Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Enquanto houver um, vale a pena sim!


Enquanto houver um, vale a pena sim!

Todas as noites quando vou dormir, ou melhor, tentar dormir me pergunto se vale a pena continuar a escrever. – Para quem Chefe? São mais de 15.000 nas suas páginas e nem vinte são frequentes. Uma pergunta que sempre faço a mim mesmo e as respostas veem na hora. Quanto vale um amigo que te quer bem? Se ele está com você não importa se os outros não estão. Cada um tem seus motivos e temos que aceitar o que pensa cada um. Sei que não é fácil ler todos meus escritos. Muitas vezes são longos chatos e sem interesse e o tempo é curto, muitos no trabalho, outros em casa com seus afazeres. Mas se pelo menos vinte gostam de ler não vejo porque parar. Meu pulmão vez ou outra reclama do ar. Meu corpo pesa como chumbo e nem sempre tenho a vivacidade para continuar. Mas quer saber? Não desisto. Posso ficar alguns dias em recuperação, mas vou continuar enquanto puder.

Eu sei que muitos chegam, dão uma olhada e vão embora. Meus contos, minhas histórias e meus artigos nunca dão IBOPE junto à Corte Escoteira. Como não tenho registro não existo para a UEB. Os famosos chefões sejam hoje ou do passado nem um olá dão. Alguns com sono se inscrevem em minhas páginas e quando descobrem quem sou eu se mandam de vez. Bolas, não posso ser unanimidade, gostar não se obriga, respeitar sim. Nosso escotismo graças a Deus não para. Sei que muitos já se foram. Encostaram suas mochilas e quem sabe um dia poderão voltar. Tenho que me sentir realizado. Quem tem um amigo tem um tesouro não dizem isto por aí? Que seja vinte, trinta ou somente um. Quando ele ler sabe que estou escrevendo para ele. Histórias, comédias, escotismo, aprender e ensinar. Você gosta? Acha válido? Obrigado. Sinto-me realizado em saber que posso contar com você e que de alguma forma estou ajudando ao movimento Escoteiro do Brasil.


Uma ótima tarde, um ótimo dia e um fim de semana supimpa, daqueles de tirar o chapéu e dizer: - Obrigado Baden-Powell, graças a você faço escotismo e sou feliz! 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Acampamentos – Fatos e versões.


Crônicas de um Velho Chefe escoteiro.
Acampamentos – Fatos e versões.
(para não ferir susceptibilidades Twedy é um nome fictício)

                Ontem, quando fazia minha aventura diária escoteira percorrendo mais de um quilometro a pé, o que hoje para mim não é fácil, durante a caminhada comecei a me lembrar de fatos pitorescos em acampamentos que tive o privilegio de estar presente e de que guardo ainda boas recordações. Se não me engano acampei por mais de setecentas noites, em barracas, lonadas ou sob estrelas ou até mesmo embaixo de nuvens negras que deixavam a água cair do céu como se fosse uma cachoeira sobre mim. Seria impossível lembrar de tudo, afinal perdi a conta há muito tempo de quantos meninos escoteiros, seniores, pioneiros e chefes tive a honra de acampar com eles. Peguei um “punhado” de lembranças. Sacudi em meu bornal e como em um voo cego escolhi duas para contar.

                 O nome dele se não me engando era Twedy. O apelidamos de Holandês Voador. Era um importante CEO de uma multinacional e por causa do filho resolveu participar como Chefe. Claro como muitos pais ele queria estar perto para ver o que fazíamos com seu filho. Foi em julho que acampamos em um local que sempre dava um ou dois graus abaixo de zero nas épocas de inverno, mas excelente para acampar. Ele não tinha mochila. Levou duas bolsas e uma mala. Chegou em seu carrão importado. Quando viu que iriamos de ônibus e depois percorrer quatro quilômetros a pé quase desistiu. Quem tem experiência de campo sabe que a chegada ao campo é cheia de entretantos. Corre aqui corre ali, patrulhas escolhendo campo, chefia montando seu campo e a intendência, não havia folga. Twedy tinha trazido um banco móvel e ali sentou olhando tudo. – Vamos trabalhar? Eu disse. – Chefe não posso, olhe minhas mãos. Sou um executivo e não um lenhador!

                 Éramos oito chefes, seis deles pata tenra. Twedy sabia como eu era e estranhei seu estilo folgado. A meninada corria por todo lado preparando seu campo. Lá pelas duas ele veio reclamar que estava com fome quando seria o almoço. – Peguei o programa e mostrei para ele. O primeiro dia a cozinha é sua eu disse. É você quem vai dizer quando vamos almoçar! Como era um líder em seu trabalho foi logo me dizendo que ia almoçar fora e todos os chefes poderiam ir comigo que ele pagava. – O chamei para ir comigo visitar os campos de patrulha que estavam sendo montados. – Mostrei o filho dele suado, com as mãos cheias de calo e construindo um fogão de barro. Para secar mais rápido um fogo foi aceso e duas panelas soltavam deliciosos aromas de uma refeição supimpa. – Veja seu filho. Pensei que você era quem iria dar exemplo. Que tal aprender com ele?

