Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Conversa ao pé do fogo. A Tropa de Monitores.



Conversa ao pé do fogo.
A Tropa de Monitores.

       Prefácio: - Você está sentindo que nem tudo está dando certo na sua Tropa escoteira? Os jovens estão desanimados, alguns saindo, uma evasão que não dá para estancar? É hora de ação, de mudar, se você quer dar um jeito nisto e acredita em seus monitores, este artigo pode ajudar você. Mas se você é um craque, se sua Tropa é um sucesso este artigo não é para você.
                    Sabe àquela hora de dar uma arrumada nas idéias? Pois é, a gente vai para a sede, olha a tropa e por mais que se dedique parece que nada dá certo. Quando inicia a reunião, faltam um, dois ou mais escoteiros de cada Patrulha. Os monitores perdem o sorriso. A formatura é feita de maneira desleixada. A inspeção é de tirar o ânimo. Aí você pensa: - Onde está o erro? Sua mente volta para o início do ano quando houve uma ótima participação e agora tudo se perdeu. Por quê?

                   Sabemos que durante o ano alguns desistem. Mas isto é certo? Até mesmo escoteiros que você confiava se foram. Você sabe que alguma coisa precisa ser feita, mas o que fazer? Já tentou mudar, novos jogos, técnicas, fez cursos, leu e até agora nada. Até mesmo o curso Ponta de Flecha (?) não adiantou muito.

                     O que fazer então? Se você tem em seu curriculum vários cursos de formação escoteira, se conversou com outros escotistas e nada resolveu então a “coisa tá braba”! - Precisa urgente de uma reciclagem e ou então se for IM lembre-se da sua canção de Gilwell que aconselha uma volta a Gilwell. Mas Existe um curso assim? Se existe não sei, mas vamos conversar melhor. Se você é daqueles que não desiste nunca o melhor mesmo é fazer uma reciclagem. Olhe em sua volta e seus aconselhadores estão bem perto de você. Onde? Seus monitores meu amigo. Isto mesmo. Eles são a solução de tudo. Mas eles? Sim senhor! Afinal eles são os responsáveis para conduzir suas patrulhas. Eles devem saber o que está acontecendo talvez melhor que você.

                    Mãos a obra. Converse com seus assistentes. Diga a eles que vai precisar muito deles, pois durante certo tempo você vai viver mais com seus monitores. Explique por que. O programa não pode parar e os Subs monitores deverão substituí-los nos prováveis impedimentos que irão acontecer. Ideias feitas, programas na cachola parta com um sorriso para a próxima reunião de Tropa.

                    Comece normalmente. Deixe seus assistentes escoteirar. Mãos à obra. É hora de ouvir os monitores. Ouvir meu amigo e não falar! - Vá para um local calmo, sem barulho e comece assim – Amigos, vocês estão vendo que a tropa não anda bem. Muitos saindo. Outros desistindo. Crescimento nas etapas mínimo. Quero ouvir vocês para saber qual o melhor caminho para resolvermos a questão.

                   Eles irão olhar espantados para você. Sorria, não fale nada, só ouça. Não espere muitas respostas na primeira vez. Se não estão acostumados com uma dinâmica na tropa ou com os monitores a maioria irá ficar calada e outros dizer que ainda não pensaram bem. Na segunda e na terceira vez você vai ver a mudança. Prepare-se pode até ouvir o que não quer ouvir. Mas faz parte e, por favor, aceite!

                 Quando achar a hora certa pergunte a eles o que fazer. Anote tudo mesmo sendo coisas impossíveis de realizar. Conquistado a confiança comece com uma boa atividade. – Turma! Que tal uma excursão no próximo domingo só nossa? Vamos sair cedo, e voltamos à noitinha. Podemos quem sabe treinar um pouco de pista mateira ou fazer um fogão tropeiro, uma carne assada, um café que tal?

                 Anime, não fale com cara de tristeza, um sorriso conquista multidões. No caminho esqueça a fila, todos juntos cantando contando causos. Mostre agora que você é amigo e não um chefão. Na atividade deixe-os fazer tudo, se programaram. Esqueça os palpites, hora de fazer fazendo. Quer fazer? Invente algum para você mesmo e deixe-os criar e realizar o programa que fizeram. Um tapinha no ombro um parabéns, você está indo muito bem, canções, brincadeiras... É importante que você só oriente. Deixe-os aprender fazendo meu amigo!

                   A tarde chega, estão cansados, um cochilo. Um cochilo? Porque não? Meia hora faz muito bem para a saúde. Depois uma conversa ao pé do fogo. Trocar ideias, ouvir sugestões quem sabe um joguinho calmo. Hora do retorno hora da limpeza do campo. Viu que tudo foi improvisado. Qual o intuito? Se conhecerem melhor. Sempre achamos que conhecemos a todos e muita vez passam despercebidas outras tantas que desconhecemos. Ao chegar à sede tire meia hora para analisar com eles a atividade. Valeu? Que tal um acampamento?

                  É hora de sugerir a Patrulha de monitores. Você o Monitor um deles sub Monitor. Quem sabe um nome, um grito um lema. Vez ou outra pergunte se em algumas atividades os sub monitores deveriam participar. Bem você deu o inicio. A arrancada foi feita. É hora de partir para um bom programa de treinamento dos monitores. Mas não esqueça, ele é continuo. Nunca para. Se possível faça tudo para não prejudicar o andamento da tropa. Aos poucos procure ver se os monitores estão mais motivados, se conversam mais com seus patrulheiros, e se as reuniões de Patrulha acontecem normalmente com a participação de todos nas ideias e sugestões.

                   Durante uma vez por mês, faça uma atividade só com eles. Pode ser de poucas horas ou de um dia e não esqueça se quer conhecer a cada um para ser seu amigo e irmão mais velho, o acampamento é o lugar certo. Discuta com eles um acampamento para fazer história. Quem sabe um feriado, uma jornada, uma grande atividade aventureira. Só com eles. Não faltaram oportunidade com a tropa escoteira.

                        Lembre-se eles irão dar as melhores idéias para os programas de reuniões. Afinal eles sabem o que querem. Se conseguem ficar com a turma do bairro por anos fazendo seus programas porque agora não podem colaborar? Dê os retoques necessários, quem sabe atividades surpresas que eles gostam, mas sem imiscuir em suas ideias. Eles entraram no escotismo pensando em atividades aventureiras. Serviços comunitários, participação em atividades religiosas uma vez por ano. Repetir sempre? Veja a foto da atividade que fez há dois anos, quando foram fazer uma atividade comunitária. Quantos escoteiros ainda estão naquela foto hoje?

