Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Condecorações & Recompensas.


Condecorações & Recompensas.

                        Precisamos aprender a elogiar e agradecer aos nossos voluntários e nossos escoteiros. Por palavras por atos e por toda a gama de certificados, condecorações ou qualquer outro que possamos laçar mãos. Muitos dirão que isto é feito. É mesmo? Burocraticamente falando pode até ser. Precisamos provar que temos espirito Escoteiro? Provar que temos tempo suficiente para receber uma condecoração? Nossos registros anuais não provam o tempo que atuamos? Sinceramente? Acho burocrático demais os meios que temos para agradecer o voluntário escoteiro. Se o Grupo têm estrutura tudo flui mais fácil. A papelada é feita para que possam analisar através do papel e de letras que somos merecedores de alguma condecoração.

                        E fico a pensar o voluntário Escoteiro, com dez, quinze ou vinte anos se ele não fez enorme contribuição ao escotismo nacional. Fez ou não fez? Ele ficou atrás do dirigente nacional que recebeu uma alta condecoração só porque tem status? Ora bolas, todo sábado ele está lá, três quatro ou cinco horas dependendo da necessidade do momento. Vai acampar excursionar, participa de reuniões convocadas pelo distrito ou região, fica um ou dois dias ou mais em curso e isto não significa nada? Só uma gratidão bronze? Ouro? Nem pensar. Fica para os grandões. - Mas Chefe está lá no POR como receber. Está mesmo. Mas não concordo. Quando Regional visitava grupos no interior e na capital. Era um grande entregador de medalhas. Tem direito? Eu assinava em baixo sem papelada.

                       Hoje não, a porcentagem de quem recebe para mim não chega a dois por cento do efetivo adulto nacional escoteiro. E nem me venham com “parcimônias” e nem explicações que não vão me fazer mudar de ideia. Já basta cobrar por uma medalha. Nossa! Isto é demais. “Já pensou você convidado para uma cerimonia de políticos, vem o presidente te “tasca” uma medalha, dá um sorriso e diz: - Cem pratas” Dinheiro, cheque ou cartão? Tem desconto? – Mas Chefe! Tem que pagar para fabricar! Pois é. Nos anos 60, 70 e 80 a UEB era mais simples. Conseguiam patrocínio, e até mesmo ajudavam no transporte e taxas de cursos. Hoje? Ela é “pobrinha” não pode pagar.

                    Tenho um pequeno “montinho” de medalhas. Todas entregue quando era Comissário Regional em Minas Gerais. Não pedi nenhuma, mas a UEB na época achou que eu merecia. Sai da corte dos reis e nunca mais vi a cor de uma. - Chefe! (este cara é demais) – Chefe! Basta fazer o processo. “Bão” isto. Sendo da corte não precisava agora precisa. Corrija-me se estiver errado, tem um tal de SIGUE que sabe da sua vida. Desde é claro que mantiver seu registro e seus dados anuais. Ora bolas! Tire uma lista e mande entregar a todos que estiverem nela as medalhas que tem direito! Sem cobrar, por favor! Para que o caixa tão crescente se não reverte aos que realmente precisam? Gostaria de ver um dia eles os Grandes Presidentes da EB, entregando uma medalha a alguém importante e depois dizer: Doutor! São cem pratas!

                  Enfim, posso estar errado, mas não sabemos agradecer aos nossos voluntários. Se eles estão em grupos padrão, com uma estrutura perfeita, com liderança sobejamente preparada então eles estão em casa. Depois de dez ou quinze ou vinte anos, alguém na liderança do Grupo vai lembrar-se dele e dar uma medalhinha de bronze! De bronze meu! Já tá bom demais! Ouro nem pensar! – Outro dia me convidaram para um encontro de antigos escoteiros. – Chefe vai ter entrega da Medalha Velho Lobo. Se registra, entre no SIGUE siga as normas, entre na fila, faça o pagamento, se eles te aceitarem poderá sonhar com uma. Se não vá até a Ponte dos Remédios e se jogue de cabeça no Rio Tietê! Kkkkkk. Gosto de zombar!

                 Mas falando sério a EB e Regiões não levam a sério nossos voluntários. Os valentes se matam, se esfalfam, fazem de tudo para um escotismo supimpa formando cidadãos. E o pior, ou melhor, que eles fazem tudo o que a EB não faz. Copiam no seu SITE ENCANTADO, fotos, publicações, dizeres espetaculosos e vão ajudando no Marketing que a EB devia fazer. Enquanto isto ano a ano muitos vão saindo. Tristes, sem medalhas sem agradecimento, sem mesmo uma cartinha dizendo sobre seu aniversário. Nada mesmo. Nem sei mesmo quando um deles parte desta para melhor se a família recebe algum comunicado de condolências por parte da EB.


                 Chega de conversa fiada. É hora dos meu medicamentos e da minha inalação. Banho primeiro. Rotina de velho dodói não é mole. Mas olhe se você se encaixa no que eu disse se nunca recebeu nada e nada vai receber, não fique triste. Um grande Escoteiro Chefe do passado um dia me disse: - Chefe Osvaldo, não é você quem precisa do escotismo... É ele quem precisa de você!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Comentários de Baden-Powell. Educação.


Comentários de Baden-Powell.
Educação.

Uma das mais importantes possibilidades que se encontram diante de nós é a Educação. Temos, por outros caminhos, chegado às mesmas conclusões que chegaram autoridades educacionais com suas experiências.

Resumidamente, o segredo da educação eficiente é QUE CADA ALUNO APRENDA POR ELE MESMO, EM VEZ DE UM INSTRUTOR CONDUZINDO-O AO CONHECIMENTO ATRAVÉS DE UM SISTEMA ESTEREOTIPADO. O método consiste em levar o jovem a perseguir o OBJETIVO de seu treinamento, e não entediá-lo com os passos preliminares de início.

