Uma linda historia escoteira

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Era uma vez...

terça-feira, 25 de junho de 2019

Crônicas de um Chefe Escoteiro. Qual o valor de um Acampamento de Escoteiros?




Crônicas de um Chefe Escoteiro.
Qual o valor de um Acampamento de Escoteiros?

                Desculpem. Não estou falando de quanto custa fazer um acampamento Escoteiro. Aqui a ideia seria analisar o valor de um bom acampamento Escoteiro para a formação do jovem. Lembro que no passado isto era uma preocupação enorme. Fazer bons acampamentos para que trouxessem frutos no futuro. Já Dizia Baden Powell que – “O acampamento é de longe a melhor escola para dar às crianças as qualidades de caráter." Nada substitui no movimento Escoteiro bons acampamentos. Eu achava interessante sempre quando colaborava em cursos no passado tirar um pequeno tempo da programação para fazer debates do tema. Achava eu naquela época que nunca poderíamos atingir nossos objetivos sem saber como fazer bons acampamentos. Os resultados de tais debates eram maravilhosos. Eu ficava maravilhado com os alunos-chefes com todas as sugestões que apresentavam.

                O acampamento para o jovem não tem valor nominal. Seu valor é incalculável.  Ele vale pela formação do jovem para a vida, para a afirmação do seu caráter, para imbuir em sua mente o trabalho em equipe. É impossível deixar de citar nosso fundador sobre o tema - "Os homens se tornam cavalheiros pelo contato com a natureza." - "Os escoteiros aprendem a se fortalecer ao ar livre. Como exploradores, realizam os seus próprios fardos e 'Remam sua própria canoa.". Nada de maneira alguma pode substituir o bom e velho acampamento Escoteiro. Principalmente nos moldes de Giwell. Acho que existem muitas tropas fazendo ainda tais acampamentos. Uma vez há muitos anos atrás, sem toda esta modernidade de hoje, começaram a surgir os Acampamentos de Férias. Na minha cidade a ideia de um surgiu por um executivo – Curumim Catu campo de férias. Fizemos lá um belo acampamento regional. Vários outros estados compareceram. Época do Bambu. Época de cada tropa ter sua intendência, época de cada Patrulha ter o seu campo. Época onde os desafios seniores eram mesmo desafios. Ninguém ia para estes acampamentos sem pelo menos ter boa parte de sua patrulha presente.

               Eles hoje se sofisticaram. A modernidade chegou! Ah! Esta modernidade infernal. Alí o companheirismo de uma Patrulha é feita na hora. Ninguém conhece ninguém a não ser quando ali estão. O jovem é massacrado por uma serie de atividades, “preparadas” por adultos e ele entra com sua vontade de jogar e brincar. Não existe a criatividade. Ele é simplesmente um robô que está ali para fazer o que os outros decidiram por ele. Alguma diferença das Atividades Nacionais que surgem aos montes por aí? Claro, eles adoram me dizem. Adoram sim. Não são mais criativos, não sabem mais opinar, seguem a corrente e esta lhe mostra a vida de alguém que não tem vontade própria. Ele simplesmente arma sua barraca, espera ver a programação, escolher aonde vai “brincar” ou “jogar” e seguir a onda até ela acabar. Refeições? Uma fila indica onde comer. Vai sentir saudades? Vai sim. Eu conheci um Chefe que um dia me disse que se você desse para um jovem uma vara de pescar lambaris e dissesse a ele para pescar um dourado ele iria acreditar.

              Vejo por aí falarem de programas nestas atividades que fico pensando. Será que vai ter frutos? São tantas coisas que um Chefe desconhecido programou, pois ele acredita que isto fará os jovens adorarem que fico pensando onde está o valor disto tudo? Outro dia alguém me disse – Chefe estou inscrita em uma atividade regional e lá vai ter uma festa “Rave”. (Rave é um tipo de festa que acontece em sítios (longe dos centros urbanos) ou galpões, com música eletrônica. É um evento de longa duração, normalmente acima de 12 horas, onde DJs e artistas plásticos, visuais e performáticos apresentam seus trabalhos, interagindo, dessa forma, com o público). Claro, acho que não será tanto assim e afinal será frequentado por escoteiros. Mas isto é um acampamento ou uma atividade escoteira?

              Meus amigos, o bom e velho acampamento nunca será substituído por estes tipos de atividades. Alí são atividades mateiras, grandes jogos e já pensou em estar em um? Onde você “junto a sua Patrulha” fincam a bandeirola e dizem – Aqui vai ser nosso campo! Onde era mato e se transforma em sua casa. Barracas, sua nova morada, um fogão suspenso coberto, mesas, bancos e quem sabe boas cadeiras mateiras, fossas, quem sabe um lindo pórtico e as atividades? Tomar um banho no regato, aguardar o toque do intendente e correr para receber os víveres do jantar, ficar ali a olhar o cozinheiro, com a barriga doendo de fome, a ver a fumaça subindo e quando chegar a hora, uma boa oração e saborear uma boa refeição que nunca irão esquecer. São tantas coisas que tornam um acampamento de Giwell único. – Grandes jogos pelos campos com sua Patrulha e pode até ter a noite um belo jogo de Guerra, ou uma bela competição de sinalização em Morse por lanternas. Já pensou? Alí na montanha só você e sua Patrulha transmitindo Morse ou outro tipo de sinal? E no último dia um belo de um Fogo de Conselho? Lá em uma clareira da mata, olhos miúdos sonhadores a rir e brincar com seus amigos?

              O valor de um Acampamento Escoteiro está aí. Nada substitui isto. Quando a gente chega à idade adulta, aprendeu tantas coisas que tem aqueles que me perguntam: Vais morar no mato? Vai se perder na floresta? Eles não entendem nada. Não sabem que o objetivo foi fazer com que eu pudesse tomar minhas decisões sem erros, escolhesse a vida que fosse levar sem reclamar, aprendesse a ser honesto, a ver a lei Escoteira com clareza, a respeitar o próximo, a saber, dar valor as pequenas coisas, a ter certeza da beleza criada por Deus na natureza. E afinal o que dizer do Caráter? Da Honra? Da ética? Do respeito? Isto tem preço?

              Não seria bom que em todos os programas de tropa tivessem pelo menos três acampamentos por ano? Pelo menos quatro excursões? Pelo menos uma atividade aventureira a pé ou de bicicleta? Caro isto? Não. Não é. Um bom Chefe Escoteiro irá fazer tudo sem gastar muito. Se tiver uma boa diretoria, se a tropa tiver uma boa comissão de pais, os acampamentos terão taxas irrisórias. Mas enfim sempre tem aqueles que são mais ricos e podem pagar taxas enormes e ir para estes acampamentos caça-níqueis que muitos estados estão fazendo cujo objetivo é arrecadar fundos, divertir sem o aprender a fazer fazendo.

             E lembrem-se, o acampamento Escoteiro é outra vida. Diferente. Esquecer a rotina da cidade. Deixar para trás a internet, o celular, tudo que pode lembrar-se de algum que não vai interferir com a vida mateira que está por vir.

             BOM CAMPO E BOAS ATIVIDADES É MEU DESEJO!      

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Conversa ao pé do fogo. A origem do chapéu Escoteiro.




