Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

sábado, 31 de janeiro de 2015

Vivendo e aprendendo.


Conversa ao pé do fogo.
Vivendo e aprendendo.

                 Coisas interessantes para meditar. Sugestões para chefes escoteiros novos. Repito novos. Se você faz assim ou de outra maneira parabéns. Continue.

Primeiro - Em todo o Grupo Escoteiro a admissão do jovem ou da jovem não deve ser encarado como um simples ato de apresentação. Após o Diretor Técnico o apresentar ao Chefe deve-se levar em conta como será feita a apresentação a todo o grupo do novo membro quando do cerimonial. Já vi muitas, mas gosto desta. O Chefe recebe o noviço, apresenta a todos do Grupo Escoteiro e convida o Monitor que vai recebê-lo na patrulha. O Monitor ensina a ele o aperto de mão esquerda e o apresenta a patrulha designada. Após pede para ele para participar do Grito da Patrulha sem dizer as palavras já que ainda não aprendeu. Em seguida a tropa também dá seu grito dizendo no final – Bem vindo “fulano”. No primeiro dia o Chefe irá bater um papo com o noviço para saber o que ele espera da tropa. Quais são suas ambições quando entrou e então deve explicar como será sua vida ali na sessão daí por diante. Claro que muitos grupos passam esta responsabilidade ao Monitor, mas sempre o Chefe deve ser o primeiro a conhecer o máximo de seu novo amigo na tropa ou Alcatéia. Ninguém será um bom Escotista se não conhece bem os seus amigos escoteiros/a ou lobinhos/a que estão atuando em conjunto.

  Segundo - Gritos sem necessidade, palavrões ou procedimentos não condizentes por parte de algum membro da tropa ou Alcatéia não deve ser motivo para providências imediatas. Ao notar que a lei ou a honra da tropa ou Alcatéia está sendo colocada em cheque, o Monitor ou o Chefe deve atuar na hora. Muitas vezes uma boa conversa resolve mais que Conselho de Patrulha ou Corte de Honra. É sempre bom lembrar que nunca se chama ninguém a atenção na presença de todos. Tudo é feito em particular.

Terceiro - Todo Grupo Escoteiro, Tropa ou Alcatéia deve ter suas normas que sempre serão lembradas. A postura do Escoteiro/a ou lobinho/a deve ser exigida desde o primeiro dia. Quando for fazer sua promessa lembrar que agora ele será um representante do grupo e como tal deve ser visto por todos a sua volta. A ida para casa ou a vinda ao grupo ou mesmo em atividade, a apresentação deve ser ponto de honra para ele e exigido sempre pelo Monitor ou pelo seu Chefe. Alguns grupos aceitam que membros vistam seus uniformes na sede. Não é uma boa prática de cidadania, marketing e exemplo. Outros podem julgar que não gostam do nosso uniforme que deve sempre ser um orgulho para todos.

Quarto – Use e abuse das palavras muito obrigado, seja bem vindo, eu gosto de você, você é importante para nós. Isto motiva e mostra que todos são importantes naquela família Escoteira. O exemplo começa com o Diretor Técnico e a diretoria. Olhem bem para o jovem que o recebe como ele fica. Saber que é importante naquela organização para ele significa muito. Se considerarmos o Grupo Escoteiro como uma família, atuar como uma deve ser ponto de honra para todos.

 Quinto - Se você não se preocupar com os pais no primeiro dia que é procurado no Grupo Escoteiro, dificilmente conseguirá apoio deles no futuro. Uma admissão deve ser levada tão a sério como uma matricula no colégio ou muito mais. Não aceite explicações tais como – Só eu pude vir. Meu marido trabalha e assim por diante. Claro existem exceções, mas tome cuidado com muitas delas. Eles não sabem, mas quem precisa do escotismo são eles e não você. Você é um voluntário que está ali para ajudá-los e eles precisam saber disto. Portanto a presença de ambos é necessária. Explique o que o escotismo pode fazer para o filho ou a filha. Tente ouvir deles as dúvidas. Diga sem meias palavras que quem vai entrar são eles e os filhos virão juntos. Ao primeiro sinal da falta em uma reunião de pais, eventos de pais, ou convites especiais para colaborarem em alguma atividade, acenda o sinal vermelho. Olá seu Antônio. Não veio ontem? Olá Dona Lourdes, dei falta da senhora no sábado! E assim cobrando eles terão uma ideia que são importantes.

Sexto - Você já fez ou participou de um Fogo de Conselho, onde só a tropa estava presente? Onde não havia programa nem animador, onde os monitores eram os responsáveis pelo fogo, pelo andamento, pelas canções, pelas histórias, e até uma gostosa batata doce, uma banana no ponto estava ali no fogo sendo servida por algum Escoteiro? E olhe lá tinha também uma ou duas chaleiras de café ou chá? Onde havia conversas paralelas, onde uma Patrulha surgia para fazer um esquete ou um jogral, e um ou mais escoteiros riam a valer? Onde se aproveitou para o salto no fogo (três vezes) e receber um nome de guerra indígena ou não de batismo? Onde o encerramento era notado pelo sono, e em grupos voltavam para suas barracas sorrindo e comentando o fogo que participaram? Tente fazer um assim. Vale a pena.


Proximamente quem sabe darei outras dicas claro, se acharem que estas foram válidas. Sempre Alerta!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

E o Pássaro Azul levou meus sonhos para nunca mais voltar!


Hora de dormir, amanhã de volta. Boa noite!
E o Pássaro Azul levou meus sonhos para nunca mais voltar!

                - Porque Pássaro Azul eu não tenho mais direito em sonhar? E não posso mais acreditar em meus sonhos? – Seus sonhos são tristes, nostálgicos, não existe mais aquela alegria do passado. – Olhe dentro de você. Qual foi a ultima vez que cantou uma canção? Qual foi a última vez que apertou a mão de um amigo Escoteiro? Você se fechou dentro de si, só ouve a voz do vento e ele nunca trás para você a doce primavera do passado em forma real. – Seu mundo é imaginário. – Você ainda não viu que a forja que temperou o aço do que você foi feito acabou. – Não vai mais existir aquela alegria de tempos idos. Ela não pertence mais a você. Ela está em outros sonhos, agora dos jovens que fazem a sua maneira um belo escotismo.

                - Olhei para o Pássaro Azul que sorria um sorriso enigmático, como a perscrutar no espaço o que seria eu para ele. Tinha um porte altivo, sem encarar, procurava saber, e para descobrir todas minha vicissitude analisava os meus medos, as circunstâncias que cercaram a minha vida. Para ele eu não era casual e imperecível. Na sua maneira de pensar não existe o acaso. E para ele eu estava criando em minha mente uma possível volta no tempo, o que seria eternamente impossível. – Veja Pássaro Azul, você está analisando o meu sorriso, a minha atitude, isto até é fácil. Você é contra o que eu penso, acha que estamos vivendo um momento único na história.  – Deve ser por isto que levou meus sonhos. – Você não tem este direito.

