Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

As aventuras de Ticha. Uma Lagartixa dengosa.


Lendas escoteiras.
As aventuras de Ticha. Uma Lagartixa dengosa.
(histórias para lobinhos).

               Eu tenho um especial carinho pelos lobinhos. Quando atuava na linha de frente adorava ficar olhando para eles, me fixava em um ou dois prestava atenção aos seus olhos, à boca, a expressão de felicidade e isto me fazia feliz. Quando um lobinho ou lobinha fica quieto ou quer sentar para descansar está doente. Eles não param. Vivazes, alegres e correndo sem parar. Infelizmente fiquei pouco tempo como Chefe deles. Menos de três anos. Tive muitos amigos e amigas chefes de lobinhos. Estes chefes tinham sua maneira, seu porte, seu sorriso diferente do chefes escoteiros. Ontem me dirigia ao Super Mercado a pedido da esposa para umas comprinhas e passei em frente ao Grupo Escoteiro Rui Barbosa. Não deu outra. Tive de parar. Eu tinha bons amigos ali e gostaria de revê-los e dar um abraço Escoteiro. A tropa Escoteira não estava e os sêniores também não. Mas lá estava a Kelánina com seus traquinas a correr pelo pátio. Desculpem o seu apelido, mas de tantos os lobos chamarem-na de Kelá o apelido pegou. Até eu só a chamava assim. Seu nome era Nina Matusalém Santos.

              Ela me viu e deixou a Alcatéia com sua Assistente. Nina teria no máximo trinta e oito anos. Casada e dois filhos na tropa. Entrou por causa deles e ficou. O tal mosquitinho Escoteiro mordeu. Ficamos grandes amigos quando dirigi um Curso Avançado de Lobos. Ela aluna sempre me procurava para perguntar e perguntar. Grande perguntadora! Risos. – Chefe! Que prazer em ter o Senhor aqui! – Alegria minha Kelánina, afinal estava com saudades. – Sabe Chefe, voltamos de um acantonamento semana passada e olhe, até hoje não acredito em tudo que aconteceu. – Lá vinhas histórias. Adoro. Deixo tudo para ouvir uma boa história. – Conte disse eu! Esqueci completamente minha ida ao supermercado. – Pois não – Observe aquela lobinha morena de cabelos curtos bem baixinha. Ela se chama Katinha. Claro apelido. Um dia me procurou se podia trazer com ela a Ticha. Ticha? Disse eu. Kelá é minha amiguinha, uma lagartixa. – Olhe Katinha não dá. Ela vai prender sua atenção e você pouco vai absorver o que estaremos fazendo, isto sem contar que os outros também não iram participar como devem.

             -  Água mole em pedra dura que um sábado a deixei trazer. Porque não?  Afinal dizem que os melhores vendedores do mundo são as crianças. Garantiu-me que ela ficaria em uma pequena caixa de papelão. Para dizer a verdade não entendia nada de lagartixa, sabia sim que muitos jovens estavam mudando seus animais de estimação. Já conheci alguns com cobras, papagaios, canários, e outros bichos. Mas lagartixa não. Tudo correu bem nos quatro primeiros sábados. Um acantonamento estava marcado para o final de junho, feriado de Corpus Christi. Katinha chorou para levar sua Ticha. Tanto chorou que deixei. Antes de ir fiz uma pesquisa na internet sobre elas. Lá dizia que Lagartixas são animais surpreendentes. Embora muitas pessoas tenham a imediata intenção de matar uma lagartixa ou gritar de medo e/ou nojo, esses animais são importantes controladores de pragas, como insetos. E, além disso, são criados por gente do mundo todo como animais de estimação.

                        - Era um mundo a parte Chefe. Eu nunca poderia entender bem tudo sobre elas. E assim começou nosso acantonamento, ou melhor, nossa aventura lagartixeira. No primeiro dia Katinha só ficava de olho na sua Ticha que ela deixou em cima da mesa da varanda. À tarde Katinha me chamou – Kelánina foi a Ticha quem me contou. Está vindo aí e vai passar por aqui agora a tarde um exame de abelhas africanas. Ela disse que são milhares e milhares. Disse também para não deixar ninguém ficar do lado de fora da casa e trancar portas e janelas. – Pelo sim e pelo não, pois já pensou milhares de abelhas africanas picando os lobinhos? – Prendi todo mundo contra a vontade e vários fazendo lá dentro  maior zoeira. Não deu outra. Eram quatro da tarde e o céu ficou preto de abelhas. Meia hora depois elas haviam sumido com o vento sul. Fiquei cismada, lagartixa falando? Bem na minha pesquisa vi que elas e algumas espécies conseguem se comunicar vocalmente através de ruídos, coisa incomum para répteis. Além do mais é um dos únicos animais do planeta que conseguem aderir em quase qualquer superfície e até escalar o vidro. Mas falar?

                      No segundo dia de novo estava lá Katinha. – Kelánina, Ticha gostou muito da senhora e gostaria de apresentar O prefeito da cidade de City Lagarty. Ele pediu para conhecê-la. – Chefe, brincadeiras a parte, mas não sei onde estava com a cabeça. Aceitei o convite e fui com Ticha e Katinha até onde ela disse ser a cidade. Nossa! Fiquei abismada. Próximo a um lago em um barranco centenas de buracos tipo cavernas e de lá começaram a sair milhares de lagartixas. Um barulho diferente, mas educado sem correrias elas tomaram conta da areia que beirava o lago. Uma lagartixa gorda, enorme e quase achei que seria um lagarto se aproximou. Ficou nas duas patas trazeiras e fazendo trejeitos com a cabeça parecia sorrir para mim – Kelánina!  Apresento o prefeito da cidade, o Senhor Mestre Baba! Meu Deus! Não via ninguém falar, mas Katinha jurava que sim. Não sabia se estava assustada, se isto me deu uma enorme surpresa ou se eu estava sonhando. Voltamos caladas com Ticha nas costas de Katinha.

                - O pior Chefe foi no último dia. Depois do cerimonial de bandeira de despedida, Katinha me procurou ainda no circulo antes do Grande Uivo e me disse que Mestre Baba tinha solicitado educadamente que parte dos habitantes de City Lagarti pudessem participar também de uma cerimonia de bandeira. Eles gostaram muito da que a senhora fez conosco! E agora Chefe? Já viu um pedido assim? Fazer o que? Após o arriar da bandeira, dei para Katinha uma bandeira do grupo. Ela mesmo colocou no cabo (era arvorado) e fez um sinal de reunir. – Imagine Chefe centenas de lagartixas correndo e tomando posição em frente à bandeira. Para dizer a verdade ficaram uma ao lado da outra e se a gente pudesse ver por cima seria uma perfeita ferradura. Os lobinhos e as lobinhas estavam adorando tudo. Katinha fez um sinal elas levantaram a cabeça e ela hasteou e arriou a bandeira ao mesmo tempo. – Precisa ver Chefe. As lagartixas fizeram um ruído tremendo. Pulavam, subiam em cima da lobada, em cima de mim e no principio fiquei com medo. Depois entrei na farra lagartixeira!


                O Ônibus saiu devagar para não passar em cima das milhares de lagartixas que cismaram em ficar até nossa partida. Katinha sorria de orelha a orelha. – Sério olhei para Kelánina, mas ela parecia estar sendo sincera. Pelo sim e pelo não dei boa tarde um bom aperto de mão e fui me despedir do Chefe Brito que era o Diretor Técnico. Cheguei tarde em casa. Célia me olhou e rindo falou – Escoteirando? Sorri e repliquei – Não – Lagartixando! São histórias que me contam e eu repasso. Acreditem quem quiser. Mas eu sou um eterno sonhador, acredito em tudo. E não é que sonhei com Kelánina, Katinha, Ticha e Mestre Baba? Risos.        

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A incrível aventura do Chefe Gerônimo no Vale do Eco.


Lendas Escoteiras.
A incrível aventura do Chefe Gerônimo no Vale do Eco.

                     Não conheci Gerônimo muito bem. Uma ou duas vezes para ser mais preciso. Deixava a desejar como Chefe Escoteiro. Nas conversas com amigos ele estava sempre com uma carranca de assustar qualquer um. Na última vez que o vi acho que passava dos vinte e seis anos. Sabia que sua família lhe dava tudo e ele não dava nada em troca. Nunca foi bom nos estudos. Mas não era mau sujeito. Não fazia mal a ninguém. Ria mais que falava. Quando o vi pela primeira vez estava como Chefe de tropa Escoteira. Dizem que se queres conhecer uma boa tropa, veja como seu Chefe seus Monitores como fazem o sistema de patrulhas. Acho que o Chefe Gerônimo era perfeito. Melhor ainda a escoteirada gostava muito dele.

                      Gerônimo nunca foi bom aluno. Passou raspando e quase não chegou ao segundo grau. Entrou como Escoteiro já com treze anos. Bem mandado não sabia mandar. Na Patrulha todos gostavam dele. Como se diz – “Jerônimo é um bom companheiro”. Não gostou muito dos seniores. Lá achavam que ele era parecido com um “Nerd”. Quando surgiram as guias piorou tudo. Ele não se sentia bem com as piadas que faziam dele. Começou a faltar às reuniões até um dia que não voltou mais. Nunca o procuraram em sua casa a não ser Saulinho, um Escoteiro que foi seu amigo por toda a vida. O grupo passou por uma fase difícil. A liderança do Diretor Técnico não era das melhores. Muitos chefes voluntários que entravam ficavam pouco tempo. A tropa Escoteira ficou sem Chefe. O Diretor Técnico não conseguiu ninguém. Na Patrulha da Raposa alguém falou de Gerônimo. Os Monitores foram a casa dele. Fizeram o convite. Gerônimo sorriu como se estivesse recebendo um presente.

                     Durante um ano Gerônimo foi um bom Chefe de tropa. Conversava pouco, falava sempre com os Monitores. Para dar exemplo terminou o segundo grau. Seus pais ainda insistiam para ele tentar uma faculdade mesmo com vinte e seis anos.  Depois de um ano os escoteiros começaram a pensar que o Chefe Gerônimo não era o que pensavam. Nandi era o Monitor mais antigo. Mais sensato. Mais comedido. Foi à casa do Chefe Gerônimo bater um papo e quem sabe ver se ele poderia mudar no seu sistema na direção com a tropa. Gerônimo só ouviu. Nada falou. Nadi comentou na Corte de Honra sua conversa com o Chefe Gerônimo. Desde que foi a casa dele não voltou mais para a tropa. Os pais de Gerônimo foram procurar por ele no grupo. Havia sumido há três dias. A tropa ajudou nas buscas. A polícia achou que ele fez as malas e foi embora. Não deram muita “bola”. Afinal não era uma a criança.

                     Durante dois meses o procuraram em todos os lugares, a cidade era pequena, menos de sessenta mil habitantes. Chefe Gerônimo sumiu mesmo. Não deu mais notícia. Seus pais correram meio mundo procurando. Desistiram e voltaram a sua rotina. Dizem que o trabalho faz a gente esquecer os dissabores e as tristezas da vida. Os escoteiros ficaram sem Chefe. Ninguém para assumir. Os Monitores não deixaram a peteca cair. Eles mesmos programavam e até que estavam gostando das reuniões que as patrulhas davam. Um dia acharam que podiam acampar. Estavam proibidos de sair da sede. Tanto falaram que convenceram o Diretor técnico. Prometeram que iam ao Vale do Eco. Acamparam lá muitas vezes. Era um ótimo local. Boa aguada, riacho raso, sem cachoeiras, mata pequena, muito capim gordura e bambus à vontade.

                     Claro, havia um local perigoso. Os penhascos de Santa Maria. Mas era o melhor local para se divertir. Lá em cima avistavam todo o Vale do Eco. A garganta era profunda. Se alguém caísse era morte certa. Mas o eco era fantástico. Ribombavam em paredes lisas de pedras e um grito ficava minutos a minutos respondendo até que baixinho sumia. Uma festa. Fizeram mil promessas. O Diretor Técnico consultou alguns pais. Eram a favor. Eles confiavam nos filhos. Os preparativos foram grandes. Eram três patrulhas. A Patrulha Onça Pintada ficou de conseguir transporte da Prefeitura. O Doutor Leopoldo o prefeito fora Escoteiro. Nunca deixou de colaborar. A Patrulha Jaguatirica foi até o Super Mercado do seu Nonato. Seriam quatro dias. Levaram uma lista. O que ele desse estava bom demais. A Patrulha da Coruja foi até o empório do Senhor Leonel. Precisavam de mais alguns materiais de sapa e lonas para toldos.

                    Durante duas semanas prepararam tudo. Na quinta feira feriado, às seis da manhã estavam todos na sede. O caminhão da prefeitura já estava lá. Alguns pais foram se despedir. O Diretor Técnico não apareceu. Não havia nenhum adulto do grupo. Nandi o Monitor da Jaguatirica o mais velho dirigia tudo. Cantando e dando adeus partiram na maior alegria. Às onze da manhã chegaram próximo ao Vale do Eco. Iam acampar ali. Conheciam o terreno de cor e salteado. Fizeram um programa simples. Uma Patrulha ia tentar encontrar um lobo guará e chegar pelo menos a cinco metros dele tirando uma foto. Não era fácil. Era uma Alcatéia arisca que morava no estreito do nevoeiro no vale do eco.

                    Outra Patrulha programou fazer uma ponte pênsil, usando bambus e cipós. Levariam dois dias no mínimo. A terceira Patrulha programou construir um Ninho de Águia onde coubessem todos participantes. Mais dois dias. Prepararam três jogos noturnos, e uma noite só para desafios do Quebra Coco e a ultima o Fogo de Conselho. Tinham também vários jogos para o dia não ficar monótono. Muitos escoteiros iriam testar na cozinha a especialidade de cozinheiro, outros queriam de primeiros socorros e uma meia dúzia de acampador. O programa estava completo. Claro que sempre à tardinha todos iriam até a os Penhascos de Santa Maria. Perto. Menos de trinta minutos de subida. Mas a diversão era garantida. Cada um improvisava um grito. Outro em sequencia e parecia que centenas de vozes iguais repetiam lá no fundo da garganta.

