Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

sábado, 19 de janeiro de 2013

Aleluia! Os candidatos escoteiros estão chegando!



Crônicas de um Chefe Escoteiro.
Aleluia! Os candidatos escoteiros estão chegando!

                   Faz tempo. Quanto tempo? Uma eternidade. Em São Paulo duas chapas irão disputar a direção regional no próximo ano. (já estou sendo informado que tem mais duas) Estão fazendo seu marketing prometendo mudanças. Não conheço pessoalmente nenhum deles. Alguns só aqui do facebook. Amigos virtuais fazem comentários e todos são unânimes em dizer que seus candidatos são os melhores. Isto é bom. No escotismo em muitas regiões as lideranças transformaram suas diretorias em feudos. Algumas em capitanias hereditárias. Eles quando cansavam indicavam quem devia assumir. Uma eleição de carta marcada. Isto aconteceu e acontece também na direção nacional em todos os níveis. Soube que estão mudando também. Infelizmente nós escotistas nunca nos preocupamos com isto. Em nome de uma fraternidade leal e obediente nem dávamos conta que nossos direitos estavam e ainda estão sendo usurpados.

                    Aqui em São Paulo onde moro desde o final da década de setenta, eu conheço bem tudo que se plantou na direção e os mandos e desmandos. (fui testemunha ocular). Na primeira vez que montamos uma chapa perdemos por seis votos. Eram duas. Isto nunca aconteceu. Fato inédito. Os continuístas continuaram por muitos e muitos anos no poder. Sempre chapa única. Quem iria se arriscar? A tal disciplina e lealdade dizia que devemos obedecer aos senhores feudais. Disseram-me que na maioria das regiões ainda é assim. Não sei. Bem parece que estão soprando novos tempos. Várias regiões estou sabendo que estão no mesmo caminho.

                    Sempre lutei pela democracia Escoteira. Ainda sou contra o que diz o Regimento Interno que determina quem pode ou não votar. Se em uma região todos os membros adultos não podem votar e o que dizer na nacional? Não vou aprofundar aqui minhas ideias e maneira de pensar. Dezenas de artigos sobre isto já publiquei em meus blogs. Já tenho visto aqui e ali vários escotistas se manifestando. No passado quem se manifestava era defenestrado. Não se enganem. A pressão silenciosa ainda existe. Muitos ainda têm medo de se manifestar. Aqui mesmo no meu grupo e em minha página já vi muitos se afastarem porque disseram a eles que sou subversivo. Eles têm medo de se contaminarem. Risos. Logo eu. Um velhinho inofensivo! Mas isto agora é passado. Novas águas da primavera estão chegando.

                     Se isto for um exemplo, se em pouco tempo em todas as regiões pipocarem novas chapas, se sangue novo vier a dirigir o escotismo regional, quem sabe os Estatutos e o Regimento Interno em todos os níveis podem um dia ser mudados. Para melhor. Ouvindo todos, nos mais longínquos rincões do país. Aí sim, iremos partir para uma nova era no escotismo. Enquanto isto vamos ver como irão proceder os novos eleitos. Um amigo virtual me mandou um artigo interessante. Já o publiquei e acho que será um ponto de partida para ver se as mudanças serão para melhor, vocês já devem ter lido, mas vale a pena lembrar uma parte:

                  Lembra-nos ele que o escotista, o adulto, quer atuar onde a meritocracia funcione; quer ser ouvido, quer estar onde possa apertar a mão de um comissário distrital; ter uma conversa ao pé do fogo com algum dirigente regional e/ou nacional, receber uma carta lhe congratulando. A associação, ao contrário, se distancia cada vez mais do seu maior patrimônio, daquele que defende o nome da causa escoteira esteja lá onde estiver: o adulto, o “chefe”.

                  Aí eu pergunto: Irão mudar? Ou irão nomear assistentes para isto? Lembrem-se ninguém quer falar com o vice. Lembrei-me do Senhor Presidente Lula. “Ele o americano é o sub do sub, não manda nada”. Todos querem o presidente. Mãos a obra e pé na estrada. Que o eleito vá atrás deles. Lá no interior. Aperte a mão de cada um. Ouça o que ele tem dizer. Anote. Não fique nas promessas. Se for difícil conhecer todos, faça indabas. Dezenas delas. Mas se achar que agora pertencem à corte, que conseguiram mudar de “casta” que agora são importantes demais para isto como muitos que fizeram assim, então as esperanças de mudanças se foram ao sabor do vento. Apenas uma fantasia que se rasgou quando terminou o carnaval. Se for um grande passo para o futuro, agora não passou de um pequeno passo para o passado. Tudo não passou de promessa que nunca iriam ser cumpridas. Mas esperanças nunca morrem.

                Não importa quem vença. Quem conseguir a simpatia da maioria dos votantes eu na minha mais humilde opinião, desejarei de coração que consigam atravessar as dificuldades e encontrem a trilha que os levará ao caminho para o sucesso! E quem sabe vem aí uma nova luz para iluminar mais este grande e maravilhoso movimento Escoteiro?

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Aqui se faz aqui se paga.



Lendas Escoteiras.
Aqui se faz aqui se paga.

                Narville ouvia calado. Ele sempre foi assim. Preferia ouvir a discutir, pois achava que seu silêncio lhe daria sempre paz de espírito. Seu pai um simplório carroceiro um dia lhe disse – Narville, a maior parte dos problemas do homem decorre de sua incapacidade de ficar calado. Ele olhava nos olhos do Chefe Wantuil do Grupo Escoteiro Águia de Haia. Um nome que todos sabiam o significado. Mas o Chefe Wantuil com toda sua arrogância não sabia. A princípio Narville achou que ele lhe daria um sorriso e dizer – Bem vindo, precisamos de voluntários, mas não. Tentou encobrir sua presunção de dono da verdade e só saiu um monte de asneiras. Finalmente completou – Narville, você é um simples vigia das Casas Noêmia, trabalha a noite, acho que nem estudo tem. Como posso aceitá-lo no Grupo Escoteiro? O que você pode trazer de benéfico aos jovens classe média que temos aqui? Se observar bem todos os chefes tem curso superior ou então estão terminando. Melhor procurar outro Grupo Escoteiro. Aqui não tenho lugar para você!

                Falar mais o que? Discutir com o Chefe Wantuil? Falar umas poucas e boas para ele? Ele já tinha lido que a maior parte dos problemas do homem decorre de sua incapacidade de ficar calado. Não foi Abraham Lincoln quem disse que melhor permanecer calado e que suspeitem tua insensatez, que falar e eliminar toda a dúvida disso? Narville era realmente na sua aparência um pobre coitado. Vestia mal. Ganhava pouco. Aprendera tanto com seu pai, um simples carroceiro, mas que para ele era um sábio. – Não diga a coisas com pressa Narville, mais vale um silencio certo que uma palavra errada. É mais fácil a gente se arrepender de uma palavra que de um silêncio. Ele sabia disso. Tinha visto agora nas palavras do Chefe Wantuil. Palavra errada, na hora errada pode se transformar em ferida naquele que disse e naquele que ouviu.