                 - Às vezes Pássaro Azul eu me sinto só. Não do calor humano. Esses não me faltam. O Pássaro Azul não entendia o porquê minha luta era o nada contra o nada. Muitas vezes pensei em desistir. Mas seria o que sou? Seria o intransigente que me leva a sonhar o impossível? – O Pássaro Azul sorriu. – Todos nós somos um pouco intransigente. Do outro lado também eles existem. Mas eles são os que decidem e você não. Lágrimas caíram no meu rosto. O Pássaro Azul atingiu-me fundo. Não sei se merecia. Nos meus sonhos que ele levou não quis desservir ninguém. Acreditava que amava a todos que conheci. – Engano seu, ele disse. – Acredito que você ainda não viu a forma de amor que criou para você.

                 - Mas não fique triste. Ainda deixei pequenos sonhos contigo. Sonhos reais, palpáveis. Siga aquele poema que um dia falou das tristezas, ande sempre em frente, não crie ilusões, ilusões nada trazem de beneficio. Não ande nas sombras. Assopre o pensamento triste. Deixe escorrer esta lágrima que caem do seu rosto. Se necessário vá até o fundo do poço, mas volte renovado. O Pássaro Azul me trouxe uma lição de vida. Avaliar o que fui e o que devo ser deve a nova meta da minha vida. Sempre achei que fui feliz. A minha maneira acreditei. Tinha que mudar. Mudar para melhor. Cantar as mais belas canções. Procurar no espaço o que não encontrei na terra. 

                   O Pássaro Azul voou por sobre as nuvens fez uma ou duas paradas como a dizer pela última vez: - Não esqueça. Quando encontrar a sua alegria de viver, respire fundo. Deixe a energia cósmica entrar em você. Abra a janela. Deixe que os pardais procurem a luz para você. Se encontrar, coloque-a dentro do peito. Lembre-se, a felicidade é seu objetivo. E ele se foi zigzagueando pelo horizonte até desaparecer no azul do céu profundo. Meu coração encheu-se de júbilo. Perdi uma parte dos meus sonhos, mas ele me deu parte das respostas que eu procurava. A felicidade existe. Está ao nosso lado. É só acreditar e eu agora acreditava. Viva a vida! Acredite em seus sonhos. Encontre em seu caminho: o brilho do sol, as cores do arco-íris, o fulgor das estrelas, a Paz, o amor, e a esperança! Obrigado Pássaro Azul!


Boa noite meus amigos, durmam felizes e pensem como eu, pois "Enquanto Deus for meu chão, nada vai me derrubar".

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Este mundo está do avesso.


Crônicas de um Chefe Escoteiro.
Este mundo está do avesso.

               Eu tenho um e-mail do Terra há mais de dez anos. Conhecido por muitos pelo menos eu acredito que sim. Divirto-me com ele e muito. Tem cada um que recebo que fico pensando se os que me enviam acreditam mesmo que eu sou assim? dou risadas quando vem aqueles dizer que minha conta do banco tal vai ser encerrada, danados! Vão encerrar que conta? Nunca depositei nada naquele banco! E aquelas moças ou pelo menos elas dizem que são jovens e bonitas me fazendo declaração de amor? Tem uma que escreve em inglês que me adorou e quer corresponder comigo. “Velho Danado de Bonito” eu penso. Será que sou mesmo? E a minha barriga? Kkkkk. Mas a que gosto mesmo é daquela da África do Sul que diz ter recebido de herança mais de vinte milhões de dólares. Não consegue sacar e alguém disse para ela que poderia transferir para outro pais em nome de alguém. Eu fui o escolhido. Ela vai me dar trinta por cento se eu der a conta para ela transferir. Trinta por cento? Bom demais. Mais de seis milhões de dólares. Fico pensando se vale a pena “enricar” assim. kkkkk.

                E o delegado que quer me prender? Disse que pode dar um jeitinho se combinarmos uma quantia. Meu Deus! Eu vou preso? Quem sabe por que sou Escoteiro? Mas gosto mesmo é dos cartões de crédito e empresas que devo. Pelo menos dizem que devo. Um deles me oferece facilidades que nem no céu existe. Você paga x e estamos quites! Estão loucos atrás de minha senha. Penso comigo o que irão fazer com ela? Não tenho bulhufas de nada, dinheiro? Coitado de mim. Casas ou valores? Nunca tive só tenho uma esposa que adoro e uma varanda que vou lá sempre para sonhar. Mas nunca me pediram ela ou minha varanda. Quem sabe este meu PC? Foi meu filho quem doou. Velho e alquebrado, mas vou dando um jeito aqui e ali. Enfim, os e-mails são fantásticos. Nunca devi tanto em minha vida. Como meu e-mail começa com Elioso, os cobradores me chamam de Elioso. Kkkkk. Nem meu nome sabem. Hoje recebi um danado de bom, uma corrente. Deposito dez reais e em três meses recebo mais de um milhão de reais. Negócio da China. Quem não quer? É tem hora que acho que sou uma besta mesmo, assim dizia um compadre Escoteiro que já foi para as estrelas.

                  Mas interessante mesmo são os e-mails de chefes, seniores, pioneiros e o escambal do mundo Escoteiro que recebo. Adoro a lei Escoteira deles. – Mande tudo que tem, mas não demore, pois vou sair! Meu Deus! Kkkkk. Tudo mesmo? Pensei em mandar as faturas que ainda tenho que pagar. Luz, água, telefone, Net e TV a cabo. Quem sabe ele paga para mim. Kkkkk. E olhe como sou aposentado e muitos acham que aposentado é vagabundo tem alguns que dizem assim: Se só pode mandar dois livros, envie. A cada dia envie mais dois. Se não gostar aviso você para parar. É, preciso organizar um programa para atender a todos e esperar para ver se elevai gostar. Assim diariamente consulto o programa e vou “servindo” aos meus amigos que não querem ter o trabalho de a cada dia fazer o pedido do que interessam. Mas por favor, não fiquem preocupados. Eu adoro quando me mandam um e-mail assim: Chefe, li sua oferta, parabenizo pelo seu espirito em colaborar com todos os escotistas que querem aprimorar seus conhecimentos. Se tiver um tempo, me mande o livro tal. Ficarei eternamente agradecido! – Bom demais, que educação! Dou um enorme sorriso maior do que o do Boca Larga! Afinal tem ainda chefes que fazem do quinto artigo da lei uma obrigação.

                    Ei! Por favor! Não se acanhem! Eu nasci para servir! Não foi o Rui quem disse que quem não pode servir não serve para viver! Não foi ele, foi o  Mahatma Gandhi. Escotismo é assim. Sempre com um sorriso nos lábios e o amor no coração. Não ganho um tostão com o que escrevo e nem quero ganhar. Não vivo disto. É um dos meus prazeres atuais e se Ele me deu o dom de escrever porque não passar para todos que apreciam minha forma de escrever? Afinal não posso mais estar presente em um Grupo Escoteiro, brincando, cantando e aprendendo sobre como fazer um bom escotismo. Assim passo os parcos conhecimento que tenho com alguns que se interessam. E por favor, meu e-mail elioso@terra.com.br está às ordens. Usem e abusem. Mande sempre um e-mail para mim. Adoro receber. Mesmo aqueles que querem saber da minha senha, que querem me enquadrar na lei dos devedores, que querem contribuir para que eu fique mais rico, não importa. Afinal de conta é ou não é bom receber um e-mail assim: Ola Chefe, passando para lhe dar um abraço, ou um bom dia!