                  Foi no segundo dia quando estavam descendo que avistaram uma fumaça bem no meio do Vale do Eco. Próximo à curva do Moinho de Vento. Estava escurecendo, mas sabiam que no dia seguinte os Monitores iriam até lá para saber quem estava acampando ali. A noite foi uma delicia. O jogo da caça a coruja deixou todos vibrando e a Patrulha da Onça Pintada campeã cantava a mais não poder. Sempre lá pelas dez da noite, acendiam um fogo e ficavam até onze ou meia noite conversando entre si. Um cafezinho ou um chocolate quente era mantido em um bule grande esquentado na brasa. Não faltava o Nonô da Patrulha Coruja com sua flauta mágica.

                   Nandi tinha combinado com os Monitores que logo após a inspeção, passariam ao cargo aos sub-monitores e eles iriam ver quem estava acampado ali. Sabiam que não eram outros escoteiros. Iriam camuflados. Não sabiam o que iam encontrar. Tinham experiência em camuflagem. Chegaram à garganta e foram bem devagar no riacho que estava bem seco. As chuvas do verão ainda não tinham chegado. Menos de meia hora avistaram uma cabana. Simples. Feita de sapé com madeira cortada nas imediações. Uma rede de cipó embalava um homem. Estaria morto? Parecia. Não se mexia. Melhor chegar para ver. Um susto! Impossível! Era o Chefe Gerônimo. Abatido, sem forças e barbudo. Parecia que não se alimentava há dias. Tentaram reanimá-lo. Difícil. A fraqueza era muita. Nonato voltou ao acampamento para buscar mais escoteiros. Fizeram uma maca.

                  Antes do meio dia chegaram. Algum cozinheiro já tinha preparado um caldo de feijão bem forte. Tiveram que colocar em sua boca. Deram um banho nele com uma toalha velha. Ficou na Barraca da Coruja. Eles tinham uma a mais. O programa da tropa mudou. Sempre uma Patrulha para ficar com o Chefe Gerônimo. Impossível buscar socorro na cidade. Ficava a mais de cem quilômetros. Melhor é tratar dele no acampamento e esperar o dia do retorno. No terceiro dia Chefe Gerônimo levantou. Olhou para todos. Viram que seus olhos encheram de lágrimas. Quis falar, mas não conseguiu. No quarto dia ele já andava bem, mas pouco falava. Pediu para participar do Fogo do Conselho. La pela tantas fez um sinal. Pediu para falar.

                    Meus amigos eu não sei o que me deu. Uma névoa tomou conta da minha mente. Peguei minha mochila, coloquei alguns víveres peguei uma carona em uma caminhonete do Lindomar e cheguei próximo daqui. Fui subindo córrego acima. Parei na curva do Pássaro Preto encontrei um descampado. Vocês me encontraram lá. Cinco dias depois meus víveres acabaram. Não sei como vivi esses dois meses que ali fiquei. Não me lembro de nada. Sabia que as noites alguém me alimentava. Quem nunca soube. Um dia resolvi voltar para casa. Estava com saudades dos meus pais. Não consegui. As pernas não obedeciam mais. Fiz a rede de cipós e ali passava as noites e os dias. Acordei aqui com vocês. Não sei o que houve o que fiz e quem me ajudou.


                  A tropa ficou calada. No ultimo dia voltaram à cidade. Os pais do Chefe Gerônimo fizeram uma festa para o retorno dele. Cinco meses depois ele voltou ao Grupo Escoteiro. Outro Chefe Gerônimo. Mais ativo, mais falante, mais inteligente. Retornou a tropa. Aceito por todos. Assumiu cinco anos depois como Diretor Técnico. O Grupo mudou muito. Vários chefes novos. Uma diretoria atuante. Chefe Gerônimo se formou em Letras. Professor na Escola Técnica Santo Agostinho. Logo foi eleito vereador. Nunca saiu do Grupo Escoteiro. Dizem que casou não sei. Mas sei que a tropa Escoteira até hoje, com os jovens daquela época já adultos sempre contam uns para os outros a grande aventura que tiveram no Vale do Eco. Se ele foi socorrido quando ficou lá meses ninguém nunca provou. Mas como histórias são histórias deixo para a imaginação dos amigos leitores. Bom campo no vale do Eco!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O assombroso Fantasma da sede do Grupo Escoteiro Tapajós.


Histórias escoteiras.
O assombroso Fantasma da sede do Grupo Escoteiro Tapajós.
(baseado em fatos reais)

           Esta historia aconteceu há muito tempo. Lá pelos idos de 1961. Recém-admitido como funcionário da Usiminas conheci mais dois amigos que eram escoteiros em sua cidade de Origem. Carlos e Odair. O primeiro foi Escoteiro da Pátria em Juiz de Fora do Grupo Escoteiro Aimorés do meu grande amigo e falecido Chefe Darcy Malta. O segundo Escoteiro em Muriaé. Tornamo-nos amigos inseparáveis. O escotismo fazia falta. Porque não organizar um grupo? – Surgiu de surpresa. Um amigo de nome Raimundo morava em Senador Melo Viana, na época um distrito de Coronel Fabriciano e acho que ainda é até hoje nos convidou para almoçar em sua casa. Para surpresa o Pároco da Matriz também estava presente. Durante o almoço surgiu à ideia de montar um grupo ali. O Pároco se dispôs a ver as necessidades e providenciar.

             Seis meses depois o Grupo Escoteiro ia de vento em popa. Infelizmente um contratempo aconteceu. O Chefe Odair veio a óbito. Morávamos todos em uma casinha espécie de república. Uma epopeia levar o falecido em sua cidade. Mas esta é outra historia. Perdemos alem de um grande amigo um excelente corneteiro. Ainda bem que o Grupo Escoteiro cresceu. Tínhamos mais de doze escotistas atuantes e a maiorias já DCBs.  Nossa sede era atrás do cemitério do distrito. Eram três barracões enormes, cujas janelas de fundo davam para toda a área do cemitério. Os três barrocões eram divididos entre as sessões. Um para os lobinhos, um para a tropa e outro para a diretoria e almoxarifado.

             Uma semana após o passamento do Odair o Zé Pontes da diretoria me procurou para avisar que reclamaram com ele da algazarra tremenda que faziam a noite e sempre após a meia noite na sede escoteira. Tocam corneta, bumbos, tambores e taróis Pensei comigo. Só quatro de nós tinham as chaves. Quem seria? – Melhor ir lá para ver. Ir sozinho? Sei que era um homem, durão, Chefe Escoteiro, mas nunca me dei bem com fantasmas. Ir lá à meia noite, atravessar uma lateral do cemitério, abrir a porta e entrar e esperar até meia noite para ver a banda tocar estava fora de cogitação. – Carlos vamos nós dois, falei. – Nem pensar, Chame o Zé Pontes, o Nonô ou então o Pároco. Ninguém quis ir. Cada um deu uma desculpa.

            A banda uma ou duas vezes por semana continuava tocando. Escoteiros e lobinhos evitando entrar na sede mesmo durante o dia. A “coisa” estava tomando proporções que poderia prejudicar mesmo a frequência dos meninos. Tinha que ir lá e desmascarar o tal fantasma. Quinta feira, armado de uma boa lanterna esperei dar onze e meia e lá fui. Confesso que tremia um pouco. Ao passar pelo cemitério criei na minha imaginação centenas de fantasmas a me observarem. Onze e cinquenta lá estava eu na porta do almoxarifado. Um silêncio de morte. Juntei todas as minhas formas e entrei. Um “besta” que sou, pois entrei e fechei a porta comigo dentro. Porque fiz isto? Não sei. Sentei em uma cadeira em volta de uma escrivania. O silencio era total. Já estava respirando melhor. Acho que não tinha nada. O povo inventa!

               Levantei, acendi a lanterna e passeei com o facho de luz por toda a sala. Maldita sala! Uma corneta estava suspensa no ar. Outra tocou a toda no meu ouvido. Um berro da corneta e um meu. Larguei a lanterna e corri para a porta. Um custo para abrir. Bombo, tambor e corneta tocavam no meu ouvido. Gritava e berrava como um louco. A porta abriu. Sai correndo em desabalada carreira. As calças toda molhada. Senti algum mais que não vou dizer aqui. Fui direto ao Pároco. Ele dormia. O acordei. – O Senhor vai comigo – Chefe Osvaldo é impressão sua. – Vamos lá, não é o homem de Deus? – Lá fomos eu e ele. Vi que ele sorria, queria mostrar uma força que não tinha. Entramos, silencio. Ele me olhou – Tá vendo? Não tem nada. Uma corneta berrou alto no seu ouvido. – Ele gritou – Louvado meu Senhor Jesus Cristo. Me socorre.  Nem me olhou sumiu na porta na minha frente.

                No dia seguinte ele e mais diversos coroinhas e todas as Filhas de Maria, sem contar os Vicentinos lá estavam na sede para exorcizar ou sei lá o que ele fazia. Rezaram, cantaram e foram embora. Acho que deu certo. Os barulhos sumiram. Joguei a calça que usei naquele dia fora. Não dava nem para lavar. Até hoje não sei se foi o espírito do Odair. Ele nunca me disse nada. Uma semana depois fui pegar um guarda chuva em cima do guarda roupa na república que morávamos. Chovia a cântaros. Trovejava. Relâmpagos no céu. Carlos trabalhando de zero hora. (turnos alternados). Estava sozinho em casa. Subi em uma cadeira. Meu Deus! A dentadura do Odair aberta como se estivesse rindo para mim! (ele tinha dentadura). Cai da cadeira estatelado no chão. De novo correndo até o bar do Zaqueu. Melhor ficar ali até as madrugadas tomando umas e outra. Voltar para a casa? Vai ser difícil.

Final: - Um ano depois a convite montamos uma Tropa Escoteira na Paróquia de Coronel Fabriciano a convite do padre local. Hoje Bispo. Don Lara. Grade Chefe! – Sai da Usiminas, passei anos sem voltar lá. Hoje o Tapajós existe em Coronel Fabriciano. Um grande grupo. Orgulho da cidade.

Afinal são histórias. Acreditem se quiserem. Ainda guardo lembranças do Carlos do Odair e de tantos outros. Valeu uma época. Valeu uma vida!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Meu Amigo, você é Escoteiro? Com muito orgulho meu caro, Escotismo está no meu coração.


Meu Amigo, você é Escoteiro?
Com muito orgulho meu caro, Escotismo está no meu coração.
    
         Você não sabia? Ah! Meu amigo eu sou sim e com muito orgulho. Se tiver um tempinho deixe que lhe diga o que aprendi e o que ainda irei aprender. Quando menino eu aprendi que a palavra homem tem um significado especial. Aprendi que devia ser alguém para que todos que me amam pudessem um dia se orgulhar de mim. Aprendi que o caráter é importante em cada um de nós. E aprendi muito mais, a ser leal alegre e saber sorrir nas dificuldades. Aprendi que ser fraterno é ponto de honra, e minha palavra? Sim ela é sagrada. Estou aprendendo que a honra faz parte dos honestos. Que a ética é para homens honrados. Aprendi tantas coisas que cada dia que passa mais eu me orgulho de ser um Escoteiro. E olhe eu serei para sempre!

       Preste atenção meu amigo e veja como são tantas coisas maravilhosas que acontecem comigo e se hoje eu sei que a felicidade pode ser alcançada, acredite, eu a alcancei. Sou um privilegiado por Deus em ser um deles. Olhe pode ser que você também já viu, mas quem pode sucumbir a um céu estrelado? Deitar na relva e em volta de uma fogueira junto a amigos e amigas? E olhe como é lindo ver as constelações, sentir a grandeza da via láctea. Acredite, eu já vi centenas de cometas brilhantes no céu a correr em uma velocidade incrível! E as estrelas faiscantes a brilharem no espaço? São coisas que um Escoteiro não esquece. E quando vejo isto mais e mais eu tenho a certeza que ser um Escoteiro é fantástico e isto me transforma. Aprendemos que devemos ser puro nos pensamentos, nas palavras e nas  ações, pois assim estamos mais perto de Deus.

      Eu gostaria de lhe convidar que um dia você pudesse junto comigo dormir sob as estrelas! Irás sentir a brisa da madrugada irás ver o vento balançando as árvores prá lá... E para cá... Ver o sol nascer e se pôr ainda vermelho no horizonte deixando além de um rastro vermelho também uma marca profunda em nós. Quem sabe um dia você vai poder saborear o cheiro da terra molhada em uma orla de uma linda floresta verdejante? Sentir o perfume das flores silvestres, o som maravilhoso da passarada voando pelos céus? Ou do piar da coruja em um carvalho qualquer próximo a uma linda cachoeira e claro ouvir por muito tempo o ribombar das suas quedas d’águas. Meu amigo, é gostoso demais ver o lenho crepitando em uma bela fogueira onde todos brincam, riem, cantam e vão vendo as fagulhas subirem aos céus, languidas e serenas até que a aragem leva-as para longe.

      Olhe você nem pode imaginar como é lindo ser escoteiro. Acho que é um privilégio de poucos. Mas uma alegria de muitos que têm a audácia de estar lá conosco. E quando vejo a chuva caindo em uma floresta, em uma campina ou em uma colina ou uma montanha distante, o som me envaidece. É um som imperdível aos ouvidos de um velho mateiro. Acredite nós temos uma ternura imensa com a natureza. É ela quem nos aproxima mais e mais do criador. Muitas vezes não precisamos de bússola, nós sabemos encontrar facilmente o Norte e o Sul só de olhar para as folhas das árvores, ou então um ninho de pássaros. Como é gostoso seguir a sotavento, sentir o vento no rosto, descobrir as flores silvestres desabrochando nas campinas, nos vales e nas serras distantes. E quer saber? É gostoso demais tirar o calçado e molhar os pés nas águas geladas de um belo riacho. Nós podemos sentar embaixo de uma árvore frondosa e tirar uma deliciosa soneca. Você precisa ver e experimentar quando o cheiro da relva vem até nós, olhar a campina fazendo ondas ao vento e a sentir soprar em nossa direção. E olhe, é maravilhoso quando chegamos ao cume de uma montanha e olhar o horizonte! É um espetáculo imperdível meu amigo!

