Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Mafeking - O Jogo de blefes de Baden-Powell


Conversa ao pé do fogo.
Mafeking - O Jogo de blefes de Baden-Powell

Quando o cerco de Mafeking começou o regimento britânico estava desarmado, com baixo efetivo e isolado do mundo por um exercito de mais de 6000 soldados Bôer. Mas Baden-Powell estava a cargo das defesas e ele era um experto no "Jogo do Blefe".

O Caçador de Borboletas
Muitos anos antes B-P disfarçou-se de caçador de borboleta na Dalmacia e espionou os fortes e defesas inimigas. Quando encontrasse um soldado inimigo "com o bloco de desenhos na mão, Eu poderia perguntá-lo inocentemente se ele tinha visto tal e qual borboleta nas vizinhanças, e como eu estava ansioso por capturá-la. 99% deles não poderiam distinguir uma borboleta de outra - do mesmo modo que eu - assim eu estava em segurança, eles simpatizavam com aquele inglês louco que estava caçando insetos.”.

Baden-Powell, citado por Hillcourt em "Baden Powell: as duas vidas de um herói”.
O que os soldados não notavam era que nos desenhos das asas das borboletas Baden-Powell colocava os mapas dos fortes e defesas.

Cuidado: Minas!
Um dos maiores prioridades foi evitar que os Boers tomasse a cidade de assalto, porque eles podiam facilmente dominara as frágeis defesas de Mafeking. Mas Baden-Powell deduziu que os Boers temiam que houvessem campos minados...
Assim, para confirmar os temores Bôeres, B-P fez uma corrente com os habitantes para transportes caixas de metal com terríveis avisos de não derrubar ou bater escritos nelas. Centenas destas caixas foram enterradas nos arredores da cidade, e as áreas foram marcadas com avisos para os habitantes e pastores manterem a área livre. Depois ele pediu para os moradores da cidade se manter dentro dela enquanto as novas minas eram testadas.

Com todo mundo seguro em casa, Major Panzera e eu saímos e colocamos uma banana de dinamite em um formigueiro. Acendemos o pavio e corremos para nos protegermos até que tudo fosse pelos ares, o que foi feito com um esplendido estrondo e uma grande nuvem de poeira. Da poeira surgiu um homem com uma bicicleta, que coincidentemente passava, e ele saiu pedalando tão rápido quanto pode em direção ao Transvaal, oito milhas à frente, onde sem dúvida ele contou como por simplesmente pedalar pela estrada ele explodiu uma mina mortal. As caixas não estavam cheia de nada ais mortal que areia!
Baden-Powell, citado por Duncan Grinnell-Milne em Mafeking.

Muitos holofotes de busca.
Quando o cerco começou estava na cidade um viajante que fazia lâmpadas de acetileno. Baden-Powell e o Sargento Moffatt colocou-o para trabalhar na confecção de um holofote utilizando duas latas de biscoitos, com um queimador de acetileno com um tubo de borracha alimentando-o com gás. Este aparato foi preso a um mastro com ponta afiada, o qual poderia ser facilmente cravado no solo.

Na primeira noite que os holofotes foram postos em uso. Primeiro foram acesos e apontados sobre as posições Bôeres em um lado da cidade, depois rapidamente desmontados e acesos no outro lado da cidade... Após um tempo os Boers convenceram-se que atacar a cidade à noite seria inútil, pois ela estava cercada por holofotes de busca... Infelizmente os holofotes não duraram muito: os suprimentos de carbureto foram destruídos, ou num incêndio causado por uma bomba bôer, ou pela inundação após um temporal.

Duas metralhas a mais.
O mesmo blefe foi usado com relação ao pequeno suprimento de metralhas da cidade. B-P construiu postos para metralhadoras ao redor da cidade, e seus soldados poderiam disparar uma metralhadora de um deles, depois rapidamente removê-la para outro posto e disparar novamente. Para os Boers parecia que havia dúzias de metralhadoras protegendo a cidade.

Mas logo Mafeking acrescentou à sua limitada artilharia um velho canhão que foi achado sendo utilizado como uma barreira. A arma foi logo montada e posta em ação. Ela foi batizada de `Lord Nelson', e disparava uma bala de 10 libras. Coincidentemente `Lord Nelson' tinha as iniciais B.P. & Co. Gravadas nele. Ele foi fundido na fundição Bailey & Pegg em 1770.

Um outro canhão logo entrou em ação. Feito em casa, em Mafeking, fundido em uma fornalha feita aproveitando-se uma cisterna revestida com tijolos. O canhão foi feito de uma chaminé de aço com quatro polegadas reforçadas por trilhos dobrados em anéis. O chassi foi aproveitado de uma velha máquina debulhadora. Bombas foram feitas fundindo-se refugos metálicos. A arma podia disparar projeteis de 8 kg pra uma distância de quase 4 km. Este canhão foi chamado de "O LOBO" em homenagem a Baden-Powell: Impeesa, o lobo que nunca dorme.