                  Desde pequeno que Narville sonhava em ser Escoteiro. Nunca pode entrar. Primeiro porque precisava trabalhar. Seu pai o deixara órfão aos dezesseis anos e antes tinha que ajudar sua mãe nas trouxas de roupa que lavava para algumas famílias da cidade. Depois para completar o dinheiro que precisavam para sobreviver ele trabalhava. Sempre fora bom aluno e estudava a noite. Dona Noêmia das Lojas do mesmo nome lhe dera um emprego. Salário pequeno. Passava sempre em frente ao Grupo Escoteiro e sonhava que um dia seria um. Mas onde estava o seu tempo? Não tinha. Sabia que eles iam acampar excursionar, entravam em matas fechadas, atravessavam rios e ele sonhava. Quantas vezes olhava no espelho e se via com aquele uniforme caqui, aquele lenço verde e amarelo e aquele chapelão.  Foi crescendo com seu sonho. Um dia Conseguiu o emprego de vigia noturno. Agora tinha as tardes de sábado, mas seu sonho foi destruído pelo Chefe Wantuil.

                  Não ficou com raiva. Ele era uma alma boa. Não tinha e nunca teve raiva de ninguém. Achava que cada um tinha suas razões. Narville tinha um segredo. Só dele, de sua mãe e dona Noêmia. Ela o vira uma vez estudando após o horário e sentiu que ele precisava de sua ajuda. – Narville, eu vou pagar a faculdade para você. Se um dia se formar vais trabalhar para mim aqui? – Falar o que para dona Noêmia? Um ano, dois cinco anos. Formou-se em direito. Uma luta para passar no exame da ordem, mas conseguiu. Ninguém sabia do seu intento. Sua mãe e dona Noêmia estavam presente na sua colação de grau. Logo foi transferido para o departamento Jurídico. Colocou seu único terno cinza e entrou na sala humildemente. Foi bem recebido. Em trinta dias conquistou amigos. Já era outro homem.

                O nome do Chefe Wantuil surgiu em destaque nos jornais. Foi acusado de roubo na firma que trabalhava. O juiz decretou prisão preventiva por trinta dias. Seu arroubo de arrogância afugentou os dois únicos advogados da cidade. Não tinha ninguém para defendê-lo. Narville achou que era hora de retribuir. Foi à prisão. Viu os olhos de Chefe Wantuil em lagrimas. Quem poderia imaginar aquela cena? Narville era bom advogado. Com a ajuda de um amigo detetive logo descobriu quem era o culpado. Chefe Wantuil no julgamento foi declarado inocente. Seu nome ficou marcado no grupo. Não o queriam mais. Nem deixaram entrar na sede para se explicar. Sempre tem aqueles que aproveitam dos que um dia estiveram no poder e humilharam todos. Não é assim que dizem que quem aqui faz aqui se paga?

              Chefe Wantuil ficou marcado para sempre. Narville não pode fazer nada. Seu sonho de ser Escoteiro foi adiado, mas dois anos depois organizou um novo grupo. Pequeno, sem grandiosidade. Trabalhar com poucos. Convidou o Chefe Wantuil. Este com lágrimas nos olhos aceitou. Tornaram-se amigos, foi seu padrinho de casamento. Mudou muito. Aquela arrogância ficou no passado. Ele aprendeu que nunca mais iria cair na tentação do discurso banal, da explicação simplória. Agora era outro, sua fala era como se estivesse dizendo – Calma! Agora eu tenho calma para dizer, calma para ouvir!        

Jogo de Bases.



Conversa ao pé do fogo.
Jogo de Bases.

                  Sugestões para um jogo de base Escoteiro para tropas que ainda não conhecem ou gostariam de repetir de maneira diferente. Os Jogos de Bases são realizados regularmente por muitas tropas escoteiras. Divertido e alegre ele forma os jovens nas técnicas escoteiras ou mesmo nos conhecimentos escoteiros. - As bases são lideradas por um adulto conhecedor do tema a ser aplicado. O tempo deteminado deve ser seguido criteriosamente.

- Escolhem-se quatro pontos no páteo ou local onde será realizado. Se possível uma Patrulha não deve ver o que a outra está fazendo. - Muitas vezes o jogo de base é feito com contagem de pontos, visando dar maior motivação a cada patrulha. Ex. cada base antes do inicio da atividade a patrulha já tem 10 pontos. À medida que vai desenvolviendo sua tarefa, o responsável da base, pode manter ou tirar pontos. A patrulha não é informada na hora. Isto será feito no termino da atividade em reunião ou no cerimonial.

- Antes do inicio, deve ser verificado se todo o material está disponível. O tempo fica a critério com a programação da tropa no dia.  Aconselho que não seja menor que 10 minutos por base.
Obs. Ao inicio do jogo, os monitores serão informados onde estão às bases e cada um recebe orientação onde irá iniciar sua patrulha. Exemplo – PT Lobo, base 1 (depois irá para base 2, PT Onça, base 2 depois irão para base 3 e assim sucessivamente as demais).

- Ao chegar à base, a patrulha dará seu grito e se apresentará ao chefe da base dizendo: – Sempre Alerta chefe! Patrulha X pronta para a atividade!  - Isto se fará em todas as bases. Mostra a educação e o respeito da patrulha e indica que ela está presente e aceita o desafio.
O chefe explica e começa a atividade marcando o tempo. Finalizado o tempo encerra a atividade. A Patrulha permanece na base até o apito previamente combinado para trocar de bases.

BASE 1 - Cada patrulha de olhos vendados irá fazer 4 nós e uma amarra. Não é coletivo e sim individual. Todos os membros farão a mesma coisa. Ao termino cantar a primeira parte do hino Alerta.

BASE 2 – Cada um será interrogado quais as leis escoteiras que sabe de cor. Maior ponto para a patrulha que souber mais. Terminado, cada patrulha irá fazer uma piramede, usando os membros da patrulha.

BASE 3 – Jogos do Kim. Jogo um – Dois bastões ou duas cadeiras, distante uma da outra um metro. Numa distancia de 15/20 metros, cada Escoteiro de olhos vendados irá passar entre o vão das cadeiras ou bastão. Nota. Antes ele deve ser girado em redor de si mesmo e colocado de frente ao vão. Jogo dois – cada Escoteiro irá encontrar um determinado objeto num raio de 10 metros. Este objeto será visto antes de vendar os olhos e poderá ser deslocado durante a procura por um ou dois metros do seu ponto inicial.

BASE 4 – Cada patrulha deve cantar uma canção escoteira. Melhor ponto para quem cantar dentro do tom e saber a canção completa. Todos serão observados. Após cada patrulha irá demonstrar os diversos tipos de formaturas usadas nas reuniões de tropa.

                 Lembro que as bases podem ser alteradas na sua forma ou no seu todo. Fica a critério da programação da chefia da tropa.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O último voo do Falcão Peregrino.



Lendas Escoteiras.
O último voo do Falcão Peregrino.

