Uma linda historia escoteira

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Era uma vez...

sábado, 21 de julho de 2018

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Wander Veloso Pires – Meu compadre Wander.



Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Wander Veloso Pires – Meu compadre Wander.

Poucos tiveram a honra de conhecê-lo. Muitos que o cumprimentaram nunca mais esqueceram. Dizem que no Escotismo temos o privilegio de fazer amigos dos bons. Amigos inesquecíveis que guardamos no coração para sempre. Eu sempre fui um privilegiado. Hoje tenho milhares deles espalhados pelo mundo e muitos não terei honra de conhecer e apertar a mão uma pena, mas que é bom isso é. Ter amigos fazem parte do nosso mundo e saber preservá-los melhor ainda. Tive amigos lobinhos, amigos escoteiros, amigos chefes, amigos dirigentes e amigos difícil de descrever por ter por eles um carinho especial.

Conhecer o Wander, ou melhor, o Chefe Wander, ou melhor, ainda o compadre Wander lá por voltas de 1960 onde fizemos o CAB Escoteiro e depois o CAA Escoteiro. Um sujeito fora de série. Fez amizade com todos no primeiro dia apertando a mão, conversando ouvindo e contando causos com um coração escoteiro enorme para dar e vender toda sua “performance” escoteira e fraterna como um verdadeiro anfitrião na capital de Minas Gerais. Wander sempre o primeiro a oferecer sua casa, sua amizade e seu carinho por todos que o visitavam não importando sua classe social, espiritual ou mesmo a cor da pele.

- Quando assumi o cargo de Comissário Regional por volta de 1968, Wander logo ofereceu colaboração. Fora Comissário por muitos anos e tinha muita experiência. Aliás, Wander se oferecia em tudo para ajudar. Ficamos amigos, amigos de família. Dona Lucia, sua esposa, ou melhor, Chefe Lucia, ou melhor, Comadre Lucia, pois Wander e Lucia batizaram meu caçula (hoje com 46 anos) e a amizade se tornou maior. Quem conheceu a Chefe Lúcia sabe do que estou falando. Uma senhora uma verdadeira Dama, um sorriso e uma bondade incrível só pecando pela simplicidade.

Ambos me ajudavam em tudo. Eu cursos e informativos pelo interior de Minas me levando pela sua celebre rural Willians aos rincões mais distantes de nosso estado. Um dia lá pelos idos de 1973 voltando de Pouso Alegre para um curso local, eu ele Chefe Lucia, Blair e a Célia paramos em um pequeno bar a beira da estrada e ele nos convidou para ir até próximo a uma lagoa, e ver o mais belo céu de estrelas já visto no Estado de Minas. Lindo demais. Deitamos na relva e ficamos ali por horas.

Wander correu o Brasil e a América do sul em sua Rural. Ficou conhecido de norte a sul do Brasil. Em sua casa hospedaram grandes personalidades escoteiras do Brasil e do exterior. Uma das mais belas amizades que tive em minha vida. Wander tinha um sorriso maravilhoso, uma bondade explicita que chegava a incomodar. Chefe Lucia era a esposa perfeita. Dama e cavalheiro forjados em um época onde a formação escoteira tinha a alegria e fraternidade no ar.

Pergunte ao seu Velho Escoteiro em sua cidade, pergunte pelo Wander e Lucia. Garanto que em cada grupo vai ter um que os conheceram. Ver o casal uniformizado era de uma fidalguia sem par. Perfeitos, sem invenções, sem criações ou escolhas que aquela adotada pelo nosso líder Baden-Powell.

Wander e Lucia se foram. Devem formar em alguma estrela brilhante uma nova escola de grandes homens escoteiros do céu. Eu e Celia tivemos a honra de tê-los como amigo. Honra que muitos como eu também tiveram. A Você Compadre Wander, e a Você Comadre Lucia meu Sempre Alerta e em sinal de respeito e admiração eu tiro o meu chapéu!  

Nota – Uma homenagem ao Chefe Wander Veloso Pires e sua Esposa Lucia Veloso Pires, amigos que nunca mais esqueci e que hoje estão escoteirando no céu do Senhor.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Lembranças de Baden Powell



Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Lembranças de Baden Powell

Olhando para trás em minha própria vida, eu tenho no meu tempo me deparado com uma quantidade imensa de estupenda boa sorte. Eu, por exemplo, tive a sorte de viver na época mais interessante evolutiva na história do mundo, com seu rápido desenvolvimento de veículos motorizados, aviões, sem fio, Tutancâmon, a convulsão da Guerra Mundial, e assim por diante.

Então, também, eu me encontrei com uma notável quantidade de bondade em todos os lugares, não apenas de amigos, mas de estranhos também. Além disso, tive a sorte de viver duas vidas distintas. Uma como um soldado e uma como solteiro, depois como um pacifista e pai de família. Ambas com o atributo comum do Escotismo, e ambas intensamente felizes.

Isso não significa que eu não tive dificuldades e provações para enfrentar, mas estes têm sido o sal que saboreou a festa.

Para estes eu descobri que um sorriso é um pau que vai levar você por toda a direita, e em 99 casos em cada cem é o sorriso que faz o truque.

(Quando você está próximo preocupado ou com raiva, forçar-se a transformar-se os cantos de sua boca e sorriso e você não vai encontrar o valor dessa dica.).

"Suavemente, suavemente, pega o macaco," é o que dizem no Oeste Africano de um preceito muito valioso. Uma enorme quantidade de homens não conseguem por falta de persistência e paciência.

Olhando para trás
Quando se tem passado o marco 75 e tem a essa fase da vida em que você pensar duas vezes antes de decidir se é agora vale a pena pedir um casaco de noite novo, é permitida para um olhar para trás ao longo da estrada um tem viajado. A tendência natural é para pregar e avisar a outros viajantes de senões no caminho, mas não são o melhor sinal para eles algumas das alegrias pela maneira que eles poderiam perder?

A grande coisa que chama a atenção ao olhar para trás é a rapidez com que você vê muito breve é ​​o tempo de vida nesta terra. O aviso de que se poderia dar, por conseguinte, é que ele não é bem a desperdiçar afastado em coisas que não contam no final, nem, por outro lado é bom levar a vida tão a sério como alguns parecem fazer. Faça-lhe uma vida feliz, enquanto você tem. É aí que o sucesso é. Possível para cada homem.

Variadas são as ideias sobre o que constitui o "sucesso", por exemplo, dinheiro, posição, poder, realização, honras, e afins. Mas estes não são abertos a todo o homem, nem que eles trazem o que é sucesso real, ou seja, a felicidade. A felicidade é aberta a todos, uma vez que, quando você reduzi-lo, ele simplesmente consiste de contentamento com o que você tem e fazer o que puder para outras pessoas.