Arame Farpado

Logo B-P ficou sem arame farpado para proteger as trincheiras de seus soldados. Mas ele notou que à distância tudo que se podia ver eram soldados rastejando sob um obstáculo invisível - ele não poderia ver o arame - Assim ele pediu que continuassem erguendo posições e esticando arames imaginários entre eles. Depois eles fingiam rastejar sob os novos "obstáculos" que eles ergueram. O inimigo não tinha condições de saber que não havia nenhum arame no local.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Boa tarde a minha plêiade de amigos. A nóis aqui travez!


Boa tarde a minha plêiade de amigos. A nóis aqui travez!

Andei sumido por uns tempos dos meus blogs. Velho não tem jeito. Vira e mexe tem de tirar umas férias forçadas. Mas eu sei que o tempo passa a vida não para, os sonhos continuam e não tem maneira e nem eira de deixar tudo para trás e não voltar nunca mais. Uma volta na rotina da vida, um retorno mal dormido e eis-me aqui a palavrear, parolando frases para anunciar que não foi desta vez. Desde pequeno que aprendi a sorrir, pois meu pai dizia que o meu sorriso podia mudar a vida de alguém. Hurruu! Alguns dias de molho, sem choro, bebericando medicamentos, tratamentos tudo para poder retornar e dizer: Voltei de onde nunca devia ter saído. O que tem de ser será. Não vou declamar o pior que o poeta disse: - Morrer, dormir, não mais: - Termina a vida e com ela terminam nossas dores, um punhado de terra, algumas flores e quem sabe às vezes uma lágrima fingida. Anuncio a escoteirada que os anjos me levaram a sonhar muito, rir alto, pois a ordem dos fatores não altera o desejo de alcançar a felicidade.

Mais uma vez voltei sem sair e por aí me perdi pensando que não existe melhor remédio no mundo que uma gargalhada, nem que seja mal assombrada. Obrigado àqueles que se lembraram das minhas pequenas férias, dos que não tinham o que curtir, dos que não podiam comentar e nem compartilhar. Aqui estou e me aguardem os que me acham um Velho chato, enfadonho, irritante e incomodo. Os que dificilmente leem o que escrevo se preparem, pois vou encher minhas páginas de considerados escritos e relatos, todos escoteiros, pois aprendi a viver escoteirando e se assim o faço terei aprendido a morrer sorrindo. Puxa! Substitua morrer por abraços e beijos carinhosos de alguém que ama seus amigos, pois não estou aqui para uma rápida visita. Não vou me apressar e nas minhas caminhadas para escoteirar não vou esquecer-me de ficar alerta nas trilhas e de sentir o cheiro das flores no caminho.

Boa tarde! 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A Escola da Vida!


A Escola da Vida!

                       Não sei se existe idade cronológica para que nós possamos aprender a cada dia nesta formidável escola do mundo em que vivemos. Li certa vez que todos nós estamos matriculados na Escola da Vida. Desde que nascemos. Nesta escola o mestre é o tempo. A cada dia vamos aprendendo. Não importa a idade, pois o aprendizado não para. Dia e noite. É bom aprender com o silêncio, com os falantes, com os intolerantes e os gentís. Eu posso dizer que sou grato a todos pelo que aprendi e ainda aprendo. Não levo em consideração se são rudes, se são estranhos. A eles sou eternamente grato. De vez em quando penso nas palavras de Baden Powell quando disse que é uma pena que um homem tenha que viver sessenta anos para adquirir alguma experiência de vida e a leve para o túmulo, cabendo aos que o seguem começar tudo de novo, cometendo os mesmos erros e enfrentando os mesmos problemas.

                     Leonardo da Vinci comentou que a experiência é uma escola onde são caras as lições, mas em nenhuma outra os tolos podem aprender. Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende. São duas coisas distintas – O saber dado pelos mestres nas escolas e a vida como ela é, sendo olhada, guardada em nossa mente e nos fazendo crescer no dia a dia. Pois é, no dia em que guiarmos nossas ações, juízos, estudos e decisões por valores que visam ao sublime em vez da mesquinhez, quando agirmos inspirados mais nos critérios de justiça, da generosidade, da prudência, da temperança do que do interesse do egoísmo, no dia em que agirmos meditando sempre na beleza da doçura, na importância da humildade, no valor da coragem e no lugar da compaixão, nesse dia nosso planeta atingirá aquele estágio supremo que toda evolução técnica teve por meta.