                O horizonte desaparecia no infinito. Quem o visse ali com as asas entreabertas naqueles penhascos longínquos do Pico das Mil Vidas nunca imaginaria que um Falcão estava vivendo seu últimos dias de grandes jornadas. Sua vida estava se esvaindo. No seu pensamento lembrou-se de um poema que seus ancestrais lhe ensinaram – “Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé. Não espero o prêmio da vitória, pois mesmo tendo levado uma vida correta nunca me senti um vencedor”. Ele sabia que seu fim se aproximava. Estava ali há vários dias. As forças já não existiam mais. Diziam que ele era a ave mais rápida do mundo. Suas asas pontiagudas e finas o ajudavam na caça em espaços abertos. Quanto tempo se passou quando lá pelos lados do Vale dos Sonhos coloridos, ele e Abbat voavam pelos céus, quem sabe para se mostrarem belos, majestosos e admirados pelas outras aves que nunca poderiam fazer o que eles faziam.

                Abbat, onde andará ela? Ainda no ninho do Sol Nascente? Mas suas duas proles não estavam crescidos e tinham ido procurar viver suas vidas em outras plagas? Abbat, sua eterna companheira. Lembrava que todas as manhãs ele via a gazela acordar, ele sabia que ela precisava correr lépida para sobreviver às sanhas dos leões. Não importa se você é leão, gazela ou um falcão. Quando o sol nascer era hora dos voos em busca do vento, olhar o firmamento e pensar que precisava se alimentar para sobreviver. Viu do outro lado do Vale da Felicidade um Jaguar. Enorme. Parecia um gato manchado de preto e amarelo. Estava firme com seu olhar tentando saber como chegar até ele. Tudo mudou. De caçador agora era a caça.

                Sabia que mais cedo ou mais tarde o Jaguar das Terras Altas chegaria onde ele estava. Sabia também que não podia voar, não podia reagir, a morte seria o fim da vida? Sua mente voava pelos campos floridos. Nunca esqueceu Abaat. Quantas vezes voou para levar a sua companheira e sua prole a refeição do dia? Lembrou-se dos mundos coloridos que conheceu. Voou para todos os lugares e conhecia o caminho do sol, das estrelas, era um falcão valente e que agora estava no fim da vida. Olhou para baixo e viu no Vale da Esperança vários meninos e meninas rindo e brincando. Já os tinha visto antes. Todos iguais com uma espécie de coroa preta na cabeça que chamavam de chapéu e um lindo lenço amarrado no pescoço.

                Olhou novamente. O Jaguar havia desaparecido. Ele sabia seu destino. Ele sabia que o Jaguar o encontraria. Pensou em seu Deus. Ele também acreditava num ser supremo. Deus! Ó Deus! Onde estás que não responde? Em que mundo em que estrela tu te escondes? Ele pensava e ria. Ele morreria com honra. A morte estava enganada. Eu vou viver depois dela! Olhou para o vale novamente. Montaram barracas, corriam satisfeitos, saltitantes, cantantes como o regato que com suas águas mansas corria lentamente pelo Vale da Esperança. Olhou sua plumagem. Considerava-se belo. Suas patas amarelas se tornaram lendas para quem as enfrentou. Seus olhos negros com anel amarelo eram enormes. Podiam ver o infinito. Amava suas asas, enormes. Com elas correu mundo.

                Sentiu um toque em suas asas. Assustou-se. Tão rápido o Jaguar o encontrou? Fechou os olhos. Não podia reagir. Não tinha forças. O Valente Falcão Peregrino agora era uma sombra do passado. Morrerei com honra pensou. Sentiu o toque novamente. Olhou. Não era o Jaguar. Era uma menina. Linda de olhos azuis. Com seu lencinho no pescoço ela sorria. Ele queria falar, sabia que não seria entendido. Mesmo assim ele crocitava, piava e a menina entendeu! Tirou do seu bornal um farnel que seria seu lanche do dia e deu para ele. Ele precisava. Estava fraco. Cinco dias sem comer e beber água. Comeu tudo! Sentiu suas forças voltarem. Agora estaria pronto para enfrentar o Jaguar. Um apito ecoou ao longe. A menina de olhos azuis se levantou e disse – Adeus meu amigo Falcão! Ele não entendeu.

              Deu três passos para frente e alçou voo.  Iria fazer o ultimo voo do Falcão no espaço para ela. Para a menina. Queria que ela soubesse do seu agradecimento. Ela lhe devolveu a vida. Alçou voo rumo ao infinito e voltou célere. Fez uma virada lateral como fazia no passado. Viu que ela batia palmas. Partiu rumo ao Vale do Sol Nascente. Um voo que nunca na vida ele tinha feito com aquela velocidade. A menina sorria lhe acenou com os bracinhos como a dizer adeus. Ele partiu. Sabia aonde ia. Seguiria o sol no seu caminho para o oeste. Precisava encontrar Abbat. Viu o Jaguar próximo da escarpa onde estava olhando para ele. Sorriu. Não foi desta vez meu amigo. Quem olhasse para o céu, veria um Grande Falcão Peregrino com suas asas enormes, voando junto ao sol e que aos poucos desaparecia no horizonte.

              Não sei se ele encontrou Abbat. Deve ter encontrado. Ele sabia que sua linhagem não iria desaparecer no tempo. Suas duas proles velejavam pelos céus a mostrar sua raça, a mostrar sua força e coragem. Em sua mente eu sei que ele dizia para si próprio: - “Às vezes eu falo com a vida, às vezes é ela quem diz – Qual a paz que eu não quero conservar para tentar ser feliz”? 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Pais escoteiros para que servem?



Conversa ao pé do fogo.
Pais escoteiros para que servem?

             Antes de me dar uma má resposta leia o artigo. Não se discute a importância dos pais. Acontece que nem todos conseguiram arregimentar para suas fileiras um bom número deles. Vejo grupos escoteiros tendo grandes dificuldades em crescerem em ter uma diretoria boa, em conseguir equipes para colaborar nos acampamentos, nos acantonamentos e até em algumas atividades que alguns grupos organizam visando arrecadação de fundos. Os pais queiram ou não são uma fonte inesgotável para o crescimento e formação do grupo Escoteiro. Conheço grupos que eles querem se aproximar, mas tem receio de melindrar o Chefe que de uma maneira ou outra sem perceber se coloca na posição de insubstituível e de dono das “ações” do grupo. Ou seja, ele acha que não precisa. Costuma dizer que tem tudo sobre controle. Ele não tem culpa. Enquanto tiver forças vai fazendo o que aprendeu e na sua concepção “seu grupo” anda com suas próprias pernas.

                Hoje em dia a maioria dos grupos escoteiros se recente em não possuir em suas fileiras escotistas advindos do próprio grupo. Difícil manter os jovens por muito tempo e quando crescem tem sempre uma admiração por onde viveram, mas agora tem outros afazeres, e quase todos dizem não ter tempo. Lembrei-me de um curso que um dirigente disse – Cuidado com os que têm tempo, eles poderão lhe trazer aborrecimentos, mas acredite nos sem tempo. Eles sim são os que irão trazer benefícios ao Grupo Escoteiro. O número de escotistas advindo dos pais sobrepõe aos que cresceram dentro do grupo. Claro, não estamos afirmando que o escotismo é uma escola de chefes, nada disto. Mas francamente muitos deles poderiam ajudar e não o fazem.

