Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Apenas uma reunião de tropa...


Conversa ao pé do fogo.
Apenas uma reunião de tropa...

                Gedeão sabia que o sábado estava chegando. Como tudo mudou para ele. Antes uma motivação enorme quando ia para as reuniões de tropa. Uma alegria uma vontade de continuar ali além do horário, mas agora... Agora não. Ele notou que as últimas reuniões foram fracas, sem graça, e Marcondes tinha faltado mais de duas reuniões. Ele se lembrava de Ethan e Galileu. Nenhum deles o procurou para dizer que estava saindo. Ele foi à casa dos três e olhe que não era fácil. Trabalhava do outro lado da cidade e só aos sábados após as reuniões tinha um pequeno tempo, é claro que isto interferia e muito com sua família que o cobrava sempre. Chefe Gedeão havia meses que pensava onde estava errando. Ele sempre rebuscava no passado as atividades os acampamentos e as reuniões de tropa que participava. Era outra época. Quatro patrulhas completas. Dificilmente alguém saia, mas hoje? Hoje era tudo diferente. Ele ainda tinha três patrulhas porque Jerusa, Jesabel, Germine e Isabel passaram da Alcateia para a tropa.

                  Ele sentia que as meninas ficavam mais tempo, eram mais interessadas e queriam a todo custo chegar ao Lis de Ouro. Os meninos nem todos. Agora a tropa tinha dezenove participantes, mas dez eram meninas. Ele sabia que isto não podia continuar, ele não podia perder meninos assim. Tinha que haver um motivo. Ficou feliz quando Ester saiu dos lobos e veio ajudar na chefia. Mas ela tinha muito boa vontade e pouco conhecia dos Escoteiros. A consultou muitas vezes, mas sua experiência era mínima. Um dos maiores problemas ele conseguiu resolver: - O enorme tempo que ficavam no hasteamento e arreamento da bandeira. Sempre escolhiam esta cerimônia para promessa, para entrega de distintivos e especialidades e certificados o que atrasava muito o programa da tropa. Como todas as sessões faziam a reunião em conjunto era natural que todos estivessem presentes, afinal eram ou não uma grande família? No Conselho de Chefes que faziam uma vez por mes mês ele levantou o assunto. Sorriu quando viu que outros pensavam como ele.

                  Chegaram a um acordo. Cada sessão iria tirar um tempo durante as reuniões para fazer a promessa, entregar distintivos dentre outros. No Cerimonial só as grandes conquistas: - Lobo Cruzeiro do Sul, cordões de eficiência, Lis de Ouro e Escoteiro da Pátria. Não iriam demorar mais que quinze minutos no inicio e dez no fim. Mesmo assim ele não estava satisfeito. As reuniões estavam mornas, os jogos sem graça e as atividades técnicas desinteressantes. Notou também que as patrulhas nos tempos livres quase não se reunião, o adestramento do Monitor com seus patrulheiros só era feito quando ele exigia.  Sabia que adoravam acampamentos e excursões, mas e a ultima excursão? Faltaram cinco. Uma lástima. Conversou com os monitores na Corte de Honra e em particular. – O que está havendo? Alguns nada diziam e outros davam desculpas que não condizia com a verdade. Ele tinha um enorme arquivo de jogos. Agora com a Internet ficou mais fácil ainda. Adiantava? Não.

                  Chefe Gedeão precisa descobrir o motivo. O motivo real e ele sabia que não era só ele. Conhecia muitos amigos chefes que se ressentiam da mesma maneira. Nunca se descuidou de sua biblioteca Escoteira. Gastou uma nota para ter todos os livros que precisava. E os cursos? Pagou do seu próprio bolso a maioria deles. Mesmo depois quando recebeu a Insígnia de Madeira ele notou que nada mudou a não ser o lenço. Cantava sempre baixinho o Volta a Giwell. Mas voltar para onde? Outros cursos? Quais? Não sabia se existiam cursos de pós-graduação o conhecido MBA no escotismo. Será que existia? Ele precisava mais, precisava de um curso onde se poderia discutir programas de reuniões, jogos, técnicas novas de motivação e tantos mais. É não adianta dizer que em meus sonhos sempre volto a Giwell. Nem sei se eles tem cursos para aprimorar meus conhecimentos ele dizia.

                     Ele tentou de tudo. Fez jogos que ninguém esperava, montou diversas bases técnicas, deu dica para cada patrulha onde conseguir conhecimentos, levou um amigo violonista para ensinar a cantar melhor as musicas Escoteiras, tentou ao seu modo ensinar e mostrar a cada Escoteiro e Escoteira o verdadeiro sentido da lei e promessa. Em nenhuma reunião ele deixava de comentar ou fazer um jogo sobre a lei escoteira. Como religioso que era Deus estava presente em tudo que fazia e ele fazia questão de dizer aos seus jovens. Chegou a comprar um caminhão de eucaliptos e bambus para uma disputa de pioneirias na sede. No inicio supimpa, mas depois... É voltar a Giwell todos diziam, mas ele não sabia onde ficava Giwell a não ser na Inglaterra. Passou domingos e domingos montando programas, discutiu com monitores e pediu ajuda as patrulhas para dizerem se aprovavam ou não. Claro ninguém dizia não só sim.

                       Chefe Gedeão viu que nada deu certo. No último sábado  Jerusha não veio. Quase ao encerrar foi procurado por Joviel que disse não iria vir mais. Ele iria fazer um curso à tarde. E agora meu amigo? Ele disse para si mesmo. Tentou uma última cartada, ligou para muitos chefes que conhecia. Todos ou a maioria sempre lhe dando uma força, dizendo o que fazer como fazer e ele sabia que tudo aquilo ele já tinha feito. A tropa ele sabia ia de mal a pior e detestava quando via patrulhas incompletas, com três ou quatro ou mesmo quando via algum Chefe tirando Escoteiro de uma patrulha para colocar em outra. Naquele sábado foi para casa amargurado. Tinha de haver uma solução. – Fazer fazendo? Deixar que eles decidam? Querem fechar a tropa? Melhor acabar com tudo? – Gedeão já tinha decidido. Iria insistir para que cada um desse sua opinião, ele sabia que no inicio todos sempre abaixavam a cabeça e não diziam nada. Os mais afoitos comentavam, mas nada de importante.

                 - Tropa! Ele disse com todos em linha. A partir de hoje vamos ficar quinze minutos depois do horário. Avisem aos seus pais. Não disse mais nada. – Naquele sábado eram doze. Muitos já tinham desistido. – O motivo é para saber qual a atividade que devemos fazer quais os jogos que devemos fazer como motivar nosso amigo na patrulha, quais as sugestões podemos dar. Agora é com vocês. Gedeão se calou. Não falou mais nada. Pegou todo mundo de surpresa. Naquele sábado o tempo acabou sem ninguém falar nada. No segundo sábado todos sentados em circulo e ele nada disse. Ninguém falava. Deu o tempo e todos foram embora. Assim foi no terceiro e quarto sábado. Gedeão soube que eles se reuniam fora da sede. E no quinto e sexto sábado começou a ouvir. Ele só ouvia. Em todas as reuniões nunca disse nada. Nunca deu palpite. Afinal por anos ele fazia tudo e achava que tinha a solução na mão.


                     Três meses depois ele viu alguém levantando a mão. – Sabe Chefe, eu acho... – Outro também disse: - Sabe Chefe... E assim Gedeão venceu a batalha. Agora todos faziam questão de opinar. A tropa se motivou de tal jeito que vinte minutos não dava. Precisavam de mais. As discussões eram acaloradas. Gideão nunca falou. Nunca disse nada. Sempre ouvindo seus Escoteiros e Escoteiras. Mas o que diziam ele sabia que devia por em prática. Só sei que em menos de oito meses a tropa de Gedeão tinha três patrulhas completas a caminho para a quarta. Chefe Gedeão ainda lembrava quando leu em um livro um comentário de saber ouvir: -                Perceber, reconhecer, entender, compreender, valorizar, dar atenção, respeitar… São vários nomes diferentes para um processo tão simples, mas ao mesmo tempo tão difícil de ser praticado: ouvir, de fato, o outro.  

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Falando por falar...


Falando por falar...

                   Eu não procuro flores, sei que elas vêm a mim sem eu ir atrás. As flores são meus milhares de amigos aqui. Aceito todos. Aceito até mesmo os sem camisa, os que não querem mostrar o rosto aceito até mesmo àqueles com nomes esquisitos. Para mim serão considerados amigos e bem vindos. Sei que nem todos são como eu e nem pensam como eu. Mas isto não é bom? Eu vivi em outra Escola da Vida, em outra escola escoteira, aquela de se apresentar sempre como Escoteiro sem nunca esconder a ninguém o meu amor pelo movimento. Não foi BP que disse que o melhor marketing para o escotismo é se apresentar bem uniformizado? Toda minha vida usei meu uniforme com orgulho e sem ele estava com minha flor de lis na lapela. Fazia questão de dizer: Sou Escoteiro! Agora entendo que muitos não pensam assim. Um direito. Confesso que não vejo com bons olhos meninos meninas ou até adultos fazendo careta na foto de perfil, com a língua para fora, sem camisa e alguns de maneira até um pouco inconveniente. Eu gostaria que eles se orgulhassem do que são. Escoteiros de coração. Mas eles não tem este direito? Tem sim. Eles não devem e nem podem pensar como eu.

                  Não me meto em outras plagas aqui que não seja escotismo. As visitas que recebo em minha casa sabem disto. Agora os amigos que vêm a São Paulo me telefonam para me conhecer, querem apertar minha mão. Serão bem vindos. Os recebo com amor e alegria. Faço tudo pelo escotismo e aqui nunca verão uma publicação minha desmerecendo políticos, governantes, atos contrários ao que penso. São temas que não vão ajudar e sim causar revolta. Não critico aqui ninguém. Chico dizia que a gente ser magoado é ruim, mas magoar alguém é terrível! Sei do que são capazes muitos que não pensam assim. Eu não insisto em mostrar erros que não posso provar. De vez em quando gosto de elogiar alguém que acho merecedor. Pode ser um artigo ou uma foto. Mesmo que não seja do nosso movimento. Sinto imensa falta de fotos dos meninos e meninas Escoteiras bem uniformizados, fazendo escotismo correto, aprendendo a fazer fazendo sem chefes por perto. Vejo aqui muitas fotos de adultos, recebendo condecorações, certificados e outros mais. Claro, eles fizeram por merecer e porque não mostrar suas conquistas?

                   Costumo viajar nas páginas de muitos amigos a procura de uma boa foto, de uma patrulha, de uma matilha (nunca vi uma em foto) no campo, em grandes atividades aventureiras e sempre bem uniformizados. Adoro patrulhas completas, monitores e patrulheiros ou patrulheiras sorrindo, orgulhosos de estarem ali. Mas dou preferencia aos que se orgulham de vestir seus uniformes. Disto não abro mão. Sinto falta destas fotos no Brasil. Abasteço-me muito com fotos de outros países. Tem cada uma que fico feliz só em ver. Meninos sorrindo, uniformes nos trinques, vivendo eles a sua aventura. Sempre coloquei aqui minhas fotos de adulto e Velho Escoteiro. Elas tem o intuito de mostrar que devemos sempre aprimorar em nossa apresentação para servir de exemplo. Muitos me enviam fotos, difícil dizer para eles que nem sempre posso aproveitar.

                  Procuro levar a todos que gostam do que escrevo uma palavra amiga, um sorriso, um conto mostrando nossas nuances, nossas tradições falar de felicidade, de elogiar, sentindo o valor do método Escoteiro e não critico abertamente os que acham que o escotismo hoje é outro. Claro que nem sempre concordo, mas eles tem o direito de andar com suas próprias pernas. Se vai dar certo ou não, não serei eu a julgá-los   A meu modo costumo escrever mostrando que nosso caminho atual nem sempre nos conduz ao sucesso. Muitos acham que me meto onde não devo. Não bato palmas para nossos dirigentes. Eles que escolheram o que querem fazer e se acertam ou não foi uma livre escolha. Não gosto de correr atrás, perguntar o que vão fazer. Acho isto antidemocrático. Não critico os lideres da UEB por não me reconhecerem como contador de histórias. Afinal é uma escolha minha não ter o registro. Não gosto de burocracias e nem me sinto bem sendo fiscalizado. Hoje acho difícil fazer escotismo alegre e solto, vivendo no campo, correndo pelas campinas subindo em árvores ou montanhas como no passado.

                   Existe hoje uma burocracia que não condeno. Algumas vezes é necessária. O escotismo tem outro caminho contrario ao que fiz. Qualquer ato mesmo que inocente ou acidental é sujeito as penas da lei. Não quero isto para mim. Quase mil noites de acampamento para saber como era gostoso fazer o que fiz sem burocracia. Prefiro escrever a alegria que era ser Escoteiro sem muitas bênçãos de nossos superiores. Não sou importante, nunca fui. Sou um Escoteiro que se entregou de corpo e alma desde menino. Não guardo mágoas, ódios e rancores. Não gosto de ofender quem quer que seja, mas não sou subserviente. Olho nos olhos como se fossem os meus e não um ser superior. Quando me chamam de chefão fico triste. Cada um de nós tem uma missão na terra e eu descobri a minha escrevendo. Sei que escrevo errado, pois minha universidade foi a Escola da Vida. Consegui aprender nas noites frias e sombrias, com vento calmo ou com tempestades,  na lua cheia que foi coberta pelas estrelas tão brilhantes que a gente se perdia na trilhas aventureiras. Aprendi muito vendo o que os outros faziam. Se meu verbo não é um adverbio, se meu substantivo não passa de um adjetivo não me importo. Podem dizer que escrevo mal, que erro muito. Mas se gostarem e entenderem o que escrevo sei que serei feliz. Ver os outros sorrirem, mesmo que esteja copiado meu mestre BP isto me trás grande felicidade.

            Sei que tem muitos que conhecem normas, leis artigos e parágrafos. Sabem de cor e salteado como movimentar o SIGUE, como falar com os donos do poder, de ir a encontros nacionais e reconhecer a cada um. Eu não sei nada disto. Não desmereço os estatutos apesar de não concordar com ele. Sei que não vou modificar o mundo escoteiro. Ele segue seu caminho e eu sigo o meu, aquele que vivi e aprendi a sorrir com ele. Enquanto viver vou continuar fazendo o que faço. Vou falar das flores do campo, dos ventos da primavera, vou contar histórias das mil e uma noites, vou contar estrelas no céu. Vou dizer como é bom acampar com amigos que fazem o mesmo que eu. Direi nas madrugadas que amo o pôr e o nascer do sol. Contarei maravilhas de uma cascata com sua névoa esvoaçante, falarei das florestas, das ravinas dos vales lindos que um dia conheci. Sei que isto não vai acontecer novamente, mas se um pequeno número de amigos tentar fazer com seus jovens o que fizeram comigo eu acho que venci a adversidade.

               Portanto meus amigos este sou eu, sem tirar nem por. Não sou rico, mal ganho para viver como um aposentado, mas não reclamo. Adoro minha velhice, minhas traquinices, minhas apendicites e tantos sites que me tornei amigo dos homens do jaleco branco. Passo horas gostosas aqui falando para uma telinha pequena e nem sei realmente seu alcance. Nunca vou vender meus contos. Eles são gratuitos. Nunca farei deles uma maneira para sobreviver. O tempo vai passando e eu ao lado dele faço meu destino. Termino dizendo que gosto de uma linda foto. Acho que ela fala mais que meu conto. Gosto de exemplos de jovens em suas fotos, com seus sorrisos e mostrando que o escotismo é assim. Um abraço, um aperto de mão e lindos sorrisos sem hora e sem lugar para acontecer.
Sempre Alerta!    

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Minhas raízes são as de Baden Powell.


Hora de dormir, pensar no amanhã...
Minhas raízes são as de Baden Powell.

Alguém me perguntou: - Amigo quem é este velhinho magrinho e sorridente de uniforme igual ao de vocês? - Você está se referindo a este grande Chefe? Ele é conhecido como Lord Baden Powell. Foi ele quem criou o movimento escoteiro. – Nossa! Ele me parece ser um sujeito bom, pois está sempre sorrindo! - Imagine, ele foi um grande homem. Ele mesmo sendo o Escoteiro Chefe Mundial levantava de uma cadeira e ia apertar a mão de todos. Viajava pelas cidades, por países levando a boa nova do escotismo. Uma simplicidade enorme. Foi um herói inglês e graças a ele somos mais de vinte milhões de escoteiros no mundo. – Legal! E aqui no Brasil? – Aqui oitenta e poucos mil. – Só? Bem muitos dizem que somos muitos.

Mas meus amigos, eu tenho receio que os poucos que ainda se lembram dele e fazem questão de manter viva sua chama, podem um dia o deixar no limbo do esquecimento. Quem sabe no futuro será apenas lembrando como o fundador do escotismo e mais nada? Hoje já discutem o seu método. Dizem que é ultrapassado. O seu programa está sendo alterado. Em pouco tempo haverá um novo escotismo e nós que nos chamam de tradicionalista iremos deixar de existir e seremos substituídos pela nova geração. Então meus amigos o escotismo será outro. Será um novo escotismo, um novo programa e um novo método. E tenho certeza os jovens do futuro irão gostar.

Para nós os Velhos Escoteiros não restará mais nada que uma lembrança. Sei que ainda tem muitos como eu. Que gostam de ter em sua cabeceira o Caminho para o Sucesso. De todos os livros do velhinho sorridente é o meu preferido. Acho que ele o nosso líder o escreveu pensando como todos deviam ser felizes. Quando ele escreveu pensou nos rapazes maiores, nos pioneiros. Ele sempre dizia: - Conduza com o Remo a sua canoa. E seu introito? - Como ser feliz embora rico ou pobre! – Dizia ele que uma viagem de canoa é semelhante à viagem da vida. Um Velho marujo deve passar adiante os segredos da pilotagem. O único sucesso verdadeiro é a felicidade! Dois passos para a felicidade: - Levar a vida como se fosse um jogo e dar a todos amor! E tem muito mais neste fabuloso livro. Sempre disse que seu sucesso depende de seu esforço individual na viagem da vida.

Eu gosto muito de tudo que ele escreveu no seu livro Caminho para o Sucesso. Tudo tem uma razão de ser. O que anotou de B.B. Valentine é para meditar e pensar:  
 “Há gente que é um gansinho no modo em que vai atrás,
Dos outros que vão à frente: nem sabe para onde vai...
Nas pisadas do pai ganso, vai pisando o filho atrás:
Ele nunca fará nada que não tenha feita o pai”.

Perfeito, isto ele fez questão de dizer que devemos olhar sempre além da ponta do nosso nariz. BP, um perfeito líder. Quem poderia dizer que a vida seria sem graça se fosse feita somente de açúcar? O sal é desagradável quando tomado puro, porém, quando saboreado como tempero, da gosto aos alimentos. Lembre-se as dificuldade são o sal da vida.  Não procuro espinhos e se agarre às pequeninas alegrias. Se a porta é de pouca altura abaixe para passar. Se for possivel afastar uma pedra do seu caminho, afaste-a. Se for pesada demais contorne-a. Em outras palavras, ele  não se intrometia, não procurava aborrecimentos, aceitava as coisas como vinham, procurando tirar delas o melhor partido. É ou não é o melhor método de se alcançar o sucesso?

É meu bom velhinho. Juram hoje que os tempos são outros. São mesmos. Um ótimo escotismo para quem está na ativa, mas fique calmo aí no céu. Agora a sede de aventuras, a exploração da natureza não é como no passado. O mundo não é o mesmo. Dizem que seus ensinamentos vão sendo aos poucos esquecidos. Enfim é a vida. Não existe volta. Tradições é uma volta ao passado e isto não mais se encaixa na nova metodologia. O correto é mudar para ficar dentro dos tempos modernos.  Certo? Errado? Acredito que haverá um novo escotismo. Falam dele aos quatro ventos. Exaltam seus feitos. Uma nova aparência veio para ficar. Muito bom para os novos participantes. Mas não é o meu escotismo. Do meu bom e amigo velhinho que nunca em tempo algum esquecerei.


Boa noite meus amigos e minhas amigas. Meu abraço. Durmam bem e saibam que eu amo vocês! Excelente semana!        

sábado, 31 de janeiro de 2015

Vivendo e aprendendo.


Conversa ao pé do fogo.
Vivendo e aprendendo.

                 Coisas interessantes para meditar. Sugestões para chefes escoteiros novos. Repito novos. Se você faz assim ou de outra maneira parabéns. Continue.

Primeiro - Em todo o Grupo Escoteiro a admissão do jovem ou da jovem não deve ser encarado como um simples ato de apresentação. Após o Diretor Técnico o apresentar ao Chefe deve-se levar em conta como será feita a apresentação a todo o grupo do novo membro quando do cerimonial. Já vi muitas, mas gosto desta. O Chefe recebe o noviço, apresenta a todos do Grupo Escoteiro e convida o Monitor que vai recebê-lo na patrulha. O Monitor ensina a ele o aperto de mão esquerda e o apresenta a patrulha designada. Após pede para ele para participar do Grito da Patrulha sem dizer as palavras já que ainda não aprendeu. Em seguida a tropa também dá seu grito dizendo no final – Bem vindo “fulano”. No primeiro dia o Chefe irá bater um papo com o noviço para saber o que ele espera da tropa. Quais são suas ambições quando entrou e então deve explicar como será sua vida ali na sessão daí por diante. Claro que muitos grupos passam esta responsabilidade ao Monitor, mas sempre o Chefe deve ser o primeiro a conhecer o máximo de seu novo amigo na tropa ou Alcatéia. Ninguém será um bom Escotista se não conhece bem os seus amigos escoteiros/a ou lobinhos/a que estão atuando em conjunto.

  Segundo - Gritos sem necessidade, palavrões ou procedimentos não condizentes por parte de algum membro da tropa ou Alcatéia não deve ser motivo para providências imediatas. Ao notar que a lei ou a honra da tropa ou Alcatéia está sendo colocada em cheque, o Monitor ou o Chefe deve atuar na hora. Muitas vezes uma boa conversa resolve mais que Conselho de Patrulha ou Corte de Honra. É sempre bom lembrar que nunca se chama ninguém a atenção na presença de todos. Tudo é feito em particular.

Terceiro - Todo Grupo Escoteiro, Tropa ou Alcatéia deve ter suas normas que sempre serão lembradas. A postura do Escoteiro/a ou lobinho/a deve ser exigida desde o primeiro dia. Quando for fazer sua promessa lembrar que agora ele será um representante do grupo e como tal deve ser visto por todos a sua volta. A ida para casa ou a vinda ao grupo ou mesmo em atividade, a apresentação deve ser ponto de honra para ele e exigido sempre pelo Monitor ou pelo seu Chefe. Alguns grupos aceitam que membros vistam seus uniformes na sede. Não é uma boa prática de cidadania, marketing e exemplo. Outros podem julgar que não gostam do nosso uniforme que deve sempre ser um orgulho para todos.

Quarto – Use e abuse das palavras muito obrigado, seja bem vindo, eu gosto de você, você é importante para nós. Isto motiva e mostra que todos são importantes naquela família Escoteira. O exemplo começa com o Diretor Técnico e a diretoria. Olhem bem para o jovem que o recebe como ele fica. Saber que é importante naquela organização para ele significa muito. Se considerarmos o Grupo Escoteiro como uma família, atuar como uma deve ser ponto de honra para todos.

 Quinto - Se você não se preocupar com os pais no primeiro dia que é procurado no Grupo Escoteiro, dificilmente conseguirá apoio deles no futuro. Uma admissão deve ser levada tão a sério como uma matricula no colégio ou muito mais. Não aceite explicações tais como – Só eu pude vir. Meu marido trabalha e assim por diante. Claro existem exceções, mas tome cuidado com muitas delas. Eles não sabem, mas quem precisa do escotismo são eles e não você. Você é um voluntário que está ali para ajudá-los e eles precisam saber disto. Portanto a presença de ambos é necessária. Explique o que o escotismo pode fazer para o filho ou a filha. Tente ouvir deles as dúvidas. Diga sem meias palavras que quem vai entrar são eles e os filhos virão juntos. Ao primeiro sinal da falta em uma reunião de pais, eventos de pais, ou convites especiais para colaborarem em alguma atividade, acenda o sinal vermelho. Olá seu Antônio. Não veio ontem? Olá Dona Lourdes, dei falta da senhora no sábado! E assim cobrando eles terão uma ideia que são importantes.

Sexto - Você já fez ou participou de um Fogo de Conselho, onde só a tropa estava presente? Onde não havia programa nem animador, onde os monitores eram os responsáveis pelo fogo, pelo andamento, pelas canções, pelas histórias, e até uma gostosa batata doce, uma banana no ponto estava ali no fogo sendo servida por algum Escoteiro? E olhe lá tinha também uma ou duas chaleiras de café ou chá? Onde havia conversas paralelas, onde uma Patrulha surgia para fazer um esquete ou um jogral, e um ou mais escoteiros riam a valer? Onde se aproveitou para o salto no fogo (três vezes) e receber um nome de guerra indígena ou não de batismo? Onde o encerramento era notado pelo sono, e em grupos voltavam para suas barracas sorrindo e comentando o fogo que participaram? Tente fazer um assim. Vale a pena.


Proximamente quem sabe darei outras dicas claro, se acharem que estas foram válidas. Sempre Alerta!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

E o Pássaro Azul levou meus sonhos para nunca mais voltar!


Hora de dormir, amanhã de volta. Boa noite!
E o Pássaro Azul levou meus sonhos para nunca mais voltar!

                - Porque Pássaro Azul eu não tenho mais direito em sonhar? E não posso mais acreditar em meus sonhos? – Seus sonhos são tristes, nostálgicos, não existe mais aquela alegria do passado. – Olhe dentro de você. Qual foi a ultima vez que cantou uma canção? Qual foi a última vez que apertou a mão de um amigo Escoteiro? Você se fechou dentro de si, só ouve a voz do vento e ele nunca trás para você a doce primavera do passado em forma real. – Seu mundo é imaginário. – Você ainda não viu que a forja que temperou o aço do que você foi feito acabou. – Não vai mais existir aquela alegria de tempos idos. Ela não pertence mais a você. Ela está em outros sonhos, agora dos jovens que fazem a sua maneira um belo escotismo.

                - Olhei para o Pássaro Azul que sorria um sorriso enigmático, como a perscrutar no espaço o que seria eu para ele. Tinha um porte altivo, sem encarar, procurava saber, e para descobrir todas minha vicissitude analisava os meus medos, as circunstâncias que cercaram a minha vida. Para ele eu não era casual e imperecível. Na sua maneira de pensar não existe o acaso. E para ele eu estava criando em minha mente uma possível volta no tempo, o que seria eternamente impossível. – Veja Pássaro Azul, você está analisando o meu sorriso, a minha atitude, isto até é fácil. Você é contra o que eu penso, acha que estamos vivendo um momento único na história.  – Deve ser por isto que levou meus sonhos. – Você não tem este direito.

                 - Às vezes Pássaro Azul eu me sinto só. Não do calor humano. Esses não me faltam. O Pássaro Azul não entendia o porquê minha luta era o nada contra o nada. Muitas vezes pensei em desistir. Mas seria o que sou? Seria o intransigente que me leva a sonhar o impossível? – O Pássaro Azul sorriu. – Todos nós somos um pouco intransigente. Do outro lado também eles existem. Mas eles são os que decidem e você não. Lágrimas caíram no meu rosto. O Pássaro Azul atingiu-me fundo. Não sei se merecia. Nos meus sonhos que ele levou não quis desservir ninguém. Acreditava que amava a todos que conheci. – Engano seu, ele disse. – Acredito que você ainda não viu a forma de amor que criou para você.

                 - Mas não fique triste. Ainda deixei pequenos sonhos contigo. Sonhos reais, palpáveis. Siga aquele poema que um dia falou das tristezas, ande sempre em frente, não crie ilusões, ilusões nada trazem de beneficio. Não ande nas sombras. Assopre o pensamento triste. Deixe escorrer esta lágrima que caem do seu rosto. Se necessário vá até o fundo do poço, mas volte renovado. O Pássaro Azul me trouxe uma lição de vida. Avaliar o que fui e o que devo ser deve a nova meta da minha vida. Sempre achei que fui feliz. A minha maneira acreditei. Tinha que mudar. Mudar para melhor. Cantar as mais belas canções. Procurar no espaço o que não encontrei na terra. 

                   O Pássaro Azul voou por sobre as nuvens fez uma ou duas paradas como a dizer pela última vez: - Não esqueça. Quando encontrar a sua alegria de viver, respire fundo. Deixe a energia cósmica entrar em você. Abra a janela. Deixe que os pardais procurem a luz para você. Se encontrar, coloque-a dentro do peito. Lembre-se, a felicidade é seu objetivo. E ele se foi zigzagueando pelo horizonte até desaparecer no azul do céu profundo. Meu coração encheu-se de júbilo. Perdi uma parte dos meus sonhos, mas ele me deu parte das respostas que eu procurava. A felicidade existe. Está ao nosso lado. É só acreditar e eu agora acreditava. Viva a vida! Acredite em seus sonhos. Encontre em seu caminho: o brilho do sol, as cores do arco-íris, o fulgor das estrelas, a Paz, o amor, e a esperança! Obrigado Pássaro Azul!


Boa noite meus amigos, durmam felizes e pensem como eu, pois "Enquanto Deus for meu chão, nada vai me derrubar".

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Este mundo está do avesso.


Crônicas de um Chefe Escoteiro.
Este mundo está do avesso.

               Eu tenho um e-mail do Terra há mais de dez anos. Conhecido por muitos pelo menos eu acredito que sim. Divirto-me com ele e muito. Tem cada um que recebo que fico pensando se os que me enviam acreditam mesmo que eu sou assim? dou risadas quando vem aqueles dizer que minha conta do banco tal vai ser encerrada, danados! Vão encerrar que conta? Nunca depositei nada naquele banco! E aquelas moças ou pelo menos elas dizem que são jovens e bonitas me fazendo declaração de amor? Tem uma que escreve em inglês que me adorou e quer corresponder comigo. “Velho Danado de Bonito” eu penso. Será que sou mesmo? E a minha barriga? Kkkkk. Mas a que gosto mesmo é daquela da África do Sul que diz ter recebido de herança mais de vinte milhões de dólares. Não consegue sacar e alguém disse para ela que poderia transferir para outro pais em nome de alguém. Eu fui o escolhido. Ela vai me dar trinta por cento se eu der a conta para ela transferir. Trinta por cento? Bom demais. Mais de seis milhões de dólares. Fico pensando se vale a pena “enricar” assim. kkkkk.

                E o delegado que quer me prender? Disse que pode dar um jeitinho se combinarmos uma quantia. Meu Deus! Eu vou preso? Quem sabe por que sou Escoteiro? Mas gosto mesmo é dos cartões de crédito e empresas que devo. Pelo menos dizem que devo. Um deles me oferece facilidades que nem no céu existe. Você paga x e estamos quites! Estão loucos atrás de minha senha. Penso comigo o que irão fazer com ela? Não tenho bulhufas de nada, dinheiro? Coitado de mim. Casas ou valores? Nunca tive só tenho uma esposa que adoro e uma varanda que vou lá sempre para sonhar. Mas nunca me pediram ela ou minha varanda. Quem sabe este meu PC? Foi meu filho quem doou. Velho e alquebrado, mas vou dando um jeito aqui e ali. Enfim, os e-mails são fantásticos. Nunca devi tanto em minha vida. Como meu e-mail começa com Elioso, os cobradores me chamam de Elioso. Kkkkk. Nem meu nome sabem. Hoje recebi um danado de bom, uma corrente. Deposito dez reais e em três meses recebo mais de um milhão de reais. Negócio da China. Quem não quer? É tem hora que acho que sou uma besta mesmo, assim dizia um compadre Escoteiro que já foi para as estrelas.

                  Mas interessante mesmo são os e-mails de chefes, seniores, pioneiros e o escambal do mundo Escoteiro que recebo. Adoro a lei Escoteira deles. – Mande tudo que tem, mas não demore, pois vou sair! Meu Deus! Kkkkk. Tudo mesmo? Pensei em mandar as faturas que ainda tenho que pagar. Luz, água, telefone, Net e TV a cabo. Quem sabe ele paga para mim. Kkkkk. E olhe como sou aposentado e muitos acham que aposentado é vagabundo tem alguns que dizem assim: Se só pode mandar dois livros, envie. A cada dia envie mais dois. Se não gostar aviso você para parar. É, preciso organizar um programa para atender a todos e esperar para ver se elevai gostar. Assim diariamente consulto o programa e vou “servindo” aos meus amigos que não querem ter o trabalho de a cada dia fazer o pedido do que interessam. Mas por favor, não fiquem preocupados. Eu adoro quando me mandam um e-mail assim: Chefe, li sua oferta, parabenizo pelo seu espirito em colaborar com todos os escotistas que querem aprimorar seus conhecimentos. Se tiver um tempo, me mande o livro tal. Ficarei eternamente agradecido! – Bom demais, que educação! Dou um enorme sorriso maior do que o do Boca Larga! Afinal tem ainda chefes que fazem do quinto artigo da lei uma obrigação.

                    Ei! Por favor! Não se acanhem! Eu nasci para servir! Não foi o Rui quem disse que quem não pode servir não serve para viver! Não foi ele, foi o  Mahatma Gandhi. Escotismo é assim. Sempre com um sorriso nos lábios e o amor no coração. Não ganho um tostão com o que escrevo e nem quero ganhar. Não vivo disto. É um dos meus prazeres atuais e se Ele me deu o dom de escrever porque não passar para todos que apreciam minha forma de escrever? Afinal não posso mais estar presente em um Grupo Escoteiro, brincando, cantando e aprendendo sobre como fazer um bom escotismo. Assim passo os parcos conhecimento que tenho com alguns que se interessam. E por favor, meu e-mail elioso@terra.com.br está às ordens. Usem e abusem. Mande sempre um e-mail para mim. Adoro receber. Mesmo aqueles que querem saber da minha senha, que querem me enquadrar na lei dos devedores, que querem contribuir para que eu fique mais rico, não importa. Afinal de conta é ou não é bom receber um e-mail assim: Ola Chefe, passando para lhe dar um abraço, ou um bom dia!


                    E-mails, quem vive sem eles? Antes eram cartas, mas hoje as cartas são sempre de cobranças. Não se recebe mais aquelas perfumadas, lindas, escritas a mão onde se dizia coisas que não podemos contar a ninguém! Putz! Quantos livros e condensados já fiz? Quantos já receberam e leram? Quantos comentaram? Ops! Comentar não. Comentários é proibido. Se falarem a verdade o escritor pode virar um urso e ir hibernar em uma caverna qualquer. Mas que seria bom seria. Pelo menos a gente saberia que leram! Mas assim é o mundo. Eu gosto dele e quando for para as estrelas quem sabe lá tem um e-mail para mim? Ei Osvaldo, acorde! Pés no chão e pare de sonhar, por favor! Melhor é ir ver se chegou algum e-mail seu chato!                        

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Uma homenagem a minha amiga Eleni Mariana de Meneses.


Hora de recolher, as doze badaladas da meia já vão chegar...

Uma homenagem a minha amiga Eleni Mariana de Meneses.

Eu tenho muitos amigos e muitas amigas no Facebook que são mestres em me fazer feliz. São sinceros, são honestos com minhas histórias. Quando eles ou elas comentam eu dou um sorriso de orelha a orelha. Já pensei várias vezes em dar uma parada nos meus escritos. A saúde não está lá estas coisas. Ando muito fraco sem ar e sempre requisitado pelos homens de branco. Muitas vezes tenho que fazer um enorme esforço para escrever um conto. Agora estou a republicar outros já escrito que considero ser dos dez mais. Escrevi cinco livros com histórias Escoteiras. Transcrevi centenas de contos nas Histórias Maravilhosas muito solicitadas por aqueles amantes dos meus contos. São quatro volume e vem aí o quinto. Por alto foram mais de 1.500 contos escritos e artigos que penso muitos deles colaboraram com os chefes de Alcateia e tropas. Parece muito, mas é muito pouco pelo que gostaria de escrever. Acho que deixei um rastro de bom escotismo em cada um dos meus escritos. Hoje não tenho Grupo Escoteiro, não dá mais. Ando com muita dificuldade, mas acredito que deixarei na memória de todos que o escotismo é bom, é saudável, tem tudo para mudar o destino dos jovens de uma nação. Agora não estou mais junto com uma bandeira desfraldada. Mas aqui e nos meus blogs eu acho que colaborei.

Muitos de vocês ainda não conhecem meus blogs, são sete, cinco sobre o Movimento Escoteiro. Lá não são muitos os leitores, mas eu tenho uma leitora especial. Uma amiga que aqui não perde uma história e também em meus blogs. Ela participa da rede social do Google e quando publico em  um dos meus blogs ela é a primeira a ler, a pontuar e isto me envaidece. Obrigado Eleni, obrigado mesmo. Você não sabe como me faz feliz. Um dia se Deus o permitir quero encontrar você pessoalmente e lhe dar um aperto de mão, um sempre alerta, um sorriso grande e um abraço fraterno Escoteiro. Vai se o dia que me marcará por muitas luas que ainda me restam. Mas acreditem não só a Eleni está lá bem no fundo do meu coração. São muitos e muitas amigas que me dão um pouco de força para continuar. Não sei até quando, mas enquanto tiver braços e mente para pensar estarei aqui. A eles e elas meu muito obrigado.


Boa noite a todos vocês. Desejo que a noite seja linda, salpicada de estrelas no céu, um pequeno clarão no alvorecer anunciando um dia perfeito para viver! Durmam com Deus!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

VOU-ME EMBORA PARA PASÁRGADA!


Apenas um poema de Manoel Bandeira.
Ele tenho certeza irá me autorizar a modificar!

VOU-ME EMBORA PARA PASÁRGADA!

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou Escoteiro do rei
Lá vestirei meu caqui querido
Com o chapéu que escolherei.

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não posso acampar,
Lá não tem UEB e burocracia,
Só paisagens que vou amar.
Lá farei tantas aventuras
Que Baden-Powell sorridente
Fará meu sonho realizar.
 ·.
Lá armarei minha barraca
No pico do monte feliz.
Andarei de bicicleta
escalarei mil montanhas
Subirei na pedra dos sonhos,
Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado
Deito na beira do rio,
Na sombra do abacateiro
Pois como bom Escoteiro,
Voltarei de novo a sorrir.

E quando sentir saudades,
Mando chamar meu monitor
Para me contar lindas histórias
Que no tempo de eu menino
Meu Chefe vinha contar

Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De fazer escotismo de montão.

Tem escotismo prá pobre,
Tem escotismo sem par...
Tem escoteiras bonitas
Para a gente namorar.

E quando eu estiver mais triste
Mas triste que não ter jeito
Na conversa ao pé do fogo
Ouvirei histórias sem par.

Vou embora para Pasárgada.
— Lá sou Escoteiro do rei —
Terei o grupo que eu quero
No bairro que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.
Aqui eu não volto mais,
Adeus UEB dona de tudo,
Adeus amigos queridos,
Adeus... Eu não sei quando vou voltar...


O poema correto de Manoel Bandeira pode ser visto na internet. Ele vai me desculpar!

sábado, 17 de janeiro de 2015

As coisas belas da vida. O lindo alvorecer na morada da Terra do Sol.


Conversa ao pé do fogo.
As coisas belas da vida.
O lindo alvorecer na morada da Terra do Sol.

               Tinha voltado da minha incrível caminhada de quinhentos metros. Estava cansado, respiração ofegante e tomava meu café quando bateram palmas na porta de casa. Domingo é sempre assim. Religiosos nos chamando para dizer se queremos ouvir a palavra do Senhor. Porque não? Gosto de vê-los lendo os mandamentos de Deus. Quando acontece descanso em uma cadeira, pois ficar em pé é difícil e ouço com amor, e olhem, nunca digo que sou espiritualista. Eles não gostam. Afinal ouvir é bom e não prejudica ninguém. Mas naquele dia não eram eles. Cheguei à porta da sala e vi no portão uma figura imponente que até me assustei. Cabelos brancos compridos até o ombro, barba branca bem penteada e uns olhos azuis que chamuscavam que olhava diretamente para ele. Vestia um paletó branco, comprido que ia até o joelho. Uma camisa azul brilhante com um pequeno lenço verde amarrado no pescoço. Usava uma calça de gabardine verde e calçava uma sandália de couro sem meias. Trazia nas mãos uma forquilha. Senhor! Que forquilha! Linda, marrom e cinza, e onde o V fazia uma curva acentuada parecia estar cravejadas de pedras preciosas em delicioso arranjo.

               Quem seria? Nesta cidade grande todo cuidado é pouco. Loucos, assaltantes, pedintes, vem às centenas bater em nossa porta. Mas o sorriso do "Velho" era cativante. Cheguei mais perto. Um perfume de flores do campo veio até a mim. O "Velho" sorriu e sem eu esperar me disse – Posso lhe dar um abraço? Fiquei estarrecido! Nunca ninguém bateu em minha porta oferecendo um abraço! Peguei as chaves, abri o portão e ele entrou como se estivesse entrando em um castelo de Reis. Encostou a forquilha encantada na parede e me deu um abraço! Gente! Que abraço. Eu com meus 74 anos me sentia como se fosse um menino sendo abraçado pelo pai. Fiquei sem jeito. – Aceita um café? – Obrigado. Mas não podemos perder tempo. Vou levar você para ver o alvorecer na Morada do Sol.

              Assustei-me. Tenho que tomar cuidado, pensei. Pode ser alguém com acesso de loucura – Ele como se estivesse lendo meus pensamentos sorriu e disse – Você precisa vir comigo. Sei que Dona Célia está fazendo a feira e volta logo. Mas estaremos de volta antes. – Pegou-me pela mão e sem fechar o portão saímos voando, ele me segurando, eu assustado! Ele soltou minha mão. Gente! Eu “volitava” sozinho no ar como se já tivesse feito isto há muito tempo. Em segundos estávamos em uma montanha, onde as árvores eram lindas, as folhas de um verde que nunca tinha visto e lá no alto um pico envolto em nuvens que para dizer a verdade, fez meu coração disparar. Lindo! Uma montanha das mais lindas que tinha visto – Como chama? Perguntei. – Você conhece você já esteve aqui. Serra do Sol Nascente. A morada do sol – Me lembrei. Mas não era assim! Eu disse. Ele me olhou e carinhosamente disse - Porque você só viu o que queria ver!

             De novo me pegou pela mão. Em segundos estávamos em uma cachoeira de uma beleza sem par. Linda mesmo. Uma névoa branca como se fosse orvalho caindo se formava em sua queda, o barulho da queda era como se fosse uma orquestra de cordas tocando maravilhosamente “The Lord of The Rings” e eu ali pensava – Devia ser um sonho. Pássaros dançavam balet fazendo acrobacias. – Onde estamos? Perguntei! – Na Cachoeira da Chuva, você já esteve aqui! – Como? Não vi nada disto que vejo agora. - Porque você só viu o que queria ver! De novo lá fomos nós a voar pelo espaço e em segundos chegamos a um vale, todo florido, flores silvestres de todas as cores que nunca tinha visto com um perfume inebriante, e a brisa leve tocando as pétalas e elas dançando ao sabor do vento. – Onde estamos? Perguntei! – No Vale Encantado da Felicidade. Você já esteve aqui. Muitas vezes acampando. – Não lembro, não lembro que fosse assim! – Porque você só viu o que queria ver!

              E lá fomos de novo voando nas nuvens brancas do céu. Descemos e ficamos a sombra de um lindo castanheiro. Era madrugada. O orvalho caia calmamente. Uma brisa fresca tocou-me o rosto. Foi então que assisti o cantar da passarada quando a manhã chega lépida e insistente. Havia beija flores, Tico-Tico, Sabiás, canários amarelos, pardais graciosos, uma multidão de pássaros pulando de galho em galho e com suas gralhas graciosas a cantar para todo o universo naquela bela manhã. Onde estamos? Perguntei – Não reconhece? O castanheiro do quintal da sua casa no passado; – Mas não era assim, eu disse. Ele gentilmente respondeu – Porque você só viu o que queria ver.

             E assim ele me levou a longínquos lugares perdidos neste mundo de Deus e sempre a me dizer – Você já esteve aqui. Por último, fomos até uma nuvem, enorme, milhares e milhares de escoteiros sentados, cantando canções sublimes. – Que lindas canções são estas? – As mesmas que você cantou sempre. Mas muitas vezes gritadas, sem nexo e você não procurou ver a beleza da melodia que elas possuíam, pois você só ouviu o que queria ouvir!

          Voltamos e como se eu fosse um pássaro alado no seu pouso encantador, avistei o meu portão e ele sorridente me disse – Procure ver as coisas como são, procure sentir a beleza das cores, do arco íris, dos lindos sonhos que acontecem com você. Procure ser sincero e diga a sí mesmo que a beleza da vida e a felicidade sempre estão ao nosso lado. As cores são belas quando sabemos olhar com amor. Os cantos são belos quando sabemos diferir a letra e a música tocada. Os pássaros são sempre os mesmos, mas saber ver neles a beleza e a singela simpatia que eles têm é uma arte fácil de ser observada. Seus cantares e seus gorjeios sabem que transmitem amor e felicidade. – Ele me olhou e disse – Posso lhe dar outro abraço? E me apertou em seu corpo e de novo senti que era meu pai me abraçando. Saiu calmamente pela rua, escorando na sua linda forquilha cravejada de brilhantes e ao chegar à esquina, virou-se e deu-me um último adeus. Uma pequena nuvem apareceu e o levou ao céu que agora era de um azul profundo, tão azul que pensei que nunca tinha visto aquela cor como agora.

           Sentei na cadeira de sempre na minha varanda emocionado. A Célia chegou. Sorriu para mim e disse – O que foi? Porque esta sorrindo assim? Sabe mulher, porque sempre vi o que queria ver e agora procuro ver as coisas como devem ser vista. Nunca tinha observado como você é bela, a mais linda mulher que conheci! Fiquei em pé me aproximei e disse – Posso lhe dar um abraço?


Boa noite meus amigos e amigas. Um excelente domingo!          

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O que você sabe sobre os Estatutos da UEB?


Aos amigos e amigas da minha página e dos meus grupos do Facebook e dos meus Blogs.
O que você sabe sobre os Estatutos da UEB?

Estatutos. -  O dicionário informal nos diz que um Estatuto é um conjunto de normas jurídicas acordadas pelos sócios fundadores que regulamenta o funcionamento de uma pessoa jurídica, quer seja uma sociedade, uma associação ou uma fundação. Em geral é comum a todo o tipo de órgão colegiado, incluindo entidade sem personalidade jurídica. Porque tudo isto? Porque este ano a UEB pretende fazer alterações nos estatutos atuais. Parece-me que o tema foi levantado desde 2013. O Congresso Nacional através dos seus representantes e eleitos irão decidir quais as modificações devem ser feitas. Eu pergunto a você: - Você estava ao par sabia disto? Você já estudou bem os estatutos atuais da UEB? Ou você é daqueles que não se preocupa com isto, visa mais seu trabalho com os jovens?

O conselho de chefes do seu grupo se manifestou sobre o tema? Seu distrito fez realizar alguma reunião visando ouvir opiniões para levá-las a quem de direito no Congresso Nacional? Sua Região Escoteira expediu circular informando e pedindo sugestões? Se não fique sabendo que hoje dificilmente temos democracia aberta na UEB. Isto porque os estatutos atuais são pertinentes com os atos que nossos dirigentes nos colocam. Será que não devemos participar mais ativamente da nossa associação conhecendo e sugerindo para sabermos se seremos democráticos ou não? Veja você, hoje não existe transparência nos atos da UEB. Não existem consultas, não existem pesquisas quando querem alterar ou modificar qualquer coisa que acharem válido o fazem a bel prazer. E você? Concorda com isto? Se sim desculpe. Sei que dirá que o escotismo é lindo, que tem ele no coração, que seu trabalho com os jovens tem mais valor e até certo ponto lhe dou razão.


Mas veja, precisamos alavancar o escotismo brasileiro para que uma maior gama de jovens possa usufruir do escotismo. Assim afirmo que você também é responsável por tudo que acontece. Abrir um grupo, conseguir uma diretoria e alguns jovens não é difícil. Tudo se complica com o tempo. Pais que prometem e não cumprem, comunidade que não dá muita importância ao escotismo. Distrito ou Região que em vez de facilitar prejudicam. Lideres políticos e empresariais que por não conhecerem o movimento não colaboram. E isto é culpa de quem? Existe uma roda com engrenagens e dela participamos todos nós. Abra os olhos e ouvidos, arregace as mangas e pense no que você pode fazer. A pergunta final fica: O que você recebeu dos seus dirigentes para sugerir e ou colaborar sobre as prováveis modificações dos Estatutos?

sábado, 10 de janeiro de 2015

O dia em que Lagoa Vermelha parou para assistir o casamento do Chefe Bento Soares.


Lendas escoteiras.
O dia em que Lagoa Vermelha parou para assistir o casamento do Chefe Bento Soares.

                 Era uma cidade feliz. Muito mesmo. Todos lá se conheciam e eram grandes amigos. Aos sábados e domingos se reunião na praça central, cumprimentando-se, contando “causos” e lembrando-se dos velhos tempos. Chefe Bento era uma figura de destaque na cidade. Não porque fosse politico, mas pela sua bondade, pelo seu sorriso e pelo seu trabalho em prol da comunidade. Além de Chefe da Tropa Escoteira Andrômeda ele trabalhava no Posto de Saúde da cidade há mais de vinte anos. Dizia-se que quase todos os habitantes de Lagoa Vermelha foram escoteiros e isto quem sabe explica a grande amizade entre eles. Chefe Bento era mesmo diferente. Se fosse padre estaria explicado, mas não era. Sua tropa Escoteira o adorava. Nunca faltou a uma reunião. O Padre Albertinho não fazia nada sem o consultar. Fizeram tudo para ele se candidatar a prefeito e sempre recusou. O Prefeito Belarmino e as demais autoridades tinham por ele o maior respeito.

               Morava em uma casa simples bem próximo da sede Escoteira motivo pela qual ela estava sempre cheia de escoteiros. Sua mãe dona Lindalva tinha uma paciência enorme. Nunca brigava com a meninada. Ela comentava sempre que se Jesus dizia “vinde a mim as criancinhas” porque eu também não faço o mesmo? Chefe Bento estava noivo de Cidinha, uma jovem simples, que trabalhava como servente no Grupo Escolar Flores da Cunha. Magra, loira e uns olhos azuis que quase não se via, porque ficava sempre de cabeça baixa. Cidinha também era um amor de pessoa. Os alunos adoravam seu estilo e só não entrou para o Grupo Escoteiro porque achava que não tinha “estudo” suficiente. Fizera somente o quarto ano primário e parou de estudar para trabalhar. Sua família dependia dela. Chefe Bento e Cidinha namoravam desde crianças. Ambos achavam que não podiam viver um sem o outro. Nunca houve palavras bonitas entre eles de “eu te amo” “estou apaixonado” e só se beijaram uma vez, mas um beijo calmo, nada de língua prá lá e prá cá.

             A cidade em peso esperava o dia do casamento. Seria em 22 de novembro próximo. Menos de cinco meses. Seria uma festa de arromba. O Padre Albertinho fez questão de celebrar o casamento sem nenhum ônus para eles. A igreja vai ajudar também nos móveis do casal. Os lobinhos, escoteiros, seniores e pioneiros se cotizaram para as demais despesas. Uma lista foi passada de mão em mão de casa em casa. Estava quase cheia. Vários fazendeiros prometeram bois, porcos, galinhas e o clube de mães da igreja e do Grupo Escoteiro comprometeram-se a fazer tudo. Tudo caminhava a mil maravilhas. Em 12 de junho a tropa foi acampar na Serra da Felicidade. Sempre acampavam lá. Ficava nas terras do Coronel Adauto, um fazendeiro amigo e conhecido de todos. Na abertura do campo o Coronel Adauto estava presente. Ele gostava de ver a escoteirada formar e cantar o hino Nacional. Todos se espantaram desta vez. Ao lado dele uma bela morena de olhos negros, saia curtinha, cabelos negros longos, corpo escultural. Linda de morrer! – Minha sobrinha disse. Veio morar comigo.

            As patrulhas estavam cismadas. Chefe Bento presente como sempre foi, mas agora tinha ao seu lado a bela Francisca e eram somente sorrisos. Dia e noite juntos. Um dia Pedrinho os viu beijando junto ao moinho do Ventor. Um susto. A tropa toda ficou sabendo. Logo a cidade em peso sabia. Segredos? Ali em Lagoa Vermelha não havia. Todos sabiam de tudo. – Coitada da Cidinha diziam. Ela calada. Parecia que não estava revoltada. Claro, Chefe Bento continuou indo a sua casa como se nada tivesse acontecido. Um dia procurou o Padre Albertinho. - Senhor Padre, disse – Não vou confessar agora. É só um conselho. Não sei o que diz meu coração. Não quero ficar sem a Cidinha. Ela é meu sonho para vivermos juntos para sempre. No entanto não sei, mas estou amando a Francisca. O que faço padre?

                 Lagoa Vermelha em peso “cochichavam” entre si. O disse me disse das comadres eram enormes. Quem é essa Francisca? De onde veio? Tomar o Chefe Bento da Cidinha? Vai ver que é uma “pistoleira” da cidade grande. Onde o Coronel Adauto arrumou esta bruxa? Durante um mês o buchicho não parou. Chefe Bento não sabia o que fazer. Não tinha coragem de olhar nos olhos de ninguém. Sempre de cabeça baixa. O Coronel Adauto um dia pediu para ele ir até a fazenda. E agora pensou Chefe Bento? Ele vai me imprensar na parede. Não sei o que fazer. Nem mamãe soube me aconselhar.

               O dia acabava de amanhecer. Um céu avermelhado prenuncio de um dia quente e sem chuva. Um carro preto, grande atravessou a cidade de ponta a ponta e se dirigiu a fazenda do Coronel Adauto. O povo só ficou sabendo quando Zé das Flores, um vaqueiro da fazenda, entrou no Boteco do Martinho e contou as novidades. O marido da Francisca veio buscá-la. Era não queria ir. O Coronel Adauto ficou calado. Eram casados e ela devia obrigação a ele. Não concordou com a farsa dela se apaixonar pelo Chefe Bento. Pensou várias vezes contar o que sabia. Era casada com um mafioso da capital. Sujeito perigoso. Ela fugiu dele e mesmo aconselhando a voltar não aceitou.

                 O povo viu o carro preto pegando a estrada da capital com a Francisca dentro. Quando Chefe Bento soube, dizem seus amigos lá do posto de saúde que ele chorou. Dois meses depois o casamento foi realizado. Vieram escoteiros de varias cidades. Fizeram uma bonita passagem de bastões para ele e Cidinha passar quando saíram da igreja. Padre Albertinho sorria também. Quem sabe ele toma jeito? A nova casa estava preparada, mas eles pouco ficaram ali. Pegaram o ônibus de Lagoa Formosa naquela tarde e foram em lua de mel merecida.


                Acompanhei tudo. Sei que o Chefe Bento nunca mais foi o mesmo. Seu sorriso espontâneo desapareceu. Todos diziam que Cidinha estava sempre com os olhos vermelhos. Dois anos depois nasceu Tomé, um ano mais e Marcela veio ao mundo. Pararam por aí. Sei que depois dos dois rebentos os sorrisos voltou ao rosto do Chefe Bento. Sei também que eles viveram felizes para sempre.