                    E-mails, quem vive sem eles? Antes eram cartas, mas hoje as cartas são sempre de cobranças. Não se recebe mais aquelas perfumadas, lindas, escritas a mão onde se dizia coisas que não podemos contar a ninguém! Putz! Quantos livros e condensados já fiz? Quantos já receberam e leram? Quantos comentaram? Ops! Comentar não. Comentários é proibido. Se falarem a verdade o escritor pode virar um urso e ir hibernar em uma caverna qualquer. Mas que seria bom seria. Pelo menos a gente saberia que leram! Mas assim é o mundo. Eu gosto dele e quando for para as estrelas quem sabe lá tem um e-mail para mim? Ei Osvaldo, acorde! Pés no chão e pare de sonhar, por favor! Melhor é ir ver se chegou algum e-mail seu chato!                        

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Uma homenagem a minha amiga Eleni Mariana de Meneses.


Hora de recolher, as doze badaladas da meia já vão chegar...

Uma homenagem a minha amiga Eleni Mariana de Meneses.

Eu tenho muitos amigos e muitas amigas no Facebook que são mestres em me fazer feliz. São sinceros, são honestos com minhas histórias. Quando eles ou elas comentam eu dou um sorriso de orelha a orelha. Já pensei várias vezes em dar uma parada nos meus escritos. A saúde não está lá estas coisas. Ando muito fraco sem ar e sempre requisitado pelos homens de branco. Muitas vezes tenho que fazer um enorme esforço para escrever um conto. Agora estou a republicar outros já escrito que considero ser dos dez mais. Escrevi cinco livros com histórias Escoteiras. Transcrevi centenas de contos nas Histórias Maravilhosas muito solicitadas por aqueles amantes dos meus contos. São quatro volume e vem aí o quinto. Por alto foram mais de 1.500 contos escritos e artigos que penso muitos deles colaboraram com os chefes de Alcateia e tropas. Parece muito, mas é muito pouco pelo que gostaria de escrever. Acho que deixei um rastro de bom escotismo em cada um dos meus escritos. Hoje não tenho Grupo Escoteiro, não dá mais. Ando com muita dificuldade, mas acredito que deixarei na memória de todos que o escotismo é bom, é saudável, tem tudo para mudar o destino dos jovens de uma nação. Agora não estou mais junto com uma bandeira desfraldada. Mas aqui e nos meus blogs eu acho que colaborei.

Muitos de vocês ainda não conhecem meus blogs, são sete, cinco sobre o Movimento Escoteiro. Lá não são muitos os leitores, mas eu tenho uma leitora especial. Uma amiga que aqui não perde uma história e também em meus blogs. Ela participa da rede social do Google e quando publico em  um dos meus blogs ela é a primeira a ler, a pontuar e isto me envaidece. Obrigado Eleni, obrigado mesmo. Você não sabe como me faz feliz. Um dia se Deus o permitir quero encontrar você pessoalmente e lhe dar um aperto de mão, um sempre alerta, um sorriso grande e um abraço fraterno Escoteiro. Vai se o dia que me marcará por muitas luas que ainda me restam. Mas acreditem não só a Eleni está lá bem no fundo do meu coração. São muitos e muitas amigas que me dão um pouco de força para continuar. Não sei até quando, mas enquanto tiver braços e mente para pensar estarei aqui. A eles e elas meu muito obrigado.


Boa noite a todos vocês. Desejo que a noite seja linda, salpicada de estrelas no céu, um pequeno clarão no alvorecer anunciando um dia perfeito para viver! Durmam com Deus!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

VOU-ME EMBORA PARA PASÁRGADA!


Apenas um poema de Manoel Bandeira.
Ele tenho certeza irá me autorizar a modificar!

VOU-ME EMBORA PARA PASÁRGADA!

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou Escoteiro do rei
Lá vestirei meu caqui querido
Com o chapéu que escolherei.

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não posso acampar,
Lá não tem UEB e burocracia,
Só paisagens que vou amar.
Lá farei tantas aventuras
Que Baden-Powell sorridente
Fará meu sonho realizar.
 ·.
Lá armarei minha barraca
No pico do monte feliz.
Andarei de bicicleta
escalarei mil montanhas
Subirei na pedra dos sonhos,
Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado
Deito na beira do rio,
Na sombra do abacateiro
Pois como bom Escoteiro,
Voltarei de novo a sorrir.

E quando sentir saudades,
Mando chamar meu monitor
Para me contar lindas histórias
Que no tempo de eu menino
Meu Chefe vinha contar

Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De fazer escotismo de montão.

Tem escotismo prá pobre,
Tem escotismo sem par...
Tem escoteiras bonitas
Para a gente namorar.

E quando eu estiver mais triste
Mas triste que não ter jeito
Na conversa ao pé do fogo
Ouvirei histórias sem par.

Vou embora para Pasárgada.
— Lá sou Escoteiro do rei —
Terei o grupo que eu quero
No bairro que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.
Aqui eu não volto mais,
Adeus UEB dona de tudo,
Adeus amigos queridos,
Adeus... Eu não sei quando vou voltar...


O poema correto de Manoel Bandeira pode ser visto na internet. Ele vai me desculpar!

sábado, 17 de janeiro de 2015

As coisas belas da vida. O lindo alvorecer na morada da Terra do Sol.


Conversa ao pé do fogo.
As coisas belas da vida.
O lindo alvorecer na morada da Terra do Sol.

               Tinha voltado da minha incrível caminhada de quinhentos metros. Estava cansado, respiração ofegante e tomava meu café quando bateram palmas na porta de casa. Domingo é sempre assim. Religiosos nos chamando para dizer se queremos ouvir a palavra do Senhor. Porque não? Gosto de vê-los lendo os mandamentos de Deus. Quando acontece descanso em uma cadeira, pois ficar em pé é difícil e ouço com amor, e olhem, nunca digo que sou espiritualista. Eles não gostam. Afinal ouvir é bom e não prejudica ninguém. Mas naquele dia não eram eles. Cheguei à porta da sala e vi no portão uma figura imponente que até me assustei. Cabelos brancos compridos até o ombro, barba branca bem penteada e uns olhos azuis que chamuscavam que olhava diretamente para ele. Vestia um paletó branco, comprido que ia até o joelho. Uma camisa azul brilhante com um pequeno lenço verde amarrado no pescoço. Usava uma calça de gabardine verde e calçava uma sandália de couro sem meias. Trazia nas mãos uma forquilha. Senhor! Que forquilha! Linda, marrom e cinza, e onde o V fazia uma curva acentuada parecia estar cravejadas de pedras preciosas em delicioso arranjo.

               Quem seria? Nesta cidade grande todo cuidado é pouco. Loucos, assaltantes, pedintes, vem às centenas bater em nossa porta. Mas o sorriso do "Velho" era cativante. Cheguei mais perto. Um perfume de flores do campo veio até a mim. O "Velho" sorriu e sem eu esperar me disse – Posso lhe dar um abraço? Fiquei estarrecido! Nunca ninguém bateu em minha porta oferecendo um abraço! Peguei as chaves, abri o portão e ele entrou como se estivesse entrando em um castelo de Reis. Encostou a forquilha encantada na parede e me deu um abraço! Gente! Que abraço. Eu com meus 74 anos me sentia como se fosse um menino sendo abraçado pelo pai. Fiquei sem jeito. – Aceita um café? – Obrigado. Mas não podemos perder tempo. Vou levar você para ver o alvorecer na Morada do Sol.