               Eu sempre digo por experiência própria que o primeiro dia é o mais importante para arregimentar os pais. Nunca abri mão da presença deles. E quando digo deles, sãos os dois. Pai e mãe. Claro temos situações que isto pode não acontecer e vamos levar em consideração. Nunca facilitei a entrada do jovem. Facilitei sim a entrada dos pais. Nunca aceitei um não como resposta. Tempo ninguém tem. Alguns de vocês chefes que estão atuando têm tem tempo sobrando? Isto eles devem saber. Vocês estão ali para colaborar com os filhos deles e isto deve ficar bem claro para eles. Sempre digo que é o escotismo que precisa de nós e não o contrário. Iremos encontrar diversas situações e desculpas dos pais para não colaborar. E infelizmente tem aqueles que sem querer substituem em tudo que os pais poderiam colaborar.

                Se o pai ou a mãe de forma alguma não pode ajudar, não pode tirar um dia por mês para auxiliar o grupo me diga, vale a pena ter um jovem em suas fileiras? O que ele vai pensar dos outros pais ajudando e o dele não? E você? Acha que pode dar a ele uma boa formação Escoteira se os pais não se interessam? Não sejamos extremistas. Existem sempre uma saída. Uma vez organizei uma comissão de pais, não mais que cinco só para visitar aqueles que não participavam. Trocamos ideias, alguns deles fizeram treinamento e participaram em cursos. Telefonavam, iam a suas casas, convidavam para atividades sociais e olhe dificilmente os pais deixavam de colaborar. Afinal recebiam a visita de alguém como eles. Sem uniforme. E isto amedronta queira ou não. O importante é mostrar a importância do método Escoteiro para os pais na formação do filho ou da filha. Se ele sabe o valor do escotismo e que isto vai trazer dividendos na formação do jovem, não acho que deixará de colaborar.

                Na maioria das vezes o interesse é do jovem. Quando o contrário acontece o mesmo jovem não dá muito valor. Os pais também em sua maioria aproxima do grupo levado pelo filho. Lembro-me de uma canção que dizia – “Minha mãe vou lhe pedir, e não quero aborrecer, para ser um homem forte um Escoteiro eu quero ser”. Ele aprendia e cantava atrás dos seus pais dia e noite. Vencia pelo cansaço. Agora era hora da comissão de pais agir. O Chefe não deve ser o sabe tudo, o linha de frente. Eles sempre serão dependentes. Se os pais estão motivados, se eles participam se existem atividades para eles tais como Acampamento de Pais, jogos, excursões sem o caráter de obrigação a motivação é certa. (Conheci um Grupo Escoteiro que eles quando se reunião tinham patrulhas com grito e tudo, claro uma ou duas vezes ao ano). Ser pai em um grupo não é fácil se não tem motivação. Ao contrário é muito mais fácil o Escotista se motivar. O uniforme, uma promessa, liderar os jovens já é meio caminho andado.

               É Inconcebível chefes atuando como pais, chefes pagando para os filhos que não são seus, e os pais aceitando tudo confortavelmente. Nem tanto mar nem tanto terra. Não somos um “negócio” uma empresa, onde tudo é preto no branco. Nada disto. Mas devemos nos ater que nossa função é fazer escotismo com os jovens. Para controlar as finanças, para ter uma área administrativa funcionando, é tarefa de pais. É gostoso quando chega o dia da Assembleia e ver que ali estão quase todos. Mas é decepcionante quando se vê quem só tem uns “gatos pingados”. Sei o valor do Chefe-faz-tudo. Sei que eles estão por aí aos montes fazendo escotismo. Mas não é o caminho certo. Falo com experiência. Sei que eles os pais motivados também são uma fonte inesgotável para suprir a falta de chefes. Experimentem. Deixem-nos andar com suas próprias pernas, mas deixe que eles participem da vida do grupo sem ser um eterno observador. De longe!

Iremos entrar em detalhes em outra ocasião. 

domingo, 13 de janeiro de 2013

A Lobinha Laninha e o mistério dos sinos da Igreja Matriz.



Lendas Escoteiras.
A Lobinha Laninha e o mistério dos sinos da Igreja Matriz.

                       Não sei se vão acreditar. Dizem que eu invento muito. Mas juro de pé junto que estive lá. Acreditem se quiserem. Há muitos anos eu conheci uma cidade no interior do sertão de Pernambuco. Nem sei como fui ali parar. Não foi pela minha empresa, acho que foi um golpe do destino, pois deveria ter ido a Sertânia e fui parar em Terra Santa. Pequena, menos de vinte mil almas. Nem hotel tinha. Fiquei na Pensão das Esmeraldas de Dona Eufrásia. Para dizer a verdade a melhor cozinha que tinha conhecido. Almoço ou jantar era um manjar dos deuses. Acho que foi por causa dela e de Laninha que fiquei por cinco dias em uma cidade onde não tinha cinema, TV e as luzes da cidade eram desligadas a onze da noite. Na primeira noite alguns hóspedes conversavam sobre a lenda dos Sinos. Inteirei-me de tudo. Todas as noites de lua cheia os sinos da Matriz tocavam um melodia desconhecida. Muitos estavam ali como turistas. A fama dos sinos ganhou mundo. No dia seguinte seria lua cheia e eles e outros milhares iriam chegar para ouvir e ver os sinos tocarem.

                  Não sou cético e nem tampouco um fanático por lendas. Dona Eufrásia me contou que desde a morte da Lobinha Laninha no ano passado o sino tocava a meia noite nas noites de lua cheia. – Lobinha? Perguntei. – Sim ela respondeu. Aqui tínhamos um Grupo Escoteiro. Melchior um rapaz dos seus vinte e oito anos um dia chegou à cidade e comprou a Farmácia do Beraldo. Junto estava a filha de três anos. Sozinho sem a esposa. Dizia ser viúvo. Durante mais de quatro anos se tornou uma figura conhecida e bem quista por todos. Sempre contava “causos” de quando foi Escoteiro. Melanino o Prefeito o incentivou a organizar um. A Prefeitura daria uma verba. Melchior animou-se. Pediu o padre que convidasse pais interessados a colaborarem. No dia marcado mais de oitenta pais. A maioria mães. O primeiro passo foi dado. Quatro meses depois os primeiros escoteiros e os primeiros lobinhos.

                  Era um sucesso o Grupo Escoteiro da Cidade. Por votação ele se chamava Grupo Escoteiro Coronel Torres Belarmino em homenagem ao fundador da cidade. Melchior era o Chefe do Grupo. A diretoria ativa. Mariazinha uma professora assumiu como akelá e com mais duas assistentes tinha uma alcatéia linda e os lobinhos amavam sua Chefe. Claro que Laninha foi uma das primeiras inscritas. Durante dois anos o Grupo Escoteiro fez história. Chegou a ter em suas fileiras quinhentos participantes. Um dia alguém veio correndo dizer que Laninha caíra da torre da igreja. Contava antes de morrer que queria ver o sino tocar. Ele estava estragado e há mais de dois anos não tocava. Segurou na corda perdeu o equilíbrio e caiu de uma altura de trinta e seis metros. No seu funeral a cidade em peso presente. Um Sênior tocou no seu clarim o toque de silêncio. Todos choravam. Mais ainda a Akelá Mariazinha. Ela estava inconformada.  Laninha era uma menina muito amada por todos.

