Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

sábado, 20 de maio de 2017

Meus irmãos escoteiros do Brasil.


Meus irmãos escoteiros do Brasil.

Muitos de vocês Escoteiros, Seniores Pioneiros e Lobos estarão hoje juntos aos seus amigos de matilha ou de patrulha para mais uma reunião escoteira. Os chefes e dirigentes voluntários na função de servir estarão cumprindo seus deveres conforme seu trabalho voluntário na formação de seus jovens. Nossa filosofia nos faz acreditarmos que podemos fazer o melhor. Estamos dando aos jovens a coragem de aprender fazendo, corrigindo seus próprios erros e vivenciando fraternidade e honra. Não há dúvida que chegaremos ao ponto de um dia nos orgulharmos do que somos e do que podemos fazer.

O Brasil passa por uma fase que nunca acreditamos acontecer. Não sabemos mais em quem acreditar. No entanto se ficarmos só criticando não iremos ter o Brasil que sonhamos. Se pensarmos que poderemos forjar homens e mulheres com honra caráter e ética através da formação escoteira estaremos pelo menos dando um passo no que acreditamos ser nossa meta para ajudar a construir um país melhor.

Parece que uma grande tempestade se abateu nos céus do Brasil. Isto um dia aconteceu em nossos acampamentos ou acantonamentos e como bons escoteiros driblamos a dificuldade com um sorriso e esperança. Sabemos que a escolha agora é dificílima. Todos os lideres que acreditávamos foram uma grande decepção. Não existe uma certeza de quem ainda tenha um pequeno resquício de dignidade. O calmo, o estadista, o raivoso, o valente e o bonzinho mostraram não ser dignos de confiança. Ainda existe esperança. O tempo irá nos mostrar um caminho e se pensarmos no trabalho que estamos realizando teremos aquele gostinho do sucesso que só o escotismo pode dar.

Que a reunião de hoje ou do nosso amanhã seja aquela que possamos fazer o nosso futuro através de uma juventude que acredita que tem uma Lei, que fez uma promessa e que sabe o valor de uma boa ação e da formação de um escoteiro para o sucesso de nossa nação. Sempre Alerta e acreditem... O escotismo ainda é uma esperança.

Chefe Osvaldo.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Divertindo e aprendendo. Gritos e Aplausos para o Fogo de Conselho.


Divertindo e aprendendo.
Gritos e Aplausos para o Fogo de Conselho.

Quem inventou o aplauso?
Ninguém sabe ao certo. De acordo com uma das teorias mais bizarras, ele teria surgido entre os homens das cavernas como forma de comemorar caçadas bem-sucedidas. A princípio, nossos antepassados celebrariam o banquete dando cabeçadas uns nos outros, até que, finalmente, algum sujeito cansado dos galos na cabeça sugeriu a troca da dolorosa celebração. A versão mais plausível, contudo, aponta que o surgimento do aplauso, ocorrido há cerca de três mil anos, teria conotação religiosa: seria o instrumento usado por membros de tribos pagãs para chamar a atenção dos deuses nos rituais. Mais tarde, na Grécia antiga, a plateia de espetáculos teatrais passou a usar as palmas para invocar os espíritos protetores das artes. Já no Império Romano, o gesto começou a ser utilizado também como sinal de aprovação a autoridades que faziam aparições públicas.

Pensemos agora que estamos no século XXI. Os escoteiros não ficam sem eles. Nos fogos de conselhos as enquetes são as preferidas de todos. Patrulhas se preparam se enfeitam, e sempre tem aquela que mais se sobressai, tem mais tempo de escotismo e dominam com facilidade a arte da interpretação. Mas em qualquer Fogo de Conselho não pode faltar os aplausos e os gritos. São eles que dominam as apresentações, pois ali não se usa as palmas comuns. Existem centenas delas. Têm Grupos Escoteiros, tropas e alcateias que os escoteiros e lobos fazem questão de criar a sua. É comum conhecer a Alcatéia, Tropa ou grupo só pelos aplausos. Mas vamos a eles. Desculpem se já conhecem todos, a intenção é ajudar aos novos ao mesmo tempo incentivar para que cada sessão crie o seu, e que também nos fogos de conselho tenham a mão todos que puderem dar para aplaudir aos que merecem ou não serem aplaudidos.

A Pólvora Negra: 
Cada escoteiro finge ter em suas mãos um mosquete. Calmamente, seguindo silenciosamente os movimentos do Animador, deitam a pólvora com cuidado para dentro do cano, calcam-na várias vezes, erguem o mosquete ao ombro, apontam para o céu e aguardam a ordem do animador. Este diz: "Prontos? Fogo!" e todos gritam "BANG!", ao mesmo tempo em que fingem o impacto do disparo da arma no ombro.

