Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

domingo, 2 de abril de 2017

Totens e nomes de patrulha.


Conversa ao pé do fogo.
Totens e nomes de patrulha.

Baden Powell dizia que cada Patrulha num Grupo deveria ter o nome de um animal e que era bom critério escolher apenas animais e aves que se possam encontrar na região. Baden Powell achava também que "Cada escoteiro deve saber desenhar sumariamente o animal da patrulha e servir-se do desenho como assinatura." Baden-Powell fez os desenhos de muitos animais que escolheu para um possivel patrulha. Isto não significa que quando da constituição de uma patrulha seja discutido entre seus membros um nome diferente ao aqui sugerido. A foto que acompanha exemplifica o que B-P pensava.

"Totem" é uma palavra dos índios algonquinos. Designa, simplesmente, o "Brasão" ou as "Armas" de uma família. O "Brasão" era pintado ou cravado na maioria dos objetos usados pelo proprietário. As famílias dos índios americanos mandavam esculpir os seus Totens, quando podiam. Geralmente, eram altos pilares ou postes, e em geral, era um cedro admiravelmente trabalhado. O "Brasão" ficava no alto do poste e, em geral, era um animal selvagem, ave ou peixe. Os índios tinham-no como talismã e acreditavam que velava por eles e os protegia.

 É em relação ao totem que as coisas são classificadas em sagradas ou profanas dentro da coletividade. Henry Schoolcraft, ao analisar os totens tribais da América do Norte, disse: "o totem é, na verdade, um desenho que corresponde aos emblemas heráldicos das nações civilizadas e que cada pessoa é autorizada a portar como prova da identidade da família à qual pertence. É o que demonstra a etimologia verdadeira da palavra, derivada de 'dodaim', que significa aldeia ou residência de um grupo familiar".

Cores e sugestões de animais ou pássaros para escolha de uma patrulha.

Jacaré verde e caqui. Antílope azul escuro e branco - Texugo lilás e branco – Morcego azul claro e preto – Urso Castanho e preto – Garça cinzenta – Hipopótamo rosa e preto – Cavalo preto e branco – Cão alaranjado – Hiena amarelo e branco – Castor azul e amarelo – Alcaravão cinzento e preto – Melro preto e caqui – Búfalo vermelho e branco – Touro vermelho – Chacal cinzento e preto – Canguru vermelho e cinzento – Francelho azul escuro e verde – Guarda Rios azul de alcião – Leão amarelo e vermelho – Cão de Fila azul claro e castanho – Tetraz castanho e cinzento – Gato cinzento e castanho – Gralha preto e vermelho – Cobra Capelo alaranjado e preto – Esmerilhão azul escuro e castanho – Mangusto azul escuro e alaranjado – Noitibó preto e amarelo – Lontra castanho e branco – Mocho azul – Galo vermelho e castanho – Corvo Marinho Preto e cinzento – Galeirão purpura e cinzento – Cuco cinzento – Maçarico verde – Pantera amarelo – Pavão verde e azul – Pavoncino verde e branco – Pelicano cinzento e roxo.

- Andorinha branco e alaranjado – Rola cinzento e branco – Águia verde e preto – Elefante púrpura e branco – Falcão castanho e alaranjado – Raposa verde – Faisão castanho e amarelo – Tadoma castanho e cinzento – Papagaio do mar cinzento e amarelo – Quati preto e castanho – Carneiro castanho – Ganso Patola amarelo e azul escuro – Cerceta castanho e verde – Tarambola Dourada alaranjado e cinzento – Lagópode castanho claro e escuro – Açor cor de rosa – Cobra Cascavel cor de rosa e branco – Corvo preto – Rinoceronte azul escuro e alaranjado – Gaivota azul claro e escarlate – Foca vermelho e preto – Squa azul escuro e caqui – Narceja azul escuro e escarlate – Gazela escarlate e amarelo – Esquilo cinzento e vermelho escuro – Veado roxo e preto – Estorninho preto e amarelo – Cartaxo castanho e preto – Cegonha azul e branco – Petrel azul escuro e cinzento – Cisne cinzento e vermelho – Andorinhão azul escuro – Tigre roxo – Morsa branco e caqui – Noitibó Americano amarelo e castanho – Pato Marreco caqui – Javali cinzento e cor de rosa – Lobo amarelo e preto – Galinhola castanho e lilás – Pica pau verde e roxo – Pombo Bravo azul e cinzento.

Sugere-se que quando do inicio de uma patrulha, a escolha do seu totem e nome deve ser de comum acordo com todos os patrulheiros. Uma escolha é para sempre. Nunca se deve alterar ou mudar só porque uma nova patrulha anos depois achou melhor escolher outro animal ou pássaro. Afinal aquele totem tem muitas histórias para contar e muitos jovens tiveram a honra de segurá-lo ao dar o grito e ali depositaram sua confiança na patrulha e nos amigos que juntos estavam na patrulha.


Nota-se que B-P fez questão de colocar nomes da fauna de muitos países que adotaram o movimento Escoteiro.


