Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Podemos servir de exemplo?


Hora de dormir, amanhã é outro dia...
Podemos servir de exemplo?

                     Cada um tem o direito de pensar e agir conforme suas convicções. É um direito democrático. Estamos passando por uma fase de transição em nosso país. Nem sei quanto vai durar. Pode ser que em centenas de anos ainda não iremos atingir o consenso de concordância mútua. Se você age de maneira nervosa a cada esquina onde passa com seu carro discute, grita e se não tem a calma suficiente para cantar e pensar em flores quem sou eu para criticá-lo. Se você em pleno dia de semana tem tempo para protestar junto a milhares de outros por algum que acredita porque seria eu a discordar? Afinal você tem tempo e eu não tenho. Se você sabe que seu filho vai lá nestes protestos e é preso ou mesmo uma selvageria policial acontece com ele o que posso dizer? Ele é inocente? Bem o meu não estava lá. Eu o eduquei de outra maneira. Ele era um Escoteiro.

                   Isto até que é compreensível. Uns querendo mais direitos, mais condições de vida e outros aproveitando a boa fé para prejudicar alguém que não prejudicaram você ou todos que estão ao seu lado. Parar uma cidade e alardear que são os tais, prejudicando o cidadão com seu veículo que depois de um dia de luta em seu emprego volta para casa cansado e eis que: - Centenas de pessoas estão na rua, fechando tudo, batendo no seu capô, chutando, riscando e amassando seu veículo não se entendo este modo de protesto. E quando uma ambulância ao socorrer alguém não consegue chegar a tempo em um hospital por causa de ideologias e/ou fatos que não estão em minha opinião dentro dos princípios do respeito mútuo. Não encontro justificativa para isto. O meu direito termina onde começa o seu. Eu tento entender a mágoa de muitos, alguns tem e não podem e outros podem e não tem. Como justificar um  panelaço, a vaia? Fiz como todos as minhas escolhas. Se eu escolhi errado o erro foi meu. Não sou fã da presidenta, não votei nela, mas ela a maior autoridade no país e queira ou não merece o respeito dos que votaram nela e dos demais brasileiros.    

                  Respeito não significa concordar, apoiar. Respeito sim por uma autoridade constituída. Pecamos por amar um país lançar uma bandeira do Brasil no ar, cantar nosso Hino Nacional e não sabermos respeitar quando se faz a ocasião. Nossos filhos estão aprendendo a vaiar, a defender bandeiras sem saber se são certas ou erradas. Nossos exemplos se perdem, mas não julguemos que tudo vai mal. Não são todos. Uma pequena parcela em ação e outra em casa tomando posições. Um amigo meu que foi visitar o Japão ficou várias horas em uma esquina só para provar que alguns japoneses jogam papel no chão, cospem e falam palavrão. Ele desistiu cinco horas depois. Ainda bem que no escotismo ensinamos civilidade, amor à pátria, cidadania e a todo o momento lembramos o que é ética e honra. Mesmo assim fico triste quando convidado para um aniversário em casa de um Escoteiro e ao sair fico penalizado com o responsável que me convidou. O chão cheio de copos e papel. Mesas sujas e uma grande falta de respeito com os demais que ali estão. E cantar os parabéns? Não cantam, inventam, misturam a letra e música. São escoteiros? Não devem ser. Mas estavam de uniforme. Pobre Brasil. Quanto tempo ainda para ver e sentir que meu direito termina onde começa o seu? – “Eu te amo meu Brasil, eu te amo, ninguém segura à juventude do Brasil”!


Boa noite meus amigos. Sonhem sonhos bons e que a paz permaneça por longos anos com todos.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

A origem da Flor-de-Lis no Escotismo


Conversa ao pé do fogo.
A origem da Flor-de-Lis no Escotismo

                     Em 1924, Lord Baden-Powell escreveu um artigo pouco conhecido, provavelmente editado na revista The Scout, que a seguir transcrevemos: “O emblema é uma flor de lis, símbolo de paz e pureza”. A história da flor de lis enquanto emblema remonta há muitos séculos atrás, senão mesmo milhares de anos. Na Índia antiga, simbolizava a vida e a ressurreição, enquanto que no Egito era um atributo do deus Hórus, cerca de 2000 anos antes de Cristo.

                   Alguns anos atrás, enquanto era ajudante de campo no meu Regimento, descobri que alguns jovens recrutas eram pouco melhores do que rapazes meio educados. Após alguns anos, quando comandava um esquadrão de cavalaria na Irlanda, treinava os meus homens a serem exploradores, para além dos seus deveres ordinários de combater nas fileiras.

                  Ensinei-os a encontrar o seu caminho através de territórios desconhecidos lendo e desenhando mapas e redigindo relatórios daquilo que tinham visto cada homem por si, de noite e de dia; a atravessar rios com os seus cavalos, cozinhar a sua comida, seguir rastos e a manterem-se camuflados enquanto observavam o inimigo. Pensei que algum mérito lhes era devido e conseguir autorização do Departamento de Guerra para conceder a cada homem que se qualificasse como explorador, um emblema que o distinguisse.

                     Escolhi a flor de lis, que apontava no norte nas bússolas, pois, tal como o compasso, estes exploradores podiam mostrar o caminho certo para atravessar um território desconhecido. Quando os Escoteiros começaram, anos mais tarde, usei o mesmo emblema para eles, pois, tal como nos exploradores militares, que através do desenvolvimento do seu sentido de dever e hombridade podiam prestar uma ajuda valiosa ao exército, assim os Escoteiros podiam prestar um igualmente valioso serviço ao seu país.

                      O atual significado que se deve ler da flor de lis é que aponta na direção certa e para cima, não virando nem à esquerda nem à direita, uma vez que estes caminhos poderiam levar de novo para trás. As estrelas nas pétalas também podem ser interpretadas como indicação de caminho a evitar, embora o seu significado mais conhecido seja o dos dois olhos do Lobinho que se abriram antes de se tornar Escoteiro, quando obteve a sua insígnia de 1ª classe ou a 2ª estrela. “As três pétalas da flor de lis relembram ao Escoteiro os três artigos da sua Promessa.” Baden-Powell.


Nota – A nova flor de lis da UEB aqui não é mencionada. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A carta do Índio.


Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
A carta do Índio.

                         Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Faz já mais de cento e cinqüenta anos. Mas o desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:

                    “Como podeis comprar ou vender o céu, a tepidez do chão”? A idéia não tem sentido para nós. Se não possuímos o frescor do ar ou o brilho da água, como podeis querer comprá-los? Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro, qualquer praia, a neblina dos bosques sombrios, o brilhante e zumbidor inseto, tudo é sagrado na memória e na experiência de meu povo. A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho. Os mortos do homem branco esquecem a terra de seu nascimento, quando vão pervagar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs, os gamos, os cavalos a majestosa águia, todos nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, a energia vital do pônei e do homem, tudo pertence a uma só família.

