Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

terça-feira, 1 de março de 2016

Conversando, falando, ouvindo e aprendendo sobre escotismo.


Conversando, falando, ouvindo e aprendendo sobre escotismo.

Outro dia recebi um e-mail. Diferente das dezenas que recebo. Não mudei uma vírgula e por que não publicar? Claro deixei o nome do autor em OF. Postando para que meus amigos possam acompanhar uma história de tantas que eu já vi e li.

                    Bom dia sou um (ex-quase chefe escoteiro), engraçado né? Pois é, em junho do ano passado inscrevi meu filho, que na época tinha nove anos no ramo lobinho em um grupo escoteiro da minha cidade. Para ajudá-lo nesta nova empreitada estudei bastante sobre o movimento, e o escotismo passou a ser o assunto das refeições lá de casa, eu dedicava um tempo de meus dias lendo sobre o movimento no Brasil e no mundo, e acabei por conhecer mais sobre o assunto do que a maioria dos outros pais. Assim que meu lobinho fez sua promessa eu o ajudei a conquistar sua primeira especialidade e durante a apresentação acabei por estreitar meu relacionamento com os chefes de sua alcateia e em conversas empolgadas que tivemos a Akelá percebeu meu entusiasmo pelo movimento.

                     No Grupo Escoteiro onde somos membros as alcateias fazem suas atividades às vistas dos pais e visitantes, já outros ramos não são avistados por que o terreno da sede tem formato de L. Um dia quando a Akelá ensinava alguns nós meu lobinho falou a chefe da minha profissão, Técnico em Segurança do Trabalho e que eu também sabia fazer nós, então a chefe me chamou, e me pediu para ensinar os lobinhos a fazer nó oito simples, pois ela não se lembrava, eu adorei. Não demorou muito para que eu fosse convidado a ser assistente. Em fevereiro deste ano fiz minha integração e passei a frequentar o grupo, meses depois o presidente me falou que eu deveria fazer o curso preliminar, mas a data seria justamente no final de semana do aniversário do meu filho mais novo, ele não gostou nenhum um pouco quando eu disse que não iria. Não demorou muito para que eu desanimasse. Quando foi em maio eu decidi abandonar o movimento, a Akelá ficou bastante triste e pediu para que eu repensasse, mas eu acabei saindo e desfalcando a alcateia.

                       Hoje eu sinto muitas saudades, mas olhando de fora eu percebo que os adultos do Grupo não são corteses, a maioria é arrogante, se acham superiores, olham a gente de cima para baixo. Isso me entristece muito, o escotismo que eu conheci na internet e nos livros não tem muito a ver com o que eu vi de perto principalmente nesta condição que eu vivo hoje. “Alguém que abandonou o movimento”. Eu tenho vontade de voltar, a Akelá e a vice-presidente insistem pela minha volta, meu menino já está indo para Lobo Caçador, logo-logo conquistará o IMMA e Cone Sul (por conta do tema do Rally deste ano), antes de sua passagem, creio eu que alcançará o Cruzeiro do Sul. Durante este poucos meses que passei na alcateia pude perceber o quanto eu de fato não tenho paciência com crianças. Minha esposa sempre foi contra eu ingressar no movimento, ela dizia, “você não tem paciência com seus filhos, por que terá com os dos outros”? Realmente, na hora de colocar as matilhas em ordem eu era bastante austero e me irritava com facilidade, mas na hora de contar histórias, aplicar brincadeiras e ensinar músicas eu me saia muito bem (dizia a Akelá).

                      No fundo eu quero voltar, mas percebo o quanto o movimento tomará de meu tempo, reuniões em casas de chefes, cursos, etc. Eu faço faculdade à distância e o tempo para ela já é escasso, e minha esposa não gosta muito, ela gosta do movimento, mas já deixou bem claro que jamais fará parte dele, principalmente por causa da arrogância de muitos chefes. Na minha cidade há outro Grupo Escoteiro e eu já até pensei em transferir meu lobinho para lá, mas eu receio perder parte deste processo rumo ao Cruzeiro do Sul, além do mais, ele já fez muitos amigos no atual Grupo e não quer sair.

                        Eu me pego sempre pensando no movimento, nos lobinhos, na progressão deles, se ao menos minha esposa curtisse comigo seria bem mais leve pra mim. Já teve vezes dela ir nos buscar ao final das reuniões e ficar do lado de fora pra não sofrer me vendo fazer parte daquele meio um tanto frio e falso, e eu não tiro a razão dela. A Akelá diz sempre “Se você se importar com os adultos, você não ficará no movimento, temos é que nos importar com os Jovens”. Engraçado é que até os jovens Escoteiros, Sênior e Guias são na maioria “malas” como se diz na gíria.