                       Meu amigo, a tropa quer ir para o campo. Querem atividades aventureiras. Os jovens adoram ter um facão na mão. Querem comer arroz queimado, querem fazer o que muitos contam que fizeram. Sentar em volta do fogo, cantar, sorrir e contar seus causos. Assim dê a eles o que eles querem. Não invente! Portanto conte sempre com eles para sugerirem e faça da sua Patrulha de monitores seus novos colaboradores.

              O importante para estancar o desanimo é fazer e não imaginar. Não prometa nada. Você já prometeu tanto e ação é melhor que promessas. Confie nos seus monitores. Deixe-os agir, comentar e sugerir. Faça as correções necessárias. mas sempre ouvindo o lado deles. Desejo a você sucesso na sua lide escoteira!

domingo, 4 de novembro de 2018

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Os tempos são outros.



Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Os tempos são outros.

Prefácio: - Domingo, levantei com o novo horário de verão. Velhos Escoteiros não tem hora para dormir ou acordar. Na minha varanda me pus a meditar... Será que o Escotismo de hoje caminha para o Sucesso como pensou Baden-Powell? Quem viver verá!

                   - Chefe! Disse-me uma Chefe de Lobinhos. Os tempos são outros. Tudo nesse mundo tem que evoluir! É mesmo? Os meus ficaram no tempo que não volta mais. Mesmo sendo ainda teimoso determinado vou aos poucos moldando meu estilo e aceitando o que nunca aceitaria quando jovem escoteiro. Ops! Com ressalvas, por favor! Aceitando as mudanças sem concordar com elas. São tempos novos Chefe! Repete ela. A época do Brucutu já passou! Deixe as diligencias nos museus onde o escotismo do passado foi enterrado! Errado seria eu não aceitar.

                     Mas é tão difícil assim? Não seria eu um velho soldado escoteiro rabugento, cheio de manias querendo que tudo fosse como eu conheci e aprendi? Ah o lenço! O lenço era e foi para nós um símbolo do maior respeito. Promessa feita, o Chefe do Grupo (hoje mudaram para Diretor Técnico e dizem já mudaram de novo para não sei o que) orgulhosamente o colocava e dizia: Escoteiro, com este lenço você agora representa o Grupo Escoteiro em todo lugar aonde for. Honre seu lenço. Você só o recebia quando da promessa e só o colocava bem uniformizado. Lenço sem uniforme? Nem pensar. Hoje? Fizeram dela a sombra do meu passado. Usam-no de qualquer jeito. Arre! Tremo só de ver e pensar!

                    Promessa? Coração batendo, esperando chegar o grande dia. Um dia só meu, minha promessa o Chefe dizia: - Escoteiro será para sempre! Está preparado? Vibrar em frente à bandeira do Brasil, com o Monitor me apoiando com a mão no ombro e o Chefe me encarando: - Conheces a lei? Estás disposto a cumpri-la? E a gente com voz tremida dizia a lei de cor e salteado. E quando chegava a hora, tremendo de emoção fazendo à saudação a gente dizia sem repetir: - Prometo pela minha honra! Fazer o melhor possível, para... Não a gente prometia. E o Chefe completava: Escoteiro a promessa é para toda vida!

                    Hoje? Muitos renovando a promessa. Por quê? Renovar? Um simbolismo de dizer sempre alerta que ainda somos escoteiros? Mas eu o velho Chefe me calo. Se acham certo renovar bato palmas, mas eu, eu não. A minha foi para sempre!

                   Uniforme? Orgulho demais. Chapéu de abas retas, calça curta sim senhor, calça comprida nem pensar. Camisa bem passada e dentro da calça (Arre! Arrepio-me quando vejo o que acontece hoje). Uniforme é para usar e não ficar guardado. Em todas as horas, nas serras distantes, nas trilhas nas planícies, nas reuniões a gente sempre com ele. Se precisasse sabíamos lavar, passar ao sol. Camisetas? Alguns com elas por baixo e mais nada. O lenço de bolso o pente (obrigatório) unhas aparadas, sapatos engraxados, meiões nos padrões.

                 Não havia invenções. O lenço, o cinto, o sapato, o chapéu era colocado de olho no espelho. Hoje? Inventaram tanto para delicia dos novos dirigentes, os inventores, os novos Baden-Powell. Dizem que agora estão na moda mundial de alguns países que dizem ser do primeiro mundo. Tenho que respeitar, mas só fico pensando... E a camisa fora da calça? Coisa de primeiro mundo? Aceitar?

                  Respeito, quanto respeito. Até para o Monitor dizíamos sim senhor! Apresentar com estilo, nome, graduação era para nós uma honra. – “Terceiro escoteiro escriba da Patrulha Lobo se apresentando Chefe”! E lá vai a saudação, o aperto de mão sem esquecer um abraço e um sempre alerta dito gostosamente como a dizer: Eu estou bem preparado e tu? Hoje? Formações sem muita postura, Monitor dormitando escorado no bastão. Correto? Deve ser... Tudo agora é moderno.

                  Correção e guarda do material era questão de honra. Fui há tempos visitar um acampamento e vi coisas do arco da velha. No final da atividade no meio da ferradura havia diversos garfos, colheres, pratos, copos e até algumas peças de roupas para ver se tinham dono. Será que caíram do céu? Ora eles não foram parar ali por magia. Não houve inspeção? Que tipo de acampamento foi esse? Uniforme? Alguns sujos, mal cuidados, e o Chefe: - Ora meu caro Chefe Osvaldo, eles estão voltando de um acampamento, devemos considerar... Vá dizer isso para o meu Chefe Jessé ou João Soldado meu amigo.

                   Melhor parar por aqui. Não dá para engolir esses novos tempos. Novos? Se isto for garbo e boa apresentação eu tiro meu chapéu para o Escoteirinho de Brejo Seco. Humilde, com um sorriso nos lábios, uniforme bem postado velho sim senhor, mas limpo bem passado e bem postado. Afinal ele tinha um Chefe que o ensinou a ter garbo e boa ordem. Um dia me disseram para ficar calado, isto é o que os manda chuvas de hoje querem. E o que eles dizem e fazem é o exemplo para todo mundo. Eles? Aprenderam em que escola? Na minha não foi e garanto que na de Gilwell também não.