                  Assim, quando o grande chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossas terras, ele está pedindo muito de nós. O grande Chefe manda dizer que nos reservará um sítio onde possamos viver confortavelmente por nós mesmos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Se for assim, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra. Mas tal compra não será fácil, já que esta terra é sagrada para nós. A límpida água que percorre os regatos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vos vendermos a terra, tereis de lembrar a nossos filhos que ela é sagrada, e que qualquer reflexo espectral sobre a superfície dos lagos evoca eventos e fases da vida do meu povo. O marulhar das águas é a voz dos nossos ancestrais. Os rios são nossos irmãos, eles nos saciam a sede. Levam as nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra a vós, deveis vos lembrar e ensinar a nossas crianças que os rios são nossos irmãos, vossos irmãos também, e deveis a partir de então dispensar aos rios a mesma espécie de afeição que dispensais a um irmão. 

                    Nós mesmos sabemos que o homem branco não entende nosso modo de ser. Para ele um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar. Deixa atrás de si à sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece. Trata a sua mãe, a terra, e seus irmãos, o céu como coisas a serrem comprados ou roubados, como se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor. Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos. Isso eu não compreendo. Nosso modo de ser é completamente diferente do vosso. A visão de vossas cidades faz doer aos olhos do homem vermelho.

                Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e como tal, nada possa compreender. Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio, paz. Um só lugar onde ouvir o farfalhar das folhas na primavera, o zunir das asas de um inseto. Talvez seja porque sou um selvagem e não possa compreender. O barulho serve apenas para insultar os ouvidos. E que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja ou o coaxar das rãs à margem dos charcos à noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento esfrolando a superfície das águas do lago, ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva do meio-dia ou aromatizada pelo perfume dos pinhos.

               O ar é precioso para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição, ele é insensível ao mau cheiro. Mas se vos vendermos nossa terra, deveis vos lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O ar que vossos avós inspiraram ao primeiro vagido foi o mesmo que lhes recebeu o último suspiro. Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir sorver a brisa aromatizada pelas flores dos bosques. Assim consideraremos vossa proposta de comprar nossa terra. Se nos decidirmos a aceitá-la, farei uma condição: O homem branco terá que tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.

                  Sou um selvagem e não compreendo de outro modo. Tenho visto milhares de búfalos a apodrecerem nas pradarias, deixados pelo homem branco que neles atira de um trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante que o búfalo, que nós caçamos apenas para nos mantermos vivos. Que será dos homens sem os animais? Se todos os animais desaparecem, o homem morreria de solidão espiritual. Porque tudo isso pode cada vez mais afetar os homens. Tudo está encaminhado. Deveis ensinar a vossos filhos que o chão onde pisam simboliza a as cinzas de nossos ancestrais. Para que eles respeitem a terra, ensinai a eles que ela é rica pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinai a eles o que ensinamos aos nossos: Que a terra é a nossa mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, está cuspindo sobre si mesmo. De uma coisa nós temos certeza: A terra não pertence ao homem branco; O homem branco é que pertence a terra. Disso nós temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra fere também aos filhos da terra. 

               O homem não tece a teia da vida: É antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio. Mesmo o homem branco, a quem Deus acompanha e com quem conversa como um amigo, não pode fugir a esse destino comum. Talvez, apesar de tudo, sejamos todos irmãos. Nós o veremos. De uma coisa sabemos, é que talvez o homem branco venha há descobrir um dia: Nosso Deus é o mesmo deus.  Podeis pensar hoje que somente vós o possuis como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o homem vermelho. Esta terra é querida dele, e ofender a terra é insultar o seu criador. Os brancos também passarão talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai a vossa cama, e vos sufocareis numa noite no meio de vossos próprios excrementos.

               Mas no nosso parecer, brilhareis alto, iluminados pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e por algum favor especial vos outorgou domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será no dia em que o último búfalo for dizimado, os cavalos selvagens domesticados, os secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens e a visão das brilhantes colinas bloqueada por fios falantes.

    Onde está o matagal? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu. “O fim do viver e o início do sobreviver.”


Boa noite!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Dizer SAPS é bonito prá xuxu!


Hora de dormir, amanhã é outro dia.
Dizer SAPS é bonito prá xuxu!

                      Quantos artigos eu já fiz sobre este tema? Vários. Não desisto. Um amigo me disse que é isto que os “os novos çabios” do escotismo sabem fazer. Mostrar o tradicional eles nem pensam. Mas inventar os Pafúncios da vida sabem, e como sabem. Não é que não goste do tal de SAPS Afinal eu sei que sempre disse que SAPS É SAPS nada alem de SAPS. Sabe o que me lembra? Um monte de sapos na lagoa. Risos. Mas vamos lá, vamos ver o tal de SAPS que todos adoram:

                     Até 1968 ou 69 dizíamos Sempre Alerta. Um belo dia um artista Escoteiro da liderança nacional criou o Servir para o pioneiro. Ótimo. Os pioneiros merecem. Mas esqueceram do Senior. Eles continuaram como o Sempre Alerta. Bem juntaram o Sempre Alerta como o Servir e isto serviu para todo mundo. Bem, não sei por quê. Talvez para nos lembrar de que vivemos para servir. (dizem que foi a UEB querendo mostrar que devemos servir a ela, quem inventou isto. Sempre ela! Risos). Então todos diziam, "Sempre alerta para Servir!", e depois e depois, cansava muito dizer isso tudo, a língua doía, tinha uns que suavam em bicas, outros engasgavam ao falar e dava um trabalhão danado para escrever. A gente entortava a boca e surgiu o estupendo, o maravilhoso o fantástico SAPS! Bacana! Abreviaram. Assim começaram a escrever a torto e a direito o tal de SAPS. Era SAPS daqui, SAPS dali, SAPS para todo lado. Uma SAPAIADA sem tamanho. No Brasil todos gostam de abreviaturas. São milhares. O governo então? A UEB como sempre é claro imitou. 

                   E não é que pegou? Todos gostaram. SAPS! Mais rápido. Risos. – Oi Chefe! SAPS para o Senhor! Ele ou ela chega à sede e grita: SAPS para todo mundo! Lobinhos via o Chefe na rua e gritava: - SAPS Chefe! Ninguém entendia nada, poucos sabiam o que a sigla significava. Me lembro de um programa na rede Globo. O Chefe chegou e disse para o entrevistador: SAPS! O cara ficou baratinado. Que diabos é isto? Pensou. Mas deixe prá lá. Agora me responda como se eu fosse um menino de seis anos: Quando você diz ou lê SAPS, sua mente traduz rapidamente para Sempre Alerta para Servir? Ou o tal de SAPS continua a ser SAPS? Mas vamos analisar melhor o SAPS. Será que se esqueceram dos lobos? Melhor Possível? Coitadinho dos pequenos. Para ser leal com eles deveria ser MPSAPS! Que papo danado de chato eim? Se quiserem podem me contradizer. Não ficarei chateado. Não gosto de dizer SAPS. Prefiro o meu bom gostoso e supimpa tradicional Sempre Alerta! Adoro ele de montão. Ele é assim em todo o mundo com algumas variações.

