Uma linda historia escoteira

Uma linda historia escoteira
Era uma vez...

sábado, 26 de maio de 2012

Teimosia também tem limite.



Teimosia também tem limite.

Resolvi me penitenciar. Afinal teimosia também tem limite. É preciso colocar um ponto final nestas minhas teimosias ou obstinações a dizer que somente o passado escoteiro tem valor e só eu sei o que é bom para o movimento escoteiro. Discordar de A ou B vá lá, mas discordar de tudo? Quantos amigos aqui já tentaram me mostrar o meu lugar? Vivo criticando tudo, será que não sobra nada bom na modernidade escoteira? Afinal o escotismo sobrevive por causa de quem? Dos antigos? Nada disto. É gente nova que acredita, trabalha, sacrifica e sempre dizem que amam o escotismo e ele mudou suas vidas. É lindo isto não acham? Claro que sim, pois ele também mudou minha vida.
Impliquei com a moda dos acampamentos com pais responsáveis pela alimentação. Juntos seniores, escoteiros e lobinhos. Todos pulando no barro, aprendendo a rastejar e brincando no comando Crow. Por quê? Não está dando certo? As tropas e alcateias não estão indo bem com suas matilhas e patrulhas? Se eu marchei muito na minha época devo respeitar os que agora não gostam de marchar. É um direito. Tinha-se liberdade da Patrulha acampar sozinha, mas tenho que ver que hoje o mundo é outro. A marginalidade impera e não podemos facilitar. Muitos vivem me dizendo que as modificações fazem parte do mundo moderno e como eu me escondo em um casulo fico a discordar. É certo? Claro que sim. O errado sou eu! E o uniforme? Só porque falei que o caqui com o chapelão era reconhecido no Brasil inteiro não quis ver que um lenço amarrado no pescoço não é uniforme e sim traje e todos adoram. Errado isto? Errado sou eu. Porque eles estão lá lutando lá e eu aqui sentado olhando e... Escrevendo! Quem sabe sou mesmo um “paspalho” que ainda não viu o seu lugar?
Diz-se que Baden Powell (BP) criou métodos próprios para o movimento Escoteiro. Tenho que ver que hoje BP estaria ultrapassado. Todos me dizem isto. Se ele estivesse vivo criaria o movimento que está aí. Moderno, chique atual e pujante, e barato gente, bem barato! Se todos afirmam assim eu tenho que entender que eles estão certos. Agora só porque acho que devíamos ter um movimento democrático minhas razões não procedem. Afinal existem normas, regulamentos e apesar destas serem feitos por poucos é o que existe e temos que aceitar. Veja aquela Chefe Escoteira, ela adora o escotismo, mudou sua vida quando adentrou no escotismo há alguns anos atrás. Ela vê com outros olhos e errado sou eu em não entender sua razões e sua maneira de pensar.
Devia era fazer como todo mundo, ou seja, me dedicar aos meninos e esquecer esta teimosia em criticar dirigentes que sempre pensam em fazer o bem para nós. Afinal eles se sacrificam demais (pensei que os chefes escoteiros se sacrificassem mais) dão tudo de si. Não é bom que recebamos ofícios e e-mail dando diretrizes e normas que eles fizeram sozinhos? Ou quando o Diretor Técnico lá no cerimonial de bandeira nos trás a bela noticia que ficou sabendo com o distrito ou região? – Pessoal, o novo programa de jovens para tropas está sensacional! O anterior não vale mais. Pessoal, precisam ver, o uniforme mudou. Agora é caqui e verde a camisa! Lindo de morrer! Aplausos e aplausos.
Bem lembrado o que disseram o Chefe Escoteiro e Chefe Escoteira que o mundo hoje é outro. Quem não muda fica na berlinda do tempo e morre ao sabor da tempestade. É preciso ver que a escola hoje é outra. Mais moderna mais atual. A professora não grita mais com aluno, pois pode ser processada. Agora é o aluno que grita com ela. E aí dela se reclamar. Leva um “catiripapo” na orelha! As meninas e os meninos se divertem com o “bullying”, pois o moderno hoje é estapear e quem sabe dar uns tiros no colega da classe. Ou mesmo se armar e atirar em todo mundo lá. Claro no passado quando a professora chamava atenção ou gritava, nós abaixávamos a cabeça e dizíamos sim senhora. Nossas mães e pais diziam – Se a professora reclamar você vai levar um surra e ficar um mês de castigo! Mas hoje isto não existe o moderno é outra coisa. São os pais irem à escola, levar a imprensa ou um advogado para processarem a escola e tentar receber algum “dividendo” e dizendo (tem de ter televisão) – Queremos justiça! E quem não quer? Quando fiz o segundo ano primário eu sabia a tabuada de cor e salteado, mas hoje? Hoje não. A matemática é outra. Agora é matemática moderna. Hoje temos a calculadora. Tudo muito moderno mesmo.
Disciplina? Hoje sim a temos. Os jovens podem chamar os velhos de ““ Velho" babão e “gagá”, dizer “oi veio” beleza? “Olá chefia”, colega e outros termos que prefiro não falar aqui. A palavra “Senhor” sumiu nas esquinas da vida. A juventude tem mais liberdade, amor livre, sexo com camisinha, internet, baladas noturnas e o celular. Namorado dormir na casa da namorada é normal e não é errado. E as meninas nas novelas que ficam grávidas? Final feliz lindo e “seremos felizes para sempre!”. Assim são as novelas. Modernas, pragmáticas, atual. Ideias do Autor, mas ele é moderno, sabe o que diz. Aconselha-se muito com psicólogos e pedagogos (nada contra estes). O celular é imprescindível. Quem não tem fica mal. A moda é “buzinar” ele o dia inteiro. Ficam olhado para ele o tempo todo. Agora já não vêm mais o céu, as estrelas, a lua, o firmamento, o nascer e o por do sol. Falar com amigos, ouvir musicas se possível bem alto, pois o que os outros acham do barulho não importa. Importa o que pensa o que gosta e pronto. E na sede Escoteira? E no campo? Cuidado com os meninos e meninas. Qualquer ato, qualquer coisa que interpretarem de maneira errada, o "Chefe" Escoteiro está perdido. Irão aparecer centenas de advogados! Todos prontos para colocarem o Chefe Escoteiro a “ferros”.
Portanto meus amigos acho que eu preciso mudar e já. Vou acabar com a minha teimosia. Cheguei à conclusão que sou um "Velho" ultrapassado e teimoso. Não vou ficar mais aqui “azucrinando” a todos com minhas tradições, com o meu passado, com as atividades aventureiras onde todos ficavam juntos por anos e anos. A minha ética, a minha honra agora também vai se modernizar. Agora não preciso mais disto. Vou viver como aqueles que acreditam na pureza do escotismo feito na realidade atual. Pois se eu morrer amanhã de manhã, como diz o "Velho" samba – “Minha falta ninguém sentiria”.
 Afinal não foi aqui que disseram que “NEM TODOS NASCERAM PARA SER ESCOTEIRO?” – ainda bem e graças a Deus eu tive a sorte de nascer para ser Escoteiro!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

As aparições do Chefe Trovão.



As aparições do Chefe Trovão.

