Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

sábado, 28 de julho de 2012

Espírito Escoteiro



Espirito Escoteiro 

            Como seria o Espirito Escoteiro? Conheço uma infinidade de definições. Claro existe a clássica onde dizem – Cumpridor da Lei e digno de sua Promessa. Essa é simples. Como dizem por aí, curta, seca e grossa. Risos. Mas eu gosto dela. Tem aqueles que exaltam o escotismo com tiradas tais como: Escotismo é minha vida! – Escotismo mudou todo meu modo de pensar! – Viver e morrer pelo Escotismo (esta é boa mesmo, eu não sei se eu morreria – risos). Mas todas elas são frases que podem de algum modo definir o Espírito Escoteiro.
            Conheci centenas de jovens que sonhavam com o escotismo. Sempre falando nele. Ao chegar à sede se você olhasse com atenção, veria em seu sorriso, em sua voz e em seu Sempre Alerta, uma emoção que eu poderia sem sombra de dúvida dizer que aquilo era o Espírito Escoteiro. Outro dia vi uma foto, me chamou mesmo a atenção, a tropa formada, alguém fazendo a promessa e um jovem ao lado sorrindo ao lado do Monitor na formatura e olhando com uma expressão extraordinária ao promessado. Ele na minha modesta opinião tinha o Espírito Escoteiro. Aqui mesmo, vejo fotos em que mesmo sem conhecer o Escoteiro acredito que em seu coração o Espirito Escoteiro existe. Outros dizem que quem obedece à lei e a promessa também tem o Espírito Escoteiro. Esta é difícil. Muito. Obedecer a Lei no seu todo não sei não.
            Olhe não me levem a mal. Notaram que faço muito sobre jovens. Sempre falo neles. Gosto de fotos com eles. De vê-los sorrindo em um acampamento, em marcha de estrada, principalmente quando não tem chefes no meio deles. Risos. E se estão bem uniformizados me sinto realizado.  Escotistas para mim são para colaborar com a formação dos jovens e, portanto não vou dizer muito sobre eles. Mas sem sombra de dúvida que tem muitos chefes com Espírito Escoteiro. E sou até sincero, o Espírito Escoteiro nos acompanha através de décadas. Eu que o diga. Deste pequeno até hoje. E não pensem que tenho o Espírito Escoteiro. Acho que não.  Infelizmente tem muitos chefes que a têm e outros que ainda não. Juram que tem, não dizem nada a ninguém, mas no seu pensamento são mestres em dizer que eles são mais que os outros no Espírito Escoteiro.
           O que adianta falar que os jovens é que são importantes, que estamos aqui por causa deles, que sem eles o escotismo não teria razão de ser? Não sei. Isto é falado e repetido por todos, mas sempre vejo os adultos na frente, resolvendo, fazendo e não se lembram de que não estão aqui para isto. E têm aqueles outros que acreditam que devemos dar as mãos, perdoar, dizem belas palavras, mas será que estão fazendo o escotismo conforme o Espírito Escoteiro que todos pensam? Mas o que eu penso? E você? Pensamos da mesma maneira? Não acredito. Podemos ter até as mesmas ideias, os mesmo ideais, mas a maneira de agir nem sempre é a mesma.
           Agora por outro lado, aqueles que se rebelam, que acham que as coisas deveriam ser de outro modo, que não concordam com tudo que os dirigentes determinam estes não tem o Espírito Escoteiro? Já disse aqui muitas vezes sobre as próprias palavras de BP. Olhar além da ponta do seu nariz. Descobrir novos horizontes. Pensar sobre tudo sem concordar com tudo. Claro não foi assim que ele escreveu, mas parecido. Se alguém não concorda logo dizem “gatos e lebres” sobre ele. Não tem Espírito Escoteiro, não sabe o sétimo artigo da lei. E assim vai.
           Mas ainda bem que temos o Espírito Escoteiro como filosofia escoteira. Duas palavras que ajudam em muito nossa chama de motivação escoteira. Se não fosse elas (as palavras) seriamos hoje uma Torre de Babel. Onde todos falariam uma língua diferente e ninguém se entenderia. Em Hamlet, a tragédia da dúvida do solitário príncipe e da violência do mundo, William Shakespeare escreveu que “há mais coisas entre o céu e a terra, do que supõe vossa vã filosofia”. Acho que temos muito ainda para aprender sobre o Espírito Escoteiro.
         E afinal se cada um de nós imbuídos no Espírito Escoteiro que achamos ter, quem sabe iremos encontrar o caminho a seguir, olhando e vivenciando com aqueles que viveram os “Velhos Tempos” e iremos olhar um pouco adiante do nosso nariz, passar também a pensar, pois acredito que ninguém nasceu para gansinho (“Daquele que vai atrás, nas pegadas do pai ganso que nem sabe aonde vai”) e poderíamos afinal achar o nosso Caminho para o Sucesso?
E para terminar, parodiando ainda Shakespeare, quando ainda acredito que estamos procurando o nosso caminho em uma estrada fácil de ser seguida, eis que o Espírito Escoteiro nos aparece em uma bifurcação como a nos dizer: SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO! E não sei. Será mesmo que eu tenho o Espírito Escoteiro? 

Conversa ao pé do fogo – Parte II



Conversa ao pé do fogo – Parte II

É comum que os novos principalmente pais ou escotistas recém-chegados ao Grupo Escoteiro se sintam constrangidos no primeiro e em dias posteriores. Sempre olham para o Escotista uniformizado como se fosse o técnico, o sabe tudo e até hoje ainda vejo que muitos não sabem explanar bem o que é e o que pretende o movimento Escoteiro. Quais as vantagens para o jovem. O objetivo que se propõe no futuro. O conhecimento de como explicar e dizer deve fazer parte de todos os escotistas do grupo. Outro fato é a demora de um candidato a Escotista demorar meses para fazer a promessa. Devemos lembrar que precisamos dele e ficar adiando como se ele só fizesse com cursos de formação não é correto. O que pode acontecer é ele ir embora.

Uma vez, vi um Escotista sendo entrevistado por uma emissora de rádio. Não sabia nada como dizer e falar. Mesmo com a ajuda do entrevistador ele ficou por fora de todas as perguntas, pois não estava devidamente preparado para isso. Todos nós adultos no escotismo devemos estar sempre prontos para responder quaisquer perguntas inerentes ao movimento Escoteiro. Outra vez vi outro, desta vez na TV junto com mais algumas pessoas. Tratava-se de uma discussão sobre ecologia. O Escotista convidado se esqueceu de que estava sendo visto por milhares de pessoas e deixou uma péssima impressão do escotismo. Preparar sempre e saber o que vai acontecer deve ser prioridade para qualquer um que um dia for convidado.

Muitas vezes os programas de reuniões de sessões são quase sempre parecidos. A rotina muitas vezes até se torna cansativa. Porque não conversar com seus monitores? Seus primos? Mas saber dirigir uma reunião com eles tem uma pequena técnica. Eles irão responder aquilo que o Chefe quer. Já sabem como ele é. Assim o melhor é não estar presente. Eles precisam de tempo para assimilar a pensar por sí próprio. Nem sempre em uma reunião se consegue atingir o objetivo. Não interfira e nem critique. Se escreveram que querem atividades impossíveis, porque não pedir mais detalhes? Discussão com a Patrulha ou matilha? O importante é ouvir para saber se você está no caminho certo. Programas não são fáceis. Apesar de uma vez por semana por duas ou três horas muitas vezes ficamos complicados. Pense bem, deixe que eles participem e porque não designar um Monitor mais antigo para dirigir a reunião naqueles sábado?  Já fez isto? Não? Experimente. Vais ter uma bela surpresa. Mas lembre-se não INTERFIRA!

Muitos de nós não damos valor a dois pesos pesados de um programa de reunião. A inspeção e a oração. Uma inspeção cheia de atrativos, com elogios verbais ou mesmo uma premiação no final do mês tem um valor enorme para ver como está procedendo o Escoteiro e a Patrulha. Boas ações individuais e coletivas realizadas e até porque não, uma menção dos pais por escrito como seu filho se desenvolve na disciplina em casa. Isto pode ser motivo de uma boa pontuação para a Patrulha e tem um valor muito positivo no seu desenvolvimento. A oração não deve ser copia uma da outra. Nada de decorar e falar. Sempre um Escoteiro diferente a cada dia. Valorizar sua oração feita espontaneamente, ou até quem sabe em forma de mensagem, ou jograis.

Quem determina datas para uma Corte de Honra? Claro isto se sua tropa tem realizado normalmente esta reunião. Muitas tropas os monitores determinam e não tem data fixa. É realizada de acordo com as necessidades. Em outras tropas existem reuniões ordinárias e extraordinárias. O certo é que as reuniões ordinárias devem ser feitas pelo menos a cada 30 ou 40 dias. A pauta fica a critério dos monitores e o Chefe ou assistentes que tiverem algum item devem apresentar ao Presidente da Corte de Honra. Nunca de surpresa na reunião. O que é o que faz a Corte acredito ser do conhecimento de todos. Outro dia em conversa com uma Escoteira soube que nunca houve Corte de Honra em sua tropa. Acredito que o Chefe está mal informado ou ainda não tem nenhum curso de formação.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

As aparições do Chefe Trovão – CONTO I



Este conto foi publicado no blog de histórias escoteiras. Para conhecê-lo completo, visitem o blog.

As aparições do Chefe Trovão – CONTO I

           Todo o sábado à tarde, levava meu filho para as reuniões da tropa escoteira que se realizavam em seu grupo. Ele se sentia realizado, e não aceitava faltar ou chegar atrasado. A princípio não achei tedioso, pois, ficava por ali esperando o término e aproveitava para ver o que faziam. Assim como eu vários pais ali também permaneciam. O Chefe Trovão ficava quase sempre conversando conosco. Não participava diretamente. Não era o Chefe do Grupo. Sabia que era bem reconhecido, pois todos o tratavam de maneira respeitosa. Soube depois que era um dos poucos que dirigia cursos, e conhecia como ninguém o fluxograma, o projeto e o intento do programa escoteiro.
           Tornou-se para nós um amigo e assim como os demais chefes após as reuniões sempre nos reuníamos em casa de alguém, para conversar, sorver é claro um uísque importado, claro que alguns preferindo cervejas ou refrigerantes. Com o tempo, o chefe Trovão convenceu a todos nós a participar mais diretamente no programa escoteiro, colaborando com o Grupo em questão.
Nada como experimentar. Reuniu 25 pais, e durante um dia inteiro aplicou em todos o preliminar. Foi divertido, mas logo nosso tempo aos sábados, domingos e alguns dias da semana começaram a ser tomados, em função única e somente para as atividades escoteiras.
         Nos primeiros meses estávamos em dúvida, mas com o passar do tempo ficou enraizado em nossos pensamentos e sem notar nos dedicamos de corpo e alma ao movimento escoteiro. Daí para um CAB e a parte II da Insígnia foi um pulo. No mês de julho, estava marcado um acampamento de cinco dias, numa pequena mata pertencente a um amigo do chefe Trovão, as tropas escoteiras e seniores iriam participar. Claro que também estaríamos presente. Aos poucos fomos aprendendo como preparar o material, a intendência, as caixas de patrulhas, ou seja, tudo aquilo que os escoteiros conhecem tão bem.
          Ficamos sabendo pelos outros chefes dos mitos do acampamento, e um fato chamou a atenção. O chefe Trovão fazia questão que todos participassem do banho das “três e meia” da madrugada no primeiro dia de acampamento. Para isto era preciso um sabonete especial, que seria emprestado pelo chefe. Era uma tradição. Ninguém podia faltar. “Que diabos” pensei. Por quê? Qual a finalidade? Como havia um respeito nato ao Chefe não perguntamos. Vamos ver o que é e depois comentar.
           No dia marcado partimos. Alegria geral. Chegamos cedo ao local. Lindo se querem saber. Uma grande lagoa tendo em volta uma pequena floresta nativa. Havia uma bela clareira e a poucos metros acima corria um córrego com águas limpas com uma pequena cascata. Chamada de Bica Molhada por todos que acamparam ali. Os monitores escolheram seu campo e nós ficamos em um campo próprio não muito distantes deles. Esqueci-me de explicar que há mais de três dias fazia um frio horroroso em nossa cidade, e verificamos que ali no campo, na madrugada chegaria tranquilamente abaixo de zero. Principalmente próximo à lagoa.
             Tudo transcorreu nos conformes.  À tardinha, ainda com sol, todos se lavaram junto ao lago, e nós fomos até uma bica bem abaixo, que corria em bambus formando uma ducha sem igual. Após o jantar, foi feito um jogo. Terminado a reunião como os monitores, cada um foi procurar o seu canto para dormir. Já tínhamos se esquecido de tudo e eis que o chefe Trovão nos chamou a todos dizendo que o horário de três e meia era sagrado, não gostaria que ninguém faltasse ou chegasse atrasado. Nesta hora foi que nos lembramos do tal banho. Achei um absurdo. Um frio de rachar. Isto no inicio da noite. Acreditei que estava de seis as dez graus.
              Já ia discordar quando o chefe Trovão me olhou enviesado e como estivesse lendo o meu pensamento, apontou para mim dizendo: - Sinto muito, quem faltar vou considerar como falta de “Espírito Escoteiro”. “Diacho” E agora? Como não podia fugir e os demais não comentaram, não falamos nada. Dormi preocupado. Era o cúmulo do absurdo. Se isto era escotismo meu pai era um macaco falante. Não aceitava tal idéia ou tal imposição. Pensei que no outro dia juntaria minhas tralhas e iria embora. Mas meu filho estava ali. Seria uma falta muito grande e uma tremenda decepção para ele. O jeito era esperar a madrugada, pois achava que aquilo não passava de uma piada.
              Não acordei às três e meia. Ninguém acordou. Não fomos chamados. Mas o Cléu um dos pais acordou dez minutos após e chamou a todos nós. Levantamos assustados, um frio de rachar. Enrolado em um cobertor nos reunimos no que restava do fogo aceso frente às barracas. O chefe Trovão não estava na sua. Já tinha partido sozinho. O que fazer então? Cada um deu sua opinião no final, resolvemos ir até a ducha e pedir desculpas ao chefe Trovão. Não era longe nem perto. Uns 400 metros abaixo da lagoa. Saímos tiritando de frio. Na trilha todos nós sentíamos calafrios. Não acredito em fantasmas nem em alma do outro mundo. Mas o medo me bambeava as pernas.
              Pé ante pé avistamos a ducha (ficava uns 10 metros abaixo de nós) e vimos o chefe Trovão com as mãos levantadas, abaixando junto ao corpo e ficando em pé repetindo sempre, a rezar numa linguagem inteligível até que uma luz brilhante apareceu. Olhe, estava tremendo igual vara verde. Nunca tinha visto nada igual. A luz foi aumentando e em poucos segundos, diversos vultos como sombras também lá estavam saudando o chefe Trovão. “Deus do Céu” que era aquilo? Ainda não tinha visto nada. O chefe levantou as mãos para o céu e ficou acima do chão uns dois metros continuando sua reza e os vultos numa espécie de dança ficaram rodando em sua volta.
              Um grande redemoinho foi formado. Não vi mais os vultos e o chefe. A luz brilhante começou a faiscar, lançando raios para todos os lados. Fugimos dalí, esbaforidos, tremendo, alguns garanto que tinham molhado os pijamas, ninguém falou nada, todos queriam ir à frente e ninguém atrás. Cada um entrou em sua barraca, ofegando, esperando a calma chegar. Que nada, a tremedeira não passava. Não estávamos acostumados com isto. Os minutos foram passando, estávamos acalmando e eis que bem no inicio da trilha, pela fresta da barraca avistamos o chefe Trovão.
               Com um short curto, a toalha jogada nos ombros, assoviava alegre o “Acampei lá na montanha”. Parecia estar em uma praia num escaldante verão. Não mostrou curiosidade em saber se estávamos acordados. Fez uma pequena ondulação com o corpo, mexeu com os braços e se dirigiu a sua barraca. Ao entrar se voltou e abanou as mãos em direção à mata. Nada vimos. No dia seguinte levantamos calados. Poucos conseguiram dormir. O acampamento cumpriu seu programa. Os escoteiros alegres, os seniores cantando enfim uma grande exultação de um programa que se não fosse o acontecido, poderia dizer sem similar.
             Retornamos no dia marcado. O Chefe Trovão parecia o mesmo.                  Professor, tutor, instrutor, mas sempre quando nos encarava, um sorriso maroto brotava para logo mostrar sua carranca de chefão. Na semana seguinte, notei que somente eu e mais dez pais ainda estávamos participando do grupo. Os demais mandaram as mães levar os filhos e avisar ao Chefe do Grupo que não poderiam continuar no movimento. Não sei por que, não houve comentário. Parece que um pacto de silencio acometeu a todos. Eu mesmo nem com minha esposa falei do assunto e do acontecido. Acho que todos tinham medo de serem ridicularizados.
Mas acredito e disso não tenho nenhuma dúvida, que o Chefe Trovão tem um pacto com o coisa-ruim ou então com espíritos amigos, cuja visita recebe sempre no afamado “banho das três e meia e seu sabonete mágico”. O porquê de seu convite pode ter alguma lógica. Se formos nada acontece se não sempre está só para seus encontros maquiavélicos. Ele sabe que aqueles que viram seu ritual nada dirão. O medo de tudo o receio de represálias, seu estilo dominador nos faz esquecer o fato.
          Continuo até hoje no escotismo. Sou escotista de tropa escoteira. O Chefe Trovão há alguns anos mudou de cidade. Não ouvi falar mais nele. Ninguém no grupo comenta o assunto. Dizem que o Chefe do Grupo também participa do ritual, mas eu não posso provar. Não vi.
          E a vida continua, falei por falar. Narrei por narrar. Não vi, não sei, não ouvi estou com os olhos fechados e minha mente não pensa.
E quem quiser, tem a continuação do Chefe Trovão em um formidável curso. Risos.
     

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A rebelião da Tropa Escoteira Waiãpi.



A rebelião da Tropa Escoteira Waiãpi.

          Com surpresa recebi a visita da Escoteira Larissa no ultimo sábado pela manhã. Ela foi logo entrando no assunto que a levou lá. Achei estranho, pois não a conhecia e nem seu Grupo Escoteiro. Como ela soube de mim tampouco importa agora. – Chefe, ela disse, acha que vou sair do escotismo. Tenho uma Patrulha que por mais que queira eles não são unidos. Tento por varias vezes conversar com eles e não me dão atenção. Falei com o Chefe Mildred e nada. Conversei com a outra Patrulha sobre o que está havendo, mas o Monitor não está nem aí. Não temos Corte de Honra. Nunca teve. O Chefe acha que não precisa. Isto por somos só duas patrulhas. Conselho de Tropa? Nem pensar. Conselho de Patrulha? Difícil. Ninguém quer chegar mais cedo e nem ficar depois do horário.
         Jovem! Por esta não esperava. Mas tentou conversar com Chefe fora dos horários de reuniões?  - Sim Chefe, mas ele não me dá atenção. Se acha o dono de tudo. Olhe, estou lá na tropa a mais de dois anos. Só fizemos um acampamento mesmo assim aqui na sede. Excursões? Nunca. Agora ele quando recebe convite do distrito para plantar árvores e ou limpar uma praça lá estamos todos nós. – Duas patrulhas? Perguntei? E os membros delas, não cobram? Não dizem nada? – Não Chefe. Nunca reclamaram. Mas olhe eles não ficam nem seis meses na tropa e sempre tem um novato para substituir. – E voces não tem uma Chefe feminina? Não Chefe. Não temos.
          Pensei com meus botões.  O "Velho" distrital que não anda. Não vê isto. Só vê o que quer. Deve ser daqueles que adora chamar os chefes para uma reunião de última hora, informar de novas instruções escoteiras, novos cursos e aqueles acampamentos do distrito que vira e mexe quer fazer. Os jovens? Que se danem. Para isto sua obrigação é conversar com adultos. Paciência. Lembrei-me do Delta. Acho que poucos leram sobre ele. Ele dizia que um distrital é um "Velho" amigo. Aquele que visita seu grupo e lá todos o recebem como irmão. Hoje? Quando um vai ao grupo é para entregar um Liz de Ouro ou um Escoteiro da Pátria. E ela continuou: - Chefe estou tentando meu cordão e não consigo. Falta tirar uma especialidade e lá na tropa o Chefe nunca se prestou a me ajudar.
         E agora José? O que eu podia fazer? O escotismo está infestado destes tipos. Sempre gostam de ser procurados. “Venha a nós o vosso reino” é assim que pensam. Quando descobrem de algum errado com as crianças é tarde demais. Mas afinal, qual a função do Distrital? O Delta era claro em suas explanações. Estar lá junto ao Grupo Escoteiro. Fazer amizade com todos e ser conhecido pelos meninos e meninas. Ajudar no que for possível. Ouvir mais do que falar. Ter a experiência necessária para aconselhar. Mas será que a burocracia deixa? Não sei. – Olhe Larissa, só posso lhe dar um conselho. E você pode dizer a quem quiser que fui eu que lhe deu.
1)    Procure o Chefe. Diga a ele que se não for feito um bom escotismo com bons programas e atividades ao ar livre, você tira o boné e vai embora;
2)    Seja franco com sua Patrulha. Pergunte a cada um quantas noites de acampamento eles tem. Se estão satisfeitos com isto;
3)    Diga a sua Patrulha que você não pretende mais ser monitora. Prefere passar o bastão para outro ou sair do Grupo Escoteiro;
4)     Diga a eles que se não for feito um Conselho de Tropa onde todos poderão expor suas ideias do que acontece e também não for programada reuniões constantes de uma Corte de Honra que é melhor não fazer escotismo;
5)     Escreva tudo isto. Passe a limpo. Dê uma copia ao Chefe. Exija dele que haja como tal e que a tropa precisa urgente de uma assistente feminina;
6)     E para terminar, diga a ele que você está pronta a lutar pelos seus direitos e para tanto vai levar o assunto de sua reclamação para o distrito e região.
           Você sabe, vai ser um Deus nos acuda! Ele vai ficar possesso. Mas ou você exige uma aplicação na tropa do sistema de Patrulhas correto ou então aceita o que oferecem a você hoje. Caso contrário coloque seu boné e vai procurar outros Grupo Escoteiro.
           Distrital, um nome bonito e pomposo. Mas quantos estão realmente fazendo o escotismo que se espera deles? (sem menosprezar muitos que conheço que são bons no que fazem). Muito fácil nomear assistentes para tudo. As regiões fazem o mesmo. E cá prá nós... Uma tropa mista que não tem um representante de ambos os sexos não pode funcionar a contendo. Problemas de um não são o mesmo do outro.
O tema não para por aqui!       

sexta-feira, 20 de julho de 2012

I Conversa ao pé do fogo.



I Conversa ao pé do fogo.

Se você ainda não conhece, aqui vão algumas sugestões para seu desenvolvimento escoteiro.

Em todo o Grupo Escoteiro a admissão do jovem ou da jovem não deve ser encarado como um simples ato de apresentação. Após a apresentação a todo o grupo do novo membro quando do cerimonial, onde estarão todos reunidos, um Chefe da sessão que ele vai pertencer deve estar preparado para manter com ele ou ela, uma troca de ideias, saber o que ele ou ela quer, quais são suas ambições quando entrou e então explicar como será sua vida ali daí por diante. Claro que muitos grupos passam esta responsabilidade ao Monitor, mas sempre o Chefe deve ser o primeiro a conhecer o máximo de seu novo amigo na tropa ou Alcatéia. Ninguém será um bom Escotista se não conhece bem os seus amigos escoteiros/a ou lobinhos/a que estão atuando em conjunto.

Gritos sem necessidade, palavrões ou procedimentos não condizentes por parte de algum membro da tropa ou Alcatéia não deve ser motivo para providencias em outra hora ou data. Ao sentir que a lei ou a honra da tropa ou Alcatéia está sendo colocada em confrontação, o Monitor ou o Chefe deve atuar na hora. Muitas vezes uma boa conversa resolve mais que Conselho de Patrulha ou Corte de Honra. É sempre bom lembrar que nunca se chama ninguém a atenção na presença de todos. Tudo é feito em particular.

Todo Grupo Escoteiro, Tropa ou Alcatéia deve ter suas normas que sempre serão lembradas a todos. A postura do Escoteiro/a ou lobinho/a deve ser exigida desde o primeiro dia. Quando for fazer sua promessa lembrar que agora ele será um representante do grupo e como tal deve ser visto por todos a sua volta. A ida para casa ou a vinda ao grupo ou mesmo em atividade, a apresentação deve ser ponto de honra para ele e exigido pelo seu Escotista responsável. Alguns grupos aceitam que membros vistam seus uniformes na sede. Não é uma boa prática de cidadania, marketing e exemplo.  

Dizer muito obrigado seja bem vindo, eu gosto de você, você é importante para nós devem ser palavras incentivadas por todos os membros do grupo escoteiro. O exemplo começa com o Diretor Técnico e a diretoria. Olhem bem para o jovem que o recebe como ele fica. Saber que é importante naquela organização para ele significa muito. Se considerarmos o Grupo Escoteiro como uma família, atuar como uma deve ser ponto de honra para todos.

Se você não se preocupar com os pais no primeiro dia que é procurado no Grupo Escoteiro, dificilmente conseguirá apoio deles no futuro. Uma admissão deve ser levada tão a sério como uma matricula no colégio ou muito mais. Não aceite explicações tais como – Só eu pude vir. Meu marido trabalha e assim por diante. Claro existem exceções, mas tome cuidado com muitas delas. Eles não sabem, mas quem precisa do escotismo são eles e não você. Você é um voluntário que está ali para ajudá-los e eles precisam saber disto. Portanto a presença de ambos é necessária. Explique o que o escotismo pode fazer para o filho ou a filha. Tente ouvir deles as duvidas. Diga sem meias palavras que quem vai entrar são eles e os filhos podem vir juntos. Ao primeiro sinal da falta deles em uma reunião de pais, eventos de pais, ou convites especiais para colaborarem em alguma atividade, sinal vermelho. Olá seu Antônio. Não veio ontem? Olá Dona Lourdes, dei falta da senhora no sábado! E assim cobrando eles terão uma ideia que são importantes.

Você já fez ou participou de um Fogo de Conselho, onde só a tropa estava presente, onde não havia programa nem animador, onde os monitores eram os responsáveis pelo fogo, pelo andamento, pelas canções, pelas histórias, e até uma gostosa batata doce estava ali no fogo sendo servida por algum Escoteiro? E olhe lá tinha também uma ou duas chaleiras de café ou chá? Onde havia conversas paralelas, onde uma Patrulha surgia para fazer um esquete ou um jogral, e um ou mais escoteiros riam a valer? Onde se aproveitou para o salto no fogo (três vezes) e receber um nome de guerra indígena ou não de batismo? Onde o encerramento era notado pelo sono, e em grupos voltavam para suas barracas sorrindo e comentando o fogo que participaram? Tente fazer um assim. Vale a pena.

O simpático ratinho de Madame Rosinha.



O simpático ratinho de Madame Rosinha.

           Lindolfo levou o maior susto. Ao ir para a reunião Escoteira naquela tarde de sábado, viu Madame Rosinha descer a escada de sua casa gritando e chorando alto. Ela dizia: “Um rato”. Um enorme rato. Acudam-me! Socorro! Lindolfo era lobinho da segunda alcatéia do Grupo Escoteiro Pico da Neblina. Já tinha feito sua boa ação, mas resolveu fazer mais uma. Porque não? Partiu célere escada acima a procura do famigerado rato de Madame Rosinha. Em todos os cômodos ele procurou e não achou. Quando ia sair viu um ratinho, com cara chorosa, em cima do armário da cozinha. Estava com a vassoura na mão e pensou em dar uma vassourada nele ou uma caricia. Achou que ele precisava mais de uma carícia.
           Ao sair disse para Madame Rosinha que não se preocupasse. Ele logo que a reunião terminasse viria com sua matilha verde e pegariam esse famigerado rato. Ela ficasse calma. Os valentes lobinhos não tinham medo de nada! Na reunião comentou com a matilha sobre o ratinho. Explicou que era um “coitado” e precisava e ajuda e não ser morto. Liz não concordou. Ela morria de medo de ratos. Dayane ficou na duvida. Robertinho riu e falou – Vamos matar o danado isto sim. Mas Miltinho e Naninha ficaram do lado de Lindolfo. A Akelá Safira comentou com o Balu Nonato que a matilha verde estava estranha. Ficavam só cochichando e ela não conseguiu saber o que era. O Balu Nonato era muito amigo de Miltinho, mas ele não contou nada. A reunião terminou com todos dando o melhor possível e dizendo para os chefes – Obrigado Chefe pela linda reunião. O senhor sabe que tenho orgulho de nosso Grupo Escoteiro! Era assim no Grupo Escoteiro Pico da Neblina.
           Fora da sede, a mãe de Aninha estava lá esperando. Ela pediu a mãe para ir com a matilha. Iam fazer uma boa ação. Dona Nivea era uma excelente mãe e não se opôs. Mal chegaram à casa de Madame Rosinha e viram o ratinho chorando em cima do armário. Foi Lindolfo que se aproximou pé ante pé e disse no ouvido do ratinho: Calma, vamos leva-lo para outra casinha. Vai ter tudo que tem direito. Miltinho já estava com uma caixinha e colocaram o ratinho dentro dele e foram embora. Tinham comprado queijo e uma vasilha de água estava na caixinha. O ratinho estava com fome. Muita. Comeu tudo! E agora? Onde vamos levá-lo? Todos viram que em suas casas seriam impossível. O medo de rato era comum ou é em todas as famílias. – Já sei! Disse Naninha, vamos voltar à sede e ainda deve estar aberta. Os pioneiros ficam até tarde. Levamos o ratinho para a Gruta da Alcatéia. Escondemos a caixinha atrás da caixa de nossa matilha e nos revezamos durante a semana para vir alimentá-lo! Todos concordaram.
              Assim trataram o Tibinho (nome que deram ao ratinho) por quase dois meses e foi então que o pior aconteceu. A Akelá Safira foi mexer lá e viu o rato. Uma gritaria danada. Saiu correndo e pedindo socorro. Custaram a explicar a ela o que tinha acontecido. Ela deu um ultimato – Depois do acantonamento não quero ver ele aqui. E agora? Na reunião de matilha chegaram a uma conclusão – Vamos leva-lo junto ao acantonamento. Lá quem sabe descobrimos um local onde ele pudesse viver para sempre? E assim foi feito. Na primeira noite do acantonamento aconteceu a maior alegria da matilha. As mães que foram cozinhar saíram gritando e berrando! Um rato! Não era um só eram vários. Agora sim. Descobriram a cidade onde o Tibinho podia morar.  Soltaram-no à tardinha. Tibinho olhou para eles e para seus amigos ratos. Olhou de novo para eles. Uma duvida ficou na sua mente. Ficar com eles ou seus irmãos ratos? Uma ratinha linda se aproximou e se esfregou nele. Pronto. Resolvido. Lá foi Tibinho com seus novos irmãos. A Matilha Verde ficou chorosa. Em todos os olhos lágrimas desciam, mas sabiam que esta seria a melhor maneira e a melhor ação que deveriam tomar.
             Por muitos anos a matilha verde pedia aos pais para passarem um domingo a cada dois meses no local do acantonamento. Os pais não sabiam para que, mas a Matilha Verde sempre se encontrava com Tibinho, até que um dia ele e Tibinha chegaram com vários filhotes. Foi uma festa. Uma alegria para a Matilha Verde. E assim acaba esta história. Uma união de lobos, todos pensando em fazer o bem. Lembra sempre que o Lobinho pensa primeiro nos outros, abre os olhos e os ouvidos, está sempre alegre e diz sempre a verdade.      


           Lindolfo levou o maior susto. Ao ir para a reunião Escoteira naquela tarde de sábado, viu Madame Rosinha descer a escada de sua casa gritando e chorando alto. Ela dizia: “Um rato”. Um enorme rato. Acudam-me! Socorro! Lindolfo era lobinho da segunda alcatéia do Grupo Escoteiro Pico da Neblina. Já tinha feito sua boa ação, mas resolveu fazer mais uma. Porque não? Partiu célere escada acima a procura do famigerado rato de Madame Rosinha. Em todos os cômodos ele procurou e não achou. Quando ia sair viu um ratinho, com cara chorosa, em cima do armário da cozinha. Estava com a vassoura na mão e pensou em dar uma vassourada nele ou uma caricia. Achou que ele precisava mais de uma carícia.
           Ao sair disse para Madame Rosinha que não se preocupasse. Ele logo que a reunião terminasse viria com sua matilha verde e pegariam esse famigerado rato. Ela ficasse calma. Os valentes lobinhos não tinham medo de nada! Na reunião comentou com a matilha sobre o ratinho. Explicou que era um “coitado” e precisava e ajuda e não ser morto. Liz não concordou. Ela morria de medo de ratos. Dayane ficou na duvida. Robertinho riu e falou – Vamos matar o danado isto sim. Mas Miltinho e Naninha ficaram do lado de Lindolfo. A Akelá Safira comentou com o Balu Nonato que a matilha verde estava estranha. Ficavam só cochichando e ela não conseguiu saber o que era. O Balu Nonato era muito amigo de Miltinho, mas ele não contou nada. A reunião terminou com todos dando o melhor possível e dizendo para os chefes – Obrigado Chefe pela linda reunião. O senhor sabe que tenho orgulho de nosso Grupo Escoteiro! Era assim no Grupo Escoteiro Pico da Neblina.
           Fora da sede, a mãe de Aninha estava lá esperando. Ela pediu a mãe para ir com a matilha. Iam fazer uma boa ação. Dona Nivea era uma excelente mãe e não se opôs. Mal chegaram à casa de Madame Rosinha e viram o ratinho chorando em cima do armário. Foi Lindolfo que se aproximou pé ante pé e disse no ouvido do ratinho: Calma, vamos leva-lo para outra casinha. Vai ter tudo que tem direito. Miltinho já estava com uma caixinha e colocaram o ratinho dentro dele e foram embora. Tinham comprado queijo e uma vasilha de água estava na caixinha. O ratinho estava com fome. Muita. Comeu tudo! E agora? Onde vamos levá-lo? Todos viram que em suas casas seriam impossível. O medo de rato era comum ou é em todas as famílias. – Já sei! Disse Naninha, vamos voltar à sede e ainda deve estar aberta. Os pioneiros ficam até tarde. Levamos o ratinho para a Gruta da Alcatéia. Escondemos a caixinha atrás da caixa de nossa matilha e nos revezamos durante a semana para vir alimentá-lo! Todos concordaram.
              Assim trataram o Tibinho (nome que deram ao ratinho) por quase dois meses e foi então que o pior aconteceu. A Akelá Safira foi mexer lá e viu o rato. Uma gritaria danada. Saiu correndo e pedindo socorro. Custaram a explicar a ela o que tinha acontecido. Ela deu um ultimato – Depois do acantonamento não quero ver ele aqui. E agora? Na reunião de matilha chegaram a uma conclusão – Vamos leva-lo junto ao acantonamento. Lá quem sabe descobrimos um local onde ele pudesse viver para sempre? E assim foi feito. Na primeira noite do acantonamento aconteceu a maior alegria da matilha. As mães que foram cozinhar saíram gritando e berrando! Um rato! Não era um só eram vários. Agora sim. Descobriram a cidade onde o Tibinho podia morar.  Soltaram-no à tardinha. Tibinho olhou para eles e para seus amigos ratos. Olhou de novo para eles. Uma duvida ficou na sua mente. Ficar com eles ou seus irmãos ratos? Uma ratinha linda se aproximou e se esfregou nele. Pronto. Resolvido. Lá foi Tibinho com seus novos irmãos. A Matilha Verde ficou chorosa. Em todos os olhos lágrimas desciam, mas sabiam que esta seria a melhor maneira e a melhor ação que deveriam tomar.
             Por muitos anos a matilha verde pedia aos pais para passarem um domingo a cada dois meses no local do acantonamento. Os pais não sabiam para que, mas a Matilha Verde sempre se encontrava com Tibinho, até que um dia ele e Tibinha chegaram com vários filhotes. Foi uma festa. Uma alegria para a Matilha Verde. E assim acaba esta história. Uma união de lobos, todos pensando em fazer o bem. Lembra sempre que o Lobinho pensa primeiro nos outros, abre os olhos e os ouvidos, está sempre alegre e diz sempre a verdade.      

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Dicas, sugestões e outros “bichos” para escoteiros.




Dicas, sugestões e outros “bichos” para escoteiros.

              Alguns gostam outros não precisam e assim ficamos em um meio termo. Se acharem válido coloquem em ação, se não apaguem (risos) e se já o fazem parabéns. Nada para mudar a rotina e tradição do Grupo, Tropa e Alcateia. Estas ideias vi em muitos grupos e algumas deram muito certo. Vamos a elas:

A Patrulha/matilha de Serviço

Nem sempre tem Grupos Escoteiros cuja sede comporte uma Patrulha de Serviço. Se isso for possível à ideia é valida. A vantagem é dar oportunidade aos jovens, sejam escoteiros ou lobinhos de colaborar na manutenção e limpeza da sede. Dependendo da estrutura do Grupo, é feito um programa anual onde se irá listar cada mês ou meses a responsabilidade da sessão do grupo. Compete ao responsável da sessão subdividir os dias de reuniões com as matilhas ou patrulhas se for o caso. É importante que se crie um sistema de prêmios, que pode ser uma taça, uma bandeirola ou outro para mostrar se os quesitos solicitados foram cumpridos. Na comissão que irá julgar deve se possível ter a participação de um representante de cada sessão acompanhada de um pai ou Escotista.
                A comissão deve orientar quem está responsável na semana, e todo o trabalho se possível deve ser feito em um dia que não atrapalhe as reuniões de tropa. No final quando do cerimonial de encerramento, claro que estará sob a responsabilidade da Patrulha ou matilha de serviço, esta solenemente passa o serviço para a que estiver escalada na próxima semana. É claro que pensamos não ser só dos adultos a responsabilidade pela limpeza na sede e esta deve ser dividida entre todos os membros principalmente os jovens. Lembro que a passagem do serviço e das bandeiras era uma cerimonia marcante e que motivava sempre a Patrulha a dar tudo de si.

Atividade de pais

Duas atividades de pais sempre deram resultados nos grupos que a implantaram.  Uma delas é fazer uma vez por mês ou quinzenal um encontro social do Grupo Escoteiro (vi grupos que fazem semanais, não sei se é valido) – Convidam-se os pais principalmente aos que vão levar os filhos se querem participar de uma atividade social sempre a noite dos sábados. Um dos membros da diretoria ou chefia oferece sua casa, claro desde que comporte o número de presentes esperado. Haverá sempre um rodizio com um dos pais oferecendo sua residência para o encontro. Espera-se que cada casal leve salgados e bebidas. O anfitrião nunca gasta nada de seu bolso. Pode-se começar, por exemplo, as nove e terminar onze e meia ou meia noite. Não esquecer que antes da partida a limpeza é de responsabilidade de todos. Um bate papo agradável faz com que a aproximação aumente entre os pais e escotistas e o beneficiário disto tudo é o grupo escoteiro. (conheci casos de encontros dançantes).
Outra é colocar no programa do grupo, uma vez por ano, uma atividade ao ar livre com todos os pais, (abrindo para a participação de parentes). Um local apropriado, com banheiros, boa aguada, e campo para atividades escoteiras. Isto mesmo. Saída pela manhã e retorno à tardinha. Um bom programa onde os pais irão formar em tropas escoteiras junto com os filhos. Eles escolheram entre sí como se dividirão ou então o Chefe responsável indica suas patrulhas.  São eles que na primeira vez na Patrulha escolhem o grito, o nome, o lema e devem manter entre sí uma relação escrita dos pais/patrulheiros para se quiserem entrar em contato entre si posteriormente. Cerimonial de bandeira, jogos, adestramento, pistas, sinais e formaturas são divertimentos garantidos sem considerar os gritos de patrulha. A apoteose é o fogo de conselho feito à tarde. Diversão garantida com as canções e esquetes preparados pelos pais. O programa deve ser feito pelo Escotista dirigente do grupo com a colaboração dos demais chefes. Obs. Os filhos participam junto com os pais nas patrulhas. Não esperem número grande no inicio, mas depois de dois ou três anos é difícil até controlar a participação de todos. 

A recepção na Teia da Aranha

         Muito conhecido, mas vamos à sugestão para quem não conhece. Com um rolo de sisal, a teia se inicia próximo à entrada da sede. Ela é passada em vários lugares. Na altura de axila do jovem. Se possível entrelaçando por cima e por baixo. Ninguém vai entrar na sede sem passar pela Teia da Aranha. O responsável fica no inicio da teia e a cada um que chega para reunião, orienta que ele irá passear na teia, desde o inicio até o final. De olhos vendados. Quando chegar ao fim da teia deve se posicionar onde está e deixar a teia rumo ao local do cerimonial de bandeira. Sempre de olhos vendados. Quando achar que estiver na posição deve ficar parado sem tirar a venda. Ao sinal de um apito longo termina o jogo e todos podem retirar a venda. Todos que se aproximarem mais do local do cerimonial são aos vencedores. Nota – Pode ser feito com todos os participantes ou somente com a sessão que se interessou. Caso seja com todos, deve ser feito de comum acordo. A cada 20 metros sempre um Escotista de plantão para eventualidades. Cuidado para não tomar o tempo do programa já feito pelas sessões.

Valeu? Se sim não deixem de colocar seus comentários, pois tenho dezenas de dicas escoteiras. Lembrem-se, nada novo, tenho certeza que quase todos os grupos já fizeram e aqui fica para os que ainda não conheciam.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A arte de contar histórias.



A arte de contar histórias.
              Há muitos e muitos anos atrás, tive a curiosidade de aprender como criar desenvolver e contar uma boa história, principalmente nos fogos de conselhos, em dias chuvosos ou então em lampiões do conselho ou mesmo aos lobinhos na Pedra do Conselho. Achava que estava faltando algum no meu adestramento, pois sempre fui um fã incondicional quando jovem, de boas histórias. Tive a sorte de ter bons contadores de histórias no passado e achava que agora era minha vez. Quem sabe poderia trazer uma nova experiência que divertisse os escoteiros.
              Mas como contar, como atrair a atenção, qual o tempo? – bem tudo isto foi aos poucos sendo assimilado e aprendido e fui fazendo pequenos estudos aqui e ali, ficava horas em frente ao espelho e eis que me achei um contador de histórias (razoável, é claro). Um filme na época me chamou a atenção, tratava-se de Entre dois Amores, onde Meryl Streep, contava histórias para Robert Redford, de uma maneira simples, misteriosa, carismática, com um suspense próprio, e criativo. Não memorizava a história antes, simplesmente solicitava um tema, e dava inicio a narração.
               Ela através do tema (dado por Robert Redford na história) imaginava um inicio criativo e aos poucos desenvolvia a história como se estive lá, vivendo com o personagem as peripécias e daí o final vinha naturalmente e de uma maneira espontânea. Assistindo o filme podemos tirar melhores conclusões, pois ela a sua maneira (uma grande atriz), explica como dar o início o meio e o fim. (aconselho aqueles que querem se iniciar como contador de histórias, que assistam ao filme).
              Iniciei minha saga de Contador de Histórias em um acampamento. A noite era escura, sem luar, e o local descampado, poderia quem sabe dar uma boa história.  Perguntei aos monitores (era um acampamento de monitores e subs) se queriam uma história e qual seria o tema dela. Claro, sempre tem aqueles que pedem uma história de terror.
              O Fogo de Conselho fora montado próximo a um riacho com muitas pedras e muitas folhas além de varias madeiras formando um pequeno remanso. Olhei para uma pedra saliente das demais e vi um índio (em meus pensamentos), olhando para mim, com os olhos vermelhos, parecendo soltar faíscas e foi então que começou minha vida de Contador de Histórias em Fogos de Conselho e claro em algumas atividades especiais. A história do Índio que foi obrigado a fugir de sua tribo deu o que falar. Depois disto contei muitas histórias. De terror, aventuras, ficção, e em lendas que aprendi a criar.
               Experimente e você verá que não é difícil. Deixe que os jovens e as jovens o ajudem quando sentir dificuldade. Em pouco tempo, teremos mais um grande contador de histórias, a deslumbrar jovens com sorrisos lindos, marcados pela chama do fogo em uma clareira qualquer. O espelho é um grande professor. Use e abuse dele. Risos.
                Para cada atividade, seja em Fogo de Conselho, em conversas ao Pé do Fogo ou em um dia chuvoso na sede, existe um tipo de história. Crie a sua com ajuda deles e verá que vale a pena sentir o suspense, junto a eles numa noite qualquer, escura ou com luar, com a chama do fogo clareando tudo e verás que se a história for boa, sentirás a respiração solta ou presa dependendo da narrativa. Quanto ao tempo, não vá muito longe, enquanto o interesse estiver presente, tudo bem. Dez ou quinze minutos é o tempo ideal para uma boa história ou até que sinta que o interesse está diminuindo.
                 O processo de estímulo e incentivo para se contar uma história são inúmeros, mas sua eficácia depende de como o contador os utilizará. Não há “fórmulas mágicas” que substituam o entusiasmo do contador.
Quem aspira ser um bom contador de histórias, deve desenvolver alguns passos importantes em seus preparativos:
               Procurar vivenciar a história. Envolver-se com ela, fazer parte dela e sentir a emoção dos personagens e ao apresentá-la atrair os ouvintes para a magia da história; ao apresentar a história, falar com naturalidade e dar destaque aos tópicos mais importantes com gestos e variações de voz, de acordo com cada personagem e cada nova situação. No entanto, é preciso cuidar para não exagerar nos gestos ou nas entonações de voz;
             Oferecer espaço aos ouvintes que querem interferir na história e participar dela. Quem se sente tocado em seu imaginário sente necessidade de participar ativamente no desenrolar da história. O importante é que nessa hora não haja pressa, contando ou lendo tudo de uma só vez. É preciso respeitar as pausas, perguntas e comentários naturais que a história possa despertar, tanto em quem lê quanto em quem ouve. É o tempo dos porquês;
                 Toda história e toda dramatização devem ser apresentadas com entusiasmo e paixão. Sempre devem transparecer a alegria e o prazer que elas provocam. Sem esses componentes, os ouvintes não são atingidos e logo perdem o interesse pelo que está sendo apresentado.
                   Segundo Abramovich (1993), “o ouvir histórias pode estimular o “desenhar”, “o musicar”, “o sair”, “o ficar”, “o pensar”, “o teatrar”, “o imaginar”, “o brincar”, “o ver o livro”, “o escrever”, “o querer ouvir de novo”
..... Afinal, tudo pode nascer dum texto!”Os escoteiros ao ouvir histórias, vivem todas essas emoções”. Afinal, escutar histórias é o início, o ponto-chave para tornar-se um leitor, um inventor, um criador e quem sabe um grande escoteiro.
Que tal começar a contar uma história? Comece agora: - Era uma vez...

terça-feira, 10 de julho de 2012

REMINICENCIAS (PARTES) DO CONTO DE KIPLING – A EMBRIAGUES DA PRIMAVERA




REMINICENCIAS (PARTES) DO CONTO DE KIPLING – A EMBRIAGUES DA PRIMAVERA

- Porque não morri nas garras dos dholes, gemeu Mowgly. Minha força esvaiu-se e não foi veneno. Dia e noite ouço um passo duplo no meu caminho. Quando volto à cabeça sinto que alguém se esconde atrás de mim. Procuro por toda parte atrás dos troncos, atrás das pedras, e não encontro ninguém. Chamo e não tenho resposta, mas sinto que alguém me ouve e se guarda de responder.
Se me deito, não consigo descanso. Corria a corrida da primavera e não sosseguei. Banho-me e não me refresco. O caçar enfada-me. A flor vermelha está a ferver em meu sangue. Meus ossos viraram água. Não sei o que...
- Para que falar? Observou Baloo. Akelá disse que Mowgly levaria Mowgly para a alcatéia dos homens outra vez. Também eu o disse, mas que ouve Baloo? Bagheera, onde está Bagheera? Esta noite se foi? Ela também sabe disso, é da lei.
- Quando nos encontramos nas Tocas Frias, homenzinho, eu já o sabia acrescentou Kaa. Homem vai para homens, embora a Jângal não o expulse.
- A Jângal não me expulsa, então? Sussurrou Mowgly.
- Os irmãos Gris e os outros três uivaram furiosamente: - Enquanto vivermos ninguém, ninguém ousará...

– Mowgly lembrava quando se mudou da Alcatéia de Seone. É hora de parar de correr. Ele viu uma pequena cabana onde via uma luz. Cães latiram. Ele emitiu um profundo uivo de lobo, que fez os cães calarem e tremerem. Escondido nos arbustos Mowgly também tremeu. Por outro motivo. Conhecia aquela voz. Entendeu o que ela dizia. Lembrava bem. Quem está aí? Quem está aí? Mowgly gritou baixinho: - Messua! Messua! – Quem chama? Respondeu a mulher com voz trêmula. – Nathoo! Respondeu Mowgly. – Vem meu filho. Ela se lembrou. O acolheu, deu-lhe de beber e comer. Cansado Mowgly deitou-se e dormiu sono profundo. 
– Mowgly acordou e ouviu o irmão Gris chamando-o lá fora. Messua olhou para ele. Era um Deus da Jângal, reconheceu. Quando o viu sair abraçou-o. Volte sempre disse. A garganta de Mowgly apertou-se. Disse quase chorando – Voltarei – sim voltarei. Ele gritou com lobo Gris – porque não vieste quando o chamei? – Não foi tanto tempo assim, ainda ontem estávamos junto respondeu. Você sabe, o tempo das Falas Novas chegou não te lembras?
                    - Irmãozinho, que aconteceu? Porque estás comendo e dormindo na Alcatéia dos Homens? – Se tivesse vindo quando o chamei isto não teria acontecido. – disse Mowgly - E agora como será? Perguntou o lobo Gris – Ele ia responder quando viu uma mocinha trajada de branco em direção a alcatéia dos homens. Mowgly a seguiu com os olhos até ela ser perder ao longe. E agora? Perguntou de novo o Lobo Gris. Agora não sei... Respondeu suspirando. Lobo Gris calou-se. Mowgly também. Quando abriu a boca foi para dizer a si próprio: - A Pantera Negra falou a verdade. Disse que o homem sempre volta para o homem.
                       - Raksha, nossa mãe também disse. E Akelá na noite do ataque dos Dholes, e também Kaa, a serpente da rocha. - completou Mowgly. E tu irmão Gris, que disse tu? – Eles te expulsaram uma vez. Disse o Lobo Gris. Eles queriam te lançar na flor vermelha. Mandaram Buldeu te matar. São maus, insensatos. Foste admitido na Jângal por causa deles. - Para! Que estás dizendo? - - Lobo Gris respondeu - Filhote de homem, senhor da Jângal, filho de Raksha, meu irmão de caverna – O teu caminho é o meu caminho. A tua caça é a minha caça e tua luta de morte é a minha luta de morte.
                       Mowgly já tinha resolvido o que fazer. – Vá, disse – Reúne o Conselho na Aroca, irei dizer a todos o que tenho no meu coração.   
Em qualquer outra estação aquela novidade teria reunido na Roca o povo inteiro do Jângal; - Lobo Gris saiu pelas planícies chamando a todos. O Senhor da Jângal volta para os homens. Vamos à Roca do Conselho. Todos respondiam – Só no verão, venha você e ele cantar conosco! – Quando Mowgly chegou a Roca, encontrou apenas lobos irmãos. Baloo que estava quase cego e a pesada Kaa. – Termina aqui o teu caminho, homenzinho? Disse Kaa – Grita o teu grito! Somos do mesmo sangue, eu e tu, homens e serpentes!
Lembra-te que Bagheera te ama, disse ela por fim, retirando-se num salto. No sopé da colina entreparou e gritou: Boas caçadas em teu novo caminho, senhor da Jângal! Lembra-te sempre que Bagheera te ama. Tu a ouviste murmurou Baloo. Nada mais há a dizer. Vai agora, mas antes vem a mim. Vem a mim, ó sábia rãzinha!
- É difícil arrancar a pele, murmurou Kaa, enquanto Mowgly rompia em soluços com a cabeça junto ao coração do urso cego, que tentava lamber-lhe os pés.
- As estrelas desmaiam, concluiu o lobo Gris, de olhos erguidos para o céu. Onde me aninharei doravante? Por agora os caminhos são novos...

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Conversando com o "Velho" Escoteiro



Conversando com o "Velho" Escoteiro

Não era um tema novo. Repeteco por assim dizer. A realidade é cruel, mas eu já tinha conversado com o "Velho" Escoteiro muitas vezes a esse respeito. Não adianta dizer que temos de fazer “assim e assado“.  A realidade está presente em nossa vida, no Grupo, Região e na própria Direção Nacional. Ou aceitamos e insistimos em nossos ideais ou nos afastamos. Cada um tem sua maneira de ser, de pensar e agir.
Ele me dizia sempre que não importa o cargo. Importa o que está sendo feito, mesmo que leve tempo. Aquela senhora que vai lá sempre, varre a sede, é prestativa é tão importante com o Chefe de sessão ou o presidente. - Nós dependemos de todos - dizia - O Grupo Escoteiro é como uma grande família. Cada um tem suas obrigações e responsabilidades. Se ali tem amizade e fraternidade, os jovens têm a ganhar. Garanto que o grupo que atua assim está no caminho certo.
Conheci Grupos que não iam bem. Havia divergências entre novos e antigos. Os Escotistas achavam que os Diretores eram pessoas que estavam ali para servi-los. Estes pôr sua vez, tinham dúvidas de suas responsabilidades, pois sempre confundiam técnica escoteira com atividades burocráticas ou paralelas. O Método e Programa não eram bem conhecidos. Durante algum tempo aceitavam a liderança e depois se afastavam.
Outros mais interessados deixavam suas funções de dirigentes e participavam como Escotistas. Achavam que a falta de bons chefes poderia ser suprida, pois o elemento humano qualificado não existia e se havia interesse porque não participar? A partir do momento que começavam a aprender a conhecer e participavam em atividades próprias de adultos, mais se entregavam a tarefa de educadores. O movimento precisava deles e eles sentiam isso. Infelizmente uns poucos não compreendiam bem suas novas responsabilidades. Alguns faziam o certo, outros tentavam modificar e com o tempo as divergências começavam a aparecer. Em qualquer atividade você podia contar quantos vieram do próprio grupo.
Participei de muitas reuniões de Executiva em todos os níveis. Na maioria dos casos sempre se voltavam para o Diretor Técnico, tentando achar as respostas ou seu apoio. Acredito que o que falta é uma melhor compreensão das responsabilidades e deveres de cada um. Tenho meus direitos e deveres, mas todos que colaboram na organização também os têm. Quando não tinha nada o que fazer no Grupo que prestava a minha colaboração, gostava de observar não só os jovens, mas os pais e parentes que acompanhavam seus filhos as reuniões e podia observar o interesse deles.
O Escotismo é interessante. Você nunca ouviu falar e quando ouve não interessa muito (os leigos). No entanto se observar e participar espontaneamente pôr algum tempo é picado pelo mosquito invisível e basta um convite e lá está você, de uniforme e tentando dar o melhor de si. O "Velho" Escoteiro sempre me dizia que tudo é válido, se os resultados esperados são alcançados. Infelizmente sou obrigado a dar razão a ele em alguns pontos. – Olhe meu caro jovem Chefe, dizia ele, o amor dos chefes é grande, muito. Fazem de tudo para que a juventude que está em suas mãos floresça conforme é o propósito do escotismo. Mas tudo é muito difícil.
 Você hoje dificilmente encontra um grupo com todas as suas sessões completas. No passado, tive a oportunidade de ver tudo isto. Grupos com vinte quatro lobinhos, vinte e quatro lobinhas, tropa Escoteira masculina e feminina ambas com trinta jovens. E a Sênior e a guia? Três patrulhas? Quatro? Pioneiros?  Pelo menos doze? Você tem visto isto hoje? E olhe, era comum no passado.
      Fiquei pensando no que o "Velho" Escoteiro dissera. Uma exceção quando se encontrava grupos assim. Programas. Método, alegria, fazer o jovem se sentir feliz e querer voltar sempre. Um tema que eu iria abordar com o "Velho" Escoteiro em uma próxima vez. E você? O grupo que colabora tem condições de ter sessões completas? Escotistas atuantes, interessados e bem adestrados?