                  O Grupo Escoteiro Coronel Torres Belarmino sofreu um choque com o acontecido. Muitos saindo. Chefes desistindo. Em uma noite de lua cheia para espanto da população o sino começou a bater e a tocar. Era uma musica suave, mas ninguém sabia o que era. Resolvi ficar ver e ouvir o tal sino. Pedi autorização ao Padre para subir até a torre e ver como um sino tocaria sozinho. Onze horas da noite eu fui subindo devagar as escadas até o topo. Cheguei e sentei em um banquinho. Acendi meu legítimo cachimbo Irlandês e deglutindo aquele “blend” infernal esperei. Onze e cinquenta e cinco vi um vulto. Primeiro uma nuvem branca e nela um vulto. Uma menina vestida com seu uniforme de lobinha. Linda. Sorria. Nem olhou para mim. Não me deu uma palavra. Levantou os dois bracinhos e como se fosse uma grande Maestra o sino começou a tocar. Prestei atenção na música. Reconheci logo. Era a sonata de Schubert, (Franz Peter Schubert) “Sinfonia Incompleta”. Maravilhoso! Estava embasbacado.

                A menina sorria. Que sorriso maravilhoso! Tentei falar com ela. Nada. Ela estava como se vivesse o momento para aquela musica e eu francamente não entedia o seu amor por ela. Alí, no sertão de Pernambuco quem poderia gostar de Schubert? Cinco minutos depois a musica terminou. Agora era outra. A musica eu também conhecia. Agora tocava bem baixinho nada mais nada menos que a “Canção da Promessa”. Fechei os olhos e vi a força daquela orquestra sinfônica. Ela regia como se tivesse feito aquilo a vida inteira. Meu Deus! Qual o mistério? Nunca soube. Tentei conversar com o Padre. Ele nada. Tentei falar com o Chefe Melchior. Ele não acreditou em mim. Na cidade ninguém acreditou no que eu dizia.

             Dona Eufrásia sorriu. – Olhe, vou lhe contar. Ninguém sabe e alguns não querem saber. Não querem acabar com este encantamento. A cidade todos os meses depende dos turistas que chegam. Chefe Melchior era violinista da Orquestra Sinfônica de Pernambuco. Quando sua esposa morreu vitima de Poliomielite ele desesperado veio parar aqui. De farmácia não entende patavina. Nunca mais pegou em um violino. Sua filha o admirava quando ele tocava. Quem sabe ela agora procura nos céus uma maneira de ouvir o pai? Coisas misteriosas e uma charada impossível de ser desvendadas. Enigmas que ninguém quer saber. Preferem o impossível.  Não sou bom nisto. Alí em Terra Santa eu tinha certeza que ninguém entenderia. Dona Eufrásia me olhou com um olhar “treteiro”. Meu amigo há mais mistérios entre o céu e a terra, do que toda a nossa vã filosofia. Puxa! Dona Eufrásia uma velhinha dos seus setenta anos, cabelos brancos também versada em William Shakespeare?   

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Memórias de Risadinha. Ele é um bom companheiro, ele é um bom Escoteiro!



Lendas Escoteiras.
Memórias de Risadinha. Ele é um bom companheiro, ele é um bom Escoteiro!
              
                      Risadinha. Nunca na minha vida conheci um Escoteiro como ele. Quando o conheci ele tinha entrado direto para a tropa com onze anos. Olhar o rosto, a maneira como andava já bastava para dar boas risadas. E o melhor, ele nunca se incomodou com isto. A principio o Chefe Laercio da tropa não entendeu bem aquele menino desengonçado, risonho e que parecia não levar nada a sério. Basta dizer que na primeira reunião que ele foi apresentado a tropa ele olhou a todos, e perguntou: - Tropa, porque a roda do trem é de ferro e não de borracha? – A Tropa não entendeu nada. Seria uma nova maneira de apresentar? Mas não, risadinha logo emendou – Porque se fosse de borracha apagaria a linha! E Deitou no chão morrendo de rir. Era assim o Risadinha. Muitos riam mais do estilo dele que das piadas.

                      Claro que não era e nunca foi um mau Escoteiro. Em pouco tempo já tinha seu cordão verde e amarelo e só não conseguiu o Lis de Ouro porque o Assistente Escoteiro do Distrito vetou. Um dia em uma reunião distrital de escoteiros ele adentrou o círculo e com seu estilo característico gritou alto! – Turma! O que a caixa de leite falou para o saquinho? – Todos calados. Vem prá Caixa você também. E deitava, e rolava de rir. O Assistente, jovem ainda e que não tinha senso de humor não gostou daquilo. Não aprovou seu processo enquanto ele não mudasse. Mudar como? Era sua maneira, seu estilo. A tropa adorava, os seniores eram os que mais davam gargalhadas.

                      De vez em quando Risadinha extrapolava. No desfile do Sete de Setembro estava programado um alto em frente ao palanque para uma saudação as autoridades. Assim foi feito. O Chefe Laércio gritou! Alto! Esquerda volver! Nesta hora Risadinha deu dois passos a frente e gritou: Doutor Prefeito! Doutor Prefeito! O Prefeito que não era Doutor falou – O que foi meu jovem? Porque a mulher não pode ser eletricista? – Por quê? Perguntou o prefeito. - Porque ela demora nova meses para dar a luz! E deitou no chão de rir. O palanque inteiro ria a valer. Foi um sucesso, mas o Comissário do Distrito Malquiedes achou um absurdo. Mandou um ofício para o Grupo Escoteiro pedindo sua saída. Claro que não foi atendido e isto não foi bom para o Grupo Escoteiro. Risadinha não parava. – Mamãe, Mamãe! Na escola me chamaram de mentiroso! Cale-se moleque, você ainda nem foi à escola! E Risadinha não parava. Era na sua Patrulha, era na tropa, era em casa era na escola.

                    Ficou conhecido. A cidade em peso adorava Risadinha. Quando ele passava sempre tinha alguém que gritava: - Risadinha! Uma piada. Ele nunca negou. Seu estoque era infinito – O condenado a morte esperava a hora da execução, quando chegou o padre: - Meu filho vim trazer a palavra de Deus para você. – Perda de tempo seu padre. Daqui a pouco vou falar com Ele pessoalmente. Algum recado? E lá estava ele deitado no chão rindo. Tudo piorou no Grupo Escoteiro quando O Chefe Laercio foi transferido pela sua empresa para outra cidade. Não tinha assistentes e o Diretor Técnico com muito custo convenceu um antigo Escoteiro a voltar. Minomatas era um sujeito triste. Revoltado com a vida. Aceitou mas logo viu que ali não era para ele. Ao ser apresentado Risadinha deu um passo à frente. A tropa já sabia. Piada na certa. – Chefão! O garoto que mora em meu bairro apanhou da vizinha. A mãe furiosa foi tomar satisfação. Porque bateu no meu filho? – Ele foi mal educado. Me chamou de gorda. - E a senhora acha que vai emagrecer batendo nele? Foi à conta. Chefe Minomatas pediu sua saída.