      Mas olhe  quem não for um Escoteiro acredito que nunca terá a oportunidade de ter o que temos. Aqui aprendemos que o medo é próprio dos fracos e é preciso ter coragem e amor para conviver uma vida saudável junto aos demais Escoteiros. Isto meu amigo nós chamamos companheirismo e fraternidade. Se um dia você quiser, eu te darei a mão e se esforçar como tantos que se esforçam, eu terei o maior prazer em levar você a um Grupo Escoteiro. Mas se isto acontecer é preciso que saiba que qualquer um pode entrar, mas é importante saber que ser escoteiro não é para qualquer um!

        Se estiver animado e resolver mesmo, você será muito bem vindo. Todos nós o recebemos de braços abertos e olhe, entrando você será mais um irmão de tantos milhões espalhados pelo mundo. E vais aprender um dia que o Escotismo foi feito de coração pelo fundador Baden Powell. De tudo que nos deu e nos ensinou escreveu um dia que em nosso movimento só os valentes entre os valentes se saúdam com a mão esquerda. Já pensou? Viver em uma fraternidade sem fronteiras? Acampar em longínquos lugares nunca antes imaginados? E o melhor poder apertar a mão esquerda de todos nossos irmãos Escoteiros em centenas de países onde o escotismo existe? Portanto meu amigo é bom que saiba que nós escoteiros somos amigos de todos e irmão dos demais escoteiros. Não esqueça você sempre será bem vindo, eu mesmo farei questão de apresentar você a todos da fraternidade de apertar sua mão, dar o meu abraço e dizer sorriso: - Sempre Alerta!


Quer ser um de nós? Então vamos lá, coloque sua mochila, aprume sua bandeira. Cante comigo o Rataplã, não sem antes fazer sua promessa e depois? Depois vista seu uniforme. Não se esqueça do chapéu de três bicos, ajeite seu bornal e lá dentro um farnel, pois agora vais partir para um mundo de sonhos. Agora é hora de um belo sorriso, pois vamos partir para onde o vento nos levar. Portando meu amigo agora você vai entrar neste maravilhoso mundo dos escoteiros e se prepare, pois vai participar da maior aventura de sua vida!

domingo, 5 de outubro de 2014

Finalmente, a democracia chegou ao Escotismo. E acredite se quiser!


Conversa ao pé do fogo.
Finalmente, a democracia chegou ao Escotismo.
E acredite se quiser!

                    Não acreditava no que ouvia. É verdade? Perguntei a um Chefe no telefone. É sim Chefe Osvaldo. Estamos vivendo uma nova fase. A Direção Nacional não é mais a mesma. Estão mudando tudo. Agora tudo as claras e voto no voto. Deve ser porque a eleição no país foi perfeita. Eu soube que ela vai fazer uma consulta com todos os associados para termos um só uniforme, coisa que ela não fez antes. A uma tendência para permanecer o caqui com o chapelão. Mas todos poderão opinar e votar – Pensei comigo, deve estar havendo algum engano. Melhor é ver isto com os pés no chão em um grupo Escoteiro. E lá fui eu. Vesti meu caqui de guerra, coloquei meu lenço de IM que recebi em 1966. Tirei meu chapéu de três bicos da armação, minhas meias estão bem passadas e nos “trinques”. Chequei meu cinto se estava engraxado, verifiquei a fivela se estava brilhando. Tirei da gaveta meu sapato preto que brilhava e coloquei o pé na estrada. No primeiro Grupo Escoteiro havia uma euforia no ar. – O que estava havendo? – Chefe Osvaldo! Bem vindo. Recebemos hoje a noticia que a taxa anual da UEB foi diminuída em setenta por cento! Me belisquei-me. Ele continuou: - Sabe Chefe mudaram os Estatutos. Agora todos nós podemos dar sugestões, foi criado o Grande Conselho onde todos nós temos voz e voto.

Aquele Grupo Escoteiro devia estar nas nuvens. Isto não podia estar acontecendo. Melhor era eu procurar outro. Ao chegar os chefes estavam reunidos. Faziam um programa para que todos participassem dos cursos da região. – Não estou entendendo perguntei – Porque vocês estão tão entusiasmados a irem aos cursos agora? Porque não foram antes? – Chefe não sabia? As taxas caíram. Agora é uma taxa simbólica. Se o chefe mora muito longe e não tem condições de pagar a região cobre todas as despesas. Inclusive de transporte. E o melhor os cursos agora são feitos a moda escoteira. Sistema de patrulhas no campo e fazendo sua própria refeição. Dizem que é outro tipo de curso, aqueles que ficávamos em uma cadeira cochilando enquanto o formador falava não existem mais. Belisquei-me de novo. Estava no Brasil? E porque os jovens Lis de Ouro e Escoteiro da Pátria estão cantando? Chefe, o senhor está defasado. Todos os Lis e Escoteiro da Pátria agora são inscritos automaticamente nos Jamborees mundiais com todas as despesas pagas! Meu Deus! Eu ainda estava no Brasil? Corri para um terceiro grupo Escoteiro. Eram duvidas cruéis demais para ser verdade.

Olá Chefe Osvaldo já recebeu o convite? Que convite? Uai não sabe? A UEB está convidando a todos os IMs que não estão mais na ativa para um grande mutirão nacional. Será feito por regiões culminando com um nacional. – É mesmo? Perguntei. - Sim Chefe. Além do convite pra retornarem, eles vão discutir com todos como ser mais transparente, como se mostrar ser ético. Será uma volta às origens no programa sem esquecer o atual. Eles agora estão preocupados com a saída do jovem e a falta de motivação de outros. Todos adultos irão receber mensalmente E-mail deles. Pedem que conversemos com os jovens. Que pesquisemos. Querem diminuir a evasão e o melhor dizem por aí que a primeira e segunda estrela irão voltar, que a segunda e primeira classe também e os seniores irão ser consultados se querem a volta das eficiências.

Embasbacado com tudo eu perguntei: - Onde eles arrumaram os meios financeiros para tudo isto? – pesquisas Chefe, pesquisas. Descobriram nas empresas que muitos CEOS, Diretores, Gerentes foram Escoteiros e contrataram muitos executivos para visitá-los. Todas as regiões têm agora suas ONGs e isto tem trazido enormes dividendos. Estava boquiaberto. Falar o que? E o melhor Chefe Osvaldo, agora nós estamos vivendo a mesma bandeira. A UEB reconheceu as outras associações como irmãs e cancelou todos os processos que haviam feito contra elas. Voltou à figura do Escoteiro Chefe, dos Comissários Nacionais, dos Comissários Regionais e dos Chefes de Grupo. E olhe todos eleitos pelos associados. Putz! Não seria um retrocesso? Não Chefe, não é não. Isto fazia parte de nossa tradição. Afinal não somos nenhuma organização com organograma criado há pouco tempo. Não somos sindicato ou organizações congêneres. Temos anos e anos de vivência e isto faz parte do que fomos e devemos ser.


Voltei para minha casa correndo. Levei um tombo. Cai debaixo de um ônibus. As rodas passaram em cima de mim. Gritei feito um louco. Célia veio correndo e me puxou pelo braço. Acordei na minha cama suando. Deus do céu! Era sonho? Eu sabia. Estava muito bom para ser verdade. A vida é assim, tem sonhos que mudam o mundo e tem sonhos que muda você. Eu nunca seria mudado. Quem sabe um dia isto será verdade? Quá! Como diz o mineiro. Sonhar é bom e não custa nada. Mas na duvida quem sabe isto pode acontecer? Seria mesmo bom demais para ser verdade. Mas a verdade existe? Bem, quem viver verá!

sábado, 4 de outubro de 2014

Eleições. Que vença o melhor.


Crônicas de um Chefe Escoteiro.
Eleições. Que vença o melhor.

                     Domingo teremos eleições em nosso país. Iremos escolher homens ou mulheres que acreditamos possam trazer o que nós sonhamos. Cada um tem seu sonho e mesmo não acreditando que ele não vai se realizar totalmente sempre tem a esperança de que tudo possa melhorar pelo menos um pouco. Muitos expressam sua indignação por tal ou tal candidato(a) e comentam sua escolha pessoal acreditando que ele sim irá dar esperança a todos que votaram nele. São muitos. Cinco escolhas de deputado estadual a Presidente. Dizem ser mais de 20.000 os que pretendem ser eleitos nos diversos cargos. Um pouco de muito. Haja salário para pagar os sonhos, os gastos feitos e as cobranças dos eleitores.  É bom ter esperanças, pois sem elas não haveria vida e nem sonhos.

                     Fico pensando nos milhares de candidatos que nestes dias irão dormir pensando no futuro. Futuro próximo. Dois dias os separam da derrota ou da vitória de serem eleitos. Serão quatro anos para uns e cinco anos para o senador da República. Já existem aqueles que fizeram da politica sua escolha de vida. Sei que tem alguns com motivação Escoteira. Pelo menos dizem. Se forem ser “Escoteiros” como esperamos vamos aguardar sua atuação isto se forem eleitos. Espero que sim. Até hoje não vi no Congresso Nacional nenhum que foi a tribuna dizer que um dia foi Escoteiro, e que tem uma só palavra e sua honra vale mais que sua própria vida.

                     A UEB diferenciando suas normas faz campanha para um só candidato. Esqueceu-se dos outros que também são Escoteiros. Alega ter reconhecimento pelo seu trabalho, mas não procurou saber do trabalho dos outros. Isto não é ético. Sempre achei que devíamos ter homens ou mulheres Escoteiros no Congresso Nacional. Nunca vamos crescer sem ajuda ou colaboração dos políticos. Se ele foi Escoteiro tem a obrigação de nos ajudar. Muitas vezes a colaboração não precisa ser financeira. Basta se orgulhar do que foi e do que o escotismo pode ser para a juventude brasileira. Dizer que devemos ser apartidário merece uma discussão a validade ou não desta norma. Não adianta dizer que devemos ficar a parte enquanto muitas outras associações estão crescendo com a ajuda deles e nós diminuindo. Inventaram o Pacto Escoteiro. Nome bonito, singelo, mas sem ação.  

    Pauto em minha vida não ter compromisso com ninguém e não dizer nomes e nem sugerir candidatos a todos que me cercam. Sempre acreditei que a escolha faz parte de cada um e acredito no que BP disse, a arte de fazer bem é errando sempre até fazer o certo. Minha escolha nem sempre será a escolha de outro. Em minha família se me pedem opiniões não deixo de dizer quem vou votar, mas acrescento: - A escolha é livre. Você deve saber ou pelo menos estudou bem sua escolha. Assim como na religião ou no esporte eu tenho minhas escolhas, mas todas elas baseiam-se no livro arbítrio. Religião não se discute. Esporte é para torcer e sorrir vencendo ou não. Eu ainda acredito na democracia. Pode ser que no futuro apareça um sistema melhor, mas tenho em meu íntimo que se podemos escolher é melhor que aceitar o que poderia me ser imposto.

                     Eu luto que no escotismo possamos ter um dia uma democracia transparente, onde se possa votar e ser votado sem uma trilha imposta para ter o direito de votar. Somos um movimento apartidário nas mãos de uns poucos que querem decidir entre si nosso destino. Impossível concordar. Domingo poderia ficar em casa, pois minha idade não me obriga mais a votar em A ou B. Faço questão de ir. Sem democracia nosso país perde e os que hoje não tem esta facilidade tem um povo subjugado e tendo de aceitar a imposição de idéias que nem sempre concordamos. Quem dera um dia nossos dirigentes fizessem do nosso movimento uma democracia onde do mais longínquo rincão poder-se-ia ouvir a voz e a exclamação de um membro do escotismo:  - Votei, e se escolhi bem não sei. Que nossa associação tenha rumos definidos, pois acreditei no meu candidato.

           Ainda sonho o dia que irei me dirigir em um local determinado, ou mesmo pelos meios eletrônicos votar no meu candidato Escoteiro em minha cidade desta vez para ser um dos nossos presidentes na União dos Escoteiros do Brasil. Que bom seria saber que podemos votar e ser votado sem me impuserem a obrigação de passar por diversas etapas para então após ser eleito (se for eleito) votar em meia dúzia que decidirão o destino de milhares de associados Escoteiros que não tiveram este direito. Seria maravilhoso praticar minha livre escolha, meu livre arbítrio de escolher entre muitos candidatos que elegantemente e eticamente se expuseram em uma campanha limpa digna de um homem responsável que acredita no escotismo como força na formação da juventude.


                     Desejo a todos vocês muitas alegrias e felicidades com seus candidatos. Espero mesmo que ele ou ela venha a dar resposta aos seus sonhos de um país cujos problemas não são tão difíceis de resolver. Como diz um amigo meu: - Bons ventos e bons caminhos!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Tô Velho, que coisa boa!


No dia dos idosos, uma dedicação para os que são como eu.

Tô Velho, que coisa boa!

“Deus entregou aos velhos um grande benefício em lugar da memória - a prudência obtida pelo uso das coisas e um juízo mais agudo e eficaz”.

Ei Velho, você gosta de ser Velho? 
                 Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítico de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo. Eu não me censuro por comer biscoito extra um doce ou um chocolate, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava, para ser sincero hoje não compro mais nada. Claro compro pão na padaria, laranja na feira e no calor adoro um sorvete. Eu tenho direito de ser desarrumado, de ser extravagante.

                Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo escrevendo e postar no computador até às quatro horas da madrugada e dormir até meio-dia? Eu Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 50, 60 e 70, e se eu, ao mesmo tempo, sentir desejo de chorar por um amor perdido... Eu vou. Claro que não preciso, pois ao meu lado está o grande amor da minha vida. Se der vontade vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente e barrigudo, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros. Eles, também, vão envelhecer.