Conversa ao pé do fogo.
A origem do chapéu Escoteiro.

Prólogo: - Muitos artigos sobre o tema já foram postados. Abrindo o meu baú do tempo vi este breviário e achei interessante postar. Para quem já conhecia desculpe. Para quem não conhecia saiba que o Chapéu Escoteiro já foi uma unanimidade na identificação do escoteiro no mundo.

                      Em nosso país o Chapéu de Abas Largas, vulgo chapelão escoteiro era inconfundível para identificar um escoteiro. Era uma das peças do uniforme que mais caracterizaram o escoteiro. Todos conheciam o famoso chapéu de feltro de abas largas e cor marrom da Prada. Soube que os chapéus da marca Stetson inglês ainda correm mundo no uso pelos escoteiros. Pelo que vejo aos poucos ele volta à moda, mas sem o caráter de obrigação. Soube que nas lojas escoteiras já são ofertados. Não sei se os preços são acessíveis. Sua história e como ele passou a fazer parte do escotismo mundial poucos conhecem. Inicialmente o chapelão foi conhecido como chapéu "Stetson" em alusão a empresa americana que o fabricava, a John B. Stetson Company. Originalmente o chapéu foi desenvolvido para ser utilizado pelos vaqueiros das pradarias da América do Norte por ser de material leve, o feltro e ter um desenho que protegia completamente o rosto dos vaqueiros devido as suas abas largas.

                      Durante a guerra Anglo/Böer, regimentos de várias colônias foram mobilizados para defender os interesses do império britânico na África do Sul. O Canadá, que já empregava o chapelão no seu exército, enviou seus soldados para a guerra. A exceção do primeiro contingente que utilizou capacetes, o chapéu "Stetson" foi empregado em todas as unidades canadenses enviadas à África do Sul. Baden-Powell ao observar a artilharia de campo canadense em Mafeking, ficou bastante impressionado com seus chapéus. Como B-P era encarregado de criar a polícia sul-africana, encomendou à empresa americana 10 mil chapéus para equipar aquela polícia. O agrado de Baden-Powell pelo chapelão foi tamanho que anos mais tarde ele o adotou no Movimento Escoteiro. A fama que o chapelão alcançou depois da guerra foi tão grande que vários exércitos passaram a utilizá-lo. O chapelão ainda é muito utilizado hoje em dia por forças policiais no mundo inteiro e na famosa Polícia Montada Canadense, mas é no escotismo que ele continua sendo marca até hoje como imagem e característica.

                  O chapelão escoteiro tem uma maneira muito própria de ser usado. Ao contrário do chapéu a cowboy, o chapéu escoteiro se usa com a correia justa e presa atrás da nuca. Nessa correia é feito um nó de pescador ou de cabeça de cotovia, que fica em cima da aba do chapéu, à frente. Esta correia é ajustável, bastando deslizar os dois nós simples que compõem o nó de pescador, afastando-os ou aproximando-os. Uma insígnia metálica de escotismo, mundial ou não, deve ser usada do lado esquerdo do chapéu, afixada no fecho da correia que rodeia a copa. O chapelão escoteiro tem quatro amolgaduras bem definidas, como usava Baden-Powell, uma à frente, outra atrás e uma de cada lado. Outras origens são contadas de maneiras quase idênticas. Ele em sua época logo após aparecer os primeiros Escoteiros na Inglaterra era também conhecido como “Chapéu Scout” – Aliás, "Chapéu de Baden-Powell" – ou ainda em linguagem mais corrente "Chapéu de Quatro pontas" ou ainda... "quatro dobras".

                  Tem como origem e confecção bem conhecida dos ex-Cowboys, hoje os “cattlemen” (homens do gado), sobre o nome de “Moutain Peak” pela sua semelhança com as montanhas daquele estado americano... Foi escolhido pelo General Robert Baden-Powell para cobrir as cabeças dos garotos reunidos no “Mafeking Cadete Corps” e depois atribuídos aos “South African Constabulary”, criado igualmente por Baden-Powell e escolhidos por “Southern District Scouts” em 1907.

                        Conta-se que o General Baden-Powell por ter sido tornado “Chefe Scout”, (Escoteiro Chefe Mundial) fez dele uma parte importante no uniforme escoteiro. A forma deste chapéu assemelha-se ao do contingente da New Zelândia, os futuros kiwis da Grande Guerra e do contingente canadiano de muito célebre “North-West Mounted Police” (Policia Montada do Canadá) futura R.C. M\P ou Polícia Montada Real do Canadá. Estas três sábias considerações não impedirão ninguém a reconhecer este elegante CHAPÉU como: O Chapéu Scout para todo o sempre ligado a um MOVIMENTO DE JUVENTUDE MUNDIAL nascido da imaginação de um general um pouco que seja observador e malicioso.

                       O Chapéu Scout cai em desuso em 1940 na França com a regulamentação do Escotismo Francês e que neste momento, predomina a boina. Tinha por assim dizer, desaparecido nos anos de 1970 os raros grupos que o usam ainda, como o de Riamont, deviam adquiri-los na Bélgica. Os Scout’s d’Europe não o tinham e pouco usavam. Em Portugal faz parte do uniforme. Era pelo desenvolvimento dos Scouts Unitários de França (e a vontade dos rapazes...) que ele ressurge a partir de 1945 em muitos países. As Guias de França usam um chapéu sem dobras, azul marinho.

                      No Brasil ele foi sobejamente usado por muitos anos e por um preço acessível fabricando pela Prada. Infelizmente esta fabrica pelo volume pequeno de vendas deixou de fabricá-lo. Assim devido a dificuldades de aquisição e também desinteresse das lojas Escoteiras em não o ter em estoque, foi aos poucos substituído pelo Boné o que na visão deste Velho Escoteiro não tem muito de Escoteiro. Risos.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Lendas Escoteiras. Finalmente Polaco Escoteiro entrou na Tropa Sênior!




Lendas Escoteiras.
Finalmente Polaco Escoteiro entrou na Tropa Sênior!

Prólogo: O dia do Sênior passou. Teria eu de escrever sobre esses bravos escoteiros? Fui um deles por quase quatro anos, rodei Brasil. Rodei em lugares nunca antes imaginados. Com esse conto homenageio a todos os seniores do Brasil. Nada demais apenas uma passagem de Escoteiro para Sênior. Uma rota Sênior? Um juramento? Uma mística que poucos conheciam? São meus convidados para conhecer a historia.

                           Polaco estava fazendo a Rota Sênior. Sabia que não tinha saída, ele teria de deixar sua Patrulha Gaivota que tanto amava. Afinal quando a Akelá disse a ele que teria de fazer a Trilha Escoteira ele também chorou. Deixar os lobos? Deixar a terra onde a Alcatéia de Seeonee se reunia? Não diziam que os lobos pertenciam à casta dos Povos livres? Mas não lhe deram opção. Chegou na Patrulha Gaivota chorando. Os patrulheiros lhe deram um abraço e uma nova vida começou. Amou aquela patrulha. Daria a vida por ela se necessário. Dois anos depois com a saída de Turuna o Monitor ele foi eleito no lugar dele. Fizeram aventuras incríveis. Acampamentos fantásticos, excursões nunca esquecida. Tentou chegar a Lis de Ouro e não conseguiu. Mas não se arrependeu. Tinha mais de cem noites de acampamento sem considerar as aventuras Escoteiras com seus cavalos de aço nas estradas adjacentes da cidade.