Todo sábado à tarde, levava meu filho para as reuniões da tropa escoteira. Ele se sentia realizado, e não aceitava faltar ou chegar atrasado. A princípio não achei tedioso, pois, ficava por ali esperando o término e aproveitava para ver o que faziam. Assim como eu vários pais ali também permaneciam. O Chefe Trovão ficava quase sempre conversando conosco. Não participava diretamente. Não era o Diretor Técnico. Eu sabia que ele era especial, pois todos o tratavam de maneira respeitosa. Soube depois que era um dos poucos que dirigia cursos, e conhecia como ninguém o fluxograma, o projeto e o intento do programa escoteiro.
Tornou-se para nós um amigo e assim como os demais chefes após as reuniões sempre nos reuníamos em casa de alguém, para conversar, bebericar uma cerveja ou refrigerantes. Era uma reunião divertida. Com o tempo, o chefe Trovão convenceu a todos nós a participar mais diretamente colaborando com o Grupo em questão. Nada como experimentar. Reuniu vinte e cinco pais, e durante uma tarde de um sábado e o dia inteiro do domingo, aplicou a todos o CAP (Curso de Adestramento Preliminar). Foi divertido, mas logo nosso tempo aos sábados, domingos e alguns dias da semana começaram a ser tomados, em função única e somente para as atividades escoteiras.
Nos primeiros meses fiquei em dúvida, mas com o passar do tempo o escotismo começou a ficar enraizado em meus pensamentos e assim como os demais pais começamos a nos dedicar de corpo e alma ao movimento escoteiro. Fomos mordidos pelo mosquito encantado de Baden Powell. Daí para um CAB e a parte II da Insígnia foi um pulo. No mês de julho, estava marcado um acampamento de cinco dias, numa pequena mata pertencente a um amigo do chefe Trovão. A Tropa Escoteira e Sênior iriam participar. Claro que também estaríamos presente. Não iriamos faltar. Aos poucos fomos aprendendo como preparar o material, a intendência, as caixas de patrulhas, ou seja, tudo aquilo que os escoteiros conhecem tão bem.
Ficamos sabendo pelos outros chefes dos mitos do acampamento, e um fato nos deixou intrigado. O chefe Trovão fazia questão que todos os chefes participassem do banho das “três e meia” da madrugada com um “sabonete especial” no primeiro dia de acampamento. Era uma tradição. Ninguém podia faltar. “Que diabos” pensei. Por quê? Qual a finalidade? Como havia um respeito nato ao Chefe Trovão não perguntamos. Vamos ver o que é e depois comentar.
No dia marcado partimos. Alegria geral. Chegamos cedo ao local. Lindo. Uma grande lagoa tendo em volta uma pequena floresta nativa. Havia uma bela clareira e a poucos metros acima corria um córrego com águas limpas com uma pequena cascata. Chamada de Bica Molhada por todos que acamparam ali. Os monitores escolheram seu campo e nós ficamos em um campo próprio não muito distantes deles. Esqueci-me de explicar que há mais de três dias fazia um frio horroroso em nossa cidade.
Tudo transcorreu nos conformes.  À tardinha, ainda com sol, todos se lavaram junto ao lago, e nós fomos até uma bica bem abaixo, que corria em bambus formando uma ducha sem igual. Após o jantar, foi feito um jogo. Terminado a reunião como os monitores, cada um foi procurar o seu canto para dormir. Já tínhamos se esquecido de tudo e eis que o chefe Trovão nos chamou a todos dizendo que o horário de três e meia era sagrado, não gostaria que ninguém faltasse ou chegasse atrasado. Nesta hora foi que nos lembramos do tal banho. Achei um absurdo. Um frio de rachar. Acho que agora estava com uns doze graus e pela madrugada deveria chegar Aa cinco ou seis. Já ia discordar quando o chefe Trovão me olhou enviesado e como estivesse lendo o meu pensamento, apontou para mim dizendo: - Sinto muito, quem faltar vou considerar como falta de “Espírito Escoteiro”. “Diacho” E agora? Não falamos nada. Tínhamos enorme respeito pelo Chefe Trovão.
Dormi preocupado. Era o cúmulo do absurdo. Se isto era escotismo meu pai era um macaco falante. Não aceitava tal ideia ou tal imposição. Pensei que no outro dia juntaria minhas tralhas e iria embora. Mas meu filho estava ali. Seria uma falta muito grande e uma tremenda decepção para ele. O jeito era esperar a madrugada, pois achava que aquilo não passava de uma piada. Não acordei às três e meia. Ninguém acordou. Não fomos chamados. Mas o Fabio um dos pais acordou dez minutos após e chamou a todos nós. Levantamos assustados. Um frio de rachar. Enrolado em um cobertor nos reunimos em volta do que restava do fogo aceso frente às barracas. O chefe Trovão não estava na sua. Já tinha partido sozinho.
O que fazer então? Cada um deu sua opinião no final, resolvemos ir até a ducha e pedir desculpas ao chefe Trovão. Devíamos isso a ele. Não era longe nem perto. Uns 200 metros abaixo da lagoa. Saímos tiritando de frio. Na trilha todos nós sentíamos calafrios. Não acredito em fantasmas nem em alma do outro mundo. Mas não sei por que, talvez o silêncio, as arvores sombrias, a lagoa escura nos fazia ter um medo que me bambeava as pernas. Pé ante pé avistamos a ducha (ficava uns 10 metros abaixo de nós) e vimos o chefe Trovão só de short, debaixo da ducha com as mãos levantadas, abaixando junto ao corpo e ficando em pé repetindo sempre, numa linguagem inteligível como se fosse uma prece ou invocação. Foi então que uma luz brilhante apareceu.
Olhe, eu tremia igual vara verde. Nunca tinha visto nada igual. A luz foi aumentando e em poucos segundos, diversos vultos como sombras fantasmagóricas também lá estavam saudando o chefe Trovão. “Deus do Céu” que era aquilo? Ainda não tinha visto nada igual em minha vida. O chefe levantou as mãos para o céu e ficou acima do chão uns dois metros continuando sua reza e os vultos numa espécie de dança macabra ficaram rodando em sua volta.
Um grande redemoinho foi formado. Não vi mais os vultos e o chefe Trovão. A luz brilhante começou a faiscar, lançando raios para todos os lados. Fugimos dali esbaforidos, tremendo, alguns garanto tinham molhado os pijamas, ninguém falou nada, todos queriam ir à frente e ninguém atrás. Cada um entrou em sua barraca, ofegante, esperando a calma chegar. Que nada, a tremedeira não passava. Não estávamos acostumados com isto. Os minutos foram passando, estávamos acalmando e eis que bem no inicio da trilha, pela fresta da barraca avistamos o chefe Trovão.
Com um short curto, a toalha jogada nos ombros, assoviava alegre o “Acampei lá na montanha”. Parecia estar em uma praia num escaldante verão. Não mostrou curiosidade em saber se estávamos acordados. Fez uma pequena ondulação com o corpo, mexeu com os braços e se dirigiu a sua barraca. Ao entrar se voltou e abanou as mãos em direção à mata. Não vimos nada. No dia seguinte levantamos calados. Poucos conseguiram dormir. O acampamento cumpriu seu programa. Os escoteiros alegres, os seniores com seu grito de guerra, enfim uma grande exultação de um programa que se não fosse o acontecido, poderia dizer sem similar.
Retornamos no dia marcado. O Chefe Trovão parecia o mesmo. Professor, tutor, instrutor, mas sempre quando nos encarava, um sorriso maroto brotava para logo mostrar sua carranca de chefão. Na semana seguinte, notei que somente eu e mais dez pais ainda estávamos participando do grupo. Os demais mandaram as mães levar os filhos e avisar ao Chefe do Grupo que não poderiam continuar no movimento.
Não houve comentário. Parece que um pacto de silencio acometeu a todos. Eu mesmo nem com minha esposa falei do assunto e do acontecido. Acho que todos tinham medo de serem ridicularizados. Mas acredito e disso não tenho nenhuma dúvida, que o Chefe Trovão tem um pacto com o coisa-ruim ou então com espíritos amigos, cuja visita recebe sempre no afamado “banho das três e meia e seu sabonete mágico”.
O porquê de seu convite não tinha nenhuma lógica. Porque então nos convidou? Até hoje não sei. Sei que seus encontros maquiavélicos devem existir até hoje. Ele sabe que aqueles que viram seu ritual nada dirão. O medo de tudo o receio de represálias, seu estilo dominador nos faz esquecer o fato. Continuo até hoje no escotismo. Sou Escotista de Tropa Escoteira. O Chefe Trovão há alguns anos mudou de cidade. Não ouvi falar mais nele. Ninguém no grupo comenta o assunto. Dizem que o Chefe do Grupo também participa do ritual, mas eu não posso provar. Não vi e nem quero ver. Quando me lembro dele, sem querer vejo chifres em sua cabeça. Deus me livre! E a vida continua, falei por falar. Narrei por narrar. Não vi, não sei, não ouvi estou com os olhos fechados e minha mente não pensa. Esqueçam o que disse!
E se alguém encontrar o Chefe Trovão por aí, digam que eu mandei um forte abraço. Nada mais. Dele eu quero distância! Risos. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Porque você deve ser um Insígnia de Madeira.



