Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

sábado, 9 de setembro de 2017

Raphael. Na trilha do tempo.


Raphael.
Na trilha do tempo.

                    Era um velho amigo que ficou perdido no passado do tempo. Escoteiros de uma fenda no tempo que se fechou para nunca mais abrir. Nem sei por que nos cumprimentamos tão efusivamente. Foi um reencontro despretensioso uma rápida conversa menos convencional. – Olá Chefe! – Como vai? - O olhei de soslaio. Eu me lembrava de tudo que fez e das mágoas que deixou. Pensando bem são cicatrizes benignas feitas por pessoas que, usufruindo de uma fraternidade deixaram uma intersecção de uma história que seria melhor apagar.

                    Ele apertou minha mão esquerda efusivamente. - Ainda com ressentimentos? Disse. – Olhei para ele e permaneci calado. – Um pedido de desculpas, um abraço e uma lágrima poderiam ser considerados como um retorno para um perdão? – Chefe, desde aquele dia vou sobrevivendo a cada dia, com tombos e tropeços em meio à ventania que me aconteceu. Tento vencer os desafios, mas a dor é maior que aceitar o que fiz e me manter de pé a cada folha que caiu...

                   Não disse nada e o abracei. O olhei nos olhos com compaixão. Choramos juntos as desventuras de um desentendimento que nem deveria ter existido. – Chefe eu não conheço todas as flores, mas vou colher uma por uma e mandar ao senhor todas que eu puder. – É o tempo cura cicatrizes. A velha amizade sincera voltou. O espaço e o tempo estão interligados. Não podemos olhar para o espaço à frente sem olhar para trás no tempo...


                  Eu sabia que não adiantaria falar sobre o ontem, porque então eu era uma pessoa diferente do que sou hoje. Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente. O abraço fez do tempo um pedaço de bem querer. Lentos os dias que se acumulam. Como vão longe os tempos de outrora... Agora bons amigos que sabiam que a saudade voltou em belos momentos cheio de felicidades!

Nota de Rodapé:  “Essa lembrança que nos vem às vezes... folha súbita que tomba abrindo na memória a flor silenciosa de mil e uma pétalas concêntricas... Essa lembrança... Mas de onde? de quem? Essa lembrança talvez nem seja nossa, mas de alguém que, pensando em nós, só possa mandar um eco do seu pensamento nessa mensagem pelos céus perdida... Ai! Tão perdida que nem se possa saber mais de quem!” (Mario Quintana).

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Comentários de Baden-Powell. - a dificuldade


Comentários de Baden-Powell.

Dificuldades.
A vida seria aborrecida se fosse toda de rosas; o sal tomado sozinho é amargo, mas saboreado com a comida dá-lhe bom paladar. As dificuldades são o sal da vida. Tenho aconselhado muitas vezes aos meus jovens amigos que, quando confrontados com um adversário, façam como se estivessem a “jogar polo”: não tentem ir de encontro a ele de cabeça descoberta, procurem antes cavalgar lado a lado e, aos poucos, empurrá-lo para fora do vosso caminho.

Quando tiveres que fazer um trabalho difícil, pede a Deus que te ajude a fazê-lo, e Ele dar-te-á forças. Mas continuas a ser tu quem tem que o fazer. Não vale a pena ficarmos desanimados por causa de decepções ou de contratempos momentâneos; é inevitável que surjam de tempos a tempos. Eles são o sal que dá labor ao nosso progresso; elevemo-nos acima deles e ponhamos os olhos na grande importância daquilo que temos entre mãos.

É pelo esforço que nos, fortalecemos, e pelo esforço que alcançamos o êxito. É no esforço de lidar com uma dificuldade - com um sorriso nos lábios - que São Jorge nos dá um exemplo de esperança. Quando te deparares com a muralha lisa e nua da dificuldade, lembra-te: apesar de à primeira vista parecer muito alta, uma observação mais atenta pode revelar-te fendas e irregularidades graças às quais conseguirás superá-la; e, mesmo que não possa ser escalado, aposto dez para um em como é possível contorná-la.

