Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

De Volta para o Futuro II. (Back to the Future Part II)



Crônicas de um Chefe Escoteiro
De Volta para o Futuro II.
(Back to the Future Part II)

                  Não teve jeito. Não queria conhecer o futuro, mas ao sentar na poltrona do DeLorean do Doutor Emmett Brown me deixei seduzir como se fosse Marty MacFly investigando sua vida futura. No meu caso não era a minha vida. Já tinha voltado ao passado em De Volta para o Futuro I em 1950. Mostrei para alguns como era o escotismo naquele tempo. Agora pensei em ver como era o nosso escotismo no futuro. Fui direto ao ano estelar de 2.180. 2.180? Isto mesmo. Meus caros, que susto! Fui parar logo em uma reunião de Corte de Honra! Sabem onde estava sendo realizada? Na casa do Chefe da tropa. Ele de roupão pressurizado e chinelo voador (quando andava plainava no ar), tomava um uísque contrabandeado do planeta Uebaibe e lia o noticioso esportivo de um jornal de outro planeta de nome Bidypower, através do seu super potente Smartphone e na sua frente uma enorme tela panorâmica que ele com um simples gesto poderia colocar do tamanho que quisesse e onde apareciam os Monitores e subs. Claro cada um em suas casas. Eles pediram para evitar a holografia, achavam que não se sentiam bem assim. Discutiram o porquê as patrulhas estavam diminuindo a cada ano (Ora, ora, ainda?).

                  Chefe a Zeta Leonis está com dois somente. Eu e mais um. Outro logo emendou – Chefe a Epsilon Tauri tinha quatro e agora três.  E assim foi a Kapa Leonis a Alpha Capricomi. Todos reclamando que quase nenhum jovem queria participar mais das patrulhas. – Olha Chefe, falou o Monitor da Epsilon Tauri, o Senhor sabe desde que as meninas se sublevaram para ter suas próprias patrulhas (meu Deus! Que bom!) os meninos estão desistindo. Quando elas participavam eles adoravam mais e podiam namorar vontade. O Senhor sabe fora do escotismo a Lei é severa com quem fosse encontrado beijando e nos acampamentos tudo isto era normal, pois nós praticamos o escotismo moderno. Agora estão com aquela conversa que acampamentos holográficos perderam a motivação. Sei que escolhemos bem, tentamos tudo na Galáxia de Andrômeda. E o da Grande Nuvem de Magalhães foi um fracasso. Eles querem acampamentos reais. Nada de holografias. O Monitor da Epsilon Tauri disse que eles adoraram a excursão na viagem feita pela nave Pioneer 2012 até a magnetosfera de Galileu Gallilei. Cansaram é claro, pois os jogos de vídeo game espaciais na nave intergaláctica não eram lá estas coisas.

                    Estava embasbacado. Este era o futuro do escotismo? E olhe que sem esperar o Diretor Técnico entrou na conversa. Avisou que a partir do mês que vem a sede Escoteira estava de mudança. Compraram em Xangai um novo Site feito pelos chineses e montaram no espaço sideral um pequeno planeta que seria só do Grupo Escoteiro. Claro deram o nome de Avatar dos Anéis Azuis de Saturno o nome do grupo. O primeiro Grupo Escoteiro a montar no espaço uma sede Escoteira. Todos agora podem ir lá pelo sistema de Teletransporte do Computador CAN/DEN-88782343. É só ficar sócio. Qualquer cartão de crédito espacial resolve. Eles aceitam. Só não dividem e nem aceitam boletos de escoteiros. Porque não sei. Assim vocês podem quando quiserem ir ao grupo, mas as atividades ainda serão feitas aqui na terra por meio de holografias. Voces escolhem onde. Mas devem programar. Tivemos casos de mais de duzentas patrulhas escolherem o Pico da Neblina no mesmo dia. A empresa Faxtorum quase explodiu. Não deixem de enviar pedidos de autorizações em modelo Super Espaço ao Distrital Capitão Pikard. Ou ao seu Assistente o Chefe Doutor Spock. Se for difícil encontrá-los procurem o Capitão James T. Kirk que assumiu como Comissário Espacial internacional Escoteiro. O cara viaja para todo lado.

                    No próximo sábado continuou o Diretor Técnico, estarei ausente. Vou assistir a uma Reunião da OCBGDEF (os catorze bons gerais do escotismo do futuro) que agora estão liderando o movimento da UBEB (União Brasileira dos Escoteiros Brasileiros). Não tem mais outras organizações. Montaram um exército próprio de androides que usam o novo uniforme só para “caçar” os tais escoteiros tradicionais. Voces sabem que eles estão na clandestinidade. Vários Robôs escoteiros estão à procura deles. Irão ser deportados para Hidra, uma Lua de Plutão situada no Cinturão de Kuiper. Jogaram lá uma bomba Genesis e a lua virou planeta. Só tem florestas. Os tradicionais adoram árvores e riachos de águas límpidas. Dizem que são bons em pioneirias. Que atraso de vida meu Deus! E deu boas risadas. Estava estarrecido. Sai dali correndo. Pedi ao Doutor Emmett Brown que me levasse em seu DeLorean de volta ao passado. Não me sentia bem. Isto não pode acontecer ou será que vai acontecer? Melhor parar por aqui. Estou pensando em Baden Powell. Onde está pode ver o futuro? Se pode deve estar chamando todos seus oficiais de Mafeking. Uma nova guerra do Transvaal deverá ser iniciada. Ou eles acabam com a UBEB ou a UBEB acabariam com eles! Mas eles tinham experiências. Os jovens do passado e agora os do futuro dariam um ótimo apoio como estafetas. Estafetas? No escotismo moderno?

                  Agradeci ao Doutor Brown pela carona. Pensei até em pedir a ele que me levasse ao passado como ele foi com o jovem Marty MacFly ao Velho Oeste. Mas fazer o que lá? 1870 ainda não tinha escotismo. Eu não queria nunca me encontrar a mercê do famigerado bandido Biff Tannen e sua quadrilha. Ainda bem que não eram escoteiros. Melhor ficar por aqui. Que façam bom proveito do escotismo do futuro. Não estarei lá mesmo para criticar. Risos. Que a UBEB seja muito feliz!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

JOGO DE BASES



JOGO DE BASES

Sugestões para um jogo de base Escoteiro para tropas que ainda não conhecem ou gostariam de repetir de maneira diferente.
Os Jogos de Bases são realizados regularmente por muitas tropas escoteiras. Divertido e alegre ele forma os jovens nas técnicas escoteiras ou mesmo nos conhecimentos escoteiros. - As bases são lideradas por um adulto conhecedor do tema a ser aplicado. O tempo deteminado deve ser seguido criteriosamente.
- Escolhe quatro pontos no páteo ou local onde será realizado. Se possível uma Patrulha não deve ver o que a outra está fazendo. - Muitas vezes o jogo de base é feito com contagem de pontos, visando dar maior motivação a cada patrulha. Ex. cada base antes do inicio da atividade a patrulha já tem 10 pontos. À medida que vai desenvolviendo sua tarefa, o responsável da base, pode manter ou tirar pontos. A patrulha não é informada na hora. Isto será feito no termino da atividade em reunião ou no cerimonial.