                O escotismo nos deu escolhas. Não importa se entramos nele como jovens ou adultos. Deu-nos escolhas simples, honestas baseadas em uma lei e uma promessa. Aprendemos tanto a cada dia, a cada hora, a cada minuto. Aos poucos vamos fazendo um arquivo em nossa memória impossível de descrever ou escrever. Este arquivo é quem nos ensina como compreender, ser calmo, ponderado, e assim aceitarmos mais alegremente a vida como ela é, sem reclamar e aceitando o que nos foi dado como meta. Fico pensando porque muitos jovens ainda não se voltaram para o que dizem os mais velhos, aqueles que já estiveram em todas as salas da escola da vida. Não seria vantajoso escolher com aqueles que já passaram por todas elas, que carregam experiência e não se perdem no caminho desta escola?

                São muitos que sabem o valor de participar ativamente deste movimento que se tornou para nós os mais velhos uma excelente Escola da Vida. Os percalços que encontramos tudo que amamos são aulas para o nosso aprendizado. Chega a hora que viver junto aos jovens não dá mais. A idade é implacável. A Escola da Vida e Deus me deram o que preciso para continuar a jornada de outra forma. Mente clara, pensante, ativa procurando nos seus recônditos uma maneira de ajudar e colaborar. Baden-Powell nos mostrou o valor da natureza em nosso crescimento – Escoteiros quando um filhote de lobo ouve as palavras “estudo da natureza”, seu primeiro pensamento é sobre coleções da escola de folha secas, mas estudo da natureza real significa muito mais do que isso, o que significa saber sobre tudo o que não é feito pelo homem, mas criado por Deus.  E a natureza é uma das grandes matérias da Escola da Vida.


                 Todo homem toda a mulher passa pela Escola da Vida. Eles são os que sustentam a nação e o mundo com o que aprenderam. São livros não escritos, são matérias do dia a dia. São as alegrias, as dificuldades, os sacrifícios que nos dão a certeza de um dia receber o diploma tão esperado. Mas este diploma é apenas uma etapa. A Escola da Vida não para. Há muito que aprender. Ela nos dá a única riqueza que vamos levar conosco na viagem que um dia iremos realizar. E a cada estação, a cada apito do trem descendo ou subindo iremos encontrar mais e mais escolas. São milhares. Nunca irão parar. Seria bom que todos trocassem ideias como os que passaram por esta escola antes da maturidade. Mas acredito que tem de ser assim. Como dizia o poeta, mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O adeus sem volta do Escoteiro.


Vale a pena ler de novo.
O adeus sem volta do Escoteiro.

                           Pingo D’água e Varetinha estavam desanimados. Já estavam cansados de dizer a mesma coisa e sabiam que não estavam sozinhos. Tudo mudou da água para o vinho. O escotismo agora era outro e eles não sabiam o que fazer. Pedir conselhos? Comentar com alguém? Eles acreditavam que nenhum adulto iria dar razão a eles. Claro fizeram tentativas no Conselho de Patrulha, mas o próprio Monitor não via nada de errado, portanto suas opiniões nunca foram levadas em consideração na Corte de Honra. Pensaram em comentar com o Diretor Técnico, mas ele e o Chefe Tavinho eram unha e carne. Eles não queriam sair do Grupo Escoteiro, mas tudo estava sendo levado para isto e o pior ninguém via nada. Ninguém enxergava que a tropa encolhia a cada mês e poucos procuravam agora se inscrever. Não dizem que o pior cego é o que não quer ver? Não iam a tanto, mas pensavam que tem gente que é cego e não por cegueira. Deve ser por falta de inteligência.

                             Pingo D’água e Varetinha eram amigos desde que se conheceram na tropa. Ambos eram de patrulhas diferentes. Ele da Patrulha Lobo e Varetinha da Patrulha Texugo, no entanto eram unidos como se fossem da mesma patrulha. Foram mais de dois anos de felicidade, fazendo acampamentos, excursões, grandes jogos, aventuras mil que agora escassearam e praticamente não existem mais. Lembravam-se do antigo Chefe Tornado com saudades. Ele sim era um Chefe que nunca deveria ter saído da tropa. Quando entrou a Lobo tinha seis patrulheiros. Ele foi o sétimo. Chefe Tornado era daqueles que dizia – Aprender é fazer. Quer aprender? Faça o nó na árvore ou no galho mais alto com uma só mão. Fazer no braço ou bastão na vai ajudar na hora do vamos ver! Ele lembrava que em vários acampamentos as patrulhas estavam completas e as atividades eram lindas. Eles não paravam. Era Morse à noite ou semáforas ou fumaça no dia, sinais de pista, seguir pista a moda índia, grandes pioneiras, dezenas de nós e amarras, barracas suspensas, artimanhas e engenhocas, nossa! Que saudades!