Eu sei que eu sou às vezes esquecido e costumo não lembrar-me de fatos da semana ou do mês. Mas há mais algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes. Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.

            Eu sou tão abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata. Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Eu ganhei o direito de estar errado. Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser velho. Ele me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).
Portanto eu só tenho de agradecer a Deus por ser Velho. E quer coisa melhor que ser Velho, Escoteiro e metido a escritor?


Boa noite meus amigos e amigas. Um sono tranquilo e reparador para todos. Até amanhã! 

domingo, 28 de setembro de 2014

Meu nome é Guaraciaba e sou um índio Brasileiro.


Lendas escoteiras.
Meu nome é Guaraciaba e sou um índio Brasileiro.

                    Ele sabia que não era de uma extirpe de índios famosos, seus antepassados se foram e agora eram uma tribo de gente triste e sem futuro. Seu nome era José Raposo. Seus pais disseram que o primeiro nome dele era Guaraciaba, aquele que tem cabelos de sol. Loiro? Diziam que sim. Zé com seus dezoito anos era um índio simples, curtido de sol, usava um calção verde e com ele ficava por uma semana ou mais. Tinha um corpo jovem, mas um medo atroz de uma doença maldita que quase acabou com sua tribo. Kerexu ainda contava belas histórias dos índios Botocudos, quando eram fortes e famosos e habitavam a Serra do Onça no Alto Rio Doce. Kerexu dizia ter duzentos anos, mas não era verdade. Devia chegar nos 105 anos não mais. Ninguém entendia porque ele não morria. Era tudo na tribo, o Pajé, o doutor, o psicanalista e o religioso. À noitinha a meninada corria para a porta de sua Oca, e ali ficavam esperando a hora que ele com seu cachimbo enorme, com folhas de tabaco ressequidas soltava gostosos rolos de fumaça que fazia os olhinhos da turma seguirem o O ou o U que ele fazia com a fumaça que expelia do cachimbo. Kerexu era uma alma boa. Jose Raposo o considerava como um pai.

                Zé não tinha o que fazer. Zanzava para um lado e outro da aldeia e seus arredores. Sempre de olho nas águas modorrentas do Rio Doce. Ele sabia que terminando a estação das chuvas Anajé o Branco poderia aparecer. Eles se conheceram quando Zé viu-os acampados próximo à cachoeira do Limão, logo abaixo da curva da serpente. Ficou a olhar de longe os meninos brancos de chapéu longo, de lenços no pescoço e tentava em sua pequena compreensão ver o que iriam fazer. Alguém o cutucou por trás e Zé deu um salto se preparando para a luta. Anajé riu quando viu que ele se encrespava todo. – Paz amigo, muita paz! E sem ele esperar o Branco lhe deu um abraço. – Como se chama? Zé pensou que devia dizer seu nome indígena, quase disse – Apenas Zé... Mas orgulhoso falou alto: - Guaraciaba, o indio dos cabelos do sol! - Muito prazer Guaraciaba, meu nome é Josiel, mas me chame por Anajé, o gavião das montanhas! Recebi este nome há dois anos quando saltei o Fogo do Conselho no Vale das Corujas.

                Ficaram amigos e a noite, quando eles fizeram um fogo, Anajé cortou acima de seu pulso com a faca, repetiu o mesmo com o seu e dos demais brancos da patrulha. Juntou as junções que sangravam e disse – Guaraciaba, você e eu Anajé e os Patrulheiros da Raposa agora somos irmãos de sangue para sempre. Guaraciaba sorriu. Nunca teve amigos brancos e viu que os jovens de caqui lenço e chapelão bateram palmas. Guaraciaba os convidou para visitar a aldeia.  Meu amigo Anajé, não espere ver tendas de lona redondas feitas de pele de búfalo ou cavalos malhados a saciarem a sede na beira do nosso rio. Não espere roupas coloridas, colares feito de pedras preciosas, penachos de penas de pássaros que só nas mais altas montanhas se encontram. Nada disto, nossas tradições se perderam no tempo, hoje somos à sombra de uma famosa tribo dos Botocudos que um dia se orgulharam de suas histórias e lendas que desapareceram com o vento. Anajé riu. – Amigo e irmão Guaraciaba, não quero ver grandiosidades, basta o amor que vocês têm no coração. Anajé voltou lá por muitas luas. Fez muitos amigos na tribo e conversa constantemente com Kerexu.

            Guando Guaraciaba e Anajé estavam juntos, eles corriam pelas campinas, pisando em flores macias, saltando riachos de águas cristalinas, escalando montanhas e picos próximos a Nanuque, Crenaque ou na Mata do Condor. Nunca Guaraciaba foi tão feliz. Kerexu fez boas previsões para a amizade dos dois, mas preveniu Guaraciaba que um dia Anajé iria desaparecer como o vento na chuva para sempre. Anajé o levou a visitar sua cidade, o alojou em sua própria casa, ele sentou em uma mesa com a mãe de Anajé e seu pai, se sentiu importante por fazer as refeições junto aos brancos. No passado ele não gostava de brancos. Zumbiara o Chefe da FUNAI era traiçoeiro. Nunca atravessou o rio. Sempre mandava chamar o seu pai o Cacique Aritana para dar ordens, remédios e mantimentos. O fazia com desprezo, como se estivesse dando do próprio bolso. Mas ali, junto à família de Anajé Guaraciaba se sentiu outro. Tinha orgulho agora de ser um índio. Ele sabia que seu coração era feito de sangue vermelho, sangue dos antepassados.

              Naquele sábado que ele foi apresentado a Tropa, a Alcateia, ao Grupo Guaraciaba chorou. Não queria demonstrar fraqueza, pois diziam que índios são valentes e não choram. Sentiu a força dos meninos de amarelos e azuis, de lenço e chapéu grande. Sentiu uma amizade entre eles incrível. Quem sabe ele poderia fazer isto na sua tribo? Retornou pensando em mudar. Em voltar no tempo dos guerreiros fortes, sorridentes e que se orgulhassem dos seus antepassados. Guaraciaba casou com Avati e com ela teve dois filhos homens. Mandou vinte guerreiros estudar na capital. Dois voltaram doutores. A tribo mudou da água para o vinho. Agora a Aldeia tinha uma escola e um posto de saúde e Guaraciaba corria pelos campos, pelos rios e riachos a procura dos gazeteiros. Dava um sermão e eles de cabeça baixa voltavam para a escola. Anajé um dia disse a ele: - Guaraciaba um dia não vou voltar. Tenho que partir para longe em busca do meu destino. Mas quero que lembre que meu sangue está junto com o seu. Em espirito aqui irei morar para sempre.

              Anajé partiu. Muitas luas se passaram e Guaraciaba ficou doente. Seus doutores e Kerexu fizeram tudo para salvá-lo, mas não conseguiram. Os filhos de Guaraciaba agora adultos juraram ao seu pai que os antepassados dos Botocudos iriam se orgulhar na nova tribo. Uma semana depois Guaraciaba estava nas últimas. Seus olhos quase não abriam. A taba cheia de índios rezando. Alguém pediu passagem e ninguém mais ninguém menos que Anajé apareceu. Deu um abraço apertado em Guaraciaba. – Meu amigo, eu estava longe e uma noite Caapora e Catu me apareceram em sonhos. Disseram que você precisava de mim e logo sumiram em uma nuvem branca no céu. Aqui estou e vim trazer para você o meu amor Escoteiro onde um dia nossos sangues se cruzaram para que pudéssemos ser amigos e irmãos até no firmamento na terra dos seus antepassados. Quando você partir o sol vai sorrir, quando você chegar ao meio do céu Tupanã o Deus do Universo vai abraçar você. Então Tupanã vai soprar o vento da vida sobre você e vai dizer – Aqui Guaraciaba você vai esfriar sua sede, aqui o fogo do céu vai aquecer seu corpo quando sentir frio, aqui você vai correr pela terra junto aos seus antepassados. 


                 Guaraciaba morreu sorrindo. A tribo começou a cantar aos sons de tambores, chocalhos, guizos e cabaças. No céu de brigadeiro um trovão anunciou a chegada de Guaraciaba junto a Tupanã.  Anajé o Escoteiro partiu três dias depois. Abraçou Piatã e Apuã os filhos de Guaraciaba – Estarei com vocês em todas as horas e em todos os momentos. Pensem em mim quando precisarem de ajuda. Anajé colocou seu chapéu de abas largas, firmou seu lenço verde e amarelo no pescoço, amarrou sua bota negra e alçou sua mochila verde nas costas. Em uma simples jangada atravessou as águas tranquilas do Rio Doce levando consigo as saudades de um índio que sempre amou!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Eu? Eu sou apenas mais um Escoteiro feliz.


Eu? Eu sou apenas mais um Escoteiro feliz.

                     Sou mesmo. Adoro este movimento sem igual. Hoje não é mais como no passado onde fazíamos um escotismo alegre e solto, sem amarras, onde o vento soprava a favor e nos levava a lugares nunca antes imaginados. Andei com uma mochila das costas e meu chapelão por este Brasil gigante. Então porque não levar aos amigos as boas ideias e boas histórias do escotismo que conheci? Quantas eu já escrevi? Mais de mil e muitas outras virão. Enquanto tiver forças já que a velhice não perdoa eu estarei aqui para postar o que são e o que fazem os Escoteiros e suas belas histórias. Claro, muitas são feitas da minha imaginação e nem sempre tem parte do que poderia ter visto ou vivido. Escrevo o que acredito das vantagens do movimento Escoteiro. Chato de Galocha eu não dou bola para dirigentes eternos da nossa liderança, que ficam lá no alto do pedestal balançando seus conhecimentos. Estão lá como os deuses do olimpo, falando para o vento em lugar de estar sorrindo e abraçando os membros do escotismo, ajudando a cada um individualmente, ficam a posar de Velhos Lobos, se orgulhando de pertencer a uma classe dominante onde poucos Escoteiros podem chegar. Eles quando muito dão seus testemunhos em pequenas palestras e cursos da vida.

                       Meus amigos e Irmãos de doutrina Escoteira. Não preciso dizer que o escotismo é uma filosofia linda, saudável que pode modificar o mundo na busca da amizade e fraternidade entre os povos do mundo. Poderíamos hoje ser muito mais que somos. Poderíamos sem sombra de dúvida ter o triplo ou mais de membros em nossas fileiras recebendo as vantagens de uma formação sem similar para jovens de norte a sul do país. Infelizmente isto não acontece e claro cada um tem sua opinião do porque não somos ou porque não chegamos a ser reconhecidos na sociedade brasileira como um movimento educacional sem similar. Não entro nesta polemica. Tenho minhas convicções e sei que faltou humildade em muitos que nas últimas décadas ficaram a frente da liderança Escoteira no Brasil. Se julgaram soberanos, donos das ideias, nunca em tempo algum ouviram os demais irmãos dos Grupos Escoteiros, criaram normas que até hoje todos acreditam ser as melhores e eu sei que não são.

                 Hoje uma quinta feira gostosa, tempo nublado em minha cidade, não faz frio e dei asas à imaginação a pensar porque não temos tudo que poderíamos ter para fazer um escotismo alegre, solto, de raiz, sem picuinhas, com abraços fraternos, respeito ao próximo, sem brigas (existem não duvidem). Sem querer copiar tudo que outros países fazem, respeitando o direito de cada um dentro de uma perfeita democracia que dá voz e voto a todos, onde a transparência tem seu lugar. Onde podemos aprender a pensar, a raciocinar, a dar testemunho e nunca, mas nunca mesmo sermos admoestados, vigiados, dizer amém sem poder falar o que pensamos. Onde o respeito à individualidade, a escolha de ideal, onde cada um possa fazer o escotismo na associação que escolher, onde a lei do mais forte não exista.

                 Possível ou não é minha luta. Se amanhã a luta terminar posso dizer que tentei e venho tentando faz anos e muitos anos. Escrevo histórias, lendas, escrevo artigos de minhas ideias, das ideias de outros escotistas, publico sem receio de ferir susceptibilidades, tenho seis blogs Escoteiros, nada foi mudado e continuo a acreditar que um dia seremos uma só voz, um só espirito, e que nossos corações ficarão presos uns nos outros, onde a palavra amor substitui o poder, onde a disciplina não é feita de muitos comandados por poucos. Não alcanço o mundo, não alcanço meu país com minha maneira de pensar e nunca pensei que poderia modificar o mundo.

                 Sou um Badeniano de coração. O que ele nos trouxe para mim é imutável. Graças a Deus fiz aquele escotismo que ele acreditou. Se existem alguns que acham que as modificações são parte da modernidade eu não comungo com esta ideia. Ela para mim é meia verdade. Ninguém sugeriu ninguém foi perguntado e ninguém participou de uma discussão ampla visando modificações do método e do programa. Ainda acredito em Deus, ainda acredito na espiritualidade religiosa não importa qual seja para a formação de uma mentalidade sadia. Ainda acredito que a pátria é nosso lar e não de uns poucos. Ainda acredito que um sorriso, um tapinha nas costas, um belo aperto de mão honesto vale muito mais que tudo aquilo que hoje nossos dirigentes nos impuseram.   

                   Escotismo? Podem até não acreditar, mas está no meu sangue, está na minha alma e está no meu coração, pois de BP eu trago o espírito, sempre na mente, no meu coração e junto de mim para sempre estará!     

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Lembranças de frases e pensamentos de Robert Stephenson Smyth Baden Powell

Lembranças de frases e pensamentos de
Robert Stephenson Smyth Baden Powell




A história de Baden Powell é conhecida. Lord Robert Baden-Powell of Giwell (1857 – 1941) foi um soldado condecorado, talentoso artista, ator e livre pensador. Mais conhecido durante sua carreira militar para a sua defesa vigorosa da pequena cidade Sul-Africana de Mafeking durante a Guerra dos Bôeres, ele estava preste a ser impelido para a fama extraordinária como o fundador do Escotismo.  