- Antes do inicio, deve ser verificado se todo o material está disponível. O tempo fica a critério com a programação da tropa no dia.  Aconselho que não seja menor que 10 minutos por base.
Obs. Ao inicio do jogo, os monitores serão informados onde estão às bases e cada um recebe orientação onde irá iniciar sua patrulha. Exemplo – PT Lobo, base 1 (depois irá para base 2, PT Onça, base 2 depois irão para base 3 e assim sucessivamente as demais).

- Ao chegar à base, a patrulha dará seu grito e se apresentará ao chefe da base dizendo: – Sempre Alerta chefe! Patrulha X pronta para a atividade!  - Isto se fará em todas as bases. Mostra a educação e o respeito da patrulha e indica que ela está presente e aceita o desafio.
O chefe explica e começa a atividade marcando o tempo. Finalizado o tempo encerra a atividade. A Patrulha permanece na base até o apito previamente combinado para trocar de bases.

BASE 1 - Cada patrulha de olhos vendados irá fazer 4 nós e uma amarra. Não é coletivo e sim individual. Todos os membros farão a mesma coisa. Ao termino cantar a primeira parte do hino Alerta.

BASE 2 – Cada um será interrogado quais as leis escoteiras que sabe de cor. Maior ponto para a patrulha que souber mais. Terminado, cada patrulha irá fazer uma piramede, usando os membros da patrulha.

BASE 3 – Jogos do Kim. Jogo um – Dois bastões ou duas cadeiras, distante uma da outra um metro. Numa distancia de 20 metros, cada Escoteiro de olhos vendados irá passar entre o vão das cadeiras ou bastão. Nota. Antes ele deve ser girado em redor de si mesmo e colocado de frente ao vão. Jogo dois – cada Escoteiro irá encontrar um determinado objeto num raio de 10 metros. Este objeto será visto antes de vendar os olhos e poderá ser deslocado durante a procura por um ou dois metros do seu ponto inicial.

BASE 4 – Cada patrulha deve cantar uma canção escoteira. Melhor ponto para quem entoar melhor e saber a canção toda. Todos serão observados. Após cada patrulha irá demonstrar os diversos tipos de formaturas usadas nas reuniões de tropa.

Lembro que as bases podem ser alteradas na sua forma ou no seu todo. Fica a critério da programação da chefia da tropa.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

“Seu Pafuncio” é um chato de galocha.



Jogando conversa fora.
“Seu Pafuncio” é um chato de galocha.

                     Sempre foi assim. "Seu Pafuncio" sem a gente esperar estava lá, sentado ao meu lado na cama a me encher as paciências. O sujeito morava há muitos anos no corpo caloso, bem no fundo da fissura inter-hemisférica, ou seja, na fissura sagital do pobrezinho do meu cérebro. Desde que me entendo por gente "Seu Pafuncio" me acordava, falava e falava. Um chato de galocha isto sim. Hoje quando sentei na cama às quatro e meia da manhã como tenho feito ultimamente, pois meu corpo não quer mais continuar na minha caminha gostosa, nem bem pisquei e lá estava ele. Não tem como fazê-lo se mandar. O cara é um chato de galocha e voces sabem chatos são chatos e não dão sossego a ninguém.

                  - Valdinho (era como ele me chamava) já disse e repito você está perdendo seu tempo. Olhei para ele. De novo com aquela lenga-lenga. Nem me deu bola. Continuou - Pode parar de ficar dizendo cobras e lagartos desta corte. Você não vai chegar a lugar nenhum. Ninguém vai abandonar a “casta” pelas suas ideias. Acredita mesmo que irão mudar? Você fala, fala e se for um pouco inteligente irá ver que eles não estão nem aí. Acha mesmo que irão abraçar todo mundo e perder a chance de continuar no bem bão? – Valdinho meu querido. Você conhece bem, já passou por isto. A sede de poder existe em todo lugar. E você sabe muito bem que eles juram de pé junto que não é nada disto, que estão tentando ajudar, que sacrificam horas e horas e acredita mesmo que poderão comprar suas ideias? Nunca meu caro. Deixa de ser “besta”!

                    "Seu Pafuncio" estava passando dos limites. Mas o danado não estava nem aí. E continuou martelando no mesmo ritmo. – Será que o que você tem visto e sentido aqui não servem de exemplo? Eles quando dão opinião nas suas observações é porque ficam “puto” com você. Na maioria nem se tocam para o que escreve. Você lembra quantos já comentaram e hoje se mandaram? Alguns se arriscam e depois desaparecem. Acha que não te abandonaram? Sentiram que seu papo é furado e não importa para eles. Não trás nada de útil. – Valdinho meu amigo, não adianta, infelizmente esta organização assim como tantas outras tem muita gente que adora o que faz. Claro tem aqueles e graças a Deus são a maioria, que são puros e não tem vaidades, mas e os outros? Meu amigo Valdinho faz parte do ser humano. Quantos de nós não tivemos um dia vontade de mandar, de dirigir, de ser o tal e sorrir quando todos obedecem? É uma beleza Valdinho levantar a mão e todos ficarem “durinhos”! Valdinho meu caro ser olhado como chefão e respeitado é o sonho de muitos. E veja Valdinho isto existe desde a criação do mundo. Desde a mais simples organização até as maiores do nosso querido planeta. Em todas elas lá está a “casta” dirigente.

                       - Valdinho, deixa de ser tonto. Ninguém vai querer perder sua posição pelas suas ideias democráticas. Eles continuarão insistindo e você continuará sendo idiota e fazendo inimigos. Não viu ainda quantos já conquistou? Lembra quantos ficavam lendo você e sumiram? Claro sempre tem aqueles fieis, mas você já sabe quais são. – Valdinho meu querido, tente raciocinar. Esqueça esta sua oposição idiota. Esqueça esta briga com a evasão de jovens. Ninguém está nem aí para você. Eles estão sim preocupados com outras coisas. Se você acha que Patrulha de três ou quatro não funciona eles provarão o contrário. Se você acha que todos deveriam ter direito a voz e voto eles irão rir na sua cara e terão mil argumentos contrários. Meu amigo Valdinho procure ver no seu passado, seus antigos amigos da corte se afastaram, mas você achou que eles não eram os amigos que esperava e não se incomodou. Mas porque Valdinho, por quê? Porque eles não lutaram ao seu lado? Claro Valdinho, sempre acharam você um idiota, um chorão, e tem até aqueles que dizem que você tem mágoas e além de besta é um errado com o que acredita ser a salvação do seu movimento.