                   Não estou na ativa, mal consigo caminhar alguns passos, mas sou da velha guarda e não me calo, não mais fico “abestado” a aceitar com ressalvas. Na minha consciência meu velho e gostoso escotismo não vai mudar. Lenço? Promessa? Lei? Respeito? Uniforme? Para mim é como se fosse no passado, é ponto de honra. Mas você meu caro amigo tem todo direito de colocar o chapéu que quiser usar o lenço conforme acredita ser correto e escorar no pobre do bastão quando quiser. Não é o meu caso. Ah! Velhos e gostosos tempos de uniforme bem postado bandeiras ao vento para o acampamento nas terras do meu Brasil!


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Conversa ao Pé do fogo. A Promessa...



Conversa ao Pé do fogo.
A Promessa...

Prefácio: - “Prometo, pela minha honra, fazer o melhor possível para: - Cumprir o meu dever para com Deus e a Minha Pátria. Ajudar o Próximo em toda e qualquer ocasião e obedecer a Lei do Escoteiro”!

              Lá estava ele, o Chefe Nolasco naquele curso Escoteiro que nunca esqueci a dizer o que entendia como promessa escoteira. Copiei. Anotei. Não tirei uma vírgula sequer. Ele disse:

                     Caros chefes, a promessa é uma força, uma direção que você dá ao seu esforço. E o esforço lhe conduzirá de esforço em esforço, através da vida até a meta que você se propôs.

A promessa é uma força.
                Quando você a tiver apresentada, você não será melhor, mas mais forte. E se em algum dia lhe acontecer de não saber bem se uma coisa pode ou não ser feita, você se lembrará de que, em uma noite, perante um fogo tranquilo, na hora nas quais as luzes se atenuam e os barulhos diminuem, no meio de companheiros que tinham o seu mesmo ideal, você prometeu de servir a Deus, e então não mais hesitará. Saberá se aquela coisa poderá ou não ser feita.

A promessa é uma força.
              Nem sempre você estará tão bem disposto quanto hoje. Você nem sempre terá esta alegria transbordante e esta calma serenidade, porque na vida há tempestade, grande cansaço, desprazeres dos jovens e tristezas provenientes dos adultos, improvisadas incertezas. Então, talvez, uma triste manhã de um triste dia você se dirá: “Mas porque tudo isso?”.

              E, você se lembrará de que, em uma noite, perante um fogo tranquilo, na hora nas quais as luzes se atenuam e os barulhos diminuem, no meio de companheiros que tinham o seu mesmo ideal, você prometeu de servir a Deus e a Pátria. Não mais dirá “Mas porque tudo isso?”, mas visto que você só tem uma palavra, porque a sua alma é simples e reta, porque você não pode servir a dois senhores, nem obedecer a duas leis que se opõem você se manterá fiel a sua Promessa, servirá a Deus, ajudará ao próximo e obedecerá a Lei.

A promessa é uma força.
            Outros a mencionaram antes de você. Mas é sempre a mesma coisa, a mesma disciplina a qual você se impõe voluntariamente, a mesma obediência, e o mesmo serviço que se escolhe livremente. Livremente você chegou até nós. Assim como livremente caminhou nas nossas fileiras. Conhece os escoteiros assim como lhes conhece a deles a Lei, o ideal: você então sabe que deve ser um jovem simples e forte, ativo e alegre. Você sabe que deverá ser um homem simples e forte, ativo e sereno.

Você sabe tudo quanto acima e deseja que assim seja. Então, perante este fogo tranquilo venha pronunciar a sua Promessa:

- “Prometo, pela minha honra, fazer o melhor possivel para: - Cumprir o meu dever para com Deus e a Minha Pátria. Ajudar o Próximo em toda e qualquer ocasião e obedecer a Lei do Escoteiro”!

terça-feira, 30 de outubro de 2018

AIDS PARA SCOUTMASTERSHIP Um guia para os scoutmaster (Chefes de Escoteiros)



AIDS PARA SCOUTMASTERSHIP
Um guia para os scoutmaster (Chefes de Escoteiros)

Prefácio: - Sobre a Teoria do Treinamento de Escoteiros, originalmente publicado em 1920; Esta edição eletrônica é cortesia do Canadian Sea Scouts Homeport http://www.seascouts.ca/. Embora tenha sido tomado cuidado para transcrever fielmente o original, edições impressas autorizadas permanecem autorizadas por SENHOR BADEN-POWELL DE GILWELL.

O DIREITO DO SCOUTMASTER.
O sucesso em treinar o garoto depende em grande parte do próprio escotismo e do exemplo pessoal. É fácil tornar-se o herói assim como o irmão mais velho do menino. Estamos aptos, à medida que crescemos, a esquecer de que loja de heróis adoração está no menino.

O chefe dos escoteiros que é um herói para seus meninos detém uma alavanca poderosa para seu desenvolvimento, mas ao mesmo tempo traz uma grande responsabilidade ele mesmo. Eles são rápidos o suficiente para ver a menor característica ele, seja uma virtude ou um vício. Seus maneirismos se tornam deles, quantidade de cortesia que ele mostra suas irritações, sua felicidade ensolarada, ou seu olhar impaciente, sua autodisciplina ou sua falta moral ocasional não são apenas notados, mas adotados por seus seguidores.

Assim sendo, para levá-los a realizar a Lei Escoteira e tudo o que é subjacente o próprio chefe dos escoteiros deve cumprir escrupulosamente suas profissões em cada detalhe de sua vida. Com apenas uma palavra de instrução seus meninos vão Siga-o.

O trabalho do chefe dos escoteiros é como golfe, caça ou pesca com mosca. Se vocês "Pressione" você não chega lá, pelo menos não com algo como você faça por um balanço leve sem esforço. Mas você tem que balançar. Não é use parado. É uma coisa ou outra, progredir ou relaxar. Deixei-nos progredimos e com um sorriso.

FIDELIDADE AO MOVIMENTO.
Deve o chefe dos escoteiros lembrar que, além de seu dever para com seus filhos, ele tem o dever também do Movimento como um todo. Nosso objetivo em fazer meninos em bons cidadãos é em parte para o benefício do país, que pode ter uma viril raça fiel de cidadãos cuja amizade e sentido de “jogar o jogo” mantê-lo unido internamente e em paz com seus vizinhos no exterior.