                     Risadinha viu que a tropa ia ser prejudicada. Resolveu sair. Um inferno isto sim ele provocou para o Grupo Escoteiro. Os meninos iam à reunião sentavam em um canto e não obedeciam a chamada. Um verdadeiro Motim. Depois os sêniores aderiram e finalmente os lobinhos. O que fazer? Reunião e reuniões aconteceram. Nada. Veio o Distrital e sua corte. Nada. O assunto foi levado a regional. Nada. A nacional riu de tudo e também não fez nada. Risadinha foi convidado a voltar. Chefe Minomatas saiu do grupo. Um Pioneiro de nome Polenta assumiu. Garotão. Alegre, divertido. A tropa adorou. – Chefe, o louco estava com um balde de água e uma vara de pescar, o psiquiatra perguntou a ele – O que você está pescando? Idiotas, respondeu. Quantos você já pegou? Três, é claro com o Senhor!

                    O tempo passou. Soube que Risadinha conseguiu seu Escoteiro da Pátria. Sei também que cresceu e ficou famoso. O chamavam o maior piadista de todos os tempos. Começou no SBT, depois foi para a Record e hoje tem um programa só dele na Rede Globo. – Mamãe, Mamãe, me leva no circo? – Se querem ver você que venham aqui em casa! Risadinha. O mais divertido Escoteiro que conheci. A vida dizia ele é para ser vivida com alegria. Para que chorar? Adianta? Acho que ele tinha razão. Não foi Baden Powell quem disse que o Escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades?

- O Menino vem correndo e diz à mãe: - Mãe, você é uma mentirosa! - Mais por que você diz isso meu filho? - Você disse que meu irmãozinho era um anjo! Eu joguei ele pela janela e ele não voou…

É de pequeno que se aprende?



Conversa ao pé do fogo.
É de pequeno que se aprende?

                   Estou lendo aqui e ali, que a liberdade de dizer sim ou não, de ter livre arbítrio para escolher o que se quer, pode e deve ser dada aos jovens principalmente aos escoteiros. Estou em duvida. Muita mesmo. Afinal o jovem não está na idade de aprender? De saber onde vai pisar na sua trilha no futuro? Quando o colocamos em uma Patrulha é para que? Para ele somente viver em grupo? Jogar? Conhecer e decidir por si só? Se vamos a um acampamento a equipe juntos faz o que? Nas reuniões vamos orientar aos outros onde pisar e deixar que um ou outro escolha como pisar?

                   Têm-se uma lei, onde o escotismo (penso eu) se agarra para dar bons fluidos ao jovem em sua jornada de vida não estamos mostrando a ele o bom caminho? Não disseram que somos um movimento que tenta colaborar na formação do jovem na escola, na religião e junto aos pais? Ai eu fico matutando, será que a religião é uma questão de escolha quando se é jovem? Ele como os jovens que vivem nas esquinas da boca do lixo se drogando, têm direitos a escolher o que querem? Deus para que?

                   Vejamos nas famílias que consideramos educativas, cristãs, e que se preocupam com seus filhos se existe para eles o livro arbítrio. Têm horários para levantar e ir à escola? Escolhe a melhor hora para as refeições? Suas lições da escola serão feitas quando ele quiser? Sai de casa quando quer e sem dar explicações? Vai dormir no horário que quiser? Claro que não. Sabemos que hoje reclamos muito das monstruosidades que jovens fazem aqui e ali. Alguns assaltando, outros tirando a vida de alguém com um sorriso nos lábios, outros se drogando. Não temos direito de quando ainda temos tempo dar a eles uma nova escola de vida? Claro sem generalizar.

                  É difícil para mim defender que no escotismo devemos dar livre arbítrio de quem quer que seja fazer o que quiser de suas crendices. “Pau que nasce torto, morre torto”. Não posso compreender e quem sabe sou "Velho" demais para isto que os tais “Ateus” (graças a Deus) façam seu livro arbítrio no Grupo Escoteiro quando assim o desejarem. Não digo que lá no adestramento do dia a dia se obrigue a uma religião. Nada disto. A escolha é livre, mas sem ter uma não vejo como seguir uma lei que é ponto de honra para um Escoteiro. Visando mudar isto tirar Deus da promessa, tirar um costume centenário de uma oração, só para abrir uma porta a esta discussão que muitos dizem ser uma realidade, é tudo contra aquilo que acredito.

                 Claro, teria sempre aqueles a dizer que eles ou estes os filhos de pais Ateus deveriam ter o direito a participar do escotismo. Será mesmo? E os demais? O que diriam? Não posso aceitar que eles sejam chamados de “coitadinhos” e que se não forem um dia escoteiros poderiam dizer que nós não aplicamos o dom do sexto artigo da lei. Então se ele pode se beneficiar deste artigo e os demais onde Deus poderá estar presente nas entrelinhas seriam desprezados?

                 É uma situação difícil. Não gostaria de estar na pele dos hoje escotistas que passam por esta situação. Estamos vivendo uma época de liberdade tal que me assusta. Os direitos muitas vezes não tem retorno. Podem jogar pedra, podem me condenar. Podem me chamar de "Velho" ultrapassado. Mas Deus para mim não tem abertura para ser esquecido. O Escoteiro como já dizia BP, é puro nos seus pensamentos nas suas palavras e nas suas ações. Só isto vale por todos os mandamentos da Lei de Deus. Passei em minha vida por tantas situações difíceis, que se fosse ateu não saberia se tinha saído delas com vida. Como é bom saber que podemos dizer – Deus! Ajude-me meu Deus! Eu preciso de você! Obrigado meu Deus!

                Ainda bem que nas entrelinhas da minha escolha espiritual eu sei, ou melhor, acredito que sei que isto é uma passagem. Outros tempos virão. Faz parte do nosso crescimento. Ainda bem que não estarei aqui para ver as mudanças que estão por vir no escotismo. Foram tantas que acredito os novos escotistas não irão se preocupar com mais uma ou duas. Irão aceitar tudo conforme aceitaram até hoje. Já pensou? Não ter mais na promessa a palavra prometo, honra, Deus, pátria, obedecer à lei do Escoteiro. Como seria esta nova promessa? Bah! Não estarei aqui para ver.                  

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Você sabe dizer: Muito obrigado?



Conversa ao pé do fogo.
Você sabe dizer: Muito obrigado?

                Pretendia escrever outro artigo. Até coloquei um nome para ele. “E os bons ventos estão voltando”. O que seria? Uma luz no fim do túnel. Nosso efetivo dizem os lideres estão aumentando. Claro, um pequeno passo. Temos que ver o tempo passar. Hoje sim amanhã não. Nada do que disse Neil Armstrong ao pisar na lua. “Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a Humanidade”.

