Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Eu sou candidato a Presidente do Brasil!


Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Eu sou candidato a Presidente do Brasil!

                       Eu estive pensando. Porque não me candidatar a algum cargo público? Já pensou? Eu prefeito ou vereador? Nossa! É pouco. Preciso ser muito mais. Presidente? Senador? Deputado? Se fosse acusado de falcatruas iria me declarar inocente ou culpado? Afinal acredito que tenho uma só palavra. – Sergio Moro: Chefe pegou propinas da Petrobrás? Eu: - Excelência, só uns milhãozinhos de dólares na Suíça. – E a cara do Moro? Ele acostumou com as respostas dos acusados que juram inocência. – Eu excelência, tudo que recebi está devidamente registrado no Tribunal Eleitoral. – Mas doutor, e o que consta na sua conta na Suíça? Não é meu já disse. É do Maluf! Meu patrimônio foi administrado pelo Banco Merril Lynck. Depois repassei para dois Trusts constituído na Escócia. Eles é que administram e não eu. – Pois é, vai ser difícil para eu mentir. Afinal jurei um dia pela minha honra dizer a verdade somente à verdade.

                     Bem, será que eu não seria um presidente ou governador ou prefeito honesto? Existe isto? Claro que sim. Difícil é saber quem são. Dizem que devemos ter cuidado em escolher há quem vamos dar o nosso voto. Mas cá prá nós, escolher como? Com esta barulheira infernal, carro de som pra todo lado, será que dá para entender? E os santinhos? Minha nossa nunca vi tamanha sujeira. Acho que isto está errado. Não vou votar quem grita mais alto, quem suja minha casinha e minha rua. Se até mesmo algum vizinho a gente nem sabe sua vida que de lá um que mora em outro bairro? Se você vê muitos gastando o que não tem, e se somado seus proventos se eleito não vai dar para pagar o que gastou, será que ele é um candidato honesto? Lembro quando o vereador era um voluntário sem salário. Mesmo assim havia uma “penca” deles como candidatos. Tive um amigo vereador Escoteiro que me contou cada coisa de deixar a orelha em pé. Mas e se eu for eleito, não serei um candidato Escoteiro honesto?

                    Pois é. Não estranhem se eu me candidatar a prefeito. Aqui em Osasco não sei se serei eleito. Os chefes da minha área nem bom dia me dão que de lá Sempre Alerta. Portanto não vão votar em mim. Mas quem vota? Será que fazendo promessas serei eleito? – Prometo dar a cada grupo uma tralha de campo completa, uma sede própria e um jatinho para acampar. Prometo dar aos lobos tudo que precisam para desenvolver suas atividades. Irei construir prá eles uma Jangal particular. Prometo dar ao grupo um computador da última geração para navegar no SIGUE e saber como pagar as taxas da UEB. Prometo dar um chapéu Escoteiro para cada um que usar o uniforme caqui. Kkkkkk. Esta foi demais. E os vestimenteiros também não vão querer um chapéu? Prá eles eu darei um meião cinza dos bons e um cinto Escoteiro nos trinks. Chega de meinha azul ou branca curtinha. Bem minhas promessas são balofas, mas quem sabe feitas com honestidade.  Se não prometer não vou ser eleito.

                   Meus amigos e minhas amigas, só brincando. Nunca serei candidato a nada. Até no escotismo não fui um bom dirigente. Quantas reclamações. Portanto prometo pela minha honra jamais me candidatar aqui no Brasil. Quem sabe na ONU? Lá sim, poderei me esbaldar. Vou mudar o chapéu Escoteiro para Capacete Azul. Vai ser demais. Vou mudar o lenço vou mudar o uniforme, vou mudar a Lei vou mudar... Uai! Presidente da ONU tem há ver o que com escoteiros? Melhor voltar para minha insignificância. Ser somente o Velho Chefe Escoteiro chato de galocha. Candidato eu? Nem pensar, mas pense em dar seu voto a algum que é ou foi Escoteiro. Quem sabe poderemos escolher pessoas mais nobres para dirigir a nação? Quem viver verá!


                 Pois é, quem não quer uma “boquinha” como esta? Trabalhar dois dias na semana, ter de vinte a trinta funcionários e ajuda de custo para tudo? Um carro? Motorista? Tem algum candidato dizendo que vai acabar com estas mordomias? Que não vai ter carro de som e nem santinho? Duvideuodóo! Eita politica que não muda. Acho que o Congresso deveria dar poderes a UEB para fazer mudanças ou quem sabe um choque de gestão. Eles são bons em mudança e como falam em modernidade. E por isto ainda continuo pensando, acho que vou me candidatar a presidente do Brasil pelo PES (Partido dos Escoteiros sem Sede). Nossa mãe! Nunca vi tanta chatice em questão de ordem. “Presidente, uma questão de ordem, por favor!” - O Pior é aguentar tudo isto até domingo. Portanto se for presidente vou virar ditador. Quem falar mal de mim ou querer meu impeachment vai direto para a Comissão de Ética da UEB. E chega por hoje. Aguardem o lançamento de minha candidatura pelo partido dos Escoteiros sem Sede. O famoso PES. Até mais e Inté como diz o mineiro!

domingo, 25 de setembro de 2016

“Castas” – existem mesmo no escotismo?