De BP trago o espírito,
Sempre na mente, sempre na mente, sempre na mente.
Sempre na mente estará!
De BP trago o espirito,
Junto de mim, junto de mim, junto de mim.
Junto de mim estará!
De BP trago o espirito,
No coração, no coração, no coração.
No coração estará!
De BP trago o espirito,
Sempre na mente, junto de mim, no coração.
E no meu coração estará!

          Tentei fazer um condensado das frases, pequenas lembranças de Baden Powell. Não ficou completo. Como foi “pescado” na internet é possível que a tradução possa deixar a desejar. Tentei fazer o “Melhor Possível”. Espero que colabore no aperfeiçoamento dos meus amigos do escotismo.
          Como diz meu mentor e a quem considero um amigo BP, se for útil a todos me sentirei feliz. Muito feliz.

          E agora se divirtam com tamanha sabedoria.
              


Um sorriso é a chave secreta que abre muitos corações.
Nenhum homem pode ser chamado de educado, se você tem uma vontade, um desejo e uma habilidade treinada para fazer a sua parte no trabalho do mundo.



Líderes de Patrulha
O melhor progresso é feito naquelas tropas em que poder e responsabilidades são realmente colocados nas mãos dos Líderes de Patrulha. Esse é o segredo do sucesso de muitos Chefes Escoteiros, quando uma vez que tenham meia dúzia de Líderes de Patrulhas, realmente os fazem agir como se fossem Chefes Assistentes. Os Chefes Escoteiros encontram os capazes de, por si mesmos, seguir adiante e aumentar suas tropas, seja iniciando uma nova patrulha ou adicionando recrutas a uma existente.
Espere bastante de seus Líderes de Patrulha, e nove em dez vezes eles superarão suas expectativas, mas se você sempre lhes der comida na boca e não confiar neles, você nunca conseguirá que façam qualquer coisa por iniciativa própria.
Junho de 1910.

Nosso método de treinamento é o de educar a partir de dentro, em vez de instruir a partir do exterior, oferecendo jogos e atividades também atraentes para o rapaz. Educação moral, mental e física.


Disciplina
Em um pequeno acampamento muita coisa pode ser feita pelo exemplo. Você está vivendo com seus jovens, é observado por cada um deles, é imitado inconscientemente, e isto provavelmente passa despercebido por você.
Se você é preguiçoso, eles serão preguiçosos, se você faz da limpeza um hobby, isto se tornará o deles, se você for inteligente e inventar acessórios para o acampamento, eles se tornarão inventores concorrentes, e assim por diante.
Mas não faça muito do que deveria ser feito pelos jovens, deixe que eles façam – “quando você quer uma coisa feita, não faça você mesmo” é o lema certo. Quando for necessário dar ordens, o segredo para obter obediência é saber o que você quer exatamente e expressar isto de maneira muito clara e simples. Se você acrescentar à ordem uma explanação da razão para ela, esta será feita com maior boa vontade e muito maior inteligência.
Se você acrescentar à ordem e à sua explicação um sorriso, você conseguirá que seja cumprida com entusiasmo. Lembre-se: “um sorriso consegue duas vezes mais que um rosnado”.
Um tapinha nas costas é um estímulo mais forte que uma alfinetada.
Espere grandes coisas dos seus jovens e você geralmente obterá.
Setembro de 1911

§  "Chutar o IM sílaba da palavra impossível, ninguém terá a certeza de sucesso."
§   
§  "O acampamento é de longe a melhor escola para dar às crianças as qualidades de caráter."
§   
§  "O homem não é apenas um plano, e vida uma espécie de barco que todo mundo tem que levar a bom termo."
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§  "Montanhismo desenvolve o espírito de solidariedade e de equipe, permitindo que se encontre a si mesmo."
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§  "A criança não aprende o que os anciãos dizem, mas o que eles fazem." Baden Powell
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§  "Nunca falha tentando cumprir o dever, e sim quando negligenciadas".
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§  “A felicidade não é alcançada por sessão para obter combates, esperaria se como um caçador de verdade”.
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§  "A melhor maneira de superar as dificuldades é atacá-los com um grande sorriso".

Educação
Uma das mais importantes possibilidades que se encontram diante de nós é a Educação.
Temos, por outros caminhos, chegado às mesmas conclusões que chegaram autoridades educacionais com suas experiências.
Resumidamente, o segredo da educação eficiente é QUE CADA ALUNO APRENDA POR ELE MESMO, EM VEZ DE UM INSTRUTOR CONDUZINDO-O AO CONHECIMENTO ATRAVÉS DE UM SISTEMA ESTEREOTIPADO. O método consiste em levar o jovem a perseguir o OBJETIVO de seu treinamento, e não entediá-lo com os passos preliminares de início. As autoridades educacionais já nos reconhecem como cooperadores na mesma esfera de ação, o objetivo de ambos é produzir cidadãos saudáveis e prósperos. Elas se ocupam do desenvolvimento intelectual, nós caminhamos um pouco mais para o desenvolvimento do “caráter” que, afinal de contas, é o atributo mais importante para prevenir as doenças sociais da inatividade e do egoísmo, e dá melhores oportunidades de uma carreira de sucesso em qualquer direção da vida.
Estamos desenvolvendo esforços para ajudar as autoridades educacionais em todos os aspectos que podemos. Elas estão trabalhando inteiramente de acordo conosco em vários centros importantes.
Janeiro de 1912

§  "A felicidade está baseada em dois pilares: a vida como um jogo, e generoso amor aos outros".
§   
§  "A religião é algo muito simples: em primeiro lugar, amar e servir a Deus, segundo a amar e servir aos outros".
§   
§  "O caminho para alcançar a felicidade é fazer os outros felizes."
§  "Os homens se tornam cavaleiros pelo contato com a natureza."
§   
§  "Escoteiros aprendem a se fortalecer ao ar livre. Como exploradores, realizam os seus próprios trabalhos e 'Remam sua própria canoa."
§   
§  "Enquanto você viver neste mundo, tentar fazer algo de bom que pode permanecer após a sua morte."
§   
§  "Não se contentar com o que, mas consegue descobrir o porquê e como."
§   
§  "Nosso método de treinamento é o de educar a partir de dentro, em vez de instruir a partir do exterior, oferecendo jogos e atividades também atraentes para o rapaz. Educação moral, mental e física”.
§   
§  "Planeje seu trabalho e, em seguida, trabalhar em seu plano."
§  "Se a vida sempre foi fácil, seria insípida."
§   
§  "Se você tem o hábito de levar as coisas com alegria, raramente se encontra em circunstâncias difíceis.”
§   
§  " "Preocupa-me “é a tela atrás da qual covardes sempre se escondem para não mostrar sua falta de cavalheirismo.”.
§   
§  "Nunca Um homem que nunca cometeu erros fez nada."
§   
§  "Uma dificuldade deixa de ser, logo que você sorrir para ela e afrontes."


Religião
Relacionada muito próximo com a educação, temos a importante questão da religião. Resumidamente não apoiamos qualquer uma das formas de professar a fé mais que outras, procuramos um caminho para colocar este princípio em prática como fazemos em outros ramos da educação, ou seja, colocamos os jovens em contato com seu objetivo de fazer seu dever para com Deus por intermédio de seu dever para com o próximo. Ajudando os outros fazendo diariamente uma boa ação, salvando alguém do perigo, adquire-se a coragem, autodisciplina, cavalheirismo, que se tornam rapidamente parte de seu caráter. Esses atributos, juntamente com o correto estudo da Natureza, devem inevitavelmente ajudar a conduzir a alma do jovem mais próximo à espiritualidade com Deus.
Pessoalmente tenho minhas próprias opiniões quanto ao valor relativo do ensino das Escrituras às crianças nas escolas dominicais, e o valor do estudo da natureza e da prática da religião ao ar livre, mas não vou impor minhas opiniões pessoais aos outros.
Prefiro ser guiado pela opinião coletiva de homens experientes, e aqui uma notável promessa está diante de nós. O Escotismo tem sido descrito por diversas pessoas de respeitável reputação como uma “nova religião” – três vezes li isto nesta semana. Não é, naturalmente, uma “nova religião”, é simplesmente a aplicação na religião de princípios agora aprovados por secular tradição – aquele que dá um objetivo definido e coloca a criança para aprender e praticar para si própria – o qual, imagino que de todas as experiências que terá, será o único treinamento que realmente manterá a pessoa no bem, e finalmente fará parte de seu caráter.
Janeiro de 1912

§  "Um sorriso é a chave secreta que abre muitos corações."
§   
§  "Um par de olhos são treinados tão bom quanto um olho destreinado dúzia.”
§   
§  "Um escoteiro deve fazer uma boa ação para os outros, cortesia e boa não vai aceitar uma recompensa."
§   
§  "Olhe para o lado positivo das coisas e não é mau."
§   
§  "O escoteiro deixa o mundo melhor do que você encontrou"
§   
§  "As ligas são bem tratados e entre os políticos. Mas não pode fazer a paz a menos que as próprias pessoas que querem ser. Tentamos incutir na geração seguinte, o espírito de camaradagem, amizade e amizade, que é o fase de verdade para a paz mundial”.
§   
§  Na vida você tem que aprender e não teme a morte.
§   
§  É importante ser bom, mas o mais importante é fazer o bem.
§   
§  Nenhum homem pode ser chamado de educado, se você tem uma vontade, um desejo e uma habilidade treinada para fazer a sua parte no trabalho do mundo.
§   
§  Se você vive para servir não serve para viver.
§   
§  "O Escoteiro sorri e canta para as dificuldades"
§   
§  "Creio que Deus nos colocou neste mundo para sermos felizes e apreciarmos a vida. Mas a melhor maneira de fazer isso é fazer os outros felizes."
§   
§  "O teste da educação bem-sucedida não é o que uma criança sabe, com base após exames escolares, mas o que você está fazendo dez anos depois".

“Você é o líder dos seus monitores”. Podemos até chamá-lo do monitor dos monitores. Dirija somente esta patrulha. Cabe a você orientá-los, fazer acampamentos e excursões, sempre visando o adestramento para que eles possam depois adestrar os escoteiros da patrulha. Esta é sua responsabilidade. Não fuja dela e experimente, pois tenho certeza que poderá alcançar o gostinho do sucesso.


§  "Os homens se tornam cavalheiros pelo contato com a natureza."
§   
§  "Os escoteiros aprendem a se fortalecer ao ar livre. Como exploradores, realizam os seus próprios fardos e 'Remam sua própria canoa."
§   
§  "Enquanto você viver neste mundo, tentar fazer algo de bom que pode permanecer após a sua morte."
§   
§  "Não se contentar com o que, mas consegue descobrir o porquê e como."
§   
§  "Nosso método de treinamento é o de educar a partir de dentro, em vez de instruir a partir do exterior, oferecendo jogos e atividades também atraentes para o rapaz. Isto seria educar moral, mental e fisicamente”.
§   
§  "Planeje seu trabalho e, em seguida, trabalhar em seu plano."
§  "Se a vida sempre fosse fácil, seria insípida."
§   
§  "Se você tem o hábito de levar as coisas com alegria, raramente se encontrará em circunstâncias difíceis."
§   
§  “A palavra "Preocupa-me" é a tela atrás da quais covardes se escondem atrás de sua falta de cavalheirismo.”.
§   
§  "Um homem que nunca cometeu erros nunca fez nada."

               Cada um terá que escolher por si próprio qual será o verdadeiro lema. O egoísmo é mais cómodo; o Serviço envolve sacrifício. Se um indivíduo não é capaz de se sacrificar, não tem direito de se chamar Homem.
“Mas se se sacrifica para servir, exprimindo da melhor maneira possível o seu amor, pode estar certo de que a vida será para ele um bem muito real, cheia de Felicidade”.


Treinamento de Inverno para Escoteiros

Estou feliz por ter recebido de alguns Comissários as ideias que propõem no sentido de sistematizar a instrução da Tropa nos meses de inverno.
O inverno logo chegará, e a menos que o planejamento esteja pronto a tempo, encontrará as pessoas responsáveis sobrecarregadas antes de terem colocado em ordem o trabalho.
Uma sugestão é revisar o curso inteiro oferecido em Scouting For Boys, e penso que isso é muito bom, porque Chefes Escoteiros e Escoteiros, depois de ler o livro, executam as ideias de acordo com o que se lembram dele, e adicionam novas ideias em linhas similares (é isto que eu gosto de ver), mas sem muitas referencias fora do livro, e no fim um bom número de detalhes é esquecido no treinamento, entretanto eles podem ser pequenos e aparentemente insignificantes, mas todos eles têm sua importância. Veja, por exemplo, a sugestão de limpar os dentes e fazer uma escova de dente campestre, este é um pequeno ponto que provavelmente é desprezado nas recomendações em algumas tropas, mas é de real importância a seu modo, e há centenas de outros semelhantes. Então “pata tenras” que provavelmente terão entrado para a Tropa, que foi treinada originalmente nas diretrizes do livro antes de sua chegada, e provavelmente só entraram na forma subsequente de treinamento, saberão pouco do ensino original. Chefes Escoteiros que releem o livro depois de algum intervalo, com certeza verão alguns desses pontos com uma luz nova. Assim por
Várias razões podem-se repassar os ensinamentos do livro durante os meses de inverno.

Outubro de 1911

Fraternidade internacional

Diversos países – cerca de uns doze – que adotaram o escotismo para seus jovens estão agora formando uma aliança amigável conosco para intercâmbio recíproco de opiniões, correspondências e visitas, e assim promover um maior sentimento de solidariedade entre as novas gerações.
A paz internacional só pode ser construída sobre uma base, que é o desejo de paz internacional partindo do próprio povo em sólida união para guiar seus Governos.
Se o valor de um couraçado fosse colocado à nossa disposição para o desenvolvimento dessa amizade internacional e camaradagem entre as novas gerações, creio que nós, Escoteiros, faríamos muito mais para prevenir a guerra do que todos os couraçados reunidos.