                Mas não é este o meu tema. É outro. Acho que é a chave do sucesso para nós escoteiros. Não acreditam? Pois saiba que saber dizer Muito obrigado é o segredo do sucesso! Simples não? Poderão dizer - Claro que sempre agradecemos. Não sei. Dizem que o escoteiro é Cortez e acredito nisto. Dizem que tem muitos esperando e não sabem seguir aquela máxima – Dar sem receber. Muitos estão esperando elogios. Mas será que estão fazendo isso com o próximo? Falam muito em voluntariado. Falam muito no Escotista e sempre dizem que é um abnegado.


              Vou confessar para vocês, o que eu penso de tudo isso. Não somos Deus! Desculpe. Alguns falam tanto que até parece que somos onipotentes. Pode ser que nós chefes somos tudo isto que descrevem, mas cá entre nós, estamos aqui porque gostamos. Porque nos sentimos bem. Porque faz parte das nossas vidas. Porque no final de tudo o escotismo se tornou parte de nós. Mas isto está nos colocando uma espécie de “amnésia” do que acontece em nossa volta. Deixamos de ver os erros, dos passos dados para o crescimento, da evasão, do alto custo para fazer escotismo. Contentemo-nos com o que lidamos. Nossas sessões, nosso grupo, distrito e etc.

              Não vou entrar agora nessas questões. O objetivo aqui é simples. Saber dizer a palavra “Muito Obrigado”. Sim sei que os que me lêem estão rindo. Mas olhe, eu digo e afirmo, a palavra muito obrigado está sendo esquecida em nosso meio. Vou dar uns exemplos, pois já disse antes que todos gostam de um agradecimento. Mas estamos nós fazendo isso, dando o exemplo? Não sei. Acredito mesmo que se mudássemos o nosso comportamento, muitos dos que saem do movimento, não importam as idades ainda poderiam estar participando conosco.

             Já viram por acaso um chefe ou uma chefe chegar à sede, no dia de reunião e apertar a mão um por um de todos seus escoteiros ou lobinhos individualmente? E dizer a eles – Bem vindos estou orgulhoso de ver vocês aqui! Que bom que você é meu amigo (a)! Eu pergunto ainda se voces já viram seus graduados, primos ou monitores dizendo aos seus comandados individualmente - ”Sejam bem vindos!” A patrulha/matilha está orgulhosa em ter você. Difícil? Claro que não. Tudo é questão de hábito de comportamento. Basta ensinar. Claro seria bons também vocês fazerem isso com seus assistentes, pais, colaboradores e todos que estão ajudando o movimento Escoteiro.

             Olhem, que bom seria se todos nós soubéssemos agradecer. Infelizmente no escotismo ainda temos muito os tais “medalhões” que só querem receber e esquecem-se de dar. Você olha para um e ele transmite no olhar um espírito orgulhoso como se a dizer: “Estou me sacrificando muito”. E fica sempre esperando um elogio. Se vocês tem um Diretor Técnico que quando chega às reuniões ele vem com aquele sorriso e diz – Bem vindo! Sinto-me orgulhoso em saber que você é um dos nossos! Você se desmancha todo. Utopia? Se for tem algum errado.

             Mas vamos subir mais um pouco a hierarquia. O Distrital quando te vê abre aquele sorriso e lhe dá um grande abraço e um aperto de mão. “Bem vindo meu amigo” ele diz. Muito obrigado por pertencer e ajudar o distrito! Não? Isto não acontece? E nas reuniões regionais os dirigentes máximos do estado sempre sorrindo, e dizendo – “Muito obrigado, nós dirigentes estamos orgulhosos de vocês!”. Parabéns pelo grupo que vocês têm!  Vocês são a razão de ser do movimento. Será isto mesmo? Será que eles sabem o nome do seu grupo? Não sei não. Não vou comentar sobre os mais acima. Nem pensar.

          Já pensou ver todos se abraçando e o Presidente, o Vice e todos sejam da ENA ou do CAN ou da Equipe de Formação, dizerem a você: - Meu amigo, muito obrigado por pertencer a União dos Escoteiros do Brasil. Estamos orgulhosos de ter você em nosso meio! E isto é claro, com todos, não importando se é um dirigente regional, um Diretor Técnico um Escotista ou um pai novato que ali foi com um sorriso nos lábios. Pena que sei de alguns que dirigem cursos e ficam a espera de elogio. Esses poucos acham que são eles a razão da existência do movimento.

             Precisamos manter como norma agradecer sempre. Agradecer muito. Isto faz bem. Melhor ainda quem recebe o agradecimento. Shakespeare dizia que o ouvido humano é surdo aos conselhos e agudo aos elogios. Uma verdade sem sombra de dúvida. Quando entramos como voluntários no movimento escoteiro, esperamos é claro que haja algum tipo de agradecimento. Sempre chegamos com um sorriso e nem sempre obtemos outro de volta. Claro, os jovens estão sempre sorrindo e isto é uma paga enorme. Aquele “tapinha” de leve a dizer – Muito bom o seu trabalho! O Grupo Escoteiro se orgulha em ter você conosco faz uma tremenda falta!

         Nossa lei é clara – “O escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais” E a cortesia? Ela não diz que tal pessoa é especial. Nada disso. Dê o seu abraço. Diga que está feliz, e olhe se notarem aquele lobinho, ou lobinha, escoteiro ou escoteira, sênior e guia pioneiro ou pioneira ou escotistas de cara amarrada, vá até ele. Aposto que espantado com seu abraço, com suas palavras. Aposto que vai dar um belo sorriso!
               Agora é mãos a obra. Ainda que haja noite no seu coração, vale à pena sorrir, abraçar, dizer muito obrigado. Abusem meus amigos do “Muito obrigado” “Grato gratíssimo” “Seja bem vindo” “Estamos orgulhosos de você”. Como é bom ver alguém sorrir. Sorria, o seu sorriso é contagiante. Faça do seu grupo uma alegria constante! Espere e vais ver que sua colheita vai ser abundante e eterna. O sorriso da felicidade e do sucesso irá trazer grandes benefícios.
Alô! Meus parabéns! Quero que saiba que mesmo sem o conhecer, eu gosto de você! E olhe, estou agora dando um enorme sorriso!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Segurem o tempo! Não o deixem passar!



Um agradecimento.
Segurem o tempo! Não o deixem passar!

      “O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta”. Então – para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa – eu cultivo certo tédio. Degusto assim cada detestável minuto da eternidade da espécie. Quero viver muitos minutos num só minuto! Ah! Clarice Lispector. Você é formidável para aproximar nossa mente na realidade do presente. O tempo passa célere demais. Quando crianças corremos atrás dele para que cada dia fosse acontecer a cada segundo. – Mãe! Quando é meu aniversário? Que saudades. Um bolo, velas para apagar, amigos em volta da mesa e até esquecia-se dos presentes. Depois se tornou natural. Os anos não contam os bolos acesos e velas apagadas.