Conversa ao pé do fogo.
“Castas” – existem mesmo no escotismo?

                      “Na sociedade liberal, vivemos em uma cultura onde muitos acreditam que qualquer um pode ascender em termos sociais e econômicos por meio de riquezas acumuladas. Contudo na Índia, trabalho e riqueza são parâmetros insuficientes para que possamos compreender a ordenação que configura a posição ocupada por cada indivíduo. Nesse país, o chamado regime de castas se utiliza de critérios da natureza religiosa e hereditária para formar seus grupos sociais.” Entende-se em sociologia, que castos são sistemas tradicionais, hereditários ou sociais de estratificação, ao abrigo da lei ou da prática comum, com base em classificações tais como a raça, a cultura, a ocupação profissional, etc.

                        Sei que muitos estão achando graça, mas olhe preste atenção e vais ver que no escotismo tem um bem perto de você que se acha previlegiado. Sem perceber ele já pertence a “casta” ou assim pensa. Pode ser pelo cargo, pelo seu tempo de movimento ou mesmo pelo seu gráu de conhecimento escoteiro. Portanto pertencem a uma “casta” importante. Os famosos “chefões”, “grandes chefes”, “Velhos Lobos”, “Formador” “Presidente” e muitos outros títulos que existem por aí. Os novos ficam admirados, desejando ser igual e lutam por isso. (nem todos você, por exemplo, sei que não) Os demais que não ligam para isto acham isso patético não dando a menor atenção a estes que se acha acima da fraternidade que tão bem nos caracteriza.

                        Voce não acredita? Ou voce é humilde o bastante para não ver ou é inteligente o bastante para deixar passar ao largo e não rir. Outro dia comentei com alguns amigos que um dia se continuar assim, teremos um deles dizendo – Sabem com quem está falando? Risos. Bem, sob o ponto de vista linguistico é uma frase feita. Talvez o agravante do singnificado encontra-se justamente nas circunstancias em que ela é proferida. O tom de voz, o status de querer ser. Risos. Estão rindo eim? Mas olhe ainda existe em nosso movimento esta casta.

                      A casta de alguns chefes de Grupos Escoteiros, dos dirigentes, a casta dos Insignia de Madeira, de Comissários, de Diretores e para completar a casta da equipe dos formadores. Esta é incrivel a subserviencia para conseguir mais um “taquinho”. Conheci um que fez tudo para conquistar um deles. Quando recebeu ficou doente por cinco meses. Maldição? Risos. Alô! Sem generalizar. Só alguns que ainda não se tocaram que o escotismo é uma grande fraternidade e que vivem a “jactar-se” de tudo o que somos, mas não fazem o que sempre fomos. Amigos e irmãos dos demais escoteiros. Fiquem tranquilos. Eles são menos de 0,5% do nosso efetivo adulto. Portanto uma insignificância. Mas como são chatos!
  
                        Veja bem o que comentou Fernando Pessoa, um célebre poeta – Às vezes ouço passar o vento, e só de ouvir o vento passar vale a pena ter nascido. Risos. Isso não diz nada, é apenas um poema. Melhor continuar o raciocinio dele.  – Precisar dominar os outros é precisar dos outros. O chefe é um dependente. Acho que compliquei mesmo. Melhor é voltar à casta. Só não vê quem não quer. Há uma sede de poder surda e absurda sendo praticada em diversos orgãos escoteiros. Do mais simples ao mais importante. Não sei bem quem seria o mais importante. Os lá de cima ou os aqui de baixo. Risos.

                  Mas seria tão bom que não houvesse a casta. Seria dificil é claro. Um dia disse para mim mesmo: Amigo, se houvesse ganhos financeiros no escotismo seria uma luta desigual. Se sem salário a sede do poder é grande e com o salário? Graças ao bom Deus estes são em número irrisorio. Mas como irritam. Não se tocaram ainda. Andam dando pulinhos, olham para você como voce fosse um “coitado”. Se por acaso encontram outro acima dele, correm para bajular. Risos. Não estão acreditando? Tentem participar onde a “casta” se reune. Todos sabem onde. Risos.

                      Pois é. A casta existe. Pelo menos para mim. Eu vivi tudo isso no passado e vejo até hoje no presente. Interessante é que pouco se manifestam. Falam pouco. Ar professoral. Claro, são superiores, eles pertencem à casta dos nobres. Dos aquinhoados com o poder. Eu peço a Deus por eles. Acredito que isso é antigo. Quem sabe BP conheceu alguns antes de fazer sua viagem. Quando no passado estive em vários seminários nacionais e sul americanos e até em um jamboree, fiquei boquiaberto. A casta fazia parte de muitos paises. Não era só daqui não. E o pior de alguns jovens tambem!

