhares de vagalumes voavam em minha direção. Corri mas não tinha onde esconder. Corri mais e sem olhar para frente caí na cratera negra. Fui caindo e lá em baixo tudo vermelho. Ia morrer queimado. Comecei a gritar, a chorar e pedir perdão. Tremia como vara verde.

Chefe, chefe, calma, não grite. Era Naldinho. Abri os olhos. Estava dormindo debaixo de uma castanheira. – Chefe não é hora da atividade do jogo noturno? Caramba. Dormi mais de quatros horas. Já escurecia. Que sono. Ferrei no sono. Mas o pesadelo. Que susto. Vamos lá Naldinho. As patrulhas não podem esperar. Naldinho foi a minha frente, com minha lanterna olhava o chão para não tropeçar. Olhei as costas de Naldinho, um grande vagalume está lá em seu ombro. Olhando para mim e sorrindo com um olhar zombeteiro! Não acredito! Era o Pimaisdois!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

UMA MEDALHA PARA DONA SARITA SILVA



Uma medalha para Dona Sarita Silva

Dona Sarita Silva. Cabelos brancos, morena, ou clara não sei bem, um sorriso no rosto, algumas rugas, olhos profundos, nem alta nem baixa, um vigor de dar inveja a muitos no Grupo Escoteiro. Claro, estou falando de uma senhora que não é Escotista. Nunca foi. Ela é uma das pioneiras no grupo. Como apareceu poucos se lembram. Mas está lá. Firme como uma rocha.

Apareceu assim do nada, sorrindo, dizendo que veio ajudar. Ela limpa a sede, corre ao lado dos chefes, sempre perguntando – Tem algum que possa fazer? E quando o grupo vai fazer alguma festividade, visando melhorar as finanças do grupo? Lá esta Dona Sarita Silva. Um baluarte. Uma força. Muitos não sabem a importância no grupo de Dona Sarita Silva. Afinal ela não veste o uniforme. Nunca fez um curso na vida. Todos acham que ela é a faxineira!

Nas atividades extra sede, tais como acantonamentos dos lobinhos, Dona Sarita Silva sempre está presente. Quando na volta de acampamentos por motivo de força maior (chuva etc.) ela vai até a sede com as patrulhas ajudar na limpeza. Se o grupo precisa fazer um cafezinho para visitantes, claro é Dona Sarita Silva que faz tudo. Sem esquecer as feijoadas e milhares de outras coisas. Dificilmente ela dá ideias. Não é para isso que está ali. Seu lema é Servir!  

Ela acho eu, é uma senhora humilde, que está junto a nós todos os sábados e a noite também se precisarmos dela. Para dizer a verdade não tem hora nem dia que ela recuse um pedido nosso. Inclusive seu valor é tanto que nem a colocam no registro do grupo. Registrar para que? Alguns de nós nem sabe onde ela mora. Muitos desconhecem que ela não tem filhos no grupo. Pode até ter tido, mas deve ter sido há muito tempo atrás.

Interessante que Dona Sarita Silva é uma das primeiras a chegar. Quando chega depois da hora nos procura e pede desculpas. Desculpas? Isso mesmo. Muitas vezes ninguém se lembra dela, até o dia que ela não aparece. Ai sim. Onde está Dona Sarita Silva? Podem alguns perguntar. Muitas vezes não a convidam para o cerimonial de bandeira. Afinal ela não é chefe. Não tem nada a fazer ali.

Um dia alguém se lembrou do seu trabalho. Pediu e insistiu para que ela recebesse uma medalha de gratidão. Foi um custo. Os dirigentes que decidem disseram: - Quem é Sarita? É escoteira? O que faz? Tem ficha modelo 120? A Diretoria do Grupo Sabe disso? Tem Ata registrada do pedido? Tem processo bem feito? Caramba! Quase desistiu. Mas insistiu e a medalha veio. Dona Sarita Silva não sabia. Quando a convidaram para a ferradura ela quase desmaiou de emoção. Mas eu não sou escoteira! Disse.