Encarregado do dever de ensinar abnegação e disciplina por sua própria prática, os Chefes Escoteiros devem necessariamente estar acima de pequenos sentimentos, e deve ser grande o suficiente para sujeitar o seu próprio pessoal visões à política mais alta do todo. Deles é ensinar seus meninos para "jogar o jogo", cada um em seu lugar como tijolos em uma parede, fazendo o eles mesmos. Cada um tem sua esfera de trabalho, e quanto melhor ele dedicar-se a isso, melhor seus escoteiros responderão ao seu treinamento. Então é somente olhando para os objetivos mais elevados do Movimento, ou para os efeitos de medidas para que ele permaneça pelo menos dez anos no escotismo e só assim é que se pode ver detalhes de hoje em sua proporção adequada.

Onde um homem não pode conscientemente tomar a linha requerida, ou que o curso mais viril vai colocá-lo diretamente ao seu Comissário ou à Sede, e se não pudermos encontrar seus pontos de vista, então deixá-lo realizar o seu próprio trabalho. Ele entra nisso em primeiro lugar de olhos abertos, e dificilmente é justo se depois, porque ele acha que os detalhes não combinam com ele, ele reclamar que é culpa Executivo.


Felizmente, em nosso Movimento, pela descentralização (?) e dando um livre arbítrio para as autoridades locais, evitamos grande parte da burocracia que foi a causa de irritação e reclamação em tantas outras organizações. Nós também somos afortunados em ter um corpo de Chefes Escoteiros que alargaram em sua visão e em sua lealdade ao Movimento como um todo.


Continua...

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Místicas pioneiras.



Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Místicas pioneiras.

Prefácio: - AS LENDAS DA TÁVOLA REDONDA. – “Qualquer um que extrair... Esta espada desta pedra... Será o Rei da Inglaterra... Por direito de nascimento”!

Pioneiro é um substantivo masculino proveniente do termo em francês pionnier e significa alguém que é o primeiro a abrir caminho através de uma região mal conhecida. Também pode ser um termo que designa um precursor, um desbravador ou descobridor. Também pode ser aquele que prepara os resultados futuros ou explorador de sertões. Por exemplo, nos Estados Unidos, os colonizadores do norte do continente americano eram conhecidos como pioneiros.

VIRTUDES PIONEIRAS.
Os Pioneiros procuram cultuar as virtudes preconizadas na lenda inglesa dos Cavaleiros da Távola Redonda, ou seja:
- VERDADE - - LEALDADE - - ALTRUÍSMO - FRATERNIDADE - PERFEIÇÃO

“agora estou imaginando melhor a pessoa que está lendo este livro. Ora, você não é a pessoa que eu queria que lesse o que escrevi. Você já tem interesse pelo seu futuro e só quer saber o “Caminho para o Sucesso”. Minhas idéias, portanto, irão se colocar sobre as outras que você tinha. Minhas idéias podem corrobar as suas ou talvez o desapontem. Em qualquer dos casos, espero que não se torne menos meu amigo. Mas se já preparou para o futuro, não é a pessoa que realmente desejo como leitor deste livro. Desejo aquele que nunca pensou no futuro sozinho ou que nunca planejou o porvir. Deve  haver uma enorme quantidade de rapazes em nossa Pátria que está sendo arrastado pelas más influências do seu ambiente porque nunca viu caminhos mais limpos. Esses rapazes não sabem que com um pequeno esforço pessoal podem elevar-se sobre o que os cerca e remar na sua rota para o sucesso“.

“Enquanto escrevo estas linhas, está acampado no meu Jardim um exemplo vivo do que eu espero que seja o resultado desse livro numa escala crescente”. De todo o coração espero que isso aconteça. Ele é um vigoroso “Pioneiro’ cerca de 20 anos de idade, portanto um camarada que está se adestrando para ser um homem adulto”. B-P.
(B-P no livro Caminho para o Sucesso).

... Vejamos um pouco mais sobre a mística pioneira. Atendendo à necessidade do Homem de transformar a vida em símbolos, é preciso que as atividades do Ramo se façam envolvidas por uma mística. Como o Homem faz sua história construindo um elo entre fatos passados, os presentes e os futuros, nada mais simples do que buscar, em algum momento da nossa história, situações que se assemelhem com a que vivemos atualmente no Clã para constituírem a Mística do Ramo Pioneiro.

Foi marcante para a humanidade a época dos Cavaleiros, caracterizada pela busca do conhecimento, de novos limites, até mesmo territoriais, e quando os valores morais e religiosos eram muito fortes para a conduta dos homens. E, dessa época, lenda ou não, o que mais tem sido lembrado, histórica e literariamente, é a corte do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. Como em todos os fatos passados, não se pode distinguir mais o que foi real do que é fruto da imaginação literária, mas o que importa são os valores transmitidos e que podem servir de estímulo às nossas ações atuais. É o passado possibilitando a concretização do presente.

Falar ou escrever com propriedade e fidedignidade sobre o Rei Arthur é uma tarefa muito difícil, porque simplesmente não existe nada historicamente confiável. Aliás, “Arthur” é um herói que nem consta das linhas do tempo nos sites de história ortodoxa. Para suprir esse vazio, abundam as tradições dos antigos trovadores e novelistas que iam de burgo em burgo cantando as proezas heroicas de um grande guerreiro que unificou as tribos bretãs e expulsou os invasores normandos e saxões provenientes do continente europeu no século V de nossa era cristã.

Na Idade Média, época em que todas as mesas eram compridas, a távola do rei Artur surpreendia as pessoas: "Por ser redonda, ela não tinha nem cabeceira alta, nem cabeceira baixa; por isso, todos sentavam em volta dela como iguais". A Távola Redonda foi um presente do mago Merlin ao rei Artur. Ao seu redor, sentaram-se doze cavaleiros que tinham um ponto em comum: juraram ser honrados em toda e qualquer situação e dedicar-se incansavelmente à busca do Graal, uma taça misteriosa que havia contido o sangue de Cristo. 