Como Sir Henry Newbolt resume: "O teste real do sucesso é se uma vida tem sido uma pessoa feliz e um feliz dar".
Baden-Powell 1912.

domingo, 15 de julho de 2018

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. “Alexandre Fejes Neto” Vulgo Chefe Lecão.



Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
“Alexandre Fejes Neto” Vulgo Chefe Lecão.

Dizem que amizades levam tempo para se concretizar. Mas tem amizades que se conquista em minutos.  Eu posso dizer de cátedra, pois aprendi a reconhecer amizades só no olhar nestes 78 anos de vida. Interessante que a gente houve falar de formadores, de chefes diretores, presidentes, Insígnias e aqueles mais simples nem são comentados. Exceto os dos seus círculos escoteiros e amigos quem poderia contar a vida do chefe Lecão? Quem era ele? Onde estão suas histórias, suas comendas que ele merecia? Sinceramente não sei se ele recebeu os méritos que merecia. Ele é como aqueles viventes na Legião Escoteira dos Esquecidos.

Sem escárnios ou ironia... Vamos falar do Chefe Lecão somente. Pois é, cheguei em SP por volta de 1977 e logo conheci os figurões escoteiros. Chefe Lecão não estava no rol dos maiorais. Pelo menos para mim que tantos cursos dei aqui e poderia tê-lo aproveitado no rol dos adestradores pelos seus altos conhecimentos. Isto ele tinha para dar e vender. E eis que 40 anos depois resolvi aceitar um convite dele no Facebook para um encontro de antigos escoteiros em um Fogo de Conselho em seu Grupo o Tabapuã. Mesmo com a saúde ruim lá fui eu para lhe dar um abraço. Surpresa, um homem simples, amigo, simpático, educado e prestativo me foi apresentado.

Só depois daquela estupenda batota de sete, eu ele, e mais três chefes aí incluído a Célia e meu filho que me levou até lá, fizemos um fogo de conselho. Lindo, maravilhoso, o local do grupo na SABESP era espetacular. Fiquei maravilhado com tudo com sua educação e fidalguia. Nem parecia que ali estava um jornalista, radialista escritor e Escotista brasileiro, que tinha por hábito difundir gratuitamente seus vários livros sobre escotismo e ecologia. Eu só fiquei sabendo disso tudo depois, mas nas pesquisas que fazia na internet.

De família de imigrantes vindos da Hungria, Alexandre era filho do sr. Alexandre Fejes Filho e da Sra. Rosália Anna Balogh Fejes. Cresceu em São Paulo se formou em ecologia, foi fotografo amador, videomaker, escritor pesquisador independente produtor de informática e de radio. Puxa! Chefe Lecão era um “Faz tudo” Um pedagogo e ninguém me disse nada? Foi lobinho, escoteiro até chegar a mestre pioneiro e Chefe de seu grupo. Fez vários cursos, mas nunca reconhecido como um dos maiores chefes do estado de São Paulo. Deram a ele a medalha gratidão bronze e mais nada. Não sei se ele merecia a Bons Serviços, a cruz São Jorge, a Tiradentes? Sem falar no Tapir de Prata. – Não sei. Ele não tinha tacos e nem cargos para tal honra. Falar mais sobre ele é falar em alguém que merecia muito mais do que foi homenageado.

Expert em Radio Amadorismo criou uma estação de Radioamador que recebeu da Anatel o indicativo de chamada PY2GET e incentivou a criação de um minicurso destinado ao aprendizado de radioamadorismo voltado ao Escotismo. No dia 25 de março de 2017 a Câmara Municipal de São Paulo conferiu ao Chefe Lecão (in memoriam) o prêmio Escotista Mario Covas Junior de Ação voluntaria. Profícuo escritor tem dentre suas obras escoteiras: - Milagres da Cozinha Mateira, espiritualidade Escoteira, biscoitos escoteiros, Scouts Song Book em dois volumes e Bamboo – Cultivo e pioneirías. Todos editados em PDF. Não sei se suas obras constam das publicações da Escoteiro do Brasil.

Quem diria que naquela noite, calma, serena, em volta de uma fogueira eu estava junto a um dos maiores escoteiros da atualidade. Um BP escondido em um grupo pouco conhecido e pouco reconhecido pelas suas qualidades escoteiras. Ali na minha frente, naquela fogueira Chefe Lecão com seu uniforme caqui simples não se mostrava um professor na minha presença, humilde ouvia mais do que falava. Foi uma honra ter estado lá naquele dia. Ter apertado sua mão e lhe dado um abraço. Pena que logo após aquele encontro ele veio a falecer.

Contar de seus prêmio literários científicos e tecnológicos seria falar de um “bom vivant” Escoteiro que vivia a incentivar os jovens a viverem na natureza e para a natureza, e sempre que possível fazendo atividades ao ar livre. Na SABESP onde fica o grupo Tabapuã é como se estivéssemos em um bosque, todo arborizado onde os funcionários e chefia admiravam e apoiavam as ações do Chefe Lecão nas suas lides escoteiras.

Não está mais entre nós. Deve estar fazendo suas atividades escoteiras de boa ação no céu. Para ele eu faço questão de ficar em posição de sentido e tirar o meu chapéu gritando solenemente Anrê, bravoô e Parabéns Chefe Lecão.

Nota – Chefe Lecão participou do movimento escoteiro desde lobinho e faleceu em janeiro de 2017. Intelectual autor de várias obras escoteiras teve uma vida cheia de atribulações como radialista e jornalista que era. Tive a honra de apertar sua mão e lhe dar um abraço. Um simples chefes que para mim irá ficar para sempre na história do escotismo brasileiro.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Projeto escoteiro – Operação Chefia.



Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Projeto escoteiro – Operação Chefia.

Meditava sobre o escotismo de hoje e do futuro. O velho sonho de ser um herói da selva ainda persistia, mas agora na mente dos adultos que chegavam ao escotismo. Muitos deles não tinham sido escoteiros e quando dirigiam suas tropas se colocava no lugar de cada jovem na tropa e em sua Patrulha. A maioria queria voltar no tempo, fazer seu escotismo de raiz conforme ele pensava ser um Monitor, montar seu campo, dar seu grito escolher seu nome, correr pelos campos com seu bastão ser aquele que nunca foi.

Foi então que pensei, porque não organizar tropas de chefes escoteiros? Porque não dar a eles a oportunidade de voltar no tempo e acamparem conforme seus sonhos? – Mãos a obra. Publiquei no Facebook minha intenção. – Amigos, estou organizando uma tropa de chefes escoteiros para um acampamento de 10 dias. Se você é akelá, Chefe de tropa Assistente ou membro honorário do escotismo e quiser fazer parte faça sua inscrição conforme folha anexa. Susto! Enorme! 180 inscrições em uma semana. O que fazer? Uma tropa teria que ter no máximo 32 chefes.