                       Fiquei pensando nas palavras do "Seu Pafuncio". Quem sabe era melhor dar um tempo? Eu sei que já dei tanto tempo que nem sei mais quanto tempo o tempo tem! O mundo é este aí. Sua evolução não depende de mim. Não sou Deus. Não sou o dono da verdade. Acho que vou seguir mesmo o conselho do "Seu Pafuncio". Vou dar um tempo. Mesmo que não possa pensar como será o amanhã. Cada um escolhe seu destino. Cada um sabe onde pisa e onde o calo aperta. No mundo inteiro é assim. Porque não em nosso Brasil? – Obrigado "Seu Pafuncio". Vou pensar a respeito. Mas por favor, dá um tempo para mim. Não me enchas as paciências todas as madrugadas. Também sou filho de Deus. Mereço ter tranquilidade com estes assuntos espinhosos, mas "Seu Pafuncio" eles me fazem um bem danado! Risos. 

Piadas de jovens adaptadas para o Escotismo.



Piadas de jovens adaptadas para o Escotismo.

O lobinho estava em um canto do pátio chorando muito. A akelá vendo que ele não parava de chorar e longe de sua matilha se aproximou. – Não chore Lobo, não chore. O lobinho Vadinho não parava de chorar. – Olhe você não deve chorar tanto, sabe por quê? – Não Akelá, por quê? Porque quando a gente é pequena e chora muito quando cresce acaba ficando feia, muito feia. Você não quer ficar feio quer? – Vadinho pensou e perguntou – Então Akelá, quando a senhora era pequena devia ser a maior chorona da Alcatéia não é mesmo?


Em um acampamento e fora do campo de Patrulha havia três escoteiros. Nonato, Jorginho e Matheus. O Chefe Paulo metido a chefão desafiou-os a colocar lama nas calças, e disse:
- Quem colocar lama nas calças será o mais corajoso daqui!
Eles começaram a colocar e quando deu hora de voltar para o campo de patrulha, o chefe Paulo rindo os mandou tirarem a lama das calças e foi embora. No meio do caminho os três escoteiros encontram uma cobra, Nonato, Jorginho e Matheus morrendo de medo e tentando mostrar coragem mataram a cobra.  Quando chegaram ao campo de Patrulha o Chefe Paulo disse – Paulinho, Jorginho e Matheus, eu não disse para tirarem a lama das calças? – Eles responderam. Não Chefe, aqui não é lama, é medo mesmo!



O Balu estava ensinando os lobinhos os princípios de sobrevivência no deserto.
- Quais são as três coisas mais importantes que voces devem sabe para sobreviverem no deserto?
- Muitos falaram ao mesmo tempo e o Balu anotou - Comida, fósforos, canivetes, etc.
- O Balu notou que a lobinha Ana Lucia levantava a mão freneticamente. – Sim Ana Lucia quais são as três coisas mais importantes?
- Ana Lucia respondeu – Uma bússola, um cantil e um baralho.
O Balu ficou cismado e perguntou – Porque isso?
Bem – Respondeu Ana Lucia, a bússola é para encontrar a direção certa, o cantil é para evitar a desidratação, e o baralho é para jogar paciência.
- Paciência? Pergunta o Balu – Porque jogar paciência no deserto?
- Ana Lucia com aquela carinha linda e inocente responde:
- Porque sempre que você joga paciência, vem alguém por trás e diz o que você tem de fazer!


Mãe, hoje comecei nos escoteiros. Aprendi sobre boa ação.
- Sim filho e fez alguma? Clara mãe, o Escoteiro faz todos os dias uma boa ação.
- Só não entendi porque levou nosso pitbull para a reunião.
- Ora mãe, nem todos querem que eu ajude a atravessar a rua, portanto ptibull neles! – Olhe sou o campeão de boa ação. Mais de vinte atravessaram a rua sem chiar!


No acantonamento, no fogo de conselho, a Kaá resolve conversar com alguns da Alcatéia para animar, pois achavam que muitos estavam com medo.
- Lurdinha, me diga, do que você tem mais medo?
- Da mula-sem-cabeça Kaá.
- Lurdinha, a mula-sem-cabeça não existe. É apenas uma lenda. Não precisa ter medo.
- Lilian do que você tem mais medo?
- Do Saci-Pererê kaá. Morro de medo dele.
- É somente outra lenda, esqueça, não precisa ter medo.
- E você Valtinho, parece que está tremendo. Do que tem mais medo?
- Do MalaMen kaá. Morro de medo dele.
- Nunca ouvi falar disse a Kaá. Quem é esse tal de MalaMen?
- Quem é eu não sei Kaá. Mas toda noite minha mãe diz na oração: - Não nos deixes cair em tentação, mas livrai-nos do Mala-Men!


Serginho era um lobinho endiabrado. Na Alcatéia ninguém aguentava suas estripulias. Um dia a Akelá ao dar um jogo levou um tombo enorme. Sua saia do uniforme subiu-lhe até cabeça. Levanta-se imediatamente, ajeita-se e interroga os lobinhos:
- Luisinho, o que você viu? - Seus joelhos Akelá. - Vá para casa. Só volte na semana que vem.
- E você Carlinhos o que viu? – Suas coxas, akelá, magrinhas eim? – Um mês de suspensão em casa. Ora, onde já se viu um lobinho segunda estrela dizer isso?
- E você Serginho, me diga o que viu? – Serginho dá melhor possível para todos e vai saindo da reunião – Bem amigos da Alcatéia, até o ano quem vem...

Na reunião da Alcatéia A Bagueera ficou responsável para fazer um jogo. Enquanto o Balu foi à sede buscar duas cadeiras para o jogo, um lobinho novato que entrara no mês anterior gritou!
- Bagueera, porque o Balu é careca?
- Baguera sem pensar disse – Porque ele é um urso famoso, lindo pensa muito e muito inteligente.
- Humm! Mas então Bagueera porque a senhora é tão cabeluda?