Nesses Contos e lendas, dois cavaleiros se destacam: Percival, o Galês, enamorado de Brancaflor, e Lancelot do Lago, talvez o único que nunca traiu a mulher de seus sonhos, mesmo condenado a um amor impossível: ele amava Guinevere, a mulher do rei Artur. Ser membro da ordem da cavalaria era o ideal de todos os jovens da nobreza. Obter essa honra significava viver entre amores e guerras e estar sempre pronto a vencer os desafios com entusiasmo e bravura.

No presente, na vida do pioneiro, também vamos perceber a busca que esse jovem faz para encontrar o conhecimento. Ele como um antigo cavaleiro se aventura por novos caminhos, norteado por um código (Lei Escoteira e Virtudes Pioneiras) e com um lema a seguir: Servir. Diante da semelhança, nada mais natural que se adote como Mística do Ramo Pioneiro a época e os costumes dos Cavaleiros da Távola Redonda.

Tal fato não significa teatralizar os momentos místicos e importantes da vida do pioneiro e, sim, resgatar dos Cavaleiros os costumes e símbolos que são comuns a ambos.

Lembremos que místico é o que contém o caráter de alegoria (falando-se de coisas religiosas); misterioso; relativo à vida espiritual; relativo à devoção religiosa; devoto; aquele que professa o misticismo; aquele que é muito devoto; aquele que escreve acerca do misticismo. No caso do movimento Escoteiro a mística nos guarda lembranças e sentimos orgulho em pertencer a um movimento onde ela tem muito valor. - "Sou forma de vida misteriosamente mística, guiada pelo vento, entre o céu e a terra”.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

O Chefe Escoteiro – por Lord Baden-Powell Of Gilwell. O menino. (parte II).



O Chefe Escoteiro – por Lord Baden-Powell Of Gilwell.
O menino. (parte II).

Prefácio: - Segunda e última parte do artigo de Baden-Powell publicado aqui no domingo onde ele comenta sobre o menino escoteiro e a responsabilidade dos chefes.

Lembre-se que o menino, ao entrar, quer começar a espiar imediatamente; assim não entorpecer seu entusiasmo por muito explicação preliminar em primeiro lugar. Conhecer seus desejos por jogos e práticas de escotismo, e incutir detalhes elementares pouco ao pouco depois, como você vai.

“Apesar dos professores e pais, os meninos permanecem leais ao seu próprio mundo". Eles obedecem a seu próprio código, embora seja um código bem diferente daquele que é ensinado a eles em casa e na sala de aula. Eles de bom grado sofrem martírio nas mãos de adultos incompreensíveis, em vez de ser falso para o seu próprio código.

“O código do professor, por exemplo, é a favor do silêncio e da segurança e decoro". O código dos meninos é diametralmente oposto. É a favor de ruído e risco e excitação.

“Diversão, luta e alimentação"! Estes são os três elementos indispensáveis do mundo do menino. Estes são básicos. Eles são o que os meninos são sinceros sobre; e eles não estão associados com professores nem livros escolares. “De acordo com a opinião pública em Boydom, sentar-se durante quatro horas por dia em uma escrivaninha dentro de casa é um desperdício de tempo e luz do dia". Alguém já conheceu um garoto - um menino normal e saudável, que implorou ao pai que lhe comprasse uma mesa? Ou alguém já conheceu um menino que estava correndo ao ar livre?

Vá e pleiteie com a mãe dele para poder sentar-se no desenho sala? "Certamente não". Um menino não é um animal de mesa. Ele não é um animal sentado. Nem ele é um pacifista nem um crente em segurança primeiro, nem um verme-livro, nem um filósofo. Lembre-se que o menino, ao entrar, quer começar a espiar imediatamente; assim não entorpecer seu entusiasmo por muita explicação preliminar em primeiro lugar. Conhecer seus desejos por jogos e práticas de escotismo, e incutir detalhes elementares pouco depois, como você vai.

“Ele é um menino - Deus o abençoe até a borda de diversão e luta e fome e audácia atrevida e barulho e observação e excitação". Se ele é não, ele é anormal. “Deixe a batalha continuar entre o código dos professores e o código de os meninos". Os meninos vão ganhar no futuro como fizeram no passado. Um pouco vai se render e ganhar as bolsas, mas a grande maioria vai persistir em rebelião e crescer para serem os homens mais capazes e mais nobres da nação.

“Não é verdade, por uma questão de história, que Edison, o inventor de mil patentes, foi enviado para casa por seu professor da escola com uma nota dizendo que ele era "muito estúpido para ser ensinado"? “Não é verdade que tanto Newton quanto Darwin, fundadores da ciência método, ambos foram considerados como blockheads por seus professores da escola"?

“Não existem centenas de tais casos, nos quais o duffer do A sala de aula tornou-se útil e eminente mais tarde na vida? E isso não prova que nossos métodos atuais falham em desenvolver as aptidões dos meninos? “Não é possível tratar meninos como meninos? Não podemos adaptar a gramática e história e geografia e aritmética para as exigências do menino de mundo? Não podemos interpretar nossa sabedoria adulta na linguagem da infância?

“Afinal, o menino não está certo em manter seu próprio código de justiça e conquista e aventura"? “Ele não está colocando ação antes de aprender, como deveria fazer"? Ele não é realmente um trabalhador pouco surpreendente, fazendo as coisas por conta própria, por falta de inteligente Liderança?

“Não seria muito mais direto ao ponto se os professores fossem, por um tempo, para se tornarem os alunos e para estudar a maravilhosa vida de menino que eles são no presente tentando em vão refrear e reprimir"? "Por que empurrar contra o fluxo, quando o fluxo, afinal, está sendo executado a direção certa"?

“Não é hora de adaptarmos nossos métodos fúteis e trazê-los para harmonia com os fatos"? Por que deveríamos persistir em dizer tristemente, "garotos serão meninos”, em vez de regozijar-se com a energia e coragem maravilhosas e iniciativa de infância? E qual tarefa pode ser mais nobre e mais agradável para um verdadeiro professor do que para guiar as forças selvagens da natureza menino alegremente ao longo em caminhos de serviço social?