Como escolher? Por graduação ou por conhecimento seria errado. O melhor mesmo seria por sorteio. Assim foi feito. A primeira reunião ficou marcada para um mês depois. Oito dias acampados na Serra do Caparaó. Local de encontro, horário, material e a tralha de Patrulha consegui emprestado em uma tropa escoteira de amigos. O dia chegou chefes gritando sempre alerta. Todos com seu uniforme ou vestimenta. Exigi postura e pedi para não usarem camisa fora da calça. Risos.

Formamos as patrulhas. Vinte minutos para cada uma escolher o nome, o grito, o lema, e o cargo de cada um na Patrulha. Perguntaram-me se não podia ser os nomes das patrulhas de Brownsea. Porque não? Logo estavam apresentando: - Chefe Corvos prontos, e Lobos prontos. Logo vieram os Maçaricos e Touros se apresentando. Todos vibrando, me lembrei do meu curso da Insígnia feito há tanto tempo. Treinamos por alguns minutos os sinais manuais. Havia discordância e agora não mais.

Os chefes vibravam. Sentiam-se rejuvenescidos. Eu sabia que isso seria no primeiro dia, depois as duvidas, as discordâncias iriam acontecer. Não é fácil viver em equipe com quem não se conhece mesmo sendo escoteiro. Isto seria um excelente aprendizado para as futuras tropas. – Uma hora para armarem o campo e mais uma para o almoço! Foi um corre, corre. Eu olhava com atenção cada um. As mulheres não ficavam atrás dos homens. Uma barraca, duas uma mesa, duas, fumaças aromáticas e gostosas no ar. Um sentimento patriótico quando apitei para a bandeira. Cada um em seu lugar virava para a arena e fazia a saudação.

Os Touros me convidaram para o almoço. Estava com fome. Seu cozinheiro era um Chefe de Santa Catarina e o Monitor do Ceará. Distantes na lida, unidos pelo escotismo. Todas as patrulhas almoçaram e convidei para uma Caçada ao Javali. Nada de matar o bichinho, o jogo seria quem conseguiria fotografar um pássaro ou animal mais próximo. Os Maçaricos ganharam. Fotografaram um Jacaré a menos de um metro no lago próximo.

A noite um jogo noturno calmo, todos muito cansados e convidei para uma conversa ao pé do fogo no meu campo de Patrulha. Eu tinha um, fazia questão. Um bule de café fervia nas brasas, um vasilha de água quente para os aficionados do chimarrão. O primeiro acampamento da tropa Minueto iria ficar na história. Eu até pensava no dia das grandes pioneirías, no ninho de águia, no caminho do Tarzan, na torre das nuvens brancas, e no elevador levado pelo vento. Combinados que as patrulhas se revezariam na conversa ao pé do fogo. Dormi como um anjinho.

Acordei disposto a tudo, procurei meu chifre do Kudu para iniciar a jornada do dia e nada. Onde estava? Olhei melhor, era meu quarto, tudo não passou de um sonho. Eita eu que adoro sonhar escoteirando. Senti o cheiro do café que a Célia fazia. Levantei, espreguicei e cantei uma canção escoteira: Que dia maravilhoso, que belo amanhecer, na paz de Deus junto a terra... Ah como é belo viver!

Nota – E você meu amigo, aceitaria meu convite para um acampamento só de chefes? Um perfeito acampamento de Gilwell? Se aceitar será bem vindo, quem sabe fazemos um sem ser um sonho? Os bons tempos dirão. Sempre Alerta.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Um novo mundo para viver.



Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Um novo mundo para viver.

Mundo ou meu país? Ele agora é democrático. Tem liberdade demais. Tudo aqui pode e os outros já não nos servem de exemplos. Aqui pode tudo. O jovem tem direitos que muitos países de primeiro mundo não têm. Se ele quiser morar na rua pode. Se ele quiser se drogar pode. O tal de ECA (estatutos da criança e do adolescente) permite direitos que diferente de outros aqui o adulto, a autoridade e os pais se disserem o contrário se vai preso, admoestado, e olhado pelos amigos e vizinhos com cara de mau. Aqui pode falar palavrão a vontade. Tente proibir e você vai se arrepender para o resto da vida.

E as crianças? Gritam de tudo em todo lugar, Viad... Porr... Filho da P... Caral... e isto agora é normal. Gritam em baladas, em jogos, no cinema e tem muitos que gritam em sua própria casa! Mas isso pode, porque não? Se mamãe e papai não corrigir quem vai corrigir? E se mamãe e papai também usarem dessas palavras chulas quem vai dizer o contrário? Quantas vezes vemos aqui postagens cheias de palavras obscenas escritas por adultos? Se você reclama recebe o troco: “vá se fod...”. Soube que tem um lugar preferido para os escoteiros dizerem o que pensam nos encontros nacionais. Ops! Sem desmerecer o Jamboree, acredito que lá todos serão anjos... Quem viver verá!

Outro dia vi na TV os jovens da Tailândia. Educados, prestativos, dando as mãos aos mais novos para atravessar a rua. E os que se salvaram na Caverna? Que calma, que disciplina, sem reclamações, aguardando sua hora. E no hospital? Putz! Que lugar limpo, bem conservado e eles saudando com educação. Nos países mais avançados ainda se briga pela educação dos jovens e a disciplina. Claro tem alguns que ainda mantém o manto da impunidade, mas são poucos. Aqui se um jovem mata, estupra rouba ele fica um ou dois anos na Fundação Casa ou algum parecido. O ECA está aí para ser obedecido.

ECA? A Escoteiros do Brasil dá mais importância ao ECA em cursos que em atividades técnicas. Insígnias recebem seu lenço sem entender nada de Sistema de Patrulhas, aprender fazendo e técnicas mateiras. Errado? Sei lá! Meu pai e minha mãe quando jovem me corrigiram fisicamente. Meu pai puxou minha orelha, minha mãe palmadas. Hoje? Eles iriam preso. E eu? Não sou ouvido? Não posso dizer que valeu? Pois é, o escoteiro pode tudo na mente dos dirigentes. E os pais? Alguns só entram para vigiar seus filhos se estão ou não recebendo uma boa educação escoteira.

A Própria EB exige tanto e nem dá bola para o escoteiro. Consulta as bases? Isso passou longe. Menino não fala, não comenta só os “meninos” de 17 a 23 anos que tem sua organização para falar. Mas eles falam? Acho que estamos carente de exemplos. Exemplos de chefes dignos mostrando aos seus escoteiros que a Lei e a Promessa não são para um dia só. Tem cada exemplo de assustar. Tem Chefe que faz questão de dizer que ele faz o que achar certo, não tem de dar satisfação a ninguém. Repete como se fosse papagaio que ele é o bom, se alguém quiser sair no tapa ele topa. Exemplo? Sei não.