Os nomes de patrulhas sempre deram orgulho aos que dela participaram. Até hoje muitos antigos escoteiros ainda dizem com orgulho de qual patrulha foram. Existem patrulhas da idade da criação do grupo, são aquelas que muitos antigos voltam à sede só para ter o orgulho de segurar o totem e dar o grito que também é para sempre.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Essa nossa vida é tão curta...


Essa nossa vida é tão curta...

             Meu caro amigo minha cara amiga escoteira, você que anda meio triste, problemas que parecem insolúveis, convido a ler o que hoje achei por aí na estrada da vida. Simples, nada que não possamos compreender e fazer. Aceite meu fraterno abraço e meu Sempre Alerta para Servir.

             - O tempo em que ficamos neste mundo é tão breve... - Existem tantas coisas boas, úteis, concretas e que, principalmente, estão ao nosso alcance e as deixamos de lado. Não lhes damos a atenção necessária. Talvez por não acreditarmos que os momentos e os detalhes são únicos. Ou talvez por esquecermos que as oportunidades podem ser descartadas, mas dificilmente repetidas.

              Vivemos nos queixando pelas grandes obras que não podemos realizar e deixamos de lado aquelas pequenas que nos são possíveis. Vivemos desejando asas, enquanto nossos pés nos convidam à pisar firmes no chão.

              Acreditamos que a nossa felicidade está naquilo que desejamos e deixamos de amar o que possuímos. Nossa vida é breve e temos muita coisa útil à realizar. De modo algum justifica-se nossa busca por satisfações efêmeras, enquanto nossa realização está justamente naquilo que já é nosso.

              Devemos nos lembrar que passaremos por este caminho, este mundo, uma só vez. Precisamos, portanto, aproveitar esta oportunidade única, breve...

Uma ótima tarde para todos!

Chefe Osvaldo

terça-feira, 28 de março de 2017

Carta Prego. (repeteco)


Conversa ao pé do fogo.
Carta Prego. (repeteco)

                Todos sabem, todos conhecem todos já fizeram em parte ou no seu todo. Mas acho que não sabem da importância na formação da patrulha, na sua liberdade de ação e na sua emancipação da chefia. Digo emancipação no sentido de não tê-los como observadores diretos e estarem desde agora, rumo ao livre arbítrio, que irão exercer quando adultos. Também já as usei quando chefe de alcatéia, claro bem diferente que para os escoteiros e seniores.

Vamos recordar e ver se pensamos da mesma maneira.

(a)      Comece com atividades na sede e em volta dela (máximo de dois quarteirões) – pode ser em uma reunião de tropa, no máximo uma ou duas horas.
(b)     Vá aos poucos expandindo o território, até chegar a um bairro distante – neste caso é necessário mais tempo e boa preparação.
(c)  Finalmente, um acampamento de fim de semana, todo com explicações diretas da Carta.
(d) O mais importante na carta prego é os escoteiros fazendo proselitismo. Portanto devem ser bem adestrados na sua apresentação, no garbo e na boa ordem. Ter uma boa monitoria é muito importante. Escoteiros bens uniformizados são motivo de orgulho para a organização. O público verá o que todos estão fazendo.

Como preparar:

                 Comece sugerindo o estudo por parte dos monitores (em reunião de monitores ou na Corte de Honra), da Carta Prego. Como é, o que diz a postura dos escoteiros quando ausentes da vista do chefe e da importância na observação daqueles que estarão a sua volta. Da responsabilidade da patrulha, da ordem, da disciplina etc. É claro que todos sabem que o melhor proselitismo, é um escoteiro ou lobinho bem uniformizado, na comunidade ou fora dela, mostrando que nossas leis Escoteiras são levadas a serio. Isto será sempre lembrando pelo monitor, pois a responsabilidade maior é dele. Sempre lembramos dos maus uniformizados. Isto é comum e também que sem perceber o colocamos como o representante da organização. Um militar desleixado e com o uniforme mal posto deixa impressões não condizentes de sua organização.

                Depois, faça a primeira experiência, expandindo aos poucos durante o ano, até chegar ao ápice, ou seja, um acampamento de fim de semana, totalmente feito pela patrulha, uma ou mais, sem a presença da chefia. Lembramos que a Carta Prego é para uma patrulha somente. Se outras patrulhas participarem, deverão ter programas e destinos diferentes. Demora-se muito para que varias patrulhas juntas façam atividades desta espécie, e não descartamos tais possibilidades, mas para isto é necessário anos e anos, com bons monitores e Escoteiros suficientemente adestrados.

                    Difícil? Não. Quando jovem fiz muitas vezes, e quando chefe de tropa foram inúmeras Cartas Prego realizadas com todas as patrulhas. Enfim, o que é uma Carta Prego? Sei que todos sabem, mas vou dizer como aprendi e como as fiz. Claro que diversos escotistas que me leem sabem fazer muito melhor, e  eu fico feliz com isto. Quem sabe eles poderiam publicar aqui para os mais novos?

- Carta Prego, são instruções de atividades a serem cumpridas com horários, itinerários, boas ações, temas de adestramento de etapas de classe etc. Elas são feitas em forma de carta envelopadas que só devem ser abertas quando toda a patrulha (completa – incompleta a atividade é considerada cancelada) estiver reunida e em horários determinados.  A carta é entregue ao monitor pelo chefe, dias antes, explicando que não deve abrir antes de todos estarem junto no horário e local programado. O monitor ou o Escriba (melhor este último) lê, e todos discutem entre si como fazer e partem para cumprir as determinações feitas pela chefia e Corte de Honra. Esta não sabe a localização e meios de transporte. Todos só são informados quais as rações a serem levadas e taxas (se houver ex. transporte, lanches etc.).

Assim partem em determinado horário, para a atividade programada.

                   Com a Alcatéia, pode-se fazer com as matilhas, em volta da sede ou abrangendo mais quarteirões, tendo em cada ponto, um escotista, que só irá intervir em caso de emergência ou necessidade. Não deve ensinar ou mesmo mostrar o rumo após a saída da sede. Para se tornar uma melhor aventura para os lobinhos, usava pais, que instruídos também eram só observadores. Assim, os lobinhos (as) achavam que estavam sempre dirigindo a si mesmos. A Carta Prego pode abranger uma reunião de tropa ou alcatéia, um sábado ou domingo completo, ou um fim de semana.

                 Quanto ao programa, deve ser bem explicito, curto, sem muitas explicações, tais como: Ex. -  Vá até o bairro tal... Lá encontre um escoteiro que mora na rua tal (não sabemos o número), conversem com ele, com os pais, tudo sobre o que ele conhece sobre o Movimento Escoteiro. Façam um relatório de tudo, inclusive contando como agiram no ônibus, comentários dos passageiros,  algum tópico interessante ou alegre, e convidem a ele e a sua patrulha a visitar vocês qualquer sábado. Neste caso, deve-se analisar o tempo a ser gasto, marcando sempre o horário de chegada – lembrar que este não pode ser alterado – chegar atrasado mostra que a patrulha não cumpriu as determinações e com isto pode perder ponto.

Enfim, existem diversos programas para uma Carta Prego. O melhor momento é quando a patrulha ou as patrulhas já tiverem boa experiência fazer um acampamento de fim de semana. Claro que haverá uma série de empecilhos, mas todos contornáveis. Conversem com seus monitores, matutem a ideia, ouça-os. Veja por outros ângulos e se acharem que sim mãos a obra. Vocês escotistas de alcatéia e tropa, sabem mais do que eu, e tenho certeza que ao preparar vão fazer uma excelente atividade para desenvolver a cidadania, o livre-arbítrio, o aprender a fazer fazendo e claro muitos artigos da lei para serem revistos e colocados em prática. Não esqueçam nunca que monitores e Escoteiros devem ser ouvidos. Eles darão mais importância a esta bela atividade Escoteira.

Uma boa atividade e muito sucesso na sua próxima carta prego.

Sei que você conhece e já fez dezenas de “Carta Prego”! Muitas vezes esbarramos com falta de interesse, falta de motivação e acabamos por perder bons jovens que poderiam aproveitar muito sua formação para o futuro em uma boa Tropa Escoteira por falta de motivação e de liberdade. Boas ideias surgem e são abandonadas. Quem não houve sugestões ouve “coitado”. Não basta sorrir, não basta um bom jogo, escotismo é movimento e confiança. A Carta Prego é um excelente meio para desenvolver a liderança nos jovens. Boas atividades a todos.

sábado, 25 de março de 2017

Aleluia! Comprei uma bengala!


Aleluia! Comprei uma bengala!

             Velho sem bengala não é velho. É Um idiota completo. Bendito seja! Que uma nova aurora surja para mim no horizonte. Não sei grito Anrê, se vou para a rua dizendo “Bravôo”. Dizem que para andar com uma bengala tem de ter PHD. De que? De Bengaleiro? – Chefe, me disse Mestre Nariz Longo. – A bengala é um acessório para o auxilio no caminhar, sendo mais usada na locomoção em razão da idade para evitar quedas e ter uma fratura o que não é bom. – O Cara é bom nisto. Entende de tudo. E veja a pérola que ele me informou: - Chefe a bengala já fez parte excencial na indumentária masculina. Na década de vinte e trinta, todo homem elegante usava chapéu e uma bengala. Chefe! Mahatma Gandhi e Winston Churchill usavam bengala! Zé Carioca o famoso papagaio Brasileiro da Disney sempre portou uma bengala, e nada menos que Charles Chaplin na pele de Carlitos!

            Puxa vida, estou em boa companhia. E eis que surge na esquina Zé Pamonha e grita para mim: - Chefe eles já morreram e estão bem enterrados! – Que boa companhia é esta? Este cara merece uma bengalada! Falar nisto Mano Velho com toda sua sabedoria me disse que bengala tem mil e uma utilidades. Ajuda a andar nos passeios das ruas de São Paulo, todas esburacadas e com tops que mais parecem paredão para escalar. Mas uma das minhas preferidas é dar uma bengalada no chato de galocha que rir de mim. Preciso vestir meu uniforme, chapelão na cabeça, cinto no costado e bengalar prá todo lado. Kkkkkk. Pois é, um velho Escoteiro sem bengala não é um Escoteiro que se preze. Já pensou acampado e aparece uma jararaca? Bem depende da jararaca. Tem as que precisam mesmo de umas bengaladas, pois só falam mal de você pelas costas. Kkkkkk.

             Amanhã se Deus quiser começarei meu treinamento. Procurei na internet e ninguém soube me informar as técnicas de bengalar. Como sou um bom Escoteiro vou procurar aprender a bengalar bengalando. Não foi assim que BP ensinou? Vai ser bom demais. Quando aprender toda a técnica irei fazer um artigo sobre a “A arte de Bengalar Escoteirando”! Não sei se estou feliz ou triste. Feliz porque não vou mais tomar aqueles tombos homéricos, triste porque vai ser mais difícil acompanhar a patrulha na jornada do morro do chapéu. Bem vou tentar quem sabe ele passam também a ter uma bengala e assim formaremos a Patrulha dos Velhos Bengaleiros. Até já criei o grito: – Um, dois três, Escoteiros, somos todos Bengaleiros! Prá frente com união, Bengaleiros em ação!

              É brincando e aprendendo. Por duas vezes me espatifei no chão em uma delas perdi os dentes. Custei para voltar a si e catar dente por dente. O dentista me esfolou. Agora de novo banguelo. Isto vai acabar, tenho uma bengala, vou aprender a usar, e com minha bengala que a diretoria da UEB tome cuidado. Escreveu não leu? A bengala comeu! E viva os Bengaleiros do Brasil!

E como dizia Baden-Powell (não sei se ele disse risos) – Para ser feliz tenha sempre uma bengala na ponta do nariz!



quarta-feira, 22 de março de 2017

Donald Trump em carne e osso!


Donald Trump em carne e osso!

                Marido! O que você fez? Olhei para a Célia. Estava espantada com um telegrama na mão. – Eu Célia? Eu não fiz nada. Sou inocente. Juro por Deus! Palavra de Escoteiro! – Não vá me dizer que a turma da UEB resolveu me julgar na Comissão de Etica. Não pode, não tenho registro! - Não é isto marido, eu acredito em você. Afinal somos alma gêmea. Mas leia este telegrama. Comecei a ler e me assustei. O telegrama era curto seco e grosso. Dizia:

- Chefe Osvaldo, preciso urgente do Senhor aqui na Casa Branca. Chegando me procure no n. 1600 – Pensilvânia – Ave – NVV, Washington DC 20.500 EUA. O nosso embaixador Peter Michael McKinley que ficou no lugar da Liliana Ayalde nomeada pelo Obama irá pessoalmente buscá-lo em uma SUV preta, com cinco agentes secretos da CIA todos treinados na marinha americana. Não vá falhar, lembre-se dos velhos tempos!
Assinado: - Donald John Trump – 45º Presidente dos Estados Unidos.

                    Minha nossa. Nunca pensei em vê-lo outra vez. No ultimo acampamento lá pelos idos de 1958, no Deserto de Atacama no Chile eu dei nele uma puxada de orelha: - Trump, todo mundo trabalhando e você pintando o cabelo de roxo? Ele chorou igual bebê chorão. Gritei para ele – Não chora Escoteiro é macho. – Ele riu baixinho. Vado Escoteiro, e as meninas Escoteiras também são macho? Se não fosse Diego Constanza chileno nosso monitor eu não sei o que faria. Foi uma bela atividade. Fizemos uma lista de endereços para futuros contatos. Escoteiro são assim, se encontram e são irmãos para sempre. Nunca mais ouvi falar no Trump até que ele foi eleito presidente dos EE. UU. Era demais para mim.

                     Nem respirei para pensar melhor e uma SUV cantando pneus parou na porta da minha casinha pequetita. Cinco agentes secretos da letal unidade Seals da Marinha Americana desceram. Isto mesmo, aquela que matou Osama Bin Laden. O embaixador com aquele topete tipo americano, como se fosse o rei do mundo, gritou para mim: - Estou com pressa. Trump tem pressa. Não fica molengando! – Gritei para a Célia: - Pega meu bastão de duas e meia polegada um metro e setenta e com ponteira de aço. Vou mostrar a este gringo que gritar só com a mãe dele! Não ouve mais conversa. Socaram-me na SUV e nem deu para despedir da Célia.

                     Vendaram-me e não gostei. Sei que enxergo pouco e a operação de catarata no olho esquerdo não ficou lá estas coisas. O direito tudo cinza. Em Cumbica fomos direito para a ala VIP. Assustei. O Boeing 747-200B. 7 chamado de Air Force One lá estava. Nossa! – O Trump em pessoa veio me buscar? Uma loura desbotada com um lenço roxo no pescoço, sem anel e amarrado nas pontas me empurrou. Sobe logo velhote! Vai de carona, o Vice Presidente Mike Pence indo para o Alasca recebeu ordens do nosso Presidente para vir aqui buscá-lo. Se fosse eu iria levar você de teco-teco! Eita loira que merecia ser amarrada em uma pioneiria daquelas feita pelo CAN em Curitiba. Eita! Como são mal feitas! Kkkkkk.

                     Dormi toda viagem. So me serviram um pãozinho com mortadela e água. Malditos americanos! Mas eu sabia que não era assim. Tomaz Jeferson quando acampamos em Minesota foi um perfeito cavalheiro. Abraão Lincoln que me deu a Medalha de São Patrício quando fizemos aquela grande excursão pelo rio Mississipi sempre foi um cavalheiro. Descemos na base aérea de Andrews, situada próximo a Washington. De lá dois marines educados (me fizeram continência) me levaram em um Helicóptero Executive One um USMC N. 1. Na casa Branca Donald me esperava na porta. Estava sozinho e triste. Abraçou-me choroso e disse que naquela manhã havia perdido parte do seu patrimônio de 4,5 bilhões de dólares. Precisava de mim para ajudá-lo a recuperá-lo.

                     Ora ora, me fez vir aqui para isto? Vado Escoteiro, em nome da nossa amizade. Lá nos escoteiros éramos assim um por todos e todos por um? Aqui eu não sei em que posso confiar. Sei não. Confiar no Trump? Quando eu e ele fizemos uma jornada em 1961 para fotografar Ursos-Polar no Ártico e ele veio com aquela conversa mole que a pele valeria uma fortuna. Mama mia, que Escoteiro era aquele? Entramos no Salão Oval. Sentei e logo cinco diretores do CAN apareceram. Tá danado. Aqui não presidente, porque trouxe esta cambada? Um deles veio em minha direção. Apresentou-se com presidente do Conselho de ética. Disse que eu ia comer o pão que o diabo amassou. Peguei o bastão que segurava a bandeira dos Estados unidos, rodopiei ia dar uma bastonada e levei um catiripapo no nariz.


                Acordei gritando e dizendo que sou velho, mas sou mineiro, e não levo desaforo para casa! Osvaldo! Osvaldo! Acorde! Já estou cansada destes seus pesadelos. Levantei, fui para minha varanda. Uma esquadrilha de aviões da USAF, oito A-10 Thunderbolts II e seis Lockheed AC-130 fizeram um voo rasante na minha humilde morada. Corri para dentro. Enfiei-me embaixo da cama. Rezei muito. Prometi respeitar a UEB (com os dedos cruzados). E seja lá o que Deus quiser! 

domingo, 19 de março de 2017

Rastros do Fundador. O exemplo de Jesus Cristo.


Rastros do Fundador.
O exemplo de Jesus Cristo.

Acho bastante curioso que homens que se dizem bons Cristãos se esqueçam de tantas vezes, perante uma dificuldade, de fazerem a si mesmos esta simples pergunta: “o que é que Cristo teria feito nestas circunstâncias?”, e decidir em conformidade. Lembra-te de fazê-la na próxima vez que estiveres em dificuldades ou que não saibas como proceder. Cristo deu a sua vida para nos dar o exemplo, nomeadamente, de que devemos estar “Sempre Alerta” - qualquer que seja o preço que tenhamos de pagar - para cumprir o nosso dever para com os outros.
Lord Baden-Powell of Gilwell.

Dever para com Deus.

Ao cumprires o teu dever para com Deus, sê-Lhe sempre grato. Sempre que apreciares um prazer ou um bom jogo, ou conseguires fazer uma boa ação, dá-Lhe graças por isso, quanto mais não seja com uma ou duas palavras. Como fazes às refeições. Ser leal para com Deus significa nunca te esqueceres Dele e recordá-Lo em tudo o que fazes. Se nunca O esqueceres, nunca farás nada de mal. E se te lembrares Dele quando estiveres a fazer qualquer coisa errada, deixarás logo de a fazer.
Deus tem sido bom para contigo, por isso cabe-te fazer alguma coisa em troca que Lhe agrade; é esse o teu dever para com Deus.

O escoteiro tem de compreender que uma parte do seu “dever para com Deus” consiste em cuidar e desenvolver como uma obrigação sagrada os talentos com que Deus o dotou para a sua passagem por esta vida: o corpo com a sua saúde, a sua força e as suas faculdades de reprodução, para serem usadas ao serviço de Deus; a mente, com as suas maravilhosas capacidades de raciocínio, de memória e de julgamento, que o colocam acima do mundo animal; e a alma, essa parcela de Deus que o homem traz dentro de si - e especialmente o Amor, que se pode desenvolver, e fortalecer mediante a prática e expressão contínuas. E assim que podemos ensinar-lhe que cumprir o seu dever para com Deus não significa simplesmente confiar na Sua misericórdia, mas fazer a Sua vontade praticando o amor para com o próximo.

Lord Baden-Powell of Gilwell.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Conselhos de Mano Velho.


Conselhos de Mano Velho.

Mano Velho coçou a cuca, mexeu a cabeça para um lado e outro, e sem ele pedir resolver abrir o jogo:

- Meu amigo, está na hora de abrir a porta da barraca, mesmo que lá fora o tempo está chuvoso, pense que há sol, pule para fora e sinta o calor do campo o perfume das flores silvestres, mesmo que esteja frio. Afinal somos escoteiros e não podemos nos deixar abater. O que serve ficar lamentando? Vai resolver? Arregace as mangas, hora de uma pioneiria, hora de pular no riacho mesmo que a água esteja gelada. Você sabe mais que eu que sorrir é bom, ajuda a viver melhor. Difícil? Nem tanto. Basta querer. Apareceu alguém para lhe tirar do sério? Mesmo que ele alegue ser da fraternidade, aceite o desafio e o tire do sério também. Alguém lhe fez cara feia? Dê um sorriso Colgate para ele. Ele se acha poderoso? Ria internamente, pois ele é um “pobre coitado”. E faça seu acampamento. Ele é seu e ninguém pode tirar o seu direito.


E Mano Velho bateu em seu ombro terminando: - Se nada mudar, invente. E quando mudar entenda. Se ficar difícil, enfrente, e quando ficar fácil, agradeça. Se a tristeza rondar, alegre-se, e quando ficar alegre, contagie. E quando recomeçar acredite. Você tudo pode. Tudo consegue pelo amor, e pela fé que você tem em Deus!

sábado, 11 de março de 2017

Lobinhos da Jangal, hoje tem reunião, alegria de montão.


Lobinhos da Jangal, hoje tem reunião, alegria de montão.

Arrumei minha mochila,
Arrumei meu uniforme
Acabou a dor de barriga
Está tudo nos conformes!
Pois hoje tem reunião,
Alegria de montão.

Mamãe já fez o almoço.
Calmamente sem alvoroço.
Vou sorrindo para a sede,
Vou abraçar meu chefe.
Há Alcatéia é incrível,
E direi melhor possivel.

Já sei a lei do Lobinho,
Não sou feijão com bolinho.
Eu digo sempre a verdade,
Sou bacana sem alarde.
Hoje vai ter uma trilha,
Vou seguir com a matilha.

Ouço sempre os velhos lobos,
Faço certo não sou bobo.
Tomei banho mais de cinco,
Pois o Lobinho está sempre limpo!
Sou Lobinho e amo a flor de lis
Gosto muito sou feliz!

Meu pai disse não seja louco,
O Lobinho pensa primeiro nos outros!
Sei hastear a bandeira,
Gosto dela bem faceira.
Sou Lobinho disciplinado
Não sou de grito, sou mais calado.

Amo muito a Akelá,
O Balu e a Kaa.
Não sou Lobinho balela,
Gosto também da Bagheera.
Papai e mamãe até mais,
O Lobinho nunca desiste... Jamais.

Vou feliz correndo prá sede,
Pois eu estou sempre alegre
Eu faço o que sempre quis
Sou Lobinho sou feliz!
E hoje tem reunião,

Alegria de montão!

terça-feira, 7 de março de 2017

Olá amigos e irmãos do escotismo.


Olá amigos e irmãos do escotismo.


Tudo o que os jovens precisam é de esperança e do sentimento de que pertencem a algo. O escotismo tem um enorme caminho para motivar uma nova vida, uma nova concepção de aventura e isto poderia ser sem sombra de dúvida o caminho do sucesso para a juventude do Brasil e do mundo. Se eu pudesse fazer ou dizer alguma coisa que desse a eles este sentimento, eu diria a todos que lutem por um ideal, lutem pelo que acreditam. Se cada um de nós se comprometesse com estas palavras, podemos sim acreditar que teríamos contribuído em algo melhor para o mundo Escoteiro de Baden-Powell! Vamos dar a eles a chance de viver o escotismo autêntico, real, conforme nosso Lider nos ensinou. Afinal o futuro pertence àqueles que acreditam nas belezas de seus sonhos.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Quer saber? Eu adoro desfilar.


Crônicas de um Velho Escoteiro.
Quer saber? Eu adoro desfilar.

                      Bom demais. Só quem já passou por isto sabe o orgulho, o frenesi de estar ali desfilando, marchando, cantando, ou então tocando em um instrumento qualquer nos desfiles que para muitos se tornaram histórias. Não sei se era uma paixão enorme por ser Escoteiro, por ter passado uma semana engraxando o Vulcabrás, polindo as estrelas de metal, polindo o cinto e dobrando o lenço Escoteiro de olho no seu chapéu de abas largas. Sempre com a mente voltada para o dia especial. Cada desfile tinha um sabor diferente. As palmas do público quando pipocavam a gente sentia um entusiasmo próprio de ser Escoteiro e brasileiro. Não dá para esquecer o palanque, o alto, o direita volver, a saudação à autoridade, o corneteiro brilhando no seu toque, o retorno e ainda dar uma colher de chá aos bairros mais distantes fazendo lá também seu périplo de orgulho em desfilar.

               Eram tempos que ficávamos treinando ordem unida duas três vez por semana. Nestas épocas os acampamentos, as atividades aventureiras diminuíam de intensidade e davam lugar aos treinos, onde todos acorriam no campinho do Zefir Futebol Clube. Eram mães, pais, avós, tios tias, vizinhos e onde a meninada pequena ficava com os olhos brilhando a olhar o treino e sonhar que um dia seria um de nós. Ah! Saudade lembrada, saudade sentida, saudade hoje e para o resto da vida. São saudades eternas. Em um aniversário da cidade ganhamos mais cinco tambores, quatro tarois, quatro bumbos e cinco cornetas. Haja “embocadura” para tocar todas elas. Foi presente do Tiro de Guerra, amigo nosso de longa data. Quando chegou minha hora de servir a pátria eles me receberam de braços abertos. Claro, com uma corneta! Risos. Então voltemos à festividade. Nossa “banda” tinha mais de quarenta instrumentos. Ninguém tinha igual. Formados na sede esperávamos o Munir nosso Maestro e Guia Monitor para dar a ordem de: Grupo! Firme! Em frente, marche!

               Tivemos no passado um fato que marcou. Quer saber? Não fomos bons Escoteiros, mas até hoje eu guardo tudo na memória. O prefeito chamou a Banda de Colatina para desfilar na cidade. Treinada pelos Fuzileiros Navais. Respeitada em todo vale do Rio Doce. Munir nosso maestro e Guia da Tropa gritou: - Vocês são Escoteiros ou monte de “merda”! – Deus do céu, agora era para valer. Lá fomos nós com o orgulho próprio que BP nos deu. Ao passar uma banda pela outra foi como se uma bomba tivesse explodido. Quase houve brigas, mas enfrentamos sem medo. O prefeito não gostou. Reclamou com o Chefe João Soldado. Na partida deles fizemos uma delegação e fomos lá pedir desculpas. Eles riram, e oh! Que vontade de sair no tapa com eles! No vagão enquanto o trem partia gritavam: - Quer apanhar? Vão a Colatina.
             
                Soube que o prefeito pagou todas as despesas, pois muitos instrumentos quebraram. O tempo passou e nós fomos a Colatina várias vezes. Um grupo irmão se fez lá. Ficamos de castigo por três meses. Não podíamos acampar, não podíamos excursionar, nossas bicicletas estavam enferrujando (uma maneira de dizer). Que saudades da minha mochila, da minha barraca, de fazer uma pioneiria, de cantar em volta de um fogo. Mas Chefe João Soldado era duro e queda. O tempo passou e tudo foi esquecido. Esquecido? Nunca vi tantas enquetes da briga nos fogos de conselho. E nas conversas ao pé do fogo? Tinha Escoteiro que rolava no chão de tanto rir. No Sete de Setembro o prefeito não nos deixou desfilar. Deixou que tomássemos conta dos grupos escolares e mais nada. Paciência. Se errarmos nós temos que aprender com nossos erros. O “diabo” maior foi ver a banda de Colatina desfilando e rindo de nós. Acho que merecemos.

                 Sei que hoje somente os saudosos chefes de cidades do interior ainda pensam assim. Eles sabem que a meninada gosta e nas suas cidades todos se orgulham em desfilar. Nunca esqueci quando cheguei em Sampa. Um chefão paulista da gema olhou para mim como se fosse Deus e disse: - Só andando. Passos orgulhosos sem marchar! – Por quê? Eu perguntei. – Porque Escoteiro não marcha, não somos militares. – Um perfeito “bobiota”. Mistura de bobo com idiota. Nem liguei e até marchei com mais força. Lembro que lá por volta de 1980 um destes “bobiotas” de novo falou para não marcharmos. Nada de marchar. Caramba! O que ele sabe ou entende sobre isto? O que ele sabe dos pais e amigos dos meninos que foram ali para assistir? O que ele sabe do orgulho dos jovens em desfilar marchando e sorrindo pelo que estão fazendo? Não sei por que estes “bobiotas” acham que marchar é errado – Um Chefe me disse que isto é militarismo! Não somos militar! – E dai? Quantos meninos sonham com isto? Querem tirar o sonho dos jovens Escoteiros e Escoteiras? Já vi alguns que nem alto, nem direita volver, nem firme e descansar dizem mais. Isto é cortar na raiz o sonho do menino ou da menina que querem desfilar, marchar, sentir o calor humano dos que foram ali para ver e aplaudir.

                        Pois é. Pelo menos ensinam aos militares que o Brasil é grande, que temos orgulho, que servir a pátria é uma honra. Idiotas estes chefes que nada entendem. Gostaria de levá-los para o campo. Se não querem marchar devem ser bons em técnicas Escoteiras. Afinal marchei muito e gostaria, portanto de vê-los no campo.  Mostrar técnicas Escoteiras que eles nunca viram mostrar artimanhas e engenhocas que eles ficariam estupefatos em ver. Mostrar como se trabalha com cipó, como se virar com comida mateira colhida na floresta. Mostrar em um jogo noturno que o Morse é bom demais. Mostrar que ser Escoteiro aprender o que gostamos de fazer. Eu sei que este palavrório de novos tempos é papo furado. Não tem tempo bom tem escotismo bom seja ontem ou hoje. Importante é podemos nos orgulhar do que somos do nosso fundador do nosso Rataplã e do nosso Brasil.


            Época em que nós meninos acreditávamos no brilhantismo de desfilar, lembrar-se de um Don Pedro I em seu cavalo branco a dizer “Independência ou morte”! E na bandeira ao final do desfile todos formados na sede. Cantando com a dignidade de um infante o hino Nacional. Ali lobinhos Escoteiros e sênior sorriam orgulhosamente cantando e terminando com o Rataplã. Nunca esqueci. Os chefes no final do desfile vinham em fileira cumprimentar a cada um. Um aperto de mão gostoso, um sempre alerta saudoso – Parabéns Escoteiro, parabéns lobo, obrigado pela sua contribuição com a pátria. Gente isto fazia um bem danado. Agora não pode. Dizem que é militarismo. Bendito BP um milico que se orgulhava de marchar com seus Escoteiros. E viva o Brasil e abaixo a tirania!

Não te direi o nome, pátria minha, Teu nome é pátria amada, é patriazinha; Não rima com mãe gentil. Vives em mim como uma filha, que és Uma ilha de ternura: a Ilha Brasil, talvez. Agora chamarei a amiga cotovia e pedirei que peça ao rouxinol do dia que peça ao sabiá para levar-te presto este avigrama: “Pátria minha, em marcha, saudades de quem te ama”...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Historias de Baden-Powell. A Campanha Ashanti e outros fatos.


Historias de Baden-Powell.
A Campanha Ashanti e outros fatos.

Baden-Powell trouxe para casa na sua velha Inglaterra e posteriormente usadas no escotismo, muitas idéias obtidas da campanha contra os Ashanti. Hoje conhecida por Gana, na África Ocidental. Muitas delas ainda estão atualmente em uso no Escotismo. A Costa do Ouro, atual Gana, foi uma colônia do Império Britânico. B-P foi enviado para lá em 1895 para estabelecer uma força nativa que se opusesse às poderosas tribo Ashanti. Os Ashanti eram bem conhecidos pelos seus ferozes guerreiros, com o mote:

Se eu avanço eu morro
Se eu recuo eu morro
Melhor avançar e morrer.

As forças de Baden-Powell foram compostas por centenas de guerreiros das tribos Krobos, Elima, Mumford e Adansi. Eles tinham que explorar uma nova rota através da selva, em território inimigo, e construir uma nova estrada pela qual a força britânica principal pudesse seguir para atacar a Kumasi, a capital Ashanti.

Os Ashanti usavam tambores para sinalizar através das longas distâncias. E a intricada linguagem dos tambores podia ser ouvida todas as noites ecoando através da floresta.

Pioneirías na Selva.
Construir uma estrada através da selva significa limpar a mata espessa, abrir caminho através dos pântanos, e construir pontes sobre rios e correntezas. B-P assegurou-se que o seu exército fosse treinado em conhecimentos da arte de lenhador, pioneirías e nós. Eles construíram mais de 200 pontes de madeiras com mastros de madeira amarrados com cipós.

Patrulhas Escoteiras.
Dos povos de Gana Baden-Powell aprendeu a frase 'devagarinho, devagarinho é que se pega o macaquinho' - e ele aprendeu que ele poderia obter um melhor resultado de suas forças dividindo-as em pequenos grupos, ou patrulhas, e dando a responsabilidade para o capitão de cada grupo.

O Bastão Escoteiro
O bastão escoteiro foi copiado de um usado na campanha Ashanti, para testar a profundidade dos pântanos, para tatear o caminho à noite enquanto observava secretamente as posições inimigas, e também para erguer linhas telegráficas através da selva. "Foi no território Ashanti, na costa ocidental da África onde minha tarefa particular foi organizar um Corpo de escoteiros e pioneiros nativos”.

"Nós estávamos trabalhando dois ou três dias à frente das principal força das tropas europeias na floresta virgem e densa, sem estradas ou caminho de qualquer tipo para nos conduzir”.
"Para evitar o inimigo muito de nosso avanço teve que ser feito à noite, o que significava dificuldades a cada passo entre os troncos caídos, atoleiros, juncais e matos, etc.
"Sem um bastão não se poderia ir muito longe."
- B-P

O Aperto de Mão Esquerda.
Há duas histórias sobre a origem do aperto de mão esquerda no Escotismo. A primeira é simplesmente que a esquerda é mais perto do coração. Todavia há uma história muito mais interessante que coloca este cumprimento como originário de tradições da tribo Descrição: http://www.oocities.org/geuirapuru/sementes/lefthands.gifAshanti.

Quando B-P entrou em Kumasi, a capital dos Ashanti, ele foi cumprimentado pelo Chefe guerreiro que apertou a sua mão esquerda. Ele contou a B-P que "os mais bravos entre os bravos se cumprimentam com a mão esquerda". Assim começou esta tradição que é seguida por milhões de escoteiros em todo o mundo.
A explicação para o cumprimento com a mão esquerda é que um guerreiro usa esta mão para carregar o escudo, enquanto na direita carrega a lança. Assim para mostrar confiança em alguém ele tem que deixar de lado o escudo e cumprimentar usando a mão esquerda.

Sempre Alerta!