Como Chefe Escoteiro, você vai encontrar desapontamentos e contratempos. Seja paciente. Mais pessoas arruínam seu trabalho e suas carreiras por falta de paciência. Você terá que suportar pacientemente com críticas irritantes e laços burocráticos, mas sua recompensa virá. A satisfação vem com o dever cumprido e ter desenvolvido nos meninos uma vida diferente. É uma recompensa que não pode ser estabelecida por escrito. O fato de ter trabalhado para evitar erros da nossa juventude, dá ao homem o conforto que ele fez algum por seu país, e isto por mais humilde que seja sua posição.

domingo, 21 de outubro de 2018

O Chefe Escoteiro – por Lord Baden-Powell Of Gilwell. O menino. (parte I)



O Chefe Escoteiro – por Lord Baden-Powell Of Gilwell.
O menino. (parte I)

Prefacio: - Um interessante artigo escrito por Baden-Powell que devido ao tamanho desdobrei em duas partes para que cada um interessado possa digerir melhor. Amanhã publico a parte II.

O PRIMEIRO PASSO para o sucesso em treinar seu menino escoteiro é saber algo sobre meninos em geral e depois sobre esse menino em particular. O Dr. Saleeby, em um discurso para a Ethical Society em Londres, disse:
- O primeiro requisito para um professor bem sucedido é o conhecimento da natureza do menino. O menino ou menina não é uma pequena edição de um homem ou mulher, nem um pedaço de papel em branco em que o professor deve escrever, mas cada criança tem o seu curiosidade peculiar, sua inexperiência, um quadro misterioso normal de mente que precisa ser taticamente ajudada, encorajada e moldada ou modificada ou mesmo suprimida.

É bom lembrar, tanto quanto possível, quais eram suas idéias quando fostes um menino. Você mesmo, e então você pode entender melhor seus sentimentos e desejos. As seguintes qualidades do menino devem ser levadas em consideração:

Humor. - Deve ser lembrado que um menino é naturalmente cheio de humor; pode ser no lado superficial, mas ele sempre pode apreciar uma piada e ver o lado engraçado das coisas. E isso de uma vez dá ao trabalhador com meninos um lado agradável e brilhante para o seu trabalho e permite que ele se torne o animador companheiro, em vez do capataz, se ele só se junta à diversão dele.

Coragem. - O menino mediano geralmente consegue arrancar também. Ele não é por natureza um resmungão, embora mais tarde ele possa se tornar um, quando seu auto-respeito morreu fora dele e quando ele esteve muito no companhia de "garras".

Confiança. - Um menino geralmente é extremamente confiante em seus próprios poderes. Portanto, ele não gosta de ser tratado como uma criança e ser instruído a fazer coisas ou como fazê-las. Ele preferia tentar por si mesmo, mesmo embora isso possa levá-lo a erros, mas é só cometer erros que um menino ganha experiência e faz seu personagem.

Nitidez. Um menino é geralmente tão afiado quanto uma agulha. É fácil treinar ele em questões relativas à observação e percebendo as coisas e deduzindo o seu significado.

Amor de Excitação. - O menino da cidade é geralmente mais instável do que o seu
irmãos do campo pelas excitações da cidade, se eles são “uma passagem bombeiro, ou uma boa luta entre dois de seus vizinhos”. “Ele não pode ficar em um emprego por mais de um mês ou dois, porque ele quer mudar”.

Responsividade. - Quando um garoto encontra alguém que se interessa por ele responde e segue onde ele é conduzido, e é aqui que adoração de herói vem como uma grande força para ajudar o chefe dos escoteiros.

Fidelidade. - Esta é uma característica do personagem de um menino que deve inspirar sem limites esperança. Os meninos geralmente são amigos leais entre si e, portanto, são amigáveis vem quase naturalmente para um menino. É o único dever que ele entende. Ele pode parecer egoísta exteriormente, mas, como regra geral, ele é muito dispostos sob a superfície para ser útil para os outros, e é aí que o nosso treinamento de escoteiros encontra um bom solo para trabalhar. Se alguém considera e estuda estes diferentes atributos no menino, em uma posição muito melhor para adaptar o treinamento para atender às suas diferentes propensões. Esse estudo é o primeiro passo para o sucesso do treinamento.

Eu tive o prazer, durante uma semana, de encontrar três meninos em diferentes centros que foram apontados para mim como tendo sido incorrigíveis jovens blackguards e hooligans até que eles ficaram sob a influência do Escotismo. Seus respectivos Chefes Escoteiros tinham, em cada caso, encontrado os bons pontos que subjazem os maus neles, e tendo agarrado sobre estes tinha colocado os meninos para trabalhos que se adequavam ao seu peculiar temperamentos; e há agora estes três, rapazes grandiosos, cada um deles eles fazendo um trabalho esplêndido, totalmente transformado em caráter de seus velhos eu. Valeu a pena ter organizado as tropas apenas para que tivessem esses sucessos únicos.

O Sr. Casson, escrevendo na revista Teachers ’World, descreve esse trabalho complicado da natureza o menino: - “A julgar pela minha própria experiência, eu diria que os meninos têm um mundo seus próprios, um mundo que eles fazem para si mesmos; e nem o professor nem as lições são admitidas neste mundo”. O mundo de um menino tem seus próprios eventos e padrões e código e fofoca e opinião pública.

... Continua na Parte II.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Conversa ao Pé do fogo. Pioneiros.


Conversa ao Pé do fogo.
Pioneiros.

Prefacio: - Artigo um pouco longo. Mas não dá para escrever sobre pioneirismo telegraficamente. Pouco tenho escrito sobre pioneiros. Apesar de ter sido um, eram outros tempos. Gostávamos de aventuras e ainda não era autorizado à participação feminina. Sei que hoje mudou muito. Quem sabe minhas escritas não coadunam com o pioneirismo moderno. Para os que desconhecem a pratica do Clã Pioneiro dedico estas explanações. Aos pioneiros desejo sucesso.

O Clã Pioneiro é voltado aos jovens de 18 a 21 anos incompletos, de ambos os sexos. O programa educativo dessa faixa etária visa aumentar a integração do jovem ao mundo, voltando-se ao serviço à comunidade e ao exercício da cidadania com base nos valores da Promessa e da Lei Escoteira. O lema do pioneiro é SERVIR. A unidade onde ficam os pioneiros e pioneiras é chamado de Clã Pioneiro. A Comissão Administrativa do Clã ou o Conselho do Clã é a autoridade para tratar de todos os assuntos internos de administração, finanças, disciplina e programação.