                 Claro que ele trocou sua roupa de grife e logo com um facão o vi cortando bambus a granel. Sumiu neste mundo nunca mais o vi. Vez ou outra seu filho entra em contato comigo. Um dia me disse – Chefe, o acampamento mudou meu pai! Lembrei-me de um Chefe que me dizia: - Você pode ficar anos com um aprendiz de Escoteiro e não o conhecer ou então fazer um acampamento com ele e em menos de vinte e quatro horas ver o que ele é, e o que será no futuro. E Voltaire? Um menino gordo desculpe, avolumado sim. Sua mãe quando o deixou sob nossos cuidados chorava a cântaros. – O que vão fazer com ele? Chefe o senhor vai dar toda a atenção a ele? Deu-me uma lista de remédios e horários. - Chefe... Bem tenho experiência de sobra com pais protetores. Eles não entendem que o escotismo é uma maneira de dar liberdade e livro arbítrio desde cedo para que quando crescerem saber como fazer e agir.

                         Voltaire quase desistiu. Sua Avó, sua tia, sum mãe e a empregada não saiam de perto dele. O ônibus partiu. Ainda bem que era uma época sem celular. Quatro dias acampados em uma clareira de uma floresta sombria. Sem civilização, só nós abrindo um novo caminho para aprendermos a nos virar. Tinha bons monitores. Sabiam como agir e fazer. Não me preocupava. Em hora nenhuma procurei Voltaire. Ele era um menino esperto. Seu corpo não ajudava, mas em nenhum momento o vi parado. Mesmo suando as bicas para a montagem de campo, ele era um exemplo para os demais. Quando Moralto o monitor me procurou para reclamar de Pagé, eu disse para ele: - Peça para Voltaire conversar com ele. Moralto riu e voltou ao campo.

                       No dia da chegada a família de Voltaire toda lá. Quanta choradeira. Pensei comigo que antes dos filhos acamparem quem devia fazer um bom acampamento na selva são os pais e parentes protetores. Afinal para que servem nossos filhos? Ficaram sob nossas asas por todo o sempre? Esta é a vantagem do escotismo. Não sou muito a favor de pais protetores estarem chefiando tropas com seus filhos atuando. Sei que não é muito fácil, pois não se encontra chefes preparados como voluntários dando sopa. Mas que estes pais façam tudo para não ter o filhote sobe suas asas. Isto além de prejudicar o próprio filho, vai dar mau exemplo para os demais. Muitos anos depois me encontrei com Voltaire. Ainda forte, mas não gordo. – Chefe, se não fosse o escotismo não seria o que era hoje! – São estas palavras que nos motivam a continuar.


                       Peço desculpas aos leitores que no meu ponto de vista estes fatos e versões não os deixem acabrunhados. Não foi esta minha intenção. Hoje não é ontem onde tínhamos um manancial Escoteiro crescido para atuarem nas alcateias e tropas. Hoje dependemos dos pais, estes abnegados que estão dando tudo de si para colaborar. Escotismo é bom, tem um programa um método, mas tem uma finalidade muito importante; Desenvolver o jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Lei Escoteira e na Promessa escoteira. Através de prática no trabalho em equipe e da vida ao ar livre, faz com que o jovem assuma seu próprio crescimento tornando-o um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade e disciplina.

sábado, 8 de outubro de 2016

Porque hoje tem reunião, vamos ter alegria de montão!


Porque hoje tem reunião, vamos ter alegria de montão!

Estou lhe fazendo um convite,
Não importa sua idade.
Que seja menina ou menino,
Velho ou se é um frade.
Que tal saltar de mateiro,
E entrar nos escoteiros?

Venha nos conhecer,
Sei que vai gostar.
Se no sábado nada faz.
Eu sou  Vado o escoteiro.
Te recebo com carinho,
Mesmo com o sol a pino.

Você escolhe, seja um olheiro.
Lobinho Sênior ou escoteiro.
Aqui não tem nenhum blefe,
Ser diretor, presidente ou Chefe.
Vais encontrar amizade,
Somos uma fraternidade.

Entrando vai rir a beça,
E sério na sua promessa.
Tem uma lei a cumprir,
Vai aprender a sorrir.
Quando fizer a saudação,
Vais ver que somos irmãos.

Aqui é só altruísmo,
Amor e bom escotismo.
Vamos, venha nos visitar.
Uma honra te abraçar.
Prometo estar na porta
Seja o que é não importa.

Avante, estamos esperando,
Use sua voz de comando.
Melhor Possivel Sempre Alerta
Para você a porta está aberta.
E na hora da bandeira,
Saudará a moda escoteira.

Meu convite está feito.
Escolha e do seu jeito.
Hoje é sábado, sonhos mil,
Seja um Escoteiro do Brasil.
E vai ser um bom mateiro

Te saudamos novo Escoteiro!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O CONTADOR DE HISTÓRIAS ESCOTEIRAS –


O CONTADOR DE HISTÓRIAS ESCOTEIRAS – SETE VOLUMES. PDF.

Já leu? Não? Gosta das minhas histórias? Conta sempre uma para seus lobinhos, escoteiros netos, marmanjos e etecetera e tal? Bem são somente histórias Escoteiras. Cada volume com media de 30 a 40 histórias. Tem histórias para dar e vender. Ops! Não vendo não! – é de graça! Isto mesmo, na moleza, não paga nada. Basta escrever no meu e-mail: - Chefe! Me envie o BLOCO 16. Amo suas historias (kkkkkk) pode me mandar os sete volumes em PDF gratuito? Pronto. Se tiver tempo espere. Ando meio “dodói”, e muitas vezes tenho de visitar o homem do jaleco branco. Mas faço questão de enviar a você. Agora se vai pedir para guardar sem ler, fica na moita. É melhor não pedir. Afinal perdi meu tempo para que? Mas por favor, deixa de ser folgado e ficar colocando seu e-mail aqui ou em minha página querendo que eu copie e envie a você. Vai receber de graça. Se manca né Mané? Escreva para mim em minha caixa postal – ferrazosvaldo@bol.com.br. Custa nada não!
Inté mais ver e quem sabe um dia vai ter que pagar? Afinal um livro pode sair por aí em alguns anos. Se estiver vivo até lá! Kkkkkkkk.


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Antonio.


Antonio.

Rio da Prata, outubro de 2016.
Prezado Chefe Manuel.

Faz tempo que queria escrever esta carta. Sempre adiando para amanhã e foi Naninha minha esposa que me encorajou a pegar na caneta e começar. Em principio pensei em mandar um e-mail, mas acreditei que gostaria mais de uma carta com cheiro de tinta, letra pequena papel de linho, para lembrar o passado que o senhor ajudou a construir em minha vida. Sabe Chefe, eu sempre amei meu pai e minha mãe, eles me deram tudo que eu poderia ter em vida. Deram-me amor, tranquilidade e sabedoria. Mas o senhor foi meu segundo pai. O que me ensinaste eu não aprenderia em nenhum lugar do mundo. Ajudou-me a ser amigo, a ser leal, a ser Cortez e antes de tudo a ter honra que naquela época nem sabíamos o que era tal palavra. Foi o senhor quem me disse o que era caráter e eu o levei a sério. Pois é Chefe, nunca esqueço o que me dizia sempre: Escoteiro alguns escolhem seus amigos que julgam perfeitos, meu conselho é escolher aqueles que te fazem bem.

Quantos anos nos vimos pela última vez? Sessenta e dois? Mais? Não me lembro, mas não esqueço. Quantas vezes o senhor nos mostrou o caminho a evitar? Quantas vezes nos alertou do perigo e das estradas falsas, trilhas espúrias que devíamos contornar? Quantas vezes me chamou altas horas da noite para me incentivar a sorrir e aprender que a vida vale a pena e que devemos respeitar o mundo do outro. Lembra aquela noite no Pico do Condor? - Nunca esqueci - Escoteiro nunca implore carinho, atenção e amor. Se não for dado livremente, não vale a pena ter. Chefe o senhor tudo fez para que tivéssemos a união perfeita na patrulha e na Tropa. Sempre dizia que todas as riquezas do mundo não valem um bom amigo. Quantas e quantas vezes nos incentivava a fazer fazendo, dizendo que os calos e o sangue que brotava nas mãos ao construir uma mesa, não era mais que um aprendizado para o futuro? Explicava que nem tudo são rosas formosas e devíamos evitar seus espinhos para entender o seu encanto.

Foi o senhor Chefe quem me despertou para a simetria a harmonia e a imponência da natureza. Mostrou-me a força das estrelas e do universo, me fez sentir o cheiro da terra nas matas que passamos me fez ouvir com perfeição o canto dos pássaros, me fez ouvir o som do vento a soprar na imensidão das campinas como ondas verdes do mar. Lembra Chefe quando eu avistei uma nascente de águas cristalinas na subida da serra, uma sede atroz e o senhor sorriu. Cantou baixinho uma canção e disse: Escoteiro, tudo na vida tem sua hora e seu lugar. Desanimar não é o que precisamos para vencer. Quando você acredita que uma coisa é impossível, você a tornará impossível. E foi então que naquele momento sublime o senhor sussurrou baixinho: Sorria Escoteiro! Deus acaba de ter dar um novo dia e coisas extraordinárias podem acontecer, se você crer!

Chefe, eu teria muitas coisas para lembrar e dizer o quanto sou grato ao senhor. Eu sempre agradeço a Deus por iluminar o meu caminho e colocar o senhor no leme da minha jornada. Depois que o conheci e que fui Escoteiro, minha vida tem sido marcada por realizações diárias, que às vezes não dou o devido valor, mas eu sei que graças a Deus e ao Senhor eu agradeço muito por tudo que fez por mim. Saiba Chefe que está sempre em todos os momentos da minha vida. Não sei se ainda está aqui ou nas graças de uma estrela brilhante no céu. Hoje fazendo minhas horas extras de uma existência, nunca esqueço quando me ensinou que a dor me faz mais forte, o medo mais corajoso e a paciência um sábio. Pois é Chefe, se não fosse o Senhor não seria nada do que acredito ser.
Obrigado Chefe.
Antonio.  

terça-feira, 4 de outubro de 2016

São Francisco e o dia do Lobinho.


Conversa ao pé do fogo.
São Francisco e o dia do Lobinho.

Francisco de Assis é um personagem importante na vida da Alcateia, pois ele foi escolhido como padroeiro dos lobinhos. Recebeu este título porque tinha grande carinho e respeito pelos animais e pelo seu semelhante. Por isso, o dia dos lobinhos é comemorado em 04 de outubro, no dia de São Francisco de Assis.

Quando São Francisco morava na cidade  de Gubbio, apareceu na comarca um grande lobo, terrível e feroz, não só devorava os animais, mas também atacava os homens ao ponto de que estavam todos aterrorizados, porque varias vezes o lobo chegava bem próximo da cidade. São Francisco movido pela compaixão quis sair e enfrentar lobo, mas os moradores da cidade não quiseram deixar e tentaram dissuadi-lo.

Mas São Francisco caminhou resolutamente para onde estava o lobo e na vista de muitas pessoas aconteceu o seguinte: O lobo avançou em direção de São Francisco com a boca aberta e Francisco fez o sinal da cruz o chamou e disse: "Vem aqui irmão lobo, eu te mando da parte do Nosso Criador Jesus Cristo. Que não causes dano a ninguém e a nada - Coisa admirável. Disse apenas isto e o terrível lobo fechou a boca e se aproximou mansamente, deitando-se aos pés de São Francisco.
São Francisco então disse: “Irmão lobo, tu estas fazendo muitos danos e medo neste povoado maltratando e matando criaturas de Deus sem a permissão Dele”. Você não está contente em matar outros animais e bestas e ainda tem o atrevimento de dar morte e causar danos ao homem, imagem de seu Deus. Por tudo isto está merecendo a forca do ladrão e  do homicida malvado. Quero irmão lobo, fazer as pazes com você e o povo dessa cidade, assim pare de perseguir os homens e seus animais. Com estas palavras o lobo baixou a cabeça e São Francisco disse "vou fazer que o povo desta cidade te dê o necessário de modo que não passe fome, mas não faça nenhum mal nem ao homem nem a outro animal. Me prometes? O lobo inclinando a cabeça diz entender claramente o que dizia São Francisco e este estão disse; " venha comigo ".

O lobo levantou a pata dianteira e colocou-a na mão de São Francisco e
Daquela data em seguida o lobo ia de porta em porta e todos o tratavam como a um cachorro de estimação e davam a ele comida e abrigo. E o lobo não causou nenhum mal a esta gente.

Viveu mansamente e morreu de velho nesta cidade como lembrança do milagre de São Francisco.
Dia 4 de Outubro é dia de São Francisco de Assis. Por seu apreço à natureza, é mundialmente conhecido como o santo patrono dos animais, meio ambiente e dos Lobinhos. Pra mim ele é, porém, o Santo dos Jovens. Um exemplo de conversão a ser seguido. 

Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, em 1182. Pertencia à burguesia, e dessa condição tirava todos os proveitos. Como seu pai, tentou o comércio, mas logo abandonou a idéia por não ter muito jeito para isso. Sonhou, então, com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o status que sua condição exigia.

Contudo, em 1206 para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa. Entregou-se totalmente a um estilo de vida fundado na pobreza, na simplicidade de vida, no amor total a todas as criaturas. Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos.

Pobrezinho de Assis, como era chamado, foi uma criatura de paz e de bem, terno e amoroso. Amava os animais, as plantas e toda a natureza. Poeta cantava o Sol, a Lua e as Estrelas. Sua alegria, sua simplicidade, sua ternura lhe granjearam estima e simpatia tais que fizeram dele um dos santos mais populares dos nossos dias.


Todo Lobinho deve conhecer a história de Francisco de Assis e seguir o exemplo deixado por ele de amor à natureza e aos seus semelhantes.

sábado, 1 de outubro de 2016

Hoje tem reunião, alegria de montão!


Hoje tem reunião, alegria de montão!

Hoje tem reunião, alegria de montão.
Lá tem tudo, tem amor no coração.
Vai ter jogos, vai ter amizade,
Eles se orgulham de pertencer à fraternidade.

Vamos lá, lobos seniores e escoteiros,
Avisem para o mundo inteiro,
Hoje não há quem aguenta,
Preparem o uniforme e a vestimenta.

As meninas e guias Escoteiras,
Tão sorridentes tão faceiras,
Irão dizer: Sempre Alerta Melhor possivel,
Meu dia será inesquecível!


Uma “batuta” reunião para todos vocês!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Os lobos da Alcatéia de Seeonee. Tigre, Tigre, Tigre!


Os lobos da Alcatéia de Seeonee.
Tigre, Tigre, Tigre!

A Flor vermelha.
                       Na Jangal Mowgli viveu incríveis aventuras. No entanto Akelá, o líder da alcatéia, envelhecia e logo ele erraria o bote pela primeira vez, assim como muitos dos lobos mais velhos. Shere-Khan usava sua influência sobre os jovens lobos e convencia-os que Mowgli era um intruso perigoso. Bagheera sabia que quando Akelá perdesse seu bote, ambos morreriam, o Lobo Solitário e Mowgli. O plano para salvar sua vida passava pela aldeia dos homens e Mowgli, que vivia à espreita, observando-os, achou fácil roubar uma vasilha cheia de brasas das mãos de um apavorado menino. Na caverna de mãe lobo ficou todo o dia soprando as brasas e cobrindo-as com gravetos secos para mantê-las vivas.

                    Naquela noite Akelá perdeu o seu bote e o conselho reuniu-se para assistir a luta de morte que elegeria um novo líder. Mowgli, entre Bagheera e Baloo, segurava seu pote de barro com as brasas. Shere-Khan falou contra Akelá e contra Mowgli, incitando os lobos a matá-los. Então, derrubando as brasas, Mowgli disse: - Basta de discussão de cachorro! Muito já me disseram esta noite para provar que sou homem, a mim que desejava ser lobo toda vida, de modo que estou convencido de que sou homem!  - Vou-me para minha gente. A Jângal estará fechada para mim. Serei, porém mais generoso que vocês; porque fui durante dez anos irmão de vocês em tudo menos no sangue. Chamou-os traidores e disse que iria embora, uma vez que era o que todos queriam.

                   Prometo que quando me tornar homem, entre os homens não trairei vocês perante eles, como vocês fizeram comigo. Vendo o fogo, os animais recuaram aterrorizados. Mowgli usou um galho como uma tocha e assim armado com a  “flor vermelha”, que era como os animais chamavam o fogo, o menino de dez anos agiu como homem pela primeira vez. Puxou os bigodes do tigre, chamou-o de cão sarnento e manco, obrigou-o a tremer de pavor e a fugir chamuscado pelo fogo que ele brandia sobre a cabeçorra malhada.

                 Exigiu que fosse poupada a vida de Akelá, e que ele fosse sempre ouvido nas reuniões do conselho. Mowgli ainda prometeu que na próxima reunião da Roca do Conselho que ele viesse, ainda mais homem traria a pele do comedor de bezerros, Shere-Khan sobre a cabeça. Depois, sentiu uma tristeza enorme e pensou que estava morrendo, mas Bagheera disse que eram apenas lágrimas. - "Você já é um homem", disse Bagheera mansamente.
Com a cabeça enterrada no colo peludo de Baloo, Mowgli chorou.

A Vida na Aldeia.
Mowgly correu mais de trinta quilómetros até chegar ao portão da aldeia e sentou-se. Pouco depois cerca de cem pessoas reuniam-se junto do portão a olhar, a gritar e a apontar para ele. Os aldeões acolhem o menino-lobo com curiosidade. Mowgly acha que eles se assemelham ao povo macaco, não têm maneiras. No entanto, uma mulher, Messua, parece reconhecer nele o seu Nadú levado há muito tempo pelo tigre. Cheia de gentileza ela tenta fazer-lhe tomar o gosto pela companhia dos homens. Mas Mowgly não compreende os jogos das crianças nem os preceitos da religião. Uma noite ele teve uma visita, o Irmão Cinzento, o mais velho dos filhos da Mãe Lobo. O irmão cinzento era o melhor amigo de Mowgly e por isso foi levar-lhe notícias da vida na selva. Ele passou os meses seguintes a aprender as leis dos homens.

Um dia ele senta-se a ouvir as histórias de Buldeo, o caçador da aldeia. Este divagava acerca dos hábitos dos animais da selva. Mas as histórias eram muito disparatadas, e Mowgly não se conteve e disse que Buldeo ainda não tinha dito uma única palavra verdadeira acerca da selva.

O dia seguinte, ao nascer do Sol, o Mowgli desceu a rua da aldeia montado em Rama, o grande búfalo macho, chefe da manada. Nesse momento encontra novamente o Irmão Cinzento, que o alerta para o perigo: - O Tigre mau tem andado à tua procura, - disse o Irmão Cinzento. – Tenciona matar-te esta noite, no portão da aldeia. Ajudado pelo Irmão Cinzento e por Akelá, Mowgly passa à ação. Divide o rebanho em dois e atrai Chery Khan para esse local. Chery Khan cai na armadilha e fica preso no desfiladeiro. A carga dos búfalos, conduzida por Rama, chefe do rebanho, não deixa qualquer oportunidade para o tigre.

Atrás deles, o Chery Khan jazia morto, no solo. Mowgli cumpriu a sua promessa, iria levar a pele do Tigre à Rocha do Conselho. Mas, Buldeo surpreende-o a esfolar o tigre e quer apoderar-se da pele. Então, Mowgli chamou por Akelá: - Aquelá - queixou-se o Mowgli. – Este homem está a incomodar-me. De repente, o Buldeo deu por si estendido na erva, com um lobo em cima. Buldeo cheio de medo voltou para a aldeia e contou a todos o grande feito de Mowgli, o que causou um grande reboliço na aldeia. Mowgli acabou por ser expulso da aldeia. -Outra vez?! – Disse o Mowgli. – Primeiro foi porque eu era um homem. Agora é porque eu sou um lobo. Vamos embora, Aquelá!

Ninguém tinha substituído o Aquelá como chefe da Alcateia. Os lobos caçavam e lutavam a seu belo prazer. Mas responderam à chamada de Aquelá, por hábito. Reuniram-se em redor do Rocha de Conselho, uns a coxear com feridas causadas por balas ou por armadilhas, outros com sarna, por comerem alimentos impróprios. Faltavam muitos, mas os que restavam viram a pele às listas do Chery Khan estendida na rocha, com as garras enormes suspensas da extremidade das patas vazias.


- Olhem bem, oh Lobos. Cumpri a minha promessa ou não? – Perguntou o Mowgli. Os lobos exclamaram “Sim!” e um, todo ferido, uivou: - Os lobos exclamaram “Sim!” e um, todo ferido, uivou: - Volta a ser o nosso chefe, Aquela. Conduz-nos de novo, cria humana. Estamos fartos de não termos leis que nos guiem. Queremos ser de novo o Povo Livre! - Isso não pode ser! – Rosnou a Baguera. – Quando já não tiverem fome, podem mudar de ideias outra vez. Por alguma razão são chamados de Povo Livre. Lutaram pela liberdade e ela é vossa. Que vos faça bom proveito, oh Lobos!

- Fui expulso pela alcateia dos homens e pela dos lobos – disse o Mowgli. – De agora em diante, vou caçar sozinho!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Eu sou candidato a Presidente do Brasil!


Crônicas de um Velho Chefe Escoteiro.
Eu sou candidato a Presidente do Brasil!

                       Eu estive pensando. Porque não me candidatar a algum cargo público? Já pensou? Eu prefeito ou vereador? Nossa! É pouco. Preciso ser muito mais. Presidente? Senador? Deputado? Se fosse acusado de falcatruas iria me declarar inocente ou culpado? Afinal acredito que tenho uma só palavra. – Sergio Moro: Chefe pegou propinas da Petrobrás? Eu: - Excelência, só uns milhãozinhos de dólares na Suíça. – E a cara do Moro? Ele acostumou com as respostas dos acusados que juram inocência. – Eu excelência, tudo que recebi está devidamente registrado no Tribunal Eleitoral. – Mas doutor, e o que consta na sua conta na Suíça? Não é meu já disse. É do Maluf! Meu patrimônio foi administrado pelo Banco Merril Lynck. Depois repassei para dois Trusts constituído na Escócia. Eles é que administram e não eu. – Pois é, vai ser difícil para eu mentir. Afinal jurei um dia pela minha honra dizer a verdade somente à verdade.

                     Bem, será que eu não seria um presidente ou governador ou prefeito honesto? Existe isto? Claro que sim. Difícil é saber quem são. Dizem que devemos ter cuidado em escolher há quem vamos dar o nosso voto. Mas cá prá nós, escolher como? Com esta barulheira infernal, carro de som pra todo lado, será que dá para entender? E os santinhos? Minha nossa nunca vi tamanha sujeira. Acho que isto está errado. Não vou votar quem grita mais alto, quem suja minha casinha e minha rua. Se até mesmo algum vizinho a gente nem sabe sua vida que de lá um que mora em outro bairro? Se você vê muitos gastando o que não tem, e se somado seus proventos se eleito não vai dar para pagar o que gastou, será que ele é um candidato honesto? Lembro quando o vereador era um voluntário sem salário. Mesmo assim havia uma “penca” deles como candidatos. Tive um amigo vereador Escoteiro que me contou cada coisa de deixar a orelha em pé. Mas e se eu for eleito, não serei um candidato Escoteiro honesto?

                    Pois é. Não estranhem se eu me candidatar a prefeito. Aqui em Osasco não sei se serei eleito. Os chefes da minha área nem bom dia me dão que de lá Sempre Alerta. Portanto não vão votar em mim. Mas quem vota? Será que fazendo promessas serei eleito? – Prometo dar a cada grupo uma tralha de campo completa, uma sede própria e um jatinho para acampar. Prometo dar aos lobos tudo que precisam para desenvolver suas atividades. Irei construir prá eles uma Jangal particular. Prometo dar ao grupo um computador da última geração para navegar no SIGUE e saber como pagar as taxas da UEB. Prometo dar um chapéu Escoteiro para cada um que usar o uniforme caqui. Kkkkkk. Esta foi demais. E os vestimenteiros também não vão querer um chapéu? Prá eles eu darei um meião cinza dos bons e um cinto Escoteiro nos trinks. Chega de meinha azul ou branca curtinha. Bem minhas promessas são balofas, mas quem sabe feitas com honestidade.  Se não prometer não vou ser eleito.

                   Meus amigos e minhas amigas, só brincando. Nunca serei candidato a nada. Até no escotismo não fui um bom dirigente. Quantas reclamações. Portanto prometo pela minha honra jamais me candidatar aqui no Brasil. Quem sabe na ONU? Lá sim, poderei me esbaldar. Vou mudar o chapéu Escoteiro para Capacete Azul. Vai ser demais. Vou mudar o lenço vou mudar o uniforme, vou mudar a Lei vou mudar... Uai! Presidente da ONU tem há ver o que com escoteiros? Melhor voltar para minha insignificância. Ser somente o Velho Chefe Escoteiro chato de galocha. Candidato eu? Nem pensar, mas pense em dar seu voto a algum que é ou foi Escoteiro. Quem sabe poderemos escolher pessoas mais nobres para dirigir a nação? Quem viver verá!


                 Pois é, quem não quer uma “boquinha” como esta? Trabalhar dois dias na semana, ter de vinte a trinta funcionários e ajuda de custo para tudo? Um carro? Motorista? Tem algum candidato dizendo que vai acabar com estas mordomias? Que não vai ter carro de som e nem santinho? Duvideuodóo! Eita politica que não muda. Acho que o Congresso deveria dar poderes a UEB para fazer mudanças ou quem sabe um choque de gestão. Eles são bons em mudança e como falam em modernidade. E por isto ainda continuo pensando, acho que vou me candidatar a presidente do Brasil pelo PES (Partido dos Escoteiros sem Sede). Nossa mãe! Nunca vi tanta chatice em questão de ordem. “Presidente, uma questão de ordem, por favor!” - O Pior é aguentar tudo isto até domingo. Portanto se for presidente vou virar ditador. Quem falar mal de mim ou querer meu impeachment vai direto para a Comissão de Ética da UEB. E chega por hoje. Aguardem o lançamento de minha candidatura pelo partido dos Escoteiros sem Sede. O famoso PES. Até mais e Inté como diz o mineiro!

domingo, 25 de setembro de 2016

“Castas” – existem mesmo no escotismo?


Conversa ao pé do fogo.
“Castas” – existem mesmo no escotismo?

                      “Na sociedade liberal, vivemos em uma cultura onde muitos acreditam que qualquer um pode ascender em termos sociais e econômicos por meio de riquezas acumuladas. Contudo na Índia, trabalho e riqueza são parâmetros insuficientes para que possamos compreender a ordenação que configura a posição ocupada por cada indivíduo. Nesse país, o chamado regime de castas se utiliza de critérios da natureza religiosa e hereditária para formar seus grupos sociais.” Entende-se em sociologia, que castos são sistemas tradicionais, hereditários ou sociais de estratificação, ao abrigo da lei ou da prática comum, com base em classificações tais como a raça, a cultura, a ocupação profissional, etc.

                        Sei que muitos estão achando graça, mas olhe preste atenção e vais ver que no escotismo tem um bem perto de você que se acha previlegiado. Sem perceber ele já pertence a “casta” ou assim pensa. Pode ser pelo cargo, pelo seu tempo de movimento ou mesmo pelo seu gráu de conhecimento escoteiro. Portanto pertencem a uma “casta” importante. Os famosos “chefões”, “grandes chefes”, “Velhos Lobos”, “Formador” “Presidente” e muitos outros títulos que existem por aí. Os novos ficam admirados, desejando ser igual e lutam por isso. (nem todos você, por exemplo, sei que não) Os demais que não ligam para isto acham isso patético não dando a menor atenção a estes que se acha acima da fraternidade que tão bem nos caracteriza.

                        Voce não acredita? Ou voce é humilde o bastante para não ver ou é inteligente o bastante para deixar passar ao largo e não rir. Outro dia comentei com alguns amigos que um dia se continuar assim, teremos um deles dizendo – Sabem com quem está falando? Risos. Bem, sob o ponto de vista linguistico é uma frase feita. Talvez o agravante do singnificado encontra-se justamente nas circunstancias em que ela é proferida. O tom de voz, o status de querer ser. Risos. Estão rindo eim? Mas olhe ainda existe em nosso movimento esta casta.

                      A casta de alguns chefes de Grupos Escoteiros, dos dirigentes, a casta dos Insignia de Madeira, de Comissários, de Diretores e para completar a casta da equipe dos formadores. Esta é incrivel a subserviencia para conseguir mais um “taquinho”. Conheci um que fez tudo para conquistar um deles. Quando recebeu ficou doente por cinco meses. Maldição? Risos. Alô! Sem generalizar. Só alguns que ainda não se tocaram que o escotismo é uma grande fraternidade e que vivem a “jactar-se” de tudo o que somos, mas não fazem o que sempre fomos. Amigos e irmãos dos demais escoteiros. Fiquem tranquilos. Eles são menos de 0,5% do nosso efetivo adulto. Portanto uma insignificância. Mas como são chatos!
  
                        Veja bem o que comentou Fernando Pessoa, um célebre poeta – Às vezes ouço passar o vento, e só de ouvir o vento passar vale a pena ter nascido. Risos. Isso não diz nada, é apenas um poema. Melhor continuar o raciocinio dele.  – Precisar dominar os outros é precisar dos outros. O chefe é um dependente. Acho que compliquei mesmo. Melhor é voltar à casta. Só não vê quem não quer. Há uma sede de poder surda e absurda sendo praticada em diversos orgãos escoteiros. Do mais simples ao mais importante. Não sei bem quem seria o mais importante. Os lá de cima ou os aqui de baixo. Risos.

                  Mas seria tão bom que não houvesse a casta. Seria dificil é claro. Um dia disse para mim mesmo: Amigo, se houvesse ganhos financeiros no escotismo seria uma luta desigual. Se sem salário a sede do poder é grande e com o salário? Graças ao bom Deus estes são em número irrisorio. Mas como irritam. Não se tocaram ainda. Andam dando pulinhos, olham para você como voce fosse um “coitado”. Se por acaso encontram outro acima dele, correm para bajular. Risos. Não estão acreditando? Tentem participar onde a “casta” se reune. Todos sabem onde. Risos.

                      Pois é. A casta existe. Pelo menos para mim. Eu vivi tudo isso no passado e vejo até hoje no presente. Interessante é que pouco se manifestam. Falam pouco. Ar professoral. Claro, são superiores, eles pertencem à casta dos nobres. Dos aquinhoados com o poder. Eu peço a Deus por eles. Acredito que isso é antigo. Quem sabe BP conheceu alguns antes de fazer sua viagem. Quando no passado estive em vários seminários nacionais e sul americanos e até em um jamboree, fiquei boquiaberto. A casta fazia parte de muitos paises. Não era só daqui não. E o pior de alguns jovens tambem!

                  Em um Jamboree cheguei a ver e tive que conter o riso de um jovem americano com uma turba atrás querendo trocar distintivos e ele não dando à mínima se posando de superior. E os adultos chefes então? Minha nossa! Tinha cada um que precisava fazer o sinal da cruz e passar de lado. Graças a Deus que tinham milhares que eram de uma humildade enorme. Por eles valeu a pena as centenas de dólares que gastei. 

                    Mas chega por hoje. Um dia tenho certeza todos irão se abraçar e dizer: - Meu amigo, a empatia é muito útil para nos escoteiros. Não seria bom se voce fosse leal, cortês, amigo e humilde? Não seria bom se falasse bom dia, e dizer eu gosto de você? Não iria demonstrar que és educado e tem respeito pelos demais? O fato por voce saber mais, ter um lenço mais bonito não significa que não possa ser cordial e ajudar de maneira gentil aos seus irmãos escoteiros. Mas faça isso de uma maneira simples para que todos possam ver em voce um exemplo bom a ser seguido.

E abaixo a “casta” escoteira. Risos e risos.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Assim escreveu Baden-Powell - parte III


Conversa ao pé do fogo.
Assim escreveu Baden-Powell - parte III
LIDERANÇA

É comum citar-se o ditado: «Só sabe chefiar quem aprendeu primeiro a obedecer». É verdade, mas como muitas verdades evidentes também esta tem os seus limites. E prefiro ver como chefe o homem que aprendeu a chefiar.

Quando se quer ver um trabalho feito, deve dizer «Vem!”.”.”.» e não «Vai!».
Diferença entre um líder e um comandante: qualquer parvo pode mandar, pode pôr as pessoas a obedecerem a ordens, se tiver por trás de si suficiente poder de punição, em que se apoie em caso de recusa. Mas liderar é outra coisa; é arrastarmos conosco outros homens num trabalho de envergadura.

A liderança é a chave do êxito - mas a liderança é difícil de definir, e os líderes difíceis de encontrar. Tenho muitas vezes declarado que «qualquer burro pode ser um comandante, e um homem treinado pode muitas vezes dar um instrutor; mas um líder é mais como um poeta - nasce, não se fabrica».

Há quatro aspectos essenciais a procurar num líder:
1. Deve ter uma fé e uma convicção a toda a prova na justeza da sua causa;
2. Deve ter um temperamento enérgico e jovial, bem como simpatia e compreensão amistosa para com os seus seguidores;
3. Deve ter confiança em si mesmo por conhecer bem o seu trabalho;
4. Deve ele próprio pôr em prática aquilo que prega. A essência da liderança pode resumir-se, em «camaradagem e competência».
A liderança por meio de um toque pessoal é a chave do nosso sucesso no Movimento.

E não esqueça “Você é o líder dos seus monitores”. Podemos até chamá-lo do monitor dos monitores. Dirija somente esta patrulha. Cabe a você orientá-los, fazer acampamentos e excursões, sempre visando o adestramento para que eles possam depois adestrar os escoteiros da patrulha. Esta é sua responsabilidade. Não fuja dela e experimente, pois tenho certeza que poderá alcançar o gostinho do sucesso.