                     Certa vez houve em um encontro entre os dois Grupos Escoteiros de minha cidade eu pude ver que os jovens e adultos do outro grupo também são “malas”, por que isso? Uma coisa sempre me assustou bastante. Quando eu entrava em blogs, sites e vídeos sobre o escotismo e seus eventos, percebia um preocupante “fanatismo”. Parecia que as pessoas não respiram outra coisa senão aquilo. Ouvi de alguns familiares de escotistas daqui de minha cidade sobre o quanto seu parente escoteiro era estranho, porque só vivia para aquilo. Na época eu fiquei com medo de ficar assim, porque minha família, meu trabalho, meu descanso e minha religião sempre estarão acima de tudo, foi o que eu disse quando falei ao presidente que não iria ao curso preliminar, “é o aniversário do meu filho”. “Teve uma assistente de outro ramo que ficou embasbacada, ela me disse pasma“. - Não acredito que você não vai ao curso, mas e agora? Fiquei sem entender, por que o escotismo tem que estar em primeiro lugar?

Não sei por que eu resolvi contar tudo isto Chefe, nem sei se ao menos se você vai entender ou se importar com minha história, pode ser até que você se ofenda, o caso é que eu desabafei.

Sempre Alerta!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Como ficar rico. Por Baden-Powell.


Como ficar rico.
Por Baden-Powell.

                         Veja bem, eu tive na minha permanência na terra um momento tão bom nisso como qualquer outro homem. Assim quem sabe eu possa falar com algum conhecimento. Um escritor no Manchester Guardian que é desconhecido para mim ultimamente me descreveu como "o homem mais rico do mundo." Isso parece uma ordem muito grande, mas quando penso que fora eu quem se considerava o mais rico do mundo, acredito que ele não está longe e ser um homem rico não é necessariamente um homem com um pote de ouro, mas um homem que está realmente feliz. E eu sou isso.

                              Eu imagino que os milionários não eram homens felizes, pois eles não tinham tudo o que queriam e, portanto, não tinha conseguido encontrar o sucesso na vida. O provérbio cingalês diz: - "Aquele que é feliz é rico, mas isso não significa que quem é rico é feliz." O homem realmente rico é o homem que tem menor número de desejos. Sei que qualquer biografia terá suas sugestões úteis para tornar a vida um sucesso, mas ninguém melhor ou mais infalível do que a biografia de Cristo.

                    Se você já leu Rovering para o sucesso você vai ter percebido que minha ideia do sucesso na vida é a felicidade. Felicidade, como Sir Henry Newbolt diz, é em grande parte adquirida por "Happifying". De muitas coisas que muitos rapazes não parecem conhecer é que o sucesso depende de nós mesmos e não em um destino que possa vir a acontecer conosco. Nem mesmo tendo amigos poderosos.

                       Eu tenho uma e outra vez explicado que o propósito do Movimento Escoteiro é a construção de homens e mulheres como cidadãos dotados dos três atributos que considero importante - Ou seja, o H de três: - Saúde, felicidade e Serviço. O homem ou a mulher que consegue desenvolver esses três atributos garantiu os principais passos para o sucesso desta vida.

                        No entanto, mais um item é necessário para completar o sucesso. É a prestação de serviço aos outros na comunidade. Sem isso a mera satisfação do desejo egoísta não atinge o topo da linha da felicidade.

Londres 1911 - Lord Baden-Powell of Gilwell.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

159 ANOS DO NASCIMENTO DE LORD BADEN-P0WELL.









159 ANOS DO NASCIMENTO DE LORD BADEN-P0WELL.

Em 22 de fevereiro de 1857 nascia em Londres Inglaterra, o fundador mundial do Movimento Escoteiro. 159 anos completados hoje e cujo nome ficou história. Uma vida de conquista, de uma metodologia sem similar, aplicada em mais de 160 países. Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, mais conhecido como Lord Baden-Powell se tornou o Escoteiro Chefe Mundial. Um cidadão do mundo!

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Lobos: Lobos alfa e beta, linguagem corporal dos lobos e sua alimentação.


Conversa ao pé do fogo.
Lobos: Lobos alfa e beta, linguagem corporal dos lobos e sua alimentação.

          Diga-me, você que é Lobinho ou Lobinha, ou então faz parte da chefia de uma Alcatéia, o que você sabe além do que leu no livro da Selva de Kipling sobre os lobos? Hoje li um artigo de Mariana Aprile que me chamou a atenção. Assim resolvi publicar não para acrescentar a mística na Jangal, mas sim para que cada um tenha mais conhecimentos dos lobos que existem em todo o mundo.         

               Personagens de fábulas, os lobos são tradicionalmente apresentados como criaturas malvadas, que devoram gente. Quem não conhece a história da Chapeuzinho Vermelho? Os lobos também figuram em filmes de terror como aliados de vampiros e lobisomens. Infelizmente, muita gente acredita que esses animais são monstros sanguinários e isso fez, durante muito tempo, os lobos serem mortos aos milhares. Desde o início do século 19, esses canídeos foram envenenados e até mortos por metralhadoras de caçadores atirando de aviões. Entretanto, não há um registro de um humano sequer morto por lobos.