No Clã Pioneiro os jovens já se tornaram efetivamente adultos na sociedade e estão concluindo a formação dos seus valores e princípios. Por isso, os pioneiros possuem um elevado grau de liberdade, trazendo consigo responsabilidade para, inclusive, programar suas próprias atividades, dentro e fora do Escotismo. Dessa forma, os jovens dessa faixa etária, ao invés de possuírem um Chefe, são orientados por um Mestre Pioneiro e/ou uma Mestra Pioneira. Essas pessoas têm por objetivo instruir os jovens nos bons caminhos e só têm poder de deliberação em casos excepcionais.

O ideal do programa educativo do Movimento Escoteiro é que o jovem que ingresse no Escotismo, independentemente da idade, permaneça até o final de sua vida pioneira, para que vivencie o máximo que o Movimento tem a oferecer. O Livro do fundador Caminho para o Sucesso é base do que B-P pensava sobre o movimento Pioneiro.

A PROMESSA E A LEI PARA OS PIONEIROS E PIONEIRAS SÃO AS MESMAS DOS ESCOTEIROS.

O LEMA DO PIONEIRO É SERVIR!
A ORIGEM DO LEMA.
O Lema Pioneiro "SERVIR" foi adotado por B.P. com base no escudo de armas do Príncipe de Gales, título que até hoje é utilizado pelo futuro herdeiro da Coroa Britânica.

Se observarmos atentamente o escudo, nos depararemos com um detalhe curioso: a inscrição que se encontra no liste diz "ICH DIEN", que não é um termo da língua inglesa, mas do alemão antigo. Esse escudo pertencia ao rei João de Luxemburgo, filho do Imperador Henrique VII, da Prússia (atual Alemanha). O rei João foi morto na batalha de Crecy quando combatia a Inglaterra, que estava sob o comando do filho do Rei da Inglaterra, chamado de Príncipe Negro. Terminado a batalha de Crecy, os estandartes ingleses anunciavam a vitória do Príncipe Negro, que cavalgando pela arena, encontrou o corpo do Rei morto. Sendo informado dos pormenores da morte do Rei, ficou impressionado com a nobreza e dedicação de João, pelo que decidiu levar seu escudo daquele lugar.

Tempos depois, o escudo do Príncipe de Gales estava formado por uma coroa adornada por três plumas de avestruz, em posição assemelhada de uma flor de lis, tendo na parte inferior um listel com os dizeres "ICH DIEN", "EU SIRVO", em língua alemã. B.P. considerou que a herança que guarda a palavra "SERVIR" é digna de ser portada por todos aqueles que, em suas ações e palavras, demonstram, com orgulho e honra o espírito de ser um Verdadeiro Pioneiro.

COMO SURGIU O CLÃ
A 1ª guerra mundial, de 1914, impediu que muitos jovens prosseguissem em seus grupos e ao seu término eles começaram a retornar, porém sem idade para serem escoteiros. Assim, em setembro de 1918, foi escrito um folheto intitulado "Regulamento dos Rovers" (Pioneiros), dentro do Movimento Escoteiro. Em 1920 foram publicados, em duas partes, "Notas sobre o Adestramento dos Rovers". O passo seguinte, importante para o desenvolvimento do Pioneirismo, foi à publicação por Baden Powell de seu livro "Caminho para o Sucesso", com o objetivo de estimular, inspirar e aconselhar livro totalmente voltado para o desenvolvimento do Ramo Pioneiro. No Brasil, o Ramo Pioneiro começou a ser organizado na década de 20 pela Federação Brasileira de Escoteiros do Mar que mantinha um "círculo de pioneiros - CIP", onde reunia os pioneiros de diversos grupos, ao redor da Mesa Pioneira com as virtudes.

O primeiro Clã Pioneiro do Brasil foi o Clã Tiradentes do 10º Grupo Escoteiro do Mar Décimo/RJ, que hoje se encontra como responsável pela Mesa Pioneira histórica do CIP.

SÍMBOLOS DO RAMO PIONEIRO 
A Flor-de-lis:  símbolo  do  Movimento  Escoteiro,  variando  de  associação   para associação, provem de antigos mapas que a utilizam na rosa dos ventos para indicar o Norte. Segundo Baden Powell, representa "o bom caminho que todo escoteiro há de seguir".

 A FORQUILHA: a forquilha encerra em seu simbolismo o firme propósito do Pioneiro investido em continuar enriquecendo o processo de sua vida por pensamentos e ações melhores. A forquilha varia de tamanho, de acordo com a estatura do pioneiro, devendo o seu comprimento ser igual à medida do chão à axila do seu portador. A forquilha é feita de um galho de árvore e se constitui de quatro partes:

A MESA PIONEIRA: A mesa pioneira usada nas reuniões tem um tampo circular, dividido em setores, cada um representando uma virtude que deve ser exercitada e vivida pelo (a) Pioneiro (a). Essa mesa é uma reminiscência da "Távola Redonda" criada pelo Rei Arthur. Seus cavaleiros se colocavam em volta de uma "Távola" (mesa) redonda, circular, como prova de igualdade, sem preferências.

 VIRTUDES PIONEIRAS.
1- Verdade - O escoteiro tem uma só palavra e sua honra vale mais que sua própria vida.
2- Lealdade - O Escoteiro é leal.
3- Altruísmo - O Escoteiro está sempre alerta para ajudar o próximo e pratica diariamente uma boa ação.
4- Fraternidade - O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais Escoteiros. O Escoteiro é cortês.
5- Perfeição - O Escoteiro é obediente e disciplinado. 
6- Bondade - O Escoteiro é bom para os animais e as plantas.
7- Consciência - O Escoteiro é econômico e respeita o bem alheio
8- Felicidade - O Escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades.
9- Eficiência
10- Pureza - Escoteiro é limpo de corpo e alma.
  
A CAVERNA PIONEIRA.
É uma sala junto à sede do Grupo Escoteiro, usada para as atividades internas do Clã e dos pioneiros, como: reuniões, debates, jogos, etc.. A decoração, manutenção e limpeza da caverna deve ser de responsabilidade do Clã. Os elementos para a decoração devem ser buscados na Mística e nas tradições do Clã.
A CARTA PIONEIRA:
É o regimento interno do Clã e deve representar a opinião de todos os Pioneiros (as), contendo os princípios nos quais os Pioneiros vão basear sua conduta e as disposições consideradas necessárias para que possam reger o Clã. A Carta não pode entrar em desacordo com o P O R nem com os estatutos da UEB ou com o regulamento do GE.

