Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Um sonho para ser feliz!


Lendas Escoteiras.
Um sonho para ser feliz!

                   Olhei pela janela e um pé de vento passou por mim. Era um sinal para pegar uma carona. Já tinha colocado meu uniforme, meu chapéu de abas largas meu lenço e meu cantil. Até cantava a canção que dizia que meu chapéu tem três pontas. Soube que um Chefe cantava dizendo que tinha três bicos. Não importa. Corri até o quarto amochilei a supimpa às costas peguei meu bastão encantado e parti. O pé de vento ia longe. Pedi carona a uma poeira que passava e ela sorriu dizendo: - Suba, aqui tem um lugar para você. A noite toda sonhei com o Vale da Felicidade. Queria entrar e Pintas Silgo diziam que só uniformizado. Procurei a Borboleta dourada e ela sorriu. – Procure na terra dos anciãos para uma autorização. Não perguntei onde, eu sabia que a vida é o nosso bem mais precioso, é tão forte e é capaz de mudar o mundo. Eu queria ser feliz, mas não era? Eu sabia que os momentos em nossas vidas são mágicos e cabe a cada um de nós, deixa-los mais marcantes.

                  Na esquina da esperança encontrei o pé de vento. Ele não se fez de rogado. Suba se acredita que isto o fará feliz e que irá fazer alguém feliz a carona é sua. Escoteiro, ele disse: - Todos nós estamos à busca do mesmo sonho. Muito amor, amizade, paz, esperança, afeto tudo porque pensamos que assim seremos felizes. Embarcamos no vento sul e partimos para Sudoeste. Era lá que iria encontrar os anciãos para me autorizar a entrar no Vale da Felicidade. Eu acredita que curtir o que de melhor a vida oferece seria como viver o ultimo dia de nossa vida. Eu sabia que a vida é curta e seu caminho é longo. Já me contaram que às vezes precisamos aprender a sorrir, chorar, amar, sofrer e a renascer. Só assim poderíamos chegar em nossos sonhos. Não foi um poeta quem disse que o ontem passou e o amanhã talvez nunca chegue?

                Ao passar em uma constelação brilhante e cheia de luzes coloridas o pé de vento naquele espaço infinito gritou para mim: - Pegue três estrelas, coloque no bolso da vida. Se a lua passar não deixe que ela se vá. Use seu cabo trançado e a leve com você. Lá na esquina do espaço sideral salte e siga no rumo da constelação zodiacal. Vais encontrar os anciãos que poderão lhe dar permissão ou não. Fui em frente. Estava equipado. No bolso três estrelas, na mochila guardei a lua. Se encontrasse o sol ele iria me acompanhar, pois sempre foi meu amigo nas andanças e caminhadas que fiz por aí. Se precisasse de barraca o céu estaria à disposição. Se a chuva viesse eu seria Escoteiro para dizer: Bem vinda, as plantas agradecem. Como se fosse uma nau sem rumo o pé de vento me soltou e rodopiei no ar caindo sem perceber em um novo universo cheio de brilho e faíscas que me lembravam as noites de inverno à beira de uma fogueira em um acampamento qualquer.

                Avistei ao longe a Montanha dos Sete Desejos. Linda, maravilhosamente atraente para qualquer Escoteiro sonhador. Passou por mim uma nuvem branca em forma de amor. Saltei e ela me conduziu ao destino que tinha escolhido. Era lindo demais. Não podia ser uma miragem ou uma visão incompleta do que pensava ser a felicidade. Como se materializasse em minha frente, uma senhora de idade indefinida, trazida quem sabe pelo vento, de extraordinária beleza, cabeços prateados em coque, sorriso maravilhoso, um lenço azul brilhante preso por um anel dourado e com o colar da Insígnia me olhava docemente. Em sua volta milhares de borboletas coloridas voavam como se fossem guardiãs e ela com uma voz meiga, simples, sem afetação me olhou e disse:

- Quer entrar no vale? Tem maturidade suficiente para dizer – Eu errei? Tem ousadia escoteira para dizer – Me perdoe? Tem sensibilidade para expressar a todos dizendo: - Eu preciso de você? Seria capaz de dizer com simplicidade ao seu irmão Escoteiro: Eu te amo? E por acaso quando errar o caminho saberá começar tudo de novo? Se for assim sei que é um Escoteiro merecedor, apaixonado pela vida e assim vai descobrir que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas saberá usar as lagrimas para irrigar a tolerância. Usará as perdas para refinar a paciência. Irá corrigir suas falhas para esculpir a serenidade e quem sabe vai usar a dor para lapidar o prazer. Se fizer assim se usar os obstáculos para abrir às janelas da inteligência as portas do Vale da Felicidade estarão abertas para você!