                            Fazia a Rota Sênior por fazer. Não se ambientava com os seniores e as guias. Elas então? Ele não era namorador. Achava que as meninas atrapalhavam e nos seniores elas e eles estavam juntos na mesma patrulha. O grande dia chegou. Foi uma passagem simples, seca, sem amor, sem nada para marcar o dia. Entrou na nova patrulha Antares e ficou ali pensando se devia continuar no escotismo. Houve sim uma despedida da Tropa, abraços alguns deixaram lágrimas rolar e as dele foi em maior quantidade. Uma festinha foi organizada, ele não sabia, mas a Antares liderou. Comes e bebes para escoteiros não colocar defeito. Uma reunião, duas, nada de novo no front. Muita conversa e pouca ação. Duas semanas depois recebeu um e-mail do Chefe Tornado. – Gostaria de trocar umas ideias com você! Dizia. Posso ir na sua casa? Ou se achar melhor pode ser na minha? Estranhou. Um Chefe agindo assim?

                            No caminho da casa do Chefe Tornado ele ficou pensando o que seria. Claro que sabiam da sua apatia pela patrulha pela tropa. Para ele um faz de conta com muita discussão no Conselho de Tropa que roubava muito o tempo que teriam para uma atividade de sede. Tocou a campainha e o Chefe Tornado o recebeu com um enorme sorriso. Entre! Obrigado por ter vindo! A esposa dona Lorraine um amor de pessoa. Conversaram por mais de uma hora. Ele falou mais que o Chefe. Contou como era a Tropa, seus acampamentos, suas pioneirías, seus jogos noturnos e grandes jogos escoteiros. Chefe, eu não vejo isto nos seniores. Chefe Tornado sorria e não disse nada. Em dado momento Polaco parou. Chefe! – Porque me chamou aqui? Chefe Tornado sorriu de novo e explicou o motivo – Polaco, conversei com os monitores, o assunto foi levado ao Conselho de Tropa. Eles acharam que você estava pronto!

                           Chefe! Pronto de que? – Olhe Polaco, você é bem considerado por todos os seniores e guias. Quando souberam da sua rota queriam fazer uma surpresa. E olhe que dificilmente isto acontece com os novos que chegam, mas você não, você estava preparado para assumir o seniorismo com todo amor e alegria. Assim você foi convidado para fazer a Passagem dos Cavaleiros! – Polaco ficou surpreso. Calma meu amigo disse o Chefe Tornado. É um ritual próprio onde só os seniores mais valorosos podem participar. Não posso lhe contar, pois se não o que você vai viver não teria valor. Eu lhe pergunto: - Você aceita participar do Ritual do Santo Graal? – Olhe Chefe, não sei o que é isto, mas se é um convite do senhor aceito! – Ficamos combinados, sábado iremos na Van do Chefe Norton até o Morro do Quilombo. Lá iremos direto a Gruta do Fantasma. Será lá sua passagem. Prepare-se!

                           Polaco passou uma semana cheio de emoção. Ninguém no sábado demonstrou surpresa. Antes de entrar na Van o monitor lhe entregou uma bata negra e ele a vestiu. A viagem foi tranquila com a cantoria de sempre dos seniores. A Van ficou estacionada em um sítio próximo. Às sete da noite iniciou-se a subida. Quase duas horas de caminhada. Ele não conhecia a Gruta do Fantasma. Um frenesi lhe corria e pipocava pelo corpo. Tudo foi preparado dentro da gruta. Quatro archotes foram acesos e as lanternas apagadas. No centro foi colocado uma mesinha de camping. Em cima dela uma Bandeira da Tropa, uma do Brasil, um cálice que diziam ser sagrado e uma pequena espada de metal. Polaco lembrou-se das lendas Arturianas e dos Cavaleiros da Távola Redonda. – Jamilson o Monitor gritou alto para ele: - Você está preparado Polaco, aceita participar do Ritual do Santo Graal? Não tinha saída. Aceitou sim. Algum em seu corpo vibrava. Uma sensação que nunca tinha sentido antes. Todos colocaram o Capuz Negro e em círculo Jamilson disse ao Chefe: - Ele está pronto Chefe! – Podemos fazer o juramento sagrado da patrulha: - Todos de mãos abertas, esticadas para frente aguardaram Polaco ficar no centro do círculo.

                            - O Chefe Tornado falava alto com ele. Sério e compenetrado pediu que repetisse o juramento: - “Que todos saibam, hoje e sempre, que prometo por tudo que é sagrado, amar, aceitar e respeitar os meus amigos da patrulha, honrar sua historia, morrer se preciso para que seu nome seja conhecido pela coragem e abnegação. Farei prevalecer à verdade, hoje e sempre! Podem saber que seremos fortes como os touros que habitam o lago azul da vida. Que os ventos do Norte, que os ventos do Sul, que os Ventos do Leste e que os ventos do Oeste tragam a chama da liberdade, da honra e da palavra ao nosso coração.”. A emoção tomou conta de Polaco. Logo o Chefe Tornado pediu para ele se ajoelhar. Colocou a espada na cabeça e nos ombros ritmicamente e completou dizendo: Você Polaco agora pertence não só a patrulha Antares como a Tropa Sênior Estrela Negra. Honre seu nome por toda a vida! “Vamos beber na fonte dos deuses o sonho que nunca vai terminar, vamos juntos jurar fidelidade e amor entre nós, nada e nem nunca irão separar”! – Com o cálice, bebemos essa água sagrada, colhida na fonte dos amigos inseparáveis!

                           Polaco estava emocionado demais. Nunca pensou que ser Sênior seria assim. Marion a Sub Monitora lhe mostrou um manuscrito da Tropa Sênior escrito em latim em letras grandes que ele não entendia sob a pele de um carneiro. – Vou traduzir para você disse Marion: – “Lá, onde o vento sopra forte, onde a Estrela Negra mora, encontrarão a felicidade nos seus desejos”. A cerimonia terminou com uma farta distribuição de comes e bebes. Todos levaram sua parte e a parte de Polaco. Ele sabia que de agora em diante seria Sênior para sempre. Sorria, cantava com todos. Até o Chefe Tornado sorria e lhe ofereceu um cálice de vinho piscando um dos olhos: - só este meu amigo Sênior. Seja bem vindo, saiba que todos nós estamos orgulhosos de você!


terça-feira, 18 de junho de 2019

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Apenas uma reunião de Gilwell.




Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Apenas uma reunião de Gilwell.

Prólogo: - Os chefes Insígnia de Madeira fazem parte do 1º Grupo de Gilwell. Todos eles conhecem a historia e sabem o que é e como se procede em uma reunião do 1º Grupo de Gilwell. Dizem que tudo que se faz ali é altamente secreto, eu no alto da minha boca larga conto tudo sem dizer nada! Risos. Apenas uma historieta pequena, pois hoje estou sem nada para fazer.