E então alguém do grupo reconheceu o trabalho de Dona Sarita Silva. A medalha foi entregue com pompa. Ela chora, sorri, não sabe o que dizer. Uma simplória a Dona Sarita Silva. Nunca pensou que poderia ser recompensada assim. Uma medalha escoteira? Claro ela iria mostrar a todas suas amigas, ao Padre, ao Pastor, a todos que ela dedica amizade. Durante muito tempo ela deita e sonha com a medalha. Não deixa de voltar ao grupo sempre. Seu trabalho continua. Um dia ela fica doente. Poucos do grupo lembram-se de visitar. Alguns vão. Ela sorri. Não reclama nunca.

Essa Dona Sarita Silva não é exclusiva deste Grupo Escoteiro. Existem em muitas espalhadas por esse Brasil. Pode ser no seu. Quem sabe ela está aí junto a vocês e ainda não descobriram Dona Sarita Silva? Mas é importante não descobrir só quando ela adoecer, não for mais ao seu grupo. E se Deus a chamar junto de si, não vão chorar tardiamente. Não vão dizer – Lembra-se de Dona Sarita Silva? Que falta ela está fazendo. Porque não soubemos agradecer a ela em vida? Nunca lhe dei um abraço, nunca disse – Olhe a Senhora é importante. Mais importante que todos nós...

Uma vez um “Velho” chefe me disse – amigo, sabe quem é o mais importante em seu grupo? – O anônimo. O que faz a faxina. Não se esqueça dele nunca. Um dia li que o que diferencia o Presidente do faxineiro é a responsabilidade que cada um tem na empresa. O Presidente tem a responsabilidade de fazer toda a empresa funcionar e o faxineiro manter sua sala e os ambientes limpos. Se não faz, a sala fica suja prejudicando seu trabalho. Assim caso seu serviço não seja bem feito, a empresa poderá sofrer grandes perdas. Na estrutura em rede, ninguém é mais importante que ninguém.

Assim não esqueça, verifique se não tem uma Dona Sarita Silva em seu grupo Escoteiro! Ou quem sabe o “Seu” Pedro França, aquele humilde que ninguém vê. Faça isso já! E se possível briguem para ela ou ele receber uma recompensa e nada melhor que uma medalha de Gratidão. Nada de bronze e prata, tem de ser a de Ouro!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

VOCÊ SABIA? - FRASES INTERESSANTES



Você Sabia? – Frases interessantes

Que Baden Powell no livro Escotismo para Rapazes definia o Escotismo como movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina e que estas definições foram hoje mudadas?

Que se alguém encher o teu saco, você precisa usar 42 músculos da face para franzir a testa. Mas, só precisa de quatro músculos para esticar o braço e dar um soco na cabeça desse chato! (hahahahaha... sem violência).

Que o número de escotistas portadores da Insígnia da Madeira no Brasil é insignificante?

Que cada cor da bandeira tem um significado?
O verde representa as nossas matas; o amarelo o nosso ouro (representando as riquezas nacionais); o azul representa o céu do Rio de Janeiro com a constelação do Cruzeiro do Sul e o branco representa a paz.

Que as programações da Nacional, Regional e Distrital quase não deixam datas para o programa do grupo, e das seções?

Que cigarro, charutos e cachimbos causam mais mortes prematuras do que a soma das mortes provocadas por AIDS, cocaína, heroína, álcool, acidentes de trânsito, incêndios e suicídios. Um terço das mortes por câncer é ocasionado pelo uso de cigarros.
 Que a Bíblia é o livro mais roubado de livrarias?

Você sabia que... O deserto do Saara é o maior do mundo com 9.065.000 Kms quadrados?

Que hoje em dia a alegria é participar de um evento programado pelos órgãos nacionais e que os escotistas e escoteiros vibram com tais atividades?

Você sabia que... O escaravelho (besouro) é um dos símbolos mais poderosos do Egito?

Que você não deve permanecer no interior de veículos parados especialmente falando ao telefone?

Que as águas do Mar Morto são cerca de dez vezes mais salgadas que as dos oceanos?

Que mais de 20% dos participantes do movimento escoteiro não são registrados anualmente na UEB?

Você sabia que sapo come cobra?

Que é impossível lamber o seu próprio cotovelo?

Que mais de 50% das pessoas, no mundo inteiro, nunca fizeram nem receberam  chamadas telefônicas?

Que os ratos multiplicam-se tão rapidamente que, em 18 meses, um casal de ratos pode ter para cima de um milhão de descendentes?