Dezembro de 1911.


§  Baden Powell dizia que -  "O teste da educação bem sucedida não é o que uma criança sabe, com base após exames escolares, mas o que ela estará fazendo dez anos depois. -  Portanto no escotismo seria o mesmo. Só podemos saber se deu certo após muitos anos de aplicação do método escoteiro.

§  Nosso método de treinamento é o de educar a partir de dentro, em vez de instruir a partir do exterior, oferecendo jogos e atividades também atraentes para o rapaz. Educação moral, mental e física.

§  "Um escoteiro deve fazer uma boa ação para os outros, cortesia e não vai aceitar uma recompensa."
§   
§  "Olhe para o lado positivo das coisas e não é mau."

Lembranças de Baden Powell

Olhando para trás em minha própria vida, eu tenho no meu tempo me deparado com uma quantidade imensa de estupenda boa sorte. Eu, por exemplo, tive a sorte de viver na época mais interessante evolutiva na história do mundo, com seu rápido desenvolvimento de veículos motorizados, aviões, sem fio, Tutancâmon, a convulsão da Guerra Mundial, e assim por diante.
Então, também, eu me encontrei com uma notável quantidade de bondade em todos os lugares, não apenas de amigos, mas de estranhos também. Além disso, tive a sorte de viver duas vidas distintas. Uma como um soldado e uma como solteiro, depois como um pacifista e pai de família. Ambas com o atributo comum do Escotismo, e ambas intensamente felizes.
Isso não significa que eu não tive dificuldades e provações para enfrentar, mas estes têm sido o sal que saboreou a festa.
Para estes eu descobri que um sorriso é um pau que vai levar você por toda a direita, e em 99 casos em cada cem é o sorriso que faz o truque.
(Quando você está próximo preocupado ou com raiva, forçar-se a transformar-se os cantos de sua boca e sorriso e você não vai encontrar o valor dessa dica.).
"Suavemente, suavemente, pega o macaco," é o que dizem no Oeste Africano de um preceito muito valioso. Uma enorme quantidade de homens não conseguem por falta de persistência e paciência.


Olhando para trás
Quando se tem passado o marco 75 e tem a essa fase da vida em que você pensar duas vezes antes de decidir se é agora vale a pena pedir um casaco de noite novo, é permitida para um olhar para trás ao longo da estrada um tem viajado. A tendência natural é para pregar e avisar a outros viajantes de senões no caminho, mas não são o melhor sinal para eles algumas das alegrias pela maneira que eles poderiam perder?
A grande coisa que chama a atenção ao olhar para trás é a rapidez com que você vê muito breve é ​​o tempo de vida nesta terra. O aviso de que se poderia dar, por conseguinte, é que ele não é bem a desperdiçar afastado em coisas que não contam no final, nem, por outro lado é bom levar a vida tão a sério como alguns parecem fazer. Faça-lhe uma vida feliz, enquanto você tem. É aí que o sucesso é. Possível para cada homem.
Variadas são as ideias sobre o que constitui o "sucesso", por exemplo, dinheiro, posição, poder, realização, honras, e afins. Mas estes não são abertos a todo o homem, nem que eles trazem o que é sucesso real, ou seja, a felicidade. A felicidade é aberta a todos, uma vez que, quando você reduzi-lo, ele simplesmente consiste de contentamento com o que você tem e fazer o que puder para outras pessoas.
Como Sir Henry Newbolt resume: "O teste real do sucesso é se uma vida tem sido uma pessoa feliz e um feliz dar".

Cumprir os deveres, apesar das dificuldades.
Tenho sido mestre de não realização, mas eu tenho sido Jack de muitos, e, assim gostava de toda a variedade das coisas boas que o mundo tem a oferecer. 
Alguma vez você já pensou nisso, que a duração da vida adulta de um homem de 70 quantidades de 291.000 horas de vigília?
A maioria dos homens dormir por oito horas, quando sete são suficientes.
O homem que dorme durante sete horas ganha um adicional de três anos e mais, de acordar a vida.
Eu achei um bom plano de dar-se, na imaginação, três anos ainda para viver. Você, então, sentir que você tem que fazer as coisas dentro desse tempo, se eles estão fazendo grandes sonhos em realidade, ou ganhar felicidade. O tempo não deve ser desperdiçado.
Os jovens, é claro, não quero ser guiado por números de volta antigos, mas ao mesmo tempo eu sei que no meu caso eu ganhei muito por estudar os personagens dos chefes com quem eu servi de vez em quando.
Lord Wolseley, por exemplo, disse: "Use seu bom senso em vez de instruções do livro.”.
Sir Baker Russell deu responsabilidade e de confiança os seus oficiais. Também dotado de intuição rápido que ele tomou decisões rápidas e, se certo ou errado, levou-os através de um estrondo, enquanto Sir Henry Smyth, exatamente o oposto, teve o cuidado meticuloso para pensar as coisas na linha certa, mesmo para usar as palavras exatas, então ele nunca cometeu um erro.
Cecil Rhodes, por outro lado, tinha uma visão muito ampla, mas era capaz de ignorar detalhes.
Lord Roberts foi um dos que usou essa poderosa alavanca, o toque humano, e Senhor Plumer já jogou o jogo para seu lado, sem respeito a qualquer pensamento pessoal.
Sir Sangue Bindon, com toda sua experiência, estava sempre pronto a aprender.
Sir Frederick Carrington resfolegou uma risada contagiante para quebrar todas as dificuldades quando surgiram.
Tal estudo de personagens que vivem me ajudou e vai ser de auxílio para aqueles que gostam de realizá-lo.
Muitas vezes me pediu meus jovens amigos, quando confrontado com um adversário, para "jogar pólo" com ele, ou seja, não ir com ele careca, mas a andar lado a lado com ele e, gradualmente, borda-lo fora de sua faixa. Nunca perde a paciência com ele. Se você está com a razão, não há necessidade de, se você está no errado, você não pode dar ao luxo.
Em uma situação difícil um guia que nunca falha é de se perguntar: "O que Cristo fez?" Em seguida, fazê-lo, tanto quanto você puder.
Possivelmente, a melhor sugestão de forma condensada, de como viver, foi dado pelo meu velho diretor, Haig Brown, em 1904, quando escreveu a sua receita para a velhice.
Uma dieta moderada e livre, liberdade de cuidados base financeira, o trabalho abundante e pouco lazer, Um amor de dever mais que um prazer, uma mente equilibrada e contente em caridade com todos os homens, alguns pensamentos muito sagrados para exibição em plena luz do dia comum, um lar de paz, uma esposa amorosa, crianças, que são a coroa da vida; Estes alongar os anos do homem além período estreita do salmista.
Olhando para trás, por cima do meu próprio "espaço estreito", dois pontos brilhantes entre os muitos que, instintivamente, uma vez vêm à mente são:
Em número de vida eu o tempo bruto entre bons companheiros no estepe ensolarada na campanha Matabele, e na vida número 2, um pouco de lado quente me arrastando para baixo até que seus dois braços pode chegar à volta do meu pescoço, quando com um beijo macio e úmido ela sussurra: "Só mais uma história de boa noite, papai”.


Baden Powell escreveu uma série de relatos autobiográficos excelentes. Eles incluem histórias de sua infância, sua carreira, a fundação e os primeiros anos do Escutismo e histórias de suas viagens e aventuras. Lições da Universidade da Vida foi escrito em 1933, quando a BP foi de 76 anos de idade. É o seu trabalho mais longa autobiográfico. Ele reúne vários segmentos em sua vida fascinante e significativa. Muitas obras biográficas mais tarde utilizado "Lições..." como uma fonte importante. Este é um dos meus livros favoritos do Fundador.
Esses trechos foram selecionados para fornecer ao leitor moderno, com uma maior visão sobre a vida e o espírito de Baden-Powell, em suas próprias palavras. E, eles giram um fio muito bom, também. O material é uma adaptação da primeira edição. Na moda BP típico e com a devida modéstia, a BP começa com uma introdução intitulada "As minhas desculpas.”.

Minhas desculpas

"Como é bom à vida do homem-a vida simples."
 -Robert Browning

"Este mundo que somos um 'vivendo em grande é difícil de bater:
É claro que há espinhos em cada rosa! Mas não é as rosas doces"
-Frank L. Stanton.

"Ninguém pode passar pela vida, mais do que ele pode passar por um pouco de país, sem deixar pistas para trás, e as faixas podem muitas vezes ser útil para aqueles que vêm depois dele em encontrar o seu caminho."

"Sempre que eu me lembro das palavras de despedida proferido pelo meu antigo governador: 'Meu filho, nunca" Eu não vou definir 'em baixo eu desconsiderada engana-como e pago, e pago. Tinha eu um filho que eu tinha mão”. Los em casa e carneiro' em que os tolos que ser quando jovem Imaginamos que ser sábio, esquecendo-se de que os garotos se formaram no "time do colégio do mundo, o maior 'colégio de todos, e cada dia que devemos aprender com eles."
-Janes no Diário Pesca.

Eu não queria escrever este fio sobre mim: uma autobiografia é obrigado a ser uma repetição egoísta de "eu", mas várias pessoas me pediram para escrever algumas das minhas experiências, porque eles podem ser úteis para jovens companheiros em visando sua vidas.
Por isso, é principalmente para estes e eu incluo as meninas assim como os homens sob o termo "companheiros" que eu escrevo, vendo que eu passaram pelo colégio "do mundo acima mencionado.
Não me proponho a fazer uma biografia oficial começando com a minha infância e indo progressivamente ao longo dos anos da minha vida. Ele vai sim ser uma espécie de pudim de ameixa ou miscelânea, mas estou com medo de as ameixas serão poucos e você terá que buscá-las por si mesmo a partir do stodge.


COMO FICAR RICO
Veja bem, eu tive na minha permanência na terra um momento tão bom nisso como qualquer homem, para que eu possa falar com algum conhecimento. Um escritor no Manchester Guardian que é desconhecido para mim ultimamente me descreveu como "o homem mais rico do mundo." Isso parece uma ordem muito grande, mas quando eu a pensar que fora eu acredito que ele não está longe ronga homem rico não é necessariamente um homem com um pote inteiro de dinheiro, mas um homem que está realmente feliz. E eu sou isso.
Eu tenho ele próprios lotes de milionários que não eram homens felizes, pois eles não tinha tudo o que queria e, portanto, não tinha conseguido encontrar o sucesso na vida. Um provérbio cingaleses diz: "Aquele que é feliz é rico, mas isso não significa que quem é rico é feliz." O homem realmente rico é o homem que tem menor número de desejos.
Quase qualquer biografia terá suas sugestões úteis para tornar a vida um sucesso, mas ninguém melhor ou mais infalível do que a biografia de Cristo.
Se você já leu Rovering para o sucesso você vai ter percebido que minha ideia do sucesso na vida é a felicidade. Felicidade, como Sir Henry Newbolt diz, é em grande parte adquirida por "Happifying".
Uma coisa que muitos rapazes não parecem realismo a primeira é que o sucesso depende de si mesmo e não em um destino gentilmente, nem sobre o interesse de amigos poderosos.
Eu tenho uma e outra vez explicou que o propósito do Movimento Escoteiro e Guia Garota é a construção de homens e mulheres como cidadãos dotados, ou seja, o H de três, saúde, felicidade e Serviço. O homem ou a mulher que consegue desenvolver esses três atributos garantiu os principais passos para o sucesso desta vida.
No entanto, mais um item é necessário para completar o sucesso, e que é a prestação de serviço aos outros na comunidade. Sem isso a mera satisfação do desejo egoísta não atingir o top de linha.


MINHA VIDA DUPLA
Outra desculpa para o meu aventurar a escrever é que eu tive a experiência bastante única de ter no meu tempo viveu uma vida dupla.
Eu não quero dizer exatamente o que você inferir a partir disso!
Número One Life. Não, eu quero dizer que eu comecei na vida, depois de deixar a escola, como um jovem oficial do Exército, e, por sorte extraordinária juntamente com um amor inexplicável pelo meu trabalho, ganhei uma rápida promoção através de todos os sucessivos fileiras.
Houve nesta vida o romance de ver terras estranhas às custas do meu país, por meio do serviço sucessivamente na Índia, Afeganistão, África do Sul, África Ocidental, e do Egito. Havia a campanha do esporte, e os comradeships, havia dificuldades e doenças e separações, as sombras que permitiu uma melhor apreciar a luz do sol.
Grandes trabalhos, bem como pouco caiu para a minha sorte, como ajudante, como comandante do esquadrão, e, finalmente, como o coronel comandando meu regimento, eu tinha por sua vez, que eu pensei que os bits mais agradáveis ​​de responsabilidade que poderiam cair a qualquer homem, e na qual eu estava em contato próximo com os meus homens.
Mas trabalhos maiores veio a mim, de que eu vou dizer em um capítulo posterior, como, por exemplo, levantando um contingente de escuteiros nativas para a expedição Ashanti, atuando como Staff Officer Chief na campanha em Matabeleland, ordenando que muito grande de homens e mulheres que tinham Mafeking na Guerra Boer, e, o maior de todos, a organização da Polícia Sul-Africano para a liquidação daquele país após a campanha.
Eventualmente, eu alcancei o topo da árvore no meu ramo do serviço como Inspetor-Geral de Cavalaria, com suas oportunidades inspiradoras de preparar os nossos cavaleiros para a Grande Guerra, quando ele veio.
Assim, com a idade relativamente precoce de 42 eu me encontrei um major-general, e em 53, após corrida maravilhosa de sorte, eu tinha terminado a minha carreira como soldado e aposentou-se em uma pensão.
Número Dois vida. Então eu comecei na vida Número Dois, começando uma vida completamente nova, uma em um plano completamente diferente, mas, como o número um, ele inclui Escotismo.
Eu casei com ela que era para ser a minha mão direita na educação, não só os nossos próprios filhos, mas a vasta família de Escoteiros e Guias menina, que veio então a ser.
Nós apreciamos a extraordinária experiência de ver esse movimento crescer a partir da bolota minúscula de 20-Eva meninos acampados na ilha de Brownsea em uma irmandade que abrange quase todos os países do mundo, com um censo, este ano, de dois milhões, novecentos cem mil.
Bem, isso é o breve resumo da minha vida. Citá-lo apenas como um resumo para que você possa ver a linha geral que este livro terá em lidar com alguns dos seus detalhes.