Vamos ver se o Jamboree em Barretos tem exemplos para dar e vender. Muitos estão lá para se divertirem e aprenderem na escola de Baden-Powell. Quem sabe ele estará lá em espirito?

Bom campo e boa caçada são meus desejos a todos jamborianos.

Nota – Apenas uma crônica sobre o adolescente. Não são todos apenas alguns que por saberem ser imputáveis agem como se não tivessem nenhuma responsabilidade com ninguém. O palavrão corre solto e onde iremos parar no futuro? Que exemplo estamos dando para nossa juventude?

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Em busca da felicidade. Tem um perfume de saudades escoteiras no ar!



Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Em busca da felicidade.
Tem um perfume de saudades escoteiras no ar!

- Hoje depois de varias noites mal dormidas, acordei como se estivesse em um acampamento escoteiro. Gosto disto. Dá gosto olhar a lona ainda enxovalhada e o ar do campo insubstituível. Olhar de lado meus amigos ainda dormindo, ver lá fora o som de uma cascata, um bem ti vi cantante, um grito dos macacos prego guinchando nas árvores. Dormia como uma pluma sem dores sem falta de ar. Era assim nos acampamentos. Saudades... Muitas. Vontade de voltar no tempo.

- Meus acampamentos naquela época ainda não tinham o espirito de Gilwell. Nem sabíamos o que era ou significava. Tudo era tratado em noites de quinta ou sexta na sede ou em casa de alguém. Vamos? Vamos. Onde? Onde o vento nos levar... Ração B para dois dias. Todos sabiam o que significava. Dois almoços, uma janta, dois cafés e o que faltasse o campo iria fornecer. Frutos do campo, maxixe, taioba, Lobrobô e peixes. Peixes? Todos eram peritos em pesca. Fumanchu o nosso cozinheiro sabia o que fazer. Ninguém reclamava da “boia” e ninguém pedia comida extra. Cada um tinha um bornal extra para levar as tralhas do campo. Barraca de duas lonas no costado e lá íamos nós.

- Acampar toda tropa era também diferente. Não sabia se o Chefe Jessé tinha programa. Ele gostava de um apito. Cinco e meia da madrugada e lá estava a chamar para a física. A Patrulha tinha de ir completa, nada de gatos pingados chegando. Era exigente, Romildo o Monitor mais antigo era o Guia. Fazia questão de cumprir todos os exercícios como exemplo aos demais. A bandeira era as nove em ponto. Nem um minuto a mais. Antes uma rápida inspeção sem pontuação.

- Eu adorava as noites de campo. O Chefe Jessé gostava de uma conversa ao pé do fogo. Contava causos de sua vida na estrada de ferro, da vida de Baden-Powell e confesso que acho que ele inventava muito (risos). Sempre o bule de café, um biscoito de polvilho e canções gostosas para cantar. Os fogos de conselho não tinham animador. Era tudo espontâneo. A Patrulha preparava algum e avisava as outras. Boas risadas com o Serafim, com o Pintor de Paredes e tantas “patacas” inventadas na hora. A cadeia da fraternidade era mais alegre. Nada de choro. Coisa de homens.  

- Houve uma época que ele trouxe uma ideia de fazer uma disputa entre patrulhas e a exigência foi maior. Mostrou quatro bandeirolas de couro, com letras em fogo escrito: Padrão de Eficiência. Todas as patrulhas podiam receber. Foi espetacular. Eu gostava dele apesar de não ser muito afável no contanto com a tropa. Chegava na sede, apitava, formava, bandeira (a Patrulha de serviço já tinha tudo preparado) E depois os mesmos jogos, briga de galo, salto do papagaio, quebra canela, Macaco Disse e luta do Scalp. Eu adorava a briga de galo.

- Tínhamos liberdade para acampar. Bastava procurá-lo em seu escritório na sede da Estrada de Ferro Vitória Minas. Passagens de graça e ele nunca dizia não. Andávamos até em trem de carga. Ele confiava, era uma época que se confiava nos jovens diferente de hoje. Quando as patrulhas acampavam não tinha reunião. Quase todas sempre iam para o campo pelo menos uma vez por mês.

- Os pais confiavam nos filhos. Eu tinha um pai e uma mãe que dificilmente dizia não. Só em casos extremos. Era bom sair pela manhã ou à noite, mamãe no portão dando adeus. Meu pai não, era mais caladão. Na volta sempre eles no portão a me esperar (mamãe e minhas duas irmãs). Só mais tarde quando fiz meu primeiro curso escoteiro foi que vi a programação de um acampamento nos moldes de Gilwell Park. Logo ao voltar (já era Chefe aos dezoito) chamei os monitores e expliquei como era. – Vamos fazer um Chefe?

- Foi demais. Todos vibraram. O tempo foi passando e até o final de 1992 ainda fazia questão dos meus acampamentos de Gilwell. Aprender a fazer fazendo. Tive a honra de ter grandes patrulhas nas tropas que colaborei. Bons monitores bem preparados. Alguns não saiam de minha casa e eu era amicíssimo dos pais deles.

- Hoje sei que muitos dizem que isto não é mais possível. Não sei. Acho que nem tanto mar nem tanto terra. Um bom acampamento de Gilwell tem sim lugar em qualquer tempo. Basta o Chefe saber programar e saber realizar. Fico triste ao ver notícias que estão a processar chefes por tratar mal seus escoteiros. Acho que isto não acontecia em minha época. Dávamos valor à amizade, ao respeito e a disciplina.

- Não sei se tantos cursos pedagógicos e visando dar informações das novas metodologias educacionais tem mais valor sobre os cursos técnicos.  Não estou junto, não estou vendo os resultados. Só o futuro dirá. Eu no entanto gosto de lembrar meu tempo de menino, chapelão, Vulcabrás e pé na estrada. Não pode mais? Se eu tivesse forças iria mostrar que pode, basta querer.

Nota – Nestes tempos de velhice, às vezes a saudade aperta, a vontade voltar no tempo cresce e a gente se põe a lembrar. Um amigo disse que em qualquer época os escoteiros sempre irão lembrar de sua época. Concordo, mas a minha foi uma das partes mais lindas da minha vida. Espero que os de hoje quando chegarem nos tempos da terceira idade possam recordar assim como eu nos dias de hoje.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

A Caminho do triunfo. Trechos do livro de Lord Baden-Powell.



A Caminho do triunfo.
Trechos do livro de Lord Baden-Powell.