              Assustei-me. Tenho que tomar cuidado, pensei. Pode ser alguém com acesso de loucura – Ele como se estivesse lendo meus pensamentos sorriu e disse – Você precisa vir comigo. Sei que Dona Célia está fazendo a feira e volta logo. Mas estaremos de volta antes. – Pegou-me pela mão e sem fechar o portão saímos voando, ele me segurando, eu assustado! Ele soltou minha mão. Gente! Eu “volitava” sozinho no ar como se já tivesse feito isto há muito tempo. Em segundos estávamos em uma montanha, onde as árvores eram lindas, as folhas de um verde que nunca tinha visto e lá no alto um pico envolto em nuvens que para dizer a verdade, fez meu coração disparar. Lindo! Uma montanha das mais lindas que tinha visto – Como chama? Perguntei. – Você conhece você já esteve aqui. Serra do Sol Nascente. A morada do sol – Me lembrei. Mas não era assim! Eu disse. Ele me olhou e carinhosamente disse - Porque você só viu o que queria ver!

             De novo me pegou pela mão. Em segundos estávamos em uma cachoeira de uma beleza sem par. Linda mesmo. Uma névoa branca como se fosse orvalho caindo se formava em sua queda, o barulho da queda era como se fosse uma orquestra de cordas tocando maravilhosamente “The Lord of The Rings” e eu ali pensava – Devia ser um sonho. Pássaros dançavam balet fazendo acrobacias. – Onde estamos? Perguntei! – Na Cachoeira da Chuva, você já esteve aqui! – Como? Não vi nada disto que vejo agora. - Porque você só viu o que queria ver! De novo lá fomos nós a voar pelo espaço e em segundos chegamos a um vale, todo florido, flores silvestres de todas as cores que nunca tinha visto com um perfume inebriante, e a brisa leve tocando as pétalas e elas dançando ao sabor do vento. – Onde estamos? Perguntei! – No Vale Encantado da Felicidade. Você já esteve aqui. Muitas vezes acampando. – Não lembro, não lembro que fosse assim! – Porque você só viu o que queria ver!

              E lá fomos de novo voando nas nuvens brancas do céu. Descemos e ficamos a sombra de um lindo castanheiro. Era madrugada. O orvalho caia calmamente. Uma brisa fresca tocou-me o rosto. Foi então que assisti o cantar da passarada quando a manhã chega lépida e insistente. Havia beija flores, Tico-Tico, Sabiás, canários amarelos, pardais graciosos, uma multidão de pássaros pulando de galho em galho e com suas gralhas graciosas a cantar para todo o universo naquela bela manhã. Onde estamos? Perguntei – Não reconhece? O castanheiro do quintal da sua casa no passado; – Mas não era assim, eu disse. Ele gentilmente respondeu – Porque você só viu o que queria ver.

             E assim ele me levou a longínquos lugares perdidos neste mundo de Deus e sempre a me dizer – Você já esteve aqui. Por último, fomos até uma nuvem, enorme, milhares e milhares de escoteiros sentados, cantando canções sublimes. – Que lindas canções são estas? – As mesmas que você cantou sempre. Mas muitas vezes gritadas, sem nexo e você não procurou ver a beleza da melodia que elas possuíam, pois você só ouviu o que queria ouvir!

          Voltamos e como se eu fosse um pássaro alado no seu pouso encantador, avistei o meu portão e ele sorridente me disse – Procure ver as coisas como são, procure sentir a beleza das cores, do arco íris, dos lindos sonhos que acontecem com você. Procure ser sincero e diga a sí mesmo que a beleza da vida e a felicidade sempre estão ao nosso lado. As cores são belas quando sabemos olhar com amor. Os cantos são belos quando sabemos diferir a letra e a música tocada. Os pássaros são sempre os mesmos, mas saber ver neles a beleza e a singela simpatia que eles têm é uma arte fácil de ser observada. Seus cantares e seus gorjeios sabem que transmitem amor e felicidade. – Ele me olhou e disse – Posso lhe dar outro abraço? E me apertou em seu corpo e de novo senti que era meu pai me abraçando. Saiu calmamente pela rua, escorando na sua linda forquilha cravejada de brilhantes e ao chegar à esquina, virou-se e deu-me um último adeus. Uma pequena nuvem apareceu e o levou ao céu que agora era de um azul profundo, tão azul que pensei que nunca tinha visto aquela cor como agora.

           Sentei na cadeira de sempre na minha varanda emocionado. A Célia chegou. Sorriu para mim e disse – O que foi? Porque esta sorrindo assim? Sabe mulher, porque sempre vi o que queria ver e agora procuro ver as coisas como devem ser vista. Nunca tinha observado como você é bela, a mais linda mulher que conheci! Fiquei em pé me aproximei e disse – Posso lhe dar um abraço?


Boa noite meus amigos e amigas. Um excelente domingo!          

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O que você sabe sobre os Estatutos da UEB?


Aos amigos e amigas da minha página e dos meus grupos do Facebook e dos meus Blogs.
O que você sabe sobre os Estatutos da UEB?

Estatutos. -  O dicionário informal nos diz que um Estatuto é um conjunto de normas jurídicas acordadas pelos sócios fundadores que regulamenta o funcionamento de uma pessoa jurídica, quer seja uma sociedade, uma associação ou uma fundação. Em geral é comum a todo o tipo de órgão colegiado, incluindo entidade sem personalidade jurídica. Porque tudo isto? Porque este ano a UEB pretende fazer alterações nos estatutos atuais. Parece-me que o tema foi levantado desde 2013. O Congresso Nacional através dos seus representantes e eleitos irão decidir quais as modificações devem ser feitas. Eu pergunto a você: - Você estava ao par sabia disto? Você já estudou bem os estatutos atuais da UEB? Ou você é daqueles que não se preocupa com isto, visa mais seu trabalho com os jovens?

O conselho de chefes do seu grupo se manifestou sobre o tema? Seu distrito fez realizar alguma reunião visando ouvir opiniões para levá-las a quem de direito no Congresso Nacional? Sua Região Escoteira expediu circular informando e pedindo sugestões? Se não fique sabendo que hoje dificilmente temos democracia aberta na UEB. Isto porque os estatutos atuais são pertinentes com os atos que nossos dirigentes nos colocam. Será que não devemos participar mais ativamente da nossa associação conhecendo e sugerindo para sabermos se seremos democráticos ou não? Veja você, hoje não existe transparência nos atos da UEB. Não existem consultas, não existem pesquisas quando querem alterar ou modificar qualquer coisa que acharem válido o fazem a bel prazer. E você? Concorda com isto? Se sim desculpe. Sei que dirá que o escotismo é lindo, que tem ele no coração, que seu trabalho com os jovens tem mais valor e até certo ponto lhe dou razão.