                  Em um Jamboree cheguei a ver e tive que conter o riso de um jovem americano com uma turba atrás querendo trocar distintivos e ele não dando à mínima se posando de superior. E os adultos chefes então? Minha nossa! Tinha cada um que precisava fazer o sinal da cruz e passar de lado. Graças a Deus que tinham milhares que eram de uma humildade enorme. Por eles valeu a pena as centenas de dólares que gastei. 

                    Mas chega por hoje. Um dia tenho certeza todos irão se abraçar e dizer: - Meu amigo, a empatia é muito útil para nos escoteiros. Não seria bom se voce fosse leal, cortês, amigo e humilde? Não seria bom se falasse bom dia, e dizer eu gosto de você? Não iria demonstrar que és educado e tem respeito pelos demais? O fato por voce saber mais, ter um lenço mais bonito não significa que não possa ser cordial e ajudar de maneira gentil aos seus irmãos escoteiros. Mas faça isso de uma maneira simples para que todos possam ver em voce um exemplo bom a ser seguido.

E abaixo a “casta” escoteira. Risos e risos.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Assim escreveu Baden-Powell - parte III


Conversa ao pé do fogo.
Assim escreveu Baden-Powell - parte III
LIDERANÇA

É comum citar-se o ditado: «Só sabe chefiar quem aprendeu primeiro a obedecer». É verdade, mas como muitas verdades evidentes também esta tem os seus limites. E prefiro ver como chefe o homem que aprendeu a chefiar.

Quando se quer ver um trabalho feito, deve dizer «Vem!”.”.”.» e não «Vai!».
Diferença entre um líder e um comandante: qualquer parvo pode mandar, pode pôr as pessoas a obedecerem a ordens, se tiver por trás de si suficiente poder de punição, em que se apoie em caso de recusa. Mas liderar é outra coisa; é arrastarmos conosco outros homens num trabalho de envergadura.

A liderança é a chave do êxito - mas a liderança é difícil de definir, e os líderes difíceis de encontrar. Tenho muitas vezes declarado que «qualquer burro pode ser um comandante, e um homem treinado pode muitas vezes dar um instrutor; mas um líder é mais como um poeta - nasce, não se fabrica».

Há quatro aspectos essenciais a procurar num líder:
1. Deve ter uma fé e uma convicção a toda a prova na justeza da sua causa;
2. Deve ter um temperamento enérgico e jovial, bem como simpatia e compreensão amistosa para com os seus seguidores;
3. Deve ter confiança em si mesmo por conhecer bem o seu trabalho;
4. Deve ele próprio pôr em prática aquilo que prega. A essência da liderança pode resumir-se, em «camaradagem e competência».
A liderança por meio de um toque pessoal é a chave do nosso sucesso no Movimento.

E não esqueça “Você é o líder dos seus monitores”. Podemos até chamá-lo do monitor dos monitores. Dirija somente esta patrulha. Cabe a você orientá-los, fazer acampamentos e excursões, sempre visando o adestramento para que eles possam depois adestrar os escoteiros da patrulha. Esta é sua responsabilidade. Não fuja dela e experimente, pois tenho certeza que poderá alcançar o gostinho do sucesso.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Assim escreveu Baden-Powell.


Conversa ao pé do fogo.
Assim escreveu Baden-Powell.

FRATERNIDADE MUNDIAL.

Os Indianos chamavam Kim o «Pequeno Amigo de Todo o Mundo», e todos os Escoteiros deviam esforçar-se por merecer esse nome. O espírito é que conta. A nossa Lei e Promessa de Escoteiros, quando realmente as pomos em prática, afastam todas as ocasiões de guerras e lutas entre as nações.

Sempre que se encontram, um pouco por todo o mundo, os Escoteiros são irmãos. Têm os seus sinais secretos pelos quais se reconhecem, e são prestáveis e hospitaleiros para todos. Um Escoteiro seria capaz de te oferecer o que tivesse de melhor para te dar de comer e para te alojar, mas esperaria tanto que lhe pagasses por isso como que lhe cuspissem na cara. Um Escoteiro é capaz de sacrificar a sua vida para salvar o seu amigo ou mesmo para salvar um estranho... especialmente se esse estranho for uma mulher ou uma criança.

Se todos os homens tivessem desenvolvido em si mesmos o sentido da fraternidade, o hábito de pensar em primeiro lugar nas necessidades dos outros, e de subordinarem a elas as suas ambições, prazeres ou interesses pessoais, teríamos um mundo muito melhor onde viver. «Um sonho utópico», diriam alguns, «mas não passa de um sonho, por isso nem vale a pena tentar».

Mas se, ao sonharmos, nunca estendêssemos as mãos para agarrar a substância dos nossos sonhos, jamais conseguiríamos progredir.

Com o advento da boa vontade e da cooperação, as discórdias triviais que têm dividido as nações cessarão, as classes e os credos deixarão de professar-se irmãos enquanto agem como inimigos e dividem contra si mesmos a sua própria casa.

O Escotismo é uma Fraternidade - um organismo que, na prática, não olha a diferenças de classe, crença, país e cor, por meio do espírito indefinível que o anima - o espírito de cavalheiro de Deus.