Lula estava nadando no Lago Paranoá e começou a se afogar. Uma tropa de escoteiros do mar que estava passando viu e três Monitores saltaram na água para ajudar. – Olhe, estou orgulhoso dos escoteiros. Valentes são voces! Peçam qualquer coisa!
Um deles, gaúcho falou:
- Meu pai trabalhava na fábrica de sapatos e perdeu o emprego. Pode arrumar um para ele?
- Está mais do que feito, respondeu o presidente.
O outro do Piauí reclamou que estava sem escola.
- Considere matriculado na melhor escola da sua cidade! Falou o Presidente.
O terceiro era um mineirinho, daqueles de cabeça baixa.
- E então meu jovem, o que vai pedir?
- Quero um enterro de estadista, com salva de tiros, muitas flores, banda de música e tudo!
Estupefato, Lula perguntou:
- Mas você tão novo! Porque esta preocupação com a morte?
- Estou perdido presidente. Uai! O que o Senhor acha que vai acontecer comigo quando eu chegar lá em Minas e disser que salvei um politico?


A alcatéia formada para o Grande Uivo. Livinha de seis anos não podia participar, mas sempre queria falar alguma coisa. Uma tagarela. Quando a Akelá fez o sinal ela entrou correndo no circulo.
- Akelá, três mulheres estavam chupando sorvete, qual delas era casada? Ela responde: - Não sei, qual é?
 - A que estava usando aliança. E saiu correndo.
Toda Alcatéia caiu na gargalhada.


Zezé fora lobinho e passara há pouco tempo para a tropa. Não perdia tempo. Em qualquer lugar levantava a mão para contar alguma coisa. A tropa se divertia.
Na bandeira ele foi à frente e disse:
Chefe posso contar uma historinha? Claro Zezé.
- Um passarinho olha triste para cima. Ele vê uma tartaruguinha em cima de uma árvore, criando coragem. De repente, ela pula, cai e começa a chorar. 
Neste momento, ele chama sua esposa passarinha e diz:
"Você tem razão. Vamos ter de contar que ela é adotada."
E Zezé deita no chão e rola de rir. Kkkkkkk.

Dois rapazes metidos a gozadores parados na esquina, chamam o Escoteiro que vai passando.
- Dizem que voces são inteligentes, posso perguntar?
- Claro respondeu o Escoteiro.
- Vamos imaginar que você tem um real no bolso e pede para seu Chefe mais um real. Com quantos reais você fica?
- Um real!
Risos. Nossa! Você um Escoteiro não sabe nada de matemática.
E voces, dois idiotas não conhecem o meu Chefe Escoteiro!


Na reunião dos lobinhos a Kaá tentava convencer a Alcatéia para serem bons cristãos e queria todos na missa no dia seguinte.  Para animar pergunta:
— Quem aqui quer ir para o céu?
Todos os lobinhos e lobinhas levantam o braço, menos Maneco. Então Kaá pergunta:
— Ei, Maneco, você não quer ir para o céu?
— Não posso, Kaá. Minha mãe falou pra eu sair daqui e ir direto pra casa!

domingo, 14 de outubro de 2012

O maravilhoso e sensacional Fogo de Conselho.



Crônicas de um Chefe Escoteiro.
O maravilhoso e sensacional Fogo de Conselho.

                 Não tem quem que não fale dele. Se alguém permaneceu por alguns meses ou por anos e anos no escotismo ele sempre será lembrado e comentado. Para uns um mito, para outros uma cerimônia que marca profundamente e para sempre. Uma coisa é certa. Deste o primeiro acampamento em Browsea até hoje ele se tornou uma tradição que ninguém e nunca será esquecido por parte de quem já participou. O lobinho adora. O Escoteiro e a Escoteira vibram. Os seniores e as guias se preparam com esmero quando vão participar e os chefes dão belos sorrisos pelas apresentações. E não são só eles, para os que não são escoteiros e foram convidados se sentirão reconfortados em estarem presentes.

                 Dizem secamente que o Fogo de Conselho é uma atividade recreativa e artística realizada por escoteiros. Dizem ainda que é umas das mais antigas tradições dentro do movimento Escoteiro.  Citam até que Baden Powell fez questão de falar sobre ele no seu primeiro livro Escotismo para Rapazes. Já li várias explicações do porque do Fogo de Conselho. Contam que Baden Powell muito viajado pelo mundo e principalmente na África e na América assistiu e viu várias cerimônias por parte dos indígenas destes países e foi assim que deu origem ao nosso Fogo de Conselho. A noite todos eles tinham uma tradição comum. A tribo inteira se reunia em volta de uma grande fogueira de um modo muito festivo e alegre, e as pessoas dançavam e cantavam assim como contavam e encenavam histórias da própria tribo. Sempre no final o ancião mais velho contava as tradições, e passava algum ensinamento aos mais jovens.

                Igual a estas tribos, os escoteiros também fazem o mesmo. De maneira geral esta tradição é passada de geração em geração. Não só no passado, mas até hoje é comum que cada um tenha uma manta especial, um chapéu, um boné, uma capa ou poncho, pois os índios faziam isto com seus troféus. Dentes de animais, escalpos (risos) colares e sempre com peles de animais sobre o corpo. Não vou aqui tentar ensinar sobre o Fogo de Conselho. Sei que existem até cursos para isto. Claro, pois eu sei que todos sabem que ele é o momento em que nos reunimos ao redor de uma fogueira, ao final do dia, para divertir através de apresentações e termina com um momento de reflexão e aprendizado feito elo Chefe. Alguns adoram histórias e os participantes vibram.

                Tenho o orgulho de dizer que participei de muitos. Quem sabe três ou quatro centenas deles. Alguns se aprimoram na montagem do fogo. Outros o fazem de maneira simples sem sofisticação. Já vi vários onde o Animador do Fogo de Conselho no inicio gritava alto: Que os ventos do norte, do sul, do este e do oeste, tragam a todos a alegria de uma noite inesquecível! Acende-te fogo! E fogo dava uma pequena explosão e as chamas apareciam lindas e formosas. Como? Um truque simples. Preparar com antecedência. Abrir uma valeta e com bambus colocar pólvora. Depois a valeta é fechada. Um parceiro coloca fogo na pólvora que ira queimar até o fogo. Mas olhe, assusta. Parece mágica. E só deve ser feito por especialistas.

                Vi também outros tantos aberto ao público e aos pais das mais diversas criatividades próprias dos escoteiros. Tochas vinda de varias partes, tocha voadora vindo de uma árvore presa a um sisal que corre até o fogo o acende. E as apresentações? Lindas. Do professor Raimundo eu ria a valer. Dos trapalhões cansei de rir. Do Rei da Macedônia vi dezenas de vezes. E quantas mais? E as palmas? Nossa! São tantas. Se fosse escrever daria uma dezena ou mais. Adorava a do peixinho, do trem, do sapo falante, da batida no corpo, da mexicana, e claro da nossa mais famosa a palma Escoteira.