                      Vocês nunca irão encontrar países com escotismo com saudações abreviadas. Tentem escrever para um inglês, francês, espanhol, russo, ou seja, lá que país for e coloque em baixo – SAPS! Ele vai ficar pensando o que seria isto. Alguém irá dizer para ele: - São coisas de brasileiros! Mas se fosse Sempre Alerta todos saberiam. Claro que os alemães responderiam: - Alizeit bereit, o espanhol diria Siempre Listo, o filipino Laging Handâ, o finlandês Ole valms, o francês Sois Prêt ou Toujours Prêt, o Holandês Weest Paraat, o inglês Be Prepared o Italiano Sii Preparato. Ufa! Melhor parar por aqui. Será que alguns deles têm abreviaturas?

                     Outro dia fiquei pensando, que tal uma volta em uma máquina do tempo, lá no Jamboree que BP estava presente você chega e diz em português: Salve Lord Baden-Powell. SAPS! E ele? Ia sorrir é claro, pois aprendeu a ser um gentleman e mesmo não entendendo nada nada dirá. Se alguém traduzir ele ficará encucado com o tal de SAPS! Primeiro vai analisar pelo idioma Zulu, ou espanhol, ou francês, ou italiano. Depois vai ver que não estava entendendo nada. Esqueça isto e vamos lá, Lobo diz Melhor Possivel, Escoteiro Sempre Alerta, Pioneiro Servir. Chefe? Bem sempre aprendi que o Chefe diz o mesmo da sua sessão. Claro fora dela diz Sempre Alerta e mais nada. Prestem atenção, quantos aqui no Facebook, quantos na rua, na sede em qualquer lugar não estão dizendo SAPS? Cacilda, já mudaram tanto, desdenharam de antigos programas, criaram um novo uniforme e querem jogar goela abaixo o tal de SAPS?

                     Bem cada um diz o que quer. Eu não. Sou um tradicionalista nato. Se fosse um chefe Escoteiro iria ensinar minha sessão a dizer sempre alerta, ou melhor, possivel ou servir. Isto para eles significaria muito. - Estarmos Sempre Alerta para o que der e vier. Akelá! Farei o melhor possível! Mestre Pioneiro, Servir! Bem isto sempre fiz, mas agora as mudanças são tantas, são tantos “çabios” no escotismo que fico pensando onde vamos parar. SAPS? Meu Deus! O Sempre Alerta pode estar aí, mas SAPS é SAPS. Quando o pronunciamos nem lembramos mais do Sempre Alerta. Risos. "Velho" chato de galocha não tem outra coisa para se preocupar? Não tenho não. Sou um desocupado aposentado meu amigo. Defendo com o que posso as tradições Escoteiras. Quanto a ser um Chato de Galocha sou mesmo com muito orgulho. Risos.


Chega por hoje, boa noite meus amigos, durmam esplendidamente bem. São meus desejos sinceros e não deixo de colocar aqui o meu gostoso Sempre Alerta e abaixo o SAPS! Risos. Boa noite!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Um pouco de historia de Baden Powell (BP) As sementes africanas no escotismo.


Conversa ao pé do fogo.
Um pouco de historia de Baden Powell (BP)
As sementes africanas no escotismo.

                     Indo em direção ao Outspan Hotel em Nyeri os visitantes se defrontam com uma placa fixada em uma árvore numa curva da estrada. O Outspan recebe muitos visitantes: alguns que vão lá enquanto visitam Nyeri a serviço ou negócios, outros que vão em férias, há aqueles que a usam como base para a escalada do famoso monte, e há aqueles que lá vão especialmente para conhecer a famosa "Paxtu", a última casa de Baden-Powell, fundador dos Movimentos Guia e Escoteiro.

                        B-P visitou a África oriental pela primeira vez os atuais países do Quênia, Uganda e Tanzânia em 1906, e registrou as suas impressões tanto em palavras quanto em imagens em seu livro Sketches in Mafeking and East África, publicado em 1907. Ele não retornou lá até 1935 quando realizou inspeções de escoteiros em gincanas organizadas em todo o país. Ele então visitou o seu velho amigo, Major E. Sherbrooke Walker, M.C., que foi o primeiro secretário particular de BP após a fundação do Movimento Escoteiro e que tinha posse da primeira Fiança de Escotista (n.t.: nomeação?) emitida. Após numerosas aventuras Erie Walker construiu o Outspan Hotel in Nyeri e o ainda mais famoso Treetops.

                       BP mais uma vez apaixonou-se pela "bela visão das planícies até o topo careca e nevado do Monte Quênia", descrita após a sua visita em 1906, e então quando no inverno de 1937 foi aconselhado pelo seu médico a descansar foi para Nyeiri que ele foi. Quando ele nos deixou - Escreveu Erie Walker em seu livro Treetops Hotel descrevendo a partida de B-P do Quênia em 1938, `Lord Baden-Powell estava envelhecido. (Ele estava com 81 anos). "Quanto mais próximo de Nyeri, mais próximo da felicidade", ele disse, "Eu voltarei para passar o resto da minha vida no Outspan.”.
'E então ele nos pediu que construísse uma casa de campo antes dele voltar para aquela que ele disse seria a sua terceira e última morada. Ele marcou um lugar no jardim. Quanto, ele disse, custará para construir uma pequena casa com uma sala de estar, uma ampla varanda, dois quartos, dois banheiros e duas lareiras?

                          `Eu fiz um cálculo rápido. "Doze mil pés quadrados, a dez shillings por pé quadrado", Eu respondi, "chega a seiscentas libras". (O que nós construiríamos a este custo agora!). Ele consequentemente adquiriu ações em nossa pequena companhia com aquele valor, com a qual nós construiríamos a casa, mobiliaríamos, e faríamos um jardim privado, com alegres flores, e com uma fonte e banheira de pássaros em frente à varanda. Ele tinha debatido como chamar a casa e pensou em vários nomes. 'Finalmente ele disse: "Eu chamei aminha casa em Bentley `Pax' por que eu a comprei no dia do Armistício após a Primeira Guerra Mundial. Eu acho que vou chamar a minha casa aqui de `Pax', também (too em inglês).” Após isto ela sempre foi conhecida como "Paxtoo", ou "Paxtu”.

                           B-P. e Lady B-P comemoraram suas bodas de prata em 1937 e escoteiros e bandeirantes de todo o mundo fizeram uma coleta para presenteá-los. `Nós utilizamos parte do presente de bodas de prata dado pelos Escoteiros e Bandeirantes' escreveu B-P em O Scouter de Maio de 1938, para construir para nós mesmos uma casa de campo em Nyeri. Nós a chamamos de "Paxtu", desde que ela será uma segunda "Pax" para nós (two=dois em inglês), e uma lembrança permanente da generosa boa vontade do Movimento.

                          Em outubro de 1938, ele retornou para Nyeri para viver em Paxtu, e jamais deixou a África Oriental outra vez. A casa permanece quase igual quando ela foi construída, apesar do velho teto makuti ter sido substituído por um metálico, e o jardim foi drasticamente arrancado em 1964, mas a fonte e a banheira de pássaros permanecem. A casa agora está junta ao bloco principal do hotel com uma série de apartamentos. Uma descrição da casa foi feita por B-P em uma carta ao ator, Cyril Maude, em 1939: - Nós nos sentamos aqui sob um contínuo brilho de sol (com mangueiras para regar nosso jardim) e jamais, desde que nós chegamos aqui, quatro meses atrás, falhamos em ter um dia ensolarado para um desjejum na varanda. Em anexo uma foto da cabana que nós construímos para nós e achamos ótima de todas as maneiras. Uma sala de estar no centro, com toda a frente aberta, com portas de vidro dobráveis.

                          Em cada lado um quarto de dormir com closet, banheiro, lavatórios, etc. e dependências de empregados ao fundo, com um caminho coberto até o hotel, 200 jardas adiante, de onde vêm todas as nossas refeições. Nós temos água quente e fria, com luz elétrica e aquecimento, um jardim encantador (cresceu muito após a foto) e uma gloriosa vista através da floresta e planície até o Monte Quênia com o seu pico nevado. ' Por vinte anos, até a morte da Srtª Miss Corbett em 1963, a casa foi habitada por Jim Corbett, velho amigo de B-P, autor de Man-eaters of Kumaon e outros livros conhecidos, e sua irmã Maggie.


Em 1964 Escoteiros e Bandeirantes do Quênia contribuíram para a compra de um marco que foi colocado no jardim em frente à casa, o qual porta a seguinte inscrição: "Este monumento foi doado pelos Escoteiros e Bandeirantes do Quênia em memória de Lord Baden-Powell of Gilwell, seu primeiro Fundador, que viveu aqui de outubro de 1938 até a sua morte em oito de janeiro de 1941." Ao mesmo tempo o sinal na alameda de entrada e a placa esculpida em cedro na própria casa foram doados pela Associação Escoteira do Quênia para manter viva a memória do Fundador, e para guiar os incontáveis visitantes que vêm de toda a parte do globo para visitar a última morada do Fundador e sua tumba no cemitério perto dali.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Hora de dormir, amanhã é outro dia... Você já viu o outro lado da montanha?


Hora de dormir, amanhã é outro dia...
Você já viu o outro lado da montanha?

               Tão fácil de dizer e tão difícil de fazer. Para que subir tão alto? Para que se tudo que está lá não tem serventia? Afinal temos um caminho porque escolher outro? Mas meu amigo eu lhe digo, nunca pare na subida da montanha. Prossiga. Você está apenas no inicio. Não queres ver o outro lado? Será que lá não tem coisas lindas para ver? Você é livre, livre para decidir sua vida. Corra atrás dos seus sonhos dos seus desejos. Deixe o vento levantar seus cabelos, deixe o aroma das flores perfumarem seu caminho. Do outro lado da montanha quem sabe seu espírito irá se libertar e não ficará preso nas adversidades da vida? Só porque você percorre um caminho não quer saber se tem outro melhor? Então prossiga subindo, pois do outro lado da montanha você irá descobrir coisas fantásticas!

                         Não fique parado no ponto morto da estrada. Olhe a frente, veja as estrelas no céu. Não podes contar quantas são. Podes imaginar. Olhe! Pense naquela estrela cadente! Para onde foi? Quem sabe depois da montanha você vai descobrir seu caminho para o sucesso? Vamos, de pé, coloque sua mochila às costas, solte sua bandeira e deixe a chuva cair na sua face. Ela vai refrescar sua jornada. Você é livre, caminhe com suas próprias pernas, veja o rumo, trace seu destino e vá... Lá depois da montanha quem sabe vais ver a beleza do universo vai sentir a brisa a lhe afagar o rosto, irás beber a água límpida da fonte que jorra. Ouvirá o canto do sabiá, e ao longe um arco íris colorido irás dizer a você que ali mora a felicidade. Afinal meu amigo ou minha amiga, você é um bravo do escotismo. Tens o Rataplã na mente e BP no coração.

Todo o fim é um recomeço. Das vitórias guardamos os momentos. Aquele olhar. Um abraço. Das derrotas resta-nos o sabor amargo na boca. E não, não ficamos mais fortes. Mas todo o fim é um recomeço, e sobra-nos a vontade. E à noite escura sucedem os dias. Cinzentos, ainda, mas a pedir um sopro de vento que remoça a chama. Avante Escoteiros! Do outro lado da montanha iremos ver um novo mundo, basta querer! Lembre-se um Escoteiro não desiste, insiste nos seus ideais. Caiu? De pé novamente. A vida é para ser vivida afinal não foi BP. Quem disse que os valentes entre os valentes se saúdam com a mão esquerda?

 Não se acostume com o que não o faz feliz, Revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, Mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa

 Boa noite meus amigos e minhas amigas. Deixo aqui meu abraço, desejo de uma terça feliz e muito amor Escoteiro no coração

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Hora de dormir, rezar para que os jovens do Brasil tenham uma linda reunião neste sábado. Um grande abraço, um aperto de mão gostoso, um sinal Escoteiro amigo.



Hora de dormir, rezar para que os jovens do Brasil tenham uma linda reunião neste sábado. Um grande abraço, um aperto de mão gostoso, um sinal Escoteiro amigo.

Como é lindo, Senhor, poder enxergar com estes olhos que me destes, poder sentir a natureza entrando pelos meus poros, me envolvendo e dizer: “Deus existe, olhai e vede à lua cheia ou minguante, o sol forte ou fraco, as árvores, com suas folhas embaladas pelo vento, vento esse que nos refresca e embeleza ainda mais as coisas que movimenta. E as águas? Ah! as águas, tão frescas, tão poderosas e tão necessárias à vida.” Vida, resumo da natureza!
Olhai e bendizei a natureza, pois ela, irmãos, é muito mais importante do que tudo que estais acostumados a admirar e comprar...

Não é preciso estar no pico da montanha para sentir o ar puro da manhã. Ele está presente na ponta da janela que se abre para um novo dia toda vez que o coração transpira pela ansiedade. Na sinfonia infinita da vida. Não é o mesmo que eu quero. Quero apenas sentir que a uma razão para viver quando se acorda a cada manhã. Ame a vida, pois na vida a alguém que ama você.


Boa noite, que amanhã quando estiver com seus meninos lobos ou Escoteiros, me faça um favor: Dê a cada um forte abraço, um belo sorriso e um lindo aperto de mão e sem querer abusar diga: Este é do Chefe Osvaldo um Velho Escoteiro que tem o escotismo no coração! 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O mundo escoteiro enlouqueceu!


Crônica de um Velho Chefe Escoteiro.
O mundo escoteiro enlouqueceu!

                    Não sabia o que dizer. Era incrível a notícia. De novo não. Não podia ficar tendo pesadelos assim. Pelo amor de Deus! Já estou "Velho" demais para isto. A continuar deste jeito, terei que buscar meu velho bastão escoteiro no fundo do baú ir para minha varanda e ficar fazendo continência para os passantes. Que eles me julgassem loucos, pois se não era estava ficando. Estava uma maneira de ficar sem dormir por muitas noites. Deste jeito em vez de dormir com pesadelos assim o melhor ficar de sentinela na minha varanda velando os mosquitos infernais que ter estes pesadelos absurdos! – Mas estava lá, em letras garrafais nos principais jornais do país. As televis
ões não sessavam de propagar aos quatros ventos: - A Presidenta Dilma, demite toda cúpula da Petrobrás! Não sobrou ninguém. Ela quer um choque de gestão em tudo. Sem consultar ninguém convidou a cúpula da UEB para assumir! Pode! Meu Deus! Onde estamos?

                    Perguntada a Presidenta respondeu – Temos que mudar. Se for para melhor não sei. Mas os diretores e presidentes da UEB tem muita experiência. Já mudaram tudo lá na organização deles. Os relatórios dizem maravilhas do que fizeram. Estão crescendo igual caranguejo de praia suja. Nós precisamos de credibilidade e nada melhor que os Escoteiros. Agora precisamos de um choque de gestão aqui. Quem me aconselhou foi o Presidente Lula. Até o Ex Presidente Fernando Henrique foi a favor. O Aécio foi contra. Pediu para ser deportado para o Cazaquistão como prisioneiro politico. O Serra berrou alto que ele é quem deveria assumir. O Vaccari mesmo preso consultou a cúpula do PT se os novos dirigentes dariam alguns trocados a eles. Pobre Vaccari, não sabe onde meteu sua cumbuca! - Claro, sei que haverá uma grita geral disse ela. O Renan com uma inveja lascada por não ter tido esta ideia foi na impressa e abriu o jogo: Se não tiver alguém meu lá dentro da diretoria a barra vai pesar! Eduardo Cunha, sua excelência, Presidente da Câmara legislativo e o Sarney estão a ver se tem amigos Escoteiros. Dizem que encontram cinco e estão batendo palmas!

                   Na coluna do José Simão ele escreveu – Buemba! Buemba! Macaco Simão urgente! O esculhambador-geral da Republica! Direto do planeta da piada pronta: Escoteiros vão ganhar a taça do marreco! Vem aí uma nova presidência para a Petrobras. Os Diretores que estão presos serão substituídos pelos Presidentes e diretores das regiões escoteiras! A dúvida é se o Juiz Moro vai montar uma nova operação lava Escoteiro. Sei não. Eles pregam ter uma só palavra e serem honestos. O tempo dirá. Haverá uma grande reunião dos maiores partidos do congresso para analisar se a escoteirada está pronta para assumir tanta responsabilidade. PSDB, Democratas, PT, PSB PTB PSOL e outros, chamaram a CUT e outros sindicados para opinar. João Pedro Stédile jurou que não iria aceitar. Prometeu colocar trinta mil sem terras na frente da sede nacional em Curitiba.

                    A repercussão era enorme. Eliane Cantanhede escreveu no Estadão dizendo que era o fim do mundo. Clovis Rossi disse – Danou-se! E Josias de Souza colocou uma tarja preta na sua coluna diária. A folha de São Paulo e o Globo montaram barraca em frente à sede da UEB em Curitiba. O DEN e o CAN se reuniam sem parar em portas fechadas. Ricardo Boechat jornalista da Bandnews e Rede Bandeirantes de Televisão e William Bonner apresentador do Jornal Nacional da Rede Globo, Celso Freitas da Record e Hermano Henning junto a Karym Bravo do SBT  davam manchetes de última hora sem parar. Em todas as regiões escoteiras os Diretores e presidentes Escoteiros das Regiões queriam participar. E-mails eram enviados a cada cinco minutos para a sede da UEB. Em Belo Horizonte um distrito montou logo um Ajuri distrital e desfilaram em carro aberto dos bombeiros pela Avenida Afonso Pena. Em Porto Alegre A Região sorriu de orelha a orelha. No Rio de Janeiro só um distrito concordou. Eles tinham histórias escoteiras para contar. Em São Paulo nunca se viu tantos distritais, presidentes, assessor, Diretor Técnico, em fila na porta da região. Ninguém queria perder a “boquinha”.

                  Em Curitiba um suspense: - Alguém da UEB saiu à porta da sede nacional. Silêncio completo, todos queriam ouvir: – Primeiro ato ele disse – Vamos mudar o uniforme dos funcionários da Petrobras. Será copia fiel da nossa vestimenta escoteira. Serão 3.000 tipos a escolher. Em alto mar, em terra, no pré-sal, nas refinarias, nos escritórios, e um especial para a refinaria de Pasadena no Estados Unidos. Gisele Bündchen será contratada como a nova modelo para apresentar as vestimentas dos petroleiros e das petroleiras. Estamos convocando o novo Presidente da WOSM que irá fazer centenas de pesquisas virtuais sobre petróleo e normas escoteiras. Segundo ato, continuou – Não queremos mais nenhum contato com os federais, com o Ministério Público e com o Juiz Moro e outros que só veem a Petrobras como um antro de ladroagem. Passado para nós não vale agora só o presente. Acreditem: - Nós vamos mudar a Petrobrás e o Brasil! E assim foram anunciando as mudanças. De norte a sul os chefes se dividiam. Em Brasília a escoteirada foi às ruas gritando “Viva Baden-Powell”, o petróleo é nosso! Um pandemônio. Os Grupos Escoteiros fizeram reuniões as pressas. Queriam saber quem era bom entendedor de gasolina e o escambal entre seus associados. Meu Deus!


                   Acordei gritando e chamando por BP! Celia chegou correndo e me trouxe um copo d’água com açúcar. Melhor veneno mulher. Melhor veneno. Não posso ficar sonhando assim! Não dormi mais. Peguei meu Velho violão e fui cantar a canção da despedida na varanda de minha casa. Depois desta sabia que não iria aguentar outra. Melhor me despedir. A Bandeira nacional eu hasteei em meio pau em frente a minha residência. Fiquei no portão por minutos em posição de sentido e dando Sempre Alerta a todos vizinhos que passavam! 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Chefe, eu só quero viver o meu sonho Escoteiro!


Conversa ao pé do fogo.
Chefe, eu só quero viver o meu sonho Escoteiro!

             Ei Chefe! Posso lhe dizer uma coisa? Eu gosto muito de você, mas pode me fazer um favor? Devolva-me meu sonho Escoteiro. Eu sei que você luta por nós, que você trabalha por nós. Eu sei que você também sabe o que nós queremos. Como eu não sei Chefe, pois você nunca nos perguntou. Mas Chefe, eu não quero saber se tem Congresso, se tem Assembleia. Chefe! Fique você lá, mas me deixe fazer o que sempre sonhei. Não sonhei em discutir pontos de vista, se faço assim ou assado, se faço o certo ou errado, não sonhei em ser alguém da liderança, pois isto não é esperança de quem vai fazer o escotismo sonhado. Não sonhei em fazer cursos ou mesmo colocar uma medalha em mim. Se o senhor meu amado Chefe tiver nosso lenço ou outro qualquer para mim não importa querido Chefe. Eu sei que você gosta de cantar que um dia lá voltarei. Chefe sabe o que eu quero? Eu quero viver o que dizem, quero sentir o vento nos cabelos, quero sair por aí correndo pelas campinas, atrás das asas ligeiras das borboletas azuis.

               Eu quero Chefe viver aventuras incríveis. Eu quero dormir na barraca, meses e anos sem fim. Quero subir em árvores imensas, descer por um cordel encantado que só eu saberei fazer. Quero ter minha mochila, levar o que eu quiser, quero ter o meu cantil, minha faca Escoteira e meu cabo preso em mim. Saiba Chefe que meu sonho é ser um aventureiro, como aqueles famosos escoteiros, que dizem ser bons mateiros, explorando florestas, dormindo sob as estrelas, bebendo água da fonte, encontro nascentes nos enormes picos que escalarei. Vou fazer uma jangada, e o rio irei descer. Lá na curva do Boi Bravo, junto à patrulha querida a jornada vai continuar. São tantos sonhos meu Chefe, que eu não paro de pensar. Já pensou eu imitar o Tarzan? Pulando na corda querida nas matas que encontrarei.

            Chefe não me leve a mal, eu gosto da bandeira hasteada lá na sede aonde vou eu adoro vê-la subir aos céus. Mas ela é bem mais bonita se estiver arvorada naquela linda castanheira na beira de um riacho qualquer. Uma árvore com um galho, usando meu cabo solteiro, amarro como pioneiro uma lança vou jogar. E quando estiver no alto, uma volta eu darei. Então virarei um soldado para minha bandeira hastear. Não é tão lindo meu caro Chefe? O vento a soprar na campina, pássaros em bancos no céu. E olhar minha bandeira, vento forte vento amigo desbravando minha terra. Meu sonho meu caro Chefe, é sair com meus amigos, patrulheiros de ideal, pegar um quadrante na estrada, virar para qualquer azimute, escolher qualquer direção. Pode ser um sudoeste, seguir a trilha ligeira, descobrir novas estradas, descobrir um mundo novo. E se achar o local ideal ali nós vamos acampar. Chefe meu amigo, quero fazer meu almoço ou meu jantar, quero acender um foguito, e não ouvir seu apito, e na chama que usarei, minha refeição eu farei. Sei que ela meu caro Chefe, vai ser supimpa demais. E olhar meus companheiros olhando com avidez seus pratos cheios, comendo a comida que eu fiz.

               Por favor Chefe, vá fazer seus cursos, aprenda bastante técnica, pois dela é que precisamos. Esqueça aquela palestra, pense que é disto que eu gosto, nada moderno. Para que querido Chefe! Se na escola querida, em minha casa amada eu tenho tudo isto? Uma duas três quatro reuniões seguidas na sede. Ufa! Chefe! Eu já cansei. Que demora meu amigo Chefe, tanto tempo na bandeira, uns com sono quase caindo vendo o senhor falar. Sei que o senhor não tem culpa, aprendeu com outros assim, mas não é isto que eu quero. Eu quero meu amigo Chefe, gritar “madeira” e vê-la cair ao chão, como bons desbravadores que um doa eu quero ser um. Cortar em toras pequenas para fazer meu fogão. E no meu tempo livre, vou fazer um lindo pórtico, cheio de entretantos e lá de cima gritarei; - O mundo agora é meu! E sempre a correr bem ligeiro, sorrindo para a passarada que voam em volta de mim. Já pensou querido Chefe, uma boa trovoada? Aí vem a chuvarada! Que susto nós vamos levar, mas Escoteiro não se aperta, minha capa eu coloco e deixa a chuva cair. E quando a noite chegar, a patrulha já preparou um lindo jogo noturno. No meio do mato escuro, pintado de preto eu estou. Vou roubar vidas dos amigos que ali estão sorrindo vou ser um índio ou um soldado qualquer.

             E no dia de ir embora, vou despedir das estrelas, vou olhar para o céu e dizer: Hoje vou cantar, sorrir, vou ser ator e farei do meu Fogo de Conselho o melhor que já fiz. Pois é Chefe, nesta hora tão singela, vou chorar Chefe com a canção que vamos cantar. Uns dizem que não é mais que um até logo, outros dizem que tão logo em volta do fogo vamos de novo nos ver. Chefe, eu não quero saber se o Totonho foi eleito, se ele está satisfeito com o cargo que conquistou. Eu quero meu amado Chefe é fazer escotismo, um escotismo aventureiro, quero subir em cordas, fazer pontes enormes, atravessar o rio fazendo um comando Crow. Quero fazer um balso pelo seio, um nó de evasão dos bons e descer de um pulo a árvore que subi. E lá no alto meu Chefe, vou construir um estrado, pois vai ser o começo do ninho de águia que vou construir. Olhe meu Chefe amigo, nada farei sozinho. Nossa equipe é famosa. Tem um Monitor um sub um aguadeiro. Tenho um enfermeiro e um construtor, e não vai me faltar na hora, uma faca ou machadinha, um facão para eu usar. Pois ali está outro amigo da patrulha, meu amigo intendente que vai me ajudar.