As autoridades educacionais já nos reconhecem como cooperadores na mesma esfera de ação, o objetivo de ambos é produzir cidadãos saudáveis e prósperos. Elas se ocupam do desenvolvimento intelectual, nós caminhamos um pouco mais para o desenvolvimento do “caráter” que, afinal de contas, é o atributo mais importante para prevenir as doenças sociais da inatividade e do egoísmo, e dá melhores oportunidades de uma carreira de sucesso em qualquer direção da vida.

Estamos desenvolvendo esforços para ajudar as autoridades educacionais em todos os aspectos que podemos. Elas estão trabalhando inteiramente de acordo conosco em vários centros importantes.

Janeiro de 1912

domingo, 1 de janeiro de 2017

Conversa ao pé do fogo. Panelas.


Conversa ao pé do fogo.
Panelas.

¶No acampamento, o nosso tormento,
é ter que usar PANELAS.
Pois o alimento requer cozimento,
e ao fogo vão as PANELAS¶.

         Dizem e eu assino embaixo que o escotismo é maravilhoso. Dizem também que nosso líder comentava que escotismo se faz no campo e o acampamento é o melhor meio para ensinar honra ética e formar caráter. Perfeito. Tem aqueles que adoram um grande jogo, outros amam fazer uma bela pioneira. E aqueles que se sentem bem com uma lauta refeição no campo. São coisas que marcam principalmente o Fogo do Conselho. Mas meus amigos, e lavar panelas quem gosta? Dei uma olhada no filme da minha vida Escoteira. Consultei amigos daquela época, fiz uma pesquisa tipo as da UEB em Grupos Escoteiros e a conclusão? – Ninguém, mas ninguém mesmo gosta de lavar panelas. Soube de um Escoteiro novato que gostava e hoje faz terapia de grupo com um Psiquiatra. Mas por que não gostam? Elas não são importantes? Porque os chefes são tão exigentes na limpeza das panelas? Afinal em cada casa os Escoteiros sabem que não fazem isto. A mamãe ou a empregada que se virem.

¶Lá o carvão e a fumaça,
põe tisna no caldeirão.
Dentro se é macarrão,
fica um grude que não sai não¶.

         O hino do Ajuri Nacional do Rio de Janeiro tem uma estrofe que diz – ¶ Se ele é gaúcho, você do Amazonas, debaixo das lonas são todos irmãos, qualquer cor ou classe, qualquer raça ou credo lavando as panelas são todos irmãos¶. Arre! É isto mesmo? Lavar panelas para sermos irmãos? Rsrsrs. Sei que cada um entendeu. Afinal pegar as sebentas e agachar em um riacho ou ficar curvados em um tanque, limpando, esfregando aquelas negras queimadas, nojentas, sebentas, para muitos é um horror. Imagine os novatos pata tenra. Já vi alguns deles gritarem – Deixa que eu lavo! E dá aquele sorriso que todos nós conhecemos. – Todos os outros da patrulha batem palmas. Coitado, nem sabia o que estava dizendo. Era terminar e o Monitor dizer – Limpas? Faz favor Escoteiro, toma vergonha na cara e lave direito! Depois quando o noviço crescia na patrulha ele chegava à conclusão que já tinha direito de escolher e falar sim ou não e empurrar a função para um novato chegando. Panela nele!

¶Foi-se o alimento, chegou o momento,
de ter que lavar, PANELAS.
Negras, queimadas, nojentas, sebentas,
nas mãos, nos dão as PANELAS¶.

              Não esqueço o dia que o Pinta Silgo da Patrulha Coruja chegou correndo na casa do Jaci Cata Prego, Monitor da patrulha e disse para ele: - Monitor! Monitor! Acabou o suplicio. – Porque respondeu Jaci Cata Prego – Elas estão sendo aceitas. – Elas quem? As meninas Monitor, as meninas. Agora a função é delas, afinal sempre foi. Não é a mamãe, a titia a vovô quem lavam? Melhor que elas comecem agora desde cedo para aprender! Bem nem todas as patrulhas e patrulheiros são revoltados em lavar panelas. Eu mesmo em cursos Escoteiros sorria azedamente quando lavava panelas só para demonstrar meu espírito Escoteiro. Putz! Que idiotice! Mas pense bem, se você é menino e entrou em uma patrulha, viu que as panelas eram poucas logo pediu a sua mãe para doar uma. Qual ela vai escolher? Claro, as amassadas, as mais negras e as mais sebentas. Elas existem em sua casa? Em principio você nunca prestou atenção, mas cuidado quando pedir uma doação.

¶Chega à chefia no meio dia,
para inspecionar, PANELAS.
E os escoteiros respondem fagueiros,
não existem mais, PANELAS¶.

          Sei que existem exceções. Conheci um grupo que de tão podre de rico levava senhoras contratadas para lavar as panelas. Quem pode, pode quem não pode se sacode! E tem aqueles que lutaram para arrumar um dinheirinho e compraram aqueles famosos conjuntos de panelas. Uma cabia dentro da outra. Beleza. Mas no segundo acampamento não se encaixavam mais. Que houve? – Ficaram amassadas, pretas, sebentas e puxa vida agora eram sucatas! Rsrsrs. Bem falando em exceções encontrei patrulhas excelentes, com panelas brilhando e fazia gosto fazer a inspeção na sua intendência. Eram poucas é verdade. Observando quase todos da mesma idade, com o mesmo conhecimento técnico Escoteiro, cada um mais experiente que o outro, enfim patrulha que sempre pensamos em ter em nossos grupos. Como ali só havia mateiros sabidos, ou todos lavavam juntos ou ninguém lavava nada. E sem essa do Monitor mandar e ficar numa boa.