Ao longo do nosso percurso deparamo-nos com diversos escolhos e tempestades e por isso devemos sempre navegar de frente para eles, com olhos atentos para os podermos identificar, contornar e, durante o processo, aprender com eles. Quando parece mais simples desistir, quando tudo parece impossível, devemos ultrapassar isto de maneira a poder atingir a FELICIDADE.

É para chegar a essa Felicidade que B.P. nos deixa duas chaves importantes:

-"Não levar a vida muito a sério, mas aproveitar ao máximo o que se tiver olhar a vida como um jogo, e o mundo como um campo de jogos." - "Fazer que as nossas ações e pensamentos sejam orientados pelo amor." "Por caminho não quero significar um caminhar ao acaso, sem finalidade, mas antes um trajeto agradável com um objetivo definido, ao mesmo tempo em que há consciência das dificuldades e perigos que podemos deparar no percurso.".

  "O homem emaranha-se nas dificuldades ou tentações das águas agitadas, principalmente porque não o avisaram dos perigos do caminho, nem do modo de se defender deles" e por isso BP parte da sua própria experiência para nos aconselhar a percorrer o caminho que é a vida e para que esse caminho seja para o TRIUNFO. Devemos enfrentar cada dificuldade com coragem e amor no coração, impelir a nossa própria canoa sem baixar os olhos e estando Sempre Alerta Para Servir. BP mostra-nos os caminhos, ninguém o percorre por nós.
                    “If you are a square peg keep your eye on a square hole and see that you get there.” (“Se você é uma peça quadrada, mantenha seus olhos em um buraco quadrado e veja que você pode chegar lá”). Esta frase faz todo o sentido para nós, que estamos a iniciar uma vida adulta e temos muitos sonhos por concretizar. B.P. sublinha que é importante lutarmos pelo que queremos, em busca da felicidade dos outros, contribuindo assim para a nossa própria felicidade. B.P. nunca referiu que seria fácil cumprir os nossos objetivos pessoais, mas afirma que não nos podemos deixar influenciar pelas “palmeiras que dão sombra” e deixar os nossos sonhos fugir, só porque parece complicado.

               O nosso fundador afirmou que o caminho dos jovens é, ou deve ser, o da Felicidade. Não a felicidade que temos em adquirir bens materiais, por exemplo, mas a felicidade que advém do serviço ao próximo, da felicidade deste! Esse sim é o verdadeiro Triunfo.

BP no seu livro "A Caminho do Triunfo".

sábado, 30 de junho de 2018

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Ainda sobre o uniforme.



Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Ainda sobre o uniforme.

- Perdoem o Velho Chefe Escoteiro. Ele é daqueles que não desiste de suas ideias “pratifundas”, de seus pensamentos e de seus ideais. Ele é mesmo um chato de galocha. Matraqueia por todos os ventos seu amor ao velho caqui. Sem direito a votar na escolha supimpa da EB, surgiu no mundo dos escoteiros como um trovão no ar e olhe quem contou não foi “Sherazade” a prestimosa em pose de apoteose a “vestimenta”. Que eu saiba mesmo com direito a voto a ninguém foi perguntado. Cala-te boca, ajoelha e diga: Vou pagar tudinho que valer essa belezura. E ela chegou como se fosse um fashion week bipidiano: - Eu cheguei, dezenove tipos e os barrigudos podem usar a camisa fora da calça! O caqui já era! Um inseto no capim gordura gritou: Quanta papagaiada!

- Alguns estados resistiram bravamente. Lutaram pelo seu lugar entre os Caqueanos e fincaram sua bandeira iluminada para nunca mais ser arreada. Outros estados ficaram na dúvida, pois alguém lá do berço de ouro gritou: É por pouco tempo, logo os Caqueanos irão desaparecer no horizonte do esquecimento. Meu estado se entregou. Ajoelhou e gritou amém. Hoje quase ninguém de caqui. Todos orgulhosamente “vestimentados” nos quatro cantos das Minas Gerais. Se o Floriano e o Darcy estivessem vivo estariam dando um “estrimelique mineiro”.

- E aqueles estados firme nas suas tradições caqueanas bravamente gritaram: Aqui estou daqui ninguém me tira! Neles não apareceram aqueles bem quistos com o poder para dizer: - A EB não gosta dos Caqueanos. Ouve um tempo que ela retirou a venda do caqui na loja. Só a vestimenta. Agora voltou a vender, afinal quem ganha um vintém não fica para trás no fausto faturamento “uniformático”. Eita palavrinha danada. Kkkkk.

Até que a tal vestimenta não é tão de mau agouro. Se os que as vestem estivesse mais sóbrios escoteiramente mostrando esbelta apresentação pessoal, eu mesmo me arriscaria a dar uma beliscada, uma “mordicarda” e tirar uma foto para a posteridade. Na foto escreveria: Aqui jaz uma que achou que era e nunca foi! Kkkk.

Sem muito papo, hoje é dia de reunião, dia de alegria, de paz, de sempre alerta de melhor possível de servir. Dia de abraço, de sorriso de aperto de mão. Antes de encerrar estou encucado. Será que é verdade? Dizem que os “barrigudos” nos escotismo adoram a camisa da vestimenta solta para tapar a pança! É verdade? Sem ofensas... “Puis quá”! “Discurpe” os barrigudos de plantão, mas me disseram que em cada 05 chefes 06 são barrigudos! Kkkkk. E eu que o diga com minha pança de Sansão aposentado! Deus do céu tirei o dia para gargalhar, mas, por favor, sem ofensas... Sem ofensas... Sem ofensas!

Até mais, boa reunião, com pança e ou sem pança, que os escoteiros e lobos voltem para casa sorrindo pensando na próxima, se Deus é claro quiser... E ele adora os escoteiros!

Nota – Não tendo nada a fazer, de novo uniformizei e meti de frango a molho pardo para comentar a tal vestimenta. Pensei no meu estado que aderiu a pau sem reclamar. Como ficaram Floriano e Darcy Malta lá no céu vendo esta turma de camisa solta na pança? Pagaria uma mesa quadrada feita de cipó “pueira” só para ver!

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Padre Jacques Sevin – fundador do Escotismo Católico.



Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Padre Jacques Sevin – fundador do Escotismo Católico.

“No final de sua vida, B-P declarou sobre o Padre Jacques Sevin: A melhor realização das minhas ideias no escotismo foi feita por um homem de batinas!”.

- O Padre Jacques Sevin foi um jesuíta nascido em Lille a 07 de dezembro de 1882. Em de 20 de setembro de 1913, reuniu-se com Baden-Powell, na Inglaterra, para avaliar a eficácia de seu método. O Padre Sevin identificou-se profundamente com o Escoteirismo e tornou-se Chefe Escoteiro, fundador e capelão de tropas na Inglaterra, Bélgica e França. Escreveu “O Escotismo- estudo documental e aplicação." Em 25 de Julho de 1920 as diversas associações católicas francesas uniram-se na Federação National Católica "Scouts de France" em torno, especialmente de duas personalidades: Cônego Cornette e Padre Jacques Sevin.