                     Tudo mudou com a mudança do Chefe Tornado para a Capital. Ele nunca teve um assistente uma pena, pois poderia ter dado continuidade à tropa. Chefe Lobão convidou o Chefe Tavinho para assumir a tropa. Chegou com ares de chefão. Sempre gritando falando com todo mundo e as patrulhas começaram a desanimar com as atividades. Jogos? Nem consultava ninguém. Muitas vezes dava uma bola e dizia - Se virem! Jogar futebol não era o meu forte e nem de Varetinha. Bastavam as atividades de educação física no colégio. Eu queria escotismo de campo, de luta, de aventuras e de desafios. Ele era cego mesmo, pois não percebia que as faltas aumentaram. Alguns desistiam e nem iam mais ao grupo para dizer que saíram e não iam mais voltar. De 32 escoteiros a tropa agora tinha 18 e muitas reuniões não passavam de 12.

                         Perna Fina o Monitor nem se incomodava. Ele sempre foi um bom gritador. Por ser maior e mais forte levava a patrulha no muque. Em tempo algum aprendeu que o bom líder e aquele que sabe liderar e ser liderado. Não ensinaram isto para ele. Esqueceu completamente que precisávamos ser consultados e ouvidos. Mesmo falando para ele entrava em um ouvido e saia por outro. E olhe que foi num tal Ponta de Flecha e voltou todo posudo se achando o tal. Mostrou o certificado como se fosse o melhor Monitor do mundo, e só faltou dizer que agora o respeito a ele tinha de ser maior. Eu e Varetinha conversávamos muito sobre isto. A maioria dos patrulheiros que ainda frequentavam nada dizia. Eu conversei com meu pai. Ele nunca foi Escoteiro e seu conselho foi – Faça o que achar melhor e completou – Aprenda a tomar decisões. Achar melhor? Tomar decisões? Chamei Varetinha e disse a ele que ia sair. Amava o escotismo. Sempre pensei que seria Escoteiro para sempre. A minha maneira aguentei por quase um ano as mudanças na tropa. Não dava mais. Nossa patrulha não tinha mais que três ou quatro frequentando. Ouve dias que éramos três.

                       No último acampamento, um dos poucos que fizemos não tivemos liberdade. Ele levou pais para cozinhar para nós. Disse que assim teríamos mais tempo para outras atividades. Deus do céu! Pensei que isto só com lobinhos. No nosso canto de patrulha ele não saia de lá. Sempre fazendo o que deveríamos fazer. O fogo do conselho foi o pior que participei. Só ele determinava só ele falava só ele dizia o que fazer. Esperei a reunião seguinte e procurei o Chefe Tavinho. Queria ser sincero e dizer por que estava saindo. Nunca devia ter feito isto. Ele me olhou e disse que ser Escoteiro não era para qualquer um. Para ficar e participar tinha de ser forte, aceitar sem reclamar. No escotismo não tem lugar para perdedores. Meu Deus! Nunca esperei isto dele. Eu era para ele um perdedor? Será isto mesmo? Será que ele estava certo e eu errado? Varetinha me disse que não ia falar com ele e lá não pisava mais. No sábado seguinte não fui. Por dois meses não apareci no Grupo Escoteiro. Ninguém nunca me procurou para saber o que houve. Nem o Monitor.  Diversos outros meninos que saíram me procuraram para reclamar. Outros que nunca foram riam e diziam que lá nunca iriam aparecer. Ser Escoteiro? Nunca meu amigo. Nunca!

                      De vez em quando encontro com um e outro que ainda estão lá. Dizem que quase todos saíram e entraram outros. Nada tinha mudado. A tropa tinha 15 agora, mas com as meninas. Elas foram incorporadas por falta de chefia. O Chefe Tavinho continua. Não mudou nada. Labareda um Monitor da Tigre me contou em segredo – Olhe Pingo D’água, eu estive para sair. Fiquei por causa da patrulha, ou melhor, para dois deles, pois os demais saíram e entraram novos. Tudo continua como antes. É só apito, jogos repetidos, ele gritando para todos e sorrindo para as meninas. Elas agora são o xodó dele. Só tira foto com elas. Acampamentos? Poucos. Muito poucos. Dizem que ele vai substituir o Chefe Lobão que anda muito doente. Rezo que sim, pois quem sabe aparece um Chefe de verdade?


                      E aqui termina a história. Uma ficção que muitos dizem não acontecer. Mas eu Chefe escolado e vivido sei que estamos perdendo muitos jovens porque os chefes ainda não se tocaram que a Tropa não é dele, a Tropa pertence aos jovens e ponto final!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Xau amigos, o frio está a chegar, Vou prá terra do fogo, é lá que eu vou morar!