Foguetão: 
Começa a contagem decrescente de 6 para 1, e a cada número vai-se dobrando cada vez mais os joelhos até ficar na posição de cócoras. No fim da contagem, saltam para o ar gritando "VROUMM!...”.

Arco e Flecha: 
Os escoteiros seguem silenciosamente os movimentos do Animador, tirando calmamente uma seta da aljava atrás das costas, colocam-na na corda do arco, esticam-no e disparam a seta dizendo "PFFFTT".

O Ornitólogo: 
Este aplauso começa com o animador (ou outro escoteiro qualquer que queira iniciar o Grito) a gritar "Olha ó passarinho!". Todos os escoteiros colocam as mãos debaixo dos sovacos e agitam os braços como as asas de uma ave, enquanto imitam o som de uma ave à sua escolha (águia, Peru, galinha, pardal, canário, cuco, rola, pato, etc.) três vezes seguida.

Riso Enlatado: 
O animador mostra uma lata com tampa. De cada vez que ele abrir a tampa todos riem a bandeiras despregadas. Assim que ele fechar a tampa todos se calam. O animador pode repetir isto algumas vezes, tentando enganar o público com movimentos falsos. Podem-se estabelecer níveis de gargalhadas.

O trem:
O animador começa batendo no peito devagar. Todos acompanham fazendo o mesmo. Aos poucos vai aumentando, aumentando até que o som de um trem em movimento aparece e todos gritam: Anrê!

Bravôo:
O animador grita para todos bem alto: Ah Ah! Todos repetem o mesmo. O animador sem parar grita novamente Hu Hu! E todos repetem. E por último grita Hô Hô! E encerra com todos gritando alto: Bravôo!

A cobra:
Todos em pé, um atrás do outro, o animador à frente levando a fila em volta do fogo fazendo zig zag e todos imitando e sibilando baixinho (shhhihhs) e aumentando até que todos param e gritam: Caça livre lobos de Seeonee!

Um dedinho:
Começa com o animador gritando: merece um dedinho? E todos batem o dedinho de uma mão à outra. Ele logo diz: Quem sabe dois dedinhos? E ele vai aumento para três para quatro até que no final ele grita: A mão toda! E uma salva de palma ecoa para saudar a apresentação.

Grito da Selva (para Lobinhos):
Chefe – RIP - Todos - Rip Rip Rip.
Alá ip? - Á Lup
Alá Áki - Bain kain
Há há
Chefe - Lombo de Balu
Todos - Aúúú
Chefe - Pele de Chery-Khan
Todos - Âne...
Chefe - Bigodes de Bagueera
Todos - Ih...
Chefe - dentes de Aquelá
Todos - Ah...
Chefe - RIP... E no final todos gritam Lobo!


Espero que o próximo fogo de conselho seja aquele que sempre foi: - Amigo, alegre, espetacular e todos no final de mãos entrelaçadas cantando: - Bem cedo junto ao fogo tornaremos a nos ver!

A vida é uma arte, o mundo é um palco Nós os artistas Deus o arquiteto do palco, e criador dos artistas. Mas quem escreve e vive a história somos nós, portanto é hora de cantar, divertir interpretar, aplaudir em um gostoso e maravilhoso Fogo do Conselho!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Recordar é viver...


Recordar é viver...

Eu fico me perguntando,
Será que até quando,
Ainda vou escoteirar...
As forças não voltam ao passado,
Pois só vivo acamado
E nem posso acampar.

E que tremenda saudade,
Pois já cheguei na idade,
De viver batendo na pança,
Nas minhas doces lembranças
De voltar a escoteirar.

Já me disseram sorrindo,
Chefe, já vai partindo,
Sua hora já chegou...
Nem tudo é doce de coco,
Não faça ouvidos moucos
O seu tempo acabou.

E eu sem fazer alarde,
Nem sei se isto é verdade...
Dou um bom salto no tempo,
Pego carona no vento
Um sorriso de contratempo,
E saio para escoteirar!

Ainda posso ser feliz,
Ainda posso me ver
Bem na ponta do nariz.
Na gota eu visto meu uniforme,
Saio por aí nos conformes
Pois isto eu sei fazer.

E você meu amigo tão longe,
Seja Escoteiro e não um monge,
Não perca a sua esperança,
Saia de sua vida tão mansa
E vá por aí a escoteirar!


Ch. Osvaldo.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

A Canção da Despedida.


A Canção da Despedida.

               Diga-me quem não a conhece? Quem nunca se emocionou a ponto de chorar quando a cantou pela primeira vez? Impossível dizer que existe alguém assim. Não importa a idade, a cor, a crença, a religião. A Canção da Despedida marca. Ela entra na gente e nos faz tremer de emoção. Ela é incrível quando cantada em volta do fogo, olhos dormentes a entorpecer o corpo, mãos firmes entrelaçadas, um circulo perdido em sonhos de nunca mais perder as esperanças. Ah! Quantas esperanças de nos tornar a ver. Nesta hora não dá para olhar o amigo do lado. Os olhos estão marejados de lágrimas. Seria tristeza? Seria alegria? Difícil explicar. “Os antigos conhecidos deveriam ser esquecidos e nunca lembrados”? Diz sua letra original. Nunca poderiam dizer. “Pelos velhos tempos, nunca vamos esquecer um dos outros. Iremos correr as colinas, colher as margaridas, mas já vamos a tantos lugares e estamos cansados, vamos ainda recordar os velhos tempos”? É... A letra original é bem diferente da nossa.

               Bendito Robert Burns foi quem fez a letra. Das terras da Escócia alcançou o mundo e Guy Lombardo criou a musica. Deus do céu! O mundo mudou depois desta linda canção. Tornou-se tradição nas comemorações de ano novo em centenas de países. Seu nome em Inglês é Auld Lang Syne. Dizem que significa Velho longo, uma vez que, ou outros dizem que seria muito tempo atrás, dias de muito tempo, pelos velhos tempos ou quem sabe para os bons e velhos tempos. De uma coisa eu sei, ela sempre que nos vem à mente nos emociona mesmo nos longínquos tempos. Quando surgiu no passado já significava que era importante lembrar amizades de hoje e de ontem. Nós mantemos a tradição de cantar sempre nos Fogos de Conselho, em nossos encontros Escoteiros, em atividades mil. Ela virou uma tradição também em outras partes do mundo. Pelos velhos e bons tempos que vivemos neste mundo! E melhor ainda, pois nunca iremos perder a esperança de nos ver novamente!

           Cada um de nós tem uma história para contar. Uma história que esta canção faz parte da vida, da história Escoteira e que quem sabe de tão linda poderia ser escrita no livro da vida de cada um Badeniano. Poderia dizer que a vida escoteira se tornaria sem sentido sem ela. Esquecer que não é mais que um até logo? É um breve adeus meu amigo, você sabe haverá outros dias e junto ao fogo vamos de novo nos ver e nos encontrar. A Canção da Despedida marca. Ela entra em nós como se fosse um novo mundo para vivermos. Temos mil canções, mas esta é especial. Nunca descobri quem foi que fez a letra para os Escoteiros e esteja onde estiver ele estava iluminado pela maravilhosa letra que escreveu. “Com as mãos entrelaçadas, ao redor do calor, formemos esta noite um circulo de amor” Maravilhoso! Espetacular! Incrível a emoção quando se canta apertando as mãos dos companheiros que estão junto a nós e olhando o crepitar da fogueira, das fagulhas se perdendo no céu.

            Ah! Meus fogos de Conselho. Lembranças que não se apagam. A gente ali, com muitos amigos em volta, o fogo crepitando, quem sabe alguma tocha vermelha iluminando ao redor. A escoteirada gargalhando, apresentações lindas, Do Rei da Macedônia, do Professor Pardal e do Serafim – Aquele que fica assim! Demais, demais mesmo. As palmas se desdobrando, são tantas. Adorava a do peixinho, do trem, do sapo falante da batida no corpo, da mexicana, e claro da nossa mais famosa palma Escoteira. A noite alta, o fogo terminando, a gente olha para o céu estrelado e pensa que não tem mais nada tão lindo para viver. É uma hora de plena felicidade. Todos esperam ansiosa a última apresentação. De todos. Agora é hora de entrelaçar as mãos. Sentir o calor do seu amigo ou da amiga, ver seu sorriso, olhar nos seus olhos e ver a esperança nascendo, pois ele assim como os outros sabem que a Canção da Despedida marca, hora de chorar? Para alguns não dá para evitar. Melhor é deixar as lágrimas rolarem pela face, e dizer – É de alegrias seu moço!

               A Canção da Despedida seja aonde for é um espetáculo a parte. Cantar e deixar-se levar pela brisa, pelo vento, é um encantamento. Agora é deixar as lágrimas rolarem, elas fazem parte de você agora e você sabe isto acontece com todos. A cada estrofe olhamos para o céu estrelado e pensamos quão pequenos somos neste imenso universo. Mas ali, com as mãos entrelaçadas e junto aos amigos Escoteiros temos uma força enorme. Elevamos nosso pensamento ao criador para agradecer o que estamos recebendo. Uma força incomum nos move como a dizer que nunca haverá um adeus, sabemos que sempre haverá a realização de um sonho, um sonho Escoteiro, um sonho que fica marcado para sempre em nossos corações. E finalmente já com a mente posta um no outro, onde podemos dizer que somos irmãos para sempre, e finalmente agradecer a ele, pois nos trouxe a alegria de viver e conhecer que a felicidade está ali, junto a nós, entrando devagar em nossos corações.


Pois o Senhor que nos protege
E nos vai abençoar
Um dia certamente
Vai de novo nos juntar.


“Porque perder as esperanças, de nos tornar a ver”! – Corre mundo a Canção da Despedida entre os escoteiros. Talvez seja a canção que mais marcou, marca e irá marcar a quem um dia foi escoteiro. Não tem um que não se lembra da primeira vez, da segunda da terceira... Em volta de uma fogueira com as chamas crepitando e com um céu estrelado, dá uma vontade de chorar, de rir, de sonhar que ser escoteiro é bom demais!

sábado, 13 de maio de 2017

Hoje tem reunião, Alegria de montão!


Hoje tem hoje tem, hoje tem sim senhor!
Hoje tem reunião, Alegria de montão!

Zé das Quantas fez as contas,
Era hora de escoteirar!
Ludovico tomou banho,
Era hora de se limpar.
Toninha que nunca mente,
Logo escovou o seu dente.

A rua ficou colorida,
E a escoteirada querida,
Pra sede marchou a cantar.
Era dia de sorrir,
Era dia de jogar...

Tarzan não era de blefe,
Sempre foi um bom Chefe.
Ivete não deixa pra lá,
Era uma grande Akela.
João, Marineide não mente,
Todos bons assistentes.

Do Beco do Zé be Deu,
Ricardo o lindo apareceu.
Maria e seu cunhado,
Marchavam de braços dado.
Era gente de uniforme,
De vestimenta nos conformes.

Na sede os lobos e seus sorrisos
Gritavam o Melhor Possível.
Era hora da bandeira,
Não havia pasmaceira.
Pantaleão e o Chefe leal
Chamou a todos pro cerimonial.

O vento bateu na bandeira,
Valeu o sorriso da escoteira.
A oração foi bonita demais,
Palavra do lobo Zás Trás.
Agora é hora do jogo
Pantaleão nisso era fogo.

E tudo correu nos conformes
Tom Mix sujou seu uniforme.
No final da festa mateira
Direito de uso e fruto,
A escoteirada certeira,
Deu o seu Grito do Grupo.

E assim terminou o fado,
Da reunião daquele sábado!
Era canto era sorriso
Era como se fosse o paraíso.
E cada um bateu suas asas,
Todos foram para suas casas.

Pois hoje teve reunião!

Alegria de montão!

terça-feira, 9 de maio de 2017

O lider por Baden-Powell


Comentários de Baden-Powell of Gilwell.

Você se acha um bom líder Escoteiro? Veja o que Lord Baden-Powell comentou:

É comum citar-se o ditado: «Só sabe chefiar quem aprendeu primeiro a obedecer». É verdade, mas como muitas verdades evidentes também esta tem os seus limites. E prefiro ver como chefe o homem que aprendeu a chefiar. Quando se quer ver um trabalho feito, deve dizer: - Vem! E não Vai! Diferença entre um líder e um comandante: qualquer parvo pode mandar, pode pôr as pessoas a obedecerem a ordens, se tiver por trás de si suficiente poder de punição, em que se apoie em caso de recusa. Mas liderar é outra coisa; é arrastarmos conosco outros homens num trabalho de envergadura.

A liderança é a chave do êxito - mas a liderança é difícil de definir, e os líderes difíceis de encontrar. Tenho muitas vezes declarado que «qualquer burro pode ser um comandante, e um homem treinado pode muitas vezes dar um instrutor; mas um líder é mais como um poeta - nasce não se fabrica».

Há quatro aspectos essenciais a procurar num líder:
1. Deve ter uma fé e uma convicção a toda a prova na justeza da sua causa;
2. Deve ter um temperamento enérgico e jovial, bem como simpatia e compreensão amistosa para com os seus seguidores;
3. Deve ter confiança em si mesmo por conhecer bem o seu trabalho;
4. Deve ele próprio pôr em prática aquilo que prega. A essência da liderança pode resumir-se, em «camaradagem e competência».
A liderança por meio de um toque pessoal é a chave do nosso sucesso no Movimento.


Nota - Baden-Powell escreveu uma série de relatos autobiográficos excelentes. Eles incluem histórias de sua infância, sua carreira, a fundação e os primeiros anos do Escotismo e histórias de suas viagens e aventuras. Lições da Universidade da Vida foi escrito em 1933, quando BP estava com 76 anos de idade. É o seu trabalho mais longo autobiográfico. Ele reúne vários segmentos em sua vida fascinante e significativa. Muitas obras biográficas mais tarde utilizadas como ”Lições..." como uma fonte importante. Uma pena que ainda não traduzido e publicado nas Lojas Escoteiras ou livrarias do Brasil.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

A Promessa Escoteira.


Promessa Escoteira.

¶Prometo neste dia, cumprir a Lei
Sou teu Escoteiro, senhor e Rei.