- Através de seus livros e artigos em revistas, Padre Sevin demonstrou a espiritualidade católica presente no Método Escoteiro, centrada na Boa Ação (B.A.) como serviço cristão. Desenvolveu a dimensão eclesial do Escoteirismo Católico, onde a patrulha se torna uma equipe de irmãos cujo significado é dado por Cristo, porque, para o Padre Sevin, o escoteiro é um cristão cuja preocupação é fazer crescer Cristo ao seu redor. O dom de si, a virtude eminentemente cristã incentivada por Baden Powell, integra totalmente a espiritualidade católica que abarca todo o movimento. "O Escoteiro é uma alma se movendo em direção à perfeição", disse ele.

- Padre, poeta, educador e comissário para a formação de líderes em Camp Chamarande (Essonne) marcou o movimento com a sua pegada. Os líderes treinados pelo padre Sevin tornaram-se as fontes de uma primeira "idade de ouro" do Escotismo Católico na década de 1920, da qual ainda somos em grande parte devedores. Padre Jacques Sevin fundou alguns anos mais tarde, a Congregação da Santa Cruz de Jerusalém atendendo aos pedidos de suas ex-guias. Voltou á casa do Pai em 19 de julho de 1951 e está enterrado em Boran-sur-Oise. Padre Jacques Sevin, SJ foi declarado Venerável 10 de maio de 2012 pelo papa Bento XVI.

- A UIGSE UIGSE-FSE (Union Internationale des Guides et Scouts dEurope – Fédération du Scoutisme Européen) se inspira no Pe. Jacques Sevin, SJ, que fundou os Scouts de France, escoteiros católicos franceses ligados à WOSM, e procura manter o seu legado e sua tradição. Jacques Sevin entendeu que o Escoteirismo poderia ser um instrumento fantástico para a educação. Ele aprofundou a ideia básica e desenvolveu o Escoteirismo criando o Escoteirismo Católico.

- Com data de 10 de Maio de 2012, o Papa Bento XVI autorizou o reconhecimento das virtudes heroicas do Padre Jacques Sevin (1882-1951), fundador do escutismo católico e dos Scouts de France, o primeiro passo para a sua beatificação.
Para além de responsável pela ideia do escutismo católico, o qual Baden-Powell considerou ser «a melhor realização do meu pensamento», Jacques Sevin, Jesuíta, foi também fundador da Congregação das Irmãs da Santa Cruz de Jerusalém (Soeurs de Sainte-Croix de Jerusalém).

- Impressionado pelo método educativo do escotismo, Sevin encontrou-se com Baden-Powell em 1913 e escreveu “Scouting, a decoumenteary study and applications”. Tendo feito o curso de Insígnia de Madeira em Gilwell Park (dizem que o Padre Sevin foi um dos quatro chefes a receber a quinta conta quando ainda existia) levou o escotismo para a França onde foi adaptado. Aos poucos começou a aplicar o método que com o passar do tempo, foi muito bem aceito nos círculos religiosos. Ele encorajava particularmente os seus escoteiros a não terem medo de levantar âncora, para seguirem o Cristo conforme o exemplo dado por Santa Teresa, que não hesitou em deixar o conforto do seu lar e entrar para o Carmelo.

- Dizia o Padre Sevin: - Quando nós acampamos com nossos escoteiros não é somente para coloca-los em contato com a natureza, a mais importante fonte de toda forma de educação; é principalmente para incutir nas suas almas, uma mentalidade campista para toda a vida. Esta é a mentalidade de todo homem que é realmente livre, independente de ações e de posses. Este tipo de homem sabe cuidar de si, sozinho, e por isso está Sempre Alerta!”“.

- Baden Powell teria dito do Pe. Sevin: “Ele fez a melhor realização das próprias ideias”. Este reconhecimento por parte de Baden Powell atesta a boa compreensão do projeto escoteiro, tal como idealizado.

- A Diocese de Taubaté apoiou o início do movimento educacional do Escotismo Católico junto aos Exploradores do Brasil, que é uma realidade escoteira que está em vias de filiação à UIGSE-FSE (Union Internationale des Guides et Scouts dEurope – Fédération du Scoutisme Européen).

- O Escotismo católico no Brasil da UIGSE-FSE é divido em três ramos. Amarelo-fé (crianças entre 7-12 anos); Verde-esperança (adolescentes entre 12-17 anos); e Vermelho-caridade (a partir dos 17 anos).

Os que se interessarem em conhecer e fazer parte do movimento dos Exploradores do Brasil podem escrever para scriptorivm@hotmail.com.

Nota - A UEB, ou melhor, a EB por muito tempo se tornou a única a praticar o Escotismo no Brasil. Devido a sua forma de liderança muitos discordaram e se filiaram ou organizaram outras associações escoteiras no Brasil. Em vez de manter uma politica de boa vizinhança, fraternidade e respeito ela a EB resolveu agir de forma arbitrária ameaçando e processando dando assim condições ao surgimento de diversas associações escoteiras no território Nacional.   

sábado, 23 de junho de 2018

Os amigos de Lord Baden-Powell. Frederick Russell Burnham.


Os amigos de Lord Baden-Powell.
Frederick Russell Burnham.

Frederick Russell BurnhamDSO, nasceu em Tivoli, MinnesotaEstados Unidos, dentro do território sioux, a 11 de maio de 1861 e morreu em Three Rivers, California, a 15 de setembro de 1947. Foi um explorador militar estadunidense, ou norte-americano, um Major e o Chefe dos Scouts sob ordens de Lord Roberts durante a Segunda Guerra Boer, e um grande viajante. Ficou conhecido pelos serviços prestados no exército colonial britânico e por ter ensinado woodcraft (escotismo) a Robert Baden-Powell, sendo está uma das influências mais notaveis do fundador do escotismo. Burnham começou na atividade aos 14 anos e foi um perito rastreador de índios no Velho Oeste. A amizade entre os dois resultou anos depois na formulação didática do escotismo.

Após a pacificação do Velho Oeste, em 1893, Burnham partiu para África do Sul para lutar nas guerras coloniais britânicas e lá conheceu Baden-Powell. Tal como Burnham, Baden-Powell era um batedor militar. Depois de servirem juntos na Campanha dos Matabeles em 1896, Baden-Powell começou uma amizade e tornou-se um amigo eterno e admirador de Burnham. Foi nesta guerra que Burnham introduziu Baden-Powell ao ponto de ebulição a maneira do Oeste americano e do woodcraft, e foi aquí que ele usou seu chapéu Stetson e Lenço escoteiro pela primeira vez. No seu livro Correndo Riscos (Taking Chances), de 1944, descreve aquele primeiro encontro quando ele e Baden-Powell exploraram as Colinas de Matobo. Descreve também um pouco conhecido e interessante acontecimento histórico, com a dedicação do Monte Baden-Powell nas Sierras, em 1931. A dedicação do Monte Burnham nas Sierras foi em 1951.