         Dizem que em determinada época na nossa vida, passamos para a terceira idade. Até hoje não encontrei alguém da primeira e da segunda idade. De quantos em quantos? Sei que na terceira somos mais olhados. Mais vistos. O envelhecer trás a aproximação dos amigos, dos familiares e das lembranças dos que estão distantes. Nesta hora passamos há contar o tempo. Observamos melhor aquela ampulheta que está sobre a mesa e sabendo que um dia ela vai ficar vazia. Quando só Deus sabe. Dizem também que nesta data nos sentimos mais amados, pois a idade envelhecida não nos dá mais forças para fazer o que sempre fizemos. Eu tive um grande amigo que já se foi e me dizia sempre – Aposentar é perder parte da vida! Não sei se me sinto assim. Não foi Mario Quintana quem disse que não devemos fazer de nossa vida um rascunho? Claro, pois vais ter a hora de ter que passá-la a limpo e nada melhor que a aposentadoria.

        Dou graças a Deus que o tempo passa. Já imaginaram o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda feira eterna? Gosto de citar Fernando Sabino que dizia: - O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. Quem sabe viver seria um exercício de desprendimento. Uma aventura de deixar que o tempo leve o que é dele que só fique o necessário para continuarmos as novas descobertas. Dizem que em tudo existe beleza na passagem escondida do tempo. Coisas velhas que se revestem de frescor. Para nós é melhor deixar a vida seguir seu curso. Não pensar tanto no amanhã. Se alguém disse que o amanhã nunca morre porque irei pensar nele?

          Coloquei em minha mente que não existem tristezas que mereçam ser eternas. Acho que nem a felicidade. O que precisamos mesmo é aprender com as tristezas e as alegrias. Alguém já disse que elas só seriam suportáveis à medida que as dividimos. Eu sou um homem feliz. Tive com quem dividir tudo na minha vida de terceira idade. Ela minha Celia e meus filhos fazem parte do meu corpo, da minha alma e do meu coração. Ah! Não se esquecer dos amigos. “Isto nunca”.

              A todos vocês que se lembraram de mim, agradeço. Um agradecimento de um Escoteiro para um Escoteiro. De um Escotista para um Escotista. De um amigo para um amigo. Forte aperto de mão. Forte abraço. Forte sorriso e um bater de palmas escoteiras sinceras. Não sabem a intensa felicidade que invade minha alma em saber que amigos não me esqueceram. Sei que dificilmente nos encontraremos, mas existe uma porta aberta na minha mente que me liga diretamente a cada um. Uma porta que nunca irá fechar mesmo quando me for.

              Quando terminarem de ler este agradecimento, pensem em mim na frente de vocês, uniformizado claro, muito bem uniformizado de calças curtas, meiões dentro dos padrões escoteiros com listras retas, calçado preto bem engraxado, cinto brilhante, meu lenço bem passado, dobrado e bem postado com meu anel de Giwell brilhante e com meu chapéu de três bicos na minha mão esquerda fazendo uma reverencia e a direita se preparando para ficar em posição de sentido e dizer:
SEMPRE ALERTA MEUS AMIGOS E MINHAS AMIGAS! EU AMO TODOS VOCÊS!

Marketing escoteiro – uma utopia?



Conversa ao Pé do Fogo.
Utopia

Marketing escoteiro – uma utopia?

Muitas histórias que os escoteiros não contaram e que contadas poderiam ser uma utopia, ou seria um Marketing?

Os lobinhos maravilhosos

- Era um domingo e como sempre eu e minha noiva costumávamos passar as manhãs em um parque no centro da cidade. Ali observávamos os pássaros, a grama verde, as flores, e podíamos conversar trocar confidencias, enfim muitas coisas que um casal jovem como nós temos como interesse comum.

 Observamos a chegada de uma turminha alegre de jovens, garbosos em seus uniformes, cantando, brincando e junto alguns adultos, também sorridentes e amigos daqueles pequeninos maravilhosos. Passando algum tempo, uma parte deles, se dirigiu onde estávamos e elegantemente com um sorriso no rosto, o que devia ser o líder me convidou a participar de um jogo, onde eles teriam que levar um casal jovem, até toda a “Alcatéia”, e lá recitar os dois em voz alta, a Lei do Lobinho. Eles nos ensinariam a lei. Claro que aceitamos.

Quando lá chegamos outros casais alguns mais jovens e outros mais velhos, também recitavam temas diversos. Na nossa vez, falamos bem alto, para fazer com que a matilha (nos explicaram) tivesse um bom destaque na escolha – O lobinho ouve sempre os Velhos Lobos. O Lobinho pensa primeiro nos outros. O Lobinho abre os olhos e os ouvidos. O Lobinho é limpo e está sempre alegre. O Lobinho diz sempre a verdade. Foi uma alegria, logo estávamos enturmados e em pouco tempo nos convidaram a visitar a sede nos dando o endereço por escrito. Foi para nós eu e minha noiva, um dia maravilhoso.

Observamos que todas as pessoas presentes no parque, também se interessaram, e sorrindo participaram com aqueles jovens a alegria daquele momento que seria inesquecível.

O escoteiro é puro nos seus pensamentos nas suas palavras e nas suas ações
                                        
- Eu morava naquela cidade há muitos anos. Conhecia boa parte das pessoas no meu bairro, principalmente porque após me formar em odontologia, muitos deles eram meus clientes. Naquela manhã, estava eu atendendo um conhecido quando a secretária adentrou na sala e disse que um jovem escoteiro queria falar comigo e se possível naquele momento, pois ele teria que voltar para a casa indo à escola em seguida e não podia chegar atrasado. Era uma terça feira, e pedindo licença ao cliente, fui atender o jovem escoteiro.

Ele me cumprimentou (estava acompanhado de um adulto que deduzi ser seu pai) e explicou o motivo de sua rápida visita. Estava ele de uniforme, garboso sem excessos e notei que exibia um orgulho próprio de si próprio, sem impostar a voz e falando educadamente. Dizia-me que no dia anterior, ao sair da escola, procurou outro amigo para ir ao centro da cidade, já que seus pais tinham autorizado e lá ele viu atrás de um banco na praça, uma carteira. Verificando seu conteúdo, encontrou meu nome nos documentos e como bom escoteiro (ele dizia) fazia questão de entregar pessoalmente.

Fiquei surpreso, pois tinha deixado nela uma boa quantia em dinheiro e não acreditava que alguém me devolvesse. Por isto mesmo já tinha tomado todas as providencias legais para não haver futuros aborrecimentos. Verificando seu conteúdo, nada havia sido retirado e retirando uma nota de R$50,00 ofereci como agradecimento. Ele surpreso, me repreendeu educadamente, dizendo que ele era um escoteiro e sua obrigação era entregar. Sua boa ação estava naquele ato e se recebesse, não era boa ação. Perguntei para ele como era sua vida escoteira e ele me explicou a lei, a promessa e os objetivos do escotismo.

 Nunca na vida encontrei um jovem como ele. Educado, prestativo, leal e com um novo sentido de honra e caráter difícil de encontrar hoje. Deram-me bom dia, e alegres, pai e filho lá se foram, me deixando perplexo, sem saber o que falar. Mas agora sabia e muito bem, o valor daquele movimento e de maneira nenhuma deixaria de falar aos meus amigos sobre ele.

Continua na parte II