Mas veja, precisamos alavancar o escotismo brasileiro para que uma maior gama de jovens possa usufruir do escotismo. Assim afirmo que você também é responsável por tudo que acontece. Abrir um grupo, conseguir uma diretoria e alguns jovens não é difícil. Tudo se complica com o tempo. Pais que prometem e não cumprem, comunidade que não dá muita importância ao escotismo. Distrito ou Região que em vez de facilitar prejudicam. Lideres políticos e empresariais que por não conhecerem o movimento não colaboram. E isto é culpa de quem? Existe uma roda com engrenagens e dela participamos todos nós. Abra os olhos e ouvidos, arregace as mangas e pense no que você pode fazer. A pergunta final fica: O que você recebeu dos seus dirigentes para sugerir e ou colaborar sobre as prováveis modificações dos Estatutos?

sábado, 10 de janeiro de 2015

O dia em que Lagoa Vermelha parou para assistir o casamento do Chefe Bento Soares.


Lendas escoteiras.
O dia em que Lagoa Vermelha parou para assistir o casamento do Chefe Bento Soares.

                 Era uma cidade feliz. Muito mesmo. Todos lá se conheciam e eram grandes amigos. Aos sábados e domingos se reunião na praça central, cumprimentando-se, contando “causos” e lembrando-se dos velhos tempos. Chefe Bento era uma figura de destaque na cidade. Não porque fosse politico, mas pela sua bondade, pelo seu sorriso e pelo seu trabalho em prol da comunidade. Além de Chefe da Tropa Escoteira Andrômeda ele trabalhava no Posto de Saúde da cidade há mais de vinte anos. Dizia-se que quase todos os habitantes de Lagoa Vermelha foram escoteiros e isto quem sabe explica a grande amizade entre eles. Chefe Bento era mesmo diferente. Se fosse padre estaria explicado, mas não era. Sua tropa Escoteira o adorava. Nunca faltou a uma reunião. O Padre Albertinho não fazia nada sem o consultar. Fizeram tudo para ele se candidatar a prefeito e sempre recusou. O Prefeito Belarmino e as demais autoridades tinham por ele o maior respeito.

               Morava em uma casa simples bem próximo da sede Escoteira motivo pela qual ela estava sempre cheia de escoteiros. Sua mãe dona Lindalva tinha uma paciência enorme. Nunca brigava com a meninada. Ela comentava sempre que se Jesus dizia “vinde a mim as criancinhas” porque eu também não faço o mesmo? Chefe Bento estava noivo de Cidinha, uma jovem simples, que trabalhava como servente no Grupo Escolar Flores da Cunha. Magra, loira e uns olhos azuis que quase não se via, porque ficava sempre de cabeça baixa. Cidinha também era um amor de pessoa. Os alunos adoravam seu estilo e só não entrou para o Grupo Escoteiro porque achava que não tinha “estudo” suficiente. Fizera somente o quarto ano primário e parou de estudar para trabalhar. Sua família dependia dela. Chefe Bento e Cidinha namoravam desde crianças. Ambos achavam que não podiam viver um sem o outro. Nunca houve palavras bonitas entre eles de “eu te amo” “estou apaixonado” e só se beijaram uma vez, mas um beijo calmo, nada de língua prá lá e prá cá.

             A cidade em peso esperava o dia do casamento. Seria em 22 de novembro próximo. Menos de cinco meses. Seria uma festa de arromba. O Padre Albertinho fez questão de celebrar o casamento sem nenhum ônus para eles. A igreja vai ajudar também nos móveis do casal. Os lobinhos, escoteiros, seniores e pioneiros se cotizaram para as demais despesas. Uma lista foi passada de mão em mão de casa em casa. Estava quase cheia. Vários fazendeiros prometeram bois, porcos, galinhas e o clube de mães da igreja e do Grupo Escoteiro comprometeram-se a fazer tudo. Tudo caminhava a mil maravilhas. Em 12 de junho a tropa foi acampar na Serra da Felicidade. Sempre acampavam lá. Ficava nas terras do Coronel Adauto, um fazendeiro amigo e conhecido de todos. Na abertura do campo o Coronel Adauto estava presente. Ele gostava de ver a escoteirada formar e cantar o hino Nacional. Todos se espantaram desta vez. Ao lado dele uma bela morena de olhos negros, saia curtinha, cabelos negros longos, corpo escultural. Linda de morrer! – Minha sobrinha disse. Veio morar comigo.

            As patrulhas estavam cismadas. Chefe Bento presente como sempre foi, mas agora tinha ao seu lado a bela Francisca e eram somente sorrisos. Dia e noite juntos. Um dia Pedrinho os viu beijando junto ao moinho do Ventor. Um susto. A tropa toda ficou sabendo. Logo a cidade em peso sabia. Segredos? Ali em Lagoa Vermelha não havia. Todos sabiam de tudo. – Coitada da Cidinha diziam. Ela calada. Parecia que não estava revoltada. Claro, Chefe Bento continuou indo a sua casa como se nada tivesse acontecido. Um dia procurou o Padre Albertinho. - Senhor Padre, disse – Não vou confessar agora. É só um conselho. Não sei o que diz meu coração. Não quero ficar sem a Cidinha. Ela é meu sonho para vivermos juntos para sempre. No entanto não sei, mas estou amando a Francisca. O que faço padre?

                 Lagoa Vermelha em peso “cochichavam” entre si. O disse me disse das comadres eram enormes. Quem é essa Francisca? De onde veio? Tomar o Chefe Bento da Cidinha? Vai ver que é uma “pistoleira” da cidade grande. Onde o Coronel Adauto arrumou esta bruxa? Durante um mês o buchicho não parou. Chefe Bento não sabia o que fazer. Não tinha coragem de olhar nos olhos de ninguém. Sempre de cabeça baixa. O Coronel Adauto um dia pediu para ele ir até a fazenda. E agora pensou Chefe Bento? Ele vai me imprensar na parede. Não sei o que fazer. Nem mamãe soube me aconselhar.

               O dia acabava de amanhecer. Um céu avermelhado prenuncio de um dia quente e sem chuva. Um carro preto, grande atravessou a cidade de ponta a ponta e se dirigiu a fazenda do Coronel Adauto. O povo só ficou sabendo quando Zé das Flores, um vaqueiro da fazenda, entrou no Boteco do Martinho e contou as novidades. O marido da Francisca veio buscá-la. Era não queria ir. O Coronel Adauto ficou calado. Eram casados e ela devia obrigação a ele. Não concordou com a farsa dela se apaixonar pelo Chefe Bento. Pensou várias vezes contar o que sabia. Era casada com um mafioso da capital. Sujeito perigoso. Ela fugiu dele e mesmo aconselhando a voltar não aceitou.

                 O povo viu o carro preto pegando a estrada da capital com a Francisca dentro. Quando Chefe Bento soube, dizem seus amigos lá do posto de saúde que ele chorou. Dois meses depois o casamento foi realizado. Vieram escoteiros de varias cidades. Fizeram uma bonita passagem de bastões para ele e Cidinha passar quando saíram da igreja. Padre Albertinho sorria também. Quem sabe ele toma jeito? A nova casa estava preparada, mas eles pouco ficaram ali. Pegaram o ônibus de Lagoa Formosa naquela tarde e foram em lua de mel merecida.