Irmãos Escoteiros, peço-vos que façais uma escolha solene.
Existem diferenças de pensar e de sentir entre os povos do mundo, tal como existem diferenças físicas e de línguas. A guerra ensinou-nos que, se uma nação tentar impor a sua vontade particular às outras nações, uma cruel reação seguir-se-á inevitavelmente.

O Jamboree ensinou-nos que, se exercitarmos a tolerância mútua e o hábito de fazermos concessões recíprocas, então haverá compreensão e harmonia. Se for essa a vossa vontade, partamos daqui totalmente decididos a fomentar essa camaradagem entre nós e entre os nossos rapazes, através do espírito mundialmente espalhado da Fraternidade Escoteira, para que possamos ajudar a desenvolver a paz e a felicidade no mundo e a boa vontade entre os homens.

Irmãos Escoteiros, respondei-me. Unir-vos-ei a mim neste propósito.
Como Deus deve rir-se perante as pequenas diferenças que nós, homens, erguemos entre nós sob a camuflagem da religião, da política, de patriotismo ou de classe, esquecendo-nos do maior de todos os laços - o da Irmandade da Família Humana!
Queremos que a próxima geração veja mais longe, e que olhe os outros como irmãos, filhos de um único Pai, em todo o mundo, qualquer que seja a crença ou a cor, o país ou a casta de cada um.


Com boa vontade e cooperação, as nações estender-se-ão e os políticos descobrirão que já não é possível arrastar para a guerra povos que se encaram amistosamente. Descobrirão que o que conta é a vontade dos povos.

sábado, 17 de setembro de 2016

HOJE TEM REUNIÃO, ALEGRIA DE MONTÃO!


HOJE TEM REUNIÃO, ALEGRIA DE MONTÃO!

Hoje é sábado, a maioria dos Grupos Escoteiros abrem suas portas para receber seus jovens, chefes, diretores e pais. Alguns fazem isto no domingo, outros em dia de semana à noite. Não importa. Onde houver um Grupo Escoteiro seja aonde for, muitos já estão se preparando para serem os primeiros a chegar. Pontualidade escoteira é pontualidade britânica. O lobo, Escoteiro e Sênior não chega atrasado nunca. É ponto de honra estar lá esperando os demais para dizer Melhor Possivel, Sempre Alerta ou Servir. Muitos estão a andar por ai, excursionando, acampando e acantonando. Não importa qual rincão brasileiro, não importa qual nação, mas o Pavilhão Nacional não será esquecido. Esta é a hora mais significativa onde tudo acontece no Cerimonial. Seja antes ou depois.

É ali que serão entregues as comendas, os distintivos, os certificados de classe ou ano, é ali que todos podem ver o crescimento individual a alegria feitas de amizade em uma matilha ou patrulha. Hora que a grande família que é Grupo Escoteiro está se encontrando, cantando, sorrindo e dando seus gritos de Guerra. É ali que anos e anos depois os antigos escoteiros irão retornar para lembrar-se do seu tempo, do seu Chefe, dos seus amigos de matilha e patrulha e será recebido com um sorriso nos lábios. É ali que os pais se sentirão realizados vendo que homens e mulheres de boa índole estão ajudando na formação do seu filho ou filha. É ali que se pratica a boa ação, que se faz uma promessa que todos dizem é para sempre. É ali que existe uma áurea no ar de honra, caráter ética e abnegação.

Lembrando Kipling que saudava os meninos e meninas sonhadoras escreveu um dia: “Quem ao crepúsculo já sentiu o cheiro da fumaça de lenha, quem já ouviu o crepitar do lenho ardendo, quem é rápido em entender os ruídos da noite;... deixai-o seguir com os outros, pois os passos dos jovens se volvem aos campos do desejo provado e do encanto reconhecido...” Este é o nosso Escotismo uma verdadeira lição de vida.
Eu desejo a todos, do lobo ao Chefe, do pai ao diretor que este dia seja uma reunião cheia de amor, felicidade e alegria. Espero que quando cada um retornar sua morada ou seu lar levem os ensinamentos que B-P nos deixou e que em algum lugar nas estrelas saúda a todos por estarem juntos nesta grande fraternidade mundial.

ESCOTISMO É VIDA, É AMOR E LEALDADE.

UMA ESPETACULAR REUNIÃO, E ALEGRIA DE MONTÃO! 

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Recordando momentos felizes. Ser Escoteiro...


Recordando momentos felizes.
 Ser Escoteiro...

É gostoso é bom demais, sentir o cheiro do mato,
Ouvir o som do regato, o cantar de um sabiá,
Um vagalume perdido, o uivo de um lobo guará,
Lá ao longe bem distante, nas montanhas verdejantes,
Onde ele uiva errante, onde é o seu habitat.

Gente que coisa boa, beber água da nascente,
Tão fresca e tão brilhante, de olhos fechados sorrindo,
Sentir o orvalho caindo, no rosto de uma manhã.
Do som da passarinhada ao anunciar nos gritantes,
Até o grilo falante, que canta ao alvorecer.