              Chefe chega de reunião de sede. É lá no campo que eu vou e olhe, eu vou para ficar. Deixe-me seguir o vento, nos meus bons acampamentos, excursões e viajar. Eu quero sair por ai, sem saber aonde ir. Quero descobrir novos rumos, quero subir montanhas, quero seguir os vales, andar a cavalo e correr. Quero pegar uns peixinhos, que depois de bem fritinhos, eu vou comer. Confie em mim eu já sou um menino homem, não é assim que devo crescer? Quero fazer o que sonho, correr aqui e ali, construir coisas incríveis, e no alto da montanha enviar para o senhor meu abraço cordial usando a minha bandeira e na fumaça aduaneira minhas palavras vou levar. E se necessário à noite o Morse que vou usar, vai cruzar todos os montes, e lá ao longe além do horizonte o senhor vai descobrir. Cansado meu caro Chefe, a gente então vai dormir. Pode ir Chefe para seu seminário escoteiro, traga prá nós Escoteiros, uma nova maneira de sonhar. Sonhos que só se realizam se pisarmos no chão e acreditar.


             Aventuras chefes, grandes aventuras. Vamos sair por aí, sem fila de algibeira, vivendo uma vida mateira nas grandes distancias a percorrer. Vamos dormir nas barracas, vamos seguir trilhas, vamos pular o rio, e lá no alto da montanha, eu vou sorrir bem contente, ao ver ao longe tantas coisas bonitas que fiz. E então meu amigo Chefe eu direi: - Eu sou Escoteiro agora, do jeito que eu pensei. Eu ando, eu pulo eu corro bem ligeiro. Agora sou bom mateiro, nada vai me impedir. Portanto Chefe acredite em mim, este é meu escotismo e o senhor sabe que pode confiar em mim!       

sábado, 2 de maio de 2015

Que alegria! Seja bem vindo a sede Regional!



Crônicas de um Velho Escoteiro.
Que alegria! Seja bem vindo a sede Regional!

                 Foi assim? Perguntei se foi assim que você foi recebido quando visitou sua região Escoteira? Ou sua sede distrital? Ou a sede nacional? Os funcionários olharam para você e deram aquele sorriso? Logo te deram uma cadeira para sentar e um deles começou a perguntar como vai seu grupo, se está tudo bem, e que eles estão honrados com sua visita? Ofereceram um cafezinho? Disseram o que podiam fazer para ajudar? Afinal acredito que esta deve ser a postura dos funcionários de uma região não acham? Não dizem que os Grupos são a Célula Mater do escotismo? Não dizem que sem eles as regiões e distritos não existiriam? Eu não digo tanto. Nunca fui recebido assim. Sempre um ou outro levantavam um olho e abaixavam logo. Como se estivessem atarefados. Igual ao Coelho Maluco daquele filme. Se estivessem no telefone então... Ai é que a coisa “degringolava”. Como sabia como era eu gostava de dar risadas. E eles me olhavam como se eu fosse também maluco!

               E os diretores? O Chefão? Ficaram surpresos em te receber? Ou perguntaram por que não avisou que ia? Quem sabe se soubessem poderiam programar um jantar no restaurante da esquina onde os escoteiros eram muito bem vindos? Afinal ele foi eleito por vocês não? Ou será que foi balela e os votos foram uma questão de pró-forma? Não? Acho que não. Afinal eles e você sabem que temos um quarto artigo e que irão dar seu exemplo, pois são pessoas que além de superiores (?) são amigos de verdade. De norte a sul temos muitas regiões. Algumas mais abastadas e outras menos. Algumas com dois ou mais funcionários outras só com um. Mas em todas elas acho que existe o respeito quando você adentra e eles sabem que você é um Escoteiro, pois não disse bem alto: Sempre Alerta? Se não foi assim tem algum errado.

               Olhe, nem vou falar na sede nacional. Nunca fui lá. Já vi em fotos. Parece linda. E por lá estarem os maiorais do escotismo do país o tratamento deve ser soberbo. Soube que por telefone que informam tudo que perguntar. Resolvem todos os seus problemas. Acredito se der a sorte de encontrar lá um do quatorze formidáveis diretores do CAN então? E os presidentes do DEN? Minha nossa! Conhecer este pessoal vale por mil acampamentos no Pico da Felicidade. Eu mesmo se pudesse pegaria um avião e ia lá. Iria sentir honrado em conhecer algum deles, pois a maioria não se mistura a não ser em seu habitat natural onde vivem. Mas não vamos desfazer deles. Tenho certeza que na sede regional qualquer um que chegar lá terá um tratamento VIP. Não importa se você é o Zé das Quantas da cidade de Sapo Morto ou se você é recém-chegado do exterior onde era um CEO ou um BOSS famoso do escotismo em seu país.

                Claro, sei que tem uns que só sabem reclamar. Afinal estes funcionários ganham pouco e não diferem dos “chorões” que só reclamam dos salários, do horário e da falta de crescimento profissional. Nós sabemos que eles sacrificam tempo para ajudar você em seu grupo. E vamos entender que um diretor ou presidente não tem salário. Estão ali sacrificando seu lazer, sua família, enfim foram eleitos contra a vontade deles. Se pudessem passariam o cargo para frente na próxima eleição. Mas vamos ser sincero. Somos um movimento fraterno. Não sei se nestes órgãos somos reconhecidos como ponta de lança do escotismo. Mas olhe acredite em mim, eles estão lá para isto. E você sabe, não é você quem precisa do escotismo é o escotismo que precisa de você. E eles são o escotismo hoje. Portanto são eles que precisam de você. Não se engane. Se não é bem tratado abra a boca no mundo no próximo Conselho ou Assembleia. Afinal você também não tem salário e costuma gastar mais que eles não?

                Seja pessoalmente, seja por telefone você é membro do escotismo, e você paga uma taxa anual. Seja o mais simples lobinho ao mais alto dirigente todos tem os mesmos direitos. Não são vendedores de lojas que estão sempre com um sorriso, mas são escoteiros! Devem dar a você um tratamento formal e alegre e sejam eles funcionários ou diretores. Afinal não dizem que o exemplo vem de cima? Se não conhece ninguém e tiver a felicidade de participar de um curso escoteiro, não vá pensando que o dirigente ou o formador líder é alguém do outro mundo. Ele é como você. Tem pernas, braços, cabeça, alma e coração. Estão ali para ajudar você e nunca para ser endeusado. Espere que ele lhe dê as mãos, as boas vindas. É obrigação deles. Sem essa de que ele poderia estar com a família, pois ele gosta do que faz. Adora isso. E olhe tem muitos que darão tudo para estar ali no lugar dele e a fila é grande. Você sabe disto. Portanto levante a cabeça, não seja orgulhoso, não diga nada, deixe que eles digam e se aproximem de você. Isto é escotismo. Uma mão lava a outra e duas lavam o tacho, não é assim que dizem?