¶Lá o carvão e a fumaça, põe. . .

           Estou sabendo que no escotismo moderno isto não vai mais existir. Agora é pedir uma “quentinha” e elas chegam rapidamente. Um bifinho, um arrozinho, um feijãozinho, um tomatinho e dois pedacinhos de batata frita e pronto. Dizem que será lei e que breve estará nas paginas do POR. Afinal se muitos sonham com as barracas existentes na nave Enterprise que os Escoteiros do futuro usam porque lavar panelas? Veja o que existe na nave NCC-1701-D a mais moderna: - Aperta-se um botão e lá esta ela a barraca armada. Dentro cama de casal, geladeira, TV por assinatura, Kit completo de chuveiros e banheiros. Telefone, interfone, vídeo game, Tablet e smart fone, o que mais você vai querer? Lavar panelas? Putz Chefe, nem morto, nem morto. Afinal agora temos uma vestimenta ultramoderna e o senhor quer nos levar aos tempos da caverna?

  ¶Lá o carvão e a fumaça,
põe tisna no caldeirão.
Dentro se é macarrão,

fica um grude que não sai não¶.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016


AOS AMIGOS ESCOTEIROS E SIMPATIZANTES DO MOVIMENTO DE BADEN-POWELL.

Ao raiar de um novo ano, convido a meus amigos escoteiros de todo o mundo, todos os seguidores de Baden-Powell para juntos mentalizarmos em volta de uma fogueira, com as nossas mãos entrelaçadas, orar ao senhor:
- Senhor e Chefe Meu, aqui estamos em sua presença na natureza e sob o céu estrelado, pedir um ano cheio de amor e paz. Apesar de sabermos de nossas debilidades agradecemos por ter nos escolhido como Chefe e Guardião de nossos irmãos escoteiros. Fazei que nesta noite, onde a floresta canta, o vagalume brilha e a coruja nos saúda que os ventos calmos desta floresta encantada possamos aprender e ensinar a estes jovens que acreditam em nós. Que acreditemos que somos um movimento fraterno onde a união nos faz irmãos, uma irmandade que o escotismo nos transmite. Que nos guie em Vossas pegadas, que nos dê forças para ensinar-lhes o que aprendemos, com nosso exemplo e amor. Guie nossos passos pelo caminho da vossa lei, entremeadas da nossa lei Escoteira e vivenciadas na natureza que haveis criado. Ensine-nos o caminho para nos conduzir a uma nova etapa até Ti. Senhor Meu, no campo do repouso e da fartura, Onde haveis estabelecido Vossa barraca e a nossa, aceite nosso coração para viver Contigo até a eternidade.

- Que todos os Escoteiros do Mundo, do lobinho ao Velho Lobo, de seus familiares queridos tenhamos em 2017 muita paz, muito amor, muita fraternidade e um vibrante escotismo na veia e no coração.

Sempre Alerta.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

História da canção "Ging Gang Goolie"


Místicas e tradições do Escotismo.
História da canção "Ging Gang Goolie"

(Ging Gang Goolie é uma canção tradicional dos escoteiros.)

                   - Há algum tempo publiquei esta história que muitos disseram não terem ouvido falar. Muitos gostaram e não se esquivaram em comentar. Achei por bem já nas entradas do novo ano reprisá-la, pois sei que muitos ainda não tiveram a oportunidade de conhecer ou ler a história. Espero que gostem!

                   Ging Gang Goolie é uma canção conhecida e cantada em todo o mundo, que foi inventada por Baden-Powell por ocasião do primeiro Jamboree Mundial. Ela foi inventada para que todos pudessem cantá-la, daí não ser escrita em nenhuma língua, o que a torna bastante divertida. - A história por trás desta canção foi criada mais tarde...

                  Numa escura e longínqua selva Africana existe uma lenda que conta a história do "Fantasma do Grande Elefante Cinzento". Todos os anos após a época das grandes chuvas, o fantasma do elefante surgia da bruma pela madrugada e vagueava pela selva. Quando chegava a uma aldeia parava, levantava a tromba e cheirava... "func"! Depois decidia se atravessava a aldeia ou se a contornava. E, se ele atravessasse a aldeia, significava que o ano ia ser mau, haveria fome, doenças e as colheitas seriam péssimas devido à seca, pestes ou quaisquer outras desgraças; mas se pelo contrário ele contorna-se a aldeia, significava que o ano seria próspero.

                   A aldeia de Wat-Cha tinha sido atravessada pelo fantasma durante três anos consecutivos e as coisas começavam a ficar realmente más para os habitantes. O chefe da aldeia, Ging-Gang, e o feiticeiro, Sheyla, estavam bastante preocupados, uma vez que o dia do elefante estava de novo a aproximar-se. Juntos decidiram que era preciso fazer alguma coisa para que o fantasma não voltasse a atravessar a aldeia. Os guerreiros da aldeia, que eram homens grandes como hipopótamos rechonchudos, usavam um escudo e uma lança e decidiram que se iriam colocar no caminho do elefante para o assustarem, fazendo barulho com as suas lanças e escudos. Por sua vez, os discípulos de Sheyla iriam fazer magia para afastar o elefante agitando os seus bastões mágicos. Estes bastões tinham pendurados diversos enfeites e ao abaná-los faziam barulho... shalliwalli, shalliwalli, shalliwalli!