                    Não eram tantos, mas era um número considerável para aquela reunião de Gilwell em uma floresta perto da cidade. Um bom bocado nunca tinha participado e esperavam ansiosos pelo seu inicio. Sempre tiveram o sonho de estar lá, junto com irmãos escoteiros que tiveram de se esforçar para pertencer com orgulho do 1º Grupo de Gilwell. Muitos comentavam que o que ali se passava era confidencial, outros não escondiam que era uma reunião de amigos, uma historia uma lenda, e confraternizar com a Canção de Gilwell lembrando o título de sua matilha ou patrulha e cantar como se ainda estivessem em cursos passados.

                   A espera do inicio fazia com que muitos olhassem no relógio, conversassem entre si, para que a impaciência não tomasse conta do sonho de ser mais um do 1º Grupo de Gilwell. Finalmente foram chamados ao salão. Em circulo olhavam uns para os outros, os mais novos e mais antigos o que se deduzia que ali a fraternidade reinava de maneira concreta e real. Ninguem esperava, mas adentrou a sala um Antigo Escoteiro, fisionomia carcomida pelo tempo, com um toque, toque de sua bengala, foi até onde estava o dirigente da reunião e educadamente pediu a palavra. Todos o fitaram e esperavam ansiosos no que ele ia dizer.

- Assim ele começou: - Caros amigos e irmãos de Gilwell, estamos aqui reunidos alguns pela primeira vez, pensando como seria e como deve nosso encontro e nos transformar na Grama Verde de Gilwell onde histórias ficaram marcadas para sempre em volta do fogo na clareira. Muitos de vocês já ouviram falar do primeiro encontro onde Baden-Powell dirigiu uma breve palavra a todos. Não vou repetir suas palavras e sim acrescentar outras que vale a pena ter a atenção de todos. – Vocês sabem essa nossa vida é tão curta... O tempo em que ficamos neste mundo é tão breve... E esquecemos que existem tantas coisas boas, úteis, concretas e que, principalmente, estão ao nosso alcance e as deixamos de lado. Não lhe damos a atenção necessária. Talvez por não acreditarmos que os momentos e os detalhes são únicos. Ou talvez por esquecermos que as oportunidades podem ser descartadas, mas dificilmente repetidas.

- Deu uma parada, respirou fundo e continuou: - Estamos sempre nos queixando pelas grandes obras que não podemos realizar e deixamos de lado aquelas pequenas que nos são possíveis. Vivemos desejando asas, enquanto nossos pés nos convidam a pisar firme no chão. Acreditamos que a nossa felicidade está naquilo que desejamos e deixamos de amar o que possuímos. Nossa vida é breve e temos muita coisa útil a realizar. De modo algum se justifica nossa busca por satisfações efêmeras, enquanto nossa realização está justamente naquilo que já é nosso.

- John Thurman Chefe de campo de Gilwell Park escreveu sobre Gilwell: - “Talvez pareça um contratempo dizer que o espírito de um homem permaneça depois que ele tenha desaparecido”. Porem no caso de B-P e a forma que ele influiu em Gilwell, constituem-se em uma grande verdade. É o espírito da tolerância, da alegria e camaradagem, de reflexão de preparação e generosidade, que se esboçou em seu livro Escotismo para Rapazes e que através dos anos tem se espalhado de Gilwell para o mundo... Portanto o lugar trata de manter vivo o espírito do melhor ensinamento de B-P. que se manterá vivo não por sentimentalismo, mas sim porque uma mensagem eterna, e todo mundo atual precisa da medicina que ele nos forneceu de forma tão generosa. 

- E terminou dizendo: - Devemos nos lembrar de que passaremos por este caminho, este mundo, uma só vez. Precisamos, portanto, aproveitar estas oportunidades única e breve, precisamos reconhecer que somos chefes e se estamos aqui foi porque Deus nos deu esta missão. Que o espírito de BP esteja neste encontro, que Gilwell signifique para todos mais que apenas um lenço e um certificado... Sempre Alerta!

                    Deu um sorriso, e saiu da mesma maneira que entrou desaparecendo na penumbra da floresta onde se realizava a reunião!

“É mais verde a grama lá em Gilwell
Onde o ar do Escotismo eu respirei
E sonhando assim vejo B-P
Que sempre viverá ali”.

domingo, 16 de junho de 2019

ARTIGO A REFLETIR: Como o Escotismo (do B.S.A.) foi salvo em 1979. Publicado em Ações, Lições e Visão de B-P, O Fundador.



ARTIGO A REFLETIR:
Como o Escotismo (do B.S.A.) foi salvo em 1979.
Publicado em Ações, Lições e Visão de B-P, O Fundador.

Prólogo: Este artigo está sendo amplamente divulgado em várias páginas do Facebook. Sem entrar no mérito da questão, os escoteiros tradicionais dele dão ênfase pelo seu aspecto principal, a mudança do escotismo de Baden-Powell para uma nova metodologia subtendida como um novo marco escoteiro na Boy Scout of America. A Escoteiros do Brasil está no caminho certo? Leiam o artigo e podem opinar.

(A Boy Scouts of America é uma das maiores organizações dos Estados Unidos, com mais de 4,5 milhões de membros. Desde a sua fundação em 1910 como parte do Movimento internacional dos Escoteiros, mais de 110 milhões de americanos foram ou são membros da BSA.).

- O autor deste artigo é Enoc Heise, um escoteiro da BSA, escritor, empresário e entusiasta do estilo de vida ao ar livre do norte do Texas, que se propôs a missão de ajudar o mundo a redescobrir o escotismo em sua princípios eternos, seus valores e suas aventuras. Há um período na história dos Boy Scouts of America que muitas pessoas não gostam de falar. Alguns de vocês podem ter ouvido essa história antes; Alguns de vocês podem ter vivido esse período. Eu acho que é de vital importância para todos os Scouters conhecê-la, por causa do que ela nos ensina sobre Escotismo e seu lugar no mundo moderno. No final dos anos 1960, o jovem membro da BSA começou a declinar. Ninguém tinha certeza do por que. Alguns suspeitavam que o mundo moderno estava começando a superar a estrutura tradicional do Escotismo.

Todos concordaram que agora precisávamos de uma boa organização juvenil ...; Mas talvez as coisas do passado não atraíssem mais os garotos. Assim, no espírito da época, começamos a trabalhar no desenvolvimento de um "Programa para a Melhoria do Escotismo". Este ia ser um programa moderno que se ajustasse às necessidades do menino moderno. Voltamos à prancheta e redesenhamos o avanço, a liderança e todo o programa de escotismo. Finalmente, eu estava pronto para lançar o programa.
E em 1972, a distribuição da oitava edição do Scout Manual do B.S.A. (Um novo manual). Nesse trabalho (eu tenho uma cópia dele na minha mesa), as fileiras de Adelanto foram redesenhadas e mudadas para Agradecimentos por Habilidade e Progresso, removendo a ênfase das habilidades tradicionais do Escotismo. Na verdade, você pode até ir até o "Reconhecimento da Águia pelo Progresso" (o que já foi uma Águia-escoteira) sem ter acampado!