Entrando no jogo

Fazemos de nossos jovens cidadãos, portanto, é essencial esforçarmo-nos para criar neles o hábito da alegre cooperação, de esquecer seus desejos e sentimentos pessoais em prol do coletivo no qual estejam comprometidos, seja no trabalho ou na diversão. Podemos ensinar ao jovem que é exatamente como no futebol. Você tem que jogar na sua posição e participar do jogo; não queira ser o juiz quando você estiver jogando na retaguarda, e não pare de jogar.
Quando se encher do jogo, mas mantenha-se junto, animadamente e esperançosamente, de olho no objetivo, ajudando sua equipe a ganhar, mesmo tomando chutes na canela ou caindo na lama.
Mas a melhor de todas as formas de instrução que o Chefe Escoteiro pode proporcionar é à força do exemplo. Se ele quiser ter sucesso em incutir o caráter correto no jovem, é essencial que pratique o que prega. Jovens são imitativos, e o que o Chefe Escoteiro faz, eles captam e refletem. Instruções e especialmente ordens, costumam ter efeitos diferentes e até mesmo opostos nos jovens, mas se lhes dá o exemplo, mostra que qualquer tolo pode fumar, mas um Escoteiro sábio não o faz, esta é outra questão.
Em consequência, é de primordial importância que todo Chefe Escoteiro com esta grande responsabilidade em seus ombros, faça um autoexame profundo, e suprima quaisquer pequenas falhas que possa ter – é um compromisso de fato – e esforce-se para praticar aquilo que ensina, para dar o exemplo certo aos seus jovens, para formação do caráter e da carreira deles. Consta no nosso manual que um Chefe Escoteiro deveria passar por um período de observação de três meses antes de ser finalmente designado.
O objetivo disto é permitir-lhe descobrir se o Escotismo realmente enquadra-se nele, se é capaz de passar por cima de (ou pisar em) pequenas preocupações ou pequenos aborrecimentos, se pode suportar as muitas dificuldades preliminares e desapontamentos, se pode se ajustar no lugar a ele designado, e lealmente seguir as instruções, pois estas podem não ser exatamente aquilo que gostaria, enfim, em uma frase, se pode ocupar seu lugar no jogo e jogar para o bem de todos.
Se puder fazer isto, estará fazendo o mais valioso trabalho que um homem pode fazer, ou seja, ensinando aos irmãos mais jovens as grandes virtudes da resistência e disciplina, determinação e altruísmo. Se, por outro lado, não puder, seu único caminho honrado é conformar-se com sua escolha em ser alguém covarde - a propósito, típico de homens que falham em qualquer rumo da vida – resmungando sobre seus auto proclamados direitos, e reclamando da má sorte.

Julho de 1910


Primeiros Socorros

“Qual é o problema do seu paciente?" Pergunto ao Escoteiro Socorrista que está cheio de distintivos uns em cima dos outros como é a moda hoje.
“Pois não, senhor - clavícula quebrada”.
“Certo. Agora, que osso é este?”
“O fêmur, senhor. Não, não- é - é a tíbia... --é...”.
“Bem, como você chamaria ele se levasse um pontapé e estivesse falando a seus amigos sobre isto?”
“Canela, senhor”.
Quando eu perguntei ao instrutor por que é considerado necessário confundir as mentes dos meninos com os nomes latinos para ossos ordinários, ele disse que era necessário para passar no exame do médico para obter distintivos ou certificados.
Espero que todos os Comissários e Chefes Escoteiros expliquem aos instrutores de Primeiros Socorros que nós queremos ensinar aos jovens como lidar na prática com acidentes, e não passar em exames.
Eu dou pouco valor ao sistema moderno de ataduras semi-prontas, onde é informado ao jovem previamente cada ferimento que elas são adequadas, tendo todas as aplicações prontas, bastando somente dobrar e amarrar, e onde o jovem sabe os nomes latinos dos ossos com que está lidando. Eu prefiro muito mais as demonstrações práticas, e fico feliz de ver que estas estão prevalecendo no Escotismo, pois são a imitação mais próxima de acidentes.
Quando um paciente é encontrado coberto com lama e sangue, deve ser lavado suavemente ou com esguicho antes para saber o que fazer dependendo da natureza dos ferimentos (manter o rosto para baixo para prevenir obstruções). O primeiro Escoteiro que o localizou, ou a pessoa designada pelo instrutor ou audiência, se encarrega do caso, executa o trabalho, dirige os outros, e não usa palavras latinas. E será melhor se forem usados materiais improvisados, tratando o ferimento de maneira apropriada, em vez de meramente enrolar uma bandagem sobre ele. Por exemplo, os movimentos deveriam ser rasgar a roupa, tampar uma ferida, ou tudo que possa ser detalhado no caso.

Abril de 1911.


Primeiros Socorros

“Qual é o problema do seu paciente?" Pergunto ao Escoteiro Socorrista que está cheio de distintivos uns em cima dos outros como é a moda hoje.
“Pois não, senhor - clavícula quebrada”.
“Certo. Agora, que osso é este?”
“O fêmur, senhor. Não, não- é - é a tibia...--é ..."
“Bem, como você chamaria ele se levasse um pontapé e estivesse falando a seus amigos sobre isto?”
“Canela, senhor”.
Quando eu perguntei ao instrutor por que é considerado necessário confundir as mentes dos meninos com os nomes latinos para ossos ordinários, ele disse que era necessário para passar no exame do médico para obter distintivos ou certificados.
Espero que todos os Comissários e Chefes Escoteiros expliquem aos instrutores de Primeiros Socorros que nós queremos ensinar aos jovens como lidar na prática com acidentes, e não passar em exames.
Eu dou pouco valor ao sistema moderno de ataduras semi-prontas, onde é informado ao jovem previamente cada ferimento que elas são adequadas, tendo todas as aplicações prontas, bastando somente dobrar e amarrar, e onde o jovem sabe os nomes latinos dos ossos com que está lidando. Eu prefiro muito mais as demonstrações práticas, e fico feliz de ver que estas estão prevalecendo no Escotismo, pois são a imitação mais próxima de acidentes.
Quando um paciente é encontrado coberto com lama e sangue, deve ser lavado suavemente ou com esguicho antes para saber o que fazer dependendo da natureza dos ferimentos (manter o rosto para baixo para prevenir obstruções). O primeiro Escoteiro que o localizou, ou a pessoa designada pelo instrutor ou audiência, se encarrega do caso, executa o trabalho, dirige os outros, e não usa palavras latinas. E será melhor se forem usados materiais improvisados, tratando o ferimento de maneira apropriada, em vez de meramente enrolar uma bandagem sobre ele. Por exemplo, os movimentos deveriam ser rasgar a roupa, tampar uma ferida, ou tudo que possa ser detalhado no caso.

Abril de 1911.



Levar-se muito a sério enquanto jovem é o primeiro passo para tornar-se um “PEDANTE”.

Um pouco de bom humor poderá tirá-lo deste perigo e também de muitas ocasiões desagradáveis.

- Aquele que se elogia é geralmente aquele que necessita de ajuda;

- Um cidadão equilibrado vale meia dúzias de extravagantes;
- Muitos querem seus direitos, antes de os terem merecido.


O Cuco-humano é geralmente uma espécie de gente superior que, numa questão, só vê o lado que lhe interessa e o de mais ninguém. É um homem interessado em si próprio, que quer apenas impor a sua vontade ao mundo; aproveita-se do trabalho de gente mais humilde ou então afasta os outros que possam estar a caminho de conquistar as coisas que ele deseja.
Você vai encontrar o Cuco-humano sob várias formas: fanáticos, políticos demagógicos, pedantes intelectuais, esnobes sociais e outros extremistas e até no escotismo.
Quanto a estes Cucos a dois perigos:
- Um é que você pode ser iludido a seguir a sua liderança.
- O outro é que você pode se tornar num Cuco.


“Sempre me pareceu um absurdo que um homem, ao morrer, leve consigo toda a sabedoria que adquiriu na vida enquanto semeava loucuras da mocidade ou vitoriosos sucessos. E deixe que seus filhos, ou seus irmãos mais moços, passem pelos mesmos trabalhos de aprender tudo de novo e adquiram a experiência a própria custa. Porque não pode aquele passar a estes essa experiência prática, de forma que já comecem a vida com seu cabedal de conhecimentos, e assim alcancem, rapidamente, uma escala mais alta de eficiência e de bom senso?


"Enquanto você viver neste mundo, tente fazer algo de bom que possa permanecer após sua morte."

"Não se contente com o que, mas consiga descobrir o porquê e como."

Major-General Robert SS Baden-Powell.
A guerra na África do Sul fez e consolidadas várias reputações notáveis, mas, talvez, não único oficial terá vindo de fora com uma maior adesão de popularidade e estima profissional do que o cavaleiro galante que é comumente conhecido como, tout court”, BP "Alguns anos atrás, Baden-Powell foi, sobretudo conhecido como um Hussar inteligente e cheio de recursos, que tinha feito um bom trabalho em Zululand , em 1888, e era uma autoridade reconhecida em polo, porco degola, e do esporte em geral. O filho de um conhecido professor de Oxford, ele havia entrado aos 13 º de Hussardos, com a idade de 19, em 1876, havia sido ajudante de seu regimento, a ADC no Cabo, e Secretário Assistente Militar de Malta, e ganhou a Copa do Kadir "depois porco "no Cawnpore. Mas ele não veio para a frente como um militante até a Expedição Ashanti de 1896, quando ele foi empregado em serviço especial encarregado de taxas nativa, e, aliás, pelo Daily Chronicle como correspondente. Suas cartas a estas foram posteriormente expandido em um volume intitulado "A Queda de Prempeh", que provou que ele possua poder literário e descritivo considerável. Na verdade, sua capacidade intelectual, além de soldado, é muito marcado, e no canto, atuação, pintura e amador, bem como na literatura, a versátil sabreur tem prazer enorme quando não envolvido na perseguição severa dos homens de caça.
Em 1896, Baden-Powell foi enviado para Matabeleland em serviço especial em conexão com a elevação da Hills Matoppo. Aqui, ele se destacou muito, tanto como olheiro e como possuindo uma grande influência com os nativos, entre os quais os seus poderes singulares de observação aguda e dedução precisa logo lhe rendeu o título de "Aquele que vê a noite." Basta ler seu recém-publicado "Aids to Scouting" para perceber que Baden-Powell é verdadeiramente, como alguém observou, "príncipe dos escuteiros", bem como um "príncipe da bons companheiros".
Quando foi anunciado no início do verão passado que o Coronel Baden-Powell, que em abril de 1897, foi dado o comando do cinco Dragoon Guards, era para ser enviado para a Rodésia para organizar um imposto local, todo mundo estava convencido de que o trabalho seria admirável feito. E assim foi, mas foi logo obscurecida por uma conquista muito mais brilhante, a saber, a defesa de Mafeking, que vai viver por muitos um dia longo nos anais do Exército britânico. Não é demais dizer que nas mãos de um homem menos recursos, porém corajoso Mafeking, dificilmente teria estendeu por um mês. Mas, como todos sabemos, a pequena guarnição foi estimulado pelo infatigável "BP" para esforços da descrição mais extraordinário. Vez após vez partiu à volta e atirou o inimigo com grande perda. Vez após vez, sob sua supervisão, alegre, que funcionou pequenas surpresas que causaram a indignação Cronje exclamar: "Eles não são homens, aqueles Mafeking folk-são demônios!" Sobre os detalhes do cerco não precisamos discorrer aqui. É suficiente dizer que ele trouxe em forte relevo um tipo de que nem a nossa, nem qualquer outro exército possui muitas amostras. Seja qual for a sua futura carreira pode trazer, Baden-Powell precisam de esperança para nenhuma distinção mais justo do que a de ser conhecido como "BP de Mafeking.”.
Primeiro ato de guerra.
Os Boers abriu processo na fronteira oeste, avançando em 11 de outubro sob Comandante Cronje de Zeerust para Mafeking, enquanto eles quebraram o ferroviário, tanto para o norte e sul. No dia 13 o cerco começou. Na noite do 12 e 13 de trem um blindado, trazendo dois 7-libras armas e munições, que haviam sido enviados para a frente de Capetown, descarrilou na Kraaipan, uma estação de "40 milhas ao sul de Mafeking, e seu conteúdo e do partido responsáveis ​​foram capturados. O homem maquinista e um conseguiu, fugindo para o sul. Este foi o primeiro exemplo que mostrou a inutilidade absoluta de trens blindados operam sem qualquer apoio. Um trilho removido ou jogado para fora do medidor, e estavam à mercê do inimigo.
Os Boers parecem ter antecipado um fácil e um sucesso inicial em Mafeking. Os recursos do lugar eram pequenos, a guarnição todos disseram não ultrapassou 1.200 homens, e estava mal equipado com artilharia. Mas havia um grande acúmulo de lojas e munições, o que, pelo menos, permitir que os defensores para aguentar ou alguns meses. Cronje teve com ele 4.000 ou 5.000 homens com artilharia boa, e tinha todos os recursos dos arsenais Pretória e revistas atrás dele, ele poderia desenhar armas de calibre mais pesado se ele queria.
Tenta capturar Mafeking.
 No dia 14 o inimigo foram contratados pela guarnição, com um trem blindado de apoio, e foram repelidos com alguma perda. No dia 17 os Boers começou a bombardear a cidade com armas de campo pequenas, mas não causou nenhum prejuízo. Algumas casas foram ligeiramente danificado, um cão foi morto, e isso era tudo. Na noite deste dia, como os Boers estavam empurrando suas trincheiras perigosamente perto das linhas britânicas, uma surtida foi brilhantemente executado pelo Capitão Fitzclarence com 60 homens. Ele invadiu a posição do inimigo na ponta da baioneta, e fez grande execução entre os Boers, que foram levados totalmente de surpresa. Várias missões de pequenos ocorreu durante os próximos dias, e Cronje notificou cortês que tinha a intenção de bombardear. Ao mesmo tempo, ele cortou os britânicos de abastecimento de água.
No dia 24 os Boers colocaram três armas de cerco pesadas em posição, e com eles bombardearam a cidade, enquanto as armas menores manteve um fogo pesado. Três quartos foram destruídos, a planta de gás destruída, e a cidade incendiada. No dia seguinte, o bombardeio foi retomado, e o inimigo se concentraram para uma força de assalto, obrigando o britânico pouco para deixar a bomba-provas e linha de trincheiras. Dia após dia essas experiências continuou até no dia 31 um assalto foi efetivamente entregue ao canhão Kopje, uma colina periférica protegida por um pequeno forte. Os Boers avançou sob a cobertura do fogo de quatro armas de 15 libras-campo e de uma arma de cerco 5,9 polegadas, mas foram repelidos após um. luta longa e desesperada, em que a pequena guarnição sofreu severamente e perdeu os serviços de Capitães Marsham e Pechell ambos foram mortos.  .
Para manter seus homens de bom humor, sempre uma tarefa difícil em um longo cerco, Coronel Baden-Powell realizou concertos improvisados, em que fragmentos de óperas populares foram dadas pelas senhoras e oficiais da cidade. Ele rapidamente obteve a total confiança de seus homens. Nenhuma precaução foi negligenciado; tudo foi previsto, e apesar de seus recursos limitados ser nunca foi batido. De comum acordo entre os britânicos e os bôeres, domingo foi observado como um dia de rastreio, uma ou duas vezes quando os Boers foram notados estar cavando trincheiras nesse dia, "BP" enquanto seus homens chamou, chamou a atenção Cronje para o facto de, e parou a escavação. Os Boers, no entanto, persistentemente bombardearam o hospital e um convento que as freiras se recusaram a abandonar. Estas senhoras heroicos assistiu os doentes e feridos, e tomou a maior parte no trabalho duro, dando um exemplo que estava acima de todos os elogios.
Em sete de novembro a guarnição fez uma manobra muito sucesso, atraindo os Boers sob o fogo de nossa artilharia emboscado por um retiro fingida. O inimigo quebrou e fugiram em grande desordem, perdendo muito. Após este intervalo de inatividade Boer seguido, embora a cidade estivesse constantemente em grão, Cronje, com um bom número de seus homens, foi retirado, como seus serviços eram procurados em outros lugares, e Comandante Snyman o substituiu. A posição de maior de  as armas Boer foi alterada a artilharia de campo Boer deixou para o sul.
A precisão do fogo Boer era grande. Sete tiros sucessivos da arma 5,9 polegadas atingiu a frente de um dos fortes, destruindo completamente as obras de terraplanagem, embora, estranhamente, não houve perda de vida. O convento foi atingido oito vezes; uma concha atingiu um hotel e, estourando, mudou-se uma mesa de bilhar alguns centímetros sem ferir aqueles que estavam jogando bilhar. Outra concha tirou o telhado de uma casa em que cinco homens foram breakfasting sem ferir qualquer um dos cinco.
Voltando de Mafeking pouco galante com as etapas anteriores do cerco de Kimberley, forças Boer se reuniram na Boshof e Jacobsdal, um para o Nordeste, o outro a sul daquela cidade, em preparação para um movimento quando o presidente Kruger deu o sinal. Em 12 de outubro o comando Jacobsdal cruzou a fronteira, apreendeu Modder rio estação, telefonou para Kimberley para tentar descobrir a força na cidade e, em seguida, fez todos os preparativos para a destruição da ponte de ferro que atravessa o rio neste ponto. O Boshof, comando avançado em Riverton, uma estação da estrada de ferro para o norte da cidade, dirigi de volta um destacamento de Polícia do Cabo, e saquearam e destruíram a cidade.