Xau amigos, o frio está a chegar,
Vou prá terra do fogo, é lá que eu vou morar!

Quarta marrenta, sem vento começou a esfriar.
Um dia eu me arrebento e vou na Terra do Fogo morar.
Vou convidar meu amigo, o Tunico Cozinheiro,
Um verdadeiro Escoteiro que fez tretas por demais.
Se tiver vaga não esqueço, de comida me abasteço,
Levo tralha levo sapa, e lá vou eu acampar.

Levarei também Zé Mulambo. Ele é bom Escoteiro,
Na patrulha um moleque a fazer rir e chorar.
Zé lembra daquela tora? Que nos levou mata afora,
Não era tora? Era uma enorme Sucuri
E você tirando sarro, a cobra eu nunca mais vi.
Ainda bem que Lindomar, que um dia foi embora,
Foi para Serra Pelada, e uma índia ele namora.

Sei que Baiano o sub, enamorou de Diana,
Ele se apaixonou quando foi catar mamona,
Era uma belezura danada, até eu fiquei com ciúme,
Não contei e fui chorar minhas mágoas
Na cabana do Malaquias, bem atrás do Curtume.
Patrulha joia era a nossa, que não usava perfume.

Ela foi feita na forja, de bigorna eterno aço,
Ninguém tretava com ela, boa de briga boa de braço.
Foi Anjo Preto monitor, todo cheio de andor,
Que sumiu um dia de sol bem no meio do mato.
Voltou gritando de dor, lutou com a capivara,
Levou picada de abelha, e milhões de carrapato.

Mas não tem meu pé me dói, Vou prá Terra do Fogo,
Levarei meus patrulheiros, pois eu jamais fui bobo.
Lá montarei minha barraca, minha casa meu amor.
Tomarei banho no rio, bem no meio do calor.
Se a patrulha quiser, faremos arroz carreteiro,
Somos fortes e valentes, nós somos bons escoteiros.

E quando o frio chegar, me aconchego lá na gruta,
Passarei no Seu Tomé, vou colher bastante fruta,
E de lá não vou sair, enquanto este frio não sumir.
Vou parando por aqui, nestes versos de bobeira,
Se puder levar mais um, levarei à escoteira,
Aquela menina levada, que dizia pátria amada.

Se ela não for comigo, levarei meu outro amigo,
Bom Contador de histórias, nas noites de lua cheia,
E no fogo do conselho, eu não vou entrar no meio,
Em sonhos eu vou levar, nas chamas do rebosteio,
E vou encerrando meu amigo saiba que não sou bobo,

Com tristeza eu vou embora, morar na Terra do Fogo.

sábado, 6 de agosto de 2016

O dia do Chefe Escoteiro.


O dia do Chefe Escoteiro.

06 de agosto comemora-se em todo o mundo o dia do Chefe Escoteiro. Tenho certeza que muitos sabem que sem eles não haveria escotismo. Podemos ficar sem direção Mundial, nacional ou regional, mas não podemos de maneira nenhuma ficar sem estes voluntários abnegados. Dizer sobre o que fazem não preciso. Todos sabem de sua importância. Prefiro escrever algumas palavras do nosso líder mundial B-P que por si só se explica:

O Chefe Escoteiro.
Como estímulo aos Chefes e aos candidatos a Chefes Escoteiros NOSSO FUNDADOR DISSE QUE, para conseguir bons resultados na chefia, a gente não precisa ser um “super-homem” ou um Dr. Sabe-tudo. E sim, é preciso ser, simplesmente, um adulto-criança, com as seguintes habilidades:
1º - Deverá ter a mentalidade jovial e, como primeiro passo, ser capaz de se colocar num nível adequado aos jovens. 
2º - Deverá compreender as necessidades, aspirações e desejos correspondentes às diversas idades dos jovens.
3º - Deverá ocupar-se de cada um individualmente em vez do conjunto.
4º - Ele, finalmente, deverá criar um espírito de grupo entre os indivíduos.

A recompensa do Chefe Escoteiro.
A satisfação que resulta de cada um ter tentado cumprir abnegadamente seu dever e ter desenvolvido o caráter nos jovens, o que lhes dará uma personalidade diferente para a vida toda, é uma recompensa tão grande que, absolutamente, não pode ser descrita. Esta é a maior recompensa da dedicação do Chefe aos jovens e Movimento.

Parabéns a todos que se dedicam a esta nobre missão. Voluntários que não medem sacrifício para colaborar na formação da juventude. A eles um Bravôo, e um Anrê e que Deus lá em cima os proteja para continuarem sua nobre missão.

Queria realmente ser um Chefe escoteiro, 
Ter a bondade nas faces,
A sabedoria no olhar,
Saber sorrir, saber confortar,
Saber entender os jovens, saber ensinar.
Ir ao encontro de todos, e a todos amar...


