Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A cidade dos homens.


A cidade dos homens.

                    Passaram-se três meses que Mowgli havia ido para a cidade dos homens. Andava muito ocupado em aprender os usos e costumes deles. Teve que acostumar-se a usar panos em cima do corpo, o que lhe incomodava muito, a empregar o dinheiro e a usar o arado, que lhe era inútil. Os demais garotos o punham furioso. Felizmente a Lei da jângal lhe ensinara a dominar-se, porque na vida selvagem o alimento e a segurança dependem muito do domínio sobre si próprio.

                   Mowgli desconhecia a sua própria força. Na jângal sentia-se fraco, em comparação com os animais selvagens; na aldeia, os homens o consideravam forte qual um touro, mas nada conhecia a respeito das castas. Tratava a todos com igualdade, o que não agradava a alguns, como o sacerdote. Na aldeia Mowgli conheceu um caçador chamado Buldeo, que reunido com os velhos da aldeia contava muitas mentiras sobre os animais da jângal, inclusive histórias inventadas por ele sobre fantasmas. Mowgli provocava a raiva do caçador ao desmentir as histórias contadas por ele. Ao ser repreendido por meter-se na conversa dos mais velhos, foi mandado a pastorear os bois e búfalos, o que não lhe era nada difícil.

                    Então ele disse aos outros garotos que tomassem conta dos bois, que ele sozinho guardava os búfalos. Como os búfalos gostavam de pontos pantanosos para se refrescarem do calor ele os levou para o extremo da planície, lá onde o Rio Waiganga sai da floresta. Saltou no pescoço de Rama, o chefe do rebanho e correu ao local onde marcara com o Irmão Gris.

                  Buldeo ficara assustado achando que era magia ou feitiçaria, pois jamais vira um humano dar ordens a um lobo. Ao chegar à aldeia contou histórias de feitiçaria e encantamento que deixou o sacerdote assustado. Após retirar e guardar a pele do tigre, Mowgli e os amigos, recolheram novamente os búfalos e retornaram para a aldeia. Ao chegarem viram luzes acesas e pensou "deve ser uma homenagem a mim por ter matado Shere-Khan"; mas uma chuva de pedras fora lançada em sua direção contrariando seus pensamentos.

                 - Feiticeiro, Lobisomem! Demônio da jângal! Fora! Fora! Atira Buldeo! Atira! - Mowgli parou assustado com as pedras e os gritos. - Não me parecem muito diferentes dos da alcatéia, estes teus irmãos homens disse Akelá, sentando se calmamente sobre as patas traseiras. Parecem que estão te expulsando do povoado. Outra vez? Exclamou Mowgli. Da primeira vez insultaram-me de homem.  Agora de lobo! - Vamo-nos daqui Akelá.

Uma mulher corre em sua direção e diz:
- Meu filho! Dizem que você é feiticeiro, não creio, mas vai-te antes que te matem Só eu sei que vingaste a morte do meu Nathoo. - Agradecei a Messua, homens; Por amor a ela deixo de invadir a aldeia com meus lobos e caçar a todos.

Depois do desabafo, incitou os búfalos sobre quem os apedrejavam, e tomou o caminho da jângal seguido dos dois amigos. Olhava as estrelas e sentia-se imensamente feliz.

                    Ao chegar ao jângal, após rever Mãe Loba, foram a Roca do Conselho, onde Mowgli apresentou a pele do tigre. Os lobos que chegavam à Roca encontravam-se aleijados, mancos e feridos devido terem ficado sem chefe desde que Akelá foi deposto da chefia. Após verem a pele do tigre os lobos pediram para Akelá chefiar novamente a alcatéia. Mowgli, por sua vez resolveu não mais pertencer a alcatéia e caçar sozinho na Jângal somente em companhia dos quatro irmãos lobos, até o dia em que...

Mas isso já é outra história.


E Mowgly resolveu ir morar na cidade dos homens... Mais uma história de Mowgly no Livro da Selva. Se você ainda não tem e gostaria de ter vários condensados sobre lobos em PDF peça em minha caixa postal o BLOCO 7 – LOBOS EM AÇÃO. Várias histórias interessantes sobre os lobos e sua vida na Jangal. Todas em PDF e gratuito. Nota – Não deixe aqui seu e-mail. Só atendo aos que me enviarei o pedido no meu: ferrazosvaldo@bol.com.br.
   