E lembrando-se da verdade que sem fazer alarde,
Seja na sede ou no campo, seu saber estás buscando,
Para ser alguém amanhã. Bom demais ser Escoteiro,
Correr em busca do tudo, sentir no corpo o orgulho,
De cumprir a promessa a lei. Está é nossa missão.

Meu amigo Escoteiro lembre-se de sua promessa
Fazendo o melhor possivel, recordar o que prometeu,
Que seria homem honrado, do escotismo apaixonado,
A correr montes e vales, em busca das aventuras,
Que só podemos encontrar, no nosso escotismo amado.

Chefe Osvaldo.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Transcrição do pensamento de um Velho Chefe Escoteiro.


Transcrição do pensamento de um Velho Chefe Escoteiro.

Ultimamente não tenho escrito muitos relatos, histórias, artigos tais como costumava escrever diariamente. Tem hora que uma história aparece na mente e daí a segundos ela desparece e passo todo o dia tentando lembrar... E não consigo. Passei a levar comigo uma pequena caderneta e uma caneta pequena. Interessante que enquanto usava nenhuma criatividade ou algum saído de minha imaginação apareceu. Ando sem voz, e vez ou outra até mesmo desanimado, um astral não muito perfeito. Faço o que sempre fiz, vou para um lugar quieto, bem arvorado e levo a tiracolo uma literatura escoteira. Amo o Caminho para o Sucesso de Baden-Powell. Volto outro. Revigorado, faces coradas e sorrisos nos lábios. A décima primeira lei inglesa me vem à mente: Nos escoteiros devemos ser puros nos pensamentos nas palavras e nas ações.

Tenho esquecer esta fase de transição com que vive o mundo e nossa nação e porque não nossa Associação. Penso que se pudéssemos levar a todos os jovens a filosofia escoteira tudo isto seria resolvido. As guerras não mais existiriam, as armas queimadas, as mentes mais puras de coração. Lembro sempre que tivemos grandes homens exemplos de caráter, honra e abnegação. Onde estão eles hoje? Uma luta pelo poder existe em várias camadas da sociedade e até da nossa fraternidade escoteira. Donos da ação, fazendo e desfazendo como se fossem títeres a liderar quem se submete aos seus caprichos. O poder engana. O poder embala aqueles que se acham acima do bem e do mal. Saudades de B-P. De sua simplicidade. Onde dizia que o escotismo é união entre os povos, é amor e fraternidade. Embalava o respeito à honra e o caráter. Precisamos tanto disto que fico a imaginar o porquê nos últimos cem anos não conseguimos.

Brilha a fogueira ao pé do acampamento. Fico de olhos fixos no fogo. Acompanho as chamas e as labaredas que se perdem no ar. Se tudo é tão lindo, se existem ainda muitos que dão a vida para estarem juntos aos irmãos de filosofia porque alguns se acham como dono do lugar? Tantos anos e ainda aprendemos que o respeito, o saber ouvir e concordar ou não com uma pitada de boa ação, não tem hora e nem lugar? Como um movimento que tem uma promessa, que marca que conquista alma, corações e mentes ainda não vimos que o caminho do sucesso é tão fácil de alcançar? Que adianta gritar, tentar levar a ferro e fogo uma filosofia tão meiga, tão simples, tão fácil de aplicar?

Como dar exemplo se alguns ainda não sentiram na pele que estão fora do contexto da Lei, dos artigos que nos mostram o caminho a seguir e não podem ver os caminhos a evitar? Nossa vida é um sinal de pista, colocado a nossa frente para que possamos aprender a fazer fazendo e tentarmos até que um dia iremos chegar ao ponto de reunião, onde Ele nos espera de braços abertos. Os raivosos, os do contra, os cara feia, os mandões os donos do poder não deviam estar conosco a não ser para aprender... Ou quem sabe mudar... Aprender a ser bom, a respeitar, a fazer amigos e abraçar... Seria tão inimaginável alguém descer do seu pedestal, da sua pose de doutor Escoteiro, de dono da verdade e vir aqui na plebe escoteira dizer que somos iguais e ninguém é melhor que o outro?        

Eu sou um Escoteiro. Não sou melhor que ninguém. Não conchavo, não acredito naqueles que correm pelo primeiro lugar. Somos todos iguais e o mais forte ajuda o mais fraco e não desfaz dele só porque não atingiu a escala do padrão Ouro. Ninguém me tira a filosofia que um dia encampei. Aqui escrevo sobre ela, não me meto em outras searas, dos candidatos e tantos mais. Procuro até mesmo fugir de certos acertos e desacertos de discussões estéreis que não trazem no meu modo de entender nenhuma finalidade para alavancar o poderio do escotismo em formar bons cidadãos. Quem sabe um dia  cada um volta para dentro de si e pense melhor o que podemos fazer e realizar.