                 Finalmente o dia da visita do elefante cinzento chegou! Muito cedo, os habitantes levantaram-se e reuniram-se à porta da aldeia. De um lado estava Ging-Gang e os seus guerreiros, do outro estava Sheyla e os seus discípulos. Enquanto esperavam a chegada do fantasma, os guerreiros começaram a cantar baixinho os feitos heróicos do seu chefe... Ging gang goolie, goolie, goolie, goolie, watcha, Ging gang, goo, Ging Gang goo... Os discípulos de Sheyla não quiseram ficar para trás e começaram também a cantar... Heyla, Heyla Sheyla, Heyla sheyla Heyla ho, Heyla, Heyla sheyla, Heyla sheyla Heyla ho... E ao mesmo tempo abanavam os seus bastões... Shalliwalli, shalliwalli, shalliwalli.

                 De repente surgiu da névoa o fantasma do grande elefante cinzento que ouvindo os cantos levantou a tromba e respondeu oompa, oompa, oompa... À medida que o elefante se aproximava, os guerreiros começaram a cantar mais alto e a fazer barulho com as suas lanças a bater nos escudos... Ging gang goolie, goolie, goolie, goolie, watcha, Ging gang, goo, Ging Gang goo... Os discípulos de Sheyla levantaram-se e começaram a sua magia... Heyla, Heyla sheyla, Heyla sheyla Heyla ho, Heyla, Heyla sheyla, Heyla sheyla Heyla ho... E ao mesmo tempo abanavam os seus bastões... Shalliwalli, shalliwalli, shalliwalli. Impressionado com tanto barulho o elefante começou a dar à volta a aldeia continuando a berrar... Oompa, oompa, oompa...

                  Houve grande alegria entre os habitantes e todos juntos começaram a cantar... Ging gang, goolie...

               - Para cantares esta música no teu grupo, seção, patrulha basta que o dividas em dois grupos: um deles corresponde aos guerreiros de Ging Gang e o outro aos discípulos de Sheyla. Estes devem cantar a sua parte, respectivamente, de forma alternada quando surgir o elefante; o qual é interpretado pelos chefes, que cantam continuamente oompa, oompa, oompa... Enquanto se dirigem aos guerreiros e aos discípulos. Posteriormente, o elefante deve desafiar os grupos cantando mais alto, os quais não se devem deixar vencer, começando, também, a cantar cada vez mais alto!


(Autoria do texto: Dorothy Untershutz, dirigente na cidade de Edmonton, Alberta, no Canadá. Publicado na revista "Leader" com o título "The Great Grey Ghost Elephant", edição de Junho/Julho 1991, página 7). 

domingo, 25 de dezembro de 2016

Que venha 2017


Ao aproximar de 2017, estou aqui na varanda do meu lar, em um entardecer calmo... A meditar... Se Deus me desse uma varinha mágica, onde eu pudesse fazer todos sorrirem e nunca mais chorar. E se Ele me desse o dom da perfeição, um enviado dos céus, eu iria criar uma cidade perfeita. Um lugar paradisíaco, quem sabe em uma montanha encantada onde o tempo iria deter-se em ambiente de felicidade e saúde, onde a convivência entre pessoas seria maravilhosa, onde todos iriam viver para sempre nesta cidade feliz. Iria criar um mundo novo do nada, para recomeçar em um ambiente de amor cheia de graça onde iriamos viver para sempre. Seria o lugar ideal para viver... Nos braços da paz. Seria o agora sempre bem vindo, e um céu tão lindo que a gente mesmo fez. Faria renascer o sol, bonito até de mais, faria rescender o bem e o mal, o coração da razão e seriamos livre para que todos nós juntos iriamos sempre viver em harmonia e paz...

Mas o tempo não para, a vida continua e quem sabe um dia iremos ter esta cidade em algum lugar onde exista o amor que todos sonham em encontrar... 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Retrospectiva escoteira de 2016.


Conversa ao pé do fogo.
Retrospectiva escoteira de 2016.

            E teve? Fiquei mais em casa que na companhia de meus amados escoteiros. Recebi muitos convites e na hora H eis que o danado e amado pulmão reclama assim como minhas belas pernas sempre admiradas. – Vado Escoteiro não saia se não corto seu ar! Ou então faço você cair! Estou mesmo pensando em levar os dois que estão comigo há setenta e cinco anos (setenta e seis em janeiro próximo) na minha Corte de Honra e deixar que minha antiga Patrulha Lobo decida seu destino. Mas queira ou não, eu não posso reclamar. Ri muito sem gargalhar, chorei um pouco sem berrar, me diverti com minhas escoteiradas no Facebook. Não foi um ano feliz em participar com amigos fora da minha Taba onde com minha amada Célia finquei o pé para não sair. Como um Urso, hibernando para sempre.

        Houve convites. Não tantos, mas fiz tudo para ir. E na hora H lá vem o pulmãozinho e a perninha que não me dão socego. Por outro lado escrevi centenas de histórias contando as sagas de escoteirinhos, lobinhos, seniores e guias, não me esqueci dos pioneiros, chefes e chefas de lobos e o escambal. Coloquei a disposição artigos, histórias e tantos temas escoteiros que foram mais de 1.500 chefes a pedirem meus escritos via e-mail. Como não sou sentimental (risos, logo eu?) escrevi artigos do que penso da nossa liderança escoteira nacional. Arre! Da regional pouco. Do distrito onde estou permaneci calado. Não gosto do que vejo, mas quem sou eu para criticar? Afinal se não me registrei na EB porque não quero ser dependente, pois sempre tem um para dizer que devemos ser obedientes e disciplinados. De uma coisa eu sei, dezenas de amigos partiram para as estrelas e logo irei encontrar todos eles para farrear escoteiramente.