                 Entre 1870 e 1877, foram mortos 100 mil lobos por ano nos Estados Unidos, segundo a ONG International Wolf Center. No Estado de Minesota, restaram 50 lobos. Os Estados Unidos declararam uma verdadeira guerra contra os lobos. Tanto que quem matasse um lobo recebia cinco dólares de recompensa. No estado de Wyoming, em 1913, quem libertasse um lobo de alguma armadilha era multado em 300 dólares. Assim, a América do Norte praticamente exterminou os lobos de seu território. Ainda hoje, os lobos lutam para sobreviver nas poucas áreas naturais que restam e fogem da mira dos caçadores.

Sociedade dos lobos
Ao contrário do que se pensa, os lobos são um exemplo de inteligência, dignidade e respeito para com os seus iguais. Além disso, os lobos deram ao ser humano o seu melhor amigo, o cão. Ao invés de exterminá-los, deve-se aprender com eles - aliás, muitas pessoas já se deram conta disso. Os lobos vivem, geralmente, em alcateias, que são suas famílias. Nesses grupos há um casal dominante chamado de alfa, outro casal, chamado beta, que fica com o "comando" secundário do grupo e um lobo ômega - que ganha esse nome por ocupar a posição mais baixa na hierarquia da alcateia. O macho alfa é quem toma as decisões na alcateia. Ele tem a força e habilidade de caça superiores às dos outros lobos. Sua companheira, que é seu par por toda a vida, comanda as fêmeas do grupo, e é a vice-líder, isso é na ausência do alfa é ela quem toma as decisões do grupo. A sobrevivência da alcateia depende da sabedoria e liderança do casal alfa.

Lobos alfa e ômega
Eles ganham o respeito do grupo através de demonstrações de força, rosnados e ranger de dentes. É o macho alfa quem decide aonde a alcateia vai dormir caçar e determina quem vai comer (depois dele, é claro). Se houver filhotes na alcateia, todos os lobos são responsáveis pelo bem estar dos infantes, e a fêmea beta exerce o papel de babá. O lobo ômega é sempre o último a comer, e é tratado como bode expiatório da alcateia. Apesar disso, ele é também protegido pelo grupo, afinal ele é da família. O tamanho da alcateia varia muito, mas tem em média de cinco a dez lobos, como informa a International Wolf Center.

Lobos conversam entre si
Quando pensamos em comunicação, lembramo-nos da fala e da escrita. Mas esse é o jeito humano de trocar informações. Os lobos não falam nem escrevem, mas se comunicam de diversas maneiras tão eficazes quanto à fala. Eles usam a linguagem corporal, e uma enorme variedade de uivos e sons. Por exemplo, demonstram raiva ao deixar as orelhas apontadas para cima e mostram os dentes. Se estiverem com medo, as orelhas se voltam para trás e a cauda fica entre as pernas. Um lobo demonstra respeito ao manter a cabeça abaixo da cabeça de outro lobo, e quando deita de barriga para cima é sinal de submissão.

O olfato dos lobos é cem vezes mais potente que o do ser humano e eles também usam esse sentido para se comunicar - ao demarcar seu território com urina, por exemplo, o lobo está "dizendo" para outra alcateia que o território em questão tem dono. Também exalam feromônios para "dizer" quando é a época de acasalar. O uivo é muitas vezes usado para reunir a família de lobos. Os índios que convivem com os lobos nas reservas e os cientistas que estudam o comportamento dos lobos deitam-se de barriga para cima ao deparar-se com eles - ficando numa posição submissa e demonstrando respeito ao canídeo, têm certeza de que ele não lhes fará mal algum.

Alimentação do lobo
Quando queremos fazer um churrasco, vamos ao mercado comprar carne certo? Agora imagine se tivéssemos que sair correndo atrás do boi como fazem os lobos ao caçar um Caribu à cena seria, no mínimo, cômica. Não há dúvida de que nosso "prato" escaparia.
Mas a cena de uma alcateia a caçar uma manada de caribus é emocionante. Primeiro, o lobo alfa encontra a manada e depois coordena a caçada. Ao perceber a presença dos predadores caninos, a manada de caribus dispara na direção oposta. Os animais velhos ou doentes ficam para trás e o lobo alfa toma a sua decisão, atacando o Caribu mais debilitado. Então a alcateia segue o exemplo do líder e a "janta" está garantida. Mas nem sempre as caçadas são bem sucedidas.

A resistência dos lobos é algo impressionante, pois podem ficar até quatro dias sem se alimentar e ainda têm disposição e força para caçar. Por isso o Cannis lupus é dotado da capacidade de ingerir enormes quantidades de carne - há um registro na International Wolf Center de um lobo que comeu 10 kg de caça de uma vez!