                Acompanhei tudo. Sei que o Chefe Bento nunca mais foi o mesmo. Seu sorriso espontâneo desapareceu. Todos diziam que Cidinha estava sempre com os olhos vermelhos. Dois anos depois nasceu Tomé, um ano mais e Marcela veio ao mundo. Pararam por aí. Sei que depois dos dois rebentos os sorrisos voltou ao rosto do Chefe Bento. Sei também que eles viveram felizes para sempre.                       

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Mudando de conversa onde foi que ficou...


Conversa ao pé do fogo.
Mudando de conversa onde foi que ficou...

¶ Mudando de conversa onde foi que ficou
   Aquela velha amizade...¶.

            Não tem dia que vamos para uma reunião escoteira com a mente longe de tudo? A cabeça pesa. Afinal não somos humanos? Uma discussão no lar, um fato mal entendido, uma dificuldade que existia e brotou logo neste dia. E olhe, não adianta dizer que somos alegres e sorrimos nas dificuldades. Nesta hora não dá. Humanos! Deveríamos ser super-homens ou super-mulheres. Afinal não dizem maravilhas do Chefe Escoteiro? E sabe o pior? Alguém da família diz – “Você esqueceu-se da gente, só se preocupa com estes escoteiros”. Duro não? Mas a obrigação é maior que a razão. Você vai, chega lá, um Escoteiro ou um lobinho te cumprimenta, dá um sorriso. Puxa vida! E agora José?

¶ Aquele papo furado todo fim de noite
Num bar do Leblon ¶.

             Não sei se você já passou por isto. Saida para uma atividade. Ônibus estacionado. Horário estourando. Muitos atrasados. Tralha para colocar no ônibus, mil coisas a fazer. Uma mãe atrás de você – Chefe! Cuidado com meu filho! Chefe e as cobras? Chefe não esqueça os remédios dele! Chefe me ligue qualquer coisa! – O ônibus parte. Mães chorosas dizendo adeus. Parece o fim do mundo. Mas eles não vão aprender a ser alguém? Mal você se acomoda no ônibus e alguém começa a chorar. Tão cedo? O que foi? Fulano me bateu! Você chega ao local da atividade. Tirar a tralha, preparar tudo, corre daqui corre dali, a Patrulha tal não se entende. Lá vai você orientar. Hora do almoço. Alguns reclamando fome. Um Monitor correndo para dizer que um Escoteiro estava com a mochila cheia de biscoitos e comendo! Sua cabeça está a mil. O programa? Pluft! Foi para as “cucuias”. E agora José?

¶ Meu Deus do céu, que tempo bom!
   Tanto chopp gelado, confissões à bessa ¶.

                Dificuldades! Ah! Elas não são para nós escoteiros um bálsamo? Não dizem isto? Não está no oitavo artigo da lei? Não são elas quem nos faz sentir ser alguém? Ter coisas para contar, Lembrar... Chegar ao campo. Ufa! Esquecemos alguma coisa na sede? Alguém se lembrou? A meteorologia garantiu tempo bom. Céu pedrento? Chuva ou vento? Nuvens baixas cor de cobre? É temporal que se descobre? Um temporal. Uma ou mais barracas são levadas com o vento. Não armaram direito. A água invade o campo. Escolheram mal. Mas não dizem que se aprende a fazer fazendo? Agora não é hora de reclamar. E aí? Conseguiram cobrir o lenheiro? Putz! Lenha molhada. A chuva passou. Se tiver vento e depois água deixe andar que não faz mágoa. Mas olhe, cuidado, se tens água e depois vento, põe-te em guarda, e toma tento! E agora José?

¶ Meu Deus, quem diria que isso ia se acabar,
   E acabava em samba...¶.

              Segunda feira “braba”. Ir trabalhar. Corpo doido. Acampamento gostoso. Gostoso? Com chuva e vento? Vontade de ficar na cama. Ligar dizendo que não vou. Mas fazer o que? É melhor cantar. Não dizem que quem canta seus males espanta? Responsabilidade! Ah! Tenho que ter e dar exemplo. E a grana está curta. O dia não anda. Dizem que toda segunda feira é assim. Hoje vou tentar pensar pouco no escotismo. Você promete a si mesmo. Alguém pergunta – Como foi o acampamento? Você sorri azedo. Fala algumas palavras. O telefone toca – Chefe, meu filho está tossindo. Pegou chuva no acampamento? E ai você se pergunta – Quem precisa do escotismo, você ou ela? Mas você é e será sempre o responsável. Afinal não disseram que o Chefe é Doutor? Pluft! E agora José?  

¶ Que é a melhor maneira de se conversar,
   Mas tudo mudou, eu sinto tanta pena de não ser a mesma ¶.

                       Escotismo. Ah! Escotismo. Outro dia me chamaram de não sei o que. Não liguei. Não ligo mais. Um amigo me disse o seguinte: Olha, faça seu jogo, com poucos e com certeza, só terás alegria e não tristezas. Será? Poucos? Disseram-me que somos poucos. Tem hora que dou risadas. Ainda lembro quando me convidaram. Venha nos ajudar, é só duas ou três horas por semana. Gozado isto. Duas ou três horas? E as reuniões com chefes no grupo? E a Corte de Honra? E os conselhos de tropa e de primos? E a reunião do distrito? E a reunião com os pais? E as horas passadas em atividades ao ar livre? E os telefonemas na semana? E os e-mails? Puxa vida! Duas ou três horas? E quanto estou ganhando com isto? Nem bônus hora recebo. Se não tomar cuidado meu emprego vai para o “beleleu”. Risos. E agora José?

¶ Perdi a vontade de tomar meu chopp, de escrever meu samba,
   Me perdi de mim, não achei nada ¶.

                     Mas quer saber? Eu gosto do “danado” do escotismo. Adoro! Me sinto bem. Gosto do meu uniforme. Dos meus amigos. A turminha me enturma. Gosto de falar dele. De estar com alguém dele. De saber das novidades. Do Choro dos pais. Da alegria dos meninos. De um ônibus lotado e todos cantando o Rataplã. De ver na volta todos dormindo. Ar de cansado, dever cumprido. Aquele sono reparador. Ver todos partirem com seus pais ao retornar a sede. Passar a chave na porta e dizer: - Minha amiga até a próxima reunião! Isto não é bom? Dever cumprido mesmo? Ah! Escotismo! Tem igual? Existe outro? E agora José?

¶ O que vou fazer?     Mas eu queria tanto, precisava mesmo abraçar você. De dizer às coisas que se acumularam Que estão se perdendo sem explicação,     E sem mais razão e sem mais porque, Mudando de conversa onde foi que ficou.
    Aquela velha amizade¶...


 “Mudando de Conversa, é uma musica dos anos 60, de Mauricio Tapajós e Hermínio Belo de Carvalho. Magnificamente interpretada por Doris Monteiro”.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Virgulino, um repórter da patrulha Condor.


Conversa ao pé do fogo.
Virgulino, um repórter da patrulha Condor.

               - Boa tarde Chefe! – O que foi Virgulino? – Chefe o senhor devia dizer boa tarde! Não vê que estou lhe entrevistando? Não foi o senhor quem disse que eu devia praticar para tirar a especialidade de repórter? – Chefe Nonô olhou Virgulino de soslaio. – Agora Virgulino? É hora de reunião! – Mas é sobre isto que quero entrevistar! – Certo cinco minutos está bem? – O suficiente Chefe. – Então comece, pois tenho muitas coisas ainda para fazer e não estou aqui por sua conta!

- Seu nome? - - Antonio Nonato apelido de Nonô. -  Idade? - 28 anos. - Nasceu onde? (Chefe Nonô coçou a cabeça, mas queria demonstrar boa vontade). Em Pedra do Sino, Minas Gerais. – Porque resolveu ser Chefe? – Porque nunca fui Escoteiro e gosto disto – O senhor se acha um bom Chefe? – (Chefe Nonô coçou o gogó, notou que estava sendo encurralado) – Bem pelo menos ninguém até agora reclamou! – Chefe, porque o Senhor veste o uniforme aqui na sede? – Porque não tenho tempo e venho correndo para ensinar a vocês! – Chefe o Senhor acha correto isto? Não é um mau exemplo? – Chega, faça outra pergunta ou se mande para sua patrulha! Chefe o que o Senhor acha dos jovens quando querem dar uma opinião sobre a reunião? – Porque não? Sempre que fui procurado eu ouvi tudo que tinham a dizer! – Só ouve e mais nada? – O que você queria mais? – O Raimundo disse ao Senhor que os jogos estavam repetidos e sem graça, o que o Senhor fez? – (Chefe Nonô não estava gostando do rumo da entrevista) – Acho que o Raimundo quer muita coisa e não dá nada em troca! – O que ele deveria dar em troca Chefe? – Ser mais frequente, mais assíduo, mais leal, porque ele reclama com vocês e não reclama comigo? – Chefe não seria porque o Senhor não dá satisfação a ninguém?

- A coisa estava esquentando para o Chefe Nonô. Seria melhor encerrar ali antes que ele perdesse a paciência – Chefe! Continuou Virgulino – O que é aprender a fazer fazendo? – Só a frase por si só se explica, será que você não entendeu? – Chefe porque o Senhor não deixa a gente aprender nos acampamentos? – E quem disse que não deixo? – Chefe o Senhor só fica nas patrulhas fazendo tudo, reclamando, e querendo demonstrar que sabe tudo, dizendo que é assim e assado e a gente acaba desistindo! O Senhor não Acha? – Não acho! Gritou o Chefe Nonô. Eu sou amigo de todos! Estou ali para ajudar vocês! – Amigo? E porque suspendeu o Armandinho por dois meses? – Chefe Nonô estava agora fulo, um escoteirinho o desafiando? – Suspendi porque ele foi malcriado, não respeitava mais a patrulha! – Chefe e porque não discutiu o assunto na Corte de Honra? E porque não falou com os pais dele? – Porque não quiz!!!! Gritou. – Eu sou o Chefe aqui e pronto e não tenho que lhe dar satisfações! Faço o que acho que devo fazer! – Chefe, porque o Senhor está vermelho e tremendo? – Vá para sua patrulha e cale a boca! – Qual patrulha Chefe? O Senhor não viu que não veio ninguém dela hoje?

- Chefe Nonô quase deu uns petelecos em Virgulino. Custou a se acalmar. Deu três apitos e formou a tropa. Não passavam de doze. A maioria não veio à reunião. – Ele com raiva gritou com todo mundo: - Avisem aos patrulheiros que não vieram, que os que não comparecerem no sábado estão suspenso por noventa dias! E não vão mais ao acampamento – Virgulino levantou o braço: - Chefe! Qual acampamento? Tem oito meses que só ficamos aqui na sede, e só vamos a praça catar lixo e mais nada? – Você acha que eu posso ficar a disposição de vocês? Eu tenho mais o que fazer!  –  Chefe! - O que foi desta vez Virgulino? – Porque vai suspender os que não vieram? Eles não vão voltar mesmo! – Chefe Nonô não aguentou mais. – Virgulino? – Sim Chefe! - Esqueça a especialidade de repórter. Você não passou e não tem condições de receber o distintivo! - Virgulino riu baixinho. – Porque está rindo? Perguntou o Chefe. – Eu rindo Chefe? Estou é pensando se no próximo sábado voltarei aqui. Vou pensar bastante na semana! – Se quiser sumir, suma! Disse o Chefe. Aqui só tem machos, homens de verdade! Quem é mole e covarde não serve para ser Escoteiro! – Toda a tropa calou. Todos olharam para baixo. Não tinham mais o que dizer.

- E vou falar para todos vocês! Aqueles que não quiserem vir, que não venha mais. Eu me sacrifico, me mato, dou duro e venho aqui todos os sábados, estou cansado, e vocês não agradecem? Que sumam e não voltem mais! Escoteiro que é Escoteiro sabe sorrir nas dificuldades – Uma vozinha lá no fim da fila gritou – Chefe o que nós estamos fazendo aqui?


( Tire você suas próprias conclusões leitor!).    

domingo, 28 de dezembro de 2014

Seu nome era Bela, fora Escoteira e queria ser Presidente do Brasil!


Lendas Escoteiras.
Seu nome era Bela, fora Escoteira e queria ser Presidente do Brasil!

               - Você a conheceu? – Claro, foi da minha patrulha. Os Corujas não gostaram quando o Chefe a apresentou, principalmente aquela menina magrinha, sem graça, um sorriso torto e com cara sonolenta. – Ela era assim na época? – Bem nos primeiros dias achamos isto. Ledo engano. De uma noite para o dia se transformou. Tinha um jeitinho enfeitiçado que pedia humildemente e todos obedeciam. - Risos – Então ela logo se revelou? – E como! Laercio o Monitor a principio não gostou, nunca pensou em ter uma menina na patrulha. Ele era daquele tipo machão. E para dar um castigo tirou Noel da cozinha e a nomeou cozinheira. – E ela aceitou? – Não disse não. Ela era inteligente demais para nós. E sabe de uma coisa? Foi uma excelente cozinheira e sabia como agir. Todos buscavam água, todos abasteciam o lenheiro e era dar um estalar de dedo e todos corriam a sua volta. – Então ela ficou na cozinha? Que isto! Nem pensar. Era cativante de tal maneira que logo mostrou sua força em tudo. Fez cada banco, cada poltrona de campo e mesas que eu até hoje fico pensando porque não pensamos como ela.

                - Pois é, mas se me lembro bem sua patrulha só tinha ela de menina. – Isto mesmo. Duas tentaram, mas logo saíram. Sabe como é receber ordens de meninos é uma coisa, mas de outra menina? Bela era fora de série. Bela no nome, pois eu a achava feia. Tinha um coração de ouro isto sim ela tinha. A gente sempre era passado para trás na inteligência e percepção. Lembro-me de um jogo de mais de cinco horas que fizemos na Estrada dos Afonsos.  Era uma estrada carroçável. Os seniores fizeram um desafio para quem conseguisse passar sem eles verem, dariam um canivete Suíço dos mais caros. Eles também não seriam vistos. – E ela? – Ela meu amigo surpreendeu a todos. Não sei onde conseguiu um vestido de chita cheio de bolinhas azuis, um chapéu de palha na cabeça, uma sandália de dedo e fingindo ser um “carreiro” levava um carro de boi carregado de milho e todos nem desconfiaram. E o pior, quando ela passou logo depois da curva do Canta Galo devolveu tudo que pediu emprestado aos donos, vestiu seu uniforme, deu uma volta enorme no Morro do Quati e surpreendeu os valentes seniores por trás prendendo todo mundo!

                   - Nossa! Bela era assim mesmo? - Você não viu nada. Quando passou para os seniores se modificou. Aceitava mais as ordens de Calango o Monitor da Pico da Neblina. Calango ria a toa, pois ela agora não era mais a menininha magra, sem graça de quando entrou na tropa. Ficou linda, cabelão enorme, usava um batom vermelho sem se mostrar muito. A Escoteirada sênior babava só de olhar para ela. – E ela? - Nossa você precisava ver. Fingia namorar todo mundo, mas na verdade eram eles que a serviam. Aquela frase que quem não sabe servir não serve para viver não era para ela. – Olhe, sem maldade, ela não fazia isto por pirraça. Era seu dom. Se existia uma Escoteira que conhecia as bases de uma boa liderança então pense em Bela. Nem bem fez dezoito anos, ainda sem ninguém morando em seu coração, claro, apesar de todos ficarem em sua volta ela foi convidado pelo Gita para se candidatar a vereador.

                     - E ai? – Ai que ela aceitou, mas não no partido dele. Sempre dizia que pensava fazer politica, mas em um partido sério e honesto. – E ela conseguiu encontrar um? – Nunca! Ela inteligente feito à peste colocou na internet e convidou a quem quisesse participar do PEN – PEN? O que é isto? – Partido Escoteiro Nacional. Não ria, é verdade. Ela escrevia e seus vídeos eram tão perfeitos, levando a alegria e felicidade, em fazer o bem sem olhar a quem, a ser honesto, a ter honra e ética que todos acreditaram nela. Em oito meses registrou seu partido. – Verdade mesmo? – Claro que sim, tudo ali era Escoteiro. A Lei Escoteira era a lei do partido. Aqueles que se aproximavam da diretoria do partido tinham de fazer cem boas ações sem cobrar, provar honestidade e claro, fazer a promessa de fidelidade. – Promessa? Você está brincando! – Não brinco, você sabe agora como ela é. De vereadora a prefeita de prefeita a Deputada Federal, nem quis ser senadora. Agora é candidata a Presidente do Brasil.

                     - É mesmo, estou vendo o trabalho dela. O escotismo deu um salto de qualidade e os políticos também. Aqueles que não eram honestos foram desmascarados. Muitos foram para a cadeia. Tenho certeza que seu partido nesta eleição será o maior no Congresso Nacional. E você acha que ela será eleita? – Meu amigo, acho que você não estava no Brasil nos últimos tempos. Ela vai ser a primeira Presidente oriunda do Movimento Escoteiro e eleita no primeiro turno. Não existe páreo para ela. Sua visão do Brasil é enorme. Sabe o que fazer e vai fazer. Nas últimas pesquisas ela estava com oitenta por cento e o Lulalah nem chegava aos cinco por cento! – É se você diz eu acredito. Você ainda tem contato com ela? – Claro, ela nunca nos esqueceu. Apesar de sua fama até hoje vem visitar o grupo. Assim são aqueles Escoteiros que um dia cresceram e souberam reconhecer o valor do escotismo e o que receberam ali quando jovem.

                     - História? Lenda? Ilusões? Não podemos sonhar com alguém honesto, probo, que tenha honra e seja ético, que tenha uma só palavra, que seja leal, que seja cortês sempre? Não sei se foi história e se nunca aconteceu. Bela foi um sonho que nunca existiu. Um sonho bom, gostoso daqueles que a gente sorri quando termina. Penso que se fosse verdade queira ou não queira ela lutaria pelo que acreditou. Quem sabe poderia até não ser eleita, mas em afirmo e digo aos ventos do norte, do sul leste e oeste. Nos meus sonhos, Bela não se envergonha em dizer que é Escoteira. Faz questão de todos saberem que tem ética, respeito, honestidade, palavra e tantas outras necessidades que esperamos em um bom candidato que se diz Escoteiro. Eu acredito que se isto um dia acontecesse ela iria mostrar que nós Escoteiros temos o que falta a muitos políticos no Brasil. Caráter!


                   Enquanto isto o melhor mesmo é sonhar que algum dia possa aparecer um Escoteiro ou uma Escoteira chamada Bela e que ama o escotismo de todo o coração e será nossa escolhida. Viva Bela, a futura Presidente do Brasil!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Dicas úteis para os pata-tenras acenderem um fogo.


Conversa ao pé do fogo.
Dicas úteis para os pata-tenras acenderem um fogo.

1. Parte os gravetos e galhos em pedaços pequenos.
2. Com um facão ou machadinha lasca os gravetos e galhos para obter as primeiras chamas.
3. Coloca  um band-aid no polegar direito para não dar calos.
4. Corta os troncos mais grossos em pedaços ou lascas com menos de 50 cm de comprimento.
5. Desinfeta a ferida do pé esquerdo que fizeste com o facão e coloca-lhe um band-aid.
6. Com as lascas pequenas e gravetos obtidas, faça uma fogueira tipo pirâmide.
7. Por cima da pirâmide de gravetos, coloca uma segunda pirâmide com os pedaços partidos maiores conforme explicado acima.
8. Volta a fazer novamente a pirâmide que por não ficar no ponto desabou.
9. Acende um fósforo.
10. Acende outro fósforo.
11. Evita dizer obscenidades: o Escoteiro é puro nos pensamentos, nas palavras e nas ações.
12. Acende mais outro fósforo, protegendo-o da brisa que sopra suavemente.
13. Aproxima o fósforo da pirâmide de gravetos e deixa o fogo lastrar.
14. Agora é sua vez de sorrir de felicidade pelo feito.
15. Com suavidade, sopra para a base da pirâmide, para dar mais força ao fogo.
16. Aplique depois pomada para queimaduras na ponta do nariz.
17. Sopra mais um bocado, mantendo uma distância de segurança entre o nariz e o fogo.
18. Suspira de alívio, enquanto as chamas se propagam.
19. Coloca mais gravetos e achas um pouco mais grossas, em cima da pirâmide.
20. Tenta remediar o desabamento total da pirâmide que provocaste por ser descuidado.
21. Agora que descobriste que se acabaram os gravetos e achas de dimensão média e que o fogo ainda não acendeu com segurança, vai ao floresta procurar mais gravetos.
22. Regressa em passo de corrida, pois já te afastaste da fogueira há tempo demais e Cacilda! Começou a chuviscar.
23. Resmunga baixinho, perante o fogo apagado.
24. Repete os passos todos a partir da sugestão 9º, enquanto despejas discretamente a metade da garrafinha de álcool etílico que trouxeste para assar uma bananas e linguiças que escondeu do chefe em sua barraca.
25. Aplica pomada para queimaduras na mão esquerda.
26. Muda-te para o outro lado da fogueira, para fugir a fumaça.
27. Volta para onde estavas, pois a fumaça te acompanhou.
28. Volta a mudar de posição. A fumaça não te deixa em paz.
29. Resigna-te com a atração irresistível que a fumaça parece ter por ti.
30. Coloca na fogueira os troncos mais grossos e refugia-te na barraca para escapar à chuva forte que começou a cair, estragando os planos para o Fogo de Conselho.

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