Sempre Alerta!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

José Um Escoteiro.


José
Um Escoteiro.

Ele teve um sonho... Um sonho incrível. Sonhou que escalou uma montanha encantada, enorme alta demais para ele que era pequeno demais. Ele queria chegar ao topo, gritar ao mundo que conseguiu olhar para o horizonte para ver outras montanhas, cidades, vilas e rios caudalosos correndo para o mar. Ele teve sim o mesmo sonho... Queria chegar ao teto do céu. Ver os buraquinhos onde se alojam as estrelas brilhantes e poder tocá-las. Não tinha medo do frio, da noite, do sol poente ou nascente. Ele teve um sonho... Iria dormir no topo do mundo, quem sabe em um segundo ou mais ele veria Deus. É muito? Ele queria sentir o vento da montanha que sopra sempre para levar felicidade ao coração de alguém. Sim, ele teve um sonho... Estava sozinho a ver o tempo e o vento passar no alto daquela montanha encantada. Será que ia conseguir? Ele sabia que a esperança é o sonho do homem acordado. Mas ele sabia também que o futuro pertence àqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos.

Ele teve um sonho... Um sonho incrível, ele queria ver o ribombar da enorme Cachoeira da Vida com suas águas batendo nas pedras como a acariciar as soltas no fundo do rio. Ah! Ele teve um sonho... Tocar nos peixes que saltitantes nas águas cristalinas queriam voar. Ele queria sentir a névoa que fugitiva seguia o vento sem saber ande ela iria chegar. Ele teve um sonho... De acampar no mais lindo vale do mundo. Onde podia ver o sol nascer e morrer para no dia seguinte renascer de novo. Ele teve um sonho... Acampar na montanha Encantada e quem sabe fazer de lá seu novo lar. Não haveria barracas, ele iria beber o aroma da primavera, respirar a brisa da manhã, sentir os pássaros nas mãos e o beija flor pairar no ar só para lhe dizer... Olá!... Ele teve um sonho... Não há nada como um belo sonho para criar o futuro. Utopia hoje, realidade amanhã. Alguns escoteiros vêem as coisas como são e dizem “por que”. Ele sonhava com as coisas que nunca teve e dizia: - “por que não?”.

Ele teve um sonho... Cantar junto a Cotovia do Serrado. Abraçar o lobo sem rabo no Vale da tartaruga. Beber o néctar das flores se as abelhas e os beija flor da planície da esperança o deixassem. Ele queria ver as cores do arco-íris e quem sabe o pote de ouro que todo menino Escoteiro um dia sonhou encontrar. Ele teve um sonho... Aquele que como sonhador só ao luar descobre o caminho e como punição, apercebe a aurora antes do alvorecer antes dos demais. Ele teve um sonho... Ele sempre sonhava sonhos impossíveis. Sonhou que tocou nas nuvens que seguiam seu destino no céu, que o mar entrou no rio e por mágica as gaivotas cantaram no ar.  Ele teve um sonho... Um sonho sem eira, seguir seus pensamentos aonde ele pudesse o levar. Iria sentir o calor da madrugada no seu pequeno fogo imortal. Ira contar histórias a Coruja Buraqueira, voar pelas matas a procura do Sabiá Rosado ou uma Rolinha Roxa e as ver sorrirem quando a historia terminasse.

Ele teve um sonho... Onde todos dessem as mãos e passassem a serem irmãos de fé. Fé escoteira, fé verdadeira. Não sabia o que iria encontrar amanhã, mas estava em paz, pois sabia que Deus tinha o melhor dele em suas preces e de seus sonhos. Ele certa vez com sua voz meiga e calma disse: - Vá firme na direção dos seus sonhos. Porque o pensamento cria, o desejo atrai e a fé realiza. Ele teve um sonho... Ouviu dizer que se nada mudar invente, e quando mudar entenda. Se ficar difícil enfrente, e quando ficar fácil agradeça. Tudo é possivel pelo amor e pela fé que ele tinha em Deus. Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia. Sonhe e lute por tudo que desejar alcançar!
Sempre Alerta meus irmãos escoteiros.


domingo, 31 de julho de 2016

Apenas uma lembrança para nós chefes Escoteiros. Lendas que ficaram na memória.


Apenas uma lembrança para nós chefes Escoteiros.
Lendas que ficaram na memória.

Conta certa lenda na Alcatéia de Seeonee, que estavam duas lobinhas patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria, e as lobinhas brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.
A outra, vendo sua amiguinha presa, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar a amiga. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram à lobinha: - Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequena e com mãos tão frágeis! Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou: - Eu sei como ela conseguiu. Todos perguntaram:
- Pode nos dizer como? - É simples: - respondeu o velho. - Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz.