O sentido da própria dignidade pode promover-se atribuindo responsabilidade ao rapaz e confiando em que ele, como pessoa digna, cumprirá o seu dever o melhor que puder, e tratando-o com respeito e consideração, sem o estragar.

O respeito, e não o amor, de si próprio gera o respeito dos outros.

Nota de rodapé: - Nossos parabéns aos bravos escoteiros lobinhos seniores pioneiros e chefes que desfilaram bravamente neste dia. Orgulho para nós velhos escoteiros e tenho certeza que a Pátria agradece! E lembrem-se, é pelo esforço que nos, fortalecemos, e pelo esforço que alcançamos o êxito. É no esforço de lidar com uma dificuldade - com um sorriso nos lábios - que São Jorge nos dá um exemplo de esperança.

domingo, 3 de setembro de 2017

Sei que você já leu esta história. Eu mesmo já a contei aqui diversas vezes. Mas sei que tem muito dos novos leitores que ainda não conhecem a história da canção – "Ging Gang Goolie". Adoro a canção e adoro a história. Poucas canções tem uma história assim. Se já sabem cantar ótimo, se não vamos lá – Cantem com seus lobos ou escoteiros e porque não os Seniores e Pioneiros?


Místicas e tradições do Escotismo.
História da canção "Ging Gang Goolie"

(Ging Gang Goolie é uma canção tradicional dos escoteiros.)

                   - Há algum tempo publiquei esta história que muitos disseram não terem ouvido falar. Muitos gostaram e não se esquivaram em comentar. Achei por bem reprisá-la, pois sei que muitos ainda não tiveram a oportunidade de conhecer ou ler a história. Espero que gostem!

                   Ging Gang Goolie é uma canção conhecida e cantada em todo o mundo, que foi inventada por Baden-Powell por ocasião do primeiro Jamboree Mundial. Ela foi inventada para que todos pudessem cantá-la, daí não ser escrita em nenhuma língua, o que a torna bastante divertida. - A história por trás desta canção foi criada mais tarde...

                  Numa escura e longínqua selva Africana existe uma lenda que conta a história do "Fantasma do Grande Elefante Cinzento". Todos os anos após a época das grandes chuvas, o fantasma do elefante surgia da bruma pela madrugada e vagueava pela selva. Quando chegava a uma aldeia parava, levantava a tromba e cheirava... "func"! Depois decidia se atravessava a aldeia ou se a contornava. E, se ele atravessasse a aldeia, significava que o ano ia ser mau, haveria fome, doenças e as colheitas seriam péssimas devido à seca, pestes ou quaisquer outras desgraças; mas se pelo contrário ele contorna-se a aldeia, significava que o ano seria próspero.

                   A aldeia de Wat-Cha tinha sido atravessada pelo fantasma durante três anos consecutivos e as coisas começavam a ficar realmente más para os habitantes. O chefe da aldeia, Ging-Gang, e o feiticeiro, Sheyla, estavam bastante preocupados, uma vez que o dia do elefante estava de novo a aproximar-se. Juntos decidiram que era preciso fazer alguma coisa para que o fantasma não voltasse a atravessar a aldeia. Os guerreiros da aldeia, que eram homens grandes como hipopótamos rechonchudos, usavam um escudo e uma lança e decidiram que se iriam colocar no caminho do elefante para o assustarem, fazendo barulho com as suas lanças e escudos. Por sua vez, os discípulos de Sheyla iriam fazer magia para afastar o elefante agitando os seus bastões mágicos. Estes bastões tinham pendurados diversos enfeites e ao abaná-los faziam barulho... shalliwalli, shalliwalli, shalliwalli!