 Uma das batalhas mais notáveis a Primeira Guerra de Matabele foi o Shangani Patrol em dezembro de 1893 na qual um grupo de 34 soldados da Companhia Britânica foi emboscado por mais de 3.000 guerreiros. Um dos três sobreviventes do grupo foi Burnham. Os membros da patrulha, particularmente Major Allan Wilson e Captain Henry Borrow, foram elevados após ao status de heróis nacionais, representando o empenho diante de insuperáveis dificuldades. O aniversário da batalha tornou-se feriado na Rodésia dois anos depois. Um filme de guerra retratando o evento, Shangani Patrol, foi produzido em 1970.

Lovat Scouts
Foi durante a Segunda Guerra Boer(1899-1902) que a necessidade de ter unidades mais especializadas ou forças especialies se tornou mais aparente. Unidades de batedores tais como os Lovat Scouts (Os Escoteiros Lovat), um regimento das Terras Altas da Escócia especializado em táticas militares. Lovat Scouts foi criado em 1900 composto de unidades escocesas formadas por Joseph Simon Fraser, o 14º Lord Lovat, um lorde britânico, e a unidade foi comandada pelo Major Frederick Russell Burnham.

Quando a guerra acabou, os escoteiros Lovat foram desmantelados, mas se reuniram novamente apenas um ano mais tarde, desta vez em dois regimentos. Ambos viram muita ação durante a Primeira Guerra Mundial. Por esta altura, eles já haviam se estabelecido como alguns dos melhores olheiros do mundo, mas também começaram a se especializar como snipers (ou atiradores de elite, como eram chamados na época). Eventualmente, isso levou à formação, em 1916, da primeira unidade de franco-atiradora da história do exército britânico. O aparelho em si não durou muito tempo, uma vez que foi considerado muito pequeno para funcionar efetivamente como uma entidade independente.

Monte Burnham
Monte Burnham é uma homenagem ao Major Burnham é um pico localizado na Serra de San Gabriel, no estado americano da Califórnia, próximo da cidade de Wrightwood. O nome atual foi oficializado em 1951, durante uma cerimônia comemorativa. Como símbolo da amizade, desde 1936 a montanha ao lado é chamada Monte Baden-Powell. Major Burnham foi quem decidou homenagear Robert Baden-Powell, dando ao monte o nome dele. Entre os dois havia uma grande amizade e Baden-Powell era um grande admirador de Burnham.

Nota – Baden-Powell deve muito aos seus amigos que o ajudaram a dar forma ao movimento Escoteiro. Ele nunca escondeu isso de ninguém e Frederick Russell Burnham foi um deles que lhe mostrou os caminhos de como praticar o escotismo na sua forma aventureira. Sua vida foi sempre cheia de supresas e Burnham até seus ultimos dias nunca esqueceu o amigo Lord Robert Baden-Powell.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Conversa ao pé do fogo. Onde andam os sonhos e as aventuras escoteiras?



Conversa ao pé do fogo.
Onde andam os sonhos e as aventuras escoteiras?

Às vezes eu pego no meu pé por ser intransigente exigente e pensando que todos pensam da mesma maneira que eu para entender a metodologia escoteira que tão brilhantemente no meu modo de entender Baden-Powell deixou para nós como herança. Costumo reclamar dos novos, daqueles que ou não entenderam o que ele queria dizer ou então que seu tempo ficou lá no passado distante e hoje a juventude procura novo meio para se divertir e viver. Será mesmo?

Será que não nos esquecemos de dar para eles o verdadeiro escotismo nos escondendo das dificuldades de um novo meio de sobrevivência, acreditando que ele não tem mais interesse, falando por eles, pensando por eles sem pelo menos tentar mostrar se eles gostariam ou não daquele escotismo de aventuras, sem motor, sem avião, sem patinetes elétricas e voltar naquela feita de madeira tirada no mato para fazer de sua criação o verdadeiro sentimento da diversão que ele tanto sonhou?

Mas será que os chefes de hoje pensam assim? Alguém vendeu para eles esta experiência do escotismo de campo mesmo que seja em um parque fora da cidade, em uma área para passeio ou mesmo um sacrifício para encontrar um belo lugar para acampar? Deveriam os chefes estar mais ouvindo os Escoteiros e as Escoteiras. Mas será que estão? Afinal se vê tanto Chefe querendo ser o dono das ideias, ser a figura principal que esqueceu sua finalidade na tropa. Esqueceram que existem monitores. Mas para que servem eles? Interessante, fotos e mais fotos dele o chefe falando, dele agindo e decidindo. Cansa-me ver um comando crawl e o Chefe ali segurando o menino e a menina. São escoteiros de porcelana.  

Cansa-me ver a tropa formada e monitores “dormitando” no bastão de sua patrulha. Cansa-me ver acampamentos com o Chefe lá no campo dos jovens. Fazendo o que? Aprender a fazer fazendo? Liberdade? Sonho de aventuras? Onde estão as fotos deles subindo em árvores e descendo em uma corda por um nó de evasão? Fazendo uma ponte pênsil, construindo um ninho de águia, o cozinheiro cozinhando e não pais que ali estão e não entendo o que eles fazem lá. Existe o cozinheiro? Existe o Escriba? Existe almoxarife? Existe o construtor de Pioneirias? Existe o bombeiro aguadeiro? Só de nome ou de ação?

Não pegaram nada? Fizeram mil cursos. Lá os formadores ensinaram mil coisas. Mas não ensinaram que estes jovens em seus bairros têm amigos e se encontram sempre sem a presença de nenhum Chefe? Nestas reuniões eles são os donos do programa, criam suas atividades e acreditam que seus amigos do bairro serão para sempre? Uma patrulha unida com os mesmos patrulheiros por dois anos? Se encontrando fora das reuniões, amigos de verdade? Não sei, devem existir poucas por aí. Muitos estão saindo por que pensaram que seria uma vida de herói e não foi.  Um medo atroz de acidentes, um medo enorme de eles saírem de suas asas, tanto medo que eles desistem. Nem os pais em suas casas são assim. Brinco em muitos artigos que escrevo e costumo colocar lá – Xô Chefe! Xô! Entenda o que você é e nunca será um deles. Seja um irmão mais Velho, mas sem dominar, sem achar que só você se preocupa. Quer fazer o que eles fazem? Chamem outros adultos, façam seus acampamentos e aprendam bastante às técnicas escoteiras.