Pois é Einstein ao escrever esta história sabia que se não dermos liberdade ao jovem para andar com suas próprias pernas, nunca conseguiremos atingir o sucesso que se espera na formação escoteira. Clarice na sua frase preferida diz: Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quanto e como você me vê passar. Não segure a criatividade do jovem. Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam. O que você deve escolher? Não esqueço Tomaz Edson que disse: - O maior elogio que ouvi em toda minha vida de inventor foi: - Nunca vai funcionar. Pois é, e melhor funcionou. Afinal viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe seguindo sem rumo sem saber aonde chegar. Siga sua intuição, deixe o jovem fazer e aprender errando. Você sabe como é primeiro eles te ignoram, depois riem de você, depois sabem que sua maneira de agir os deixou vencer.

E não importa a cor do céu. Quem faz o dia bonito é você... Se souber agir como amigo e irmão e não um sabichão. Vivemos preocupados com a formação. Às vezes criamos o que não queríamos criar. Estamos sempre procurando bons exemplos, temos o que precisamos em nossas mãos e infelizmente não conseguimos enxergar. Esqueça os seus defeitos, não somos donos da verdade e lutamos para atingir a perfeição sem sermos perfeitos. Olhe para dentro de você, fique quieto e pense, pelo menos uma vez na vida faça isso. Tente se conhecer melhor, você não é um gênio de si mesmo. Deixe de habitar este mundo como se ele fosse só seu. Esqueça as imperfeições, pare e pense, a vida é bela, se ela acaba você morre. Portanto se quer mesmo ser um Chefe Escoteiro, lembre-se que às vezes você se levanta da cama de manhã e pensa: - Será que eu vou conseguir? Se isto acontece ria, cante, lembre-se de quantas vezes você já se sentiu assim.


Você tem uma vida, sua e quem sabe de outros ao seu redor. Os jovens que orienta precisam de você, precisam aprender a caminhar. Deixe-os aprender a fazer fazendo. Não esqueça a frase de Kipling e faça dela uma oração sua para toda a vida: - “Quem ao crepúsculo já sentiu o cheiro da fumaça de lenha, quem já ouviu o crepitar do lenho ardendo, quem é rápido em entender os ruídos da noite;... deixai-o seguir com os outros, pois os passos dos jovens se volvem aos campos do desejo provado e do encanto reconhecido...”.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Um pouco de estatísticas.


Conversa ao pé do fogo.
Um pouco de estatísticas.

                Nada especial. Eu tenho seis blogs. Afinal o Velho Chefe Escoteiro tenta ao seu modo simples de escrever passar um pouco dos seus conhecimentos para os escoteiros e simpatizantes do escotismo fora do Facebook. Três deles existem há mais de oito anos. Sempre foram visitados sem nada de extraordinário como alguns blogueiros apregoam em suas publicações. Escotismo tem seu público e a procura não é tanta assim. Levo em consideração que aqui no Facebook tenho três páginas e seis grupos portanto muitos que leem aqui não procuram os blogs.  Interessante que de uns anos para cá, eles são visitados por países que nunca pensem em ter como leitores. Claro que a maioria devem ser brasileiros que lá estão a lembrar de sua terrinha e porque não do seu passado Escoteiro. Nos meus blogs quem sabe se atualizam e fazem um escotismo a moda brasileira, aquela mais tradicional.

                 Vários países muitas vezes repetem a visita semanalmente e alguns diariamente. Sei que a saudade da terra amada é grande e sendo Escoteiro um blog ajuda muito a amenizar a saudade. Como todos os blogs possuem o Translate/tradutor isto facilita mais ainda aqueles que não dominam nosso idioma podendo ler com mais facilidade a postagem. Quatro dos meus blogs tem a preferencia dos leitores. São eles:


- As mais lindas histórias Escoteiras - (historiasescoteiras.blogspot.com);    
- Escotismo e suas histórias - (escotismoesuashistorias.blogspot.com);
- Blog do Chefe Osvaldo - (vado1941.blogspot.com);
- O Velho Escoteiro e suas histórias - (chefeosvaldo.blogspot.com);

                O Blog Escotismo e suas histórias vez ou outra é ultrapassado por Portugal em numero de visitas. Observei que existe uma enorme procura por dados de Baden-Powell principalmente suas histórias e frases. Neste blog tenho o maior número de publicações do Escoteiro Chefe Mundial. Os demais blogs o Brasil ainda está em primeiro lugar.

Os dez países que mais visitam minhas páginas são pela ordem:
- Estados Unidos – Portugal – Alemanha – Rússia – Espanha – França – China – Ucrânia – Malásia – Angola.