                 Finalmente o dia da visita do elefante cinzento chegou! Muito cedo, os habitantes levantaram-se e reuniram-se à porta da aldeia. De um lado estava Ging-Gang e os seus guerreiros, do outro estava Sheyla e os seus discípulos. Enquanto esperavam a chegada do fantasma, os guerreiros começaram a cantar baixinho os feitos heróicos do seu chefe... Ging gang goolie, goolie, goolie, goolie, watcha, Ging gang, goo, Ging Gang goo... Os discípulos de Sheyla não quiseram ficar para trás e começaram também a cantar... Heyla, Heyla Sheyla, Heyla sheyla Heyla ho, Heyla, Heyla sheyla, Heyla sheyla Heyla ho... E ao mesmo tempo abanavam os seus bastões... Shalliwalli, shalliwalli, shalliwalli.

                 De repente surgiu da névoa o fantasma do grande elefante cinzento que ouvindo os cantos levantou a tromba e respondeu oompa, oompa, oompa... À medida que o elefante se aproximava, os guerreiros começaram a cantar mais alto e a fazer barulho com as suas lanças a bater nos escudos... Ging gang goolie, goolie, goolie, goolie, watcha, Ging gang, goo, Ging Gang goo... Os discípulos de Sheyla levantaram-se e começaram a sua magia... Heyla, Heyla sheyla, Heyla sheyla Heyla ho, Heyla, Heyla sheyla, Heyla sheyla Heyla ho... E ao mesmo tempo abanavam os seus bastões... Shalliwalli, shalliwalli, shalliwalli. Impressionado com tanto barulho o elefante começou a dar à volta a aldeia continuando a berrar... Oompa, oompa, oompa...

                  Houve grande alegria entre os habitantes e todos juntos começaram a cantar... Ging gang, goolie...

               - Para cantares esta música no teu grupo, seção, patrulha basta que o dividas em dois grupos: um deles corresponde aos guerreiros de Ging Gang e o outro aos discípulos de Sheyla. Estes devem cantar a sua parte, respectivamente, de forma alternada quando surgir o elefante; o qual é interpretado pelos chefes, que cantam continuamente oompa, oompa, oompa... Enquanto se dirigem aos guerreiros e aos discípulos. Posteriormente, o elefante deve desafiar os grupos cantando mais alto, os quais não se devem deixar vencer, começando, também, a cantar cada vez mais alto!

(Autoria do texto: Dorothy Untershutz, dirigente na cidade de Edmonton, Alberta, no Canadá. Publicado na revista "Leader" com o título "The Great Grey Ghost Elephant", edição de Junho/Julho 1991, página 7). 

Ging Gang Goolie
(escrita como conhecida no Brasil)

Guin-gan-guli, guli, guli, guli, Uápa,
Guin-gan-gu, Guin-gan-gu

Guin-gan-guli, guli, guli, guli, Uápa,
Guin-gan-gu, Guin-gan-gu

Ei-la, ei-la sheila, Ei-la sheila, ei-la ô
Ei-la, ei-la sheila, Ei-la sheila, ei-la ô

Gulixali Gulixali Gulixali Gulixali
Upa, upa, upa, upa

Guin-gan-guli, guli, guli, guli, Uápa,
Guin-gan-gu, Guin-gan-gu

Guin-gan-guli, guli, guli, guli, Uápa,
Guin-gan-gu, Guin-gan-gu

Ei-la, ei-la sheila, Ei-la sheila, ei-la ô

Ei-la, ei-la sheila, Ei-la sheila, ei-la ô

Nota de rodapé: - Sei que você já leu esta história. Eu mesmo já a contei aqui diversas vezes. Mas sei que tem muito dos novos leitores que ainda não conhecem a história da canção – "Ging Gang Goolie". Adoro a canção e adoro a história. Poucas canções tem uma história assim. Se já sabem cantar ótimo, se não vamos lá – Cantem com seus lobos ou escoteiros e porque não os Seniores e Pioneiros?  