                 Mas nada é mais lindo para o Escotista como olhar para os rostos dos jovens. Escuro ainda e a fogueira ir aumentando a luminosidade, eles com aquela ansiedade, a espera do contexto, olhar fixo no fogo e cada um sonhando ao seu modo o sonho de uma vida que só os escoteiros podem ter. A felicidade suprema e a alegria de poder estar ali. Não vou comentar sobre as canções, sobre os esquetes, sobre as historias. E até deixo para outro dia o comentário da Canção da Despedida. Uma despedida que marca, mas que promete ser breve. Muito breve. Não vou comentar quantas chorei, lágrimas eu derramei desde a mais tenra idade até hoje. Um "Velho" chorão.

               Fogo do Conselho. Esquecer jamais! Lembrar sempre e sempre, pois assim como as estrelas no céu brilhando no escuro da noite ou da lua enluarada eu sei assim como aconteceu comigo aconteceu com todos. Não há como esquecer. Está firme e apegado dentro dos nossos corações. Acho que pode ser ele um dos motivos para estar até hoje no escotismo. Um dia qualquer volto a falar mais dele. O amado, o querido, o sensacional, o espetacular FOGO DO CONSELHO!                           

sábado, 13 de outubro de 2012

A Faca do Escoteiro.



Crônicas de um Chefe Escoteiro.
A Faca do Escoteiro.

                 Quase não vejo em fotos. Se tiver alguns escoteiros e ou escoteiras que portam suas facas do lado direito preso ao cinto não sei. Mas olhe, quem já usou sabe do orgulho em estar com uma e muitos jovens olhando com admiração. Claro aprendíamos que elas só podiam ser usadas para atividades mateiras, cortes simples de cordas, quem sabe descascar uma laranja, mas neste caso melhor o canivete Escoteiro. Não aquele de mil e uma utilidades. Sempre gostei dos mais simples. Nosso Chefe e eu também quando fui Chefe de Tropa e Sênior era exigente quanto a isso. Mas se o jovem tem condições e se esforçou para ter este direito porque não usar? Existe por parte de muitos a ilusão de que é uma arma. Pode influenciar no futuro. O público não vê com bons olhos. Será? Durante anos e anos eu usei, autorizei jovens a usarem e nos acampamentos, ah! Nos acampamentos. Eles andavam aqui e ali soberbos com suas facas mateiras. E olhem, nunca vi nenhum deles até hoje, já homens feitos com esta ilusão de andar armado. E o público? Muitos deste “público” me perguntam onde andam os escoteiros e sua faquinha?

                É gostoso no campo portar uma faca. Dá-nos uma sensação de segurança. Eu tinha uma mundial simples. Já vi relatos de cada uma de tirar o sono. Dizem que são lindas. Nunca vi principalmente as importadas, mas quem era eu para ter uma delas? A minha eu tratava-a com carinho. A capa de couro, ou melhor, a bainha sempre engraxada, por dentro talco de bebê para proteger a lamina e não deixar enferrujar. Usou? Primeiro limpar antes de colocar na capa. Sabíamos que faca não é para cortar madeira quiçá poderiam servir para cortar uns gravetos para o fogo. Saber carregar assim como o machado simples ou do lenhador, ou mesmo o facão mateiro era uma arte. E cerimonia de entregar a ferramenta a outro Escoteiro? Um espetáculo a parte para ser visto. Saber afiar era outra. Quando jovem tivemos um campeonato de lançamento de facas. Tínhamos facas especiais para isto. As nossas não. Não foram feitas para impacto.

              Disseram-me que o processo de fabricação de uma boa faca consiste em modelar a lâmina, através do processo de forja ou de desbaste, aplicar um tratamento químico conhecido como têmpera que confere a dureza ao fio da lâmina. Costumava proteger o cabo com um protetor plástico que esticava quando colocado e depois se firmava. Lembro-me do meu Chefe e eu mesmo dizendo aos escoteiros e seniores sobre a faca. Explicava sobre a lâmina, sobre o cabo ou empunhadura, a ponta ou ponteira, o fio ou gume, o desbaste, onde era o dorso, o ricasso, a guarda, o pomo e o cordão. Para ser sincero eu mesmo não dava muita importância às estas nomenclaturas. Para mim o mais importante sempre foi o saber conservar, limpar, usar e manusear. Feito isto que os escoteiros usassem suas facas. Acho e poderia dizer com certeza que sempre foi e pode ser uma forma de motivar os jovens na senda Escoteira. E tenho certeza. Eles até hoje sonham com isto.

                  Não vejo o porquê não deixá-lo usar nas reuniões de sede, nas atividades ao ar livre e principalmente nos acampamentos. Se ele está bem preparado, se é um bom Escoteiro, se foi adestrado suficientemente tenho certeza que ele sentirá orgulho no uso da faca. Irá olhar para os outros e dizer – Façam como eu. E um dia também usarão a sua. Mas olhe, respeito os chefes que são contra. Não vou dizer a eles que nunca usaram e, portanto não sabem a importância de uma faca presa no cinto do lado direito de um Escoteiro ou Escoteira, bem uniformizado (a). Ou mesmo junto ao pequeno cabo de cinco a dez metros que não pode faltar no uniforme. Bem enrolado a moda Escoteira. O que? Isto é passado? Amado passado! Porque não voltas novamente? – Ainda lembro na sede ou no campo das inspeções rotineiras – Escoteiro? Sim Chefe! – Me mostre sua faca! – Eu a pegava pelo cabo, deixava o Chefe ver o talco protetor, pegava com carinho no dorso e dava para ele o cabo. Ensinou-me assim. Segurança! E ali ficava a sorrir de orgulho!

                  Minha faca Escoteira. Guardada até hoje. Não a uso mais a não ser se for a um acampamento ou uma excursão. Acampamento eu? Claro meu amigo, em sonhos! Mas gostaria de ver os escoteiros e as escoteiras como outrora. Respeitosos! Disciplinados! Vigilantes! Sempre Alertas! Boas ações feitas! Sorriso no rosto! Uniforme impecável! Treinados e prontos a demonstrarem suas aptidões e suas faquinhas do lado. Sei que existem muitos por aí neste mundo de Deus que ainda usam. Mas as facas, humm! As facas estão sumindo. E atrás delas muitos jovens cujos sonhos se perderam na modernidade. Minha faca Escoteira. Hoje um acessório proibido. Ontem liberado. Hoje? Nem pensar. Precaução? Bem cada um sabe onde o calo aperta, mas se pudesse ser um Chefe Escoteiro elas voltariam. Sem sombra de dúvida! Meus amigos e amigas, que saudade da faca Escoteira!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Lendas Escoteiras. Martinha escoteira e o Rei da cidade de Galiza.