Escotismo queira ou não é fraternidade, é amor, é lealdade. É cortesia é irmandade, é sorrir ser puro de corpo e alma. É saber sonhar com os pés no chão. É dar sem receber é amar o que se faz. Seu modelo todos conhecem e não precisamos mais de poetas doutores de sonhadores ou pedagogos para mudar o que já é. Se você ainda não é um de nós seja bem vindo. Temos vagas para amigos e para aqueles que querem ser nossos irmãos. Que os nossos líderes vistam a farda da humildade. Que pensem melhor na sua boa ação em conseguir o possivel e o impossível para ajudar aqueles que precisam de nós.

Sempre Alerta!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Os cadetes de Mafeking.


Conversa ao pé do fogo.
Os cadetes de Mafeking.

                         Nós tivemos um exemplo do quão útil podem ser os escoteiros em serviço quando formamos um corpo de rapazes na defesa de Mafeking, 1899-1900. Mafeking era uma pequena cidade na África do Sul, quando ela foi cercada pelo exército Boers, Baden-Powell tinha somente umas poucas centenas de soldados para defendê-la. Cada soldado era vital para a linha de frente, e lá na cidade muito trabalho também necessitava ser feito.

                        B-P colocou o seu chefe-de-staff, Major Lord Edward Cecil, para trabalhar. Ele rapidamente formou um Corpo de Cadetes com 18 meninos, com idade a partir de nove anos. Ele escolheu um jovem líder para ser o sargento encarregado (sergeant-major) do corpo de cadetes, seu nome: Warner Goodyear.

                      Os cadetes de Mafeking tinham seu próprio uniforme: uniforme cáqui, chapéu de abas largas com um dos lados dobrado para cima, ou gorro. Antes de tudo os jovens foram bem treinados em entregar mensagens entre as defesas da cidade, servir como ordenanças, ajudar nos hospitais e atuar como vigias para prevenir as forças quando os ataques fossem esperados, e também avisar à população quando o grande canhão bôer fosse apontado para a cidade a fim de dar-lhe uma chance de abrigar-se antes que a bomba caísse.

                      Agora os meninos tinham algo melhor a fazer na cidade que ficar correndo de um lado para outro apanhando fragmento das bombas que explodiam! Eles assumiram o seu trabalho com orgulho, e logo foram reconhecidos como parte das defesas da cidade. O Corpo foi logo aumentado de 18 para 40 meninos.

                     Primeiro os jovens entregavam mensagens usando burros, mas à medida que o estoque de alimentos na cidade desaparecia os animais gradualmente iam terminando na cozinha! Assim eles passaram utilizar bicicletas, e frequentemente tinham que pedalar em meio a fogo pesado. Em uma famosa história B-P advertiu a um jovem que ele poderia ser atingido, e ele respondeu "Eu pedalo tão rápido, Senhor, que eles jamais me alcançarão.”.

                   Quando os selos da cidade se esgotaram durante o cerco eles precisaram de um desenho especial para imprimir novas emissões. Assim todos os selos colados nas cartas entregues pelos cadetes passaram a estampar o líder do Corpo de Cadetes, Warner Goodyear, sentado em sua bicicleta. Após o cerco os Selos de Mafeking,  feitos durante o cerco tornaram-se itens de coleção em todo o Império Britânico.

Baden-Powell, Escotismo para Rapazes
Hillcourt, Baden-Powell: the two lives of a hero

Grinnell-Milne, Mafeking

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Mafeking - O Jogo de blefes de Baden-Powell


Conversa ao pé do fogo.
Mafeking - O Jogo de blefes de Baden-Powell

Quando o cerco de Mafeking começou o regimento britânico estava desarmado, com baixo efetivo e isolado do mundo por um exercito de mais de 6000 soldados Bôer. Mas Baden-Powell estava a cargo das defesas e ele era um experto no "Jogo do Blefe".

O Caçador de Borboletas
Muitos anos antes B-P disfarçou-se de caçador de borboleta na Dalmacia e espionou os fortes e defesas inimigas. Quando encontrasse um soldado inimigo "com o bloco de desenhos na mão, Eu poderia perguntá-lo inocentemente se ele tinha visto tal e qual borboleta nas vizinhanças, e como eu estava ansioso por capturá-la. 99% deles não poderiam distinguir uma borboleta de outra - do mesmo modo que eu - assim eu estava em segurança, eles simpatizavam com aquele inglês louco que estava caçando insetos.”.

Baden-Powell, citado por Hillcourt em "Baden Powell: as duas vidas de um herói”.
O que os soldados não notavam era que nos desenhos das asas das borboletas Baden-Powell colocava os mapas dos fortes e defesas.

Cuidado: Minas!
Um dos maiores prioridades foi evitar que os Boers tomasse a cidade de assalto, porque eles podiam facilmente dominara as frágeis defesas de Mafeking. Mas Baden-Powell deduziu que os Boers temiam que houvessem campos minados...
Assim, para confirmar os temores Bôeres, B-P fez uma corrente com os habitantes para transportes caixas de metal com terríveis avisos de não derrubar ou bater escritos nelas. Centenas destas caixas foram enterradas nos arredores da cidade, e as áreas foram marcadas com avisos para os habitantes e pastores manterem a área livre. Depois ele pediu para os moradores da cidade se manter dentro dela enquanto as novas minas eram testadas.