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Crônica de um Velho Escoteiro Bengaleiro. A perna, a Bengala e o caminho para Sucesso.


Crônica de um Velho Escoteiro Bengaleiro.
A perna, a Bengala e o caminho para Sucesso.

- Ops! Não é o livro de BP, é o meu caminho. Sucesso ou não “tô” nele e não abro mão. Saltitei da cama cedo, a perna me olhou espantada e disse: Pé na taboa escoteiro vou te levar em excursão vai ser alegria de montão! Quá, eu conheço esta “petisca”. Mas não dei prá ela xulê, Café nos introitos, biscoito para mastigar e na parede pendurada a minha gostosa bengala. A perna logo reclamou: - Caminhada curta escoteiro, deixa de ser treteiro! Upalalá! Lá fui eu tartarugando e bengalando, e minha perna reclamando. Andei quase dois quilômetros, e ela calada não praguejou.

- Andar de bengala é um “barato”, todo mundo tira o chapéu, devem pensar coitado do velhote, já não vai ao convescote, perna curta não vai dar. Risos. Entro na padaria, minha voz não é batuta, rouca e desafinada, me atendem com presteza! Poxa! Ainda dizem que velho não tem valor, tem sim, e si tá de bengala todo mundo respeita. Vou atravessar a rua, paro no meio fio, os carros buzinando e a motoristada fazendo sinal: - Passe Velhote, a rua é sua! Lá atrás a “buzinaria”. Alguém grita “deixa o velho passar”!

- Finjo que quase tropeço, todos querendo ajudar e lá vou eu a caminhar. Minha mente não dá trégua e começo simplesmente a pensar. Lembro-me do Gilmar Mendes, o Ministro Valentão que diz não dar um abraço, não gosta da lava jato. Ele solta todo mundo e nem tai com aquela cara de assustar. Risos. E o Temer? E Rodrigo Maia? Um vai para a china o outro vira presidente. E a deputadaiada continua trabalhando (trabalhando?) terças e quartas e depois é hora de voltar no jatinho da FAB. E você? Vai votar em quem?

- O cara recebe propina de cinquenta mil e reclama. Só isto? Moço propineiro, passa prá mim, tô andando de Vulcabrás, meu carrinho fundiu o motor. E se não quer eu quero, “faiz favô”! Na esquina da São José dou uma bela risada. Quem passa acha o que? “O Velhote tá no norte” Deviam era preocupar em quem votar. Eu? Não voto em ninguém eleito. Ninguém! Ali e acolá seja vereador deputado ou senador, “nois tamo é roubado”! E se gritar pega ladrão não fica um meu irmão!

- A mente não para, a perna calada, a bengala toc toc. Olho atravessando a rua, um cara magro, alto cabelo espichado, dente prá frente e pensei... É o Maestro Munir! Conhece? Sei que não. Era o maestro da Banda do Grupo Escoteiro São Jorge onde aprendi a escoteirar. Adorava desde pequeno ir ao Campinho do Cine Pio XII ver a banda tocar. Batuta! Maestro munir andava com uma varinha. Bumbo aqui, corneta e clarim acolá! Acho que foi pela banda que entrei no lobinho. Quantas saudades! Sempre adorei marchar!

- Lobinho, não disseram que o Maestro Munir era o Akela? Bem nunca o vi lá, quem mandava era o João que todos chamavam de “Jão”. Balu seu moço, Balu mas ninguém chamava ele assim. Sabe, eu gostava dele. Seu jeitão de sorrir, de cantar de contar histórias. Pequeno magro, negro e pai eterno. Fiquei lobeando com ele por quatro anos. E o Maestro Munir? Era dono da banda, lá não tinha lobinhos, só sênior e pioneiro. Precisavam ver o Maestro nos desfiles. Nunca vi tanta medalha e tanta estrelinhas de metal. E o seu chapéu? Deus do céu! O cara era o tal!

- Sai da Avenida São José e na Padaria do Guido atravessei a rua entrando na Pica Pau. A perna não reclamava. Andava devagar quase parando. Foi um custo para me aceitarem na banda. Entrei para treinar no Tarol. Depois fui para uma Caixa Clara até chegar ao Tambor. Meu sonho era o clarim. Um dia o Maestro me deu um e disse: Leve para sua casa, treine e quando souber tocar me dá um toque quem sabe você vai tocar na banda! E não é que no dia em que ia apresentar, eis que a Patrulha foi acampar! Clarim ou acampamento?

- Eu gostava mesmo era do “Seu Miguel” nos seus sessenta anos contava histórias demais. Dono do Sítio Pato Manco, era nosso local preferido para acampar poucos dias. Nem dava a noitinha chegar e lá vinha ele com o Montanha, um vira-lata magro e que nem latia. Montanha? Risos. Lembro que ele contava histórias quando soldado na frente da batalha da Revolução de Trinta. Paulistas contra “nois”. Ele era bom para contar. Fingia estar com seu fuzil “Mauzer” modelo 1928 e pum!


- Bem a mente vai sessando e vou chegando a minha morada. Célia está no portão. Marido comprou ovo? Puxa! Esqueci! A perna reclama mas lá vou de volta até o verdureiro Bastião. Sem ovo não dá. Sem dente não posso mastigar. A perna calada, a bengala toc. Toc. Upalalá! Viver é bom demais e prá que reclamar meu irmão! Um sorriso nos lábios bengala na mão e seja o que Deus quiser!

Nota de Rodapé: - Apenas para passar o tempo. Afinal ontem sofri o diabo na mão da minha perna. Hoje ela quebra o galho mas ainda não está no ponto e nem vai ficar. É bom caminhar. Acalma, faz a gente pensar e o tempo passa as historias ficam e no meu caminho para o sucesso vou vivendo com minha bengala minha nova companheira.

domingo, 27 de agosto de 2017

Putz! Minha perna não me obedece mais!


Putz! Minha perna não me obedece mais!

            Pois é, fiz de tudo, mas ela se encrespou. Chamei-a no cantão e rezei um sermão. Ela caladona como se estive nem aí! Fui até meigo, agradeci a ela pelo que fez por mim, por ter me levado a lugares lindos, por ter me ajudado a atravessar planícies, vales e subir montanhas escorregadias. Até fui piegas quando disse a ela que era hora dela me ajudar. Mocinha, você vai me deixar na mão? Ela ficou calada e calada ficou. Argumentei que precisa dela para fazer caminhadas, ir à padaria, comprar na vendinha do Abreu alguma verdura prá cozinhar.

            Ela já vinha definhando há tempos. Vivia se queixando que era melhor eu parar e partir para outra. Outra? Dona perna, que outra? Já não se vendem pernas como antigamente. Onde vou conseguir uma? Ela calou e desde aquele dia calada ficou. Hoje ao levantar vi que meu corpo estava pesado demais mesmo assim tateei pelas paredes e rodei a casa de canto a canto. Ela gemendo. Pensei que ela estava fingindo e fui até a varanda. Ela me obrigou a sentar. – Vado, não dá mais ela disse. Dá sim, deixa de frescura e vamos continuar pisando no chão brasileiro, afinal sou ou não sou o Vado escoteiro?

              Ameacei, rodei a baiana, disse a ela que ia chamar a Corte de Honra, meus monitores não teriam piedade. Ela deu gargalhada! – Fui mais além, vou levar você a Comissão de Ética da UEB ou será EB. Putz me confundo muito até hoje não entendi porque deixaram de lado a União, era tão bonito! – Ela naquele sorriso enigmático não me deu bola. Cheguei à conclusão que é melhor deixá-la fazer pirraça. Tudo bem que estou chegando aos setenta e sete anos e ela já trabalhou demais. Mas parar assim sem mais nem menos?

               Queria aposentar a bengala, mas não deu. Lá vou eu por caminhos conhecidos na minha barraca de plantão. Toc, toc, o som da bengala não é lá uma melodia de Puccini e me tira do sério. Passei o dia sentado e bengalando. Já que é assim que ela se dane, fui para meu computador. Escrevi adoidado. Dois contos e um artigo e ela lá esticada sem ao menos agradecer o que fiz por ela. Amanhã é outro dia, vamos ver se minha perna colabora. Preciso andar espraiar ir por aí sem rumo e sem violão debaixo do braço.

                 Tenho que ser compreensivo. Perna não dura à vida toda disso eu sei. Mas precisava tanto dela e vou dar um descanso. Falei baixinho em seu ouvido: Perna querida faça igual ao meu pulmão, ele não reclama vez ou outra falta o ar, mas mesmo assim vai me dando tempo para pescar na vida que eu levo. Que seja se ela quer assim. Sei que isto faz parte da vida, nem tudo dura para sempre. O corpo nasce, cresce fica dodói e se vai. Vira poeira cósmica no chão da terra que sempre amei.


                 Mesmo assim, agradeço a ela meu pulmão e parte dos meus órgãos que ainda não me deixaram na mão. Mas sinto que estão acabando. Ainda bem que meu espírito, minha vontade não desiste e mesmo sem meu corpo que amo, vou andando no pedaço e dizendo, enquanto houver vida, enquanto houver pensamento, não desisto. Que seja, vamos aguardar o amanhã, quem sabe eles que fazem o meu corpo não resolvem me ajudar?

Nota de rodapé: -  Hoje acordei cansado, de que? Perguntei-me. Não sei. Minha perna não queria carregar meu corpo e insisti com ela para não desistir. Escrevi sentado e isto deu para ela pensar no erro que cometia. Mas cá prá nós, nem tudo dura para sempre e eu só tenho a agradecer a ela e partes do meu corpo por me darem a vida que sempre amei.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Curiosidades Escoteiras.


Conversa ao pé do fogo.
Curiosidades Escoteiras.

A FLOR DE LIZ ESCOTEIRA

É o símbolo do Escotismo. Foi escolhido por Baden Powell em 1907. Desenhada na cor amarelo-ouro, no centro de uma bandeira verde, foi hasteada ao lado da bandeira inglesa no primeiro acampamento escoteiro realizado em Brownsea, no Canal da Mancha, Inglaterra. Antigamente, a flor-de-lis era desenhada nas cartas náuticas para indicar o norte na rosa dos ventos. Ao observar essas cartas, Baden Powell chegou à conclusão de que a flor-de-lis representava o sentido de direção; e era exatamente esse sentido que ele idealizava para o Escotismo. No Brasil, o Selo da República, com círculo de estrelas e o Cruzeiro do Sul é usado para esse fim. Sob a flor-de-lis há uma faixa com o nosso lema: Sempre Alerta! Sob a faixa, há um nó, cujo objetivo é lembrar a boa ação diária que devemos fazer em benefício de alguém, sem outra recompensa que a de nos sentirmos úteis.

Nota – Uma nova Flor de Lis estilizada substituiu a antiga da UEB.


AS BANDEIROLAS DE PATRÚLHAS

As bandeirolas de patrulha surgiram no acampamento de 
 Brownseano ano de 1907, quando Baden-Powell colocou a prova suas idéias sobre o nascimento do movimento juvenil. No primeiro día do “campamento piloto" organizado pelo fundador, se formaram quatro  patrulhas: TouroMaçarico, Corvo e Lobo. Estas Patrulhas eram dirigidas por un jovem mais velho que recebio título de "guía" e era o portador de um curto bastão com uma bandeira triangular de cor branca que tinha desenhado ecor verde o animal "tótem" dessa patrulha. O mesmo tinha sido desenhado  pelo próprio Baden- Powell e tinha também a inscrição "BA", simbolizando a primeira e última letra da palavra "Brownsea", nome da ilha onde estavacontecendo o acampamento.  Um ano mais tarde, quando escreveu "Scouting for Boys", BP regulamenta de forma geral esta tradicão dizendo simplemente que "todo guía de patrulha leva um bastão com uma pequena bandeirola com a silueta do animal de sua patrulha em ambos os lados". 

Também se especifica nesta obra as cores das patrulhas, que até hoje se respeitam na maioria das associações escoteiras do mundoAs bandeirolas de patrulha fazem parte das tradições de patrulha que ajuda a formar o espírito de patrulha. O célebre Roland Phillips declarava que "o espírito de Patrulha e uma disposição moral, uma atmósfera especial o ambiente natural de onde sedesenvolvem os jovens, que se faz sentir-se parte essencial  de uma unidade completando-aSua presença se manifesta até nas palavras mais insignificantes e no atos e gestos de cada jovem. E necessário que cada escoteiro "sinta" que sua Patrulha deva ser a melhor e para isto deve fazer tudo que puder, para poder falar com orgulho "Eu pertenço a esta Patrulha".

O novo escoteiro deverá aprender a desenhar o emblema de sua Patrulha usando como uma assinatura. Estas são os meios para fazer germinar e arraigar profundamente o espírito de PatrulhaEm se tratando de escotismo os mínimos detalhes tem um extraordinária importância porque contribuem para criar o ambiente. O essencial e que cada patrulha tenha uma característica própria e que escoteiro tenha consciência de que possui alguma característica  que os destinge dos demais.



O CINTO DA UEB NA LUA

Um dos grandes momentos do Escotismo Mundial aconteceu com a primeira missão do homem na lua. O. Três astronautas, sendo eles todos escoteiros, realizaram a primeira Excursão Escoteira à Lua no histórico voo da Apolo 8Frank Borman foi escoteiro no Arizona, William Andres foi escoteiro na Califórnia e James Lowell chegou a ser Escoteiro da Pátria, maior classe que um escoteiro pode galgar, e atualmente atua como Escotista de uma Alcateia de Lobinhos no Texas.

Na missão do APOLO 11, um fato importantíssimo aconteceu, Neil Armstrong, que ficou conhecido com Escoteiro Astronauta da Apolo 11, foi 1.° homem a pisar no satélite natural, a lua. Este fato tem para nós paulista um significado todo especial. Pois, Neil Armstrong usou no seu espetacular voo à Lua o Cinto Escoteiro do Brasil, que recebeu de presente do escoteiro Carlos Laucevícius, por ocasião de sua visita em nosso país. Os astronautas cumpriram importante tarefa como escoteiros para "construir um mundo melhor".

Quando Armstrong desceu na Lua milhares de escoteiros de todo o mundo tiveram um motivo especial para acompanhar o desenvolvimento de seu êxito, afirmou hoje o Departamento Mundial de Escotismo. É que Armstrong foi "Águia", o grau mais elevado dos escoteiros nos Estados Unidos. Por outro lado o Escritório Mundial do Escotismo informou que dos primeiros 57 astronautas que fizeram parte do programa espacial dos USA, 44 foram escoteiros.


Fonte: Texto publicado por Rodolpho P. J. Mehlmann, Chefe do Grupo Ubirajara.

Nota de rodapé: - Duas chaves da felicidade:
- não levar as coisas muito a sério, mas aproveitar ao máximo o que se tiver, e olhar a vida como um jogo e o mundo como um campo de jogos;
- deixar as nossas ações e pensamentos serem orientados pelo Amor.
A felicidade está ao alcance de todos, ricos ou pobres. E, todavia os felizes são comparativamente poucos. Baden-Powell.