                     Foi então que descobri que tudo fora um sonho. Acordava com o sol a pino em minha barraca no meu acampamento imortal. Lá fora meus amigos fraternos trabalhavam para limpar o campo, fazer o café, e espreguiçando ouvi o Lobo Guará ao longe uivando como a dizer: - Escoteiro parte do dia já se passou, mas ainda há muito dia pela frente. Levante, avante, faça sua boa ação! Se ainda não fez, faça se ainda não foi, vá! Não deixe para logo ou para amanhã o que você acha que precisa ser feito, procurado, encontrado. Este é o momento para viver, para ser feliz, não depois, logo ou amanhã, pois agora você pode, mas o depois ninguém pode garantir como será. Então agarre o momento, as oportunidades, crie o que não existe e seja feliz!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Givaldo.


Givaldo.

- Escoteiro, porque este olhar?
Ele não me respondeu. Não disse nada e seguiu para sua patrulha.
Fiquei preocupado. Eu sei que erros podem ser perdoados. Atitudes repensadas. Mas algumas palavras nunca serão esquecidas. Analisei-me, procurei ver porque ele agiu assim. Eu era um Chefe, me considerava um amigo, sempre procurei não decepcionar alguém que seria capaz de fazer tudo por mim.

A verdade é que palavras bonitas se tornam descartáveis perto de atitudes estupidas. – O que tinha dito para ele ficar assim? - Seria por adiar a excursão? Por cancelar o que ele sonhava? Primeiro o encanto. Depois o desencanto. Por fim, cada um pro seu canto. Isto não, eu não podia aceitar.

Ao encerrar as atividades o procurei. Afinal quem quer arruma um jeito, quem não quer arruma uma desculpa. Ele confiou em mim e isto era importante demais. Três palavras difíceis de dizer: inconstitucionalissimamente, paralelepípedo e desculpa.

- Conversamos, ouvi mais do que falei. Ele se levantou e me abraçou. – Desculpa Chefe! Isto derruba qualquer coração. Às vezes o apoio e o conforto que você precisa vêm de onde menos espera. Fui para casa com um sorriso de vitória. Ficamos amigos por muito tempo. Algumas pessoas foram feitas para ficarem em nossa vida, outras para ficar na nossa memória.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

Ser poeta!


Ser poeta!

A bela “Ragazza Escoteira” me perguntou:
- Chefe, como faço para ser poeta?
– Eu sem saber o que dizer ousei lembrar outro poeta:
- Queria ser poeta, mais poeta não posso ser, por que poeta só pensa muito e eu só penso em escrever! Ah! Eu queria ser poeta, transformar sonhos de despedidas em uma doce saudade... E quem sabe tê-los entre as mãos e vivê-los de verdade... Quem sabe chorar, sorrir, sem medo de viver, aprender a amar a vida e de joelhos, sorrir ao me olhar no espelho.

Eu queria mesmo ser poeta, agradecer a Deus em cada anoitecer, cantar e amar cada minuto vivido, e ao acordar lembrar-me dos meus desejos adormecidos, sabendo que foi bom enquanto durou. Eu queria ser poeta, amar e ser amado intensamente... Ter o passado e o futuro presente, fazer da minha vida uma sublime oração...

- Ela me olhou sorrindo.
- tudo isto Chefe?

- É linda escoteira, ser poeta é desafiar a própria mente, é sentir o mundo em redor, é ouvir a voz silenciosa do que o rodeia, é criar das coisas da vida frases de belas cores! É saber escrever textos de diferentes sensações, é ver no sol que nasce a lua que irá chegar... É saber mudar as desgraças fazendo surgir às alegrias, e do frio criar o calor! Quem sabe fazer dos sonhos realidades, deixar o sofrimento e a dor de lado. É olhar para uma simples flor à noite e conseguir ver sua cor...

- Tudo isto Chefe?
- Sorri para ela e continuei: - É sentir no peito a natureza, no coração o vislumbrar da sua beleza, ouvir os rios, sentir a brisa e ouvir a melodia da vida.

- Assim bela “Ragazza” se em tudo conseguir ver a beleza, e em tudo ouvir uma canção, então será poeta e o que escrever com firmeza sai de dentro do coração!  

segunda-feira, 13 de junho de 2016

As canções que um dia cantei para mim.