Não esqueçamos alguns países que sempre estão presentes como a Moldávia, Índia – Cabo Verde e Quênia. Interessante que poucas vezes recebo a visita da Pátria do Escotismo, o Reino Unido. A Inglaterra ainda mantém um bom escotismo e caminha sempre de braços dados com seu passado e seu presente, fazendo do escotismo um futuro promissor. Um dos meus blogs não existe postagens Escoteiras. São histórias e contos diversos nada a ver com escotismo. Outra apresentação e outra escrita. Nele pondera em maior número a Bélgica, o Sudão e os Estados Unidos. Interessante que neste blog muitas vezes o Brasil perde para vários países em numero de visitas. Tem como nome:
Contos do Chefe Osvaldo – (contosdoosvaldo.blogspot.com).


             Ainda tenho outros blogs sendo que um deles são histórias de meus tempos desde menino até hoje que não vão interessar tanto aos meus leitores. As visitas são pequenas e as postagens esporádicas. Desculpe estas informações fora de hora, mas quando alguém quiser ver melhor a postagem de um conto, de uma história ou mesmo de um artigo, estes blogs mostram de maneira diferente do Facebook e fáceis de localizar pois existe uma lista do dia/mês e ano da publicação com cada tópico em separado. Como as postagens são bem feitas a facilidade para cópias ou mesmo impressões atende melhor aos amigos que sempre estão lendo e tomando conhecimento do escotismo através destas paginas. Até quando? Até quando eu tiver forças prosseguirei na minha seara escoteira. O dia que não der mais sei que os blogs ficarão sempre ali, a atender os mais novos e os que ainda quiserem recordar. 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Nunca tão poucos fizeram tanto por tantos.


Nunca tão poucos fizeram tanto por tantos.

                       Nosso país passa por momentos difíceis. Para alguns momentos de transição, para outros caminhamos para o caos. A corrupção grassa nos meios políticos e em muitas organizações brasileiras. Enquanto milhares de brasileiros levantam cedo e com seu suor ganham o pão de cada dia, ficamos cada vez mais abismados com o que vemos nos noticiosos nacionais. Ficamos em duvida quando nos lembramos de frases que nos marcaram no passado e que ainda resiste em nosso pensamento:

- A honestidade fingida é desonestidade dobrada;
- Alcançar o sucesso pelos próprios méritos. Vitoriosos os que assim procedem;
- Para o homem honesto uma boa reputação é a melhor herança;
- O trabalho afasta três grandes males: O ódio, o vício e a necessidade;
- Um homem honesto não sente prazer no exercício do poder sobre seus iguais;
- Devemos julgar um homem mais por suas perguntas que pelas suas respostas;
- Se queres ser feliz por um dia vingue-se; por toda a vida, perdoe;
- Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio.
Aristóteles comenta há anos atrás – “Nosso caráter é o resultado da nossa conduta”.

                           Porque escrevi isso? “Talvez por querer mudar um país dos seus erros que tão poucos estão cometendo em nome de tão muitos”. Sei que hoje é impossível, mas quem sabe um dia? Por outro lado, temos “tão poucos fazendo tanto por tantos”. Sim o MOVIMENTO ESCOTEIRO. Uma força na comunidade. Apenas algumas horas em um fim de semana. Pouco, muito pouco. Mas como produzem. Como marcam! É um passo gigantesco para mostrar uma juventude forte, sadia, cheia de valores e que nos orgulhamos nesta pequena gota de orvalho de um amanhecer glorioso. Se pudéssemos crescer, abancar um grande número de rapazes e moças poderíamos mudar uma nação. Uma nação forte cheia de honra, de ética onde teríamos a altivez em saber que produzimos muito “por tantos”. Mesmo assim somos felizes, muito. Nós escoteiros nos orgulhamos pelo que fazemos. Poderia ser mais, muito mais, mas pelo menos fazemos.

                        Parabéns a você, lobinho, lobinha, escoteiro, escoteira, sênior ou guia, pioneiro ou pioneira, chefes de todas as sessões e grupos. Membros diretores que arregaçam as mangas e vão para a sede ajudar. Vocês são a razão verdadeira da existência desta grande fraternidade. Parabéns, a nação escoteira silenciosa sabe o valor do trabalho de cada um, pois todos são importantes. Recompensa? Um sorriso. Quem sabe um abraço ou um aperto de mão. Isto vale muito. Mais de um milhão de tudo que possa existir!

Que continuemos assim, a trabalhar sem pensar em recompensa, a dar sem contar, a sacrificar sem esperar outra recompensa que vai existir na alegria de uma criança.  Quem sabe poderemos fazer mais? E assim dizer com orgulho:

"Nunca tão poucos fizeram tanto por tantos"