As CERIMÔNIAS:
As cerimônias no ME têm profundo valor psicológico. Devem ser curtas, simples e sinceras para marcar o indivíduo para o resto de sua vida. Devem ser evitados os excessos e simbologias ou tradições inadequadas e, às vezes, até contrárias ao espírito escoteiro.

A VIGÍLIA.
Embora seja uma atividade do Programa Pioneiro, a vigília pode ser considerada um marco simbólico do Ramo Pioneiro, pois é a partir dela que o jovem define seus valores, sua conduta e sente-se capaz de assumir um compromisso para seu futuro. A vigília é um processo de auto avaliação, na qual o (a) pioneiro (a), através de uma reflexão individual, mas orientada, faz uma avaliação de seu passado, de sua vida presente e o nível de engajamento no Clã, no ME e na sociedade, como cidadão que é. Após fazer esse exame de consciência e procurar definir-se, o jovem faz uma projeção do que pretende que seja o seu futuro e que compromissos buscará assumir diante de si mesmo, de sua família e do Clã.

A CORUJA:
Por ver no escuro e ser considerada séria e dada à meditação, a coruja é símbolo da sabedoria que atravessa a escuridão da ignorância, por isso sua ligação com a vigília pioneira. Os demais símbolos são: uniforme ou vestimenta, lenço escoteiro, aperto de mão, saudação, cadeia da fraternidade, fogo de conselho e grito do Clã (ou a canção criada pelo Clã).

Aguardem para breve outros artigos interessantes sobre o Pioneirismo.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Conversa ao pé do fogo. Você sabe viver com a natureza?



Conversa ao pé do fogo.
Você sabe viver com a natureza?

Prefácio: - A natureza tem e nos dá coisas incríveis, quando achamos que já vimos tudo, somos surpreendidos. Ela não tem pressa de nos mostrar as grandiosidades que tem.
                      
                           Ainda me pergunto se ainda existem os Escoteiros sonhadores, aqueles que amam estar junto ou ver a natureza em seu esplendor ao vivo e a cores. Será possível que com esta modernidade ainda temos Escoteiros assim? Escoteiros e Escoteiras que amam a natureza, que a respeitam que procuram lugares maravilhosos para conhecer excursionar e acampar? Lugares onde podemos ficar horas observando as paisagens, o verde da floresta, respirando fundo para sentir o cheiro da terra. Piscar levemente quando estiverem em uma campina verdejante, cheia de flores silvestres, borboletas de todas as cores e tamanhos esvoaçando. Isto dá um frenesi na pele, sem perceber vem um sorriso, um encantamento e uma vontade de numa mais sair dali.

                           Dizem que assim fazem os escoteiros poetas, os que tiveram grandes amores, os amantes e pensadores, prosear e contar suas histórias para quem quiser ouvir. Era uma vez... Quantas vezes ele começa assim? - Em um vale perdido na montanha da lua, eu vi um bosque que nasceu em gargantas enormes, despenhadeiros que nos fazia tremer, picos distantes para sentir e ver a interminável obra de Deus...
                          
                           Será que ainda encontramos chefes e Escoteiros caçadores de aventuras? Aqueles que fazem as fotos mais lindas encontram paisagens fantásticas, curtem as cores do arco íris, adoram a vida selvagem e lutam para estar em uma natureza intacta em uma floresta perdida neste mundo de Deus? Acredito que sim. Acho que ainda tem aqueles escoteiros que não desistem do sonho da aventura. Que procuram ver uma aurora no inverno ou um lindo por do sol no verão. E tem aqueles que gostam de sentir o vento no rosto, a brisa da madrugada, o cantar da passarada, um frio de pétalas do orvalho caindo e sorrir ao ver o alvorecer.

                           Quantos tiveram a felicidade em estar em uma colina, ver uma águia no céu com seus olhos negros perscrutando o espaço em busca do seu alimento. Quem sabe sentir que pode tocar no animalzinho da floresta. E sentir através da audição o bater das asas de um beija flor ao levantar voo tão próximo que você nunca mais vai esquecer aquele momento único. Tão lindo que você pode pensar que pode voar com ele também.  

                          Fico pensando se a modernidade tirou os sonhos de outrora, de ver sem ser visto no campo, de olhar o crepitar de uma fogueira sorrir ao ver a beleza das fagulhas subindo aos céus, lentamente levada pela brisa e fechar os olhos tentando acompanha-las. Olhar na chama do fogo, o sorriso da Escoteira, o cantar do Escoteiro, vendo nos seus olhos o sonho de se imaginar como um grande acampador. Quem sabe enquanto eles cantam, naquela noite faceira, estrelas piscando ao longe, uma lua que ainda não veio um cometa que passou um sorriso de madrugada, um alegre despertar e ver de novo o nascer sol, vermelho como se foi no “antante” e na volta do “seguinte” para trazer alegria.  

               Eu posso ate pensar que existe algum escoteiro que viu um grande e belo arco íris, na garganta montanhosa... Viu a jaguatirica de longe parada olhando para onde ir... Quem sabe viu um bando de andorinhas entre nuvens esvoaçantes, fazendo um balé no céu? Meu caro escoteiro um dia você experimentou imitar um pássaro qualquer? Como se estivesse na montanha do Eco ouvir a sua resposta? Ver um canário amarelo com a sua cara metade no seu ninho assustado, protegendo sua pole sem saber o seu fim? Melhor é colocar no lago gelado, os pés do andar de cansado, tentar compreender na pedra, um sapinho que toma sol, ver com carinho gostoso uma cachoeira caindo, peixes que estão subindo a procura do seu habitat.

                   Meu amigo Escoteiro, eu posso lhe garantir, não existe nada mais belo. Sem vozes humanas, sem barulho, sem telefone, sem televisão e só você a sentir a natureza assumindo e encobrindo você da cabeça aos pés. É nesta hora que se adquire a percepção da visão, do olfato, do tato e do paladar e a audição é perfeita. Ninguém mais para dizer sim ou não. À noite, sem falar, sem se mexer a ver o balet dos vagalumes, os grilos saltitantes no meio deles, as formigas serviçais, um tatu que é iluminado nos seus olhos pela chama da fogueira. É incrivelmente belo.