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A morte de Shere Khan. Tigre Tigre.


A morte de Shere Khan.
Tigre Tigre.

                      Está é uma historia contada e recontada muitas vezes nas Alcateias de lobos do Brasil e do mundo. Alguns a chamam de Tigre Tigre como se diz na História da Jangal. Eu a contei muitas vezes e sempre procurei dar uma conotação diferente da vingança pessoal ou coletiva. O receio, o medo à raiva dos lobinhos por Chery Khan não deve ser levada ao extremo. Afinal ele era um tigre que tinha seus direitos e se foi feito como vilão não podemos esquecer que havia uma lei da selva, onde cada um poderia ser caçado para a sobrevivência do outro.

                    Começamos nossa historia quando Mowgly deixou a caverna do lobo dez estações após sua apresentação à alcatéia. Depois de muito ouvir de Shere-Khan e do próprio povo livre, na Roca do Conselho; Mowgly ergueu-se segurando na mão uma vasilha com a "Flor Vermelha" (nome dado ao fogo), estendeu os braços e magoado gritou: - Ouvi! Basta de discussão de cachorro! Muito já me disseram esta noite para provar que sou homem, a mim que desejava ser lobo toda vida, de modo que estou convencido de que sou homem!

                     Mowgly então derramou as brasas no chão, ateando chamas em um tufo de ervas secas. Todos os lobos recuaram atemorizados e o filhote de homem continuou berrando: - Vou-me para minha gente. A jângal estará fechada para mim. Serei, porém mais generoso que vocês; porque fui durante dez anos irmão em tudo menos no sangue. Prometo que quando me tornar homem, entre os homens não trairei vocês perante eles, como vocês fizeram comigo. - Mowgly ainda prometeu que na próxima reunião da Roca do Conselho que ele viesse, ainda mais homem traria a pele do comedor de bezerros, Shere-Khan sobre a cabeça. E também declarou que ninguém mataria Akelá, mesmo sendo ele considerado um lobo morto por haver perdido o bote.

                    Vieram-lhe soluços de desespero e grossas lágrimas brotaram de seus olhos. Sem entender o que se passava, pois não queria, mas sentia que tinha de deixar a Jângal. Mowgly chorou; Chorou pela primeira vez em toda sua vida. "Você já é um homem", disse Bagueera mansamente. - Despedindo-se de sua Mãe Loba na gruta, Mowgly deixa as montanhas de Seeonee e sozinho rumou à aldeia onde moravam as estranhas criaturas chamadas homens.

                   Ao ver o primeiro homem, apontou para a boca aberta significando que tinha fome. Este homem chamou o sacerdote e muitos outros homens, que se espantaram com o menino nu, com cicatrizes de mordeduras nos membros. Após alguns comentários, o sacerdote com solenidade disse a Messua, esposa do lavrador mais rico da região, que levasse o menino para a casa dela, visto que ela havia perdido um filho pequenino para a jângal. A mulher o conduziu até a cabana onde havia muitas coisas, e dando-lhe leite e pão chamou-o de Nathoo, porém Mowgly deu a entender que não conhecia tal nome. Cheia de mágoa, Messua disse-lhe que se parecia bastante com seu filho, e assim ele acabou ficando seu filho.

                   Mowgly não se sentia à vontade, pois nunca morou em uma cabana, mas sossegou-se vendo o teto onde poderia fugir se lhe desse vontade. Mowgly também se sentia estúpido sem entender a linguagem dos homens, porém isso não era difícil de aprender para quem já sabia imitar tantas outras linguagens. Com isso começou a imitar tudo o que Messua falava, tendo assim aprendido nesse mesmo dia o nome de muitas coisas. Quando trancaram a porta para que Mowgly dormisse na cama, ele fugiu pela janela, pois não estava acostumado a dormir assim. Foi estirar-se na relva macia do campo vizinho, para lá dormir. Antes que seus olhos fechassem um focinho amigo veio farejá-lo, era Lobo Gris, filhote mais moço de Mãe Loba que lhe trazia notícias da jângal.

                  -Shere-Khan foi à procura de caça, mas quando voltar jurou que vai te matar. Mowgly então respondeu: - Eu não tenho medo dele; Não se assustando com o juramento de Shere-Khan, uma vez que ele também prometeu que o mataria. Depois de prometido que nunca esqueceria os irmãos da gruta, pediu que Irmão Gris sempre trouxesse notícias.

                   - Em outra ocasião encontrou novamente o Lobo Gris e combinaram que quando Shere-Khan estivesse caçando Mowgly, este o avisaria. Foi o que aconteceu após alguns dias; Shere-Khan atacaria Mowgly na entrada da aldeia, quando este estivesse voltando com os búfalos.

                    Mowgly, ajudado pelo Lobo Gris e Akelá, preparou um plano para matar Shere-Khan, ou seja, estes dividiriam a manada de búfalos em duas partes: de um lado os machos, do outro as fêmeas e os filhotes; e fariam um estouro de boiada sobre Shere-Khan que seria esmagado sobre as patas dos búfalos. Este não teria como fugir, pois estaria lerdo pela refeição que acabara de fazer, e cercado por búfalos e pelo barranco. O plano foi bem sucedido. Mowgly com ajuda dos amigos resolveram retirar a pele de Shere-Khan para apresenta-la à Roca do Conselho, foi quando apareceu o caçador Buldeo, dizendo que ficaria com a pele de Shere-Khan, pois havia uma recompensa de 100 rúpias pela morte do tigre. Mowgly recusou-se a entregar a pele a Buldeo e este ameaçou dar-lhe uma surra. Akelá saltou sobre o caçador arremessando o ao chão. Buldeo conseguiu se livrar de Akelá pedindo perdão a Mowgli.

Vejam amanhã no próximo capitulo: - Mowgly na cidade dos homens.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Em um fogo de conselho...


Em um fogo de conselho...

                 Todos sorriram quando viram Mano Velho chegar naquela tarde no acantonamento dos lobinhos. Os lobos adoravam aquele Velho Chefe Escoteiro, pois além de fazer muitas brincadeiras legais sempre tinha uma palavra de motivação de aconselhamento e ele era um mestre nas historias da Jangal. À noite vieram muitos pais e amigos para participarem juntos ao Fogo do Conselho que nos lobos era chamado de a Flor Vermelha. Mano Velho fez todos darem boas gargalhadas quando fez a brincadeira do Serafim, aquele que fica assim. Ele era demais e olhe seu estilo em preparar e dar o empurrão final era único.

                  Já pelas tantas ele deu um salto em cima da fogueira e parou ficando como se fosse uma estátua. Todos fizeram silêncio prestando atenção no que viria a seguir. Ficou mais alguns minutos em silêncio e perguntou: - Além dos grilos e pirilampos cantando, além da coruja que pia no carvalho próximo, além do latido do Lobo Guará no alto da montanha e além dos pássaros noturnos, vocês estão ouvindo mais alguma coisa? 

                 - Todos fizeram silêncio e um Lobinho disse para ele: - Chefe estou ouvindo um barulho de uma carroça na estrada!

                 - Mano Velho sorriu e disse para o Lobinho: - Isto mesmo é uma carroça vazia... – O Lobinho coçou a orelha em sinal de dúvida e perguntou a Mano Velho: - Chefe como pode saber que a carroça está fazia se ela está na estrada e a gente ainda não a viu?

                - Ora respondeu Mano Velho. É muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior o barulho que ela faz!
        

                - Todos ali presentes entenderam aonde ele queria chegar. Quando a gente vê uma pessoa falando demais e interrompendo a conversa de todo mundo, é como uma carroça vazia... Faz barulho demais! 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Em um acantonamento de lobos do verão.


Em um acantonamento de lobos do verão.

              Ouve uma época, que um Lobinho muito cheio de si, cujo nome era Paolo Querubim disse a Akelá lucilla que iria realizar uma enquete com os animais da floresta. A Akelá Lucila sorriu, pois amava seus lobinhos e Paolo Querubim era um dos seus preferidos. Resolveu deixá-lo ir, mas ficou de longe observando.

              Paolo Querubim saiu como se fosse o rei da floresta, sem medo do Shery Khan, sem medo dos Bandarlogs, e sabia que tinha Baguera Kaa e Balu iria salvá-lo se alguém arriscasse a lhe fazer mal.

              Nem bem virou a trilha do Macaco avistou Raksha indo em direção contrária. Correu até ele e perguntou-lhe? Raksha, o que você tem feito para cuidar da Floresta de Mowgly?

              Ela sorrindo prontamente respondeu:
- Não deixo restos de lixos no chão, retiro o alimento da natureza apenas para o consumo de meus amigos e da minha família, ensino meus filhos a plantar sementes para termos sempre novas árvores.

              Paolo Querubim gostou tanto da resposta de Raksha que a convidou para dar estas dicas para os outros lobos da Alcatéia! E quer saber? Raksha adorou a ideia! 

              E foi assim que Paolo Querubim ficou conhecido como o Lobinho protetor da floresta que deixa tudo limpo onde quer que fosse. Um exemplo para sua Alcatéia seus pais e seus avós!

    

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Normas para um bom acampamento.


Conversa ao pé do fogo.
Normas para um bom acampamento.

              Em muitas cidades existem grandes dificuldades para se conseguir um bom local de acampamento. As aguadas desapareceram, bambuzais estão escassos e muitos grupos pagam para conseguir um local para acampar. O que deveria ser um padrão entre os proprietários de fazendas, sítios ou outros estão cada vez mais difíceis e muitos Grupos percorrem grandes distâncias para se conseguir um local de acampamento. Nas grandes metrópoles então e um pesadelo conseguir um bom local para acampar. Mas ainda existem em todas as cidades aqueles proprietários ou fazendeiros que não se negam a colaborar e deixar que acampem ou acantonem em suas terras.

                Esta convivência deve ser bem observada não só pela Tropa, mas também pelas alcateias. Ensinar ao Lobo a preservação do meio ambiente adestrá-lo na arte da limpeza, plantio e cuidados com seus pertences é importante não só para o seu crescimento como pela atenção dada há quem se predispôs a colaborar com a Alcatéia ou Tropa. Estou hoje longe de tudo isto, não tenho me atualizado, mas existem ainda algumas regras importantes e que devem ser observadas. Pagar para acampar não é bom sinal. Vejamos algumas medidas importantes que cada Tropa, Alcatéia, Escoteiro ou lobo devem tomar nestas atividades:

Seja cortês.
- Cumprimenta todas as pessoas que encontrares no campo.
- Seja afável para com os habitantes das regiões que visitas.

 Respeita o trabalho dos agricultores.
- Não mexam nas colheitas, sementes, plantações, lenha e maquinaria.
- Respeite os animais a não ser que tenhas permissão dos donos e não espantes os rebanhos.

Respeita a propriedade alheia.
- Não acampes sem pedir autorização.
- Use caminhos públicos quando atravessares os campos e as fazendas.
- Respeita os letreiros de proibição e nunca caminhes por campos cultivados.
- Usa os portões para atravessar as cercas e muros, para não os estragares.
- Fecha com cuidado todos os portões, porteiras e cancelas quando passares.
- Não cortes nunca uma árvore sem autorização e pede autorização para subi-las.
- Obtém permissão antes de fazer fogueiras e depois tem cuidado para não prejudicar as árvores e construções (cancelas, etc.).

Protege os animais e as plantas.
- Não captures nem prendas os animais que possas encontrar e não faças mal aos pássaros nem mexas nos seus ninhos.
- Não arranques flores nem partas os ramos das árvores.

Respeita os sons da natureza.
- Não faças barulho desnecessário.
- Não leves para o campo aparelhos de som (rádios, leitores de Cd’s, etc.) para poderes escutar a natureza.

Ajuda a manter toda a água limpa.
- Não sujes as fontes, as nascentes nem a água dos córregos e riachos.
-Não deixes as nascentes de água potável sujas, a água é necessária para o agricultor.

Tem o máximo cuidado com o fogo.
- Toma todas as precauções para evitar o risco de incêndio.
- Não acendas fogo no bosque, sobretudo com vento forte.
- Convide sempre o fazendeiro e seus agregados para o fogo de conselho.

Deixa tudo limpo.
- Junta todo o lixo num saco resistente para depois o deitares num contentor na próxima povoação.

                  Lembre-se proprietário ou fazendeiro satisfeito com os escoteiros e lobinhos é meio caminho andado. Um abraço, um aperto de mão um sorriso um presente (O lenço do grupo ou mesmo diploma de agradecimento, por exemplo) e outros fazem parte da boa convivência. Não esqueçam nunca que a inspeção não é um mero ponto na programação, mas sim de uma certeza da volta sem atropelos novamente.

Bom campo, bom acantonamento, pois sem estes o movimento na maneira que BP nos ensinou em seu método é sinal que já não fazemos mais escotismo.
Melhor Possivel e Sempre Alerta!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

“Tonho” Uma história quase real.


“Tonho”

Uma história quase real.

                     Na janela olhava os passantes sem falar. Sua mente corria solta tentando costurar os erros e acertos de sua vida. A conversa com Tico foi à gota. Não foi a primeira e sabia que não seria a última. – Chefe, Prisco meu amigo que é Escoteiro no outro grupo me disse que sou pirata. Perguntei a ele o que significava – Ele disse que o Chefe dele dizia que éramos intrusos e não tínhamos direitos. Tentou me convencer a passar para eles. – O que fazer quando um Escoteiro seu diz isto para você? Outras vezes um ou outro que não sabiam das diferenças perguntavam: - Chefe, porque não podemos participar das atividades e acampamento deles? – Afinal não somos todos irmãos? – Seria sua culpa? Tinha sido Escoteiro, fez uma promessa, amava a seu modo o movimento. Admirava o método do fundador. Agora adulto resolveu fazer uma Tropa. Uma experiência, sem a estrutura de um Grupo Escoteiro. As exigências para iniciar não o agradaram. O registro mais ainda. Soube que as normas eram cobradas para tudo.

                    Não tinha diretores. Para dar uma satisfação convidou a mãe de Ricardo uma simples lavadeira para ser a presidente. A Tropa cresceu. Dois anos e agora estavam completos. Vinte e oito escoteiros. Menos de um ou dois saiam por ano. A procura enorme. Não queria quantidade e sim fazer o escotismo que acreditava. Confiava nos monitores, às patrulhas saiam sozinhas, acampavam sozinhas. Dar responsabilidade era sua maneira de ver a formação escoteira. Fora assim com ele. Quando Juvenal o procurou para dizer que ia organizar um Grupo filiado a Direção Nacional ele o parabenizou. – Precisamos de mais escoteiros disse. Mas não foi bem assim. Exigiram de Juvenal o distanciamento. Ele queria fraternidade e encontrou animosidade. Os meninos de um e outro se conheciam, mas na farda eram desiguais. Agora eram piratas, ameaçados de extinção, diziam que seriam levados as barras dos tribunais.

                   Ouviu ao longe o cantar do Hino Rataplã. Eram os Touros chegando do acampamento. O povo da cidade aplaudia. Os escoteiros com suas mochilas, tralhas e carrocinha de peito estufado marchavam com garbo. Pararam em frente sua janela – Sempre Alerta Chefe! Patrulha Touro se apresentado após o acampamento! – Sorriu. As preocupações ficaram para trás. Ele sabia que formava meninos para serem o futuro da nação. O escotismo não tinha dono era de todos. – Sempre Alerta Touros! Parabéns! Estou orgulhoso de vocês!   

Nota:

Nada contra Grupos Escoteiros de todas as associações. Nasci e vou morrer na UEB mesmo sem meu registro. Mas se os demais irmãos escoteiros seguem o método de Baden-Powell aplaudo. Infelizmente muitos da União dos Escoteiros do Brasil não pensam assim. Triste, pois dos mais de 160 países que praticam escotismo Badeniano o Brasil é um dos poucos a ser intolerante com outros que querem ter sua bandeira e sua associação. Agora eu pergunto: - O sexto artigo só serve para os que pertencem a mesma associação? (O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros).

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Lembranças e curiosidades de Baden-Powell.


Conversa ao Pé do Fogo.
Lembranças e curiosidades de Baden-Powell.

O Chapéu Escoteiro - de Bulawayo.
Existem muitas versões sobre o porquê Baden-Powell adotou o chapéu Escoteiro. Aqui mais uma para deleite dos admiradores do Escoteiro Chefe do Mundo.

O primeiro chapéu escoteiro veio de uma loja chamada Beasley's na cidade de Bulawayo na Matabelelândia. Logo após sua chegada em Bulawayo, Baden-Powell visitou Beasley's para substituir a sua cobertura militar por um `Boss of the Plains' . Ao invés de afundar o chapéu no meio, ele afundou a copa pressionado com quatro dedos. O chapéu de B-P tornou-se marca registrada, e mais tarde parte do uniforme escoteiro oficial.
A tira em volta do chapéu uma correia de boa-sorte dada a Baden-Powell por um nativo de Mafeking.

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 Impeesa - o lobo que nunca dorme.
Muitos já conhecem o apelido do nosso Lider Mundial. Aqui um complemento:

Baden-Powell foi chamado M'hlala panzi pelos Zulus - aquele que se deita (para atirar). Ele ganhou este apelido por desenvolver um meio peculiar de disparar um rifle entre as suas pernas enquanto estava deitado de costas.
Durante a expedição Ashanti ele foi chamado Katankye - o homem com o chapéu grande;
Mas o seu apelido africano mais famoso veio dos Matabele: Impeesa - o lobo. Também traduzido como 'a fera que não dorme, mas caminha toda a noite'. O apelido ficou famoso em Mafeking, onde foi traduzido como 'o lobo que nunca dorme'- um tributo à sua reputação de batedor militar vigilante. Em Mafeking, um canhão construído durante o cerco foi chamado 'O Lobo" em sua homenagem.
A origem de `Impeesa', entretanto,  é uma história estranha. Não há lobos na África, e `Impeesa' significa hiena. É possível que Baden-Powell não compreendeu a palavra, porque ser chamado de hiena não é um cumprimento.
Mas seja qual foi à origem, o apelido de Impeesa, o Lobo, tornou-se uma grande tradição no Escotismo, e Baden-Powell o usou com orgulho.

Dizem que a saudação em Inglês “Be Prepared” foi uma homenagem a B-P. Vejam as iniciais da saudação inglesa!


Sempre Alerta!

sábado, 28 de janeiro de 2017

“Tininha”.


“Tininha”.

                  Abriu os olhos lentamente. Tateou com sua mão direita procurando Fofinho seu ursinho de estimação. Nada! – olhou para o lado e viu Betinha sua amiga lobinha deitada ao seu lado. Levantou a cabeça e se assustou. Não era seu quarto. Olhou para a porta de lona esperando sua mãe entrar para dizer que estava na hora da escola. Sua Mamãe não entrou. Ouviu uma voz conhecida gritando Lobo, Lobo, Lobo! Levantar com este frio? Nem morta. Virou para o lado e tentou dormir mais. Sua mente passeava. Onde estava? O que fazia ali? Dormia em uma barraca e nunca dormiu assim. Sorriu, era diferente era bom demais. Sabia que gostava. Lembrou que era Lobinha e as lobinhas são espertas, obedientes e disciplinadas. Será que tinha de lavar o rosto e escovar os dentes como sua mãe fazia quando acordava?

                  Outra vez o mesmo grito. Desta vez mais forte. Lobo, Lobo, Lobo! Levantou. Betinha acordou e olhou para fora da barraca. Já é hora? Tininha sorriu. Saiu devagar da barraca, um frio de rachar. Pegou sua blusa de frio. A Alcatéia se formava, mas faltavam muitos que ainda dormiam. O Balu e a Bagheera iam de barraca em barraca. Tininha sorriu. Foi à primeira vez que dormiu em uma barraca de pano. Acantonou antes, mas dormiram em um quarto bagunçado de tantos lobinhos. Gostava. Divertia-se, se sentia bem com as outras lobinhas. A Akelá era simpática, o Balu fazia cara de feroz, mas logo em seguida dava uma boa gargalhada. Bagueera era mãe, pai, tia e avó. Olhou para o céu e viu o sol chegando. Olhou para a Akelá e ela sorria.


                      Sabia que seria mais um dia divertido. Correu a formar. O dia passou e ela nem se lembrou da mamãe, do papai e do Fredinho seu irmão e do seu urso Fofinho. Quantos dias ainda estaria ali? Não sabia, não importava, amava muito tudo isto. Na matilha Azul ouviu um trinar de um passarinho. Olhou e ele estava em um galho próximo cantando. O mundo sorria, Tininha sorria, a Akelá sorria. Isto era bom demais. Sabia que seria uma Lobinha da selva de Mowgly para sempre. – Melhor Possivel Akelá!  

domingo, 22 de janeiro de 2017

Tanto tempo e agora estou aprendendo.


Tanto tempo e agora estou aprendendo.

- É bom aprender e o tempo nos ajuda a entender. Eu aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto. Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá à mínima e eu jamais conseguirei convencê-las. Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando. 

- Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho. Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei. Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem. 

- Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso. Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas. Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso. 

- Eu aprendi... Que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro. Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso. Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto. 

- Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem. Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida. Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes. 


- Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio. Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos. Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre. Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

Um lindo e excelente domingo para todos os meus amigos


De um autor desconhecido.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A esperança




A Esperança

A Esperança não murcha, ela não cansa, 
Também como ela não sucumbe a Crença, 
Vão-se sonhos nas asas da Descrença, 
Voltam sonhos nas asas da Esperança. 

Muita gente infeliz assim não pensa; 
No entanto o mundo é uma ilusão completa, 
E não é a Esperança por sentença 
Este laço que ao mundo nos manieta? 

Mocidade, portanto, ergue o teu grito, 
Sirva-te a Crença do fanal bendito, 
Salve-te a glória no futuro -- avança! 

E eu, que vivo atrelado ao desalento, 
Também espero o fim do meu tormento, 
Na voz da Morte a me bradar; descansa!


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O livro da selva. Personagens da Jangal conforme Rudyard Kipling.


Recordações de Seeonee.
O livro da selva.
Personagens da Jangal conforme Rudyard Kipling.

Esta lista de nomes, seus significados e pronúncia, foram fornecidos por Rudyard Kipling como uma nota de autor para a edição Sussex definitiva de suas obras. Nós alteramos as referências da página para fazê-las referir-se a Macmillan Uniform Edition de The Jungle Book e The Second Jungle Book.

TABAQUI - O Chacal, é pronunciado Tabarky. Fui eu quem criou este nome.
GIDUR-LOG - Significa literalmente "pessoas do chacal". Gidur, pronunciado Geeder, é um nome indiano para o chacal, e log - pronunciado sempre logue, rima com voga - significa pessoas. O mesmo que Bandar-log significa Macaco People. BANDAR é pronunciado Bunder.
SHERE KHAN- Pronuncia-se Sheer Karn. "Shere" significa "tigre" em alguns dos dialetos indianos, e "Khan" é um título, mais ou menos de distinção, para mostrar que ele era um chefe entre os tigres.
O WAINGUNGA - É um rio real na Índia Central. É pronuncia-se Vinho-gunger (acento no gung, eu penso).
LUNGRI - É pronunciado como soletrado. Significa literalmente “Lame”, como Shere Kahn era.
RAKSHA ("O demônio"), que a mãe Lobo era quando alguém interferia com seus filhotes, é pronunciado Ruk-sher (sotaque em Ruk).
MOWGLI - É um nome que eu inventei. Não significa “Sapo”'em qualquer idioma que eu conheço. É pronunciado Mowglee (sotaque no Mow, que rima com 'vaca').
AKELÁ - Que significa “Sozinho” é pronunciado Uk-kay-la (sotaque em kay).
BALOO - é Hindustani para "Bear". Bar-loo (accent on Bar).
BAGHEERA - é Hindustani para uma pantera ou um leopardo. É uma espécie de diminutivo de BAGH, que é Hindustani para “Tiger”. Bug-eer-a (sotaque no eer).
IKKI – O Porco-Espinho. Acho que fiz isso. Ele rima com 'pegajoso'. (HO-IGOO é um verdadeiro nome nativo para ele).
MAO - Pronunciou algo como Mor, é um nome nativo para o Peacock.
KAA - É pronunciado Kar. Um nome inventado, do silvo estranho de uma cobra grande.
MANG - O morcego é Mung, um nome inventado.
HATHI - È pronunciado Huttee, ou dizer quase assim. Um dos nomes indianos para o “elefante”.
CHIL - O papagaio indiano pronuncia-se Cheel.
COLD LAIRS - Há muitas antigas cidades desertas na Índia que se parecem muito com as Lair Frios nos Livros da Selva. É chamado Cold Lairs porque quando qualquer animal deixa seu covil ou covil, o lugar fica frio, é claro. Mesmo com o homem como animais.
O MOHWA – Pronuncia-se Mow-er rima com cow-er, é uma árvore que tem flores pegajosas doce pegajoso que algumas das tribos nativas na selva fazer em uma bebida forte. Seu nome Latino é Bassia Longifolia, assim acredito.
THA - O Elefante que era Senhor da Selva em “How Fear Came”, é pronunciado Tar. Um nome inventado.
MYSA - O búfalo. Eu inventei. Pronuncia-se Meu-ser (acento em Meu).
MESSUA - A mulher, é pronunciado Mess-wa (sotaque em Mess).
KHANHIWARA - É um lugar real no mapa. Deve ser pronunciado Kan-i-war-rer.
BULDEO - O caçador, é quase como está escrito, (sotaque em Bul).
PURUN DASS – É Poor-un Darss, um verdadeiro nome nativo.
RAMA – O rebanho-búfalo dos búfalos, pronuncia-se Rar-mer (sotaque em Rar).
NILGHAI – Pronuncia-se Neal-guy. Significa literalmente “touro azul” um antílope selvagem tão grande quanto um pônei pequeno (acento no indivíduo).
THUU - Em 'O Ankus do Rei' Thuu é pronunciado Thoo-oo.
PHAO – Pronuncia-se Fay-ou: ele era filho de Fay-proprietário. Um nome inventado.
O PHEEAL – Pronuncia-se Fe-arl, é o ruído que um chacal às vezes faz quando ele está seguindo ou indo antes de um tigre de caça. É, os homens me disseram, muito diferente de seu choro regular e não agradável para ouvir.
DHOLE - É Dole: e é um dos nomes nativos para o Cão de Caça Selvagem da Índia.
WON-TOLLA – Pronuncia-se Woon-toller (sotaque também).
O DEKKAN - Faz parte da grande Planície Central da Índia. Procure no mapa.
ROCHAS DE ABELHAS - Há algumas rochas acima de um rio perto de Jubbulpore na Índia onde as abelhas selvagens viveram por muitos anos. Ninguém se aproxima deles se pode evitá-lo, pois às vezes atacam e matam homens e cavalos.
LAHINI – Pronuncia-se Lar-hee-ney, é um nome inventado para ela-lobos (sotaque em hee).
FERAO - O pica-pau escarlate, é pronunciado Feer-ow; Um nome inventado que significa "Volte novamente", como faz a Primavera.

RIKKI-TIKKI-TAVI – Pronuncia-se Rikky-tikky-tar-vi. Mongooses são tão ousados e inteligentes como eu tentei descrever, e eles muitas vezes entram em uma casa ou até mesmo em um escritório com pessoas entrando e saindo o tempo todo, e fazer amizade com homens lá. Um mangusto perfeitamente selvagem costumava vir e sentar no meu ombro em meu escritório na Índia, e queimar seu nariz inquisitivo no final do meu charuto, assim como Rikki.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Os sons da natureza.


Os sons da natureza.

“Por entre junco e hera verdejante, correm nascentes de água límpida,
Junta-se à sede da minha alma ímpia, esta cascata pura e refrescante.
Já são audíveis os sons da cachoeira, num simulacro à magia da natureza
Insetos e pássaros voam na certeza que Deus existe e a fé é verdadeira”.

Não há como esquecer o maravilhoso som do regato, das cachoeiras cheias de peixes coloridos, pulando acima da água como querer se mostrar para nós. E ali na lagoa tão perto, um sapinho coaxando, o bater de asas de papagaios soltos e grasnando no ar. Prestando atenção dá até para ouvir o som das abelhas, dos beija flor que procuram o néctar pra sobreviver. Ver o vento soprando em uma campina, as plantações querendo seguir o mesmo rumo formando ondas como se o mar estivesse ali. Sons, melodias, trinar de pássaros, uma coruja com seus enormes olhos olhando para você. Não há como se esquecer da noite do dia, do vermelhão ao nascer e o por do sol. Sons da chuva, da terra molhada, do riacho manso que corre para o mar. Sons das ondas, das gaivotas, dos falcões, dos macacos guinchando nos galhos como se estivessem a rir de nós. Sons das estrelas, da lua, do sol. Sons imperdíveis da nevoa da madrugada. Quantas saudades daqueles dias que o som da natureza me invadia e tomava conta do meu ser. Um som como se estivesse ouvindo melodias nunca antes tocadas por nenhuma orquestra deste mundo. Sons da natureza! Acredito que seja por isto que eu sou feliz, muito!

Bem vindo a este grupo, aqui somos todos irmãos.