O SOLDADO velho e o novo
Eu tenho a sorte de servir com tanto serviço longa e soldados Serviço Curtas.
Eu não estava muito longe chorando quando eu vi um grupo de tempo de expirados os homens partiram de trem, deixando o meu Regimento em completar sua 12 e alguns seus 21 anos de serviço militar; esses companheiros esplêndidos no rosa de soldado condição, inteligente, limpo e eficiente e cheio de espírito de corpo, orgulho de si mesmo e de seu regimento.
Lembro-me de a maioria deles agora, pelo nome e função, embora naquele dia esteja 50 anos atrás. Eles eram muito diferentes do soldado do dia a dia, um tipo diferente, treinado de uma maneira diferente. O soldado de serviço curto a-dia é educado para ser uma unidade inteligente na equipe, sua disciplina vem em grande parte de dentro, de modo que ele é mais sóbrio e bem conduzida, e um lutador mais inteligente individual do que seu antecessor.
O velho soldado foi perfurado em um padrão por um longo curso de disciplina para ser um dente na engrenagem da máquina, fiel como um cão ao seu oficial e como dependente dele como um cão em seu mestre. Mas, mesmo nessa máquina padronizado encontrado caracteres individuais.
No meu esquadrão havia entre outros, um personagem grande e antiga, Ferrador Gauld, um escocês que se juntou a nós a partir dos Highlanders 92. Ele era uma bolada, companheiro velho sisudo, que manteve um bom negócio para si e passou seu tempo livre em meias de tricô pacificamente.
Mas se em raras ocasiões, ele foi despertado ele tinha um punho como uma marreta. Uma dessas ocasiões aconteceu quando o nosso Regimento tinha sido subitamente mudou-se para uma nova estação para substituir um que tinha sido removido devido ao atrito com seus vizinhos lá. Na noite de nossa assumindo nossa Gauld nova sede foi despertado. Ele estava tomando um passeio tranquilo, olhando em volta o acantonamento novo, quando foi atacado por três do Regimento restante. Mas ele bateu-os todos e trouxe um como um troféu.
Foi, então, descobriu que seus agressores não sabiam da mudança de Regimentos que ocorreram e confundiu-o, como um homem de cavalaria, para um de seus antigos inimigos. A fama de suas proezas espalhar de uma vez e ganhou para o nosso regimento a mais completa admiração de nossos vizinhos e uma quantidade terrível de cerveja para Gauld.

Código de Gilwell
Por John Thurman.
Gilwell Chefe de Campo.

Nota: John Thurman estava entre os primeiros chefes de campo do Centro Internacional de Formação em Gilwell Park, 1943-1969. Isto é, estas palavras não são do tempo de hoje, mas o seu significado tem um efeito enorme agora.

                      Essas linhas se referem, principalmente, à relação que deve existir entre formadores e participantes do curso. Os pontos não são em ordem de importância, são todos importantes e têm valor em si:

1 - Oferecer uma "amizade" genuína a todos os chefes que vêm para aprender. Nós vamos dar-lhes a experiência que temos acumulado durante nossa vida Escoteira. A amizade é também a confiança, é acreditá-los tão capaz quanto nós mesmos. Aqui vamos encontrar muitas pessoas que são mais capazes do que nós. Qualquer ensino - aprendizagem é mais fácil quando existe um clima de amizade.

2 - Nós oferecemos "entender" seus problemas e necessidades a suas deficiências e limitações, devemos sempre lembrar que, se você vir a curso é porque quer aprender, “não sei tudo, mas quero saber”. Nossos líderes são uma amostra do que a nossa sociedade. Deve haver em muitos o sucesso em suas carreiras e outros têm demonstrado sua capacidade em vários campos, especialmente dirigindo outros. Haverá chefes que não têm formação, mas fizeram o seu caminho na vida por causa de seu esforço e a sua tenacidade. Outros ainda são pessoas que não conseguiram na maioria nas empresas que trabalham se comprometer. Eles podem ser ricos ou pobres, profissionais ou artesãos, empresários, trabalhadores, etc. Nós vamos treinar as pessoas (e cada um é diferente dos outros) e nosso trabalho é fazê-los crescer e se desenvolver dentro sua própria personalidade individual, de modo que eles possam servir os meninos.
Não tente cortar como uma tesoura o que vai dizer. Cada um é diferente. Se eu tiver nozes eu não espero que vá ter maçãs após o curso, não, mas vou tentar polir o máximo possível para ter as nozes no final.

3 - O "exemplo" é muito importante, e temos de mostrar o que somos aos outros. Se acreditarmos no Escotismo, ele vai continuar não só com palavras, mas com ações, atitudes, como agir, etc. Em outras palavras, dar o exemplo. As palavras se vão com o vento. Querer que a promessa estivesse viva, viva-a primeiro; se queremos que a fraternidade Escoteira seja uma prática primeiro vamos aos fatos, falar sozinhos é uma coisa e agir de outra.
 
4 - devemos ser "eficiente", isso não significa que somos um "sabe-tudo", mas o que nós poderemos fazer corretamente. É melhor dizer "não sei" do que afirmar, falar ou pensar sobre o que não sabemos, e que os participantes possam sair do curso sem equívocos.

5 - Nós temos que ser "atualizados" em nossos conhecimentos. O Escotismo é um movimento e um movimento está sempre em mudança, temos que saber finalmente, se ele deixou de Programar, se fez ajustes no último quadro, etc.; ver não é o que é melhor: e sim o poderíamos manter como ponto de partida e isto só nos atualizando através de leituras, discussões, comentários sobre os cursos chegaremos lá. Não só estamos dispostos a dar, mas para receber.

6 - Os participantes do curso são "adultos" e temos que tratá-los como Adultos sempre. Podemos ter de perguntar algo e exemplificar com se eles fossem escoteiros, mas mesmo assim considerar que são adultos agindo como escoteiros.

7 - Devemos ser "positivo" no que dissermos. Em um curso, não devemos questionar o que já foi aprovado, um curso não é uma conferência que vale a pena olhar para atualizar o existente. Critérios devem ser deixados bem centrados.

8 – Devemos ser "entusiasta". Pelo entusiasmo de muitos líderes se expandiu Escotismo. Tudo é pode ser compreendido ou perdoado num formador (treinador), mas a falta de entusiasmo podem transmitir pessimismo e muitos valores contrários.

9 - Devemos ser "leal".  Leal a todos quem trabalham e colaboram leais ao nosso movimento, leais a política a ser seguida e em um momento, qualquer palavra contra a lealdade é um escândalo para os participantes verdadeiros em nossos cursos. O treinador (formador) em seus cursos ou outros eventos de formação não é quem deve questionar a política, administração, a organização ou pessoas. Nosso trabalho como treinadores (formadores) é apoiar, ajudar, ajudar, etc.

10 - Ter "senso de humor". O treinamento para ser eficaz, deve ser bom, mas se perdem em forças rejeitar o que não gosta, portanto, um treinador que não consegue superar os momentos da vida difícil fica amargo. Um senso de humor vai fazer-nos rir de nós mesmos, dificuldades, etc. E nós vamos apresentar o treinamento com uma atmosfera amigável.

11 - "Esforço" é uma palavra que devemos ter em mente. Esforço para melhorar a nós mesmos todos os dias, e todos os esforços para dar efetivamente o que esperamos conhecer cada participante e treiná-los de uma forma que atenda a sua formação suas necessidades, esforços para tentar ser o melhor e não se contentar com pouco, esforço para atingir o cume e, não ficar contente em permanecer no vale.

12 - "Tradição" é um bom servidor e bom servo, um bom professor e mais pobres padrão. Formação é a guardiã das tradições, mas devemos fazê-los conhecer o Escotismo e não seus freios. Tradição é o passado que nos impulsiona a servir melhor, para que possam se atualizar. “A tradição não deve frear“, porque se antes eles fizeram isso, a plataforma para agir no espírito de ontem ou de hoje é quem nos ajudará sempre. Hoje, amanhã e sempre.
 Todos os itens não são assim tão importantes, mas apenas uma reflexão sobre alguns pontos que podem nos ajudar a melhorar, a nós mesmos como formadores. Claro se tivermos em mente todos os dias e, especialmente, quando agimos como formadores.

Lembranças de Baden Powell
Escrevo esta sessão no meu jardim no fim de um dia perfeito no final de setembro, com o brilho avermelhado do pôr do sol dando um novo tom para as luzes e sombras através das florestas se estendiam abaixo, e uma névoa violeta sobre as alturas distantes onde o tempo vagou.
Não é o cheiro de rosas no ar. É Sweetbriar. Uma torre Caws e sonolenta nos olmos próximos em resposta ao distante cantar de uma pomba. Uma abelha cantarola sonolenta por um hiveward  vinculado. Tudo é paz em casa ao anoitecer. Á noite antes de fecha,
ela senta-se por mim, no silêncio de camaradagem, que compartilhou um pouco da labuta da tarde e a alegria dela. É bom para descansar e honestamente meio cansado, e olho para trás e sinto que, apesar de um suspiro, tive um dia daqueles que todos tem, apesar de suas limitações. Não foi um dia ocioso, por isto o desfrutei ao máximo, e assim como eu que tem sorte em ser rico e por ter poucos desejos e menos arrependimentos.
Através de uma janela superior, vem à conversa e risadas de gente jovem indo para a cama.
Para amanhã o seu dia vai chegar.
Que seja tão feliz quanto o meu foi hoje.  Deus os abençoe!
Quanto a mim, vai ser a minha hora de dormir logo. E então é melhor dizer:
BOA NOITE!

Bem meus amigos, por enquanto é só. Aos poucos vamos completando este condensado que sei já é do conhecimento de todos. Mas sempre tem algum que desconhecemos.
Espero que gostem e...


Meu abraço cordial com meu Sempre Alerta!