Que o Manual do Registro da UEB tem 14 paginas e tive que ler várias vazes para entender como fazer o registro?
Que ao longo de uma vida, em média, cada pessoa engole durante o sono cerca de 70 insetos e 10 aranhas?

Que muitos escotistas desconhecem e praticamente não tomam conhecimento das resoluções, relatórios e muitos fatos interessantes da UEB e só vivem reclamando?

Que o isqueiro foi inventado antes do fósforo?
Que se espirrar com muita força pode partir uma costela?

Que um estudo, que abrangeu cerca 200 mil avestruzes durante mais de 80 anos, não registrou um único caso em que uma avestruz fosse vista a enfiar a cabeça na areia?

Que as exigências para Escoteiro da Pátria estão ao alcance dos seniores bastando para isto uma boa colaboração do Chefe da Seção?

Que um crocodilo não coloca a língua para fora da boca?
Você sabia que na Primavera os papagaios gritam para atrair as fêmeas?

Você sabia que cerca de 12 milhões de animais são ilegalmente retirados anualmente das matas brasileiras e vendidos em diversas cidades do país, representando um faturamento de mais de 2 bilhões de dólares por ano?!

Que o Brasil é o país mais rico em água doce do planeta? Nada menos que 13,7 % de toda água do mundo está aqui?

Que eu apesar de pessimista sou um grande otimista?

VOCÊ JÁ TEVE ESTE TIPO DE PROBLEMA?



Você já teve este tipo de problema?

Era um acampamento de cinco dias. Após a cerimônia de bandeira e a entrega das bandeirolas de eficiência do dia, Conrado pediu a Jerônimo que logo após o tempo livre do almoço o procurasse. Jerônimo era o monitor da Tigre. Um ano que tinha sido eleito. Quatro patrulhas acampadas. Todas com sete membros. Mas desde a chegada a patrulha Tigre estava se distanciando das outras.

Jerônimo chegou ressabiado. Deixou Valério o sub no comando. Laurindo o cozinheiro sabia o que ia fazer para o almoço. Procurou o chefe Conrado. Sempre Alerta chefe! Monitor da Tigre se apresentando. Sempre Alerta Jerônimo! Sente-se. Jerônimo sentou no banco em frente à barraca do chefe. Eles tinham seu campo separado. Faziam suas mesas, seus toldos e a própria comida no seu fogão suspenso. Eram três, mas sempre cozinhavam para eles.

Meu amigo, sua patrulha estava ficando para trás. Desde que chegamos nem o terceiro lugar. Alguma coisa que eu não saiba? Jerônimo abaixou a cabeça. Olha chefe, o senhor me conhece. Não gosto de reclamar. Tentei tudo com o Mario Julio. Até comentei mês passado com o senhor. É um bom escoteiro. Entusiasmado. Lê tudo que aparece de escotismo. Mas está apático. Não presta atenção. Neste acampamento quase não ajudou a patrulha. Fica olhando os pássaros, tentando saber o que dizem. Pega seu caderninho e anota. Agora deu para correr atrás das borboletas. Disse que quer saber onde dormem.

Entendi Jerônimo. Acho que esta deve ser a causa. Porque não pensa em alguma coisa? Já pensei chefe. Conversei, falei disse se ele queria outra função que não escriba e nada. Vamos fazer uma coisa, posso sugerir? Disse o chefe Conrado. Claro que sim chefe. Bem, faremos o seguinte, hoje tarde tinha um jogo de ataque e defesa. Meio forte. Vou mudar. Faremos um sobre a “busca da Borboleta Encantada”. A patrulha que conseguir desenhar e descrever o maior número de borboletas e saber imitar pelo menos cinco pássaros será a campeã.

Não precisamos dizer quem ganhou. A Tigre empatou com as demais. Não ganhou a eficiência geral no ultimo dia, mas não fez feio. Muitas vezes temos as soluções simples para um problema complexo. Basta pensar e ver como será o resultado. Se for o que se pretende ponha em Prática. Apitar, formar, jogar e palestrar é fácil, o chefe escoteiro tem de ir muito mais além. Assim como os monitores devem conduzir sua própria patrulha, o chefe também conduz seus monitores e sua tropa.

“Conduza com o próprio remo a sua canoa”
Baden Powell