Lendas Escoteiras.
 Martinha escoteira e o Rei da cidade de Galiza.

               - Porque não posso passar? Perguntou Martinha. – Porque não. Ordens do Rei da Galiza. – Não conheço e nunca ouvi falar – Não importa aqui vocês não passam. Martinha olhou de soslaio aquele enorme homem vestido com uma túnica vermelha, um capacete azul e uma grande espada na cintura. Martinha era Submonitora da Patrulha Touro. Estavam acampados próximo ao arraial do Martelo que pertencia à cidade de Taumi. Ela e Laurinha estavam à cata de lenha para o jantar e um fogo noturno onde uma gostosa Conversa ao Pé do Fogo sempre acontecia à noite antes de dormir.

               Não estavam longe do campo de patrulha. Avistaram um descampado e foram surpreendidas por este homem vestindo a moda romana. Seria alguma prova da Chefe Marta? Mas qual o objetivo? - Mas moço, insistiu Martinha ali do outro lado tem muita lenha e precisamos. Ainda não terminamos o jantar e a noite tem conversa ao pé do fogo. O que direi a monitora? – O homem da túnica vermelha pensou e pensou. – Será que poderia deixar? E o Rei da Galiza o que diria depois? – Vá, mas só até aquela árvore. Se passar eu terei que levar você na presença do Rei. Martinha pensou e Laurinha riu. – Acha que este homem é real? – Não sei falou Martinha. Mas sabe, gostaria de conhecer este Rei da Galiza. – Você vai comigo? – E agora pensou Laurinha. Não estavam obedecendo às ordens do Chefe e da Monitora. Mas conhecer um Rei? – Vamos, seja o que Deus quiser. E atravessaram a cerca e passaram dos limites permitidos.

              O homem da túnica vermelha não titubeou. Pegou as duas pelo braço, soprou no horizonte e uma ponte com um lindo arco íris apareceu. Elas atravessaram a ponte com ele no meio das nuvens brancas e avistaram o Castelo do Rei da Galiza. Passaram pelo portão e quando entraram no castelo viram um magnífico salão de refeições, as mesas faiscando de ouro e prata, carregadas de finos manjares, as vestes suntuosas que envergavam o Rei e seus cortezões e os nobres e veneráveis semblantes de todos os presentes, ficaram cheias de espanto e admiração pelo esplendor da corte do Rei da Galiza. Nunca poderiam imaginar nem em sonhos mais arrojados que conheceriam a metade do esplendor e da sabedoria que estavam conhecendo.

          O Rei mandou que se aproximassem. Mandou-as sentar ao seu lado e servirem a elas todos os manjares – Quem são vocês? Perguntou. Senhor Rei da Galiza, somos escoteiras da Patrulha Touro. Do Grupo Escoteiro Lua Azul. – O rei olhou para todos e espantado perguntou: Escoteiras? E que fazem? – Nós Senhor Rei, gostamos de acampar, excursionar, viver a natureza, amar a Deus sobre todas as coisas,  fazemos boas ações, somos alegres, respeitamos os direitos dos outros, temos palavra, somos leais, somos amigos de todos e até dos animais. E também Senhor Rei da Galiza, temos por obrigação ser pura em nossos pensamentos, nossas palavras e nossas ações!

          O Rei da Galiza ficou estupefato. Chamou o Grão Vizir e disse a ele para anotar tudo. A partir daquele dia, todo seu reino seria como as escoteiras. Que suas palavras fossem levadas nas escolas, nas ruas, nos campos de trigo, nas casas e em todos habitantes do castelo. Levantou e abraçou as escoteiras com carinho. Depois do jantar mandou o Homem da Túnica vermelha as levarem até onde estavam acampadas. Já estava escurecendo. Atravessaram o Arco Iris cheio de luzes e o homem desapareceu. Martinha e Laurinha pensaram muito se contariam a Patrulha. Acharam melhor contar em forma de esquete a noite no fogo de conselho. Assim foi feito. As escoteiras riram muito. – De onde tiraram a ideia do Rei da Galiza? Perguntou a monitora. Martinha olhou para Laurinha e deram muitas risadas. Mas estavam alegres, pois agora o reino iria aprender muito da Lei das Escoteiras. Estavam orgulhosas por ajudarem.

         E sempre, por anos a fio, quando Martinha e Laurinha acampavam ali, encontravam o homem da Túnica Vermelha e iam visitar o Rei da Galiza. Ficaram amigos para sempre. Guardaram o segredo, pois o Rei assim o quis. E até hoje, ambas nunca deixaram de fazer uma visita naquele reino onde à palavra à ética e a honra se tornaram um modo de vida de seus habitantes!           

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Laninho escoteiro e a Festa no Céu.



Lendas Escoteiras
Laninho escoteiro e a Festa no Céu.

                Nada como ser um Escoteiro sonhador. Deixar a mente voar e ser levada ao sabor dos ventos, sentir a brisa da manhã no rosto e sorrir existe coisa melhor? Participar de lindas histórias onde pode ser herói, onde pode voar conversar com os bichos as aves os peixes e sentir seu coração bater de alegria em todos os momentos? Pois assim era Laninho. Puro nos seus pensamentos nas suas palavras e nas suas ações. Na Patrulha o chamavam de “Voador”, estava sempre sorrindo e olhando o céu, os pássaros que voavam perto, os insetos e jurou que um dia fez amizade com um Quati cinzento. Quem duvidaria?

                 A tropa estava acampada no Sitio do Beija Flor. Um lindo local, uma cascata gostosa, muitas arvores frondosas, e bambus. Como tinha bambu. As Patrulhas adoravam. Laninho era dos Tigres Brancos. Um ano lá com eles. Promessado e tinha a simpatia de todo mundo. Ao seu modo colaborava com a Patrulha, mas era franzino e todos achavam que ele só vivia “Voando” e não contavam muito com ele. Naquela tarde após o banho todos foram ajudar o cozinheiro com a sopa do jantar. Laninho como sempre sentou embaixo de uma aroeira frondosa e olhava em seus galhos se tinha algum pássaro para conversar. Percebeu ao seu lado um Sapo Amarelo. Não o conhecia. O Sapo Amarelo o olhou e disse – Você pode me ajudar? – Ajudar como disse Laninho – simples, vai ter uma festa no céu. Convidaram todas as aves e eu não posso ir. Só quem pode voar. Como me disseram que você é um Escoteiro Voador, quem sabe me leva lá?