Com todo mundo seguro em casa, Major Panzera e eu saímos e colocamos uma banana de dinamite em um formigueiro. Acendemos o pavio e corremos para nos protegermos até que tudo fosse pelos ares, o que foi feito com um esplendido estrondo e uma grande nuvem de poeira. Da poeira surgiu um homem com uma bicicleta, que coincidentemente passava, e ele saiu pedalando tão rápido quanto pode em direção ao Transvaal, oito milhas à frente, onde sem dúvida ele contou como por simplesmente pedalar pela estrada ele explodiu uma mina mortal. As caixas não estavam cheia de nada ais mortal que areia!
Baden-Powell, citado por Duncan Grinnell-Milne em Mafeking.

Muitos holofotes de busca.
Quando o cerco começou estava na cidade um viajante que fazia lâmpadas de acetileno. Baden-Powell e o Sargento Moffatt colocou-o para trabalhar na confecção de um holofote utilizando duas latas de biscoitos, com um queimador de acetileno com um tubo de borracha alimentando-o com gás. Este aparato foi preso a um mastro com ponta afiada, o qual poderia ser facilmente cravado no solo.

Na primeira noite que os holofotes foram postos em uso. Primeiro foram acesos e apontados sobre as posições Bôeres em um lado da cidade, depois rapidamente desmontados e acesos no outro lado da cidade... Após um tempo os Boers convenceram-se que atacar a cidade à noite seria inútil, pois ela estava cercada por holofotes de busca... Infelizmente os holofotes não duraram muito: os suprimentos de carbureto foram destruídos, ou num incêndio causado por uma bomba bôer, ou pela inundação após um temporal.

Duas metralhas a mais.
O mesmo blefe foi usado com relação ao pequeno suprimento de metralhas da cidade. B-P construiu postos para metralhadoras ao redor da cidade, e seus soldados poderiam disparar uma metralhadora de um deles, depois rapidamente removê-la para outro posto e disparar novamente. Para os Boers parecia que havia dúzias de metralhadoras protegendo a cidade.

Mas logo Mafeking acrescentou à sua limitada artilharia um velho canhão que foi achado sendo utilizado como uma barreira. A arma foi logo montada e posta em ação. Ela foi batizada de `Lord Nelson', e disparava uma bala de 10 libras. Coincidentemente `Lord Nelson' tinha as iniciais B.P. & Co. Gravadas nele. Ele foi fundido na fundição Bailey & Pegg em 1770.

Um outro canhão logo entrou em ação. Feito em casa, em Mafeking, fundido em uma fornalha feita aproveitando-se uma cisterna revestida com tijolos. O canhão foi feito de uma chaminé de aço com quatro polegadas reforçadas por trilhos dobrados em anéis. O chassi foi aproveitado de uma velha máquina debulhadora. Bombas foram feitas fundindo-se refugos metálicos. A arma podia disparar projeteis de 8 kg pra uma distância de quase 4 km. Este canhão foi chamado de "O LOBO" em homenagem a Baden-Powell: Impeesa, o lobo que nunca dorme.

Arame Farpado

Logo B-P ficou sem arame farpado para proteger as trincheiras de seus soldados. Mas ele notou que à distância tudo que se podia ver eram soldados rastejando sob um obstáculo invisível - ele não poderia ver o arame - Assim ele pediu que continuassem erguendo posições e esticando arames imaginários entre eles. Depois eles fingiam rastejar sob os novos "obstáculos" que eles ergueram. O inimigo não tinha condições de saber que não havia nenhum arame no local.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Boa tarde a minha plêiade de amigos. A nóis aqui travez!


Boa tarde a minha plêiade de amigos. A nóis aqui travez!

Andei sumido por uns tempos dos meus blogs. Velho não tem jeito. Vira e mexe tem de tirar umas férias forçadas. Mas eu sei que o tempo passa a vida não para, os sonhos continuam e não tem maneira e nem eira de deixar tudo para trás e não voltar nunca mais. Uma volta na rotina da vida, um retorno mal dormido e eis-me aqui a palavrear, parolando frases para anunciar que não foi desta vez. Desde pequeno que aprendi a sorrir, pois meu pai dizia que o meu sorriso podia mudar a vida de alguém. Hurruu! Alguns dias de molho, sem choro, bebericando medicamentos, tratamentos tudo para poder retornar e dizer: Voltei de onde nunca devia ter saído. O que tem de ser será. Não vou declamar o pior que o poeta disse: - Morrer, dormir, não mais: - Termina a vida e com ela terminam nossas dores, um punhado de terra, algumas flores e quem sabe às vezes uma lágrima fingida. Anuncio a escoteirada que os anjos me levaram a sonhar muito, rir alto, pois a ordem dos fatores não altera o desejo de alcançar a felicidade.