            O bom de tudo é que recebi visitas. Bem não tanto, mas me fizeram feliz. Muitos me contaram seus dissabores, seus amores, suas jornadas Escoteiras e o que fizeram em 2016. Um Chefe uma vez me disse que no meu passado também existiu mau escotismo, chefes sem qualificações e etecetera e tal. Costumo dizer que no passado éramos poucos, mas francamente, nosso escotismo era gostoso (o tal Chefe disse que os meninos de hoje dizem o mesmo) continuando, nossas patrulhas ficavam por anos as fio juntas. Você chegava à reunião e lá estava à maioria com estrelinhas de metal de atividades de três quatro ou cinco anos, com fundo amarelo ou verde na camisa. Amizade era demais. Vivíamos juntos escoteirando por este mundo de Deus. Sem essa de pedir permissão a Deus e o mundo para escoteirar. EB! - “Liberta que sera tamen”.

        E hoje? A evasão bate a porta de muitos Grupos Escoteiros. Lá se vão meninos meninas e chefes voluntários. Dou risada de um comentário de um amigo: Voluntário é a pessoa que ajuda sem esperar nada em troca. Exceto o Voluntário Escoteiro que tem de pagar para ajudar e não esperar nada em troca. Boa essa! - Enfim não tiro o chapéu para muitos dirigentes. Já perdi a conta de cursos que aplicam ano a ano. Não era para ter melhorado? Sei lá se há preocupação com atividades de campo, pois isto é a chave do sucesso. Se nem tudo é doce de leite e ele está salgado a culpa é de quem? – Mestre, me disse uma escoteira, é da nossa liderança que tem muito papo sabem cobrar, mas o escotismo permanece no mesmo lugar. Caranguejo Chefe, um prá frente e dois prá trás.

         Para não dizer que não sai fui visitar amigos (poucos) em uma sede maravilhosa, arborizada e lá sentados ao redor do fogo, cantamos conversamos e vimos que fraternidade não tem hora e nem lugar. Foi para mim um bálsamo que estava precisando. Uma doce e saudosa recordação das centenas de fogos que participei. 2017 vêm aí. Não sei se terei mais condições de dar meus pulos fora da minha Taba armada no alto do Monte de Osasco. Sei que alguns irão me convidar. Farei tudo para ir. Dependo agora de meus filhos para me levarem. Dependo também do danado do meu pulmão e minha perna para colaborar. Espero que a Corte de Honra dê um jeito neles. Entro em 2017 acreditando que será melhor que o que se vai. Falei muito de flores e pouco de politica. Iria resolver? Esqueci, foi 2016 o ano que mais amigos se aproximaram e me desejaram tudo de bom. A Eles tenho que fazer uma curvatura de quarenta e cinco graus, tirar meu chapéu e dizer:


- OBRIGADO! Vocês fizeram parte de da minha vida. Eternamente agradecido. Seja no céu ou não farei questão de estar por lá para oferecer um abraço, um aperto de mão e um sorriso sincero. Até então, ou melhor, como diz o mineiro: - Inté migão ou migona!

sábado, 17 de dezembro de 2016

Aviso... Hoje não tem reunião, tem férias de montão!


Aviso... Hoje não tem reunião, tem férias de montão!

Hoje? Não tem reunião, estamos de férias. Humm! Férias? Mas Chefe! Eu não vou viajar, vou fazer o que? Ficar com saudades do senhor e dos meus amigos e amigas da Tropa? Chefe, oh! Chefe. Please! Não quero ficar sem minhas reuniões, sem minhas excursões, sem meus amigos a escoteirar de bandeira solta ao vento explorando montanhas e vales por este Brasil. Eu sei Chefe que o Senhor e os demais vão viajar, afinal tem suas famílias para cuidar. Eu compreendo, mas dizer que está cansado? Pode até ser Chefe, mas olhe são reuniões de três horas cada uma por semana, dois acampamentos por ano, quem sabe alguma atividade extra-sede. Cansado mesmo Chefe? Tudo bem vá descansar. Um mês Chefe um mês e não me deixe na mão.


Feliz passeio Chefe, que tenha ótimas férias para quando voltar, vamos sair por aí, de mochila no costado, bastão bem envergado, e porque não uniformizado e levar uma boa matutagem no bornal. Deixe o vento nos levar, vamos correr pelas campinas explorar aquelas colinas e rolar na grama para matar as saudades. Quem sabe um cafezinho feito pelo cozinheiro? Vamos lá Chefe, quando acabar suas férias vamos dormir na barraca do céu estrelado, pois se estamos acampados nem barraca vamos levar. Oi Chefe! Até mais. Esteja onde estiver, Feliz Natal. E leve meu sorriso e meu fraterno abraço. Sempre Alerta Chefe e não se esqueça de nós!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A arte de contar historias...


A arte de contar historias...

                        Contar histórias é uma das mais belas ocupações humanas e a Grécia assim o compreendeu, divinizando Homero que não era mais que um sublime contador de contos da carochinha. Todas as outras ocupações humanas tendem mais ou menos a explorar o homem; só essa de contar histórias se dedica adoravelmente a entretê-lo, o que tantas vezes equivale a consolá-lo. Infelizmente, quase sempre, os contistas estragam os seus contos por os encherem de literatura, de tanta literatura que nos sufoca a vida!

                  Eu gosto de contar histórias. Influencias diversa me colocaram em fábulas reais ou imaginárias. Garatujo algumas baseadas em fatos autênticos, outras com uma pequena dose de ficção deixando no ar o gostinho da dúvida – Será que foi ou não verdade? – É o meu estilo de escrever.  Minha biografia escoteira e pessoal foi cheias de episódios, momento alegres, algumas aventuras com desfechos nem sempre felizes. Todos eles ficam marcados na memória. Alguns legítimos, outros apócrifos, e outros... Ah! Nestes casos ficam anotados na mente, com espaços ilimitados gravados em micro chips humanos, como recordação para a posteridade. Desses não esqueço nunca. Outros nem tanto. Um amigo já me disse que preciso fazer um backup para nada se perder no tempo quando me for.

                  Alguns contos ou narrativas são flashbacks que surgem com final feliz. Poucos com desfechos um tanto tristonhos, mas que fazem parte da vida e da história da humanidade. Importante saber que todos nós temos sempre uma história para contar. E se pudéssemos montar nossas biografias com fatos e feitos ocorridos, teríamos um volume imenso em paginas impressas no imaginário livro da vida.


                       Uma ótima tarde a todos vocês meus amigos e minhas amigas.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Coisas da vida. Chefe porque eu devo morrer?


Coisas da vida.
Chefe porque eu devo morrer?

                     Tijolinho da matilha Amarela no salão de jogos sorriu para mim e sem eu esperar perguntou: - Chefe porque eu tenho que morrer? – Danado de garoto! Pegou-me em cheio. Sempre estou preparado para orientar e mostrar o melhor caminho a seguir quando sou procurado, mas Tijolinho me deixou de calças curtas. Eu sei que a morte é um processo natural da vida, morte e vida estão intrinsecamente ligadas, uma não existe sem a outra. É como a palma e as costas da mão. Não há vida sem morte e também não há morte sem vida. O que devia responder a Tijolinho? Espiritualmente cada um tem sua maneira de interpretar a morte. Não é bem vista. Ninguem gosta de falar sobre ela. Lembro-me do meu Avô que no seu leito na sua cama, me disse uma vez: - Uma gera a outra como se fosse uma roda que gira sem parar criando um ciclo após o outro.

                      Eu sempre acreditei que seria fundamental ajudar aos jovens a entender e aceitar a morte, mas para isto não as podemos confundir nem enganar, nem impedir que saibam a verdade. O silêncio as perguntas sem resposta, às respostas sem sentido figurado reforçam a visão da morte como algo interdito ou tremendo. Ninguem gosta de falar dela outros falam evasivamente e arruma-se logo uma explicação ilógica. Assim sem perceber geramos coisas horríveis, que criam medo e até complicações de saúde. Esconder quando alguém próximo morreu só complica a situação e adia o inevitável. Afinal morte é morte e não tem outra maneira de dizer. É muito comum à gente falar para as crianças que ela foi para o céu, adormeceu para sempre. Transformou-se em uma estrelinha. Seria o certo? Será que não estamos confundindo e estamos desenvolvendo fobias como o de andar de avião ou adormecer?

                     Tijolinho me pegou pela mão e falou novamente: - E então Chefe, vai ou não me explicar porque eu devo morrer? – Precisava responder. Não sabia como. Eu sei que não é correto manter o jovem a parte quando alguém que ele ama está doente ou em fase terminal da vida. Não adianta, o jovem vai perceber que se passa algum muito grave e que não lhe querem dizer. Isto até pode aumentar a sua angustia e a sensação de exclusão. Não é fácil aceitar a morte. Quem sabe por que acalentamos o desejo de eternidade. Temos medo de morrer, mas a hipótese de nunca morrermos parece ainda mais assustadora. Afinal porque o silêncio? Porque impedir que as crianças de descobrir a verdade? Não seria melhor dizer a ele para perguntar a sua mãe ou ao seu pai? Quem sabe eu poderia ir de encontro ao que eles pensavam. Temos o medo do desconhecido, da separação de quem amamos, de não viver uma vida plena, de envelhecer e perder a dignidade.   

                 Fico pensando se não é melhor viver a nossa vida com sentido, estabelecendo uma proximidade com os outros se não atenuaríamos a ansiedade que temos perante a morte. Uma escritora escreveu que a morte nunca deixa de estar presente em nosso íntimo. Ela é para nós um dos maiores enigmas da vida. Quanto mais refletimos mais apreciamos e valorizamos cada instante da vida. Sabemos que não é a morte que assusta as crianças, é o nosso medo de contagiá-las. Ela a criança receia mais a separação, ficar desemparada de quem ama. A visão sombria e terrífica da morte é algo que devíamos aprender culturalmente. Cabe a todos fazer um esforço para que não deixemos de ser assim. – Olhei para Tijolinho e mais dúvida eu tinha em dizer algum para ele.

                 Enganar? Jogar o problema para os pais ou para os religiosos? Quem era eu afinal? Um Chefe Escoteiro que nem sabe ajudar a quem precisa na hora certa? - Respirei fundo. – Tijolinho a vida é feita de momentos, momentos pelos quais temos de passar. Sendo bons sempre para o nosso aprendizado. Nada é por acaso, nada acontece sem que tenha uma explicação. Somos parte da vida e nem sempre podemos decidir o que o Chefão lá do Céu resolveu. A vida Tijolinho é perfeita naquilo que tem que ser. Sonhos não morrem apenas adormecem na alma da gente. Vai chegar a hora que iremos morrer. É natural que seja assim. Lembre-se que as folhas morrem e novas substituem as que se foram. As flores vem e vão. Crê em você mesmo, quando você esforça a vida sempre estará pronta para te ajudar.


                  - Tijolinho me deu um sorriso. Nem sei se ele entendeu o que eu quis dizer. Eu tenho minha crença e a morte para mim é a continuação da vida. Ela não para e é constante. Tijolinho gritou alto: - Melhor Possivel Chefe, a Akelá me chama para o jogo do Tigre. Não posso perder! E saiu correndo para sua matilha com a esperteza dos lobos de Seeonee. É muito difícil ser um Chefe Escoteiro. Tem coisas que não se explicam que não aprendemos que não estamos preparados para ajudar aos jovens que nos procuram com sua ingenuidade. Enfim, como disse Chico, a vida é assim. Nascer... Viver... Morrer... Nascer de novo, pois esta é a lei! Verdade? 

sábado, 10 de dezembro de 2016

Hoje não tem reunião, “Tamo” de férias irmão!


Hoje não tem reunião,
“Tamo” de férias irmão!

Me diga Jocasta da Morcego,
Já não temos mais sossego?
Já acabou a reunião
E “tamo” de férias irmão?

Não posso escoteirar
E nem posso acampar?
Acredite até a Chefe Vera
Também saiu de férias.

Soube que o MacBoi,
O lobo que está dodói,
Aquele que sabia cantar,
Agora nem pode lobear.

Tom, Valdete e Maria Raia,
Foram todos para a praia.
E “nois” o que fazer?
Do Escoteiro esquecer?

“Minino” que maldade,
Agora é viver de saudade,
Já nem faço boa ação,
Na sede fecharam o portão.

Temos que entender Tião Assado,
Que os chefes estão cansados.
Chorar nem vem que não tem,
Reunião só no ano que vem!

Hoje não tem reunião,
“Tamo” de férias irmão!
E guando janeiro chegar,

Vou de novo escoteirar!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O amigo da onça.


O amigo da onça.

                Era a hora da “siesta”. Sempre vou para minha varanda para “dormitar” um pouco e visitar meu futuro lar em uma estrela do universo. Gosto disto. Sinto-me bem lá. Quando também forem para as estrelas me avisem, pois irão passar alguns dias como meus convidados na bela estrela de Capella. Nem bem fechei os olhos e um taxi azul parou na minha porta. Azul? Aqui é Branco e os do UBER pretos. Mudaram a cor? Desceu dois homens do banco traseiro. O motorista engravatado ficou a espera. “Dai a César o que de César e a Deus o que de Deus”, mas eram iguaizinhos ao Juiz Sergio Mouro e o Procurador Deltan Dallagnol. Sósias? Bem o melhor era esperar o que desejavam, pois a “mentira tem perna curta”. Levantei educadamente. Estava uniformizado. Calça curta caqui e chapelão. Bem não era comum, mas “o seguro morreu de Velho” e eu sabia que poderia receber visitas.

                 Entrem e, por favor, e identifiquem-se! Eles sorriram. Foi o Tal do Mouro quem disse: Chefe Osvaldo, sou o Juiz Sergio Mouro e este é o Procurador Dallagnol que me ajuda a levar as barras dos tribunais os políticos e empreiteiros de má fama. Estamos limpando a Petrobrás para fazer nosso país um Brasil grande! – Olhei para os dois. “Papagaio come milho, periquito leva a fama” não é assim que dizem? Sentaram-se nas minhas cadeiras de plástico, que um dia ganhei de uma festa que fui e o dono sabia que eu estava numa “pitimba” sem tamanho. Reclamar? “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando”. Como eram homens importantes e não de conversa mole como alguns dirigentes da EB foram direto ao assunto:

              - Chefe, precisamos do Senhor. Eu? “Sabem com quem está falando” – Riram. Sou apenas um Chefe Escoteiro que nem um Salário Mínimo ganha está mais prá lá do que prá cá, sem registro na EB e esperando que me mandem uma cartinha dizendo que se não registrar irei para a Comissão de Ética e poderei ser processado criminalmente. – Deixa disto Chefe Osvaldo, eles não teriam esta coragem disse o Juiz Mouro. – Sei não Excelência, dizem que “a ocasião faz o ladrão”. – Chefe me chame de Lobo Contente. Era assim que pretendia ser chamado no escotismo. – Putz Grila! Foi Escoteiro? “Macaco Velho não pula em galho seco” e esperei a continuação de sua prosa. – Chefe eu e o Dallagnol vamos tirar o Renan da Presidência do Senado e precisamos de alguém de caráter e ética para ficar no seu lugar! “Quem vê a barba do vizinho arder põe a sua de molho” logo pensei. Não iria me meter naquela cumbuca.

               Dizem que ouvir faz bem, seguir não. – Pois não Lobo Contente, (Será que ele era contente mesmo com sua função?) – Prossiga! – Ele não se fez de rogado. – Chefe vamos mandar o Renan para Curitiba, irá passar umas férias na Penitenciaria de Pinhais. Necas de ficar no Prédio da Policia Federal. Cana com uniforme e tudo! – Bem “cada cabeça uma sentença” eu sabia que “leite de vaca não mata bezerro”. “Mas Excelência” (ele não gostou de ser chamado de Excelência). Não posso ser o Presidente do Senado. Não fui eleito! Esqueça isto. Vamos fazer nova Constituição.  Tudo vai ser mudado. A cambada vai ter de pagar o que fizeram a República! – Não estava gostando disto. Sou um democrata e sei que se alguém “criou fama e deitou na cama” não vai parar. – Olhe pode convidar seus amigos escoteiros e até aceito seus compinchas da Sede Nacional lá de Curitiba.

                       Lobo Contente! Tá loco meu? Como pedir ajuda a uma liderança que faz um pacto com políticos chamados de Bancada Escoteira da Câmara?  O Senhor conhece um por um e sabe que mais da metade está sendo investigado na Lava-Jato. Ele riu. “Cada cabeça uma sentença”. Dallagnol entrou na conversa. – Chefe, sabemos do seu alto espírito Escoteiro, é hora de assumir e não sumir! – Pensei com meus botões: - “Não há rosas sem espinhos”. Aceitar? Ir para Brasília? Quem disse que lá “se gritar pega ladrão não fica um meu irmão”? – E o Temer? O que farão dele? - O Juiz Sergio Moro e o Procurador Dallagnol se entreolharam e sorriram. Eu conhecia bem aquele sorriso. Já vi muitos lideres nacionais, regionais e distritais com ele. Pensei que “onde há fumaça, há fogo”, mas não podia correr.