                Ele passou a semana pensando se poderia assumir tamanha responsabilidade. Com seus onze anos ainda não tinha aprendido que assumir o que lhe pediram não seria fácil. Seus sonhos eram outros e quando estava em sua patrulha ele sentia o amor de todos por ele. Era o terceiro da fila e mesmo sendo olhado como um novo Pata-tenra isto não o incomodava. Tinha três anos de lobo e agora iniciando na tropa já sabia fazer muitos nós, sinais de pista e era bamba em subir em arvores ou descer pela corda. Assustou-se quando o Monitor lhe disse que o Chefe queria falar com ele. Uma conversa amigável, mas que o preocupou muito.  Afinal Albino nunca pensou nada sobre o que o Chefe lhe falou. Nos lobinhos ele brincava, cantava, fazia excursões e acantonamentos. Sim, ele sabia que fez uma promessa quando lobo, mas nada que pudesse comparar com esta agora que ia fazer nos Escoteiros. Ele seria capaz de cumprir a Lei?

¶Da fé eu sinto orgulho, quero viver
Tal como ensinaste, até morrer!

          - Albino, dizia o Chefe, acho que sabe que sua promessa vai ser um dia especial para você. Eu sei que você entende o que é coragem dignidade e honradez. Isto meu caro Escoteiro chamamos honra. Quem não há tem perdeu tudo o que tinha de civilidade. Quando você estiver olhando para nossa Bandeira e se perceber bem acima dela, estará de braços abertos o nosso Senhor supremo. Ele não vai exigir de você nada mais do que você um dia irá enfrentar em sua vida. Ela lhe dará vários caminhos e compete a você escolher o certo. Sempre você terá direito a fazer a escolha que julgar correto. Não vou repetir artigo por artigo da lei. Você os conhece de cor. Dizem que nós Escoteiros primamos pelo caráter. Você sabe o que é isto. Um dia aprendi que caráter é a soma de nossos hábitos, virtudes e vícios. Em sua definição mais simples resume-se em índole ou firmeza de vontade. O caráter de uma pessoa pode ser dramático, religioso, especulativo ou desafiador. Pode ser também covarde e inconstante. Compete a você escolher de que forma seu caráter será formado. Nunca em tempo algum perca sua honra e seu caráter.

£Com a alma apaixonada, segui-la-ei,
A minha Pátria amada, fiel serei!

            Albino não sabia o que dizer, olhava nos olhos do seu Chefe para sentir tudo que ele dizia e não perder uma só frase, uma só palavra. Conversaram por mais de meia hora. Ele sabia que o próximo sábado seria só dele. Seria o dia que faria a promessa nos Escoteiros. Nunca pensou que haveria tanta responsabilidade. Já tinha visto a Promessa do Rodriguinho, pois na tropa poucos novos eram aceitos. Não porque não queriam, mas sim porque dificilmente alguém saia da tropa a não ser quando iam para os seniores. Quando seu Chefe falou da Lei Escoteira Albino silenciou. Não sabia por que, mas tinha medo dela. Medo? Sim, ele achava muito difícil cumprir a Lei. Foi para casa pensativo. Prometer junto ao pavilhão nacional e ao nosso Mestre que irei cumprir a Lei? Será que manterei minha palavra já que o primeiro artigo diz que temos uma só? Difícil decisão. Albino dormiu mal naquela noite. Mas não desistiu. Nonato seu amigo de patrulha riu quando ele contou sobre isto. Meu amigo ele disse, você vai fazer o melhor possível, nada mais que isto.

¶Promessa que um dia, eu fiz junto à tí,
Para toda a minha vida, a prometi!

            Albino resolveu buscar ajuda. Quem sabe o Pastor Leôncio poderia aconselhar. Assim o fez. O Pastor só ouviu e pouco falou. No final disse: - Albino, acredite em você. Decisões são difíceis para serem tomadas, mas não podem ser postergadas. Toda sua vida será cheia de caminhos e em cada um você terá de tomar uma decisão. Está quem sabe é a sua primeira. Confie em você. Escoteiro é assim a cada dia um desafio novo. Esqueça o difícil o impossível, pois ao abrir a porta de um novo dia e ver o sol brilhando é porque você se encheu de coragem e venceu seus medos. Parta e busque sua força. Ela existe. Albino saiu da casa do Pastor cheio de coragem. Ele iria cumprir a lei. Ele tinha de cumprir a lei. Seria sua força e não podia perder a honra e caráter por toda a vida. Albino fez sua promessa e ao dizer as belas palavras ele olhou para o céu e viu uma nuvem branca com alguém a lhe abanar a mão e sussurrando:

¶Eu te amarei para sempre, cada vez mais,

Senhor minha promessa, protegerás!

Muitas vezes esquecemo-nos do que se passa na mente de um jovem durante sua promessa. Costumo dizer que este dia é o mais importante em sua vida. É um dia especial e compete ao chefe e o monitor fazer de tudo para que isto aconteça. Costumo dizer que a promessa é para sempre. Sendo bem realizada sem improvisação pode sim ser um começo promissor na vida daquele que inicia sua saga escoteira.

domingo, 30 de abril de 2017

Entrega do Lenço da Insígnia de Madeira.




Apenas uma consulta.
Entrega do Lenço da Insígnia de Madeira.

Recebi um e-mail de uma amiga me perguntando se existe uma norma para a entrega do Lenço da Insígnia de Madeira. Até então desconhecia, mas me disseram que a UEB criou uma norma. Não há vi. O que conheço é que fica sempre ao critério do dirigente responsável fazer a entrega dependendo da cerimônia do momento. É muito comum elas serem entregues também quando da realização de uma reunião de Gilwell. Sei por experiência própria que muitos dirigentes gostam de regalar a cerimônia como se fossem suas esquecendo a origem do agraciado. Afinal se ele ou ela nasceram em um grupo escoteiro porque não dar a eles a primazia da cerimônia?

Sem entrar no mérito também as entregas de condecorações passou a ser uma cerimônia comum, principalmente em Atividades Regionais. Vejam o caso de Assembleias onde dezenas de chefes recebem em conjunto. Quando fui Diretor Técnico  tinha sempre guardado em lugar de destaque um tronco de mais ou menos 4 ou 5 polegadas, descascado na frente e escrito GILWEL PARK. Em cima uma machadinha limpa, cabo envernizado representando nosso campo onde o adestramento Escoteiro nasceu. Fazia questão que os agraciados irmãos do grupo que pertencia recebessem no próprio grupo escoteiro.

Ao entregar a um agraciado o lenço eu colocava o tronco em cima de uma mesa, com o cabo voltado a direita dos demais escoteiros e então dizia algumas palavras àquele que ia receber. Por minha própria conta fiz uma tradição pegando na ponta do lenço (já dobrado) e batendo de leve com ele em cada ombro como a lembrar o Rei Arthur ao formalizar um cavaleiro da Távola Redonda. Lembre-se era uma tradição em nosso grupo. Fazia questão que a colocação do lenço seria feita pelo monitor mais antigo (caso o agraciado fosse chefe de tropa) ou do Primo (casos ele fosse chefe de lobinho). Ficava por conta do Diretor Técnico colocar o colar de contas. Se tiver algum dirigente presente seria dele a entrega do certificado.

Sei que muitos já acostumaram com o cerimonial feito pelas regiões ou pela nacional. Não pretendo aqui mudar o sistema atual. Sou ainda muito apegado a um Grupo Escoteiro. Ele tem de ter vida própria e mesmo dentro das normas estatutárias precisa criar sua própria tradição. Já temos muitas normas e programas cujos Grupos não foram consultados se seria bom ou ruim. Muitos em diversos tipos de atividade aproveitam para fazer a renovação da promessa. Não sou contra. Nunca renovei a minha pois sempre considerei a promessa como algo muito importante na vida de um chefe. Um dia fiz meu juramento junto aos meus amigos da tropa e da chefia. Não havia portanto motivos para renovar. Afinal a promessa não é para sempre?

Terminando meu relato, um chefe cresceu e aprendeu junto aos seus jovens. Sua experiência para ser um IM. foi dentro de sua unidade local (Grupo Escoteiro). Quem ficará mais alegre e exultante que seus amigos do Grupo? Finalmente desejo ao agraciado que ele tenha pela sua nova postura como membro do primeiro Grupo de Gilwell, que agora que é um Membro de Gilwell que ele ou ela entenda que ainda falta muito para alcançar um padrão uniforme para dar ao jovem o que ele espera de nós. A IM não é um passaporte para o distrito, região ou UEB, ele é simplesmente uma força que ajuda a cada um que recebe ser um pouco melhor que todos esperam dele.

Uma boa tarde a todos.
Chefe Osvaldo


Cada um tem o direito de escolher dentro de sua própria consciência o que deve ou não ser feito para seu caminho dentro das escolhas feitas em sua vida escoteira. Normas e tradições muitas vezes são deixadas de lado e assim vamos perdendo nossa identidade. Lembremos porém qual será a maior alegria na entrega de um lenço ou uma condecoração: - Dos jovens que convivem com seu chefe ou em uma cerimônia onde só adultos participam que pouco sabem do chefe agraciado?

terça-feira, 25 de abril de 2017

Mowgly o inesquecível.


Na trilha da Jângal.
Mowgly o inesquecível.

                      Ao cair da noite, o Pai Lobo acordou da sesta no seu covil nos montes Seeonee, na Índia. Enquanto a Mãe Loba ficava com as quatro crias, o pai lobo ia caçar. Entretanto apareceu Tabaqui, que os lobos detestavam porque era intriguista e vivia à custa deles. Tabaqui disse aos lobos que Chery Khan lhe havia contado que iria caçar para aquelas zonas. A Mãe Loba respondeu que ele só caçava gado, pois era coxo de uma pata. Raksha olhou para o monte e disse que havia alguma coisa a subir o monte, o Pai Lobo já estava pronto para atacar quando se apercebeu que era uma cria de homem, e foi buscá-lo, colocando-o junto das suas crias na cabana. Logo depois apareceu Chery Khan que queria a cria de homem, mas Raksha disse que a cria era dela, e não iria ser morta. “Vai viver para correr e caçar com a Alcateia. E no fim ainda irá dar fim na sua vida covarde!”

                       Apesar da cria ter que ser apresentada à Alcateia a Mãe Loba queria continuar com ela, e deu-lhe o nome de Mowgly, a rã. Assim na noite da reunião, levou a cria à Rocha do Conselho para que esta fosse apresentada. Quando o Pai Lobo e a Mãe Loba estavam a apresentar Mowgly, apareceu Chery Khan dizendo que a cria era dele, que uma cria humana não tinha nada a ver com lobos. Alguns Lobos da Alcateia concordaram. Akelá perguntou se havia alguém que queria falar em defesa daquela cria. Balu falou em seu favor. Outro animal que estava a favor da permanência da cria na Alcateia era Baguera, esta ofereceu um touro gordo, se eles aceitassem a cria. A partir daí Mowgly passou a fazer parte da Alcateia de Seeonee.

                 Balu estava encantado com o seu novo aluno, ensinou-lhe muitas coisas, a Lei da Selva, o que dizer a Mowgly no caso de incomodá-lo durante o dia, Baguera andava sempre a  ver os progressos do seu protegido. Mowgli tinha uma vida maravilhosa, entre aprender os segredos da selva com o Pai Lobo e com Balu, ia com Baguera para o centro da floresta para vê-la caçar, de noite ia observar os camponeses nas suas cabanas. Mas por todo o lado pairava a ameaça de Chery Khan. Baguera avisou Mowgli para ter cuidado, pois Chery Khan um dia iria matá-lo, mas Mowgli riu-se, disse que a única coisa que Chery Khan tinha era uma cauda grande enquanto ele tinha Baguera, Balu, a alcateia toda, logo não tinha medo.

                 Baguera explicou a Mowgli que ele tinha que ter cuidado, pois nem ela que o amava não lhe conseguia olhar nos olhos quanto mais os que o odiavam, pois ele era homem. Baguera teve uma ideia, por coisa que ouvira talvez Tabaqui lhe tivesse dito! Disse a Mowgli para ir à Aldeia dos homens e trouxesse a Flor Vermelha, pois com ela em seu poder nenhum animal ousava aproximar-se. Então Mowgli foi à Aldeia e trouxe um pote com brasas para a selva. Nessa mesma noite Mowgli tinha que comparecer na Rocha do Conselho, pois Àquela tinha falhado a presa, poderia ter sido morto, só não foi porque também queriam matar Mowgli. Então Mowgli pegou no pote das brasas e num ramo e dirigiu-se para lá.

                       Pelo fato de Akelá ter falhado a presa era de direito do resto da Alcateia matá-lo, Aquelá tinha que enfrentar um a um. Chery Khan pediu a Alcateia para esta lhe dar Mowgli, mas Aquelá disse que não, pois ele fazia parte da Alcateia apenas não eram do mesmo sangue. Àquela prometeu que se deixassem a cria humana ir em paz, morreria sem luta. Poupava-lhes a vergonha de matarem um irmão inocente, que foi defendido e aceite na Alcateia de acordo com a Lei da Selva. Mas os lobos disseram que era um homem e ficaram do lado de Chery Khan. Então Mowgli, furioso, pois não percebia porque razão os outros lobos o detestavam, levantou-se com o pote das brasas e disse que nunca mais chamaria irmãos aos lobos, mas sim cães como os homens o faziam.

                       Lançou o pote ao chão e incendiou um tufo de musgo seco e um ramo e fê-lo passar por todos os lobos da Alcateia, ficando estes aterrorizados. Disse também que se ia juntar ao seu povo, tinha que esquecer todos os anos que tinham vivido como irmãos. Deu um pontapé na fogueira e as fagulhas saltaram em direção a Chery Khan. Mowgli disse a Chery Khan que este só o queria matar porque não o tinha conseguido fazer quando ele ainda era cria, e se Xer Cane abrisse os dentes, Mowgli enfiava-lhe o ramo a arder pela garganta abaixo, Xer Cane ficou com medo. 

                     Antes de partir para a Aldeia, Mowgly voltou-se para os lobos e disse que quando voltasse àquela Rocha de Conselho levaria a pele de Chery Khan na cabeça. Disse também para não matarem Aquelá, pois este era livre de deixar aquele lugar e de viver como lhe apetecesse.

Agora Chill, o Abutre, traz para casa a noite
E o Morcego, Mangue, não tem onde se acoite;
Gado que adormece em curral e choupana,
Enquanto o Clã de liberdade de ufana.

Eis a hora do orgulho e do poder;
Unhas, garras, colmilhos de raça,
Ouvi o grito: àquele, só àquele
Que à lei da selva se prende: boa caça.
 “Canto noturno da Selva”.

... Ouviu-se um rumor nas moitas próximas, e lépida, forte e terrível como sempre, aproximou-se Bagheera, chegando perto de Mowgly, lambeu-lhe os pés e disse: - Matei o touro que vai te libertar. Todas as dívidas ficaram pagas. Boas caçadas com teu povo, novo caminho, Senhor da Jângal! Lembra-te sempre que Bagheera sempre te ama. - Tu a ouviste, irmãozinho. Nada mais há de dizer. Siga teu caminho, Filhote de Homem, que há muito já foi traçado!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Vivenciando um pouco de paz e tranquilidade.


Vivenciando um pouco de paz e tranquilidade.

                      Ainda em convalescência. O velhote anda mal das pernas, do pulmão da respiração e do bolso. Bolso? Risos. Sem comentários. Nestes dois últimos dias quieto na minha barraca, ouço o som da chuva caindo. Fecho os olhos e deixo meu pensamento vagar. Um poeta disse que a paz interior é o nosso maior tesouro, não vamos deixar que a ansiedade venha roubá-la, nem permitir que alguém a destrua seja com palavras ou atitudes. Olho para mim e digo ferozmente: - Siga em frente! Mas caramba! Não é fácil. Preciso caminhar e não posso. Preciso respirar e quanta dificuldade. Corro atrás de uma boa leitura, os olhos turvam. Leio em um prefácio que existe uma maravilhosa mística na lei da natureza e que as três coisas que mais desejamos na vida, é a felicidade, liberdade e paz de espirito. Dizem os sonhadores que podemos recebê-las desde que a concedemos a alguém mais.

                     Hoje pela milionésima vez pus-me a vasculhar tudo que o escotismo me deu e fez de mim o que sou. Sou muito, sou pouco ou não sou nada? Quantas atitudes insensatas lemos por aí de pequenos trechos feitos no calor do momento. Não é fácil aceitar recriminações, admoestações, promessas juradas no calor do fogo que nos dá vontade de cantar uma canção escoteira em uma curva da jornada da vida. Por quê? Eu me pergunto. Sei que tem aqueles com o dom da verdade, aqueles que se imbuíram em uma função a ajudar e em vez disto fazem ameaças como se ele estive no alto da sapiência de sua investidura de homem líder de um movimento que sonha em ter fraternidade amor e paz. Lembrei-me de Fernando Pessoal: - Olhe, praticai o bem. Por quê? O que ganhais com isso? Nada não ganhais nada. Nem dinheiro, nem amor, nem respeito nem talvez paz de espírito. Talvez não ganheis nada disto. Então repito, porque praticar o bem? Se não ganhais nada com isto continuar? – Quem sabe sim, vale a pena praticá-lo mesmo assim.

                      Eu fui um felizardo. Passei por caminhos floridos, mas colhi espinhos que não esperava. Cheguei às raias de me tornar prepotente, de mostrar que posso lutar com as mesmas armas dos outros e assim vencer. Não venci. Foram muitas batalhas afinal são quase setenta anos curtindo a benevolência de Baden-Powell. Teve momentos que pensei encontrá-lo em meus sonhos e dizer: - Mestre, tudo mudou, o ontem se foi o hoje já está indo e o futuro nem sei se vai ser promissor. Fecho os olhos, deixo o pensamento deslizar por lugares incríveis que um dia aceitaram meu pisante na sua estrada montanha ou trilha. Sento em um canto da estrada, sinto um perfume no ar. Deve ser ele, BP me enviando suas palavras não ditas através de um simples som da natureza acrescidas por uma fragrância sem par. Cada ano, cada década, cada momento não foi somente uma ilusão.

Volto ao meu estado de espírito. Com as mesmas sentinelas do meu corpo a reclamar. Não paro de meditar. Não terei respostas para muitas perguntas. Lembrei-me de um poeta dizendo: - Seja paciente com tudo que não tenha solucionado em seu coração e procure amar às próprias perguntas. Não procure as respostas que não lhe podem ser dadas porque não poderia vive-las e o que importa é viver tudo. Viva às perguntas agora, talvez gradativamente e sem perceber, chegue a ver algum dia distante às respostas que procuras...  

Ainda recuperando. Não muito, mas não posso parar. Escrever é como se meu coração batesse novamente. Até mais,

Chefe Osvaldo