Junto com esse dramático reinício do programa, houve um enorme impulso organizacional para recrutar novos membros. Isso foi chamado de "Boypower '76" e começou alguns anos antes. O objetivo era ter um em cada três garotos (dos E.U.A.) como membro dos escoteiros de 1976. Toneladas de esforço e milhões de dólares foram investidos neste programa. Tudo foi preparado para um crescimento significativo. Todos esperavam ansiosos que os números de membros disparassem. Tivemos um novo programa moderno e uma nova iniciativa Tudo o que precisávamos! Ficamos arrasados ​​com os resultados. Em vez de crescimento rápido, muitos escoteiros deixaram o programa ... Quero dizer muitos! Entre 1972 e 1978, B.S.A. perdeu mais de um terço de seus membros. A organização sofreu muito. Nós estávamos cheios de escândalos de cima para baixo na cadeia.

Uma enorme quantidade de "unidades de papel" fraudulentas foi criada para aumentar falsamente os números. Em vez de um sucesso aclamado, foi um enorme fracasso! Começava a parecer o Escotismo que sabíamos que estava morto. No entanto, este não foi o caso. Com uma mão ainda ao leme, tiramos uma incrível correção que salvou o Escotismo de milhões de garotos. Essa mão no leme foi personificada em um homem - que era um veterano Scouter chamado William Hillcourt. Ele havia escrito vários manuais para escoteiros e para Scouters no passado. Por décadas, ele também foi autor da muito popular e longa série da revista Boys'Life. Ele era amigo pessoal de Baden-Powell e dedicara sua vida ao Escotismo. Não tenho certeza se foi B.S.A. quem se aproximou dele ou o contrário; mas sei que ele saiu da aposentadoria aos 79 anos de idade e ofereceu um ano de sua vida sem remuneração para escrever um novo Manual do Escoteiro.

Em 1979, a nona edição do Scout Manual foi publicada. (Outro novo manual). Neste trabalho (também eu tenho uma cópia em minha mesa), Hillcourt trouxe de volta todas as habilidades tradicionais de Scouting que tinham sido tomadas pelo programa moderno: camping, caminhadas, pioneiro, etc., e, novamente, o Plano foi aplicado de Avanço. A ênfase foi novamente colocada no Sistema de Patrulha.

E o espírito de aventura e emoção que fez os meninos amarem ler as outras obras de Hillcourt, foi infundido em todo o livro. Para surpresa de todos, a perda de filiação foi interrompida. Esse retorno dramático ao Escotismo Tradicional estabilizou a enorme perda de membros que sofreram por mais de uma década. Não é exagero dizer que William Hillcourt salvou os Escoteiros da América em 1979 e transformou o Escotismo Tradicional em realidade para milhões de pessoas.

Com a palavra a Escoteiros do Brasil e seus adeptos.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Porque o jovem quer ser escoteiro?




Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Porque o jovem quer ser escoteiro?

Prólogo: - Deploro a tendência moderna de pôr «primeiro a segurança» antes de tudo o mais. É necessário que haja na vida certa porção de risco e certa prática em enfrentá-lo para prolongar a mesma vida. Os Escoteiros precisam estar preparados para enfrentar dificuldades e perigos na vida. Não queremos por isso educá-los com demasiada moleza. Baden-Powell.

- É notório que a maioria dos chefes tem uma conversa franca e aberta com os candidatos a escoteiro e escoteira quando são procurados pelos jovens. Se assim não for sua principal função de conhecer os desejos as aspirações e os sonhos deles ele nunca conseguirá levar adiante a formação dentro dos princípios e métodos que se baseia o Escotismo. Às vezes quando cito Baden-Powell nos meus alfarrábios muitos torcem o nariz. A defesa da maioria sempre é baseada no eu sei, eu conheço, eu tenho experiência neste tema. E costumam finalizar que o mundo hoje é outro. É mesmo parceiro? “Ouvir o ponto de vista do Rapaz”? Cá prá nós, como levar adiante uma tropa onde não se tira um tempo para uma conversa, para conhecer melhor os pais, trocar ideias, e saber realmente o que o jovem pensa quando entra para o escotismo e quando vai seguindo a trilha com dúvidas sem ter alguém para lhe aconselhar mostrar o melhor caminho e a dar o passo certo?

- Eis uma pérola de BP: - À medida que entramos na nossa carrancuda velhice, temos tendência a esquecermo-nos de que em tempos fomos jovens. A primeira coisa a fazer é, pois, estudar o próprio rapaz; descobrir os seus gostos e antipatias, as suas qualidades e defeitos, e orientar por estes a sua educação. Os rapazes querem variedade. Não fiques surpreendido quando eles se cansam de uma coisa. Mantém-te alerta, tem já pronta a seguinte. Uma criança não pode estar quieta durante dez minutos quanto mais horas inteiras, como por vezes se lhes exige na escola.

- Agora, porque ele entrou para ser escoteiro? Você explicou a ele o que seria? Você perguntou? Ouviu? Entendeu? Prometeu dar a ele o que sonhou? Tive diversas experiências e meu ouvido mouco fazia questão de ver as diversas opiniões de cada um a dar seu motivo para ser escoteiro. Tive o privilegio de aprender a ouvir os jovens. Saber ouvir é tão importante quanto saber falar. Muito se fala em como devemos nos expressar para garantir uma ótima comunicação. Porém, a comunicação é uma via de mão dupla. Saber ouvir é tão importante quanto saber falar. Penso que isto tem sido usado muito pouco com os rapazes e moças. Convenhamos não sou um perito na coeducação, mas penso que mesmo com um objetivo final o pensamento tem duas vias de atuação. O caminho pode ser diferente para um e outro. Não é onde quero chegar, pois sou um desconhecido nestas hostes de escotismo misto.

- Ficaria extremamente surpreso se um dia um jovem me dissesse que entrou para o escotismo para aprimorar seus conhecimentos da tecnologia moderna, aprender os arroubos científicos das descobertas, aprender as mazelas do vício, jogar bola, praticar esporte e aprender a manusear melhor seu smart fone. Ele nos procurou na sede do grupo para dizer que estes são seus sonhos? Nada de aventura? Nada de atividades fora da cidade? Nada de dormir sob as estrelas? Nada de dormir em barracas com amigos e viver em equipe fazendo estropelias aventureiras? Não sei, acho que tal tipo de conversa não é muito empregado pelos atuais lideres de chefia escoteira e porque não dizer de lobos e seniores.

- Sabemos que nem todos os jovens tem tendência para participar como escoteiro. As sedes escoteiras não estão abarrotadas de candidatos. Afinal sem um maciço marketing poucos se aproximam. Sei de grupos bem estruturados que a procura é boa e muitos são levados pelos amigos que participam do escotismo. Quando ele encontra um Chefe ouvinte, que o informa antes o que é ser escoteiro e cumpre sua promessa de que o programa ali é cumprido, então existe uma aceitação melhor. Quando o jovem acredita e vê no Chefe um irmão mais velho, quem sabe um herói e não se decepciona com seu exemplo pessoal é meio caminho andado para dar a ele toda a metodologia com prazer e alegria de estar ali participando.