Conversa ao pé do fogo.
As canções que um dia cantei para mim.

¶ Põe tua mágoa bem no fundo do bornal e sorri, sorri, sorri!
O que importa é vencer o mal mantem sua alegria,
Não importa você se zangar, pois o mal há de acabar, e então?¶

                      Eu sempre gostei de cantar canções e hinos escoteiros. Já vi tropas, alcateias cantarem divinamente. Tive a sorte de ver sêniores em marcha de estrada sorrindo de peito aberto e cantando a plenos pulmões, mostrando seu orgulho escoteiro. Quantas e quantas canções ouvi nas centenas noites de Fogo de Conselho que participei, ou em volta de uma pequena fogueira acesa em uma trilha qualquer onde alguns gravetos ou pequenas achas alimentava o corpo e a mente da Patrulha. Cantei em montanhas e picos distantes, Vales, colinas verdejantes, embaixo de árvore frondosas, colinas enormes onde armei minha barraca. Emocionei-me muitas vezes a cantar as canções de Giwell com os irmãos Insígnias. Amo muito “Em meus sonhos volto sempre a Gilwell”. Todas as canções que cantei e ouvi cantar não tenho como dizer qual a mais linda, a mais simples, a mais complicada. Quantas e quantas vezes, cansado, voltando de um acampamento e empurrando a carrocinha as canções surgiam naturalmente em minha mente. “Viemos do norte, do sul e do leste”... É e terminar dizendo – “Lavando as panelas são todos irmãos”.

                     Aprendi algumas canções cantadas por este Brasil afora que milhares de chefes fizeram. Poucas eu guardei na mente. Eu mesmo fiz algumas e hoje esqueci. Das tradicionais eu tenho as minhas preferidas. Guin gan guli, o Cucu a lembrar da Noruega, Terra do Belo Olmeiro pensando nos grandiosos lagos do Canadá sem esquecer a Arvore da Montanha. Um clássico que ninguém esquece. Com sono cantávamos baixinho o Kumbayah. Eu tenho certo carinho pela Canção da Promessa. Guingaguli é demais e o espírito de BP? Linda. Melhor ainda o Adeus Montes e Vales, Avançam as Patrulhas, Stoldola (esta eu cantei uma vez fora do Brasil, marcou muito). A Canção do Clã é inesquecível. São tantas e tantas e olhe, tive a honra de conhecer chefes de outros países com canções divinas. Vi violeiros, gaiteiros, trompetistas, um Sênior que tocava maravilhosamente um saxofone, mas sabe, sempre chorei com algumas canções. Não dá para segurar. Falo da Canção da Despedida. Uma vez acampava em um país sul americano e me aparece uma Akelá tocando violino. Tocou de tal maneira que todos de mãos entrelaçadas ficaram calados, mudos só ouvindo. Lágrimas caindo. Lindo demais.

                   Tive a honra de ver muitas alcateias e tropas cantarem divinamente. Ali estava presente o espírito de BP quando ele lembrava-se dos seus tempos na África e nas noites estreladas em volta de uma fogueira. Ali nunca faltou uma bela canção. É maravilhoso ver meninos cantando e vivendo o que cantam. Um violão, uma guitarra, uma harmônica, um saxofone ou mesmo uma flauta simples engradece qualquer canção escoteira. Quando a gente canta a canção entra em nossos corações, bate fundo lá dentro e vai para o cérebro ficar guardada em um chips escolhido para armazenar canções Escoteiras. Eu já disse, mas não deixo de repetir, nada é tão maravilhoso que um céu estrelado, uma clareira em uma floresta perdida, achas de lenha queimando, o calor adotando todos a sua volta e as fagulhas se espalhando no céu. Então alguém por um simples gesto canta uma canção. Demais! Nenhum espetáculo se sobrepõe aquele momento. É sublime e olhamos em volta com os olhos vermelhos de emoção a ver nossos amigos escoteiros sentindo o mesmo que nós.       

                   Comprei uma vez um violão e aprendi duas posições. Isto mesmo só duas e dava para acompanhar. Era delicioso sair do campo da chefia, ir a um campo de patrulha ao entardecer na luz brilhante de um lampião a gás ou a querosene; sentar em qualquer lugar, enquanto o cozinheiro com os olhos enfumaçados sorria a ver sua sopa fervendo, e ver a patrulha a cantar belas canções escoteiras. As outras que ouviam devagar iam se aproximando, sentando em volta e cantando também! Maravilhoso! Ali a gente sentia um calafrio, saber que somos todos irmãos, dizer que o escotismo marca que ele é incomparável. E quando se canta a Canção da Promessa às lembranças correm pelas matas, montanhas em busca de um acampamento que marcou. Minha Tia Dazinha quando tinha doze anos me deu uma gaita de fole. Em casa me proibiram de treinar. Diziam que o barulho era horrendo e ninguém queria sofrer. Risos. Eu saia para a beira do rio e ficava lá horas e horas treinando. Coitado dos peixinhos que pulavam na água para ver o tocador de gaitas que nunca tocou nada! Risos. Não fui o melhor, mas já abusei da gaita em acampamentos até no exterior. Aguas passadas. Isto não existe mais.


¶Boa noite Touros, boa noite Maçaricos, Boa noite Corvos e Boa noite Lobos, pois agora eu vou dormir – Bem alegre vamos indo, vamos indo vamos indo, bem alegre vamos indo para o mar azul¶. - ¶Vem depressa correndo Escoteiro, ajudar o cozinheiro a fazer o jantar!¶

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Nossa! Vocês vão acampar?


Conversa a pé do fogo.
Nossa! Vocês vão acampar?

                           Vamos sim, desta vez vamos longe, mais de oito quilômetros a pé. – A pé? Mas como? Você não mora mais no interior, afinal nossa cidade é grande. Dei risadas. E daí? Está tudo preparado – Afinal fizemos duas excursões e um acampamento só de monitores no mês passado em um fim de semana para nos adestrar. Eles mesmos prepararam tudo que precisamos levar. E olhe tudo vai nas costas, desta vez sem ônibus alugado e sem pais para ajudar no transporte. Pensei comigo – Seria isto possivel? Ele adivinhando o que eu pensada disse – Os monitores fizeram agora uma tal de ração A, B e C. A ração A é para uma atividade de um dia, a ração B para dois dias e a C para um acampamento de três dias ou mais. Assim fica mais fácil. Eles mesmos fizeram o cardápio, calcularam por pessoa e cada um dos participantes leva parte da ração. Tem aquelas que três levam arroz, tem aquela que um só leva. Eles acharam melhor um cardápio simples onde com uma panela, um caldeirão e uma frigideira eles fazem tudo. Achei interessante.

                      Conta-me mais. E como é levada a intendência e o material de patrulha? - Fácil ele disse. Também dividida por cada um da patrulha. Agora usamos um lampião a querosene. Ele vai vazio e dentro de um vidro bem fechado leva-se o líquido. As barracas são pequenas e simples de carregar com a mão ou prender na mochila. Assim gastamos o mínimo possivel. Hoje a taxa foi de dez reais. Isto paga o ônibus ida e volta. Ele vai nos levar até o entroncamento da estrada de São Mateus. Lá vamos andar uns cinco quilômetros e chegaremos ao sítio do Leopardo. Fomos lá antes eu e os monitores. O proprietário é gente boa. Disse que o local estava às ordens para quando quiséssemos acampar. – Mas será que a tropa aguenta? Claro que sim, fizemos duas excursões. Uma delas andamos sete quilômetros e a outra foi noturna. Mais nove quilômetros à noite. Claro lá pelas duas da madrugada em uma clareira jogamos as lonas e dormimos sob as estrelas. Cada um levou seu lanche. E sabe o melhor? Neste acampamento só eu levarei o celular para uma emergência. Será mesmo um acampamento mateiro.

                       Achei interessante. E o programa do acampamento já fez? – Este vai ser um programa especial. Foram os monitores ouvindo suas patrulhas quem prepararam tudo. Vamos ter sim o normal de um acampamento de três dias. Levantar as seis, um pouco de física, café as oito e inspeção as nove. Lembre-se vamos acampar nos moldes de Giwell. Cada patrulha é autônoma. Terá seu campo de patrulha distante uma das outras por um mínimo de 40 metros. Desta vez até eu e o Chefe Leão vamos levar nossa matutagem e nosso material. Nada de comer nas patrulhas. Elas só irão ter nossa presença se formos convidados. – Pensei comigo, será que vai dar certo? Era uma tropa acostumada a acampar com pais levando tudo, e inclusive alguns lanches eles faziam. Se eles não faziam o certo agora vi uma mudança enorme. – Ele continuou, olhe teremos um programa sem muitos horários. Muitos reclamaram da falta de tempo livre para eles fazerem suas construções no campo de patrulha. Decidimos que eu e o Chefe Leão só vamos lá se convidados. As patrulhas irão aprender a seguir pistas de animais, Irão tentar tirar uma foto de um animal ou pássaro e vence aquela que chegar mais perto. Eles terão tempo para pescar, pois no cardápio está incluída uma fritada de peixes frescos. Risos.

          - E se chover? Se chover estaremos prontos. Nada de serviço de meteorologia pelo rádio. Eles irão aprender previsão de tempo dentro da mata e bosques. Pelas formigas, pelos pássaros, e claro os vagalumes noturnos irão ensinar se vai fazer frio, se o orvalho vai ser forte, irão descobrir ninhos para ver de onde vem à chuva, Prestarão atenção ao vento, quantos nós ele anda, e já decoraram as quadrinhas de previsão de tempo – Se tens vento e depois água deixe andar que não faz mágoa, mas se tem água e depois vento põe-te em guarda e toma tento. Vermelho ao sol por, delicia do pastor, orvalho de madrugada faz cantar a passarada, são tantas! Mas se chover mesmo vamos aprender a fazer um pequeno celeiro só nosso para abrigar a todos durante o dia. – Já treinamos isto com bambus e folhas verdes. E lá tem muito pés de banana, sabendo cortar a folha sem prejudicar o telhado ficará nos trinques. Vocês tem coragem eim? – Não é coragem, isto para nós agora é escotismo mateiro. Afinal aprender um nó na sede sem usar no campo não tem valor.

            E olhe vamos conversar só com transmissões à distância. Semáforos de dia e a noite Morse. Teremos um grande jogo cujas instruções serão ditadas por sinais de fumaça! - Caramba! Estou gostando do seu acampamento. Não deixe de me contar tudo. Quero fazer o mesmo na minha tropa. - Claro que sim. Contarei tim tim por tim tim. Risos. E quer saber mais? Desta vez teremos uma conversa ao pé do fogo, próximo a minha barraca, comendo batatas doce, um bule de café na brasa, contar causos e histórias, cantar e espreguiçar gostosamente, deitar na relva para ver as estrelas e ver os cometas passarem. Aprendi a me orientar pelas estrelas. Ensinei aos monitores e eles irão aprender mais com suas patrulhas. E o fogo do conselho? Olhe vai ser típico dos velhos mateiros. Não teremos animador de fogo, cada um senta onde quiser. A patrulha de serviço irá acender e manter o fogo em todo seu tempo. Cada um apresenta o que quiser. As palmas serão criadas na hora. As canções surgirão espontaneamente. Ah! Esqueci-me de dizer, quatro Escoteiros estão treinando há meses como gaitistas. Vai ser um festival de gaitas. Risos.


           - E sabe? Eles agora querem ser chamados com nomes indígenas nos fogos de conselho. Disseram que todos devem ter um nome de guerra. Aqueles que quiserem ou que já tiverem oito especialidades e o cordão verde amarelo será batizado com nome indígena a sua escolha. Irão saltar um pequeno fogo três vezes e a cada salto toda a tropa grita seu novo nome de guerra. Bem isto foi eles que escolheram afinal todo o acampamento foi programado por eles! Programa? Nada escrito, você já viu como vai ser. Cada Monitor se encarregará de uma parte. Esqueci-me de dizer, vamos fazer uma ponte pênsil em um córrego próximo. Estamos programando um jogo nela de rachar! Risos. As bolas de pano já estão prontas para a lança. Mas não vou contar – Pensei comigo acho que vai ser um acampamento inesquecível. Eu sabia que nem tudo daria certo, mas quem não aprende a fazer fazendo não é Escoteiro não é verdade?

terça-feira, 7 de junho de 2016

gostoso demais escoteirar

Gostoso demais escoteirar. 

Desculpe, mas meu escotismo é assim. No campo aprendendo a fazer e fazendo. Leve e solto com chefes na supervisão, mas deixando a gente caminhar sem atrapalhar. Se você for como eu, parabéns. Se não for sinto muito, mas deve ser ruim demais. Salas de aula, salas de sede, nozinhos e palestra cansativas de chefes não é para mim. Sempre Alerta!




Acampamentos, excursões atividades aventureiras, bivaques pé no chão e estrada a vencer. Isto sim é meu escotismo moderno de raiz de B-P sem tecnologia só a natureza a ensinar a dar meus passos em direção ao futuro. Sempre Alerta.





Vamos lá escoteirada, levante o totem, nossa raça vai desbravar uma floresta em caminhos nunca antes conhecidos. Sorria, observe o beija flor, ele sabe onde encontrar seu néctar e nós sabemos encontrar nosso caminho. Afinal não dizem que caminhamos com nossas próprias pernas? Sempre Alerta.




 Um sorriso nos lábios, um sol ao redor, um tempo de sentir outro de sorrir. Lá ao longe é onde vou acampar. Local inóspito, sem estradas e civilização. Minha patrulha sabe o que quer. E a sua também? Sempre Alerta.


  

E quando a noite chegar à beira do fogo vamos cantar. Histórias surgiram no ar, um violão chora lembranças de outrora. Fogo de Conselho, Conversa ao Pé do Fogo, isto é bom demais. Sempre Alerta.





 

sábado, 4 de junho de 2016

Mais um dia, mais uma reunião


HOJE TEM REUNIÃO, QUE BOM, ALEGRIA DE MONTÃO!

Um sábado, um dia qualquer de 2016, a vida escoteira pulsa, anda, sente no ar a fibra de um movimento de jovens que quer fazer de si um homem ou uma mulher de bem. Lá vão eles caminhando, marchando para se encontrarem em qualquer parte deste rincão brasileiro. Lembrei-me dos meus tempos de criança, chapéu de abas largas, lenço e um sorriso nos lábios ia encontrar com meus irmãos na sede escoteira dos meus sonhos. Como Fernão Capello dizia, eu também aprendi que não existe limites, que tudo podemos e no caminho insistir e persistir. O mais importante na vida é olhar em frente e alcançar a perfeição naquilo que mais gosta de fazer. Ah! Fernão. Quantos ensinamentos? Eu sei que todo nosso corpo, desde a ponta de uma asa até á ponta de outra asa - costumava dizer: - Não é mais do que o vosso próprio pensamento, uma forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo."

Até daqui a pouco estarei com vocês em espírito, pois como dizia a coruja de olhos verdes, o espírito da Coruja mora nesta sede, mora neste acampamento. Lobo, loba, Escoteiro e escoteira, daqui a pouco estarei com você meu amigo Sênior e Guia, darei um abraço em você meu Pioneiro e pioneira. E você querido Chefe, ficarei durinho, posição de respeito, lenço no peito, saudação florida, e dizer: - Parabéns, pessoas como vocês mostram que vale a pena viver e sentir a força de um ideal.
Sempre Alerta!

Quem são eles?

Ei você, por favor, me diga, quem são eles?
Estes sorrisos e cantorias são mesmo deles?
Aonde vão com essa tralha no costado,
Partem em bandos nem parecem assustados
Dizem que vão para os campos e montes,
Cheios de esperanças a beber água na fonte.

Sei que são meninos cheios de esperanças
A correr com bandeiras nas andanças,
Param no regato de águas límpidas e formosas,
Contam casos contam prosas.
No lusco fusco do sol da tarde
Armam barracas sem fazer alarde.

Usam mochilas, distintivos e chapéu.
Usam lenço amarrados ao arganéu.
Na ravina adoram o perfume das flores
Orgulham da promessa e dos seus valores.
São patriotas, arvoram bandeiras.
Carregam uma moeda no bolso da algibeira.

Ei você jovem, me diga quem são?
Vejo vocês sempre fazendo boa ação,
Moço, sou menino, sou faceiro,
Olhe bem, sou Escoteiro,
Amo a Deus, amo meus amigos,
Amo a pátria e da lei os seus artigos.

Pensei que eram simples meninos
Enganei-me, eram divinos.
Batutas a energia que consomem
Sem duvida em breve serão homens.
Nunca seriam esquecidos forasteiros
Pois ali nasciam verdadeiros Escoteiros.

Se um dia perguntarem aonde vão
Diga com calma com amor no coração.
Eles? Meu amigo são alegres faceiros
São meninos, eles são Escoteiros.
Vivem de sonhos correndo neste céu cor de anil,
São sinceros, são amigos, Escoteiros do Brasil!  


Feliz dia, feliz reunião. Sorriem, pois hoje é mais um dia e podemos dizer ao anoitecer: - Missão cumprida Deus! Obrigado por ter me dado esta missão! 

terça-feira, 31 de maio de 2016

uma carta


Minha amada e querida irmã,
Maria Clara.
Sempre Alerta!

              Aconteceu algum de extraordinário comigo com o Zé Carlos e Marcio. Ele foi o culpado de tudo. Entramos em um Grupo Escoteiro. Uma mudança na família da água para o vinho. Não sabe o que é? Minha amiga é um movimento fantástico que me deu uma vida nova, cheia de esperança para um futuro melhor. Nunca pensei que uma filosofia como a escoteira pudesse mudar minha maneira de ser e agir. Zé Carlos é outro homem precisa de ver. Márcio agora é responsável tornou-se um jovem mais calmo, metódico e maravilhosamente estudioso. Estou escrevendo para você, pois combinamos de passar as férias em sua fazenda e devido a novos planos vamos adiar. O nosso Grupo Escoteiro vai fazer um acampamento de férias e nós não queremos perder. Sei que irá entender nossa posição, mas se Deus quiser ano que vem estaremos juntos aí com você e Oscar. Uma irmã como você compreensiva como é não vai ficar triste com nossa falta.

              Olhe o escotismo tem muitas coisas maravilhosas. Pela primeira vez observamos um por do sol quando um pequeno levante de nuvens formava no céu um Arco Iris. A vida escoteira é no campo e vocês que moram assim sabem como é bom para os meninos, meninas e porque não dizer também para nós pais de escoteiros. Adoram aventuras, possuem uma fraternidade tão grande que até arrepio ao contar. Pela primeira vez senti o vento sem medo de um vendaval. Tive a oportunidade de sentir a brisa fria e gostosa do amanhecer. Era fantástico sentir o orvalho caindo e molhando a nossa barraca, passear pelos campos noturnos com a manta escoteira que compramos e saber que se fosse necessário o céu seria o nosso cobertor. Foi marcante ver o regato de águas puras e cristalinas correndo e levando uma folha perdida cujo destino fazia dela uma onda e ser levada para o mar. Minha irmã é bom demais ser Escoteiro. Passear nas campinas verdejante, ver os peixes saltitantes em um rio, que você aí na fazenda vê todos os dias, mas aqui na cidade grande é tão difícil de ver e participar.

                  Teve uma tarde que vi um beija flor bailando e dançando entre papagaios amarelos e pardais coloridos. Isto marcou muito e olhe até mesmo Zé Carlos passou a ser poeta. Escreveu um lindo poema: - Além do por do sol, além do arco íris, existe um sonho. Real. Simplesmente fantástico. Escoteiros e escoteiras lá estão vivendo uma vida de aventuras. Isto é só o começo, e ele terminava seu poema dizendo: - Existe uma montanha azul que é a casa das abelhas e pardais que cantam ao alvorecer e nas noites lindas de inverno. Ah minha irmã! Foi demais e está sendo todos os dias. Se você morasse na cidade eu diria para procurar um Grupo Escoteiro. Saiba que eles nos recebem de braços abertos com amor no coração. Eles são sonhadores e sabem que além do por do sol, além do arco íris é ali que eles encontraram a verdadeira morada da felicidade! Amei os escoteiros. Entreguei a eles meu coração. Fiz uma promessa e jurei ser escoteira para sempre. Porque não vem nos visitar qualquer dia destes? Vais ver Zé Carlos e o Marcio diferente do que eram antes. Agora são amigos, difícil dizer quem é o pai quem é o filho.

                  Até outro dia minha irmã. Você sabe que a amo muito e tenho você como eterna moradora do meu coração. Está lá junto a Zé Carlos Marcio e o escotismo. É não dá mais para ficar sem ele. Até mais mana. Um abraço apertado no Oscar. Sei que vai ficar feliz sabendo que a felicidade mora em minha casa e no coração de minha família. Dizem por aqui que nosso coração é Escoteiro.

Beijos e porque não dizer: Sempre Alerta!

                         

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Você é Escoteiro? - Não diga!


Você é Escoteiro? - Não diga!

        Ah! Meu amigo sou sim, com muito orgulho. Estou aprendendo a ser alguém, para que todos que me amam possam um dia orgulhar. Aprendo que o caráter é importante em cada um de nós. Que ser leal é ponto de honra, e minha palavra? Sim é sagrada. Estou aprendendo que a honra faz parte dos honestos. Que a ética é mais que tudo. Aprendo tantas coisas que cada dia que passa aumenta o meu orgulho de pertencer ao Movimento Escoteiro.

       Acredito que desconhece nosso movimento, mas são tantas coisas maravilhosas que acontecem comigo, que hoje sei que a felicidade pode ser alcançada e eu a alcancei. Sou um privilegiado por Deus em ser escoteiro. Tive a felicidade de ver um céu estrelado deitado na relva, em volta de uma fogueira cheia de amigos e amigas. Constelações, cometa deixando um véu de cores brilhantes no céu. Vi constelações, milhões de estrelas piscando e isto me faz sentir que o escoteiro é puro nos seus pensamentos, nas suas palavras e nas suas ações.

      Gostaria que um dia aceitasse meu convite e viesse comigo dormir sob as estrelas! Ver o sol nascer e se pôr no horizonte, com um rastro vermelho deixando uma marca profunda em nossos corações. Quem sabe um dia vai poder saborear o cheiro da terra molhada, do perfume das flores silvestres, do som maravilhoso da passarada, do piar da coruja em um carvalho qualquer. Ficar hipnotizado ao ver o lenho crepitando em uma bela fogueira em uma clareira de uma floresta, onde todos riem, cantam e as fagulhas incandescente subindo languidamente aos céus. A vista procura ver aonde vão até que desaparecem deixando uma saudade no ar.

      Olhe, é fantástico ser do escoteiro. Um privilégio de poucos. Quando vejo a chuva caindo em uma floresta, fico maravilhado ao ouvir o som imperdível aos ouvidos de um velho mateiro. Nós escoteiros temos uma ternura imensa com a natureza. Sabemos encontrar facilmente o Norte e o Sul, seguir a sotavento, sentir o vento no rosto, descobrir as flores desabrochando nas campinas verdejante. É incrivelmente agradável tirar o calçado e molhar os pés nas águas geladas de um belo riacho. Sentar e tirar uma soneca em uma frondosa árvore, poder olhar em volta e sentir o cheiro da relva cujo vento sopra com amor em nossa face. E que espetáculo chegar ao cume de uma montanha e ver o horizonte! Imperdível meu amigo!
     
       Sei que pode ser um de nós, e será uma honra vê-lo cantar conosco o Rataplã e se confraternizar com milhões de escoteiros espalhados no mundo. Venha, vou lhe dar a mão esquerda e repetir o que nos ensinou o nosso fundador: - Só os valentes entre os valentes se saúdam com a mão esquerda! Vais aprender conosco que o medo é próprio dos fracos e é preciso ter coragem e amor para conviver em uma vida saudável junto dos demais escoteiros no nosso fantástico acampamento. Não esqueça e guarde bem estas palavras: - Qualquer um pode entrar, mas ser escoteiro não é para qualquer um!


     Esperamos você de braços abertos. Será mais um dos irmãos de tantos milhões que temos espalhados pelo mundo. Vais conhecer a história do nosso fundador Baden-Powell, um homem além do seu tempo e um dos maiores pensadores e educadores da história. Lembre-se somos amigos de todos e irmãos dos demais escoteiros. Esperamos você. Coloque sua mochila, cante uma canção, e parta conosco nesta bela aventura!

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Plagiando Drummond. A quadrilha que nunca foi patrulha.


Plagiando Drummond.
A quadrilha que nunca foi patrulha.

Maneco amava Sofia que amava demais a Leleco
Que tinha paixão por Maria, que amava Alfredo sem nada,
Que amava Zezé Pioneiro que não amava ninguém.
Maneco foi ser Escoteiro, Sofia já era uma Guia,
Leleco era réu na Comissão de Ética, Maria nem curso fez,
Alfredo agora doutor foi parar a UEB.

Maneco fez muitas jornadas, Sofia quase nenhuma,
Leleco contava estrelas, Maria apenas sorria.
Alfredo virou chefão, Zezé uma chefinha.
Maneco foi Lis de Ouro, Sofia nem um tesouro.
Leleco não era maneta, pediu carona no cometa.
Maria que nunca foi minha, agora é Chefe de Lobinha.
E Alfredo um grande chefão na UEB um figurão.

A história ficou sem nexo, não tenho por ela apreço.
Se Maneco foi para os Estados Unidos,
E Sofia para o convento, Leleco morreu de desastre,
Maria ficou para titia, Alfredo ainda vivia.
Fiquei sabendo que você, que ficou fora da historia,
Milita no escotismo e faz dele sua glória.

E quem quiser que conte outra,
Eu parto desta para melhor.
Sou um desastre em sonetos,
Cada um que escrevo é pior.

Partindo escoteirada, ficarei com minha amada.
Um dia quem sabe entorno, e por aqui eu retorno,
  Quem fica aceite um Adeus,

Quem sabe abraços meus...