                  Laninho sorriu. Tinha lido um conto da Festa no Céu. Nele foi um urubu quem levou o sapo uma tartaruga e um esquilo que se esconderam em sua viola, pois o Urubu era um violeiro. Depois no céu ele os descobriu lá escondido em sua viola e jogou a todos nuvem abaixo. Quem levou a pior foi à tartaruga. Espatifou-se no chão. Mas Laninho ficou pensando se não podia levar o Sapo. Afinal ele sempre sonhou com uma festa no céu. Porque não ir? – Feche os olhos Senhor Sapo. Vamos para a festa você e eu! Só abra quando eu mandar. Mas o sapo não obedeceu. Abriu os olhos quando estavam sobre uma nuvem e ambos despencaram no espaço. Tiveram sorte. Caíram em um riacho de aguas límpidas. O sapo mergulhou e voltou à tona xingando Laninho. – Mas eu tentei te ajudar – falou. Nada disto. Você me soltou no espaço. Laninho chorou muito e o sapo ficou triste também. Nesta hora o Urubu Rei viu aquela choradeira e ficou com dó do sapo. – Deixa que eu levo você em minha viola.

                  Bem como o sapo foi não preciso contar. Todos conhecem a história da Festa no Céu. Laninho despencou de um galho e caiu com tudo no chão. Não machucou, mas quando abriu os olhos viu toda sua Patrulha rindo. – Ele também riu. Contou para eles que estava chegando ao céu e o sapo o jogou no espaço. Eles iam a uma festa no céu. – Todos riram a valer. - Esse Laninho, falou o Monitor. O Sub Monitor rindo falou – Mas Laninho, só você e o sapo? E a tartaruga? E o Esquilo? Eles não foram também? – Laninho riu e disse – Melhor perguntar a eles, estão atrás de vocês! – A Patrulha olhou espantada e viu um Esquilo e uma Tartaruga rolando pelo chão e dando enormes gargalhadas!

                 Se Laninho e os bichos foram com ele a festa no céu eu não sei, mas que até hoje ele conta como o Urubu tocava sua viola e crocitava, fazendo coro com a Araponga e o Papagaio. Não faltando a Gralha o Cisne, a Pomba e o sabiá que gorjeava como nunca. E assim nunca mais a Patrulha de Laninho duvidou de suas histórias e todos os fogos de Conselho deixavam-no falar, cantar e contar seus contos fantásticos. E como digo sempre, toda a história tem um fundo de verdade, mas histórias são histórias. Quem quiser mudar que conte outra. Que Laninho viveu feliz para sempre eu sabia, pois o Escoteiro é Alegre e sempre sorri nas dificuldades!      

Falando de Escotismo. Toninho de Lorena.



Falando de Escotismo.
Toninho de Lorena.

              Não sou muito de falar de pessoas nominalmente. Chefe, escotistas, dirigente seja lá o que for. Como floreio muitos meus escritos pode ser que venha a destoar do contexto e alguém não gostar. Toninho de Lorena é diferente. Para mim é especial. Assim como eu e acredito que muitos outros que conviveram ou convivem com ele dizem o mesmo. Quem o conhece pessoalmente sabe que além de ser um excelente Escoteiro é um excelente adestrador. Resolvi escrever sobre ele porque ele me manda sempre seu jornalzinho o Cuco do Vale. Escrito a mão. Em letra de forma. Xerocado. Disseram-me que ele não gosta da modernidade e nem olha para ao computador. Queria conversar com ele aqui, mas ele nem dá as caras. Outro dia vi uma foto sua e está tão "Velho" como eu. Mas na minha mente ainda guardo na memoria sua face nem tão novo nem tão "Velho". Um companheirão. Porque digo isto?

             Sem entrar em polemica, cheguei a São Paulo em 1977.  Um mês depois fui à região e deixei lá meu curriculum Escoteiro e me colocando a disposição. Afinal em Minas fui regional e dirigi centenas de cursos. Enquanto aguardava contato da região entrei em um Grupo Escoteiro para ajudar. Não podia ficar parado. Nunca a região me chamou. Sabia que tinha estados que os membros da equipe não aceitavam intrusos. Acho que já tinham suas equipes formadas e eu era carta fora do baralho. Durantes oito meses esperei. Depois resolvi fazer meus cursos por conta própria em dois distritos, mas devidamente legais com autorização da Equipe Nacional de Adestramento. Sabia como fazer.

             A dificuldade começou quando precisava contar com colaboradores ou assistentes. Conhecia pouca gente. Fui mais por informação. Consegui fazer amizade com dois Insígnia e uns três DCB. Um deles me falou do Toninho de Lorena. Convite feito convite aceito. Começou uma ótima amizade entre nós e um respeito mútuo. Conheci outro grande amigo O Professor José Renato dos Santos. Tinha assumido como regional (grande Escoteiro, lutamos juntos por anos a fio para modificar as coisas, mas não deu). Convidou-me para ser o Diretor de Adestramento Regional (todas as nomenclaturas agora foram alteradas). Convite feito convite aceito. Enviei correspondência para todos os adestradores, DCBs e DCIMs para uma reunião. Poucos compareceram. Dos antigos lá estava o meu hoje muito querido Chefe Elmer, o prestativo Walter Dohme (grande adestrador) e mais uns três que não conhecia. Os demais não apareceram.

             O Toninho era uma figura. Um dos melhores técnicos em arte mateira que conheci e conhecedor emérito de escotismo. Ficamos amigos. Fui a Lorena diversas vezes. Acampei com o grupo que colaborava em Piquete próximo ao Pico dos Marins. Conhecido no Brasil inteiro. Ele deu um apoio que nunca esqueci. Quantas e quantas noites após os alunos irem dormir, ficamos no Campo Escola do Jaraguá jogando conversa fora. Várias vezes formávamos uma rodinha onde poderiam estar presente o Pedestre, o Walter, o Jair Mantenauer lá de São Vicente e alguns outros que não lembro os nomes agora. (eles, por favor, me desculpem). O Toninho ficava horas e horas contando “causos” falando de técnicas escoteiras e muito mais. Nunca em tempo algum ele disse não aos meus convites. Nunca me disse para a região pagar suas despesa de viagem de Lorena a São Paulo. Acho que os mais de oitenta cursos que dirigi na capital e interior pelo menos quarenta ele estava ombro a ombro comigo.

              Depois tivemos muitos outros adestradores DCBs e DCIMs participantes. DCIM só o Elmer. Ficamos amigos. Foi para mim uma época de ouro.  Mais de 1.500 alunos tive a honra de conhecer no Estado de São Paulo. Acho que se não fosse o Toninho de Lorena, ou melhor, o hoje DCIM Antônio Rodrigues (na época só IM) não teria conseguido o que consegui fazer durante aqueles belos anos de 1978 a 1985. Os tempos correram céleres. Outro Regional. Bay Bay Osvaldo. Os convites para cursos rarearam.