                Escotismo. Uma escola de cidadania, de respeito de amor e fraternidade. Todos deveriam pensar assim. E acredito que pensam. Nenhuma associação é de ninguém ela pertence a todos que participam. Ser cortês, amigo, leal e receber bem com um sorriso nos lábios mostra que pertencemos a uma fraternidade universal. Aqueles que pensam o contrário, que se acham acima de todos não merecem ser chamados Escoteiros. Mesmo que uma sede regional ou nacional tem funcionários que não são do movimento, eles devem estar preparados para receber bem. É como um funcionário público, seu salário quem paga somos nós. Nada de abaixar a cabeça, nada de pensar que está em frente a uma divindade Escoteira. Ele é da mesma associação, tem todos os direitos e deveres que nós temos. E se um dia entrar em um escritório regional ou nacional, faça valer seus direitos. Até outro dia!    

terça-feira, 28 de abril de 2015

As melhores sopas do mundo.



Conversa ao pé do fogo.
As melhores sopas do mundo.

                      Quais são? Não vale quem disser que é a da mamãe. Ou da esposa. Ou da sogra, ou do restaurante tal. Estas estão fora da competição. Sabe quais as melhores? Aquelas que você deglutiu em um acampamento Escoteiro perdido por ai. Acredito que foram tantas que você assim como eu tivemos o privilegio de comer ou tomar com vontade (dependendo da sopa). Quem não se lembra? - Olhos vidrados na sopa, esperando, prato na mão, a fumaça saindo, a saliva estalando e esperando a colher do cozinheiro que nunca vem. Uma fome imensa! Ficar ali olhando o fogo e a sopa que não termina. Ver a sopa fervilhando e o cozinheiro dizendo – Ainda não está no ponto! Ali quem manda é ele! Mandão! É o dono, ainda olha prá gente com jeito de gozação. E tremer de raiva quando ele vai com uma colher, tira uma pitada e diz – Acho que está boa de sal!

                   Sopas. A especialidade de um bom cozinheiro e até daqueles que se arriscam e vão para a cozinha fazer. Digo cozinha no campo de Patrulha. Não em casa, quentinho, fogão a gás, TV ligada, internet tudo a mão e a turma na sala esperando a chamada com uma cervejinha na mão ou um vinho quente. Nada disto. As melhores sopas do mundo estão lá no acampamento. Quem as fez ou saboreou sabe disto. Quantos tipos de sopas? As com açúcar, pois trocaram o sal. As sem sal, pois acharam que colocaram. As sem caldo, pois deixaram secar demais, as queimadas, pois desde o inicio sapecaram gravetos até que o macarrão tostou. Não esquecer as das folhas soltas, matinhos caídos tudo vale. Esqueceram-se de colocar a água e virou um grude enorme, isto são especialidades de todos os cozinheiros Escoteiros ou escoteiras. O que? Sopa com folhas que caem das arvores misturadas com ciscos do vento? Gostosíssimas! Risos.

                      Sempre gostei de sopas. No passado nossa ração “A” para dois dias acampados dizia – Arroz, feijão, batata e macarrão. De vez em quando na ração se colocava uma linguicinha, desde que alguma família de um escoteiro da Patrulha tivesse matado algum capado (porco). Ai quem sabe era festa. Tinha torresmo, carne frita, e podia-se dar ao luxo de levar também um bom pedaço de chouriço. Bem acho que tem muitos que não sabem o que é isto. Mas voltemos às sopas. A mais importante era a de macarrão com batata (uma linguicinha picada nela só para dar o gosto). Era bom, muito bom. Sem sal? Gostosas. Como diz a amiga a pedrenta? Sensacional. (vento e areia, panela sem tampa).

                    As sopas sempre foram o hit dos manjares escoteiros. Todos achavam que eram fáceis e rápidas para fazer. Um fogão tropeiro, um bom caldeirão, umas achas de toras em volta para sentar e esperar a noite que chegava de mansinho. Os olhos vidrados na sopa. Todos esperando. O cozinheiro era um ditador. Mandão supremo. Um Hitler Escoteiro. A gente morrendo de fome e ele não ligava ou não tinha fome sei lá. Quantas sopas nas noites escuras, a chuva caindo, trovões, raios, e a gente ali em volta do fogão. Podia chover canivete. Um bom toldo, lenha no lenheiro protegida. Que chovesse a cântaros. Não se arredava o pé. A sopa quente o fria sempre saia.

                   Sei que cada um de vocês aqui se pudessem escrever mais deste artigo teriam casos e “causos” para contar e lembrar. E quem não tem? Darcy o piolho, não era o cozinheiro. Resolveu quebrar o galho. Fumanchú faltou. Dois pedaços de linguiça no almoço. Acabou. No jantar seria só sopa pura. Pegamos uns lambaris para fritar. Mas na sopa fiados de linguiça. De onde vieram? Sopa gostosa e danada de boa. Anos depois ele contou. Fumou escondido. Estomago não aguentou. Panela sem tampa. Agora Sênior o jogamos nas águas do riacho com roupa e tudo e um frio de lascar. Mereceu o nojento!

                     Mas a minha melhor foi quando fomos ao Pico da Bandeira. Metidos a conhecer o caminho. Perguntamos em Caparaó. Subida calma, iniciada às duas da tarde. Seis da tarde, oito da noite, nove, dez, meia noite. Perdidos! Paramos ali no mato. Muito colonião e samambaias enormes. Uma pequena picada e um fogão tropeiro. Agua dos cantis. Uma pequena sopa. Meu Deus! Duas da manhã, que sopa de macarrão linda! Que gostosura! Que manjar dos deuses! Um olhando para o outro, uma fome miserável e ai... Um raio no céu, trovões, o local não dava para armar as barracas de duas lonas. Jogamos por cima. Choveu a cântaros. Sentados juntos lado a lado dormimos. A sopa? Virou agua de chuva. De manhã um céu azul, um sol lindo. Caminho encontrado e a sopa? Gostosa demais com agua e tudo.


                       Sopas. Cada uma tem uma história. São tantas que me dá vontade de tomar uma sopa de cebola pura. Ou de maxixe ou de mamão, ou de mandioca não importa. Que seja a de macarrão com batata a mais conhecida pelos meninos cozinheiros. Quem sabe salpicar um pouco de linguicinhas? Adoro-as. Trazem-me tantas lembranças! Os tempos se foram. Hoje só a sopa de casa. Dos acampamentos só as saudades. Meus amigos que ainda acampam, aproveitem. Façam sopa. Verão que cada sopa tem uma história e a história ficará marcada na mente para sempre. E quando a idade chegar e lembrar sentirá o gosto a salpicar a língua, a vontade de voltar lá no passado, saborear a sopa quente, sopa fria, sem sal ou com açúcar, com matinho ou areia não importa. Belas sopas que se foram, mas ficaram as lembranças e delas eu não esqueço nunca!