Porque você deve ser um Insígnia de Madeira.

No escotismo todos nós passamos por momentos bons, e claro, alguns ruins. Este último à gente esquece logo, pois são tantos os bons que suprem as deficiências e as criticas que recebemos por tentar fazer o bem. Mas ainda bem que as boas ficam na memória para sempre e as outras são esquecidas e levadas pelo vento para longe.  Elas nunca mais vão nos importunar.
Lembro como se hoje fosse, um dos escotistas que mais admirei durante toda minha vida escoteira, apareceu assim de supetão em uma atividade distrital e me entregou minha primeira Insígnia de Madeira. Corria o ano de 1968. Faz tempo. Eu a esperava há quatro anos, pois só o meu caderno (parte II na época) se perdeu nos escaninhos da burocracia da UEB. (correios ruim, UEB recebia e enviava a um leitor em algum estado Brasileiro que após seus comentários o devolvia a UEB que o enviava novamente ao interessado) Eu em minha infância havia recebido uma educação Escoteira espartana. Séria. Técnica. E achava um absurdo à demora da entrega da IM.
Mas a males que vem para bem. Passei então a me preocupar mais com a burocracia nas diversas fases que passei na hierarquia escoteira. Mas vamos voltar ao tema do pequeno artigo. O Chefe Darcy Malta um dos maiores escotistas que convivi me disse o seguinte quando fez o ato da entrega do certificado, do colar e do lenço:
- Chefe Osvaldo, tenho o orgulho e a honra de lhe fazer a entrega da Insígnia de Madeira. O colar pesa. As contas mais ainda e o lenço vai distinguir você de outros tantos bons escotistas que estão a fazer o mesmo que você. Não pense que você vai mudar, vai ficar mais importante só porque agora tem um lenço que muitos ambicionam. Não pode pensar assim. Lembre-se Osvaldo que a Insígnia de Madeira somente está lhe concedendo um inicio na sua luta para formar melhor os jovens de sua tropa. Não é porque a tem que você passa a ser um instrutor diferenciado. E nem tão pouco lhe dá o direito de ambicionar ir mais longe. A IM só tem agora a importância para que a tropa que você colabora saiba que tem um Escotista melhor adestrado. Isto é o mínimo que se espera de um Escotista portador da IM.
- Continuou o Chefe Darcy Malta. - Quando você sentir que tem condições de ser um membro da equipe de formação (adestramento na época) para adultos, lembre-se se você é capaz. Se tens resultados positivos do seu trabalho em sua tropa. Se ela lhe deu condições para você dizer aos outros que façam assim porque você fez e deu certo. A experiência sua então poderá ser transmitida aos outros de maneira clara e insofismável. Eles os seus futuros alunos poderão dizer que você sabe o que diz e por isto se faz merecer de outros títulos que você um dia vai ter. Mas lembre-se meu amigo Osvaldo, seja humilde. Não seja arrogante. Você não é melhor que os outros. Não seja o antidoto do “chefão” que muitos detestam.
E ele nada mais disse. Colou-me o lenço, o colar e entregou o certificado. Pesou. E como pesou. Daí em diante eu sempre disse a todos os escotistas que compartilhei amizade, que lutem para ser também um IM. A tropa, a Alcatéia precisa de voces muito mais que uma liderança em equipes, distritos e regiões. E quando tiverem substitutos a altura e fizerem um retrospecto do que conseguiram em termos de resultados, quem sabe poderão ser convidados para iniciarem a senda em uma equipe de formação, ou em uma liderança distrital, regional ou nacional. Hoje se pudesse decidir novamente meu destino, estaria lá. Junto aos jovens.
Lutem para conseguir. Muitos ainda não conseguiram e nem por isto sabem menos que os que já possuem. No entanto ser Insígnia é uma qualidade e uma obrigação e isto dará um maior crédito a sua formação de Chefe Escoteiro.
Mas é importante que ao ser um Insígnia de Madeira, a luta passa a ser maior. Sair, abandonar as fileiras, desistir não faz parte de alguém que agora faz parte da equipe de Gilwell. O lenço pesa e a responsabilidade mais ainda. Um olhar meigo, carinhoso, amigo e fraternal fará de você um “Insígnia de Madeira” alguém que todos possam se orgulhar em ser amigo. E olhe muitos se esqueceram disto!  

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pérolas escoteiras da Internet



Pérolas escoteiras da Internet
(para rir somente e não acreditar, por favor!).

01 – Chefe avise a Patrulha que a excursão ao pico do papagaio que não precisam se preocupar com a subida. Consegui com meu tio o helicóptero dele que vai levar toda a Patrulha de manhã e vai nos buscar à tarde;

02 – Alguém sabe me dizer se vai ter reunião sábado? Tenho um compromisso sério no Shopping com uma “mina” de tirar o chapéu +D. O chefe já voltou da lua de mel?

03 – Como as reuniões de seniores estão muito chatas, o Chefe no Conselho de tropa definiu que iremos fazer reuniões via Skype ou o ooVoo. Assim poderemos conversar sentados, reunir outros amigos, beber uma limonada e quem sabe ficar com a namorada do lado;

04 – Alguém pode dizer ao Chefe que não vou mais para o acampamento? Tem uma balada de uma amiga e não posso perder;

05 – Visando dar mais viabilidade aos escoteiros da tropa, sugeri ao presidente da nossa Corte de Honra que ela seja transmitida via internet para que todos possam assistir como ela é feita e como procedemos nas reuniões;

06 – Amigos do Face, este é meu filho na sua promessa de escoteiro. Adoro ele. Amo ele de montão. (o jovem com uns onze anos estava com uma camisa Escoteira cheia de distintivos, dez estrelas de atividade, e com o lenço e o colar da Insígnia de Madeira);

07 – Pode acreditar Chefe, se Baden Powell (BP) fosse vivo hoje, tenho certeza teria aderido à modernidade. Usaria é claro um jeans e um chapéu texano, e escreveria um livro: O Escoteiro do Futuro no mundo das ilusões!

08 – Chefe! Não tenho ido às reuniões de sábado. Nós vamos ao grande jogo distrital? O senhor sabe que detesto reuniões, mas adoro atividades extra sede;

09 – Acreditem amigas, o acampamento foi péssimo. A minha TV portátil não pegou nada, meu celular acabou a bateria, meu colchão a ar não funcionou e para piorar meu notebook novinho não quis entrar na internet. Imagine! Quatro dias sem entrar no facebook?

10 – Atenção turma fiquei sabendo que dona Esmeralda não vai mais cozinhar para a tropa nos acampamentos. O Chefe está procurando um novo cozinheiro com experiência de dez anos, alguém conhece um bom? Disse que paga bem!

11 – Chefes do meu Grupo Escoteiro. Foi ótima a reunião de pais. Eles decidiram que os próximos acampamentos serão realizados no Camping Agua Dourada. Eles vão providenciar um bom cozinheiro, irão contratar o serviço de uma empresa especializada, que irá armar as barracas, fazer as pioneirias e até o fogo do conselho será apresentado por uma trupe muito famosa na TV! Esqueci-me de dizer, eles irão contratar garçons para servir todo mundo!

12 – Alguém pode fazer uma relação das atividades distritais, regionais e internacionais para jovens? As reuniões de sede e os acampamentos lá do Grupo Escoteiro estão deixando a desejar. Um “saco” para dizer a verdade;

13 – Chefia, não irei às reuniões nos próximos sábados, infelizmente me inscrevi em uma escola de Luta Livre e serão dois meses. Quando terminar se ainda estiver animado eu volto certo?
Resposta da chefia – Anotado Escoteiro. Sentiremos sua falta, adoramos você. Seu lugar estará sempre lá. Beijos!

14 – Amigos e amigas estou super animada, vou para o Jamboree. Espero encontrar voces lá. Na minha Patrulha só eu, afinal quem mandou eles serem pobres?

15 – Minha mãe contratou um estilista para fazerem lenços escoteiros. Devo levar todos para trocar no Jamboree, mas aviso, Não me venham com lenço de pobre! Se não tem assinatura de um design famoso, esqueçam. Não troco;

16 – Meus amigos escoteiros e escoteiras avisem a todos e aos seus chefes que vou criar um grupo no Facebook só para nós deixarmos recados para eles e nossos monitores. Assim fica mais fácil comunicar, pois ninguém sai do Facebook!

17 – Se Baden Powell (BP) fosse vivo, ele estaria rindo mais que nas suas fotos do passado. Quantas coisas ele iria ver e dar belas risadas! Pois é BP, ainda bem que só vê aí de cima sem poder opinar. Dizem tanto aqui sobre você. Quando chegar aí, vou lhe contar algumas perolas da internet e vamos rir juntos. Me aguarde!

E tem muito mais, mas fica para outro dia. E é como as Lendas e Fábulas que escrevo nas minhas historias. Acredite quem quiser...

SUGESTÃO ADMINISTRATIVA P/ UEB



Meus amigos aqui do facebook e dos meus blogs. O artigo abaixo foi feito pelo meu amigo Chefe Elmer, DCIM de São Paulo que vem também pensando que poderemos sugerir uma melhor reforma administrativa na UEB. Se alguém quiser colaborar pode mandar para o meu e-mail elioso@terra.com.br ou o do Chefe Elmer Elmer.pessoa@terra.com.br. Lembremos que não existe nada oficial. São somente sugestões.

SUGESTÃO ADMINISTRATIVA P/ UEB

Esta é uma sugestão que está ganhando adeptos.
A ideia necessitaria mudanças no Estatuto, mas já que, segundo muitos associados, o modelo em vigor não atende os interesses da entidade, poderia ser proposta uma ampla reforma.

 SUGESTÃO:
 A UEB seria dirigida por uma Comissão Executiva, eleita, composta de 8
 membros, com mandato de três anos.
 Presidente, Vice Presidente, Diretor Técnico e adjunto, Diretor
 Administrativo e Adjunto e Diretor Financeiro e Adjunto.
 (Estes seriam eleitos por chapa c/ um voto por Grupo Escoteiro registrado
 no mínimo ha três anos e c/ registro anual em dia.
 Não interessaria o tamanho do Grupo).
 Poderiam ser criadas outras Diretorias auxiliares c/ Diretores e Adjuntos nomeados. (por exemplo: Ramos e Modalidades, Crescimento, Sustentabilidade, Eventos, Religiosidade, internacional, Ética e Disciplina etc. etc.).
 Haveria um Conselho Consultivo com um representante e seu adjunto, de cada
 Estado, eleitos na Assembleia Regional do seu Estado. (Eleitos 1/3 a cada
 ano).
Teríamos um Conselho Fiscal, como atualmente acontece.
 Os eleitos não precisariam ser de Curitiba, fazendo as reuniões via internet
 (vídeo conferência), estando presente a Curitiba a cada 60 dias.
 Seria permitida uma única reeleição, mesmo para cargos diferentes.
O Escritório Nacional seria administrado pelo Secretário Geral com número de
 funcionários necessários.
 Existem outros detalhes menores, mas a "viga mestre" é o exposto aqui.
Trata-se de uma sugestão e como tal precisa ser trabalhada, conseguir
adesões e multiplicadores para então, tornar-se uma proposta e encaminhada ao
fórum indicado. Por enquanto é um “balão de ensaio”!
Talvez e provavelmente, não é a administração ideal (que não existe ideal,
devido ao tamanho e as realidades diferentes de nosso país) e não
contemplaria a todas as realidades, mais está forma de eleger a Diretoria já
aproximaria das bases, momento em que procuram valoriza-las. A inversão do
triângulo, colocando-se no ápice a pessoa e o Grupo Escoteiro.
Por gentileza, pense a respeito desta sugestão ou faça outra.

Abraços
Elmer

terça-feira, 22 de maio de 2012

Ainda sobre o uniforme Escoteiro.



Ainda sobre o uniforme Escoteiro.

De novo? Risos. Pelo amor de Deus! Não vou entrar novamente nesta seara. Que cada um use o chapéu que quiser (já vi chapéus canadenses, texanos, mexicanos, australianos e nem sei mais o que) a camisa da cor que quiser a calça amarela, verde ou azul não importa. Para mim este tema já era. Eu fico com meu caqui e tenho também o cinza com calça de tergal. Este só quando participo de reuniões sociais conforme os preceitos da época, bem definidos no POR. Mas hoje, vendo e-mail de amigos me lembrei de um fato interessante. Interessante mesmo.
Foi por volta de 1969. Recém-empossado Comissário Regional (hoje nem sei o que dizem, pois mudaram tudo!) e me inteirando dos meandros internos e burocráticos, fiquei sabendo que existia em uma cidade de Minas um Grupo Escoteiro que por diversas vezes tentou fazer o registro, mas o regional anterior não aceitou. Depois vi uma carta da UEB dizendo que eles estavam tentando fazer o registro direto na sede nacional e o que eu achava. Como não sabia do que se tratava procurei me informar com o regional anterior e fiquei sabendo da historia.
Era um Grupo Escoteiro com mais de 300 jovens. Tinha meninos e meninas (proibido na época, só as bandeirantes podiam ter meninas). Também tinham um uniforme diferente e não aceitavam a disciplina da UEB. Como gostava de resolver tudo diretamente (olhos nos olhos, pois era jovem e afoito) resolvi ir até a cidade dos escoteiros “diferentes”. Fui de ônibus, sai pela manhã, três horas de viagem. Claro mandei um ofício comunicando minha ida e pedindo se possível uma reunião com o Chefe do Grupo e depois com os demais chefes.
Qual a minha surpresa, pois o ônibus me levou até uma praça, onde havia uma festa. Assim pensei. A praça cheia, banda de música, um palanque para onde me levaram e aí vi que a festa era eu. Gente a Bessa. O prefeito, o juiz, o delegado, a promotora (esposa do "Chefe") e mais uma “pá” de autoridades. Foguetes, palavrórios e vi surpreso vários batalhões de escoteiros e escoteiras. Centenas deles. Calça comprida marrom, sapato preto, camisa caqui e boina tipo Montgomery. O lenço lindo. De seda, verde e amarelo com o cruzeiro do sul bordado atrás. Comecei a entender o porquê não registravam. Depois do desfile com uma apresentação de gala que faria inveja a muitos militares (tinham uma fanfarra espetacular!) fui levado até um clube onde serviram um almoço para mais de 200 pessoas. Mais discursos.
Impossível falar com o Chefe do grupo. Ele era o Juiz de Menores da cidade. Tinha uma força tremenda. E claro mostrando que era também o todo poderoso da cidade junto à juventude. Iria retornar no próprio sábado e não tive remédio. Voltei pensando o que deveria fazer. Fiz um ofício. Para o Chefe do grupo, com cópias para a UEB, o prefeito, o delegado, o juiz e para o Governador do Estado. Simples. Explicava curto e grosso como era o uniforme, cursos, (me oferecia para ir lá dar os cursos) e só então poderíamos pensar em registro. Uma pressão enorme na UEB. Não abri mão. Ou era assim ou me dá meu boné que estou indo.
Passou oito meses. Tudo se normalizou. Convidaram-me para a renovação de promessa. Mais de 300 meninos (as meninas agora eram bandeirantes) todos de caqui e chapelão. O que dizer? Um passo dado um passo alcançado. Iria por etapas.
Aceitamos o registro. O grupo durou oito anos. Não sei o porquê acabou. Muitos chefes chegaram a receber o anel de Gilwell. Porque contei esta historia? Não sei, ou melhor, quem sabe por que tínhamos normas estatutárias que eram obedecidas. O POR era levado a serio. Vestir o uniforme era uma honra de poucos. Hoje? Melhor não entrar nesta seara. Nem todos devem pensar como eu. É um direito. Tenho que aceitar.
Que façam o que quiserem do uniforme. Que usem o lenço pendurado no tal do traje. Que venha o novo seja uniforme ou traje. Que os chefes sejam felizes em usar o que quiserem. Calo-me agora, dizem que em “boca fechada não entra mosquito”.
Um adendo – Devem notar que só publico aqui fotos em que acredito estarem os escoteiros bem uniformizados. Principalmente de outros países. Lá eu vejo que o uniforme para eles é sagrado. Sempre se apresentado com garbo e boa ordem. Mas isto não tira o mérito de muitos brasileiros que tem grande espírito Escoteiro e amam o escotismo como eu. Fim! 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Um tesouro que se evaporou



Um tesouro que se evaporou

Esta historia aconteceu há muito tempo. Se não me engano foi em 1971. Um Conselho Regional (hoje Assembleia) em uma cidade no interior de Minas famosa por suas igrejas, ruas com calçadas rusticas, casas de mil e setecentos, uma linda cidade. O Grupo Escoteiro de lá foi nosso anfitrião. Fui lá algumas vezes para juntos fazermos o programa, pois as inscrições até então demonstravam que iriamos ter mais de trezentos participantes. Eles conseguiram em um mosteiro próximo, alojamentos e inclusive refeições por um preço módico que foi coberto pela prefeitura local.
Naquela época os Conselhos eram sempre cheios de atrativos. Tínhamos sempre aos sábados uma noite dançante (após o encerramento dos trabalhos) e se tornou uma tradição o grande jogo que sempre realizávamos no sábado à tarde. Desta vez deixamos para o "Chefe" de grupo de lá, a responsabilidade, pois ele me garantiu que tinha um bem bolado na “ponta do nariz”. Era conforme ele disse um Grande Jogo tipo caça ao Tesouro. Além da busca teríamos oportunidade de conhecer a cidade nos vários aspectos turísticos, pois o tempo reservado para isto não existia em nosso programa.
Separamos por Patrulha de seis o que deu mais de quarenta patrulhas. Cada uma foi informada por uma “Carta Prego” como seria o grande jogo. Uma pista na própria Carta levaria a pista numero dois e assim por diante até a última (a sétima). Todas as pistas foram colocadas em igrejas e museus e olhe, não era fácil interpretar o que deram como pista principalmente não conhecendo a cidade e seus monumentos históricos. Claro que foi liberado a consulta com moradores e por duas horas várias patrulhas conseguiram chegar na quinta. Na sexta somente quatro.
E onde estava a pista sete? No local determinado nada. Procura daqui e dali e foi chamado o "Chefe" de grupo que viu a sua responsabilidade de pessoa séria cair por terra. Deixou esta pista com um pai de lobinho e correu a casa dele. Descobriu que tinha ido para sua fazenda que não era tão longe. Quando lá chegou o tal estava bêbado, tão bêbado que não conseguia falar e com todas as pistas que deveria ter deixado lá no bolso. Mas ele não tinha escrito onde estava o tesouro. Não escreveu nada. O jogo foi encerrado. Uma desilusão dos afoitos que conseguiram ir até a sexta pista. E o tesouro? Existiria? O que seria?
Fiquei sabendo alguns meses depois que em um domingo de Ramos, a igreja cheia, o bispo que celebrava a missa resolveu usar a “ambula ou cibório” maior devido ao grande numero de fieis que iriam comungar. Nem olhou, pois deduzia que ela teria hóstias suficientes para todos. Na hora, quando ele abriu a tampa e enfiou a mão para pegar a primeira, viu que lá tinha muitos saquinhos bem acondicionados. Depois da missa abriu os saquinhos e viu que cada um tinha pedras preciosas sem muito valor (naquela época, hoje valem muito) e ficou encucado.
O "Chefe” do Grupo informado a respeito procurou o pai que tinha esquecido onde deixou o “tesouro” e agora lembrava. Dentro da “Ambula ou Cibório” da principal igreja da cidade. Pena que não houve final no grande jogo. Seria um presente e tanto para a Patrulha vencedora. Mas acho que valeu. O jogo não teve final, mas teve história. Mimeografei e mandei a todos os participantes para que conhecessem o final do jogo do Tesouro Misterioso que não houve.

domingo, 20 de maio de 2012

Porque estão mudando?



Porque estão mudando?

Eu fico me perguntando sempre. Por quê? Porque mudam tanto? Satisfazer egos? Sentir-se realizados? Ver que construíram uma miragem? Claro que para eles é uma realidade. Tenho varias amizades com antigos como eu. Um deles um Escotista antigo que entrou jovem tentou por todos os meios explicar-me as mudanças. Um defensor ferrenho. Até o admirava e o admiro pela sua força em aceitar disciplinarmente os erros que cometiam. Será que ele realmente acreditava no que dizia? Não sei. Hoje vejo que ele aqui e ali está mudando seu modo de agir e pensar.
Primeiro mudaram aos Estatutos, O Regimento Interno. Aqui e ali alguns artigos do POR. (Princípios Organizações e Regras). Devem ter acreditado que seria para melhor. Claro de uma diretoria de três ou quatro e com um técnico chamado Escoteiro "Chefe" Escoteiro mudaram para uma equipe maior, assim as discussões e aprovações teriam um maior consenso. Mas que dificuldade para quem quiser galgar as escadas inatingíveis de uma Direção Nacional. Que os digam os que lá estão e não querem sair. Muitos estão lá há tantos anos que até perdi a conta. Lembro-me da coceirinha gostosa de um carrapatinho que não queria abandonar o aconchego da carne deliciosa de um Escoteirinho. Risos.
Agora mudam o uniforme. Parece conversa de comadres. Ninguém sabe ninguém viu, mas alguém confirma (e eu confirmei) que uma ata existe, um Congresso não consultado e mudaram sem dar satisfações a ele. Devem estar satisfeitos. Não perguntaram a Patrulha Pantera se querem o caqui. Não perguntaram a Patrulha Anhanguera se querem o cinza. Dizem que fizeram enquete. Não eram escoteiros os que fizeram. Dizem que foi em São Paulo. São Paulo agora dita à moda Escoteira.
Estão alegres. As mudanças não param por aí. Vem outras dizem. Agora estão a pesquisar sobre ideias para um novo POR. Uma pesquisa que ninguém sabe como vão ser decidido as alterações. Dizem também que agora estão tentando ouvir um maior número de pessoas. Querem até sugestões para democratizar mais o movimento. Não sei. Se for verdade parabéns. Como São Tomé é ver para crer.
O melhor é que dizem que estamos crescendo. 70.000 ou mais. Estados aumentando o efetivo e outros diminuindo. Não disseram por quê.
Escotismo, Escotismo. Nada contra. Meu desejo é vê-lo forte e reconhecido por toda a sociedade brasileira. Acreditar que nossa comunidade política e educacional nos respeite. Não digam que somos um movimento excessivamente infantil. Que olhem para nós e pensem que podemos ser um caminho para o sucesso junto à juventude de nosso país.
Mudar, sim mudar para o passado em muitas coisas. Nas tradições que nos levaram e suprimiram. Que se mantenha o moderno. Mas que deem oportunidade de voz e voto a todos adultos do movimento. 70.000 já tivemos a muitos e muitos anos atrás. Que estes 70.000 de agora não pare por aí como parou no tempo enquanto mudanças mil se fizeram sentir.
É meu desejo sincero e sem polemica.   

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Indabas – Vale a pena? Você já fez em seu Grupo?



Indabas – Vale a pena? Você já fez em seu Grupo?

INDABA, em Zulu, significa reunir pessoas. BP trouxe o termo para nós escoteiros e utilizamos desde os primórdios do escotismo. Tenho visto que poucos têm feitos encontros de adultos com essa terminologia ultimamente. Talvez a criatividade tenha substituído o termo por outros, mas acho que com o mesmo objetivo. Eu sempre gostei muito de realizar indabas. Simples, com poucas pessoas ou então mais pomposamente com muitos. Para mim não importava. Se os objetivos fossem alcançados dava-me por satisfeito.
Ultimamente alguns escotistas têm comentado através de e-mails ou pelo MSN ou mesmo por aqui no Facebook sobre como realizar uma boa Indaba. Claro, para o Grupo Escoteiro. Como fazer, tempo de duração, participação etc. Sempre achei que uma boa Indaba no campo produz mais. Já fiz dezenas assim e a amizade aumenta os laços entre aqueles que pouco se conhecem. Passamos a ver os outros de forma diferente e até aprendemos a respeitá-los mais. E olhe não existe melhor diversão. (sempre se chora no final) Um tempo para pioneirias, formar patrulhas, nomes, gritos e jogos. Sim jogos. Cozinha própria com rodizio das patrulhas. Inspeção pela manhã (feita por dois monitores eleitos pelos demais) e sem muita rigidez no programa.
Deixar para dois horários as discussões de temas ou Grupos de Trabalho que interessam a todos. À tarde após o almoço e a noite após o jantar. Quem sabe falar sobre atividades de sessões, programas. Tudo que fazemos em um acampamento escoteiro nos moldes de Gilwell deve ser feito lá. Um local bonito com condições de construir pioneiras (bambus ou eucaliptos) se possível longe da cidade, (evitar locais onde se avista um pouco da civilização). Um clima fraterno deve ser criado. O líder tem de ser um amigo, um irmão dos demais. A democracia ali deve se fazer presente a todo instante.
Preparar o material uma semana antes, uma taxa pequena com um responsável para comprar os gêneros alimentícios, uma intendência geral, pois a cozinha não será por Patrulha. Uma saída em uma sexta à noite, (pode-se convidar pais que por um ou outro motivo gostariam de participar) nos próprios veículos dos chefes participantes (após descarregarem levem-nos para longe se não sempre terão aqueles que vão lá ouvir uma musiquinha, uma noticia, etc. risos). Como estamos em uma época moderna, os celulares devem ser desligados e somente um fica com o seu em prontidão para isto foi avisado em casa de cada um o número. (já pensou? Em pleno campo, vivendo a vida mateira e o celular de vários tocando ao mesmo tempo?) O conforto é simples. O mesmo dos escoteiros. Que cada um faça sua cama de capim, seu travesseiro e que arme sua barraca que pode ser usada em duplas, ou mesmo por casais presentes.
A noite de sexta só para montagem do campo. É delicioso e um desafio preparar barracas, fogão tudo no escuro. Claro liquinhos podem e devem ser levados. Lá pelas onze da noite talvez um fogo, algumas lonas na grama, deixar que cada um vá ou não a Conversa ao Pé do fogo, como se diz – “Jogar conversa fora”, mas que tem um valor inestimável. Não passar de meia noite e silencio.  Um sábado com café, bandeira, inspeção, um belo de um jogo, almoço (no tempo livre construções de bancos para todos por Patrulha) a tarde um joguinho e Grupos de Trabalho. À tardinha um banho, jantar, a noite algumas discussões que ficaram para trás, um fogo de conselho. Ah! Este especial. Nada de programa, nada de animador. Deixar rolar. Cada Patrulha interage, joga, canta faz o que gosta. Olhar as estrelas, cantar, e claro uma linda Cadeia da Fraternidade para fechar a noite. Depois quem quiser lá vai de novo uma Conversa ao pé do fogo. Agora ver a dança das estrelas cadentes!
Domingo, café, inspeção, bandeira tudo nos conformes e claro um bom jogo. E fechar com nota dez os Grupos de Trabalho. Almoço, desmontar campo, tudo acondicionado nos carros e tirar uma hora para avaliação. Tudo naturalmente e... Bandeira, despedidas, retorno e vontade de quero mais. Duvidas? Procurem-me se acham que posso ajudar. No MSN no meu e-mail elioso@terra.com, no Skype (falo e mal, ofegante e rouco), pois estou pronto a colaborar com tudo que acharem válido.
UMA BOA INDABA PARA TODOS!


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Você já viu as flores silvestres escoteiro?



Você já viu as flores silvestres escoteiro?

Elas estão lá. Ainda existem as flores silvestres! Nos campos! Nas campinas! Nas montanhas verdejantes! Quantas vezes eu colhi pétalas de margaridas, de violetas, de jasmim e centenas de rosas selvagens, brancas, vermelhas, cujo perfume trouxe ao olfato deste "Velho" mateiro um aroma incomparável. Que belo jardim eu sempre via nas minhas andanças pela natureza. Centenas e milhares de flores cada uma mais linda que a outra. Centenas de abelhas douradas e beija flores azuis que a voejar pelos céus, vão à procura do caule tão saboroso.
Esta é a vida dos Escoteiros. São os exploradores da natureza. Ir para o campo e não admirar a força que ele possui é como ir a uma montanha e não ver o nascer e o por do sol. Tudo no campo é lindo, belo, mas é preciso saber enxergar. Temos que olhar e procurar onde estão a beleza das flores, dos pássaros, do zumbido dos insetos. Não existe alegria maior que descobrir o encanto de ver, um casal de pássaros a construir seu ninho. Não existe alegria maior que ver lá no alto de uma grande árvore naquela floresta impenetrável, uma orquídea branca como há desafiar o tempo que nasceu.
Sentar a beira de um regato e ficar olhando as águas claras e límpidas a correrem em direção ao mar. Ver o fundo o ballet dos peixinhos que alegres e saltitantes estão a buscar o alimento ou quem sabe a brincarem seus folguedos. Tirar o sapato e sentir um calafrio a percorrer o corpo, uma sensação gostosa e acariciante. Encontrar uma folha que substituindo a caneca é mergulhada na água trazendo algumas gotas brilhantes e amainando a sede.
Deitar a sombra de uma arvore e olhar suas folhas, seus galhos, tentar ver os pássaros que ali passam e param para um descanso. Ver um Bem-te-vi, um Pardal, quem sabe um Pássaro Preto ou mesmo um alegre Gavião com suas asas curtas, a perscrutar o horizonte. Assustar e sorrir com o canto da Cigarra. Identificar a beleza dos insetos que ali estão a subir em seu tronco e ver quanta vida e história aquela árvore centenária possui. Alegria então quando se vê um Quati, um Tamanduá Bandeira, um Tatu Bola a esconder no seu buraco infernal. (perigo de cobras – risos). Tantas coisas lindas a serem vistas e descobertas. Se você meu amigo é um Escoteiro ou um "Chefe" não deixe passar o tempo. Lá no campo mostre a todos que calmamente, a suspirar o doce aroma da natureza poderão saborear lindas nuances que se apresentarão de forma diferente para os olhos de um bom mateiro.
São coisas da vida, são coisas de escoteiros. Se deixar passar esta oportunidade então o escotismo não valeu a pena. Viva a natureza como ela é. Levante cedo. Veja o nascer do sol, olhe ao redor, veja a montanhas que agora estão se tingindo de dourado, olhe o lago, olhe o regato que suavemente vai de mansinho à procura do mar. E quando chover ouça a chuva, veja os pingos a caírem e produzirem sons fantásticos. E quando o sol estiver pleno, olhe as pradarias ou a relva que ao sabor do vento se divertem nas campinas. Um poeta disse que a natureza faz com que nós homens nos pareçamos uns com os outros e nos juntemos. A civilização faz que sejamos diferentes e que nos afastemos. Verdade?
Charles Dickens em sua sabedoria escreveu que a natureza dá a cada época e estação algumas belezas peculiares; e da manhã até a noite, como do berço ao túmulo, nada mais é que uma sucessão de mudanças tão gentis e suaves que quase não conseguimos perceber os seus progressos.
Escotismo é campismo. Escotismo é ar livre, escotismo é descoberta, escotismo é aventura, seja mais um e venha aprender como todos uma vida plena junto à natureza, pois só assim nos sentiremos escoteiros. Nos sentiremos realizados!

Pedaços da vida, aqui e ali



Pedaços da vida, aqui e ali

Relatos de Baden Powell (BP) quando moço.

O que se segue não é uma fábula, mas é realmente o que aconteceu há muito tempo. Um grupo de sábios e exploradores realizou uma expedição científica no interior da Austrália, e quase tiveram um fim trágico na thirstland grande em que se encontravam.
Que eles saíram vivos deveu-se aos poderes de observação e dedução e criatividade por parte de uma menina nativa de 14 que eles conheceram. Metade deles pereceu com sede. Eles estavam procurando na planície tentando encontrar água quando a menina notou algumas formigas subindo o tronco de uma árvore. Perspicaz ela ficou olhando o movimento das formigas. Elas entravam em um pequeno furo na casca. Logo pensou que deveria ter alguma finalidade o que estavam fazendo. Puxando um pedaço da casca notou que o tronco era oco e dentro havia água. Fez um furo e com um canudinho deu para todos beberem e matarem sua sede. Assim se salvaram graças à menina que se mostrou observadora e sempre alerta como deve ser um bom escoteiro.

A IMITAÇÃO (uma transcrição do chefe Fidelis dos Escoteiros Florestais)
 Em um acampamento estavam reunidos em meia lua, vários Escoteiros, o Chefe do Grupo aproximou-se de um Monitor e com o tom de voz baixa perguntou. - Que horas são?
O Monitor olhou para seu braço e verificou que não estava com o relógio, e rapidamente voltou-se para o Submonitor que estava a seu lado e falando bem baixinho perguntou? - Que horas são? 
O Submonitor também estava sem o seu relógio e imediatamente dirigiu-se ao iniciante que estava presente e falando com o mesmo tom de voz perguntou: - Que horas são?
- São nove horas! Respondeu o Iniciante, falando também baixinho e com expressão de dúvida no rosto, perguntou ao seu companheiro: - Por que estamos falando tão baixinho?
Sem responder a pergunta do iniciante, o Submonitor virou-se para o Xerife e disse: São nove horas. Mas, por que estamos falando tão baixinho?
O Monitor que estava ao lado do Chefe aproximou seu rosto perto do dele e falando bem baixinho, disse: - Chefe são nove horas! O senhor pode me dizer por que estamos falando tão baixinho?
Quando o Chefe escutou a pergunta do Monitor, olhou para todos que estavam na reunião e respondeu falando com o tom de voz baixo, dizendo: Vocês eu não sei, eu é porque estou rouco!


quarta-feira, 16 de maio de 2012

A técnica mateira da Vovó Escoteira



A técnica mateira da Vovó Escoteira

Cheguei à casa do "Velho" pulando os degraus d dois em dois. A liberdade e a amizade davam-me direitos de abrir a porta sem bater. Encontrei os dois. Ele e a Vovó sentados e abraçados na poltrona de vime já gasta com o tempo, conversando amenidades. Foi uma tarde interessante, pois pela primeira vez tive a oportunidade de conversar com a Vovó sua esposa. Fiquei sabendo tantos fatos que mais e mais passava a admirar aquele casal Escoteiro. Ela na sua simplicidade me dizia o porquê nunca participou diretamente como Escotista.
Poderia ter participado, no entanto achei que dando a ele o apoio (e não foi pouco), daria maior liberdade de ação. Quando toda a família participa acho viável a esposa estar junto. Mas à medida que minha filha não se interessava mais em participar do movimento (Fora Bandeirante pôr dois anos e meio) e principalmente pôr achar que não tinha aquelas qualidades tão essenciais para ser uma Escotista não me sentia motivada.
Eu vivi plenamente a minha filha e o “Velho”, mas veja, com isto não quero dizer que as esposas dos Escotistas não devam participar. Cada uma deve medir sua responsabilidade junto aos seus filhos e seu lar, pois esses vêm em primeiro lugar.
            Vovó respondia a uma pergunta minha, o porquê ela não tinha sido Escotista.
            - Agora - continuou a vovó -, eu sofri bastante em casa. O "Velho" não me deixava em paz. O tempo todo me ensinando, me adestrando nas técnicas escoteiras. Mas eu gostava disto. Divertia-me com ele e muito.
            - Tive que aprender MORSE logo após o casamento e olhe, ficávamos horas e horas, eu em uma sala e ele no quarto, conversando com uma “Cigarra rústica“.  SEMÁFORAS?  Deus do céu, como foi difícil. Cheguei quase a empatar com ele transmitindo de 30 a 40 letras pôr minuto. E olhe não conto o ALFABETO DOS MUDOS, e comentar naturalmente a LEI E A PROMESSA em vários idiomas.
            - Está rindo? - pois preste bem atenção, faço perfeitamente um PERCURSO OU ESBOÇO DE GIWELL. Não tenho dificuldades em ler MAPAS E CROQUÍS feito à mão ou não. E isto em qualquer ESCALA.  Meu PASSO ESCOTEIRO e o PASSO DUPLO são perfeitos (elogiados pôr muitos). Domino com facilidade uma BÚSSOLA SILVA ou PRISMÁTICA e sem querer ofender, aceitei o desafio do “Velho” e consigo fazer acima de seis NÓS escoteiros ou de marinheiro com um ou dois pedaços de linha dentro da boca! – e completou, ainda consigo fazer 26 nós escoteiro e de marinheiro.
            - Fiquei estupefaço! - Quem diria em vovó!
            - E ela continuou: - E tem mais, treinamos juntos todo o adestramento de SAÚDE E PRIMEIROS SOCORROS, desde o “noviço” até 1a CLASSE, incluindo a especialidade de SAÚDE E SOCORRISTA em qualquer eficiência, desde lobinho até Sênior. Faço sem problemas TALAS E TORNIQUETES, e domingo bem uma SANGRIA para tentar retirar um veneno de cobra. O lenço brinco de olhos fechados fazendo qualquer tipo de tipoia. Fazer MACAS é meu hobby. E olhe bem, aprendi a achar o FIO de qualquer lamina em sua afiação e domino com perfeição como deixa-las no ponto. Lixar e proteger uma ferramenta não tem segredos para mim. E para sua informação, faço de olhos fechados a AMARRA QUADRADA, DIAGONAL E PARALELA. A amarra para TRIPÊ eu faço de olho fechado. Isto sem contar três tipos de COSTURA DE ARREMATE com uma só mão. Tenho pôr costume, identificar qualquer cobra VENENOSA e saber onde é seu “habitat”.
            - Chega Vovó, chega. Falei. Estou envergonhado. Fiz vários cursos, inclusive a INSÍGNIA DE MADEIRA, e não aprendi tudo isto.
            - Não chega não filho. Continuou a Vovó. - (Seu olhar e seu sorriso e sua voz doce e suave, encantava qualquer ouvinte que estivesse ali presente).
            - Você ainda não viu como eu e ele treinamos COMIDA MATEIRA. Dei belas gargalhadas quando fizemos o nosso primeiro ‘FRANGO FRITO NO BARRO - sobre brasas e sob a terra. (O “velho“ ria as gargalhadas). E quantas vezes treinamos coar um CAFÉ SEM COADOR! E olhe, o “Velho“ sempre me desafiava a fazer um ARROZ SEM PANELAS.  Como? - segredo. Não posso contar. Use da imaginação.
            - Não faço acampamentos como vocês, mas experimente me desafiar a armar uma BARRACA, qualquer uma, em qualquer tempo ou situação. Sou capaz de armar de olhos vendados. Fizemos uma vez juntos uma linda OCA que deixaria qualquer tribo indígena boquiaberta. - A Vovó era cheia de surpresas. Não havia como duvidar dela pensei... - Se você quiser, vou lhe ensinar a fazer ARMADILHAS de vários tipos para caçar pássaros ou animais. E pode me desafiar para serrar toras com qualquer SERROTE OU TRAÇADOR.
            - SINAIS DE PISTA, conforme está no Manual é coisa de amadores. Sigo qualquer pista em qualquer terreno. E olhe meu filho, tive a sorte de ver o CREPÚSCULO numa noite de inverno do alto de uma montanha, e o sol nascer atrás de montes verdejantes.
            O "Velho" ria desbragadamente. Ele adorava a Vovó. No seu cachimbo inglês soltava enormes baforadas enquanto ria. Eu sabia que ela era a única que ele ouvia com atenção. O seu olhar, a sua meiguice e o carinho demonstrava que o amor não tem idade. - Olhe Vovó - (Ele tinha uma maneira carinhosa quando se dirigia a ela) - interrompeu o “Velho” sutilmente. - O ADESTRAMENTO ou como o queiram chamar hoje, teve formas diferentes para nós, os antigos. O aprendizado era na base do FAZER FAZENDO no campo. Não precisávamos só de cursos para aprender. Talvez outras formas para desenvolver tarefas dentro das novas metodologia para a educação da juventude fosse necessário, mas este é o Escotismo verdadeiro que conhecemos. ATIVIDADES AO AR LIVRE.
O “Velho“ sentiu que o cachimbo apagara. Calmamente deu uma ou duas “socadas”, jogou no cinzeiro as cinzas e acendeu novamente soltando” fumaça” pôr todos os lados, empestando a Sala Grande.
Temos nas Lojas Escoteiras, uma infinidade de livros bons sobre literatura Escoteira. Mas quem se habilita a ler? - E mesmo lendo, praticar o que leu? - Você conta a dedo quem tem uma boa biblioteca Escoteira em casa. Se possuem a “Insígnia“, nem sempre estão preparados para adestrar tais técnicas escoteiras. - Continuava o "Velho" - Temos perdido milhares de jovens porque não vivenciam mais estas atividades em que a técnica faz parte do seu crescimento. Esqueceram-se de tudo, ou melhor, por desconhecer não se importam em aprender para treinar seus monitores. Ainda bem que ainda temos um bom numero de escotistas fazendo escotismo como deve ser.
Quer saber de uma coisa? Desconfio de chefes que não sabem a Lei Escoteira de cor e estão mal uniformizados. Quando olho um Escotista sem ser um mago ou um adivinho, posso lhe dizer quem ele é com dez minutos conversando ou vendo como ele age com a tropa. Os tipos exóticos nem falo nada. Eles por sí só dizem o que são. 
 Fiquei pensando e me desviei das palavras do “Velho” - Tinha lido há muito tempo, um livro de um antigo escoteiro e que se chamava “Os adultos no Movimento Escoteiro”. Ainda não sabia onde eu me encaixava em tudo aquilo. Sabia que era útil, sabia que podia ajudar, mas não sabia como chegar lá. Educar, formar caráter, espirito de iniciativa, formação espiritual, bons cidadãos.
“E fui pensando, pensando até que me dei conta que a Vovó e o “Velho” dormiam preguiçosamente abraçados no sofá preto e o ““ Velho” roncava “descaradamente“.