              Gostaria que alguém lá da sua área que estivesse lendo este comentário se possível tirasse uma cópia e enviasse ao Toninho. Gostaria que ele soubesse que me orgulho em ter sido seu amigo. Para mim uma honra. Ainda tenho vontade de ir a Lorena levar a ele meu abraço. Para mim hoje é impossível. Todos me obedecem menos minhas pernas e meu pulmão. Um dia ainda dou um jeito neles (risos). Quando leio o Cuco do Vale e Leio tudo é como se o Toninho estivesse pessoalmente comentando. A confecção do jornalzinho é sagrado para ele. Ali ficamos sabendo de tantas coisas mesmo não estando presente junto a ele. Toninho, meu abraço. Que seja muito feliz, pois nós os adestradores de outrora (eu, pois sei que ele ainda continua na lida) temos orgulho do que fizemos principalmente em sua companhia. Certo ou não todos nós vivemos felizes em uma época de ouro.

Sempre Alerta Toninho de Lorena!                      

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

“happy ending” Um final feliz!



Crônicas de um Chefe Escoteiro.
“happy ending” Um final feliz!

                  Como está lindo o sol. Não sei por que nunca soube que ele seria tão importante em minha vida. Nunca fui tão feliz como agora. Sentia-me bem ali, melhor do que antes junto a amigos do bairro, soltando pipas, jogando bola, ou contando “causos”. Tentei convencê-los a ir comigo, mas riram dizendo que ser Escoteiro é para trouxa. Eles coitados não tinham a menor ideia do que eu estava fazendo, mas eu sabia o que eles estavam fazendo. Eles não estavam fazendo nada. Nesta hora tenho certeza que alguns dormindo, outros na porta olhando a rua vazia e pensando no que iam fazer. Quanta diferença! Meu dia, cada dia era melhor que o outro. Para dizer a verdade até minha mãe duvidou que pudesse gostar tanto como gosto de ser Escoteiro.

                 Meu nome é Marcus.  Nunca pensei em ser escoteiro. Tinha visto eles algumas vezes no parque, no shopping, e em bandos cantando e rindo pelas ruas do bairro. Bando de loucos pensava! E eis que um dia passei próxima a sede deles. Uma turma correndo, outra jogando, lobinhos de azuis procurando um tal de Mowgly, os grandões em cima de uma árvore dizendo que era um Ninho de Águia. Pode? E fiquei ali parado olhando embasbacado e pensando comigo mesmo – Que diabos era tudo isto? Risos. Desculpem os diabos. Maneira de dizer. Sem perceber me aproximei mais. Um Chefe sorridente me olhou e abanou o chapéu dizendo – Olá! Já conhecia os escoteiros? – Não Senhor! – Então se aproxime. Se quiser você brinca um pouco em uma patrulha e alguém de lá vai dizer a você quem somos nós!

                 Foi o meu começo. Nunca na vida tinha sentido algum igual. Uma turma que chamavam de Patrulha que pareciam irmãos. Bem mais que irmãos. Cada um sabia o que fazer. Sempre ajudando um ao outro. Em um jogo de quebra canela com um cobertor nenhuma canela foi quebrada, mas quantos tombos! – Me contaram sobre como surgiu o escotismo. Do general Inglês que foi seu fundador. Ensinaram-me nós, alguns sinais de pista, me mostraram o céu e disseram que ele era tudo para os escoteiros, muitas vezes a barraca para dormir. Falaram no sol, que sempre caminha para o oeste, falaram do vento, das chuvas gostosas do verão, das noites de lua cheia, nas estrelas, das brisas frescas da manhã de primavera, de um fogo que chamavam de Fogo do Conselho onde cantavam, brincavam e representavam. Meu Deus! Fiquei abismado. Voltei para casa correndo. Mamãe, Mamãe, você precisa me matricular nos escoteiros!

               Olhem, acho que valeu. Foi à decisão mais importante em minha vida. Meu Chefe que “cara” bacana. Alegre, jovial, espirito leve e solto a nos ouvir, compreender, aconselhar. Entrei na patrulha do Condor, me receberam com um grito de guerra. Aprendi logo. Gritava como nunca em minha casa. Minha família ria. Fiz minha promessa. Dia de festa, de fotos, de abraços dia que marcou para sempre meu coração Escoteiro. Todo mês saiamos da sede. Sempre para um lugar com cheiro da terra, onde poderia ter um riacho para brincar, para molhar os pés, para pescar! Em cada três meses um acampamento. Estes então! Incríveis. Cheios de aventuras. Uma vez seguimos os passos de um boi que havia entrado na mata. Fomos pé ante pé e o descobrimos comendo capim colonião como se nada acontecesse em sua volta.

              Fazíamos coisas do arco da velha. Subíamos em cordas em árvores frondosas, um dia inteiro preparando uma catapulta para ver que mandava mais longe uma bexiga cheia d’água! Quantas risadas! Uma ponte três pontas. Fácil de fazer para atravessar uma vala ou um riacho. Uma noite um jogo que nunca esqueci. Minha Patrulha foi sorteada para passar em um trecho do bosque pelas outras três e foi o máximo. Pintamos todo o corpo de preto. Aprendi a rastejar como exploradores noturnos e não consegui passar, mas dois da Patrulha conseguiram. E no último dia foi o dia que chorei. E como chorei. Foi lindo. Acenderam o fogo com um palito de fósforos. Uma festa, o Escoteiro que acendeu recebeu seu batismo de guerra. Pulou três vezes sobre o fogo e passou-se a chamar Nambiquara, aquele que é inteligente, muito esperto. Que lindo foi! Breve eu também terei meu nome de guerra. Estou escolhendo.

            E a noite foi encerrada cantando. Cantamos a Canção da Promessa e aquela que sempre marca “A Canção da Despedida”, como emociona! Como a gente nunca mais esquece! Parece que a união ali com as mãos entrelaçadas é como uma promessa de amor ao escotismo para sempre! Foi bom. Muito bom mesmo. O Escotismo mudou minha vida. Meu grupo escoteiro agora é minha segunda família. Lá tenho tudo que desejei. Adultos que parecem mais irmãos, escoteiros e escoteiras que se respeitam. Dizem que lá aprendemos não só a ser herói, mas também a ter palavra, honra e saber que a ética faz parte do nosso crescimento. Gente! Como sou feliz! Amo de montão o escotismo! Nunca mais irei esquecer as horas mais felizes de minha vida que ele me deu vai dar-me por toda a vida!

E quantos Marcus nós temos por aí?