                      Doutor Moro, sua excelência merece respeito. Sou um Escoteiro do mundo. Não gosto de injustiças e nem de receber o que não mereço. Afinal “Não se faz uma omelete sem quebrar os ovos” e também sabia que “Nunca digas que desta água não beberei”! Comecei a gostar do convite. – E o Lula? Perguntei ao Lobo Contente.  Outra vez ele e o Dallagnol se entreolharam e sorriram. Levantei e apertei a mão esquerda de cada um. Nesta hora dezenas de helicópteros da marinha, da aeronáutica e do Exercito começaram a sobrevoar minha cabaninha no alto do Jardim Marieta. – A coisa foi pru brejo! Pensei. Fuzileiros, aeronáuticos e verdinhos do exército cercaram minha casa. Na frente o Ministro Fux e o Ricardo Lewandowski junto com a Dilma que estava de braços dado com o Lula e junto o Mercadante e o Cardoso. E agora José? “quem ama o feio, bonito lhe parece”.

                    Vi passar correndo sendo perseguido pela força nacional, o Aécio e o Alkmin. E o Fernandinho? Escapou. O cara mesmo com 85 anos era treinado com sua verborragia e daria um grande Escoteiro Chefe. “Teje preso” Gritou o Comandante Militar. Voltou novamente o AI 5! “Onde há fumaça, há fogo” Não era meu fogão de cozinha escoteira nos meus campos de patrulha. “Agora tava f...” – “É pela boca que o peixe morre”.


                  - Triste o meu destino. Cai da cadeira e me dei de bruços no chão. Vi alguns dentes brincando de esconde, esconde. Célia como sempre veio correndo. Marido! De novo? “Melhor sair do escotismo, isto vai acabar matando você” – Perguntei para ela: - E o Moro, e o Dallagnol? Levantei com dificuldade e gritei em plenos pulmões que me custaram mais dois dentes voando no espaço: Lobo Contente onde está você? Se mandaram. A barra pesou e “Gato escaldado tem medo de água fria”. Preciso tomar cuidado com as forças na natureza! Kkkkkk.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Bloco 7 – Lobos em ação. Disponível a todos gratuitamente em PDF.


Bloco 7 – Lobos em ação. Disponível a todos gratuitamente em PDF.

Incluí mais um compêndio (fascículo) no Bloco 7 (Lobos em Ação) com o titulo Contos de Lobos para Lobos contendo mais de cinquenta histórias todos contando historias de lobinhos (130 páginas). São histórias com vivencias de Alcatéia dos seus “lobitos” fazendo traquinagem, brincando na floresta de Mowgly e tantos outros temas já por demais conhecidos dos que gostam dos meus contos e histórias. Em todos as historias sempre existe uma maneira de aconselhar e mostrar a melhor trilha para vivenciar a Jângal e como podem colaborar os chefes, Akelás, Balu, Kaa, Bagueera e tantos outros. São histórias para contar aos lobinhos.
Caso tenha interesse pode solicitar via minha caixa postal (inteiramente gratuito) ferrazosvaldo@bol.com.br o caderno em separado ou se ainda não possui, todos os demais cadernos (Os Lobos da Alcatéia de Seeonee, reminiscências do Livro da Jangal, Os Irmãos de Mowgly, Interpretação do Livro da Jangal e a Embriaguez da Primavera). Para isto basta escrever: Envie o Bloco 7.


Nota – Por favor, entre em contato comigo na minha caixa postal. Deixar aqui seu e-mail para que eu o copie não faz parte da boa performance escoteira. Obrigado. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Desistir jamais! O fim pode ser o recomeço.


Desistir jamais!
O fim pode ser o recomeço.

            Tomé era frequente nas reuniões Escoteiras. Um dia achou que o Chefe dizia sempre as mesmas coisas, fazia as mesmas coisas e então parou de frequentar. Dois meses depois o Chefe em uma noite fria de inverno foi visitá-lo. – “Deve ter vindo para tentar me convencer a voltar” pensou Tomé consigo mesmo. Imaginou que não podia dizer a verdadeira razão de sua saída. Os mesmos programas, os mesmos jogos sempre repetitivos. Ele pensou e pensou. Precisava encontrar uma desculpa, pois não queria magoar o Chefe que sempre o tratou muito bem. Enquanto pensava colocou duas cadeiras diante da lareira e começou a falar sobre o tempo.

            O chefe não disse nada. O ouvia calado. Tomé depois de tentar inutilmente puxar conversa por mais algum tempo, também se calou. Os dois ficaram em silêncio, contemplando o fogo por quase meia hora. Foi então que o Chefe levantou-se e com a ajuda de um galho que ainda não tinha queimado, afastou uma brasa, colocando-a longe do fogo. A brasa, como não tinha suficiente calor para continuar queimando, começou a apagar. Tomé mais que depressa, atirou-a de volta ao centro da lareira. 

            Boa noite, disse o Chefe e levantou-se para sair. – Boa noite e muito obrigado respondeu Tomé. E foi então que Tomé viu que a brasa longe do fogo, por mais brilhante que seja, terminará extinguindo rapidamente. 


Moral da história: - O Escoteiro longe dos seus amigos, por mais inteligente que seja não conseguirá conservar seu calor e sua chama. Tomé sorriu para si mesmo e prometeu fazer tudo para mudar o que achava errado. Sabia que criticar é fácil, mas porque não consertar o erro? Tomé voltou às reuniões no sábado seguinte. Ele agora ia conversar com seus amigos de patrulha e mostrar ao Chefe como caminhar com suas próprias pernas. Agora ele tinha certeza que precisava voltar!      

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Duvida.


Duvida.

Será que algum dia iremos ver uma foto assim com Donald Trump recebendo jovens Badenianos acampados na Casa Branca?