Importância dos lobos
Como são predadores, os lobos contribuem para um ambiente equilibrado e saudável, visto que preferem se alimentar de animais velhos ou doentes. Quando os lobos abandonam uma toca, deixam para trás seus pêlos. Esses são utilizados por diversas aves para construir seus ninhos e a toca vazia é ocupada por outros animais, como porcos-espinhos, por exemplo. Sem os lobos, a população de caribus e veados aumentaria e logo as pastagens não dariam conta de tantos animais, o que causaria desequilíbrios ecológicos. Além disso, o ser humano pode tomá-los como exemplo de muitas coisas. Pode parecer absurdo, mas o animal racional não consegue manter uma sociedade harmoniosa como fazem seus "irmãos", canídeos irracionais.
       

                         Bem agora vocês já conhecem melhor os lobos no seu habitat e como vivem. Claro a História da Jangal foi uma criação importante para dar uma conotação no programa dos lobinhos. Mas sempre é bom conhecer mais não acham? Obrigado.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Pensamentos... Do meu uniforme não abro mão, seja o caqui, ou seja, o traje, Sem eles me sinto sem graça, usar outros seria um ultraje. Faço questão do meu garbo, não importa o meu cargo. Não desmereço ninguém, cada um veste o que tem. Colocar só um lenço? Tenha dó, prefiro um prato de jiló! Meu Chefe quando menino disse um dia sorrindo, Uniformizado e altaneiro, então és mesmo um Escoteiro. Mesmo que sopre vento, lembre-se você deve dar o exemplo. No caqui a calça curta é sagrada, o traje é pátria amada. Já não sou mais aventureiro, hoje sou um simples Escoteiro. Não importa a minha idade, não importa a saudade, Saudades dos tempos antigos, dos belos tempos queridos. Desculpem, um dia quem sabe, quando houver apresentação, Poderei usar a vestimenta, sem faltar com a educação. Hoje infelizmente não dá, está muito esculhambado, Se a UEB quis assim, comentar é chover no molhado. Hoje os tempos são modernos, do lenço dependurado, Meninos usando shorts, no pescoço seu lenço amado. Já vi até formador, de bermudas e chapéu de boiadeiro, Dizia assim são as normas, será que ele é Escoteiro? Feliz quem tem no coração, alegrias de montão, Do seu escotismo amado, do presente ou do passado. Cada um sabe o que faz se gosta tudo em paz. Eu espero aqui sentado, esperando resultados. Resultados de caráter, de respeito e abnegação. De gente que dá exemplos a toda nossa nação. E com muito orgulho vamos ver o céu cor de anil, Dizer que agora o Escotismo está mudando o Brasil! Sempre Alerta, e uma tarde feliz!


Pensamentos...

Do meu uniforme não abro mão, seja o caqui, ou seja, o traje,
Sem eles me sinto sem graça, usar outros seria um ultraje.
Faço questão do meu garbo, não importa o meu cargo.
Não desmereço ninguém, cada um veste o que tem.

Colocar só um lenço? Tenha dó, prefiro um prato de jiló!
Meu Chefe quando menino disse um dia sorrindo,
Uniformizado e altaneiro, então és mesmo um Escoteiro.
Mesmo que sopre vento, lembre-se você deve dar o exemplo.

No caqui a calça curta é sagrada, o traje é pátria amada.
Já não sou mais aventureiro, hoje sou um simples Escoteiro.
Não importa a minha idade, não importa a saudade,
Saudades dos tempos antigos, dos belos tempos queridos.

Desculpem, um dia quem sabe, quando houver apresentação,
Poderei usar a vestimenta, sem faltar com a educação.
Hoje infelizmente não dá, está muito esculhambado,
Se a UEB quis assim, comentar é chover no molhado.

Hoje os tempos são modernos, do lenço dependurado,
Meninos usando shorts, no pescoço seu lenço amado.
Já vi até formador, de bermudas e chapéu de boiadeiro,
Dizia assim são as normas, será que ele é Escoteiro?

Feliz quem tem no coração, alegrias de montão,
Do seu escotismo amado, do presente ou do passado.
Cada um sabe o que faz se gosta tudo em paz.
Eu espero aqui sentado, esperando resultados.

Resultados de caráter, de respeito e abnegação.
De gente que dá exemplos a toda nossa nação.
E com muito orgulho vamos ver o céu cor de anil,
Dizer que agora o Escotismo está mudando o Brasil!
Sempre Alerta, e uma tarde feliz!

Do meu uniforme não abro mão, seja o caqui, ou seja, o traje,
Sem eles me sinto sem graça, usar outros seria um ultraje.
Faço questão do meu garbo, não importa o meu cargo.
Não desmereço ninguém, cada um veste o que tem.

Colocar só um lenço? Tenha dó, prefiro um prato de jiló!
Meu Chefe quando menino disse um dia sorrindo,
Uniformizado e altaneiro, então és mesmo um Escoteiro.
Mesmo que sopre vento, lembre-se você deve dar o exemplo.

No caqui a calça curta é sagrada, o traje é pátria amada.
Já não sou mais aventureiro, hoje sou um simples Escoteiro.
Não importa a minha idade, não importa a saudade,
Saudades dos tempos antigos, dos belos tempos queridos.

Desculpem, um dia quem sabe, quando houver apresentação,
Poderei usar a vestimenta, sem faltar com a educação.
Hoje infelizmente não dá, está muito esculhambado,
Se a UEB quis assim, comentar é chover no molhado.

Hoje os tempos são modernos, do lenço dependurado,
Meninos usando shorts, no pescoço seu lenço amado.
Já vi até formador, de bermudas e chapéu de boiadeiro,
Dizia assim são as normas, será que ele é Escoteiro?

Feliz quem tem no coração, alegrias de montão,
Do seu escotismo amado, do presente ou do passado.
Cada um sabe o que faz se gosta tudo em paz.
Eu espero aqui sentado, esperando resultados.

Resultados de caráter, de respeito e abnegação.
De gente que dá exemplos a toda nossa nação.
E com muito orgulho vamos ver o céu cor de anil,
Dizer que agora o Escotismo está mudando o Brasil!

Sempre Alerta, e uma tarde feliz!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

“Imperador”


“Imperador”

              Era seu apelido na fábrica. Apenas um operário. Tinha orgulho do que era. Andava como acreditava que um homem honesto anda. Respeitoso mas nunca subserviente. Quem sabe o motivo por ainda não ter uma função melhor remunerada. Tinha família Esposa e filho. Sempre acreditou que seria para ele seu espelho. Irredutível nunca faltou com a verdade. Dizia ao seu filho que o homem sem honra não respeita a si mesmo. Um dia ele pediu para ser Escoteiro. Já tinha lido a respeito. Uma escola de caráter pensou. Um bom lugar para seu filho. Gostou do que viu e pensou em participar. Foi aceito, muitos o cumprimentaram outros não. Era um grupo considerado Padrão. Ouro Chefe! Disseram-lhe. Ficou como assistente longe do filho. Queria que ele aprendesse a andar com suas próprias pernas. Um dia ele iria ter sua própria vida e ali era a escola para isto.

                 Oito meses depois começou a se decepcionar. Alguns adultos se achavam mais privilegiados e melhores que os outros. Sempre mostrando que agora tinham poder e sabiam mais. Os Insígnias nem todos eram os que se achavam mais importantes. Sempre a lhe dizerem que tinha de ser um. Foi um estudioso, leu tudo que podia sobre escotismo, fez vários cursos e pensava se recebesse o lenço seria mais que os outros. Ele sabia que ninguém era melhor que ninguém. O lenço iria fazer dele respeitável mais que era? Seria um notável no saber? Seria mais elogiado e poderoso? Sabia que não. O volta a Gilwell não o entusiasmava. Não passava de uma canção, pois voltar lá ninguém voltava.


                 Fechou os olhos para a bajulação. Deixou de ser subserviente. Não humilhou ninguém, mas também não aceitou imposições. Ensinou ao seu filho que o caráter de um homem faz o seu destino. Não saiu. Não era homem de desistir. O tempo passou. Ainda era um assistente depois de anos. Assim como na fábrica não alçou postos importantes. Ele sabia que para um homem honrado a satisfação de servir bem é o melhor prêmio. 

sábado, 30 de janeiro de 2016

O Contador de Histórias.


O Contador de Histórias.

                           Dizem que sou um deles. Sinto-me lisonjeado com tal titulo. Pensando bem é melhor ser um Contador de Histórias que um Antigo Escoteiro perdido em suas lembranças. Antigo? Eu? Deixa disso meu amigo. Nem prá dedéu! Nem sabes como é minha imaginação. De menino Escoteiro aventureiro a bater pernas por aí. Já me disseram que sou também escritor Escoteiro. Melhorou. Quem sabe sou convidado para a Academia Brasileira de Letras? Acho que não vou usar o fardão. Prefiro meu caqui curto de tergal. Vão se assustar quando adentrar no salão nobre fardado com meu querido caqui e de chapelão. Claro que terei no tope meu penacho verde e amarelo. Quem sabe usarei minhas jarreteiras? Bah! Tenho direito ou não? Afinal sou um antigo daqueles que chamam de velho Escoteiro babão que só acha que seu tempo foi o melhor. Pensando bem foi bom me tornar um Contador de Histórias. Será que escrevo supimpa? Se não pode saber que eu fui Escoteiro dos bons. Sei que foram outros momentos, mas que ficaram presos nas memórias do meu passado distante.

                          Até hoje não fico sem meu cabo solteiro, ainda sou bom de nós. Fazia sessenta hoje não mais que quarenta. Ainda tenho minha bandeirola vermelha e branca de semáforas. Transmitia 45 letras por minuto, hoje só vinte. Meus braços cansam demais. Outro dia me perdi na minha cigarra que tenho no quarto transmitindo código Morse. Dois pontos e um traço, traço e três pontos. Esqueci! Eita Morse danado! Mama mia! Mas na minha bussola silva não me perco, nela confiro sempre onde está à constelação do Escorpião, de Andrômeda, de Capricórnio, de Cassiopéia, de Sagitário e me perco nas nebulosas de Orion. É gostoso quando o céu não tem nuvens e consigo ver as estrelas ou que viajo no espaço para ver a aurora boreal. Depois fecho os olhos e viajo no espaço sideral. A gravidade não me incomoda. Adoro isto, correr em sonhos por galáxias nunca antes exploradas.

                            Outro dia vi um Escoteiro com 150 especialidades. Ele tinha duas de astrônomo e cinco de astronauta. Deus do céu! Suei demais para ter dezesseis. Não foi mole a de cozinheiro, de mateiro, de acampador, de sinaleiro e construtor de pioneiras. Não tem mais estas? E a de Mestre Socorrista? Humm! Lembro que quando pequenito brincava com outras patrulhas: - Aqui meu amigo não se prega nada na camisa com “cuspe”. Fico de uniforme a me olhar no espelho e o Chefe dizendo: - Melhore o brilho do cinto, o cordão Verde e Amarelo está desbotado. Gostei da primeira classe, mas as estrelas de metal de atividade precisa de polimento. E no acampamento? Descer as corredeiras a bordo de uma jangada do rio era de assustar. – Ficar formado, o monitor a cantar e a gente acompanhar esperando o Chefe da Inspeção do dia. Chão limpo, fossas novas, apetrechos, trecos, artimanhas e engenhocas. Tudo nos seus conformes e no lugar.

                          Mas o que eu gosto mesmo é de desenhar. Fui nota dez em fazer um percurso de Giwell. Tirei de letra o Mapa que fiz da Floresta do Tenente. Fecho os olhos e vem na minha mente a rosa dos ventos. Pontos cardeais colaterais e sub colaterais. E o azimute? Os graus? Sabe do que eu gosto mesmo? De ficar olhando e admirando a Rosa dos ventos de 32 pontos de uma carta de Jorge de Aguiar (1492). È uma carta náutica assinada e datada da mais antiga de Portugal. Você já viu uma carta náutica? - Não tenho mais minha barraca. Dei para um dos filhos acampar. Mas sempre a levava em um bosque e me divertia em armar de todo jeito. De olhos fechados, andando ou só de costas, com um só braço e uma perna amarrada. Hoje não dá mais para fazer pioneiras, um fogão suspenso, uma mesa tríplex com costuras de arremate arredondadas.

                       Fazer um toldo de folha de bananeira, brincar de construir com cipós de Alzira, de trepadeira, de flor-de-são-joão eram tantos que hoje perdi a conta. E o ninho de águia? E a Passagem do Tarzan? E a ponte pênsil? Poxa foram tantas que preciso ver meu livro de anotações. Hoje não posso mais gritar “MADEIRAAA!”. Os conservacionista me pegam de jeito.  Uma “arvinha” de  que a gente derrubava para um mastro ou o inicio de um pórtico que as tardinhas a gente sentava e cantava admirando o por do sol. Imitar um sabiá, ouvir na floresta encantada o pássaro preto dizendo: “Amanhã eu vou”! Deitar na beira do lago do Cisne e o sapo cururu escondido entre pedras, galhos e folhas e cantando maravilhas que a gente só pode admirar. Sabia que os sapos cantam para se comunicarem com outros sapos?

                         Outro dia na sala peguei dois lenços escoteiros e brincava tipotiando quando chegou uma visita. – Que isto Chefe? – Nada demais, fazia quinze tipos de tipoia e hoje só oito! Eu disse. Acho que estou ficando Velho. Mas que isto? Comecei a escrever porque me chamaram de Contador de Histórias e mudei tudo? – É escrever é uma arte de poucos. Preciso aprender a levar minhas escritas em uma trilha escoteira perfeita. Como no passado com a patrulha bivacando por aí. Nada de caminho a evitar e salte o obstáculo. Melhor é saber que lá atrás eu escolhi a trilha do caminho a seguir. Entrei nesta trilha acreditando que era um caminho da felicidade. Desprezei outros sinais que não me ajudavam a ser feliz. Ainda bem que me lambuzei na água boa para beber. Até hoje tento encontrar o fim de pista. Sei que ele vai aparecer a qualquer momento em alguma curva do caminho nesta estrada que me meti a fazer como Escoteiro.

                          Fico quieto no meu canto. Uma corda pendurada no alto do Jequitibá me diz que posso descer com o nó de evasão. Se alguém me segurar com um Balso pelo Seio quem sabe talvez aceito. Chega de fiel duplo ou arnês simples. Vou para o quarto assoviando o Stoldola. Gosto desta. Mudei para o Rataplã. Bem feito eu sei cantar e você não! Vou caminhar por aí, minha escala é a mesma e o passo duplo não mudou. Sorri quando pensei em fazer uma tala ou uma maca de casca de árvores. Se houvesse um terreno vazio por aqui eu corria a comprar um galináceo e fazer um delicioso frango no barro usando brasas quentes. Sorrio quando me lembro do Macedo que não acreditou quando disse que fiz um arroz sem panela. – Tá me chamando de mentiroso Macedo? Na rua triste que caminhava meu pensamento mudou. Onde está a alegria? Onde está o bom dia e o boa tarde moço da vizinhança?


                         Eis que vejo que a felicidade não está em fazer o que a gente quer, mas sim em querer o que a gente faz. Olho para traz e vejo que antes eu sabia tudo, hoje sei que nada sei. A educação deve ser o descobrimento progressivo de nossa ignorância. - Célia me chamando para jantar. Uma gostosa canjiquinha com pedaços deliciosos de carne de porco. Uma caipirinha que não posso beber, mas hoje é um dia especial, afinal não sou um Contador de Histórias Escoteiras?  

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Há nois aqui traveis! Pensaram que fui?


Há nois aqui traveis! Pensaram que fui?

                   O tempo passou e voei por cima dos meus setenta e cinco anos tirando de letra o que quase me derrubou. Daí fiquei pensando. – Velho! – Você pensa? Parece bala de menta que arde prá dedéu e não desanima! - Penso sim meu coligado, meu cumplice e meu amado amigo do escotismo. Ou melhor, meu confrade de acampar e respirar na mata da saudade. Fiquei adoentado, ou melhor, combalido espremido esperando convalescer. Me senti satisfeito, quitado, contente, pois de repente quatro camaradas e uma camarada, confrades de leitura se lembraram de mim. “Chefete” o que ouve? Descansou? Sumiu? Tomou sopa de torresmo? Tomou um belo pingado? Ainda apaixonado? E eu danadamente mirrado e fraco, sorri! Bom saber que amigos são assim. Sei que meu pulmão não concorda, ele me escracha me esborracha e vive tirando meu ar. Pulmão safado, danado, metido a esperto, assanhado, aligeirado um dia nós vamos brigar. Vou lhe dar tanta porrada que não poderá reclamar e olhe, nem a UEB vai poder ajudar. Entrementes voltando aos finalmente para mim tanto faz. Minha idade, meu pulmão sem ar eu sei que só Ele lá em cima pode decidir onde vou chegar.     

                   O tempo passa, o tempo voa, e o Velho Escoteiro continua numa boa! Risos. Onde vi isto? Sei lá entende? Não é meu é de uma propaganda que ficou para trás. Mas uma certeza eu tenho. Se meu coração é Escoteiro valeu, pois fiz o diabo a quatro. Pulei na “cacunda” do vento, andei na nuvem do tempo, enchi meu bornal de estrelas, Corri mundo pisando em terras de poeira e por isso agradeço a Deus o que fez por mim. Saltei de banda dos mosquitos do mal, pisei na serpente na estrada do arraial. Acho que estou chegando ao caminho final. Hora de dormir, remédios de montão. Que coisa boa, “bão demais prá dedéu”! Não importa se sou um Escoteiro Velho ou um Velho Escoteiro tanto faz, mas eu sou danadamente feliz!


Sabe Célia, nestes dias que passei lutando com você me olhando e tratando para voltar ao que era eu pensei: Faria alguma diferença se eu dissesse que ninguém poderia amar alguém tanto quando eu amo você? – Boa noite amigos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Baden-Powell of Gilwell, cidadão do mundo!


Baden-Powell of Gilwell, cidadão do mundo!

                      Baden-Powell foi sempre um apaixonado pela África. Não só adorava este continente, mas também as suas pessoas e a sua cultura. Desde cedo que estudava os seus dialetos, procurando conhecer os povos africanos, respeitando-os como aliados e adversários. BP seguiu de perto o povo Zulu que se impressionou com o jovem militar britânico, sobretudo pela sua coragem e destreza. Este povo atribuiu-lhe vários nomes com base em aspectos da sua personalidade.

 M’hlalapanzi – O homem que faz os seus planos com cuidado;
 Kantankye – O homem do chapéu grande;
 Impeesa – O lobo que nunca dorme;

 Baden-Powell de todos os nomes que os Zulus lhe deram aquele que sempre admirou foi o de Impeesa, por considerar o maior elogio que jamais recebera. Impeesa é o apelido dado pelos nativos da África do Sul para Baden Powell e significa "O lobo que nunca dorme" e refere-se à grande capacidade que tinha em planejar e perseguir seus inimigos.

O que Baden-Powell escreveu para ser feliz, embora rico ou pobre.


Uma viagem de canoa é semelhante à viagem da vida. Um Velho marujo deve passar adiante os segredos da pilotagem. O único sucesso verdadeiro é a felicidade.  Dois passos para a Felicidade: - Levar a vida como se fosse um jogo e dar a todos amor. Os burmeses são um exemplo de povo feliz. A felicidade não é um simples prazer, nem consequência da riqueza. É mais o resultado do trabalho ativo, do que o gozo passivo de um prazer. Seu sucesso depende do seu esforço individual na viagem da vida. E de evitar certos escolhos perigosos. A autoeducação, em continuação ao que você aprendeu na escola é necessária. Vá para a frente com confiança. Conduz com o Remo a sua canoa. Lord Baden-Powell. 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Agulhas Negras - Onde a aventura começa.


Vez ou outra publico a pedidos, contos ou artigos escritos por meus amigos aqui do Facebook. Quem sabe poderá surgir um contista, pois somos tão poucos e quando mais melhor. Se você tem um conto, uma história ou mesmo quer comentar sobre escotismo me mande um e-mail com sua publicação. (ferrazosvaldo@bol.com.br). Sendo válida será publicado. Abraços!

Conversa ao pé do fogo.
Agulhas Negras - Onde a aventura começa.
Uma história contada e escrita pelo Chefe Nobuo Otaguro do Grupo Escoteiro Indaiá-235 SP e a mim enviada pelo Escoteiro Igor Lucio o qual orgulhosamente publico.

                            Vinte e um de novembro de 2015 duas horas da manhã. Cinco jovens seniores do Grupo Escoteiro Indaiá iniciam uma das suas grandes aventuras. Afinal são seniores e sabem que os desafios foram feitos para eles. Não foi o primeiro e nem seria o último acampamento. Uma atividade programada, conversada e planejada nos seus mínimos detalhes. Seniores são assim fazem tudo com muito amor e a espera do grande dia para a viagem até O Parque Nacional do Itatiaia no Rio de Janeiro foi de muita ansiedade, amor, emoção e alegria. Finalmente o grande dia chegou. Uma breve parada em Jacareí e chegamos à entrada do parque. Viajávamos desde as duas e meia da manhã. A chefia sorridente, os seniores esperando a grande jornada. Sete horas e quinze minutos na entrada do parque começamos a nossa grande aventura. Uma caminhada gostosa, sofrida, mas cheia de vontade de conhecer de fazer um escotismo como os seniores gostam. O Pico das Agulhas Negras era famoso, conhecido em todo Brasil. Sonhos de muitos em passear nas suas trilhas, ver imagens lindas de flores silvestres, nascentes de águas límpidas a convidar para beber.

                         O clima agradável da primavera naquela manhã nos embebia com o ar puro sem nenhuma poluição e nossos pulmões sorriam naquele ambiente fantástico. Uma flora e fauna endêmica, um céu de brigadeiro prenunciava uma jornada inesquecível. Nada como sentar a beira da trilha, beber uma água de cascata, uma breve refeição e a subida tem início. Nem todos são mateiros e o cansaço, a falta de prática de exercícios físicos regulares, a altitude toma conta do meu corpo e de muitos outros seniores desacostumados com subidas íngremes e altas. As dores e câimbras em todos nós não impedia o desejo de alcançar o cume da montanha. A cada para nos tocávamos com a maravilhosa vista e ver ali o vento, ainda o orvalho da manhã, as flores que apareciam nos dava a certeza da existência de Deus. Quatro rapazes e uma jovem iam descobrindo a cada passo que o obstáculo é para ser transporto e não desistido. Todos se sentiam como se estivessem no centro do universo, principalmente pela vista maravilhosa, pelas nuvens que se espalhavam aos seus pés, pois a altitude os deixou acima delas.

                       Quanta emoção para aqueles cinco jovens. Cada um distintamente diferente um do outro, mas com o mesmo ideal. Nunca haviam escalado assim uma montanha, nunca haviam experimentado uma emoção tão grande. Como é doce e linda a liberdade. Olhar o ar que passa o vento que nos toca, o prazer de sentir a brisa no rosto, o sol morno da manhã aquecendo a pele e o poder de ouvir o grito da natureza e ver quanto somos pequenos diante dela. Ao nosso lado naquela caminhada inesquecível três adultos experientes nos acompanhavam. Conhecedores natos das trilhas e caminhos até o cume. Não sei por que um dos adultos mais experientes, montanhista, já havia escalado varias vezes aquelas serras não se sentia muito bem. Eu e mais o Davi conduzimos a Tropa, tentando manter o equilíbrio até o cume. Foram quatro horas de escalada. Não existe alegria maior que ver que a aventura foi completa. O brilho intenso nos olhares dos jovens, o sorriso aberto e franco em cada um, a vista incrível do alto da montanha nos trazia emoções nunca vistas. Ali perdido naquele espaço infinito esquecemo-nos das nossas dores, do cansaço, da sede e de tantas coisas, pois agora sabíamos que fizemos a coisa certa.

                       Nunca mais esquecerei esta jornada. Nunca mais esquecerei os amigos jovens e adultos que ao nosso lado botaram pé na estrada e cantando o Rataplã viu como é linda uma conquista como a nossa. Agradeço a Deus pela oportunidade de viver essa aventura junto de tão jovens e grandes amigos, tenham a certeza de que se algum dia vocês resolverem voltar a esta montanha inesquecível eu estarei junto.
Sempre Alerta!


Obrigado ao Andrey, ao Igor, ao Carlos Daniel, ao Robert e especialmente a guia que nos deu novo animo de enfrentar a dificuldade. Abraços a você Isabela Ribeiro.