- Plagiando BP ele escreveu: - O rapaz é geralmente fino como uma agulha. O rapaz não é capaz de se apegar a um trabalho durante mais de um ou dois meses porque precisa de mudança. Quando encontra alguém que se interessa por ele, o rapaz corresponde e vai para onde o levam. Os rapazes são ordinariamente amigos leais entre si, e a amizade é quase um sentimento natural neles. Gosto de comparar o homem que procura levar os rapazes a estarem sob boa influência a um pescador que pretende apanhar peixe. Se o pescador iscar o anzol com a comida de que ele próprio gosta, é provável que não apanhe muitos peixes. Usa, portanto, como isca, o alimento de que os peixes gostam. - O mesmo se dá com os rapazes, se tentarmos pregar-lhes aquilo que consideramos coisas elevadas, não os apanharemos. A única maneira é estender-lhes alguma coisa que realmente atraia e os interesse. Porque é que a psicologia do rapaz se pode comparar a uma corda de violino? Porque precisa ser afinada no tom exato, e pode então emitir música a valer. Em grande parte, o rapaz adquire a correção do espírito através de ações corretas, na medida em que a ação do homem é inspirada pelo seu espírito.

- Portanto meus amigos os dizeres de Baden-Powell não são ultrapassados. Dizer e repetir sempre que sabe o que os jovens querem confirmar que existe um novo caminho mais moderno é esquecer a verdadeira finalidade do escotismo. É muito fácil liderar uma tropa fazendo o mínimo e dando o que a tal modernidade prega nas reuniões escoteiras. Reuniões de sede, atividades sociais e filantrópicas deve haver, mas o campo, o campo este sim é o verdadeiro caminho para o sucesso. Escotismo moderno? Pergunte ao rapaz o que ele viu para ser um escoteiro. Acampamentos? Um sucesso se bem feito e realizado. Conte aos rapazes, diga a ele o que vão encontrar e verão que a maioria irão se entusiasmar e partir para fazer suas grandes aventuras. Chega deste despautério de criar um novo escotismo. Não me bato em dizer que precisamos de mudanças, mas sem tirar a caraterística da metodologia de BP.

sábado, 8 de junho de 2019

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Diário de um Velho Chefe Escoteiro Tradicional.




Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Diário de um Velho Chefe Escoteiro Tradicional.

Nota – Um sábado modorrento sol em ponto morto vou lendo e absorvendo o que cada um pensou e postou na sua página de estimação. Sentado no banquinho com os dedos no teclado, vou escrevendo o que vi e o que aprendi deixando o vento me levar ao sabor da vida. E vocês meus diletos amigos escoteiros, tenham uma bela tarde, uma bela noite, uma linda madrugada e uma vida espetacularmente feliz!

- Varrendo meu subconsciente abstrato filosófico, porque não dizer subjetivo, nada melhor que fazer uma autoanálise dos últimos dias e anotá-los sabiamente no meu livro da vida: - De novo me disseram que devia procurar outra freguesia. UEB ou EB não têm interesse no meu passe. E daí? Ele estava à venda? Afinal sou um dos poucos produtos fabricados no antigamente que não dá lucro a EB e nem bate palma pelas idiossincrasias que andam escrevendo e determinando por ai.  Em 1947 mesmo sem registro fiz a promessa de lobo na UEB. Durante todos estes anos que sou escoteiro ganhei distintivos e fui agraciado com tanta honraria Uebeana que adquiri certos direitos queira uns e outros não. E viva Baden-Powell meu eterno e único Guru que está no céu.

- Admiro as outras congêneres escoteiras que fazem o escotismo que acreditam. Respeito apesar de ainda não bater um prego na porteira pensando que vai ser para sempre. Queira ou não sou UEB e não EB mesmo não fazendo o registro. Ora bolas, se um dia me escolheram como DCIM, me deram medalhas sem pagar, nomear como Comissário e o Escambal hoje não sirvo mais só porque não comungo com as diretrizes dos novos dirigentes? - Sou Facebocano desde 2009. Só escrevo Escotismo e nada mais. Aqui cada um escreve o que quer. Uns fazem politica, outros mandam bilhetes, falam de suas escolhas pessoais e religiosas. Afinal eu também não sou um tagarela nos meus escritos?  Minha caixa de mensagem vive cheia. Pena que não tenho tempo para ler tudo e enviar para todos os meus amigos como pedem. São muitos, pois é. E dizem que estamos sozinhos por aqui. Sei não.

- E vão comentando os prazeres abstratos dos lideres da Escoteiros do Brasil, alguns eleitos e outros mantendo a posição do poder. Privilegio de poucos. Passagens pagas, exigências de hotéis cinco estrelas, gastanças nas viagens internacionais. Danado de escotismo moderno, onde nem mesmo o respeito aos “escoteiros” que mal podem pagar e viajar por aí. Meteram os pés pelas mãos, tentaram absorver todos que discordaram, abriram processos pensando que seus egos seriam satisfeitos com o poder de ser dono do lugar. Perderam tudo. Gastaram sem consultar aos seus correligionários e hoje estão sujeitos a ressarcir a todos que prejudicaram.

- E quem vai me pagar os dissabores de ver uma associação que não faz mais parte do meu passado? Do meu velho caqui, do meu chapelão, da minha fleuma representativa de um passado que se perdeu? Agora tem presidentes, diretores e o escambal. O Velho Escoteiro Chefe, o Velho Comissário, o Velho Chefe de Grupo, minhas saudosas classes tão bem descritas no livro do meu amigo Floriano de Paula. O que existe na paginas do Velho Lobo no seu Guia do Escoteiro ficou no tempo na memória de quem teve o privilegio de ler. Agora tudo é moderno. Um “pimpolho” chamado de “diretor presidente” resolveu que podem usar como quiser seu vestuário tipo “bombacha” cuja confecção não vale o quanto pesa.

- E vai daqui vai dali, tanto que devemos ver na formação do jovem e vem à preocupação com os Agnósticos, LGBT e outras religiões não cristãs em ter uma promessa própria no escotismo. Abstenho-me de opinar e nem sei se vale a pena concordar ou não. Queira ou não sou um dinossauro saudosista que não sabe se isto vai dar nova dimensão ao Escotismo que acredito. Apego-me aos resultados. Só aos resultados. Vi que estão organizando uma nova associação: - AEA – Associação dos Escoteiros Ateus. Sucesso para eles. Será que vem também a AELGBT? E ainda dizem que alguns pretendem acabar com o uniforme caqui? Quem ganha com isso? Maneiramente parece que a EB lucra. Mais associados para comprar o vestuário. (Ops! Não se dão por satisfeitos, antes era vestimenta agora é vestuário – Putz grila!) Haja tostão para ser escoteiro hoje em dia. E inventam mil maneiras para enricar: - Novos distintivos, novas taxas e algumas em “dólar!”. Olhe eu não sei se a “mula manca”, o que eu quero é rosetar... E o salário Ó’!

- Vai ser danadamente desagradável para alguns que não me veem com bons olhos enquanto estiver vivo. Quando morrer paciência. Mas enquanto viver vestirei aquele que usei pela primeira vez em abril de 1951 quando fiz minha promessa escoteira, lá nas Minas Gerais, no rincão do Ibituruna em Governador Valadares onde o Rio Doce virou poeira e lama. Será que vão me processar? Putz grila, vai ser demais. Serei meu próprio “Devogado”. Não tenho um tostão para contratar outro. Agora ficar atrás das grades não sei se vai dar. Velho maniento cheio de lugar comum morre em doze horas lá. Bem cada um morre onde pode não é? Esqueça Vado Escoteiro, eles nem sabem que você existe!

- Quase encerrando às vezes penso que se fosse mais jovem iria formar uma tropa dos meus sonhos. Daquelas de adestrar monitores para que eles fossem os irmãos dos demais patrulheiros e fizer bons acampamentos, sem pais preocupados, deixando a vida deles ser feitas com crescimento do aprender fazendo. Posso? Não nunca seria filiado a EB e a nenhuma outra associação. Seria aquela que iria seguir sua trilha com pés no chão, responsabilidade no costado, fazendo escotismo na veia, no meio da poeira cantando uma bela canção. Quem dera! Os sonhos desta vez não passam de uma ilusão.

- Ah! Caro Velho Chefe Escoteiro. Não fique criando “calango” de beira de estrada que está de olho onde vai passar. Esqueça a “chicana” não vai achar a palavra certa para dizer a essa turma metida que nem sabe fazer um nó de cabeça para baixo e que quando armaram barraca foi no fundo do quintal da sede... Risos se armaram! Ainda fecho os olhos e vejo estrelas, lindas montanhas, florestas, vales e lindos riachos para nadar. “Bão demais!”. Pois é, nos meus sonhos ainda posso ver a beleza das flores, do vermelho ao nascer e do por do sol e do azul do céu. Colocaram-me um olho azul, agora tudo azul na vida do Velho Chefe Escoteiro. Vida longa a todos vocês!

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Meu melhor curso escoteiro foi com meus monitores.




Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Meu melhor curso escoteiro foi com meus monitores.

Prologo; - A divisão dos escoteiros em patrulhas permanentes, de seis a oito e lidar com elas como unidades separadas e independentes, cada qual com próprio Líder, responsável, é a chave do sucesso com uma tropa. Baden-Powell.

                  Ei Chefe, não é uma pegada de um Quati? – olhei com calma, nunca tinha visto uma, mas se o Escoteiro dissera eu acreditava. Paramos, analisamos o peso a altura, as passadas e assim fomos aprendendo a seguir pistas de animais. Eu e meus amigos monitores e Submonitores. Junto a eles eu estava na melhor escola escoteira que tinha conhecido. – Chefe? É um ninho do Inhambu? Dizem que ele não se preocupa muito e junta umas folhas próximo a uma árvore disse Niltinho um Monitor da Gavião. Nunca fui expert em ninhos só sabia que Gill um sub Monitor um dia me contou que o ninho do João de Barro dava uma mão de obra danada para o casal. Barro húmido, esterco e palha. Fazem centenas de viagens para terminar. Mais ou menos com 30 cm de diâmetro. O casal de João de Barro amassa as bolas de barro com os pés. Tem área para colocar os ovos, tem porta de entrada sempre em direção contrária a da chuva e de difícil acesso para predadores. Nunca usam a casinha mais de uma vez. Após o crescimento dos filhotes eles voam para outras plagas. Os monitores me olharam espantados. Ficamos ali naquela floresta conversando sobre pássaros por muito tempo.

                 Ei Chefe, sabe o Zózimo? Olhei para Bob Low um Monitor da Quati. O que tem ele Bob? Na eleição passada ele foi eleito Monitor e não queria – Por quê? Perguntei. Ele disse que ser Intendente/almoxarife era melhor. – Não acreditei e insisti – Como? Ele acha que o intendente é a alma de uma patrulha. Um bom acampamento depende dele, se faltar material ele é culpado. Se sumir ele é culpado. Se alguém precisa tem de falar com ele. E ele se preocupa muito com a guarda e a limpeza do material. Os escoteiros pata tenras são mestres. Vão cortar um bambu e o facão ôh! E olhe Chefe ele me disse que na sua barraca de intendência tem de tudo. A alimentação fica fora das formigas e animais do campo. Lazinho o Cozinheiro o adora. Sabe que ele é chato, pois quer as panelas nos trinques. Nada de carvão! E eu sei que nem precisa falar com ele o que levar no acampamento. Ele sabe o que levar para um acampamento longo e um curto. Pois é Chefe, se não fosse ele nosso material já teria sumido e estragado.

                O que eu mais gostava deles era à noitinha em uma gostosa conversa ao pé do fogo. Cada um se abria, contava histórias, falava dos seus amigos, das namoradas com olhares piscantes, dos seus pais, da escola e dos seus sonhos. Chefe fiquei sabendo que o Lindolfo da Pantera jurou que ia ser médico. Disse Matusalém da Anta. Era o nosso enfermeiro e aproveitava também para ser o bombeiro e lenhador. Era outro que Lazinho o cozinheiro adorava. Nunca faltava lenha seca e agua à vontade. Seu lenheiro era perfeito. Podia chover canivete. Ele era um bamba e sabia escolher a melhor lenha, aquela que durava mais. Cozinheiro que se preza não fica sem um bom bombeiro e lenhador. Quem sopra muito é cozinheiro novato usando graveto fino e palha de capim seco. Observem que ele está sempre com os olhos cheios de lágrimas. Risos. Quer saber? Eu nem sabia disto. Eles é que me ensinavam. Uma patrulha que alguém preferia ser o intendente? - Foi Joel quem contou sobre Lazinho o cozinheiro. Ele Chefe é demais. Sabia surpreender a patrulha com suas iguarias. – Chefe ele encheu as “paciências” de sua mãe. Aprendeu tudo. Era um mestre cuca como ele gostava de ser chamado dos melhores. Chegou a fazer um forno de barro e fez um bolo fantástico!

                      Uma vez resolvemos fazer uma mesa com toldo e bancos reclináveis. Queríamos bater todos os recordes de tempo na construção. Claro eu sempre deixei que eles começassem que discutissem entre eles como iam fazer projetos e coisa e tal. E corta daqui, e corta dali o madeirame estava pronto. Ajudei pouco. Afinal era o Monitor dos meus monitores. Sabia bem as amarras. Sabia do acabamento, pois era uma exigência entre os Escoteiros. Ajudei somente na costura de arremate no tampo da mesa redonda. Nem peguei no cipó (adorávamos o cipó e nada do sisal) e um Monitor logo disse – Chefe, não é assim. O acabamento é de terceira qualidade. Faça no final do arremate um volta de fiel duplo. A tampa vai ficar firme! Eu nos meus tantos anos sorria. Contradizer? Nunca. Eles eram meus mestres meus formadores.

                 - Chefe! Que tal fazermos um programa diferente nas férias de julho? Humm! A última surpresa deles nós caímos numa gelada. Um frio de rachar. Bob Low riu, ele nunca esqueceu o frio que passamos. Chefe está na hora de aprendermos a fazer fogo. Fogueirinha de fogão e Fogo do Conselho todo mundo sabe. Lembra-se do acampamento nas Montanhas geladas do Rio Pequeno? Morremos de frio porque éramos pata tenras. – Concordei com ele. – Pois é Chefe, poderíamos treinar muito como evitar isto, eu li muito sobre fogo Espelho. Garantem se bem feito no frio pode se dormir de short sem camisa! Sabendo a técnica e ter cuidado para medir a distancia e não colocar fogo na barraca! E eles riram a valer.

                 Eu posso dizer que meus melhores cursos foram com meus amigos monitores. Aprendi muito com eles. Trocamos tantas ideias e aprendemos tanto uns com os outros que fiquei perito em pioneirías. Amigos são assim. Sempre fazer e insistir a acertar quantas vezes for preciso. Lembro que um deles resolveu surpreender em um fogo de conselho. Uma bola de papel bem encharcada de querosene, um galho em forma de F encurvado e pequeno para correr preso em um cipó liso segurando a bola de fogo que na imaginação dele iria surpreender todo mundo. Ele todo posudo, em frente ao fogo, todos nós sentados em volta gritou: - “Que os ventos do norte! Que os ventos do sul” Quem os ventos do este e do oeste nos traga hoje o espirito da paz e que BP nos guie pelas sendas da vida e que Deus nos proteja! Ascenda-te fogo! E a bola de fogo que foi acesa por outro encarapitado em uma árvore desceu a toda velocidade até onde estava o fogo e logo as chamas subiram aos céus!

         Quem sabe se não fosse por eles eu não saberia do valor de uma patrulha, de um patrulheiro intendente, de um bombeiro lenhador, de um cozinheiro, do sanitarista, do aguadeiro, do construtor de pioneirías e de tantos outros. Foram eles que me ensinaram e com eles fazendo e ouvindo eu aprendi. Lembro-me de uma noite de fogo de conselho onde resolvemos trazer o espirito da floresta na forma da Lei Escoteira. Foi lindo. Aprender com eles, sentar a moda índia em um fogo estrela, comer uma batata quente, beber um café de bule na brasa, deixar que eles cantem que eles riem de suas piadas, que eles inventem aplausos, canções e que a noite para eles seja uma criança. Deixar que eles mesmos pudessem contar estrelas, descobrir novos caminhos e assim quem sabe, eu no alto da minha enorme idade e sabedoria irei aprender com eles na tenra idade de um escotismo que resolvi adotar. Aprender com monitores! Uma técnica que poucos até hoje não querem enxergar! 

terça-feira, 4 de junho de 2019

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Páginas da vida.




Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Páginas da vida.

Prólogo: - No retrato que me faço, - traço a traço - às vezes me pinto nuvem, às vezes me pinto árvore... Ás vezes me pinto coisas, de que nem há mais lembrança... Ou coisas que não existem, mas que um dia existirão... E, desta lida, em que busco - pouco a pouco - minha eterna semelhança, no final, que restará?
Um desenho de criança... Terminado por um louco! Mario Quintana

                      O poeta O S Marden escreveu um dia que quando na vida uma porta se fecha para nós, há sempre outra que nos abre. Em geral, porém, olhamos com tanto pesar e ressentimento para a porta fechada, que não nos apercebemos da outra que se abriu. Acredito que todos nós temos uma porta. Muitos a mantém fechada outros não. Somos milhares de adultos no escotismo. Cada um interpreta a sua maneira como viver escoteiramente para ser feliz. Uns mais outros menos. Um dia também fechei a porta que sempre deveria ficar aberta como escoteiro. Tentei ao meu modo deixar que só aqueles e, que eu acreditava passassem pela porta para abraçá-los. Vi que com o passar dos anos sem perceber, alguns não quiseram passar por aquela porta. Significa que na vida deles eu não tinha mais direitos em entrar.

                     Sempre quando celebramos datas especiais que falam do escotismo estamos vendo adultos e jovens enaltecendo o que se passa em seus corações. São palavras lindas e tenho certeza à maioria a tirou dentro de sua alma. Mas o escotismo é isto? Tudo é maravilhoso? Não existem portas fechadas? Portas que não se abrem? – Vez ou outra costumamos ver aqui e ali insatisfeitos. Por quê? Não se deram bem com os demais irmãos onde montaram barraca? Graças aos céus que temos condições de analisar o bom e o mau. Assim dizem. Seremos maus? Seremos bons? Difícil dizer. Onde está a verdade? Com aquele ou comigo? Temos amigos ele também tem.

                Um dia fizemos a mesma promessa, a Lei Escoteira nos foi apresentada e todos nas entrelinhas disseram um dia cumprir. – Deixe-me entrar em sua porta? Posso? Não? Você não me acha merecedor? E eu o que acho de você? Um incapaz? Alguém sem Espírito Escoteiro? Não são todos com as portas fechadas. Em muitos grupos escoteiros vemos no dia a dia o afastamento de um e outro. Tentou entrar em portas daqueles que considerou amigo e não conseguiu. Afastou-se. Foi para casa. Outros não desistiram e abriram novas portas. Portas que sempre aceitava os que quisessem entrar. Mas e os mais novos também não se sentiram do lado de fora? Esperamos muito. Muito dos adultos. Nem perguntamos o que eles esperam de nós. Cada um tem sua maneira de agir, de pensar, de analisar e estamos deixando de lado um fato, um ato que esquecemos completamente.

                  Ouvir. Ouvir sempre. Augusto Branco um sábio comentou o que seria saber ouvir: - Saber ouvir e saber calar: nisto consiste o supremo valor do silêncio. Ouvir, silenciar, pensar, falar, silenciar e pensar outra vez evitaria muita coisa dita em vão. Por falar apenas e pouco pensar, pessoas cometem erros difíceis de reparar depois. E por ouvir tanto menos do que pensam, piores erros cometem ainda... O escotismo se cercou de alguns que falam muito. Esqueceram-se de ouvir. Resolvem, tomam atitudes, decidem e até falam palavras que machucam assustando uns e afastando outros que muito teriam a contribuir. A cada mês, a cada ano as cisões nos grupos escoteiros fecham portas que não vão abrir a não ser para quem os donos das chaves acham que merecem. A cada temporada de novos grupos que surgiram sempre estarão ali os insatisfeitos, os que queriam entrar por uma porta e a encontraram trancada.

                    Seria este o escotismo que queremos? É tão difícil compreender? Elogiar alguém mesmo que não o achamos merecedor? Norman V. Peale disse que o mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela critica. Verdade? Assim confirma Sigmund Freud que disse também – Contra os ataques é possível nos defendermos: contra o elogio não se pode fazer nada. Precisamos mudar para acreditar em nós mesmos. Sei que é difícil. Um grande poeta Chico Anísio já falecido (risos, grande sim) dizia que palavras são palavras, mas outro que desconheço emendaram: – Agua mole em pedra dura tanto bate até que fura. Não custa nada, faça um elogio honesto e sincero e vais ver quantos amigos podem passar pela sua porta para lhe abraçar e agradecer. Ou nos conscientizamos que somos irmãos escoteiros mesmo com nossas deficiências, ou então as portas do futuro estarão sempre fechadas para nós.

                 Pois é, eu nunca me esqueço de BP com sua frase mais famosa – A verdadeira felicidade é fazer a felicidade dos outros. É ótimo ver os olhos sorrindo. Mesmo que estejam rindo de mim, das minhas palavras, dos meus escritos me sinto feliz. Obrigado, entre, pois minha porta sempre estará aberta para você!