Mais uma vez voltei sem sair e por aí me perdi pensando que não existe melhor remédio no mundo que uma gargalhada, nem que seja mal assombrada. Obrigado àqueles que se lembraram das minhas pequenas férias, dos que não tinham o que curtir, dos que não podiam comentar e nem compartilhar. Aqui estou e me aguardem os que me acham um Velho chato, enfadonho, irritante e incomodo. Os que dificilmente leem o que escrevo se preparem, pois vou encher minhas páginas de considerados escritos e relatos, todos escoteiros, pois aprendi a viver escoteirando e se assim o faço terei aprendido a morrer sorrindo. Puxa! Substitua morrer por abraços e beijos carinhosos de alguém que ama seus amigos, pois não estou aqui para uma rápida visita. Não vou me apressar e nas minhas caminhadas para escoteirar não vou esquecer-me de ficar alerta nas trilhas e de sentir o cheiro das flores no caminho.

Boa tarde! 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A Escola da Vida!


A Escola da Vida!

                       Não sei se existe idade cronológica para que nós possamos aprender a cada dia nesta formidável escola do mundo em que vivemos. Li certa vez que todos nós estamos matriculados na Escola da Vida. Desde que nascemos. Nesta escola o mestre é o tempo. A cada dia vamos aprendendo. Não importa a idade, pois o aprendizado não para. Dia e noite. É bom aprender com o silêncio, com os falantes, com os intolerantes e os gentís. Eu posso dizer que sou grato a todos pelo que aprendi e ainda aprendo. Não levo em consideração se são rudes, se são estranhos. A eles sou eternamente grato. De vez em quando penso nas palavras de Baden Powell quando disse que é uma pena que um homem tenha que viver sessenta anos para adquirir alguma experiência de vida e a leve para o túmulo, cabendo aos que o seguem começar tudo de novo, cometendo os mesmos erros e enfrentando os mesmos problemas.

                     Leonardo da Vinci comentou que a experiência é uma escola onde são caras as lições, mas em nenhuma outra os tolos podem aprender. Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende. São duas coisas distintas – O saber dado pelos mestres nas escolas e a vida como ela é, sendo olhada, guardada em nossa mente e nos fazendo crescer no dia a dia. Pois é, no dia em que guiarmos nossas ações, juízos, estudos e decisões por valores que visam ao sublime em vez da mesquinhez, quando agirmos inspirados mais nos critérios de justiça, da generosidade, da prudência, da temperança do que do interesse do egoísmo, no dia em que agirmos meditando sempre na beleza da doçura, na importância da humildade, no valor da coragem e no lugar da compaixão, nesse dia nosso planeta atingirá aquele estágio supremo que toda evolução técnica teve por meta.

                O escotismo nos deu escolhas. Não importa se entramos nele como jovens ou adultos. Deu-nos escolhas simples, honestas baseadas em uma lei e uma promessa. Aprendemos tanto a cada dia, a cada hora, a cada minuto. Aos poucos vamos fazendo um arquivo em nossa memória impossível de descrever ou escrever. Este arquivo é quem nos ensina como compreender, ser calmo, ponderado, e assim aceitarmos mais alegremente a vida como ela é, sem reclamar e aceitando o que nos foi dado como meta. Fico pensando porque muitos jovens ainda não se voltaram para o que dizem os mais velhos, aqueles que já estiveram em todas as salas da escola da vida. Não seria vantajoso escolher com aqueles que já passaram por todas elas, que carregam experiência e não se perdem no caminho desta escola?

                São muitos que sabem o valor de participar ativamente deste movimento que se tornou para nós os mais velhos uma excelente Escola da Vida. Os percalços que encontramos tudo que amamos são aulas para o nosso aprendizado. Chega a hora que viver junto aos jovens não dá mais. A idade é implacável. A Escola da Vida e Deus me deram o que preciso para continuar a jornada de outra forma. Mente clara, pensante, ativa procurando nos seus recônditos uma maneira de ajudar e colaborar. Baden-Powell nos mostrou o valor da natureza em nosso crescimento – Escoteiros quando um filhote de lobo ouve as palavras “estudo da natureza”, seu primeiro pensamento é sobre coleções da escola de folha secas, mas estudo da natureza real significa muito mais do que isso, o que significa saber sobre tudo o que não é feito pelo homem, mas criado por Deus.  E a natureza é uma das grandes matérias da Escola da Vida.


                 Todo homem toda a mulher passa pela Escola da Vida. Eles são os que sustentam a nação e o mundo com o que aprenderam. São livros não escritos, são matérias do dia a dia. São as alegrias, as dificuldades, os sacrifícios que nos dão a certeza de um dia receber o diploma tão esperado. Mas este diploma é apenas uma etapa. A Escola da Vida não para. Há muito que aprender. Ela nos dá a única riqueza que vamos levar conosco na viagem que um dia iremos realizar. E a cada estação, a cada apito do trem descendo ou subindo iremos encontrar mais e mais escolas. São milhares. Nunca irão parar. Seria bom que todos trocassem ideias como os que passaram por esta escola antes da maturidade. Mas acredito que tem de ser assim. Como dizia o poeta, mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo!