Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Conversa ao Pé do Fogo. Técnicas de acampamento.




Conversa ao Pé do Fogo.
Técnicas de acampamento.

... - Acampar não é somente armar uma barraca. Acampar é muito mais. Mesmo com o mundo moderno dos rapazes e moças eu garanto que os jovens ainda sonham com as atividades mateiras, acampamentos em lugares inóspitos, explorar novos rumos e descobrir locais nunca vistos. Compete a você dar a eles tais programas e corrigir os rumos a cada tempo se fizer necessário. Bom campo, bons ventos e seja feliz!

É no acampamento que conhecemos melhor o jovem e podemos ajudar na sua auto afirmação. É a motivação mais importante para o Escoteiro e deve ser levado a sério. O jovem entrou no escotismo pensando encontrar aventuras. No seu intimo sonha em descobrir um novo mundo quando fizer atividades aventureiras. Ele quer ser um herói, um explorador, um bandeirante, um caminheiro a procura de aventuras em seu acampamento. Se bem feito deixará marcas e se mal feito ele vai embora. O escotismo é principalmente desenvolvido ao ar livre. O Sistema e Patrulha é a base para tudo. Ter bons monitores é sinônimo de sucesso. Converse com eles, troque ideias, veja o que pensam e o que gostariam de ter. Afinal ser escoteiro sem bons acampamentos não vale a pena.

                  Técnicas de Acampamento. Existem mesmo? Dizem que foi isso que BP fez quando acampou pela primeira vez em Brownsea. Desde os primórdios do escotismo que os acampamentos são sinônimos de sucesso na formação escoteira. Os resultados são sempre os melhores. E quais são esses resultados? – Sem sombra de dúvida é o motivo maior da vida escoteira e motivação para ficar por muitos anos na vivência escoteira. Nada substitui o acampamento na formação escoteira que se pretende dar ao jovem participante. É onde podemos conhecer cada jovem em particular e ajudar a formar seu caráter, sua honra e ensinar a ele a ter o espírito Escoteiro do qual todos se orgulham. Veja se você utilizada às técnicas de acampamento em sua Tropa:

- No programa da sua tropa consta pelo menos dois acampamentos de 3 a 4 dias por ano, dois ou três de fim de semana, excursões e atividades aventureiras. Isto sem contar o programa do Distrito ou Região que não pode e não deve sobrepor ao programa da tropa. - Acampar com seus monitores e subs pelo menos duas vezes ao ano. Aprender com eles a arte mateira, dar liberdade que aprendam com seus patrulheiros a viver em grupo e no campo as patrulhas são livres para desenvolver o sistema de patrulha independente da chefia. As patrulhas estão preparadas para em acampamentos curtos construírem pelo menos um fogão suspenso, uma mesa, bancos e toldos, fazem uso de um WC/particular. Nos grandes acampamentos quem sabe uma grande pioneira feita por patrulha. Não se esqueça da segurança nos acampamentos.

- As patrulhas possuem e mantêm com esmero seu material de intendência, o material de sapa, vasilhame, barracas, e outros e para isto o intendente cumpre com suas obrigações. As patrulhas conseguem levar em longas distâncias sacos caixas ou similares suas tralhas para acampar. Você preparou seus monitores para agir em caso de tempo chuvoso, ensinou a eles a técnica de previsão do tempo e sabem como agir nesses casos. As patrulhas tem liberdade para fazer acampamentos e atividades ao livre sem a presença do Chefe desde que bem planejada e em local de segurança.

- Na falta de cabos ou sisal as patrulhas são peritas no uso do cipó ou embiras. Conhecem suas especificações e sabem a melhor maneira de utilizá-los. Além dos nós, amarras e costuras de arremate elas dominam perfeitamente a confecção de uma cabana ou oca indígena e sabem improvisar um abrigo natural em pouco tempo.

- Sua tropa tem a mão pelo menos três locais de acampamento e mantem amizade com os proprietários mostrando a eles que sabem cuidar da área utilizada sem prejudicar a natureza. Entregaram para eles o lenço do grupo em uma cerimônia de bandeira (sem juramento) como prova de agradecimento. Eles confiam, pois viu o exemplo dos acampamentos ali realizados onde a preservação e a limpeza é ponto de honra para a tropa.

- Os monitores sabem que a preparação de um acampamento requer consulta a patrulha nos casos de confecção dos programas das atividades ao ar livre e o Chefe é informado das ideias sugeridas. As funções na patrulha tais como cozinheiro, aguadeiro, construtor de pioneirías, intendente, escriba entre outras são realmente levadas a sério na patrulha; O monitor já sabe que pode confiar na sede ou no campo que eles cumprem satisfatoriamente suas funções.

- Durante o acampamento o Chefe e seus assistentes só visitam o campo de patrulha se convidado. Os chefes nos acampamentos tem seu próprio campo e cozinham para si sem depender das patrulhas. Ele através de atividades próprias com os monitores sabe que pode confiar na liderança e na união da patrulha. O Chefe sabe que eles aprenderam o respeito pela natureza, sabem distinguir uma água potável de uma não potável. Mantem seus materiais individuais e seus uniformes para em caso de inspeção estarem prontos para a apresentação. Estão sempre preparados para uma inspeção de rotina ou de surpresa. Todos sabem que os horários deste que definidos são cumpridos religiosamente. O Chefe tem perfeito conhecimento das regras do POR sobre normas de segurança para acampamentos.

- No retorno de um acampamento antes da saída do campo é feito uma inspeção no material, primeiramente pelo Monitor para ver se tudo está correto, se não falta alguma ferramenta e depois pela chefia para ver como ficou o local se melhor que o encontraram. Dificilmente e só em casos excepcionais a limpeza seria feito na sede. Tudo deve estar bem limpo, afiado, oleado e empacotado. Seus monitores sabem como agir em caso de borrasca, chuva intermitente ou uma grande ventania preservando todo seu material individual e coletivo.

- Você e seus monitores levam a sério a análise do programa e irão discutir os bons momentos dos maus momentos para que no próximo isto seja evitado. É muito bom saber o que gostaram e do que não gostaram. As atas da patrulha e da corte de honra sempre irá constar um resumo de como foi o acampamento. Seu exemplo pessoal dá segurança aos pais que tem plena confiança sem ficar importunando sobre a segurança, sobre os cuidados que devem ter com os filhos.

                   Se você meu amigo Chefe tem esta rotina em seus acampamentos meus parabéns. Você está no caminho certo. Caso contrário não me leve a mal, mas seu sistema de patrulhas deixa a desejar. Seus monitores não estão preparados para liderar outros jovens da sua idade na vida do campo. É preocupante, pois um acampamento mal dirigido, mal programado é motivo de desconforto e desistência. Insisto que sem bons monitores dificilmente se terá o sucesso esperado na formação dos jovens. Compete ao Chefe preparar e isto leva tempo. A motivação é sinônimo de sucesso. Baden-Powell sempre ensinou que a melhor maneira do Chefe aprender as técnicas mateiras é junto com seus monitores.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. O Sistema de Patrulhas pelo Capitão Roland Philipps.




Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
O Sistema de Patrulhas pelo Capitão Roland Philipps.



... – Dentre os grandes personagens do Escotismo Mundial, um deles é o autor do mais lido livro sobre o método escoteiro. É ele o Capitão Roland Phillips que escreveu o livro “O Sistema de Patrulhas” publicado em inglês em dezembro de 1915. Esta obra importante para as tropas escoteiras foi complementada por outro livro o “Aplicando o Sistema de Patrulhas” editado por E.E. Reynolds. O Sistema de Patrulhas de Roland tem seu lugar até hoje na formação das tropas não só as novas, mas como as mais antigas. Você pode adquirir esses dois livros na Loja Escoteira Nacional ou gratuitamente em PDF pelo meu e-mail: ferrazosvaldo@bol.com.br.

 Ninguém pode falar em sistema de Patrulhas sem lembrar-se do capitão Roland Erasmus Philipps. Ele nasceu em Westminster, Inglaterra, no dia 27 de fevereiro de 1890. Estudou direito em Winchester e Oxford. Foi o precursor a entender o que Baden-Powell queria dizer sobre Sistema de Patrulhas. Baden-Powell quando da morte de Roland disse que o Movimento escoteiro teve uma perda irreparável. Roland Philipps nos deixou seu entusiasmo pelo escotismo através de seu livro O Sistema de Patrulhas e, além disso, em seu testamento deixou a The Roland House, dizendo: Deixo essa propriedade de Stepney Green. Façam uso deste lugar para ajudar os jovens da melhor maneira possível. Tenho certeza que Deus abençoará o trabalho que se leve a cabo neste lugar”.

Em 1911, em uma caminhada pelos campos de Liverpool, encontrou alguns membros da Quarta Tropa Escoteira de Blundellsands. Ao conversar com estes jovens, Roland soube que precisavam de um líder. Foi assim que, aos 21 anos de idade, Roland Philipps encontrou o trabalho que conduziria sua breve vida.
Como Comissário Escoteiro, entre 1912 e 1914, desempenhou as tarefas nesta área de maneira brilhante e escreveu o famoso livro Sistema de Patrulhas: um complemento à obra básica do Escotismo, o Escotismo para Rapazes, de Baden-Powell.

Caído em combate.

Na Primeira Guerra Mundial, a brigada onde Roland Philips era capitão recebeu a missão de tomar Ovillers, umas das vilas mais fortificadas pelos alemães.
Enquanto esperava o sinal de ataque, a trincheira ocupada pelo Capitão Roland Philipps foi alcançada por um morteiro, deixando-a totalmente em ruínas. Em um primeiro momento, se pensou que o capitão estava morto, porém, seus homens o desenterraram ileso dos escombros. Mal havia passado o incidente quando ordenaram o ataque. Ao sair da trincheira destruída, foi ferido em uma perna por metralha, e caiu ao chão. Colocou-se em pé imediatamente e novamente caiu, desta vez por uma bala de uma metralhadora que atravessou sua cabeça. Faleceu no dia 7 de julho de 1916.

Diversas são as histórias deste famoso escoteiro. Seu livro ficou marcado para sempre na história pela sua simplicidade e pelas informações sobre a monitoria. Foi ele quem declarou “o espírito de patrulha e uma disposição moral, uma atmosfera especial o ambiente natural de onde se desenvolvem os jovens, que se faz sentir-se parte essencial de uma unidade completando-a”. Sua presença se manifesta até nas palavras mais insignificantes e nos atos e gestos de cada jovem. E necessário que cada escoteiro "sinta" que sua Patrulha deva ser a melhor e para isto deve fazer tudo que puder, para poder falar com orgulho "Eu pertenço a esta Patrulha".

- O novo escoteiro deverá aprender a desenhar o emblema de sua Patrulha usando como uma assinatura. Estas são os meios para fazer germinar e angariar profundamente o espírito de Patrulha. Em se tratando de escotismo os mínimos detalhes têm uma extraordinária importância porque contribuem para criar o ambiente. O essencial é que cada patrulha tenha uma característica própria e que escoteiro tenha consciência de que possui alguma característica que os destinge dos demais.

Sem o Sistema de Patrulhas não existe o verdadeiro escotismo de Baden-Powell.

sábado, 16 de novembro de 2019

Crônicas de um Chefe Escoteiro. Escotismo adulto. Você gostaria de fazer?




Crônicas de um Chefe Escoteiro.
Escotismo adulto. Você gostaria de fazer?

... - Este tema foi muito comentado no passado. Outro dia li novamente que a ideia não terminou. Escrevi um pequeno artigo a respeito que nem dissecado foi. Quando adulto sempre quis continuar a fazer meu escotismo de aventuras sem prejudicar minhas funções de Chefe Escoteiro. Realizei boas atividades aventureiras. Hoje vejo que muitos adultos ainda sonham em fazer escotismo e sem perceber atrapalham o crescimento dos seus jovens. Um Chefe experiente comentou: - Chefe eu apesar de seguir o escotismo atual, vejo que hoje em dia não vemos chefes mais sim recreadores que não tem experiências de vida sabem fazer atividades dirigidas, esquecem o sistema de patrulhas teimam e não deixar os monitores comandar as patrulhas e vai por aí. Quem sabe o Escotismo adulto teria a base para melhorar a formação destes chefes. Vejamos:

- Cresceu entre adultos Escoteiros na Europa a ideia de fazerem um escotismo entre eles. Dizem que a ideia já germinou e uma organização floresce. Aqui no Brasil muitos se interessaram pelo tema e alguns pensaram em ter sua organização própria. Dizem que na época a própria Escoteiros do Brasil estudou a filiação em uma organização própria. Os resultados até hoje desconheço. As outras associações pelo que sei não se manifestaram. Eu como mineiro fico na minha matutando. Tudo que aparece sobre o tema eu leio e tento entender bem o que seria Escotismo adulto. Sou meio tapado com estas coisas. Sei que a palavra já diz tudo, mas precisa mesmo ter uma organização a parte? Claro que discordo da EB ser a mentora, pois logo irão aparecer “sumidades” Escoteiras a determinar isto e aquilo desfigurando o sentido da ideia. Sei não. Eu vejo o Escotismo Adulto de outra forma. Uma organização poderia ser bem vinda se ela viesse nos oferecer liberdade e democracia. Se ela fosse viva e cheia de fraternidade. Se ela tivesse a ideia de dar aqueles que não tiveram a oportunidade de fazer um escotismo mateiro os levar para o campo com liberdade sem imposição.

- Mas e os participantes não iriam colaborar com os jovens em suas sessões como Chefes Escoteiros? Quais foram os resultados alcançados destes participantes do Escotismo Adulto em relação aos jovens, já que estes sim são nosso principal objetivo? Quem sabe eles pretendem dar todo apoio às associações Escoteiras que estão com dificuldades ou mesmo dar facilidades ao crescimento dos jovens nos Grupos Escoteiros? Não devemos esquecer que existe uma gama enorme de novos lideres voluntários que nunca tiveram a oportunidade de fazerem um escotismo aventureiro, vivenciar o sistema de patrulhas, acampamentos de Gilwell, e entre sí jogarem gostosamente os maravilhosos jogos Escoteiros como aqueles que a meninada se diverte em tropas Escoteiras. É comum ouvir as vivencias dos antigos escoteiros quando comentam com saudades “daqueles tempos” e logo a mente os transporta para os acampamentos vivendo a vida de um Escoteiro fazendo tudo que a oportunidade lhe deu. Pensando assim eu vejo uma possibilidade de se ter um programa de Escotismo Adulto voltado para as atividades Escoteiras.

Lembro que Escotismo adulto não deve se confundir com Indabas, encontro de chefes, cursos e outras atividades aventureiras. Acredito na possibilidade seja em um Distrito seja em uma área onde amigos chefes se reúnem para fazer suas atividades em conjunto, seja em patrulhas e tropas vivenciando o escotismo no ponto de vista de um adulto em atividades de campo. Quem armou uma barraca e dormiu sob as estrelas em um campo de Patrulha, quem junto a uma patrulha construiu um ninho de águia, uma ponte pênsil ou seguiu uma pegada de um animal em uma floresta, quem teve a oportunidade de fazer um Percurso de Gilwell um passo escoteiro, uma transmissão de semáforas em montanhas longínquas e ficou até a madrugada contando estrelas e cantando com seus amigos chefes sabem que este sim é o verdadeiro espírito escoteiro. Fazer, atuar aprender para transmitir a sua tropa pode e deve ser considerado como uma possibilidade.

Um escotismo aventureiro para chefes sem apitos, sem gritos, sem imposições e sempre voltado democraticamente no crescimento individual é válido. Quem sabe a lembrança de sua Patrulha seria uma nova fórmula de motivação para suas atividades de liderança aos jovens escoteiros. Muitas coisas deveriam ser vistas. A descoberta da fraternidade, da aceitação de ser líder e liderado e vivenciar nova forma de amizade e fraternidade. Sei que existem muitas necessidades para se atingir o objetivo proposto. O bom de tudo é voltar ao velho chavão que dizem ser no acampamento que se conhece o escoteiro e porque não o Chefe? Porque então não acampar com eles para conhecê-los melhor? Não acho impossível isto acontecer. Com alguns acampamentos os chefes irão vivenciar melhor o escotismo que estão aplicando aos seus jovens. A vivencia em uma patrulha daria oportunidade para entender melhor nossas deficiências e que poderão ser aprimoradas.

Espero que entendam que estou falando de Chefes Escoteiros Aventureiros sem a imposição das normas existentes em uma sessão escoteira. A liberdade de ir e vir, a liderança de um dirigente com prazo determinado para substituição. Se isto vai dar maior vivencia, mais conhecimento, quem sabe a falta que faz cursos técnicos de formação pode ser que esta modalidade poderia trazer o que eles precisam tecnicamente falando para liderar suas tropas escoteiras. Melhor ainda é dar vazão real em seus sonhos escoteiros. Porque não realizá-los?

Sabemos que a ideia de BP era voltada para os rapazes e moças. Tudo que ele fez foi em função da formação individual, o desenvolvimento da liderança e formar caráter e civismo para jovens. Mas hoje temos milhares de adultos Escoteiros que nunca fizeram tais técnicas e tais atividades. Afinal, eles não têm este direito? Que cada um pense se a ideia é valida. Quem sabe aprofundar mais se onde se fez tal modalidade quais os resultados alcançados. Mas se querem também fazer escotismo, viver a vida mateira e aventureira como adulto e junto a outros adultos está na hora de se por em ação. Como diz um amigo meu, pé no pedaço, preparem o programa, mochila as costas, uniforme no lombo, chapéu Escoteiro, uma bandeira e escolham sua trilha e parta para onde o vento os levar, cantando uma bela canção! Bons ventos e bons caminhos!

sábado, 9 de novembro de 2019

Hoje tem hoje tem, hoje tem sim senhor! Hoje tem reunião, Alegria de montão!




Hoje tem hoje tem, hoje tem sim senhor!
Hoje tem reunião, Alegria de montão!

Zé das Quantas fez as contas,
Era hora de escoteirar!
Ludovico tomou banho,
Era hora de se limpar.
Toninha que nunca mente,
Logo escovou seu dente.

A rua ficou colorida,
E a escoteirada querida,
Pra sede marchou a cantar.
Era dia de sorrir,
Era dia de jogar...

Tarzan não era de blefe,
Sempre foi um bom Chefe.
Ivete não deixa pra lá,
Era uma grande Akela.
João, Marineide não mente,
Todos bons assistentes.

Do Beco do Zé be Deu,
Ricardo o lindo apareceu.
Maria e seu cunhado,
Marchavam de braços dado.
Era gente de uniforme,
De vestimenta nos conformes.

Na sede os lobos e seus sorrisos
Gritavam o Melhor Possível.
Era hora da bandeira,
Não havia pasmaceira.
Pantaleão e o Chefe leal
Chamou a todos pro cerimonial.

O vento bateu na bandeira,
Valeu o sorriso da escoteira.
A oração foi bonita demais,
Palavra do lobo Zás Trás.
Agora é hora do jogo
Pantaleão nisso era fogo.

E tudo correu nos conformes
Tom Mix sujou seu uniforme.
No final da festa mateira
Direito de uso e fruto,
A escoteirada certeira,
Deu o seu Grito do Grupo.

E assim terminou o fado,
Da bela reunião do sábado!
Era canto era sorriso
Era como se fosse o paraíso.
E cada um bateu suas asas,
Todos foram para suas casas.

Pois hoje teve reunião!
Alegria de montão!

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

A Caminho do Triunfo. Modo de ser feliz. Por Robert Baden-Powell of Gilwell.




A Caminho do Triunfo.
Modo de ser feliz.
Por Robert Baden-Powell of Gilwell.

- "Eis o que eu considero triunfo: ser feliz. Mas a felicidade não é apenas passiva; quer dizer, não se alcança sentando-se a gente à espera dela; isso seria coisa insignificante - o prazer".

"O homem emaranha-se nas dificuldades ou tentações das águas agitadas, principalmente porque não o avisaram dos perigos do caminho, nem do modo de se defender deles" e por isso ele parte da sua própria experiência para nos aconselhar a percorrer o caminho que é a vida e para que esse caminho seja para o TRIUNFO.

É numa viagem de canoa que ele encontra o reflexo perfeito da vida, uma viagem que começa nos ribeiros da infância, passa pelos rios da adolescência e atravessa o oceano da idade adulta em direção ao porto do destino.

Ao longo desse percurso deparamo-nos com diversos escolhos e tempestades e por isso devemos sempre navegar de frente para eles, com olhos atentos para os podermos identificar, contornar e, durante o processo, aprender com eles. Navegar por entre os recifes e rebentações, apenas com uma canoa de casca de vidoeiro, pode parecer uma tarefa árdua ou até mesmo impossível, mas só assim se consegue atingir a verdadeira FELICIDADE.

É para chegar a essa Felicidade que B.P. nos deixa duas chaves importantes:

-"Não levar a vida muito a sério, mas aproveitar ao máximo o que se tiver, olhar a vida como um jogo, e o mundo como um campo de jogos." -"Fazer que as nossas ações e pensamentos sejam orientados pelo amor." É mais fácil Ser Feliz quando se vive desprendido de tudo aquilo o que é fútil e desnecessário tal como os Birmanes "que gozam com a mesma alegria as belezas da sua terra, as flores, o sol e as florestas, sorrindo, cantando e rindo". "Quem é feliz é rico, mas não se segue que quem é rico é feliz".

Nunca se esqueçam:

 “Não deixes cair teus olhos, não te deixes enganar,
Olha de frente os escolhos, olha podes encalhar.

É urgente estar atento, ver para onde corre a maré,
Ver de onde sopra o vento, não vás tu perder o pé.

B.P. é quem to diz, oh oh, impele a tua própria canoa.
Se queres mesmo ser feliz, não te deixes ir à toa,
Impele a tua própria canoa, impele a tua própria canoa.

A vida não é um deserto não queiras ficar no cais
Lenço rubro é rumo certo decide tu aonde vais
Não queiras ficar no cais.”


Devemos enfrentar cada dificuldade com coragem e amor no coração, impelir a nossa própria canoa sem baixar os olhos e estando Sempre Alerta Para Servir.
E para ti? Qual o verdadeiro modo de ser feliz?

Transcrito do Livro “Caminho para o triunfo” de Lord Robert Baden-Powell.





terça-feira, 5 de novembro de 2019

Conversa ao pé do fogo. Classes, gêneros ou castas no Escotismo.




Conversa ao pé do fogo.
Classes, gêneros ou castas no Escotismo.

- Tenho um artigo escrito há muitos anos dissecando as castas no escotismo. Alguns dizem que elas não existem... Será? O escotismo atrai, tem um programa fantástico seja para jovens e adultos. Afinal nos denominam irmãos escoteiros, sangue do mesmo sangue, fraternidade sem fronteira. Quem não se sente atraído? E quem criou tudo isso? Ele Baden-Powell em Brownsea onde tudo começou.  Foi lá que o escotismo foi formado na mais sublime forma de homem-menino onde o respeito, a camaradagem e a humildade no trato com os jovens aprendizes de escoteiros fez do escotismo um êxito mundial. Carregando nas costas o título de Tenente General do Exercito Inglês, herói aclamado pelo famoso “Cerco de Mafeking, aplaudido pelos escoteiros como Escoteiro Chefe Mundial, recebeu do rei Jorge V a honra de ser elevado a barão, sob o nome de Lord Baden-Powell”.

Apesar das dezenas de condecorações e elogios BP acreditava na camaradagem e na fraternidade mundial Escoteira. Seus livros fizeram tanto sucesso que um deles “Escotismo para Rapazes” tornou-se um Best-seller mundial. “Ninguém jamais esqueceu suas palavras no primeiro Jamboree em Olímpia na Inglaterra: - Irmãos Escoteiros peço-vos que façais uma escolha solene”, existem diferenças de pensar e de sentir entre os povos do mundo, tal como existem diferenças físicas e de línguas. A guerra ensinou-nos que, se uma nação tentar impor a sua vontade particular às outras nações, uma cruel reação seguir-se-á inevitavelmente. O Jamboree ensinou-nos que, se exercitarmos a tolerância mútua e o hábito de fazermos concessões recíprocas, então haverá compreensão e harmonia. Se for essa a vossa vontade, partamos daqui totalmente decididos a fomentar essa camaradagem entre nós e entre os nossos rapazes, através do espírito mundialmente espalhado da Fraternidade Escoteira, para que possamos ajudar a desenvolver a paz e a felicidade no mundo e a boa vontade entre os homens.

Noto com pesar que estão surgindo uma nova casta no Escotismo Brasileiro. Dizem que no escotismo atual isto é real. Não sei se isto acontece no âmbito internacional. Nas redes sociais, nos grupos, distritos regiões e na Nacional a uma corrida entre adultos no intuito de alcançar um melhor status na graduação escoteira, fazem questão de criar seus “feudos”, reunindo os “iguais” os honoríficos, os pertencentes à casta dos Insígnias de Madeira. Se antes era uma certificação de estar bem preparado para formar os jovens dentro dos princípios de Baden-Powell hoje para alguns nada mais é que ser “o melhor” “o mais adestrado” um novo príncipe do Escotismo Brasileiro. Participar do primeiro Grupo de Gilwell para uns poucos se tornou uma obsessão. Eles criam grupos com suas conquistas, seja os IM, Formadores, e outras tantas que os mais afoitos fazem questão de estar unidos num mesmo ideal. Num mesmo ideal? Adianta ser amigo de um e sentir de maneira diferente para aqueles que não tiveram a sorte de estar solidamente na mesma função, no mesmo patamar burocrático cuja única preocupação é estar com seus jovens, em uma tarde de sábado a escoteirar?

Se foi BP quem escreveu não sei: - Chefes não sejam arrogantes, sejam humildes, lembrem-se que aqui na terra ninguém é melhor que ninguém e todos nós temos qualidades e defeitos. Jamais seremos perfeitos. Respeitando nosso semelhante seremos respeitados. Acho que são Palavras de Chico Xavier. Ainda leio o que ele escreveu: - Um dia desses iremos embora daqui. A terra é somente uma passagem. Daqui só iremos levar nossas boas ações. Que adianta um caixão de primeira categoria se o resto é tudo igual e ele vai apodrecer com o tempo? Sei que muitos criadores de grupos e páginas onde os pronomes substantivos abundam, não o fizeram por mal. Mas será que isto não criou ou está criando classes entre chefes e dirigentes escoteiros? Será que aquele herói subtenente do regimento que formou a célebre “Carga da Cavalaria ligeira” da Guerra da Crimeia apoia tal ação?

No escotismo devemos ter como meta a preparação e o conhecimento para doar aos nossos jovens o que temos de melhor. Títulos e Condecorações fazem parte do crescimento, nada mais que isso. Muitos costumam se declarar especialistas em escotismo. Sorriem quando os mais novos ficam admirados, quem sabe sonhando em ser um igual. Determinam as nornas, são disciplinadores, fazem admoestações e definem onde cada um deve pisar. Isto não serve para todos. Alguns ficam nauseados com tamanha idiotice e sorriem ao ver tamanha mediocridade. Ver tais ações em grupos, distritos, regiões e na nacional é patético para não dizer dramático. Assistir a esse espetaculo de alguns voluntários que se acham em condições de liderar adultos, de se intitularem catedráticos na causa escoteira para alguns como eu é de uma pobreza sem limite. Às vezes tem figuras tão bizarras que dá vontade de rir. Estamos no caminho para o sucesso? Existe uma luta surda pelo poder e quando ele não é conquistado se muda de associação ou cria uma. O agravante do singnificado do poder encontra-se justamente nas circunstancias em que o beneficiado nunca encontrou fora do escotismo o que sonhava em ter. Isto não é só no Brasil. Disseminou por todos aqueles que possuem sua associação escoteira.  Não duvidem. Temos sim no Escotismo brasileiro e em muitos países, chefes que se julgam o melhor.

O passado não é melhor que o presente. Leio Sócrates dizendo: Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância. Fico imaginando se fossemos um movimento Profissional com todos os adultos regiamente pagos. Nesta hora me assusto. O poeta me aconselha: Precisar dominar os outros é precisar dos outros. Disciplina se consegue com amor, responsabilidade, dever e amizade. Somos um movimento educacional e nele não cabe a Sede de poder, de estar acima dos outros, em vez de se igualar e dar oportunidade aos outros de ser iguais ao que somos. Parece inverossimel esta equação nas redes e nos privilégios que o escotismo erroneamente oferece. Amo a simplicidade, o sorriso e o abraço. Não precisamos neste belo movimento nos movimentar para sermos o melhor o superior hieráquico o Grande Chefe, que às vezes é baixinho e sabe sorrir como ninguém. Apesar da minha vivência escoteira não me considero o melhor, o sabido o arcanjo enviado por Deus. Ainda acredito que a fraternidade o respeito e a humildade é o melhor caminho para preparar-mos os jovens que acreditam em nos!

domingo, 3 de novembro de 2019

Um comentário sem futuro. Vacina Bipidiana para Chefes Dirigentes da EB. (XP456).




Um comentário sem futuro.
Vacina Bipidiana para Chefes Dirigentes da EB. (XP456).

                Há tempos pensei que poderiam fazer uma vacina para chefes escoteiros e dirigentes. Claro, só para os que precisam. Os que já foram vacinados não. Como não encontrei no PAXTU e nem nas lojas escoteiras brasileiras, tentei no Instituto Butantã. Não me levaram a sério. Peguei um avião da ponte aérea (fiquei quatro horas no Aeroporto de Congonhas e mais três no Galeão) e fui até o Bio-Manguinhos – Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos no Rio de Janeiro e nada. No Brasil acho que não ia encontrar nenhuma, mas tentei a FUNED – Fundação Ezequiel Dias em Minas Gerais. Riram na minha cara e me chamaram de louco. Afinal os mineiros adoram botar a camisa prá fora e esqueceram por completo do Uniforme Caqui uma tradição mineira. Lá havia dois diretores adeptos do escotismo moderno. Deus me livre! Só tinha uma saída, pegar um avião da Pan American e ir aos Estados Unidos. Desculpe, sei que a Pan pediu falência a muitos e muitos anos e olhem que diziam que os ônibus espaciais teriam seu logotipo no futuro, mas ela pelo menos tratava com fidalguia os escoteiros. Por isto viajei por ela. Seus diretores todos foram agraciados com a Eagle Scout e quando me viram de uniforme chapelão bermudas fui tratado como se fosse BP em pessoa. Era “Be Prepared” todo o tempo da viagem. Minha nossa isso é bom demais!

                Bem lá chegando procurei a BSA (Boy Scout of America). Um prédio enorme. Um Executivo Escoteiro me recebeu com honras de Chefe Estado. Serviu uísque dos bons. Gosto de coisas boas e aquele Jack Daniels de graça era “bão demais”. Graças a Deus não era do Paraguay. Tomei duas doses sem gelo. Adorei. Ele disse que se impressionou com meu uniforme caqui de bermuda e o meu chapelão de três bicos. Achou que eu era o Escoteiro Chefe do Brasil! Risos. Eu? Só ele para achar isto. Preferi comentar que aqui no Brasil não tem Escoteiro Chefe, só presidentes e diretores, estamos cheios de BOOS e eles adoram. Mas o tal executivo só engrandecia seus programas de metas, seus cinco mil profissionais escoteiros e os seus três milhões de membros atuais. Garganteava que em cinco anos iriam dobrar a receita anual e o número de membros. Me contou tim tim por tim tim o Jamboree que iriam fazer (aconteceu e encheu de brasileiros, depois dizem que o escotismo não é para pobre). Dizem que passou dos cinquenta mil acampantes e a taxa uma mixaria. Incríveis estes americanos. Não fui. Duro e cliente do SUS não deu.

                Depois de muito bate papo em alemão, o único idioma que falo bem em sonhos, entrei no assunto que me levou até lá. Me ouviu atentamente. Não riu e não chorou. Esta é a vantagem dos gringos. “Business-Business” Amigos, amigos, negócios a parte. Ainda bem. – Olhe eu disse, procuro uma vacina que contenha em sua fórmula o seguinte:
- Crescimento em qualidade e quantidade urgente para o Brasil;
- Mudança geral na maneira de pensar de todos os dirigentes que se acham super poderosos;
- Direito e deveres iguais.
- Democracia e transparência.
- Votar e ser votado não importando a classe cor, credo escolha sexual ou se eleito para o Olimpo dos Deuses.
- Cursos técnicos conforme programa de Gilwell e os princípios de BP.
- Fraternidade sem fingimento entre todos os adultos que atuam no escotismo deste o chefão ao chefinho;
- Diretrizes para voltarem às nomenclaturas antigas das provas de lobinhos e escoteiros e entrega de condecorações sem cobrança e sem burocracia aos que estiverem atuantes e com a exigência de anos de atividade prevista;
- Direito e deveres do Grupo Escoteiro participarem com seu efetivo adulto nos Congressos e Assembleias, exigindo mudanças urgentes nos Estatutos e Regimento interno; Podem portar faixas e cartazes; Todos terão direito a voto.
- Ser transparente no julgamento da tal Comissão de Ética, dando direitos de defesa “in locum” do acusado.
- Exigir que a partir de agora nenhuma decisão importante será tomada sem ampla informação discussão e apoio de todos os associados;
- Uniforme único, com exigência de garbo e apresentação, exceto para os do mar e ar, pois são os únicos que mantiveram a tradição e são orgulhos para todos nós;

                 Ele me interrompeu. – Pode parar “Mister”. Pode parar. Se conheço bem o Brasil isto é impossível. Temos até uma vacina, mas nunca serviria para vocês. Mas não quero ensinar nada e se o fosse fazer só com seu representante internacional, vocês tem não? Sei que ele viaja muito as custas dos escoteiros pagantes na Loja e na inscrição! Risos. Até ele sabia disto!
           
                Saí de lá decepcionado. Valeu conhecer a sede da BSA e o uísque gratuito. Onde conseguiria esta vacina? Quem sabe o Papa poderia me ajudar? Tenho visto abraçando escoteiro de lenço e o escambal. Quem sabe o Donald Trump papo furado? Ou a ministra alemã Ângela Merkel? Dizem que ela é durona. Do russo Vladimir Putin sabia que não podia esperar nada. Com aquela cara de “fuinha” só podia ficar preocupado com a KGB. Pensar nos políticos brasileiros era perda de tempo. Eles só se preocupavam com seu bem estar. Até pensei no Bolsonaro e no Gilmar Mendes, mas desisti. Nunca foram escoteiros, não colocaram seus filhos em grupos Escoteiros e hoje aprendemos que a família do presidente só tem papo furado. Peguei de volta um avião da GOL. Tive que pagar o lanche de bordo, que coisa né? Vi que as aeromoças me tratavam com carinho, pois acho que algumas delas tinham sido bandeirantes. Mandaram apertar o cinto. O avião começou a sacolejar e trepidar. Alguns gritaram pedindo socorro. Começou a rodar em parafuso. Um velhinho simpático me apareceu e disse – Calma meu Chefe, você vai ficar bem. Vou levar você para o Grande Acampamento no além. Gritei! Deus me livre! Chega de velhos. De "Velho" já basta eu. Ele sorriu e disse - Tudo bem irei comentar com o General Baden Powell sua recusa e pode esperar que será julgado pela Comissão de Ética do céu. Ela é pior que a terráquea brasileira. Não espere piedade!

               Acordei suando e gritando. Celia veio correndo. Sorri sem graça, apenas um pesadelo mulher, apenas um pesadelo! Maldita vacina. Não quero pensar nela nunca mais!

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro. Pontualidade Escoteira.



Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Pontualidade Escoteira.

... - A pontualidade é uma virtude e está no mesmo nível do respeito e da honestidade. Embora a primeira não leve às demais, pessoas respeitosas e honestas, geralmente são pontuais. - "A pontualidade é a cortesia dos Reis e obrigação dos educados”.

- Convidado participei de centenas de cerimônias Escoteiras em diversos níveis de liderança ou mesmo em Grupos Escoteiros em diversos Estados Brasileiros. Muitos não respeitavam a pontualidade que eles mesmos impuseram para a abertura dos trabalhos. Como sou exigente teve casos que dei meia volta uma desculpa e fui embora. Afinal eu tinha mais o que fazer do que ficar esperando. Um dia um Chefe telefonou: – Não me esperou? Não sabia que eu tinha de esperar por ele. Para mim pontualidade é a arte de não desperdiçar o meu tempo e o tempo alheio. Nós escoteiros devemos dar exemplos e ser os primeiros a chegar. Pontualidade não é adestramento, técnica, ou diversão. Faz parte sim da formação moral e ética escoteira. Acredito e repito que somos exemplos e ficar dando desculpas pelo atraso não é próprio de quem se orgulha em ser Chefe ou mesmo Escoteiro. Qual a explicação lógica para o atraso? O que dizer aos pais quando atrasamos? O que ele vai pensar do escotismo? Que educação ele esperava para seus filhos? Que adianta falar em responsabilidade e respeito se desrespeitamos seus compromissos assumidos depois das reuniões? Se formos uma escola de cidadania somos responsáveis para dar o devido respeito à pontualidade.

Sou da opinião que a falta de pontualidade é sempre um sinal de desrespeito pelo próximo e pela organização social a que pertencemos. A pontualidade está presente nas rotinas, nas tarefas que desempenhamos, nos desafios e nos objetivos que nos propormos realizar. De todos os recursos a que temos acesso, o tempo é um dos mais relevantes pela sua natureza volátil e, para muitos de nós, perdermos horas à espera de outros, significa desperdiçar um precioso bem. E claro ninguém gosta. Também é importante que devemos perceber e assumir que a forma como lidamos com o relógio, diz muito sobre a nossa formação educação e temperamento. Numa sociedade tão exigente e complexa como a nossa, é uma questão de procurarmos definir prioridades, sabendo de antemão que nunca iremos ter tempo para fazermos tudo o que precisamos ou gostaríamos de fazer. Ninguém gosta de ficar à espera. Se nos pusermos no lugar do outro poderemos ver e constatar que esta atitude não é um pormenor sem importância, mas constitui de fato uma falta de civismo e respeito.

Afinal se determinamos um horário para iniciar e terminar uma atividade escoteira ou outra qualquer não seria falta de educação e respeito deixar de cumprir os horários programados? Se vamos acampar temos hora para dormir e acordar ou não? A hora da inspeção é quando a patrulha estiver pronta? Almoçar e jantar é em qualquer horário no campo? Se os pais trazem seus filhos e alguns vão buscar no término é correto atrasar? E se ele tinha outro compromisso? Se a bandeira é quinze minutos ou menos porque demora vinte ou mais? Se um jogo é de quinze minutos vamos jogar trinta? Para que programas com horários se eles não são respeitados? Se avisamos que vamos chegar do campo as tantas horas e o atraso for demais o que explicar? Desculpas? Ora qualquer programa de uma sessão escoteira responsável é dividida com seus assistentes. Eles serão os culpados pelo atraso e alguns serão cancelados é culpa de quem?

Note-se que temos uma reunião semanal. Quem determinou o horário foi o Conselho de Chefes ou a Diretoria ou o próprio Chefe da sessão. É compreensível algum pequeno atraso, mas não pode ser frequente. Ninguem gosta de atrasos e se ensinamos isto ao jovem ele vai levar o aprendizado para a vida adulta. Amanhã quando tiver uma reunião na empresa, ou combinou um determinado encontro profissional e chega atrasado o que ele vai explicar? Sempre explicando? Vai perder um contrato ou um acordo que seria interessante para ambos? Sou testemunha da irresponsabilidade de muitas atividades nacionais, regionais ou distritais que marcam determinado horário e não cumprem. Se eles procedem assim o exemplo é nato. Chegamos a tal ponto, que até nos cursos escoteiros muitos se atrasam. Quando fui diretor de cursos não aceitava. Alunos atrasados eram bem recebidos com um Sempre Alerta e mandados de volta. Faça no mês que vem meu rapaz! Errado eu? Não é uma falta de respeito com quem chegou no horário e ainda tem de esperar a chegada dos que não respeitam o horário dos outros? Aprendi e posso estar errado que a pontualidade é sinal de responsabilidade. Precisamos mostrar que os outros podem contar conosco.

Tenho certeza que a maioria de vocês chegam no horário. Vá lá que uma vez ou outra um atraso qualquer possa acontecer e olhe que na sociedade moderna cada um tem o seu celular. Mas se coloque no lugar dos pais quando esperam na sede a chegada de seus filhos de um acampamento de uma excursão, de um bivaque ou mesmo acantonamento. O pior é a saída para uma atividade. – Monitores e chefes pedindo para esperar, pois a maioria ainda não chegou. E os que chegaram no horário não merecem respeito? Conheci um executivo escoteiro profissional, que conseguiu ser recebido por um presidente de uma multinacional e cujo intuito era de conseguir meios e locais para alojar em sede própria um Grupo Escoteiro da comunidade. Ele se prontificou em receber e ouvir e até quem sabe ajudar. Infelizmente ouve um atraso de 30 minutos e a reunião foi cancelada. Que belo exemplo ele deu. Acredito que daí para frente aquele Presidente olharia com desconfiança para o Movimento Escoteiro.

Dar exemplos de políticos que nunca chegam no horário ou mesmo altos diretores de empresas não justifica. Temos que pensar que cada um é cada um. Ou você é responsável ou vai ficar sempre na sombra de alguém para explicar. Sei de muitos voluntários que desistiram do escotismo por falta de pontualidade nas atividades que estavam participando. Esperavam que o término seria no horário e assumiram compromissos que agora não podiam cumprir. De quem é responsabilidade? Falar com quem? Simplesmente sair e dizer que não pode ficar mais tempo com todos olhando a sua saída como se você fosse um ET e não Escoteiro? Escoteiro é assim? Sei que muitos chefes são responsáveis, dão e exigem exemplos e no Movimento Escoteiro. Temos que ser os primeiros a mostrar que podemos chegar no horário, cumprir horários e dizer que a pontualidade escoteira faz parte da educação que dá e recebe. Olhe se não vai chegar no horário ou vai cumprir a programação não me convide. Eu faço questão da pontualidade. E quer saber? - Detesto ficar esperando!

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Conversa ao Pé do Fogo. Escotismo Modalidade do Ar e do mar.




Conversa ao Pé do Fogo.
Escotismo Modalidade do Ar e do mar.

Eu tenho muitos amigos da modalidade do Ar e do Mar e tenho por eles enorme consideração. Escoteiro Básico, preferi a terra para pisar e Leigo nas modalidades do Ar e do Mar sempre procurei conhecer um pouco seus programas. Por curiosidade resolvi perscrutar e revirar na Internet sobre suas origens e quando foi a sua fundação. Interessante suas histórias e a eles meu Sempre Alerta!

Escotismo modalidade do Ar.
A Modalidade do Escotismo do Ar, não foi idealizada pelo fundador, Baden-Powell. As outras duas a Básica e a do Mar sim. A Modalidade do Ar não começou na Inglaterra, ela teve origem no Brasil. Dia 28 de abril de 1938, é oficializado o primeiro Grupo Escoteiro da Modalidade do Ar, o Grupo Escoteiro do Ar Tenente Ricardo Kirk, tendo como responsáveis o Major Aviador Godofredo Vidal, o Tenente Coronel Aviador Vasco Alves Secco e o Primeiro Sargento Telegrafista Jayme Janeiro Rodrigues, na época servindo no 5º Regimento de Aviação, atual CINDACTA II, em Curitiba.

Em 19 de abril de 1944, foi criada a Federação Brasileira de Escoteiros do Ar, a qual congregava todos os Grupos Escoteiros da Modalidade, na época se restringindo aos Estados do ParanáRio de Janeiro e São Paulo. O Brigadeiro Nero Moura, em 26 de julho de 1951, então Ministro da Aeronáutica, reconhecendo a tamanha expansão registrada e seus valiosos objetivos, entre eles o de incentivar o interesse dos jovens pela aeronáutica, determinou que todas as unidades da Força Aérea Brasileira dessem total apoio à Modalidade do Ar, o que acontece até os dias presentes.

Em 1951 a Portaria 262 publicada pelo então Ministro da Aeronáutica Brigadeiro Nero Moura determina o apoio de todas as Unidades da FAB aos Escoteiros do Ar. Esta portaria foi reconfirmada em 1981 pelo Ten.-Brig. - do-Ar Délio Jardim de Mattos e reformulada e substituída pela portaria 914 de 29 de Setembro de 2003 pelo Ten.-Brig. - do-Ar Luis Carlos da Silva Bueno.

Escotismo Modalidade do Mar
Após um acampamento no Rio BeaulieuBaden-Powell redigiu "Escotismo do Mar para Rapazes", era uma pequena explanação do que deveria ser o escotismo o mar, ao final há uma nota que diz que seu irmão, Warrington Baden-Powell, montaria um manual para os escoteiros do Mar. Com o despreparo dos chefes da modalidade básica, surgiram novos chefes provindos da Guarda Costeira da Inglaterra, esses tinham conhecimento sobre as artes da marinharia. As primeiras uniões de Escoteiros do Mar na Inglaterra e no exterior foram: Mercúrio, 'British Boys', Petersham and Ham, Barry, Cleethorpes, Ratcliffe, Skegness, e Gibraltar.

Em 1910 foi definido o uniforme dos Escoteiros do Mar, branco diferente da modalidade básica caqui (naquela época). Em 25 março de 1911, estabelece-se escoteiros do mar como salva-vidas na costa, uma real necessidade da época. Em 1912 o "Escotismo do Mar e Marinharia para Rapazes" é publicado. Em 1921, Warrington Baden-Powell morre, mas o Escotismo do Mar já era realidade em vários países. E atualmente no mundo inteiro. Escotismo Modalidade do Mar, é uma das vertentes do Escotismo, tem como principal diferença das outras modalidades é que realizam suas atividades preferencialmente na água, onde quer que exista água em quantidade e profundidade suficientes para que uma embarcação possa navegar, seja ela de que tipo for.

Sendo assim podem existir Escoteiros do Mar, seja estar na água de mar, de rio, lago, lagoa ou pantanal. Procurando desenvolver nos jovens o gosto pela vida no mar, pelas artes e técnicas marinheiras, pela navegação à vela e a motor, pelas viagens e transportes marítimos, pela pesca, pelo estudo da oceanografia, pela exploração e pelos esportes náuticos, incentivando o culto das tradições da marinha. A gama de atividades que podem ser realizadas é enorme, indo da tradicional navegação a remo até mergulho ou windsurf.

- Me orgulho de ser um Escoteiro Básico, faço questão de manter digno no meu uniforme seja o caqui seja o traje que a Escoteiros do Brasil sepultou. Tenho enorme admiração pelos do Ar e do Mar. Se esmeram na apresentação, seus uniformes e fardas são impecáveis e dão enorme exemplo aos demais pelo seu garbo e boa ordem. Uma pena que o novo vestuário veio dar nova conotação na postura da vestimenta escoteira, nem sempre bem reconhecido pela comunidade em muitos estados brasileiros. Levamos anos e anos para dar a comunidade no Brasil uma postura escoteira conhecida de norte a sul. Agora vamos esperar até quando iremos ter novamente admiração pela nossa apresentação e pelo nosso garbo sem esquecer a nossa palavra, honra dignidade e caráter.

- Ao meu amigo Francisco Kainer Rinaldi, um legítimo Escoteiro do Ar que tenho enorme admiração, meu fraterno abraço e parabéns pelo incansável labor pela valorização e engrandecimento do Escotismo do Ar. “Rataplan-plan-plan, vamos cantar, estaremos Sempre Alertas Escoteiros do Ar”! E aos demais Escoteiros do Mar, muitos que um dia convivemos nesta aventura escoteira navegando em embarcações que nunca esqueci meu fraternal abraço e avante, como diz Rinaldi, meu amigo. – “Do infinito mar, na vasta imensidade, e sob a infinidade do esplendente azul Queremos educar a nossa mocidade fugindo a vida inerte, infenso, atroz, Paul, e quando vemos longe o torvelinho humano o próximo perigo, as almas nos desperta, ao nosso brado: Alerta! Alerta, Sempre Alerta! Responde-nos; Alerta! As vozes do Oceano”.