Sinto pena dos jovens de hoje. Eles não terão histórias para contar. Um fogo do conselho onde o Chefe dirige. Um jogo que só o Chefe dirige e explica para toda a tropa. Monitores ali são enfeites. Uma jornada com o Chefe fora da fila olhando como se eles fossem lobinhos e podem se perder. E eles acreditam que ali tem um sistema de patrulhas. Não foi o escotismo do passado. Nunca foi. Se a proteção continuar em breve teremos o escotismo nas escolas, ou seja, eles sentados em salas de aulas com professores chefes falando, falando, falando e falando. Bem disse Kipling: “Quem ao crepúsculo já sentiu o cheiro da fumaça de lenha, quem já ouviu o crepitar do lenho ardendo, quem é rápido em entender os ruídos da noite;... deixai-o seguir com os outros, pois os passos dos jovens se volvem aos campos do desejo provado e do encanto reconhecido...”.

Por entre junco e hera verdejante, correm nascentes de águas límpidas,
Junta-se à sede da minha alma ímpia esta cascata pura e refrescante

Já são audíveis os sons da cachoeira num simulacro à magia da natureza
Insetos e pássaros voam na certeza que Deus existe e a fé é verdadeira...

Nota - Meus comentários são hoje exíguos. Não sei se devo falar ou continuar a escrever o escotismo de BP. Adianta dizer que nos esquecemos de dar a eles este sonho de aventuras este sonho de ser herói? Sempre a dizer que isso não funciona, se nem mesmo eles experimentaram? Ao contrário do poema já não são audíveis os sons da cachoeira, esqueceram-se da magia da natureza, nem sabem mais que existem insetos e pássaros voando no céu. Nem sei se pensam que Deus existe e que a fé não pode ser esquecida... Ainda digo... Louvado seja Deus!

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. O Sistema de Patrulhas pelo Capitão Roland Philipps.



Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.

O Sistema de Patrulhas pelo Capitão Roland Philipps.

Dentre os grandes personagens do Escotismo Mundial, um deles é o autor do mais lido livro sobre o método escoteiro. É ele o Capitão Roland Phillips que escreveu o livro “O Sistema de Patrulhas” publicado em inglês em dezembro de 1915. Esta obra importante para as tropas escoteiras foi complementada por um outro livro o “Aplicando o Sistema de Patrulhas” editado por E.E. Reynolds. O Sistema de Patrulhas de Roland tem seu lugar até hoje na formação das tropas não só as novas mas como as mais antigas. Você pode adquirir esses livro na Loja Escoteira Nacional ou gratuitamente em PDF pelo meu e-mail:


 Ninguém pode falar em sistema de Patrulhas sem lembrar-se do capitão Roland Erasmus Philipps. Ele nasceu em Westminster, Inglaterra, no dia 27 de fevereiro de 1890. Estudou direito em Winchester e Oxford. Foi o precursor a entender o que Baden-Powell queria dizer sobre Sistema de Patrulhas. Baden-Powell quando da morte de Roland disse que o Movimento escoteiro teve uma perda irreparável. Roland Philipps nos deixou seu entusiasmo pelo escotismo através de seu livro O Sistema de Patrulhas e, além disso, em seu testamento deixou a The Roland House, dizendo: Deixo essa propriedade de Stepney Green. Façam uso deste lugar para ajudar os jovens da melhor maneira possível. Tenho certeza que Deus abençoará o trabalho que se leve a cabo neste lugar”.

Em 1911, em uma caminhada pelos campos de Liverpool, encontrou alguns membros da Quarta Tropa Escoteira de Blundellsands. Ao conversar com estes jovens, Roland soube que precisavam de um líder. Foi assim que, aos 21 anos de idade, Roland Philipps encontrou o trabalho que conduziria sua breve vida.
Como Comissário Escoteiro, entre 1912 e 1914, desempenhou as tarefas nesta área de maneira brilhante e escreveu o famoso livro Sistema de Patrulhas: um complemento à obra básica do Escotismo, o Escotismo para Rapazes, de Baden-Powell.

Caído em combate.

Na Primeira Guerra Mundial, a brigada onde Roland Philips era capitão recebeu a missão de tomar Ovillers, umas das vilas mais fortificadas pelos alemães.
Enquanto esperava o sinal de ataque, a trincheira ocupada pelo Capitão Roland Philipps foi alcançada por um morteiro, deixando-a totalmente em ruínas. Em um primeiro momento, se pensou que o capitão estava morto, porém, seus homens o desenterraram ileso dos escombros. Mal havia passado o incidente quando ordenaram o ataque. Ao sair da trincheira destruída, foi ferido em uma perna por metralha, e caiu ao chão. Colocou-se em pé imediatamente e novamente caiu, desta vez por uma bala de uma metralhadora que atravessou sua cabeça. Faleceu no dia 7 de julho de 1916.

Diversas são as histórias deste famoso escoteiro. Seu livro ficou marcado para sempre na história pela sua simplicidade e pelas informações sobre a monitoria. Foi ele quem declarou “o espírito de patrulha e uma disposição moral, uma atmosfera especial o ambiente natural de onde se desenvolvem os jovens, que se faz sentir-se parte essencial de uma unidade completando-a”. Sua presença se manifesta até nas palavras mais insignificantes e nos atos e gestos de cada jovem. E necessário que cada escoteiro "sinta" que sua Patrulha deva ser a melhor e para isto deve fazer tudo que puder, para poder falar com orgulho "Eu pertenço a esta Patrulha".

- O novo escoteiro deverá aprender a desenhar o emblema de sua Patrulha usando como uma assinatura. Estas são os meios para fazer germinar e angariar profundamente o espírito de Patrulha. Em se tratando de escotismo os mínimos detalhes têm uma extraordinária importância porque contribuem para criar o ambiente. O essencial é que cada patrulha tenha uma característica própria e que escoteiro tenha consciência de que possui alguma característica que os destinge dos demais.

Sem o Sistema de Patrulhas não existe o verdadeiro escotismo de Baden-Powell.

Nota – Dentre os grandes personagens do Escotismo Mundial, um deles é o autor do mais lido livro sobre o método escoteiro. É ele o Capitão Roland Phillips que escreveu o livro “O Sistema de Patrulhas” publicado em inglês em dezembro de 1915. Esta obra importante para as tropas escoteiras foi complementada por um outro livro o “Aplicando o Sistema de Patrulhas” editado por E.E. Reynolds. O Sistema de Patrulhas de Roland tem seu lugar até hoje na formação das tropas não só as novas mas como as mais antigas. Você pode adquirir esses livro na Loja Escoteira Nacional ou gratuitamente em PDF pelo meu e-mail: