Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

sábado, 28 de janeiro de 2017

“Tininha”.


“Tininha”.

                  Abriu os olhos lentamente. Tateou com sua mão direita procurando Fofinho seu ursinho de estimação. Nada! – olhou para o lado e viu Betinha sua amiga lobinha deitada ao seu lado. Levantou a cabeça e se assustou. Não era seu quarto. Olhou para a porta de lona esperando sua mãe entrar para dizer que estava na hora da escola. Sua Mamãe não entrou. Ouviu uma voz conhecida gritando Lobo, Lobo, Lobo! Levantar com este frio? Nem morta. Virou para o lado e tentou dormir mais. Sua mente passeava. Onde estava? O que fazia ali? Dormia em uma barraca e nunca dormiu assim. Sorriu, era diferente era bom demais. Sabia que gostava. Lembrou que era Lobinha e as lobinhas são espertas, obedientes e disciplinadas. Será que tinha de lavar o rosto e escovar os dentes como sua mãe fazia quando acordava?

                  Outra vez o mesmo grito. Desta vez mais forte. Lobo, Lobo, Lobo! Levantou. Betinha acordou e olhou para fora da barraca. Já é hora? Tininha sorriu. Saiu devagar da barraca, um frio de rachar. Pegou sua blusa de frio. A Alcatéia se formava, mas faltavam muitos que ainda dormiam. O Balu e a Bagheera iam de barraca em barraca. Tininha sorriu. Foi à primeira vez que dormiu em uma barraca de pano. Acantonou antes, mas dormiram em um quarto bagunçado de tantos lobinhos. Gostava. Divertia-se, se sentia bem com as outras lobinhas. A Akelá era simpática, o Balu fazia cara de feroz, mas logo em seguida dava uma boa gargalhada. Bagueera era mãe, pai, tia e avó. Olhou para o céu e viu o sol chegando. Olhou para a Akelá e ela sorria.


                      Sabia que seria mais um dia divertido. Correu a formar. O dia passou e ela nem se lembrou da mamãe, do papai e do Fredinho seu irmão e do seu urso Fofinho. Quantos dias ainda estaria ali? Não sabia, não importava, amava muito tudo isto. Na matilha Azul ouviu um trinar de um passarinho. Olhou e ele estava em um galho próximo cantando. O mundo sorria, Tininha sorria, a Akelá sorria. Isto era bom demais. Sabia que seria uma Lobinha da selva de Mowgly para sempre. – Melhor Possivel Akelá!  

domingo, 22 de janeiro de 2017

Tanto tempo e agora estou aprendendo.


Tanto tempo e agora estou aprendendo.

- É bom aprender e o tempo nos ajuda a entender. Eu aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto. Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá à mínima e eu jamais conseguirei convencê-las. Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando. 

- Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho. Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei. Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem. 

- Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso. Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas. Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso. 

- Eu aprendi... Que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro. Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso. Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto. 

- Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem. Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida. Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes. 


- Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio. Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos. Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre. Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

Um lindo e excelente domingo para todos os meus amigos


De um autor desconhecido.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A esperança




A Esperança

A Esperança não murcha, ela não cansa, 
Também como ela não sucumbe a Crença, 
Vão-se sonhos nas asas da Descrença, 
Voltam sonhos nas asas da Esperança. 

Muita gente infeliz assim não pensa; 
No entanto o mundo é uma ilusão completa, 
E não é a Esperança por sentença 
Este laço que ao mundo nos manieta? 

Mocidade, portanto, ergue o teu grito, 
Sirva-te a Crença do fanal bendito, 
Salve-te a glória no futuro -- avança! 

E eu, que vivo atrelado ao desalento, 
Também espero o fim do meu tormento, 
Na voz da Morte a me bradar; descansa!


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O livro da selva. Personagens da Jangal conforme Rudyard Kipling.


Recordações de Seeonee.
O livro da selva.
Personagens da Jangal conforme Rudyard Kipling.

Esta lista de nomes, seus significados e pronúncia, foram fornecidos por Rudyard Kipling como uma nota de autor para a edição Sussex definitiva de suas obras. Nós alteramos as referências da página para fazê-las referir-se a Macmillan Uniform Edition de The Jungle Book e The Second Jungle Book.

TABAQUI - O Chacal, é pronunciado Tabarky. Fui eu quem criou este nome.
GIDUR-LOG - Significa literalmente "pessoas do chacal". Gidur, pronunciado Geeder, é um nome indiano para o chacal, e log - pronunciado sempre logue, rima com voga - significa pessoas. O mesmo que Bandar-log significa Macaco People. BANDAR é pronunciado Bunder.
SHERE KHAN- Pronuncia-se Sheer Karn. "Shere" significa "tigre" em alguns dos dialetos indianos, e "Khan" é um título, mais ou menos de distinção, para mostrar que ele era um chefe entre os tigres.
O WAINGUNGA - É um rio real na Índia Central. É pronuncia-se Vinho-gunger (acento no gung, eu penso).
LUNGRI - É pronunciado como soletrado. Significa literalmente “Lame”, como Shere Kahn era.
RAKSHA ("O demônio"), que a mãe Lobo era quando alguém interferia com seus filhotes, é pronunciado Ruk-sher (sotaque em Ruk).
MOWGLI - É um nome que eu inventei. Não significa “Sapo”'em qualquer idioma que eu conheço. É pronunciado Mowglee (sotaque no Mow, que rima com 'vaca').
AKELÁ - Que significa “Sozinho” é pronunciado Uk-kay-la (sotaque em kay).
BALOO - é Hindustani para "Bear". Bar-loo (accent on Bar).
BAGHEERA - é Hindustani para uma pantera ou um leopardo. É uma espécie de diminutivo de BAGH, que é Hindustani para “Tiger”. Bug-eer-a (sotaque no eer).
IKKI – O Porco-Espinho. Acho que fiz isso. Ele rima com 'pegajoso'. (HO-IGOO é um verdadeiro nome nativo para ele).
MAO - Pronunciou algo como Mor, é um nome nativo para o Peacock.
KAA - É pronunciado Kar. Um nome inventado, do silvo estranho de uma cobra grande.
MANG - O morcego é Mung, um nome inventado.
HATHI - È pronunciado Huttee, ou dizer quase assim. Um dos nomes indianos para o “elefante”.
CHIL - O papagaio indiano pronuncia-se Cheel.
COLD LAIRS - Há muitas antigas cidades desertas na Índia que se parecem muito com as Lair Frios nos Livros da Selva. É chamado Cold Lairs porque quando qualquer animal deixa seu covil ou covil, o lugar fica frio, é claro. Mesmo com o homem como animais.
O MOHWA – Pronuncia-se Mow-er rima com cow-er, é uma árvore que tem flores pegajosas doce pegajoso que algumas das tribos nativas na selva fazer em uma bebida forte. Seu nome Latino é Bassia Longifolia, assim acredito.
THA - O Elefante que era Senhor da Selva em “How Fear Came”, é pronunciado Tar. Um nome inventado.
MYSA - O búfalo. Eu inventei. Pronuncia-se Meu-ser (acento em Meu).
MESSUA - A mulher, é pronunciado Mess-wa (sotaque em Mess).
KHANHIWARA - É um lugar real no mapa. Deve ser pronunciado Kan-i-war-rer.
BULDEO - O caçador, é quase como está escrito, (sotaque em Bul).
PURUN DASS – É Poor-un Darss, um verdadeiro nome nativo.
RAMA – O rebanho-búfalo dos búfalos, pronuncia-se Rar-mer (sotaque em Rar).
NILGHAI – Pronuncia-se Neal-guy. Significa literalmente “touro azul” um antílope selvagem tão grande quanto um pônei pequeno (acento no indivíduo).
THUU - Em 'O Ankus do Rei' Thuu é pronunciado Thoo-oo.
PHAO – Pronuncia-se Fay-ou: ele era filho de Fay-proprietário. Um nome inventado.
O PHEEAL – Pronuncia-se Fe-arl, é o ruído que um chacal às vezes faz quando ele está seguindo ou indo antes de um tigre de caça. É, os homens me disseram, muito diferente de seu choro regular e não agradável para ouvir.
DHOLE - É Dole: e é um dos nomes nativos para o Cão de Caça Selvagem da Índia.
WON-TOLLA – Pronuncia-se Woon-toller (sotaque também).
O DEKKAN - Faz parte da grande Planície Central da Índia. Procure no mapa.
ROCHAS DE ABELHAS - Há algumas rochas acima de um rio perto de Jubbulpore na Índia onde as abelhas selvagens viveram por muitos anos. Ninguém se aproxima deles se pode evitá-lo, pois às vezes atacam e matam homens e cavalos.
LAHINI – Pronuncia-se Lar-hee-ney, é um nome inventado para ela-lobos (sotaque em hee).
FERAO - O pica-pau escarlate, é pronunciado Feer-ow; Um nome inventado que significa "Volte novamente", como faz a Primavera.

RIKKI-TIKKI-TAVI – Pronuncia-se Rikky-tikky-tar-vi. Mongooses são tão ousados e inteligentes como eu tentei descrever, e eles muitas vezes entram em uma casa ou até mesmo em um escritório com pessoas entrando e saindo o tempo todo, e fazer amizade com homens lá. Um mangusto perfeitamente selvagem costumava vir e sentar no meu ombro em meu escritório na Índia, e queimar seu nariz inquisitivo no final do meu charuto, assim como Rikki.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Os sons da natureza.


Os sons da natureza.

“Por entre junco e hera verdejante, correm nascentes de água límpida,
Junta-se à sede da minha alma ímpia, esta cascata pura e refrescante.
Já são audíveis os sons da cachoeira, num simulacro à magia da natureza
Insetos e pássaros voam na certeza que Deus existe e a fé é verdadeira”.

Não há como esquecer o maravilhoso som do regato, das cachoeiras cheias de peixes coloridos, pulando acima da água como querer se mostrar para nós. E ali na lagoa tão perto, um sapinho coaxando, o bater de asas de papagaios soltos e grasnando no ar. Prestando atenção dá até para ouvir o som das abelhas, dos beija flor que procuram o néctar pra sobreviver. Ver o vento soprando em uma campina, as plantações querendo seguir o mesmo rumo formando ondas como se o mar estivesse ali. Sons, melodias, trinar de pássaros, uma coruja com seus enormes olhos olhando para você. Não há como se esquecer da noite do dia, do vermelhão ao nascer e o por do sol. Sons da chuva, da terra molhada, do riacho manso que corre para o mar. Sons das ondas, das gaivotas, dos falcões, dos macacos guinchando nos galhos como se estivessem a rir de nós. Sons das estrelas, da lua, do sol. Sons imperdíveis da nevoa da madrugada. Quantas saudades daqueles dias que o som da natureza me invadia e tomava conta do meu ser. Um som como se estivesse ouvindo melodias nunca antes tocadas por nenhuma orquestra deste mundo. Sons da natureza! Acredito que seja por isto que eu sou feliz, muito!

Bem vindo a este grupo, aqui somos todos irmãos.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Os anjos escoteiros moram no céu.


Os anjos escoteiros moram no céu.

                       Eu queria trazer de volta alguém do céu e lhe dar o último abraço. Passar o dia com ele só mais uma vez... Uma única vez... Queria lhe dar um beijo, sentir seu calor no meu abraço... E dizer adeus! Ou quem sabe eu poderia ouvir sua voz novamente, e se possivel dizer pela última vez: - Eu não me esqueço de você! – Hoje me lembrei dele e dela, são tantos! Meus olhos piscaram, senti uma coisa na garganta que há tempos não sentia. São assim as nostalgias que nos pegam de surpresa e nos fazem chorar. Elas chegam devagar, sem fazer alarde. Muitas vezes é uma música saudosa ou pode ser uma garoa fina de fim de tarde. A gente começa a lembrar-se e até sente alguém que se ama ou nutre uma grande amizade junto a nós. Mas são sobras de memórias que a gente nunca esquece. Dá uma vontade imensa de voltar no tempo, sentir de novo a alegria do momento, abraçar e dizer... Eu gosto de você! Mas sabemos que não é possivel.

Dizem que as nostalgias são coisas do momento, que elas vêm e se vão com o vento, que nos procuram por um instante quem sabe querendo nos fazer sorrir. Mas elas fazem renascer as lembranças e hoje me senti pequeno com tantas lembranças. Olhava o sol se pondo não sei onde, pois não dava para ver. As nuvens azuis sumindo fiquei pensando que somos pequenos demais para entender. Deu-me uma saudade tão grande que rebusquei em minha mente, porque eles e não eu? Foram tantos que se foram que mesmo sabendo que estão bem lá no céu à gente treme, a garganta dá um nó, e dá vontade de chorar. Mas a força da oração trás de volta as boas horas do passado, os bons momentos que se foram e isto nos ajuda a pensar que tudo tem uma explicação. 


É... Assim disseram os poetas: - Saudade é amar um passado que ainda não passou... É recusar um presente que nos machuca, e não o futuro que nos convida... Melhor é não deixar que a saudade nos sufoque que a rotina acomode que o medo impeça de tentar. Sem desconfiar do destino e acreditar em você. Gastar mais horas realizado que sonhando, fazendo que planejando, vivendo e esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu! 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Condecorações & Recompensas.


Condecorações & Recompensas.

                        Precisamos aprender a elogiar e agradecer aos nossos voluntários e nossos escoteiros. Por palavras por atos e por toda a gama de certificados, condecorações ou qualquer outro que possamos laçar mãos. Muitos dirão que isto é feito. É mesmo? Burocraticamente falando pode até ser. Precisamos provar que temos espirito Escoteiro? Provar que temos tempo suficiente para receber uma condecoração? Nossos registros anuais não provam o tempo que atuamos? Sinceramente? Acho burocrático demais os meios que temos para agradecer o voluntário escoteiro. Se o Grupo têm estrutura tudo flui mais fácil. A papelada é feita para que possam analisar através do papel e de letras que somos merecedores de alguma condecoração.

                        E fico a pensar o voluntário Escoteiro, com dez, quinze ou vinte anos se ele não fez enorme contribuição ao escotismo nacional. Fez ou não fez? Ele ficou atrás do dirigente nacional que recebeu uma alta condecoração só porque tem status? Ora bolas, todo sábado ele está lá, três quatro ou cinco horas dependendo da necessidade do momento. Vai acampar excursionar, participa de reuniões convocadas pelo distrito ou região, fica um ou dois dias ou mais em curso e isto não significa nada? Só uma gratidão bronze? Ouro? Nem pensar. Fica para os grandões. - Mas Chefe está lá no POR como receber. Está mesmo. Mas não concordo. Quando Regional visitava grupos no interior e na capital. Era um grande entregador de medalhas. Tem direito? Eu assinava em baixo sem papelada.

                       Hoje não, a porcentagem de quem recebe para mim não chega a dois por cento do efetivo adulto nacional escoteiro. E nem me venham com “parcimônias” e nem explicações que não vão me fazer mudar de ideia. Já basta cobrar por uma medalha. Nossa! Isto é demais. “Já pensou você convidado para uma cerimonia de políticos, vem o presidente te “tasca” uma medalha, dá um sorriso e diz: - Cem pratas” Dinheiro, cheque ou cartão? Tem desconto? – Mas Chefe! Tem que pagar para fabricar! Pois é. Nos anos 60, 70 e 80 a UEB era mais simples. Conseguiam patrocínio, e até mesmo ajudavam no transporte e taxas de cursos. Hoje? Ela é “pobrinha” não pode pagar.

                    Tenho um pequeno “montinho” de medalhas. Todas entregue quando era Comissário Regional em Minas Gerais. Não pedi nenhuma, mas a UEB na época achou que eu merecia. Sai da corte dos reis e nunca mais vi a cor de uma. - Chefe! (este cara é demais) – Chefe! Basta fazer o processo. “Bão” isto. Sendo da corte não precisava agora precisa. Corrija-me se estiver errado, tem um tal de SIGUE que sabe da sua vida. Desde é claro que mantiver seu registro e seus dados anuais. Ora bolas! Tire uma lista e mande entregar a todos que estiverem nela as medalhas que tem direito! Sem cobrar, por favor! Para que o caixa tão crescente se não reverte aos que realmente precisam? Gostaria de ver um dia eles os Grandes Presidentes da EB, entregando uma medalha a alguém importante e depois dizer: Doutor! São cem pratas!

                  Enfim, posso estar errado, mas não sabemos agradecer aos nossos voluntários. Se eles estão em grupos padrão, com uma estrutura perfeita, com liderança sobejamente preparada então eles estão em casa. Depois de dez ou quinze ou vinte anos, alguém na liderança do Grupo vai lembrar-se dele e dar uma medalhinha de bronze! De bronze meu! Já tá bom demais! Ouro nem pensar! – Outro dia me convidaram para um encontro de antigos escoteiros. – Chefe vai ter entrega da Medalha Velho Lobo. Se registra, entre no SIGUE siga as normas, entre na fila, faça o pagamento, se eles te aceitarem poderá sonhar com uma. Se não vá até a Ponte dos Remédios e se jogue de cabeça no Rio Tietê! Kkkkkk. Gosto de zombar!

                 Mas falando sério a EB e Regiões não levam a sério nossos voluntários. Os valentes se matam, se esfalfam, fazem de tudo para um escotismo supimpa formando cidadãos. E o pior, ou melhor, que eles fazem tudo o que a EB não faz. Copiam no seu SITE ENCANTADO, fotos, publicações, dizeres espetaculosos e vão ajudando no Marketing que a EB devia fazer. Enquanto isto ano a ano muitos vão saindo. Tristes, sem medalhas sem agradecimento, sem mesmo uma cartinha dizendo sobre seu aniversário. Nada mesmo. Nem sei mesmo quando um deles parte desta para melhor se a família recebe algum comunicado de condolências por parte da EB.


                 Chega de conversa fiada. É hora dos meu medicamentos e da minha inalação. Banho primeiro. Rotina de velho dodói não é mole. Mas olhe se você se encaixa no que eu disse se nunca recebeu nada e nada vai receber, não fique triste. Um grande Escoteiro Chefe do passado um dia me disse: - Chefe Osvaldo, não é você quem precisa do escotismo... É ele quem precisa de você!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Comentários de Baden-Powell. Educação.


Comentários de Baden-Powell.
Educação.

Uma das mais importantes possibilidades que se encontram diante de nós é a Educação. Temos, por outros caminhos, chegado às mesmas conclusões que chegaram autoridades educacionais com suas experiências.

Resumidamente, o segredo da educação eficiente é QUE CADA ALUNO APRENDA POR ELE MESMO, EM VEZ DE UM INSTRUTOR CONDUZINDO-O AO CONHECIMENTO ATRAVÉS DE UM SISTEMA ESTEREOTIPADO. O método consiste em levar o jovem a perseguir o OBJETIVO de seu treinamento, e não entediá-lo com os passos preliminares de início.

As autoridades educacionais já nos reconhecem como cooperadores na mesma esfera de ação, o objetivo de ambos é produzir cidadãos saudáveis e prósperos. Elas se ocupam do desenvolvimento intelectual, nós caminhamos um pouco mais para o desenvolvimento do “caráter” que, afinal de contas, é o atributo mais importante para prevenir as doenças sociais da inatividade e do egoísmo, e dá melhores oportunidades de uma carreira de sucesso em qualquer direção da vida.

Estamos desenvolvendo esforços para ajudar as autoridades educacionais em todos os aspectos que podemos. Elas estão trabalhando inteiramente de acordo conosco em vários centros importantes.

Janeiro de 1912

domingo, 1 de janeiro de 2017

Conversa ao pé do fogo. Panelas.


Conversa ao pé do fogo.
Panelas.

¶No acampamento, o nosso tormento,
é ter que usar PANELAS.
Pois o alimento requer cozimento,
e ao fogo vão as PANELAS¶.

         Dizem e eu assino embaixo que o escotismo é maravilhoso. Dizem também que nosso líder comentava que escotismo se faz no campo e o acampamento é o melhor meio para ensinar honra ética e formar caráter. Perfeito. Tem aqueles que adoram um grande jogo, outros amam fazer uma bela pioneira. E aqueles que se sentem bem com uma lauta refeição no campo. São coisas que marcam principalmente o Fogo do Conselho. Mas meus amigos, e lavar panelas quem gosta? Dei uma olhada no filme da minha vida Escoteira. Consultei amigos daquela época, fiz uma pesquisa tipo as da UEB em Grupos Escoteiros e a conclusão? – Ninguém, mas ninguém mesmo gosta de lavar panelas. Soube de um Escoteiro novato que gostava e hoje faz terapia de grupo com um Psiquiatra. Mas por que não gostam? Elas não são importantes? Porque os chefes são tão exigentes na limpeza das panelas? Afinal em cada casa os Escoteiros sabem que não fazem isto. A mamãe ou a empregada que se virem.

¶Lá o carvão e a fumaça,
põe tisna no caldeirão.
Dentro se é macarrão,
fica um grude que não sai não¶.

         O hino do Ajuri Nacional do Rio de Janeiro tem uma estrofe que diz – ¶ Se ele é gaúcho, você do Amazonas, debaixo das lonas são todos irmãos, qualquer cor ou classe, qualquer raça ou credo lavando as panelas são todos irmãos¶. Arre! É isto mesmo? Lavar panelas para sermos irmãos? Rsrsrs. Sei que cada um entendeu. Afinal pegar as sebentas e agachar em um riacho ou ficar curvados em um tanque, limpando, esfregando aquelas negras queimadas, nojentas, sebentas, para muitos é um horror. Imagine os novatos pata tenra. Já vi alguns deles gritarem – Deixa que eu lavo! E dá aquele sorriso que todos nós conhecemos. – Todos os outros da patrulha batem palmas. Coitado, nem sabia o que estava dizendo. Era terminar e o Monitor dizer – Limpas? Faz favor Escoteiro, toma vergonha na cara e lave direito! Depois quando o noviço crescia na patrulha ele chegava à conclusão que já tinha direito de escolher e falar sim ou não e empurrar a função para um novato chegando. Panela nele!

¶Foi-se o alimento, chegou o momento,
de ter que lavar, PANELAS.
Negras, queimadas, nojentas, sebentas,
nas mãos, nos dão as PANELAS¶.

              Não esqueço o dia que o Pinta Silgo da Patrulha Coruja chegou correndo na casa do Jaci Cata Prego, Monitor da patrulha e disse para ele: - Monitor! Monitor! Acabou o suplicio. – Porque respondeu Jaci Cata Prego – Elas estão sendo aceitas. – Elas quem? As meninas Monitor, as meninas. Agora a função é delas, afinal sempre foi. Não é a mamãe, a titia a vovô quem lavam? Melhor que elas comecem agora desde cedo para aprender! Bem nem todas as patrulhas e patrulheiros são revoltados em lavar panelas. Eu mesmo em cursos Escoteiros sorria azedamente quando lavava panelas só para demonstrar meu espírito Escoteiro. Putz! Que idiotice! Mas pense bem, se você é menino e entrou em uma patrulha, viu que as panelas eram poucas logo pediu a sua mãe para doar uma. Qual ela vai escolher? Claro, as amassadas, as mais negras e as mais sebentas. Elas existem em sua casa? Em principio você nunca prestou atenção, mas cuidado quando pedir uma doação.

¶Chega à chefia no meio dia,
para inspecionar, PANELAS.
E os escoteiros respondem fagueiros,
não existem mais, PANELAS¶.

          Sei que existem exceções. Conheci um grupo que de tão podre de rico levava senhoras contratadas para lavar as panelas. Quem pode, pode quem não pode se sacode! E tem aqueles que lutaram para arrumar um dinheirinho e compraram aqueles famosos conjuntos de panelas. Uma cabia dentro da outra. Beleza. Mas no segundo acampamento não se encaixavam mais. Que houve? – Ficaram amassadas, pretas, sebentas e puxa vida agora eram sucatas! Rsrsrs. Bem falando em exceções encontrei patrulhas excelentes, com panelas brilhando e fazia gosto fazer a inspeção na sua intendência. Eram poucas é verdade. Observando quase todos da mesma idade, com o mesmo conhecimento técnico Escoteiro, cada um mais experiente que o outro, enfim patrulha que sempre pensamos em ter em nossos grupos. Como ali só havia mateiros sabidos, ou todos lavavam juntos ou ninguém lavava nada. E sem essa do Monitor mandar e ficar numa boa.

¶Lá o carvão e a fumaça, põe. . .

           Estou sabendo que no escotismo moderno isto não vai mais existir. Agora é pedir uma “quentinha” e elas chegam rapidamente. Um bifinho, um arrozinho, um feijãozinho, um tomatinho e dois pedacinhos de batata frita e pronto. Dizem que será lei e que breve estará nas paginas do POR. Afinal se muitos sonham com as barracas existentes na nave Enterprise que os Escoteiros do futuro usam porque lavar panelas? Veja o que existe na nave NCC-1701-D a mais moderna: - Aperta-se um botão e lá esta ela a barraca armada. Dentro cama de casal, geladeira, TV por assinatura, Kit completo de chuveiros e banheiros. Telefone, interfone, vídeo game, Tablet e smart fone, o que mais você vai querer? Lavar panelas? Putz Chefe, nem morto, nem morto. Afinal agora temos uma vestimenta ultramoderna e o senhor quer nos levar aos tempos da caverna?

  ¶Lá o carvão e a fumaça,
põe tisna no caldeirão.
Dentro se é macarrão,

fica um grude que não sai não¶.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016


AOS AMIGOS ESCOTEIROS E SIMPATIZANTES DO MOVIMENTO DE BADEN-POWELL.

Ao raiar de um novo ano, convido a meus amigos escoteiros de todo o mundo, todos os seguidores de Baden-Powell para juntos mentalizarmos em volta de uma fogueira, com as nossas mãos entrelaçadas, orar ao senhor:
- Senhor e Chefe Meu, aqui estamos em sua presença na natureza e sob o céu estrelado, pedir um ano cheio de amor e paz. Apesar de sabermos de nossas debilidades agradecemos por ter nos escolhido como Chefe e Guardião de nossos irmãos escoteiros. Fazei que nesta noite, onde a floresta canta, o vagalume brilha e a coruja nos saúda que os ventos calmos desta floresta encantada possamos aprender e ensinar a estes jovens que acreditam em nós. Que acreditemos que somos um movimento fraterno onde a união nos faz irmãos, uma irmandade que o escotismo nos transmite. Que nos guie em Vossas pegadas, que nos dê forças para ensinar-lhes o que aprendemos, com nosso exemplo e amor. Guie nossos passos pelo caminho da vossa lei, entremeadas da nossa lei Escoteira e vivenciadas na natureza que haveis criado. Ensine-nos o caminho para nos conduzir a uma nova etapa até Ti. Senhor Meu, no campo do repouso e da fartura, Onde haveis estabelecido Vossa barraca e a nossa, aceite nosso coração para viver Contigo até a eternidade.

- Que todos os Escoteiros do Mundo, do lobinho ao Velho Lobo, de seus familiares queridos tenhamos em 2017 muita paz, muito amor, muita fraternidade e um vibrante escotismo na veia e no coração.

Sempre Alerta.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

História da canção "Ging Gang Goolie"


Místicas e tradições do Escotismo.
História da canção "Ging Gang Goolie"

(Ging Gang Goolie é uma canção tradicional dos escoteiros.)

                   - Há algum tempo publiquei esta história que muitos disseram não terem ouvido falar. Muitos gostaram e não se esquivaram em comentar. Achei por bem já nas entradas do novo ano reprisá-la, pois sei que muitos ainda não tiveram a oportunidade de conhecer ou ler a história. Espero que gostem!

                   Ging Gang Goolie é uma canção conhecida e cantada em todo o mundo, que foi inventada por Baden-Powell por ocasião do primeiro Jamboree Mundial. Ela foi inventada para que todos pudessem cantá-la, daí não ser escrita em nenhuma língua, o que a torna bastante divertida. - A história por trás desta canção foi criada mais tarde...

                  Numa escura e longínqua selva Africana existe uma lenda que conta a história do "Fantasma do Grande Elefante Cinzento". Todos os anos após a época das grandes chuvas, o fantasma do elefante surgia da bruma pela madrugada e vagueava pela selva. Quando chegava a uma aldeia parava, levantava a tromba e cheirava... "func"! Depois decidia se atravessava a aldeia ou se a contornava. E, se ele atravessasse a aldeia, significava que o ano ia ser mau, haveria fome, doenças e as colheitas seriam péssimas devido à seca, pestes ou quaisquer outras desgraças; mas se pelo contrário ele contorna-se a aldeia, significava que o ano seria próspero.

                   A aldeia de Wat-Cha tinha sido atravessada pelo fantasma durante três anos consecutivos e as coisas começavam a ficar realmente más para os habitantes. O chefe da aldeia, Ging-Gang, e o feiticeiro, Sheyla, estavam bastante preocupados, uma vez que o dia do elefante estava de novo a aproximar-se. Juntos decidiram que era preciso fazer alguma coisa para que o fantasma não voltasse a atravessar a aldeia. Os guerreiros da aldeia, que eram homens grandes como hipopótamos rechonchudos, usavam um escudo e uma lança e decidiram que se iriam colocar no caminho do elefante para o assustarem, fazendo barulho com as suas lanças e escudos. Por sua vez, os discípulos de Sheyla iriam fazer magia para afastar o elefante agitando os seus bastões mágicos. Estes bastões tinham pendurados diversos enfeites e ao abaná-los faziam barulho... shalliwalli, shalliwalli, shalliwalli!

                 Finalmente o dia da visita do elefante cinzento chegou! Muito cedo, os habitantes levantaram-se e reuniram-se à porta da aldeia. De um lado estava Ging-Gang e os seus guerreiros, do outro estava Sheyla e os seus discípulos. Enquanto esperavam a chegada do fantasma, os guerreiros começaram a cantar baixinho os feitos heróicos do seu chefe... Ging gang goolie, goolie, goolie, goolie, watcha, Ging gang, goo, Ging Gang goo... Os discípulos de Sheyla não quiseram ficar para trás e começaram também a cantar... Heyla, Heyla Sheyla, Heyla sheyla Heyla ho, Heyla, Heyla sheyla, Heyla sheyla Heyla ho... E ao mesmo tempo abanavam os seus bastões... Shalliwalli, shalliwalli, shalliwalli.

                 De repente surgiu da névoa o fantasma do grande elefante cinzento que ouvindo os cantos levantou a tromba e respondeu oompa, oompa, oompa... À medida que o elefante se aproximava, os guerreiros começaram a cantar mais alto e a fazer barulho com as suas lanças a bater nos escudos... Ging gang goolie, goolie, goolie, goolie, watcha, Ging gang, goo, Ging Gang goo... Os discípulos de Sheyla levantaram-se e começaram a sua magia... Heyla, Heyla sheyla, Heyla sheyla Heyla ho, Heyla, Heyla sheyla, Heyla sheyla Heyla ho... E ao mesmo tempo abanavam os seus bastões... Shalliwalli, shalliwalli, shalliwalli. Impressionado com tanto barulho o elefante começou a dar à volta a aldeia continuando a berrar... Oompa, oompa, oompa...

                  Houve grande alegria entre os habitantes e todos juntos começaram a cantar... Ging gang, goolie...

               - Para cantares esta música no teu grupo, seção, patrulha basta que o dividas em dois grupos: um deles corresponde aos guerreiros de Ging Gang e o outro aos discípulos de Sheyla. Estes devem cantar a sua parte, respectivamente, de forma alternada quando surgir o elefante; o qual é interpretado pelos chefes, que cantam continuamente oompa, oompa, oompa... Enquanto se dirigem aos guerreiros e aos discípulos. Posteriormente, o elefante deve desafiar os grupos cantando mais alto, os quais não se devem deixar vencer, começando, também, a cantar cada vez mais alto!


(Autoria do texto: Dorothy Untershutz, dirigente na cidade de Edmonton, Alberta, no Canadá. Publicado na revista "Leader" com o título "The Great Grey Ghost Elephant", edição de Junho/Julho 1991, página 7). 

domingo, 25 de dezembro de 2016

Que venha 2017


Ao aproximar de 2017, estou aqui na varanda do meu lar, em um entardecer calmo... A meditar... Se Deus me desse uma varinha mágica, onde eu pudesse fazer todos sorrirem e nunca mais chorar. E se Ele me desse o dom da perfeição, um enviado dos céus, eu iria criar uma cidade perfeita. Um lugar paradisíaco, quem sabe em uma montanha encantada onde o tempo iria deter-se em ambiente de felicidade e saúde, onde a convivência entre pessoas seria maravilhosa, onde todos iriam viver para sempre nesta cidade feliz. Iria criar um mundo novo do nada, para recomeçar em um ambiente de amor cheia de graça onde iriamos viver para sempre. Seria o lugar ideal para viver... Nos braços da paz. Seria o agora sempre bem vindo, e um céu tão lindo que a gente mesmo fez. Faria renascer o sol, bonito até de mais, faria rescender o bem e o mal, o coração da razão e seriamos livre para que todos nós juntos iriamos sempre viver em harmonia e paz...

Mas o tempo não para, a vida continua e quem sabe um dia iremos ter esta cidade em algum lugar onde exista o amor que todos sonham em encontrar... 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Retrospectiva escoteira de 2016.


Conversa ao pé do fogo.
Retrospectiva escoteira de 2016.

            E teve? Fiquei mais em casa que na companhia de meus amados escoteiros. Recebi muitos convites e na hora H eis que o danado e amado pulmão reclama assim como minhas belas pernas sempre admiradas. – Vado Escoteiro não saia se não corto seu ar! Ou então faço você cair! Estou mesmo pensando em levar os dois que estão comigo há setenta e cinco anos (setenta e seis em janeiro próximo) na minha Corte de Honra e deixar que minha antiga Patrulha Lobo decida seu destino. Mas queira ou não, eu não posso reclamar. Ri muito sem gargalhar, chorei um pouco sem berrar, me diverti com minhas escoteiradas no Facebook. Não foi um ano feliz em participar com amigos fora da minha Taba onde com minha amada Célia finquei o pé para não sair. Como um Urso, hibernando para sempre.

        Houve convites. Não tantos, mas fiz tudo para ir. E na hora H lá vem o pulmãozinho e a perninha que não me dão socego. Por outro lado escrevi centenas de histórias contando as sagas de escoteirinhos, lobinhos, seniores e guias, não me esqueci dos pioneiros, chefes e chefas de lobos e o escambal. Coloquei a disposição artigos, histórias e tantos temas escoteiros que foram mais de 1.500 chefes a pedirem meus escritos via e-mail. Como não sou sentimental (risos, logo eu?) escrevi artigos do que penso da nossa liderança escoteira nacional. Arre! Da regional pouco. Do distrito onde estou permaneci calado. Não gosto do que vejo, mas quem sou eu para criticar? Afinal se não me registrei na EB porque não quero ser dependente, pois sempre tem um para dizer que devemos ser obedientes e disciplinados. De uma coisa eu sei, dezenas de amigos partiram para as estrelas e logo irei encontrar todos eles para farrear escoteiramente.

            O bom de tudo é que recebi visitas. Bem não tanto, mas me fizeram feliz. Muitos me contaram seus dissabores, seus amores, suas jornadas Escoteiras e o que fizeram em 2016. Um Chefe uma vez me disse que no meu passado também existiu mau escotismo, chefes sem qualificações e etecetera e tal. Costumo dizer que no passado éramos poucos, mas francamente, nosso escotismo era gostoso (o tal Chefe disse que os meninos de hoje dizem o mesmo) continuando, nossas patrulhas ficavam por anos as fio juntas. Você chegava à reunião e lá estava à maioria com estrelinhas de metal de atividades de três quatro ou cinco anos, com fundo amarelo ou verde na camisa. Amizade era demais. Vivíamos juntos escoteirando por este mundo de Deus. Sem essa de pedir permissão a Deus e o mundo para escoteirar. EB! - “Liberta que sera tamen”.

        E hoje? A evasão bate a porta de muitos Grupos Escoteiros. Lá se vão meninos meninas e chefes voluntários. Dou risada de um comentário de um amigo: Voluntário é a pessoa que ajuda sem esperar nada em troca. Exceto o Voluntário Escoteiro que tem de pagar para ajudar e não esperar nada em troca. Boa essa! - Enfim não tiro o chapéu para muitos dirigentes. Já perdi a conta de cursos que aplicam ano a ano. Não era para ter melhorado? Sei lá se há preocupação com atividades de campo, pois isto é a chave do sucesso. Se nem tudo é doce de leite e ele está salgado a culpa é de quem? – Mestre, me disse uma escoteira, é da nossa liderança que tem muito papo sabem cobrar, mas o escotismo permanece no mesmo lugar. Caranguejo Chefe, um prá frente e dois prá trás.

         Para não dizer que não sai fui visitar amigos (poucos) em uma sede maravilhosa, arborizada e lá sentados ao redor do fogo, cantamos conversamos e vimos que fraternidade não tem hora e nem lugar. Foi para mim um bálsamo que estava precisando. Uma doce e saudosa recordação das centenas de fogos que participei. 2017 vêm aí. Não sei se terei mais condições de dar meus pulos fora da minha Taba armada no alto do Monte de Osasco. Sei que alguns irão me convidar. Farei tudo para ir. Dependo agora de meus filhos para me levarem. Dependo também do danado do meu pulmão e minha perna para colaborar. Espero que a Corte de Honra dê um jeito neles. Entro em 2017 acreditando que será melhor que o que se vai. Falei muito de flores e pouco de politica. Iria resolver? Esqueci, foi 2016 o ano que mais amigos se aproximaram e me desejaram tudo de bom. A Eles tenho que fazer uma curvatura de quarenta e cinco graus, tirar meu chapéu e dizer:


- OBRIGADO! Vocês fizeram parte de da minha vida. Eternamente agradecido. Seja no céu ou não farei questão de estar por lá para oferecer um abraço, um aperto de mão e um sorriso sincero. Até então, ou melhor, como diz o mineiro: - Inté migão ou migona!

sábado, 17 de dezembro de 2016

Aviso... Hoje não tem reunião, tem férias de montão!


Aviso... Hoje não tem reunião, tem férias de montão!

Hoje? Não tem reunião, estamos de férias. Humm! Férias? Mas Chefe! Eu não vou viajar, vou fazer o que? Ficar com saudades do senhor e dos meus amigos e amigas da Tropa? Chefe, oh! Chefe. Please! Não quero ficar sem minhas reuniões, sem minhas excursões, sem meus amigos a escoteirar de bandeira solta ao vento explorando montanhas e vales por este Brasil. Eu sei Chefe que o Senhor e os demais vão viajar, afinal tem suas famílias para cuidar. Eu compreendo, mas dizer que está cansado? Pode até ser Chefe, mas olhe são reuniões de três horas cada uma por semana, dois acampamentos por ano, quem sabe alguma atividade extra-sede. Cansado mesmo Chefe? Tudo bem vá descansar. Um mês Chefe um mês e não me deixe na mão.


Feliz passeio Chefe, que tenha ótimas férias para quando voltar, vamos sair por aí, de mochila no costado, bastão bem envergado, e porque não uniformizado e levar uma boa matutagem no bornal. Deixe o vento nos levar, vamos correr pelas campinas explorar aquelas colinas e rolar na grama para matar as saudades. Quem sabe um cafezinho feito pelo cozinheiro? Vamos lá Chefe, quando acabar suas férias vamos dormir na barraca do céu estrelado, pois se estamos acampados nem barraca vamos levar. Oi Chefe! Até mais. Esteja onde estiver, Feliz Natal. E leve meu sorriso e meu fraterno abraço. Sempre Alerta Chefe e não se esqueça de nós!